# Unidade 3 - Gestao da Qualidade, Acreditacao Laboratorial (PALC/DICQ) e Legislacao Sanitaria

Modulo de Formacao Tecnica e Fundamentacao Cientifica - Acervo Integrativia.


Introducao Geral a Unidade

O estudo de Gestao da Qualidade, Acreditacao Laboratorial (PALC/DICQ) e Legislacao Sanitaria na disciplina de Biosseguranca, Gestao Laboratorial e Boas Praticas estabelece as bases conceituais, metodologicas e praticas indispensaveis para a formacao e atuacao tecnica do profissional biomedico e de saude, integrando a fundamentacao cientifica aos protocolos laboratoriais, interpretacao analitica e conduta clinica integrada.


2 Qual é a classificação dos resíduos sólidos?

3 Qual é o objetivo da coleta seletiva?

4 O que significa reciclagem?

5 Cite alguns tipos de resíduos que podem ser destinados à reciclagem.

TÓPICO 1 – PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS

DE SAÚDE

TÓPICO 2 – PREVENÇÃO DE ACIDENTES

TÓPICO 3 – MAPA DE RISCO

TÓPICO 1

PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

1 INTRODUÇÃO

Há décadas, as infecções estão diretamente relacionadas à assistência à saúde e constituem um problema grave e um grande desafio, necessitando de ações efetivas de prevenção e controle pelos serviços de saúde. Tanto pacientes quanto profissionais são vítimas das infecções nos serviços de saúde e podem acarretar sofrimentos e gastos excessivos para o sistema de saúde. Além disso, podem resultar em processos e indenizações judiciais, nos casos comprovados de negligência, imprudência e imperícia, durante a assistência prestada. O controle de infecções nos serviços de saúde, incluindo as práticas da higienização das mãos, além de atender às exigências legais e éticas, concorre também para melhoria da qualidade no atendimento e assistência ao paciente. As vantagens destas práticas são inúmeras, entre elas podemos citar a redução da morbidade e mortalidade dos pacientes, além da redução de custos associados ao tratamento dos quadros infecciosos.

Além da higienização cuidadosa e frequente das mãos que os profissionais devem adquirir como rotina, há também a preocupação referente aos equipamentos que devem sofrer ação química, a fim de ficarem livres de germes patogênicos. Neste tópico estudaremos os principais tipos de precauções universais, a fim de evitar a contaminação e propagação de bactérias e fungos nos serviços de saúde, bem como, a maneira como os profissionais devem proteger sua saúde e integridade física, utilizando os equipamentos de proteção. Vamos juntos nessa caminhada!

2 HISTÓRICO

A infecção hospitalar tem várias definições, entre elas, pode ser considerada como sendo a contaminação por microrganismos patogênicos durante a permanência do paciente na unidade de saúde ou até mesmo após a alta. Não se sabe exatamente a data da origem da infecção hospitalar, porém, tem-se notícias que remonta à idade da construção e surgimento dos hospitais, ou seja, no ano 325 d.C., naquela época não havia cuidados padronizados com relação às contenções das infecções e, dessa forma, a disseminação dos agentes patológicos acontecia de maneira habitual, levando inúmeros pacientes a óbito. Há relatos de vários estudos referente às contaminações nos hospitais, um deles remonta à época em que as parturientes que eram atendidas por médicos, estavam sujeitas a maior disseminação de infecção hospitalar, do que aquelas que eram atendidas por parteiras. A explicação é que os médicos atendiam vários pacientes, inclusive mexiam em corpos e faziam autópsias, enquanto que as parteiras trabalhavam apenas com gestantes e bebês. O ensinamento, nesse contexto, foi reportado à falta de lavagem das mãos, que após sua aderência por parte dos profissionais, contribuíram para a diminuição dos índices de infecções. Florence Nightingale foi considerada a mãe da enfermagem no século XIX, pois contribuiu de maneira significativa nos cuidados e estratégias relacionados aos pacientes objetivando diminuir o risco de infecção hospitalar. Várias pessoas se engajaram na luta contra a contaminação por agentes patológicos, seja através de pesquisas, ideias ou outro tipo de contribuição, sempre focados na prevenção contra infecções que causam doenças e óbitos. A penicilina foi uma das grandes descobertas do século XX, contribuindo para evitar doenças na população fragilizada e vulnerável às pestes da época, sendo considerada uma revolução em ascensão nas áreas da bacteriologia e parasitologia. As taxas de infecção hospitalar sempre preocuparam a humanidade, desde tempos remotos. Nos dias atuais, em que o controle rigoroso asséptico, dentro das unidades de saúde, é mais intenso, o índice de infecção hospitalar melhorou progressivamente. Entretanto, devido à resistência de muitas bactérias, os medicamentos para combater determinados microrganismos, estão sendo vistos como uma preocupação mundial, pois não estão combatendo de maneira eficaz as patologias. Assim, os laboratórios necessitam lançar no mercado, medicamentos de última geração, aumentando o custo tanto para pacientes, unidades de saúde, quanto para o governo nas três esferas. Uma medida simples para a prevenção e controle de infecções utilizadas até hoje, tanto nos serviços de saúde, quanto na vida cotidiana da população, é a lavagem das mãos.

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

3 PRINCIPAIS TIPOS DE PRECAUÇÕES UNIVERSAIS

3.1 LIMPEZA DE ARTIGOS

Conforme Fernandes e Gilio (2000), a limpeza dos materiais deve ser feita de maneira meticulosa e segura, selecionando-se o método que seja mais adequado ao material utilizado, de acordo com as necessidades e com os recursos disponíveis no trabalho, veremos conforme esses autores, dois tipos de limpeza: a manual e a mecânica, importantes para a remoção da sujidade.

3.1.1 Limpeza manual

• Utilizar a fricção, ou seja, a escovação com uso de substâncias de limpeza. • Priorizar os materiais delicados que não podem ser submetidos aos métodos de limpeza mecânica. • Utilizar como medida inicial as soluções enzimáticas. • Portar EPI adequado como: luva grossa de borracha que não escorregue e preferencialmente de cano longo, avental impermeável, botinas ou sapatos fechados e que sejam resistentes a líquidos, gorro, máscara e óculos de segurança. • Utilizar escovas não abrasivas. • Efetuar a troca periódica das escovas, mantendo cerdas adequadas para a função. • Friccionar os artigos sob a água para evitar aerossóis de microrganismos. • Utilizar água em abundância a fim de remover a sujidade e o detergente.

3.1.2 Limpeza mecânica

Conforme Hoefel e Konkewicz (2001), esta limpeza é realizada através de equipamentos como: lavadora ultrassônica, lavadora esterilizadora, lavadora termo desinfetadora, lavadora de descarga ou lavadora pasteurizadora. O objetivo é de diminuir a chance de ocorrer acidentes com material biológico, para isso, alguns cuidados devem ser observados, como: • Estar atento aos equipamentos para limpeza, pois há necessidade de cuidar para não coagular proteínas com a utilização de altas temperaturas. Assim é importante a utilização de um jato de água fria antecedente à técnica.

• Utilizar a temperatura da água em torno de 43°C, a fim de prevenir a coagulação de proteínas e auxiliar na remoção da sujeira. • Verificar o tipo de água que será utilizada na máquina de limpeza mecânica, pois a dureza da água pode alterar a vida útil dos equipamentos.

