pmid: "40715995"
title: "Ivermectina no tratamento do câncer: os profissionais de saúde devem alertar ou explorar seu potencial terapêutico?"
authors: "Patel Y, Chawla J, Parmar MS"
journal: "Current oncology reports"
pubdate: "2025 Sep"
doi: "10.1007/s11912-025-01704-z"
source: "PubMed Abstract"

Ivermectina no tratamento do câncer: os profissionais de saúde devem alertar ou explorar seu potencial terapêutico?

Autores

Patel Y, Chawla J, Parmar MS

Periodico

Current oncology reports (2025 Sep)

Conteudo

OBJETIVO DA REVISÃO: Esta revisão avalia as evidências científicas das potenciais propriedades anticancerígenas da ivermectina, um medicamento antiparasitário que desperta interesse para aplicações oncológicas. Avalia a lacuna entre as evidências pré-clínicas e clínicas e explora as implicações para a comunicação em saúde com base nas evidências atuais.
DESCOBERTAS RECENTES: Estudos pré-clínicos (estudos in vitro e em animais) demonstram os efeitos anticâncer da ivermectina, incluindo inibição da proliferação de células cancerígenas, indução de apoptose e modulação de vias de sinalização (por exemplo, Wnt/β-catenina, Akt/mTOR) em vários tipos de câncer. No entanto, a evidência clínica em humanos é limitada, sem ensaios clínicos randomizados (ECR) em grande escala que confirmem os benefícios terapêuticos. Estudos observacionais e relatos de casos destacam os riscos da automedicação impulsionada pelas redes sociais, divulgando os benefícios não comprovados da ivermectina contra o câncer, que podem levar à toxicidade em pacientes oncológicos em alguns casos. A falta de estudos clínicos cria uma lacuna translacional crítica entre os resultados pré-clínicos e a aplicação clínica prática. Apesar dos dados pré-clínicos promissores, a ausência de evidências clínicas conclusivas em larga escala em humanos limita a utilidade da ivermectina no tratamento do câncer. A sua acessibilidade é apelativa em ambientes com recursos limitados, mas os desafios éticos surgem da desinformação, que pode levar os pacientes a renunciar a terapias comprovadas. Os prestadores de cuidados de saúde devem comunicar de forma responsável para combater a desinformação e orientar os pacientes para intervenções baseadas em evidências, ao mesmo tempo que apoiam ensaios clínicos rigorosos para colmatar a lacuna pré-clínica-clínica.

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