pmid: "39348968"
title: "Efeitos colaterais de fitoterápicos no tratamento do câncer - Uma revisão das inconsistências em bases de dados nacionais e internacionais."
authors: "Büttner J, Büntzel J, Büntzel J, Hübner J"
journal: "Anticancer research"
pubdate: "2024 Oct"
doi: "10.21873/anticanres.17246"
source: "PubMed Abstract"
Efeitos colaterais de fitoterápicos no tratamento do câncer - Uma revisão das inconsistências em bases de dados nacionais e internacionais.
Autores
Büttner J, Büntzel J, Büntzel J, Hübner J
Periodico
Anticancer research (2024 Oct)
Conteudo
CONTEXTO/OBJETIVO: O interesse pela fitoterapia em pacientes com câncer é imensamente alto. Ao utilizar medicamentos fitoterápicos, o conhecimento dos potenciais efeitos colaterais é essencial como parte do aconselhamento ao paciente. O objetivo deste estudo foi, portanto, coletar informações sobre os efeitos colaterais de plantas medicinais populares e comparar diferentes fontes oficiais e as mais populares de informação que relatam os efeitos colaterais dos fitoterápicos.
MATERIAIS E MÉTODOS: Quatro bases de dados diferentes foram revisadas de 09 de fevereiro de 2021 a 01 de março de 2022. Foram elas: as monografias alemãs do Instituto Federal Alemão de Medicamentos e Dispositivos Médicos, as monografias europeias da Agência Europeia de Medicamentos, o site About Herbs (https://www.mskcc.org/cancer-care/diagnosis-treatment/symptom-management/integrative-medicine/herbs) e a Lista Vermelha Alemã. Um total de 171 plantas medicinais foram selecionadas das monografias alemãs. Essas plantas eram relevantes para o tratamento de suporte ao câncer, visando sintomas como dor, náusea, vômito, mucosite ou fadiga.
RESULTADOS: Das 171 plantas selecionadas, apenas 20 foram encontradas em todas as quatro fontes. A compilação dos dados mostrou haver uma enorme disparidade no número de plantas listadas por cada base de dados e no tipo e frequência dos efeitos colaterais descritos. As razões para isso são múltiplas: falta de interesse, diferentes grupos de interesse, origens diferentes (Europa versus América) e ausência de terminologia padronizada.
CONCLUSÃO: Os médicos não devem confiar exclusivamente em uma única fonte para se informar sobre os potenciais efeitos colaterais dos fitoterápicos, mas devem utilizar várias fontes para garantir a melhor segurança possível do paciente. Uma vez que parece haver poucos dados sobre certas plantas medicinais para as quais nenhum efeito colateral foi documentado, mais estudos clínicos são necessários.