• Retirar todos os resíduos do detergente com a água. • Realizar o último enxágue com água deionizada. É importante a inspeção após o procedimento da limpeza mecânica, a fim de contribuir no funcionamento do material e evitar infecções cruzadas. A vistoria dos materiais pode ser realizada simplesmente através da inspeção visual e manual.

3.2 LAVAGEM DAS MÃOS

A higienização correta das mãos depende de alguns fatores essenciais para eficácia do processo, dentre elas a técnica empregada e a duração. Importante lembrar que antes de iniciar o procedimento, é necessário retirar todas as bijuterias como anéis, pulseiras e relógios, pois tais objetos podem acumular microrganismos e inviabilizar a técnica. De acordo com a ANVISA (2009), dependendo do objetivo ao qual se destinam, as técnicas de higienização das mãos podem ser divididas em: higienização simples, antisséptica e antissepsia cirúrgica, que estudaremos a seguir.

3.2.1 Higienização simples

O objetivo deste procedimento é de eliminar os agentes patogênicos que invadem a camada superficial da pele, por meio do suor, da oleosidade, acúmulo de células mortas, a duração dessa técnica deve respeitar o tempo de 40 a 60 segundos. FIGURA 19 – REPRESENTAÇÃO DA LAVAGEM DAS MÃOS

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

FONTE: Disponível em: http://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php. Acesso em: 26 mar. 2015. Essa técnica requer alguns cuidados para realizá-la, veja a seguir: • Ao se posicionar para lavar as mãos, não encoste na pia. • Abra a torneira com a mão. • A temperatura da água deve ser morna, não pode ser nem quente nem fria, para não ressecar a pele. • Utilizar a quantidade entre 3 a 5 ml de sabão líquido com ou sem germicida. • Primeiro molhe as mãos, faça movimentos de fricção por pelo menos 15 segundos na palma da mão, entre os dedos e no dorso da mão. • Enxaguar as mãos e enxugar com papel toalha descartável. • Feche a torneira utilizando o papel toalha descartável e não encoste as mãos na pia.

3.2.2 Higienização antisséptica

Tem a finalidade de remover os microrganismos com a ajuda de um sabão ou sabonete antisséptico, para que ocorra esse efeito, é necessário que a duração do procedimento seja realizada entre 40 a 60 segundos. Deve-se sempre realizar a higiene com sabonete antisséptico, que é diferente do sabonete comum, essa técnica é igual a utilizada para a higienização simples. O principal objetivo é de diminuir a carga microbiana das mãos, conforme já abordado, entretanto, não objetiva a remoção de sujidades. Caso haja preferência em substituir a higienização da água e sabão por outra substância, o ideal é que seja utilizado álcool gel a 70% ou solução alcoólica a 70% com 1% a 3% de glicerina. Para existir efetivação deste procedimento, sua duração deve ser de 20 a 30 segundos. Conheça a maneira da utilização desta técnica: • Cobrir toda a palma das mãos com o produto.

• Esfregar as duas palmas das mãos. • Friccionar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos, e vice-versa. • Esfregar a palma das mãos entre si, com os dedos entrelaçados. • Friccionar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, e vice-versa. • Friccionar o polegar direito com o auxílio da palma da mão esquerda, realizando movimento circular, e vice-versa. • Friccionar a parte digital interna e as unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fazendo um movimento circular, e vice-versa. • Esfregar os punhos sempre em movimentos circulares. • Não utilizar papel toalha, mas friccionar até secar.

3.2.3 Antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório

Essa medida é imprescindível para a prevenção da infecção hospitalar, deve ser realizada antes de o profissional entrar no centro cirúrgico. Na entrada do centro cirúrgico, há tanques com escovas e sabão para serem utilizadas, as escovas devem ser descartáveis e com cerdas macias, as de cerdas duras ocasionam lesões nas mãos dos profissionais, comprometendo sua saúde. Seu objetivo fundamental é de eliminar a microbiota transitória da pele e diminuir a microbiota residente. No preparo pré-operatório, este procedimento de lavagem das mãos deve ter a duração de três a cinco minutos para a primeira cirurgia, caso haja necessidade de o profissional trabalhar na segunda e subsequente cirurgia, o procedimento deve durar de dois a três minutos.

3.3 DESINFECÇÃO

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

UNI Desinfecção é um conjunto de operações com objetivo de eliminar os microrganismos potencialmente patogênicos, com exceção de esporos bacterianos. Nos hospitais e unidades de saúde, a desinfecção normalmente é realizada mergulhando os objetos em soluções específicas para eliminar microrganismos. Os desinfetantes são os produtos químicos que destroem os esporos, quando submersos por um longo período, denominados de esterilizantes químicos. O processo de destruição de microrganismos causadores de doenças em sua forma vegetativa é definido como desinfecção. Esses agentes patogênicos podem ser eliminados com a aplicação de agentes químicos e físicos. Conforme Martins (2001), a flora encontrada na pele é responsável por 80% das infecções hospitalares, sendo a maioria dos agentes etiológicos aqueles que convivem harmonicamente em simbiose com o estado normal dos mecanismos de defesa do hospedeiro. Assim, o termo desinfecção deverá ser entendido como um processo de eliminação, ou destruição de todos os microrganismos na forma vegetativa, independente de serem patogênicos ou não. É importante destacar que o termo microrganismo patogênico, é caracterizado pela capacidade patogênica de um microrganismo, medida pela mortalidade que ele produz ou por seu poder de invadir tecidos do hospedeiro, como os que secretam exotoxinas, liberam endotoxinas, formam cápsulas, entre outros. Ao contrário dos agentes antibióticos, considerados substâncias que têm capacidade de interagir com microrganismos unicelulares ou pluricelulares que causam infecções e que só funcionam com determinadas espécies bacterianas, os desinfetantes são altamente tóxicos para todos os tipos de células. A funcionalidade de uma substância é medida pela sua atuação, através da concentração, tempo de exposição, pH, temperatura, natureza do microrganismo e presença de matéria orgânica. Há vários métodos de esterilização, por exemplo: esterilização por vapor úmido, óxido de etileno e esterilização por gás plasma de peróxido de hidrogênio. Quando a esterilização é realizada de forma eficaz, o processo garante um nível de segurança adequado para o uso do material médico.

Um exemplo de produto utilizado para desinfecção é o glutaraldeído. Essa solução é uma das mais utilizadas nos últimos anos para tratamento de materiais termossensíveis. Sua utilização é considerada segura, porém, os materiais devem ser lavados em água corrente e se necessário utilizado escovas para retirar primeiramente a sujidade, para então posteriormente utilizar sua imersão nesta solução, a fim de o material ser utilizado com segurança nos pacientes.

Um exemplo que podemos citar é a desinfecção do aparelho de endoscopia e broncoscopia, em que pode ser utilizado o glutaraldeído, porém o risco da toxicidade desta substância é grande para os profissionais que manipulam esses equipamentos, sendo necessário obrigatoriamente o equipamento de proteção individual como gorro, máscara, luvas e avental.

O glutaraldeído possui amplo e rápido espectro de atividade, considerável desinfetante de alto e baixo nível, pois dependerá do tempo de exposição, com consequente maior ou menor espectro de ação. Ele é considerado um agente químico importante na escala de toxidade, pois é cancerígeno, portanto, os profissionais devem adotar medidas de proteção para sua manipulação. A atividade biocida e inibitória do glutaraldeído é ocasionado por uma reação química que aniquila os microrganismos, alterando sua estrutura interna composta de ácidos nucleicos e proteínas. O glutaraldeído é um dialdeído, usado como esterilizante e desinfetante de artigos críticos e semicríticos, possui grande espectro de atividade contra bactérias, gram-positivas e negativas, esporos bacterianos, fungos e vírus (MARTINS, 2001). O glutaraldeído age nas camadas das células bacterianas e, dessa forma, não permite a germinação dos esporos bacterianos, inibindo seu desenvolvimento, impedindo a formação de colônias patológicas que provocam doenças. O mecanismo de ação do glutaraldeído é baseado na ação biocida, ou seja, quando causa a morte do agente infeccioso, sejam bactérias, vírus, fungos ou esporos.

3.4 ESTERILIZAÇÃO

Definido como sendo o processo de destruição de toda e qualquer forma de vida microbiana (vírus, bactérias, esporos, fungos, protozoários e helmintos), através da utilização de agentes químicos ou físicos.

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

4 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Porém, é importante que os trabalhadores entendam a importância dos equipamentos de proteção individual (EPIs), pois eles não substituem a consciência dos trabalhadores, necessitando o comprometimento em utilizá-los. Estamos nos referindo ao conhecimento preciso do funcionamento e o uso correto e apropriado desses equipamentos de proteção. A maioria dos EPIs, se usados adequadamente, previnem a dispersão de microrganismos no ambiente, auxiliando na preservação da limpeza do ambiente de saúde. Não se deve, por exemplo: atender telefone de luvas, realizar refeições com luvas (mesmo que seja bebida ou apenas um lanche), o trabalhador não deve sair do ambiente de trabalho com o avental de proteção, entre outras ações. Esse instrumento é considerado de baixo custo em relação ao prejuízo que pode ser causado com a sua ausência. A empresa deve sempre incentivar o trabalhador a utilizar o EPI, necessitando ser uma prática constante e incorporada na rotina da empresa, além de ser uma obrigação legal sua aquisição e fiscalização. Porém, não adiantará investimento nessa área, se o trabalhador não estiver consciente de que o equipamento de proteção individual deve ser utilizado criteriosamente, necessitando sua adesão às normas de biossegurança.

A utilização dos EPIs encontra-se regulamentada pelo MT através da NR6, aonde estão definidas as obrigações do empregador e do empregado. Vejamos alguns exemplos de EPIs, conforme Miguel (2007). • LUVAS Devem ser primordiais e indispensáveis para qualquer prática de saúde, são apropriadas para manipulação de objetos em temperaturas altas ou baixas e devem estar disponíveis nos locais onde tais procedimentos são realizados. Precisam ser utilizadas por toda a equipe que trabalha com exposição a sangue, hemoderivados, fluidos orgânicos, mucosas ou pele não íntegra, para punção venosa ou outros acessos vasculares. Uma ação importante por parte do profissional é sempre lavar as mãos após a retirada das luvas.

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

UNI O uso de luvas não dispensa a lavagem das mãos. • PROTETOR AURICULAR Os protetores auriculares são do tipo concha ou de inserção e estão indicados para todos trabalhadores que se submetem a situações de ruídos excessivos, que podem causar perda da audição. O protetor abafador tipo concha possui uma haste fixa na cabeça e tem capacidade de atenuação de até 20 decibéis, já o modelo de inserção é mais leve, com haste mais fina e um par de espumas com a finalidade de atenuar os ruídos e vedar totalmente a entrada do orifício auricular, com atenuação de ruído na faixa dos 15 decibéis. Os níveis de ruídos nos serviços de saúde são normatizados pela NBR nº 10152/ABNT, que estabelece limite de 60 decibéis para uma condição saudável durante a jornada de trabalho. FIGURA 21 – PROTETOR AURICULAR TIPO INSERÇÃO E TIPO CONCHA FONTE: Disponível em: http://www.3m.com.br. Acesso em: 26 mar. 2015.

• AVENTAL Embora seja considerado apenas uma vestimenta ou um acessório, o avental é fundamental para a proteção do corpo do trabalhador, pode ser usado sobre ou sob os jalecos sendo essencial sua fabricação em material adequado e seguro. Há vários tipos de aventais de segurança, eles protegem o trabalhador nas atividades que envolvam solda, objetos cortantes como facas, sangue, operações com produtos químicos e respingos de líquidos aquecidos. O uso deve ser obrigatório, evitando a contaminação do ambiente exterior e contaminação pessoal, é indicado durante procedimentos de isolamentos com risco de contato com material infectante e procedimentos cirúrgicos. Em situações com grande exposição a sangue, eles devem ser impermeáveis e necessitam proteger o tronco, braços e pernas. FIGURA 22 – MODELO DE AVENTAL EM TECIDO FONTE: Disponível em: http://www.indesc.com.br/produtos.php. Acesso em: 27 mar. 2015. A maioria das atividades que exige o uso de aventais, necessita que seu material seja do tipo descartável, de mangas compridas, com punhos, e utilizados de maneira fechada ou aventais de tecido que são esterilizados. A gramatura da fibra deve ser elaborada de maneira que os tornem impermeáveis aos fluidos.

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Referente aos aventais de pano, eles podem ser utilizados pela maioria dos serviços de saúde, entretanto, a desvantagem encontrada é o estoque inadequado, falta de recurso para a compra, porém, o planejamento e alternativas para a racionalização pelo uso da equipe, pode ser uma maneira boa para sua viabilização. • MÁSCARA Tem o objetivo de proteger o rosto e os olhos com relação aos riscos da entrada nas vias respiratórias e olhos de fragmentos sólidos, partículas quentes ou frias, poeiras, líquidos e vapores, assim como radiações não ionizantes. Como as máscaras de pano se tornam úmidas devido à respiração, elas não são eficientes para a filtragem de partículas e vem sendo substituídas com êxito por máscaras descartáveis, de baixo custo e, muitas vezes, ecologicamente corretas, no entanto, a proteção é por tempo limitado. Existem vários tipos de máscaras, inclusive as que são eficazes contra a tuberculose, pois filtram partículas de até 5 micra, apesar de seu custo ser alto, são indispensáveis em determinadas ocasiões. FIGURA 23 – MODELO DE MÁSCARA N-95 FONTE: Disponível em: http://www.iladiba.com. Acesso em: 27 mar. 2015. Os profissionais da saúde que trabalham com pacientes de alto risco, no que diz respeito a doenças infectocontagiosas, devem, obrigatoriamente, utilizar trabalhadores aceitam esse tipo de material. As doenças infectocontagiosas em que esse tipo de máscara é eficaz são: tuberculose, sarampo ou varicela, além de obterem êxito em procedimentos cirúrgicos e durante necropsia de pacientes suspeitos de tuberculose. Uma máscara é considerada adequada, quando se acopla bem ao rosto da pessoa e filtra partículas de tamanho correto, de acordo com sua indicação.

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

São indicados em procedimentos invasivos e também em necropsias. Esse equipamento necessita estar disponível para todos os trabalhadores que lidam com manuseio ou armazenamento de substâncias químicas e biológicas. • BOTAS Seu uso é indicado em vários procedimentos desde a limpeza, passando pelo açougue, até chegar nos hospitais, laboratório e na indústria. O uso de botas depende da atividade que será desenvolvida e do tipo de contato que o profissional se submeterá. Há vários tipos de botas como: botas de segurança em couro, PVC, botinas, calçados com biqueira de reforço e solado antiderrapante. Vale lembrar que as normas de segurança, indicam os pró-pés descartáveis ou reutilizáveis para serem usados em áreas estéreis nos serviços de saúde. FIGURA 26 – MODELOS DE BOTAS EM BORRACHA E COURO FONTE: Disponível em: <http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/imagem/epi. htm>. Acesso em: 28 mar. 2015.

4.1 OBRIGAÇÕES QUANTO AOS EPIs

4.1.1 Obrigações do empregador

De acordo com Costa (2004), o subitem 6.6 da NR-6 estabelece que cabe ao empregador com relação ao EPI: • comprar o EPI adequado à atividade do empregado; • fornecer gratuitamente ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego através do Certificado de Aprovação – CA; • capacitar o trabalhador quanto ao uso;

• obrigar o trabalhador a utilizá-lo; • proibir o trabalhador de utilizar o EPI danificado ou extraviado; • oferecer manutenção periódica.

4.1.2 Obrigações dos empregados

5 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC

Equipamentos de proteção coletiva, chamados de EPCs são dispositivos de uso coletivo como o próprio nome informa, destinados a proteger a integridade física dos trabalhadores, durante o desempenho de suas atividades, podem ser utilizados combinados com o uso de EPIs. Como o ambiente de trabalho não pode oferecer risco à saúde ou segurança do trabalhador, o EPC serve para neutralizar esses riscos, contra agentes ambientais, evitando acidentes e protegendo a saúde dos empregados. Esses equipamentos devem ser prioridade na atividade laboral de qualquer profissional envolvido na área de segurança, eles atuam em pontos incidentes das fontes geradoras de agentes agressores ao indivíduo e meio ambiente. Seu objetivo é de controlar os riscos do ambiente, como por exemplo: extintores de incêndio, exaustores, paredes e portas corta-fogo, entre outros. De acordo com Piza (2007, p. 33): Os EPCs para serem perfeitamente definidos e adequados devem respeitar algumas premissas básicas: • Ser do tipo adequado em relação ao risco que irão neutralizar; • Depender de menos possível da atuação do homem para atender suas finalidades; • Ser resistentes às agressividades de impactos, corrosão, desgastes etc., a que estiverem sujeitos; • Permitir serviços e acessórios como limpeza, lubrificação e manutenção; • Não criar outros tipos de riscos, principalmente mecânicos como obstrução de passagens, cantos vivos etc. Assim a melhor conclusão para o EPC é que esta proteção não atrapalha em nada o trabalhador, são dispositivos que ajudam e pode até aumentar a produção do trabalhador.

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Para Gonçalves (2006) os equipamentos de proteção coletiva são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho, cuja função é de proteger os trabalhadores quanto aos riscos ambientais e devem seguir algumas especificações como:  ser compatível ao risco que irá neutralizar;  necessitam ser resistentes aos impactos, corrosão, desgastes, entre outros a fim de proteger a integridade física do trabalhador;  possuir manutenção e serem devidamente limpos;  evitar impedir o fluxo natural do serviço;  os funcionários devem receber capacitação para o uso dos EPCs;  precisam obrigatoriamente estar em locais de fácil acesso e sinalizados. Conforme Gonçalves (2006) podemos citar como exemplos de EPC: • LAVA-OLHOS Esse equipamento deve estar disposto em locais onde os trabalhadores estejam expostos aos riscos físicos. É um dispositivo formado por dois pequenos chuveiros de média pressão, unidos a uma “pia” metálica e projetados de forma semelhante aos chuveiros de segurança, só que com o objetivo específico de livrar os olhos de contaminantes. O ângulo do jato de água deve ser direcionamento exatamente para lavar os olhos e poderá ser instalado no chuveiro de emergência. Esse equipamento de emergência, necessita estar visivelmente localizado de forma estratégica, a fim de ser utilizado a qualquer momento e de maneira imediata. A manutenção destes equipamentos deverá ser constante, obedecendo a uma periodicidade de limpeza semanal.

TÓPICO 1 | PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

• Isolamento de áreas de risco. • Sinalizadores de segurança (como placas e cartazes de advertência). • Lava-olhos. • Detectores de tensão. • Chuveiros de segurança. • Kit de primeiros socorros. • Extintor de incêndio.

Neste tópico compreendemos que: • A infecção hospitalar é tão antiga quanto a origem dos hospitais. • Uma medida simples para evitar a transmissão de infecções nos serviços de saúde, é a higienização das mãos. • Desinfecção é um conjunto de operações com objetivo de eliminar os microrganismos potencialmente patogênicos. • Esterilização é o processo que objetiva destruir todas as formas de vida. • Os EPIs servem para proteção do contato com agentes infecciosos, substâncias irritantes e tóxicas, materiais perfurocortantes e materiais submetidos a aquecimento ou congelamento. • Usar EPI é um direito do profissional da saúde e a instituição é obrigada a fornecê-los. • O EPC serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais, evitando acidentes, protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. RESUMO DO TÓPICO 1

1 Explique qual é a melhor prática para o controle da infecção nos serviços de

saúde.

2 Conceitue infecção hospitalar.

3 Explique o que é desinfecção.

4 Cite e explique a diferença entre dois tipos de esterilização.

5 Cite pelo menos cinco tipos de EPIs.

TÓPICO 2

PREVENÇÃO DE ACIDENTES

1 INTRODUÇÃO

A segurança do trabalho está presente em todos os setores que eventualmente oferecem riscos de acidentes e danos à saúde do trabalhador. É necessário haver a prevenção dos riscos relacionados à saúde das pessoas que trabalham em determinados ambientes. É importante que o trabalhador esteja inserido em seu ambiente de trabalho de forma segura, na qual o ambiente deverá ser um lugar com boas condições para um excelente desempenho do trabalho. Atualmente evidencia-se uma grande preocupação com o bem-estar dos trabalhadores no mercado de trabalho. Antigamente, a segurança era vista única e exclusivamente de responsabilidade do empregado, o tempo passou e hoje e a legislação trabalhista foi surgindo, evidenciando cada vez mais ferramentas com o intuito de redução de acidentes. É neste sentido que vamos estudar os órgãos de controle dos acidentes de trabalho, bem como a sinalização de segurança por meio de cores, que devem ser usadas para advertir o trabalhador contra os riscos ocupacionais.

2 HISTÓRICO

As informações disseminadas quanto aos acidentes de trabalho, remontam décadas passadas, existindo sinais desde as civilizações primordiais. Os escravos serviam para todo e qualquer tipo de tarefa, desumana ou não, em condições seguras ou não, correndo risco de vida e trabalhando em longas jornadas. As classes miseráveis ou de baixa renda eram submetidas ao trabalho escravo, sem nenhum tipo de preocupação com a saúde do indivíduo, sendo que na maioria das vezes morriam ou eram mutilados por seus serviçais, sem nenhuma proteção humana.

Os acidentes de trabalhado, só tiveram importância no século XIX, sendo percebidos como um grave problema social, fator desencadeado pelo surgimento da máquina, reduzindo o número de trabalhadores e os que ficavam estavam sujeitos a acidentes, pois não havia capacitação e nem treinamento para habilitálos às novas atividades. A dignidade do trabalhador não era vista como uma questão importante, entretanto, com o aparecimento da revolução, o Estado passou a satisfazer o bem-estar da coletividade e até intervindo se necessário, como uma forma de proteção aos mais fracos (CALLERI, 2007). Durante muitas décadas, dificilmente o empregado era visto como o foco das atenções, no sentido de garantia de segurança no ambiente de trabalho, hoje a responsabilidade do empregador é visivelmente diferente, pois ele agora tem a obrigação de evitar ou reparar danos decorrentes dos acidentes do trabalho, que antigamente era de difícil comprovação e praticamente causa perdida ao trabalhador. UNI Os gestores hospitalares têm a responsabilidade de cuidar e zelar para que tanto os funcionários, quanto os pacientes estejam permeados de segurança, portanto, o hábito da prevenção de acidentes, deve estar inserido no seu dia a dia. 3 ÓRGÃO DE CONTROLE DE ACIDENTES

3.1 SESMT

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dedica o artigo 162 a estabelecer os dispositivos legais sobre o Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), o qual foi disciplinado pela Norma Regulamentadora – NR4, que as empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e indireta e os poderes judiciários que possuem trabalhadores regidos pela CLT, de manter o SESMT, objetivando prevenir a saúde do trabalhador (SALIBA, 2008). Tendo em vista o crescente aumento dos acidentes de trabalho nas empresas, sofridos pelos trabalhadores, foi criado o SESMT, entretanto, não foi apenas sob esse ponto de vista, mas também para alertar e instruir os funcionários sobre o surgimento de novas doenças, além de prestar informações sobre prevenção de qualquer patologia.

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Para Saliba (2008), segundo a NR 4.4.2, os profissionais que devem compor o SESMT são: - Médico do Trabalho: Médico portador de curso em nível de pós-graduação em Medicina do Trabalho ou portador de certificado de residência médica em área relacionada à saúde do trabalhador. - Engenheiro de Segurança do Trabalho: Engenheiro, arquiteto portador do curso em nível de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho. - Enfermeiro do Trabalho: É o enfermeiro que possui especialização em nível de pós-graduação em Enfermagem do Trabalho. - Técnico em Segurança do Trabalho: Profissional formado em nível técnico, com registro no Ministério do trabalho. - Auxiliar de Enfermagem do Trabalho. Portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho.

3.2 CIPA

3.2.1 Conceito e objetivo

Tendo em vista a grande quantidade de acidentes de trabalho e objetivando diminuir os índices preocupantes, foi criada na década de 40, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Esta comissão é constituída por um grupo de pessoas representando os empregados e empregadores e especialmente treinados para colaborar na prevenção de acidentes. Contar com o apoio e participação dos trabalhadores nessa comissão é a base estrutural de qualquer programa com vistas à prevenção de acidentes. Muitos acidentes ocorridos entre os trabalhadores podem ser evitados, amenizado ou atenuado, ora pelo empregador, ora pelo próprio empregado ou por ambos ao mesmo tempo. O principal objetivo desse grupo é proporcionar segurança no local de trabalho e auxiliando, dessa forma, no desenvolvimento das atividades. Segundo Saliba (2008), a CIPA é regida pela Norma Regulamentadora nº 5 e necessitando ser constituída por processo eleitoral. Uma vez organizada, ela deve ser registrada no órgão regional do Ministério do Trabalho, em até 10 dias após a eleição.

UNI O objetivo da CIPA é a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida, com vistas à promoção da saúde do trabalhador.

3.2.2 Constituição da CIPA

A Portaria nº 3.214/78 regulamenta a composição da CIPA e estabelece que sua composição deve ter um número igual de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com a totalidade de empregados da empresa, eleitos pelo voto secreto, sendo que o cargo de Presidente é sempre ocupado por um representante do empregador e o Vice Presidente por um representante do dos empregados, tendo o mandato dos membros eleitos da CIPA duração de um ano, permitida apenas uma reeleição (PIZZA, 2007). Para a constituição da CIPA, os membros devem estar vinculados ao regime celetista (regidos pela CLT).

3.2.3 Atribuições da CIPA

Conforme Piza (2007), a CIPA tem as seguintes atribuições: • Discutir os acidentes ocorridos. • Sugerir medidas de prevenção de acidentes, julgadas necessárias, por iniciativa própria ou sugestões de outros empregados, encaminhando-as ao Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e ao empregador.

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

• Promover a divulgação e zelar pela observância das normas de Segurança e Medicina do Trabalho ou de regulamentos e instrumentos de serviço, emitidos pelo empregador. • Despertar o interesse dos empregados pela prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais e estimulá-los permanentemente a adotar comportamento preventivo durante o trabalho. • Promover anualmente em conjunto com o SESMT, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). • Participar da Campanha Permanente de Prevenção de Acidentes promovida pela empresa. • Registrar em livro próprio as atas das reuniões da CIPA e enviar cópias mensais, ao SESMT e ao empregador. • Investigar ou participar, com o SESMT, da investigação de causas, circunstâncias e consequências dos acidentes e das doenças ocupacionais, acompanhando a execução das medidas corretivas. • Realizar, quando houver denúncia de risco ou por iniciativa própria e mediante prévio aviso ao empregador e ao SESMT, inspeção nas dependências da empresa, dando conhecimento dos riscos encontrados a estes e ao responsável pelo setor. • Sugerir a realização de cursos, treinamentos e campanhas que se julgarem necessários para melhorar o desempenho dos empregados quanto à Segurança e Medicina do Trabalho. • Enviar trimestralmente cópia do Anexo I ao empregador. • Convocar pessoas, no âmbito da empresa, quando necessário, para tomada de informações, depoimentos e dados ilustrativos e/ou esclarecedores, por ocasião da investigação dos acidentes do trabalho, e/ou outras situações.

3.3 BRIGADA DE INCÊNDIO

A composição da brigada de incêndio é formada pelos habitantes de um determinado estabelecimento como indústria, escola, hospital, supermercado etc., os quais devem receber treinamento para atuarem com eficiência, dinamismo e agilidade nas atividades que envolvem sua função, dentre elas: fiscalização dos atos e condições inseguras oferecendo orientações e esclarecimento de dúvidas, na prevenção através da inspeção de equipamentos contra incêndio, incitar medidas protetivas com a participação de todos, no atendimento aos primeiros socorros, no combate ao princípio de incêndio, entre outras funções.

3.3.1 Atribuições da brigada de incêndios

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

o) Controlar o tráfego de pessoas e veículos de modo a facilitar a atuação das equipes de combate e socorristas. p) Prestar qualquer tipo de apoio, na ocasião do sinistro, caso não lhe caiba missão específica. q) Remover materiais combustíveis com o intuito de facilitar a entrada de equipamentos de combate a incêndios. r) Isolar e proteger equipamentos, máquinas, arquivos etc., ainda não atingidos pelo fogo. s) Orientar o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar quando da sua chegada.

O planejamento da brigada de incêndio deve estar pautado nas normas e legislações vigentes, visando à prevenção contra emergências, oferecendo capacitação que é indispensável aos integrantes, como também suporte no conhecimento necessário dos materiais empregados para esse fim. Deve fazer parte do planejamento o emprego tático e técnico dos materiais de extinção de incêndio, os quais desempenham procedimento padrão no combate ao incêndio. Também deve constar na pauta, técnicas de primeiros socorros e outros assuntos pertinentes à área. Esse estudo deve fazer parte do Programa de Emergência específico de cada estabelecimento, necessitando distinguir características de produtos, a exemplo podemos citar que o combate aos combustíveis sólidos difere do combate aos líquidos inflamáveis, como também estudar o tipo de população, condição física, idade, doenças, tipo de moradia, entre outros fatores importantes para a atuação da equipe.

3.4 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

3.4.1 Cor na segurança do trabalho

Para Scaldel (2009), a Norma Regulamentadora – NR 26 tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos, gases e advertindo contra riscos. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir quanto aos riscos existentes. FIGURA 29 – QUADRO DE CORES UTILIZADAS NA SEGURANÇA DO TRABALHO FONTE: Disponível em: http://www.segurancadotrabalhonwn.com. Acesso em: 28 mar. 2015. UNI O uso das cores na segurança do trabalho, deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Para Scaldel (2009) a utilização das cores na Segurança do Trabalho, deverá ter alguns critérios, conforme veremos a seguir.

3.4.1.1 Vermelho

O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. O amarelo é a cor indicada para ser utilizada nas empresas para sinalizar perigo, não devendo utilizar o vermelho para esse fim, por representar pouca visibilidade, se comparado com a cor amarela. Citaremos alguns locais em que essa cor é utilizada: • Caixa de alarme de incêndio. • Hidrantes. • Bombas de incêndio. • Caixas com cobertores para abafar chamas. • Extintores e sua localização. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel, suporte, moldura de caixa ou nicho). • Baldes de areia ou água para extinção de incêndio. • Transporte com equipamentos de combate a incêndio. • Portas de saídas de emergência. A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo nas luzes a serem colocadas em obstáculos e em botões de interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.

3.4.1.2 Amarelo

É um sinal de aviso, no sentido de tomar cuidados, haver precaução, verificação, é normalmente utilizado em canalizações, mas em outras formas também: • Partes baixas de escadas portáteis. • Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco. • Espelhos de degraus de escadas. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas subterrâneas etc.) e de plataformas que não possam ter corrimões. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. • Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção. • Paredes de fundo de corredores sem saída. • Vigas colocadas à baixa altura. • Cabines, caçambas e gatos-de-pontes-rolantes, guindastes, escavadeiras etc. • Equipamentos de transportes e manipulação de material tais como: empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes, vagonetes, reboques etc. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. • Pilares, vigas, postes, colunas e partes salientes da estrutura e equipamentos em que se possa esbarrar. • Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco. • Para-choques para veículos de transportes pesados, com listras pretas e amarelas.

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

3.4.1.3 Branco

O branco tem a finalidade de indicar, identificar e distinguir, será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura). • Direção e circulação, por meio de sinais. • Localização e coletores de resíduos. • Localização de bebedouros. • Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. • Áreas destinadas à armazenagem. • Zonas de segurança.

3.4.1.4 Preto

O preto será empregado para mostrar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (exemplo: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche etc.). O preto poderá ser usado em substituição ao branco ou combinado a este quando condições especiais o exigirem. O azul será utilizado para indicar cuidado, ficando limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos que deverão permanecer fora de serviço e empregado em barreiras de advertência. Será também empregado em: • Canalizações de ar comprimido. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. • Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.

3.4.1.5 Azul

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

3.4.1.6 Verde

O verde é a cor que caracteriza segurança, como também salvamento e socorro, deverá ser empregado para identificar: • Canalizações de água. • Caixas de equipamentos de socorro de urgência. • Caixas contendo máscaras contra gases. • Chuveiros de segurança. • Macas. • Fontes lavadoras de olhos. • Quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança etc. • Porta de entrada de salas de curativos de urgência. • Localização de EPI. • Caixas contendo EPI. • Emblemas de segurança. • Dispositivos de segurança. • Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).

3.4.1.7 Laranja

O laranja deverá ser empregado para identificar: • Canalizações contendo ácidos. • Partes móveis de máquinas e equipamentos. • Partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. • Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. • Faces externas de polias e engrenagens.

3.4.1.8 Púrpura

Utilizada para indicar os perigos decorrente das radiações eletromagnéticas, penetrantes de partículas nucleares. Deverá ser empregada a púrpura em: • Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade. • Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. • Recipientes de materiais radioativos ou refugos de materiais e equipamentos contaminados. • Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.

3.4.1.9 Lilás

Deverá ser empregado para indicar canalizações que contenham álcalis. A título de curiosidade, as refinarias de petróleo normalmente utilizam o lilás para a identificação de lubrificantes.

3.4.1.10 Cinza

O cinza claro deverá ser utilizado para identifica canalizações em vácuo, já o cinza escuro, servirá para identificar eletrodutos.

3.4.1.11 Alumínio

O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (exemplo: óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante etc.). • Dispositivos de corte, bordas de serras e prensas. • Botões de arranque de segurança.

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

3.4.1.12 Marrom

O marrom atua como coringa, pois pode ser adotado pela empresa, para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. UNI Lembre-se: Vermelho → PERIGO Amarelo → CUIDADO Azul → AVISOS Verde → SEGURANÇA Laranja → ATENÇÃO

3.4.2 Sinalizações gerais

3.4.2.1 Sinalização de interdição

É utilizada na maioria das vezes, sob dois pontos de vista: • Forma arredondada. • Utilizada com fundo branco e tarja vermelha em diagonal. FIGURA 32 - SINALIZAÇÃO DE INTERDIÇÃO FONTE: Disponível em: http://www.segurancadotrabalhonwn.com. Acesso em: 28 mar. 2015.

3.4.2.2 Sinalização de alerta

• Forma triangular. • Fundo amarelo utilizado na figura com aspectos preto. FIGURA 33 - SINALIZAÇÃO DE ALERTA FONTE: Disponível em: http://www.segurancadotrabalhonwn.com. Acesso em: 28 mar. 2015.

3.4.2.3 Sinalização de obrigação

• Forma arredondada. • Utilizado a figura de cor branca sobre o fundo azul. FIGURA 34 - SINALIZAÇÃO DE OBRIGAÇÃO FONTE: Disponível em: http://www.segurancadotrabalhonwn.com. Acesso em: 28 mar. 2015.

TÓPICO 2 | PREVENÇÃO DE ACIDENTES

3.4.2.4 Sinalização de prevenção de incêndio

• Forma retangular ou quadrada. • Figura branca sobre fundo vermelho ou também pode ser empregado de maneira contrária. FIGURA 35 - SINALIZAÇÃO DE PREVENÇÃO A INCÊNDIOS FONTE: Disponível em http://www.segurancadotrabalhonwn.com Acesso em: 28 mar. 2015.

Chegamos ao final deste tópico de estudos, que aborda a prevenção de acidentes. Agora, você já é capaz de: • Saber que o SESMT tem a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. • O SESMT foi criado com o aumento de acidentes que os funcionários, em geral, estavam sofrendo no local de trabalho. • A CIPA foi criada objetivando reduzir o grande número de acidentes de trabalho nas indústrias. • O mandato dos membros eleitos da CIPA tem duração de um ano, permitida uma reeleição. • A brigada de incêndio é formada pela população fixa de um estabelecimento (empresa, escola, hospital por exemplo), preparada e treinada para atuar na prevenção e combate a ações inesperadas e inseguras. • A Norma Regulamentadora nº 26 tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. • Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. RESUMO DO TÓPICO 2

1 Quanto à temática da sinalização de segurança, classifique V para as

2 Cite duas atribuições da CIPA

3 Segundo a NR 4.4.2, quais são os profissionais que compõem o SESMT?

TÓPICO 3

MAPA DE RISCO

1 INTRODUÇÃO

O ambiente de trabalho tem sido causa de mortes, doenças e incapacidades para um número gigante de trabalhadores ao longo da história da humanidade. É necessário juntarmos esforços e seguir as legislações, a fim de que o ambiente de trabalho fique livre da nocividade, para isso tanto os trabalhadores, quanto os empregadores precisam ter participação ativa em todo o processo que envolvem questões de segurança, com vistas à conservação da saúde de todos. O mapa de risco cabe dentro desse propósito, ou seja, o de demonstrar em subterfúgios a realidade do ambiente em que o trabalhador vive. Envolver os trabalhadores nesse processo de análise dos riscos e divulgar medidas adequadas de controle é um procedimento inteligente e capaz de dar bons resultados. Esse instrumento representa uma tentativa inédita no Brasil, de comprometer e envolver os trabalhadores, além de envolver os empresários com a solução de um problema que interessa a todos. O mapa de riscos surgiu num momento onde os índices de acidentes de trabalho eram elevados, de grandes perdas humanas e econômicas, assim, como uma tentativa de envolver trabalhadores e empregadores nesta problemática, surgiu no Brasil essa inovação e para a surpresa de muitos, foi um sucesso.

2 HISTÓRICO

O mapa de risco teve origem na Itália com o movimento sindical Federazione dei Lavoratori Metalmeccanici (FLM), que desenvolveu o Modelo Operário Italiano (MOI) na década de 60. O MOI tinha como objetivo auxiliar os operários das indústrias do ramo metal mecânico na investigação e controle dos ambientes de trabalho (COSTA, 2004). Esse instrumento possibilitou a participação dos trabalhadores no planejamento a fim de evitar acidentes, contribuindo no controle da saúde do indivíduo. Objetivava a valorização das experiências e a individualidade operária, não delegando tais funções aos técnicos. No início da década de 80, o mapa de risco chegou ao Brasil, sua elaboração tornou-se obrigatória com a Portaria nº 5 de 18/08/1992 do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador do Ministério do Trabalho (DNSST) o qual alterou a NR-9, determinando a obrigatoriedade da elaboração de mapas de risco nas empresas que possuíssem CIPA. Após alguns anos, as informações para elaboração do mapa de risco foram delegadas para a NR-5, que aborda questões da CIPA.

A demonstração dos riscos deve ser evidenciada em planta baixa ou croqui do local de trabalho, juntamente com os tipos de risco relacionados em conteúdos próprios e anexados à portaria que trata do assunto da CIPA. Os mapas devem estar localizados e fixados em locais visíveis ao trabalhador, em todas as seções, a fim de oferecer conhecimento dos riscos do ambiente, além disso, devem permanecer no local até a próxima gestão da CIPA, sendo que a próxima chapa eleita deverá refazê-lo.

3 CONCEITO

O mapa de risco é uma representação gráfica de vários fatores adversos presentes nos locais de trabalho, capazes de prejudicar a saúde dos trabalhadores. Esses fatores são originados à medida que o processo do trabalho é evidenciado, com a atuação dos equipamentos que auxiliam os trabalhadores. Como exemplo podemos citar os materiais, equipamentos e suprimentos. A forma de organização do trabalho como arranjo físico, ritmo de trabalho, método de trabalho, turnos de trabalho, postura de trabalho, treinamento, entre outros, também pode contribuir negativamente no desempenho laboral, acarretando graves transtornos à saúde.

TÓPICO 3 | MAPA DE RISCO

4 ETAPAS PARA CONSTRUÇÃO DO MAPA DE RISCO

verificar quais agentes localizados de acordo com o risco exposto, podemos citar como exemplo o risco físico, nesta categoria, deve-se verificar qual o agente presente no local do trabalho, como ruído, vibração, radiação, frio, calor, umidade e pressão anormal. 3) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia, como: • medidas de proteção coletiva; • medidas de proteção individual; • medidas de organização do trabalho; • medidas de higiene e conforto como banheiros, vestiários, armários refeitório, bebedouro etc.

esta informação pode ser verificada tanto no PPRA, quanto no LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). 6) Elaborar o mapa de risco: • grupo a que pertence o risco, de acordo com as cores padronizadas da segurança; • anotar dentro do círculo o número de trabalhadores expostos ao risco; • anotar qual o tipo de agente relacionado ao risco ambiental; • anotar a intensidade do risco. Devem-se preencher os documentos da Norma Regulamentadora NR-5. Esta etapa consiste na representação gráfica dos riscos que deverá ser feita com a base no layout do espaço físico do local de trabalho conforme o anexo IV da Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5) e da Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho. Após discussão e aprovação pela CIPA, o mapa de riscos, deverá ser colocado em cada local analisado, de forma visível e de fácil acesso para os servidores. A falta de elaboração do mapa de riscos ambientais e de divulgação, pode implicar multas de valor elevado.

4.1 IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS PELAS CORES

Após realizar o levantamento de todas as informações pertinentes para a elaboração do mapa de risco, a CIPA deve fazer uma reunião para examinar cada risco. Nesta etapa é feita a classificação dos perigos de acordo com o agente, como também, a determinação do grau em pequeno, médio ou grande.

TÓPICO 3 | MAPA DE RISCO

A partir de então, colocam-se os círculos na planta para representar os riscos, que são caracterizados graficamente por cores e círculos. Os riscos ambientais devem ser indicados com círculos de vários tamanhos (Figura 18) e cores que são padronizadas, de acordo com sua gravidade. FIGURA 36 – GRÁFICO DEMONSTRANDO OS GRAUS DE RISCO EM FORMA DE CÍRCULO E CORES FONTE: Disponível em: http://www.segurancadotrabalhonwn.com. Acesso em: 28 mar. 2015.

Há outras particularidades que podem ser adotadas na confecção do Mapa de Risco (GONÇALVES, 2006): - os círculos podem ser desenhados ou colados, o que importa são os tamanhos e cores relacionados aos graus e tipos de risco. - quando existirem riscos diferentes com a mesma gravidade em um mesmo local, poderão ser representados por um único círculo dividido por suas cores. - os riscos que existirem em todo ambiente, podem ser identificados fora do mapa. Exemplo: arranjo físico inadequado. - caso existam, diversos riscos de um só tipo na mesma seção, não é preciso colocar um círculo para cada um desses agentes. Por exemplo, riscos físicos: ruído, vibração e calor, basta um círculo apenas, desde que os riscos tenham o mesmo grau de nocividade. - quanto à identificação do risco no mapa, poderá ser colocada uma numeração dentro do círculo correspondente que será identificada na tabela.

5 RESULTADO FINAL

Realizando uma análise do que estudamos, podemos dizer que objetivamos como resultado final do mapa de risco: • informar sobre as áreas sujeitas e riscos de acidentes na empresa; • conscientizar os empregadores e empregados sobre a necessidade de se diminuírem os graus de riscos, ou eliminá-los em determinadas áreas da empresa; • alertar para a necessidade da adoção de medidas de proteção nas áreas onde os riscos não podem ser eliminados; • induzir o estabelecimento de metas e prioridades para a prevenção de acidentes. Portanto, de maneira geral, o objetivo final do mapa é conscientizar os trabalhadores sobre os riscos e contribuir para eliminá-los, reduzi-los ou controlá-los.

TÓPICO 3 | MAPA DE RISCO

Entre os resultados gerais, a pesquisa mostrou que as pessoas que lavam as mãos são cerca de dez vezes mais higiênicas, muito provavelmente porque seus hábitos estão automatizados, fazem parte da rotina. As pessoas organizadas são mais higiênicas que as bagunceiras. Já as pessoas mais frágeis e/ou sensíveis e nervosas desenvolvem 10% mais gripe (seguida de febre) e diarreia do que as calmas.

Quem tem bons hábitos de higiene pessoal possui baixa probabilidade de contrair resfriados e diarreia, resultando em quase três vezes mais chances de ter uma boa saúde. Na visão do virologista John Oxford, presidente do Global Hygiene Council e diretor do Retroscreen Virology e do Hospital Real de Londres, as determinantes para uma boa higiene e, consequentemente, uma boa saúde são hábito, consciência dos benefícios, boas maneiras (como cobrir a boca para tossir) e organização. Automatizar os hábitos é a melhor maneira para mudar o comportamento. “Fiquei maravilhado com as crianças aqui no Brasil escovando os dentes logo após o almoço, na escola”, ele disse.

Um estudo publicado no  Journal of Medical Virology, e comentado pela pediatra Giuliana Durigon, mostrou que, na casa de pessoas com resfriado, 40% das superfícies estavam contaminadas. Ou seja, o rinovírus estava em maçanetas, controles remotos e torneiras, todos eles contaminados pelas mãos. Outro trabalho, publicado em 2005 no Lancet e feito no Paquistão, mostrou que o uso de sabonete podia reduzir em até 50% os casos de pneumonia em crianças menores de cinco anos. De acordo com Giuliana, um estudo, publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, com voluntários que passaram em locais públicos (escadas, corrimões, ônibus etc.) indicou que lavar as mãos com sabão é muito melhor do que com apenas água para evitar a presença de bactérias. “A lavagem das mãos e o uso de sabonete pode ter grande impacto na saúde da população com um todo”, afirma. FONTE: Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI237373-15257,00NOS+LAVAMOS+MAIS+AS+MAOS.html. Acesso em: 25 mar. 2015.

Chegamos ao final desta unidade e neste tópico estudamos que: • O mapa de risco representa uma tentativa inédita no Brasil, de comprometer, envolver os trabalhadores e também os empresários à solução de um problema que interessa a todos. • Esse instrumento teve origem na Itália com o movimento sindical Federazione dei Lavoratori Metalmeccanici (FLM), que desenvolveu o Modelo Operário Italiano (MOI), na década de 60. • Mapa de risco chegou ao Brasil no início da década de 80, sua elaboração tornou-se obrigatória para todas as empresas que possuem CIPA. • É uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores. • Os riscos devem ser indicados com círculos de diferentes tamanhos e cores, de acordo com sua gravidade. RESUMO DO TÓPICO 3

1 Explique em qual local o mapa de risco deve ser afixado.

2 Conceitue mapa de risco.

3 Quanto à temática da identificação de riscos pelo sistema de cores, classifique

REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004: Resíduos sólidos – Classificação. NBR-10004. 2. ed. São Paulo, 2004. AYRES D. O.; CORRÊA, J. A. Manual de prevenção de acidentes de trabalho. São Paulo: Aspectos Técnicos e Legais, 2001. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Manual de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde. Ministério da Saúde. Brasília, 2006. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. São Paulo, Saraiva, 2004. BRASIL. Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM. Manual de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. 15. ed. Rio de Janeiro, 2001. BRASIL. Lei de Biossegurança. Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004-2006/2005/Lei/ L11105.htm>. Acesso em: 11 jan. 2015. BRASIL. Lei n.º 9.961/2000. Dispõe sobre a criação da ANS. Brasília, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. Acesso: 12 fev. 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. ABC do SUS — doutrinas e princípios. Brasília: 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Saúde Suplementar. Brasília: CONASS, 2007. Disponível em: http://www.ans.gov.br/portal/site/biblioteca/trabalhos_tecnicos. Acesso em: 15 fev. 2015. BRASIL. Organização Pan-Americana da Saúde. Guia para o manejo interno de resíduos sólidos em estabelecimentos de saúde. Brasília, 1997. BRASIL. Resolução CONAMA 358 de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília (DF), 4 de maio de 2005.

BRASIL. Resolução do Diretório Colegiado da ANVISA 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília (DF), 10 de dezembro de 2004. BRENTANO, Telmo. A proteção contra incêndios no projeto de edificações. Porto Alegre: T-Edições, 2007. BURGESS, W. A. Identificação de possíveis riscos à saúde do trabalhador. Belo Horizonte: Ergo, 1997. CALLERI, Carla. Auxílio-doença acidentário – reflexos no contrato de trabalho. São Paulo: LTr, 2007. CONSULTEC – SOCIEDADE CIVIL DE PLANEJAMENTO E CONSULTOS TÉCNICOS LTDA. Disposição de lixo no Brasil e suas perspectivas. Vol. 1. Rio de Janeiro, 1997. COSTA, E. A. Fundamentos de Vigilância Sanitária. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000. COSTA, Hertz Jacinto. Acidente do trabalho na atualidade. 1. ed. Editora Síntese, 2004. COSTA, M. A. F. Qualidade em biossegurança. 5. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2000. DIAS, E. C. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde do Brasil, 2001. FERNANDES, A. T; GILIO, A. E. Infecções em pacientes. São Paulo: Ateneu, 2000. GARCIA, G. F. B. Acidentes do trabalho: doenças ocupacionais e nexo técnico epidemiológico. 2ª ed. Método, 2008. GONÇALVES, E. A. Manual de segurança e saúde no trabalho. 3. ed. São Paulo: LTr, 2006. HOEFEL, H. H. K; KONKEWICZ, L. R. Vigilância, prevenção e controle das infecções hospitalares em terapia intensiva. 3. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001. LIMA, C. R. M. A regulação e a fiscalização do consumo de saúde suplementar no Brasil. São Paulo. 2008. Disponível em: http://www.ans.gov.br/portal/site/biblioteca/trabalhos_tecnicos_05.asp. Acesso em: 15 fev. 2015.

RUIZ, M. S.; COSTA, A. J. M. P. Lixo Municipal: Manual de Gerenciamento Integrado. 2.ed. São Paulo, 2000. SALIBA, T. M. Curso básico de segurança e higiene ocupacional. 2. ed. São Paulo: LTr, 2008. SALOMÃO, I.S; TREVIZAN, S.D.P; GÜNTHER, W. M. Segregação de resíduos de serviços de saúde em centros cirúrgicos. Engenharia sanitária e ambiental. São Paulo: Atlas, 2004. SCALDEL. A. V. Manual prático de saúde e segurança do trabalho. São Caetano do Sul: Yendis, 2009. SERAPHIM, C. R. U. M. Abordagem dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) na Formação Profissional dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem de Araraquara-SP. 2010.Tese (Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio SOUZA, T. A. M; BRIGAGÃO, R. J. Lixo Hospitalar. Encontro latino de iniciação científica. São Paulo, 2001. VAILATI, J. Agricultura alternativa e comercialização de produtos naturais: I.B.D – Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural. São Paulo, 1998. ZAMONER, M. Modelo para avaliação de planos de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) para Secretarias Municipais da Saúde. Rio de Janeiro, v.13, n.6, dez. 2008. Disponível em: http://www.scielo.br\scielo.script. Acesso em: 13 fev. 2015. ZOCCHIO, A. Prática da prevenção de acidentes: abc da segurança do trabalho. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1996.

ANOTAÇÕES ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________


🛡️

Compilação e Análise Científica

Este conteúdo foi estruturado, traduzido e revisado dinamicamente para fundamentar os protocolos e a base de conhecimento do ecossistema Integrativia. As informações apresentadas visam fornecer suporte de literatura científica para profissionais de saúde e medicina integrativa.

Voltar para a Consolidação (Biomedicina Biosseguranca Gestao)