Valeriana officinalis para o Manejo Integrativo da Insônia e Distúrbios Associados

Introdução/Objetivo

A insônia e os distúrbios do sono afetam aproximadamente um terço da população adulta, contribuindo para aumento do absenteísmo, uso de serviços de saúde, comprometimento cognitivo e risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e psiquiátricas. As terapias farmacológicas convencionais (benzodiazepínicos, Z-drogas, anti-histamínicos) apresentam eficácia limitada e riscos significativos, incluindo dependência, tolerância, comprometimento cognitivo diurno e aumento de quedas em idosos. Nesse contexto, a Valeriana officinalis L. (valeriana) surge como uma alternativa fitoterápica de amplo uso tradicional, com perfil de segurança excepcional e mecanismos de ação multimodais sobre sistemas GABAérgico, serotoninérgico e adenosinérgico. O presente resumo consolida as evidências científicas para o sistema Integrativia, visando fornecer orientações clínicas baseadas em revisões sistemáticas, meta-análises e diretrizes de prática clínica para o uso da valeriana no manejo da insônia leve a moderada e ansiedade associada, bem como em condições específicas como síndrome das pernas inquietas (SPI) e sintomas da menopausa.

Seção 1: Visão Geral Fisiopatológica e Bioquímica

A fisiopatologia da insônia envolve um estado de hiperexcitação do sistema nervoso central, com desregulação dos sistemas de neurotransmissores que controlam o ciclo sono-vigília. A valeriana atua através de múltiplas vias integrativas:

  1. Sinalização GABAérgica: O GABA é o principal neurotransmissor inibitório do SNC. A valeriana modula o receptor GABAA por meio de:

    • Ácido valerênico e valerenol: moduladores alostéricos positivos do receptor GABAA, agindo de forma dependente da subunidade β3.
    • 6-metilapigenina: flavonoide que se liga ao sítio benzodiazepínico (interface α-γ) do receptor GABAA.
    • Inibição da degradação enzimática do GABA: aumenta a disponibilidade sináptica de GABA.
    • Extrato aquoso: induz liberação de GABA em sinaptossomos cerebrais.
  2. Sinalização Serotoninérgica: O ácido valerênico atua como agonista parcial do receptor 5-HT5A, modulando ritmos circadianos e reatividade ao estresse, uma via relevante para a ansiedade comórbida.

  3. Sinalização de Adenosina: Constituintes hidrofílicos da valeriana (lignanas derivadas de olivil) atuam como agonistas parciais do receptor A1 de adenosina, promovendo sono de ondas lentas (SWS) e sono profundo restaurador. O isovaltrato (componente hidrofóbico) atua como agonista inverso nos receptores A1, sugerindo que extratos aquosos podem ser mais eficazes para o sono.

  4. Valepotriatos (valtrato, isovaltrato, didrovaltrato): Presentes em maiores concentrações em Valeriana edulis e V. wallichii, exercem efeitos ansiolíticos e antidepressivos via neurotransmissão dopaminérgica e noradrenérgica, além de modular o eixo HPA (redução de corticosterona).

  5. Eixo Neuroendócrino-Imune: A valeriana pode modular a resposta ao estresse, reduzindo glicocorticoides e prevenindo disfunção cognitiva associada ao estresse crônico.

flowchart TB
 subgraph "Vias de Ação da Valeriana officinalis"
 A["Raiz/Rizoma de
Valeriana officinalis"] B["Ácidos Valerênicos
(valerênico,
acetoxivalerênico)"] C["Valepotriatos
(valtrato,
isovaltrato,
didrovaltrato)"] D["Flavonoides
(6-metilapigenina)"] E["Lignanas (olivil)"] F["GABA livre (baixos
níveis)"] B --> G["Modulação alostérica +
do receptor GABAA
(subunidade beta3)"] B --> H["Agonismo parcial no
receptor 5-HT5A"] B --> I["Inibição da degradação
enzimática do GABA"] D --> J["Ligação ao sítio
benzodiazepínico do
GABAA"] E --> K["Agonismo parcial no
receptor A1 de
adenosina"] C --> L["Modulação da
neurotransmissão
dopaminérgica/noradrenérgica"] C --> M["Redução de
corticosterona (eixo
HPA)"] F --> N["Aumento da
disponibilidade de
GABA (efeito limitado
por
biodisponibilidade)"] G --> O["Aumento Inibição
neuronal (efeito
sedativo-hipnótico)"] H --> P["Modulação circadiana e
reatividade ao
estresse (ansiólise)"] K --> Q["Aumento Sono de ondas
lentas (SWS) e sono
profundo"] L --> R["Efeito ansiolítico e
antidepressivo"] M --> S["Redução do estresse e
prevenção de disfunção
cognitiva"] O --> T["Melhora da qualidade
subjetiva do sono"] O --> U["Redução da latência do
sono (após
administração
repetida)"] Q --> T P --> V["Redução da ansiedade
comórbida"] R --> V end style A fill:#2e7d32,color:#ffffff style B fill:#66bb6a,color:#000000 style C fill:#81c784,color:#000000 style D fill:#a5d6a7,color:#000000 style E fill:#c8e6c9,color:#000000 style F fill:#e8f5e9,color:#000000 style T fill:#1565c0,color:#ffffff style U fill:#1565c0,color:#ffffff style V fill:#1565c0,color:#ffffff

Seção 2: Guia de Ativos e Formulações Clínicas

Ativo Forma Recomendada Justificativa Clínica Dosagem
Valeriana officinalis (raiz/rizoma inteiro) Substância vegetal triturada (raiz/rizoma seco) em cápsulas A meta-análise de 2020 (PMID 33086877) demonstrou que a raiz inteira apresenta tamanho de efeito significativamente maior (g=0,83; IC95% 0,03-1,62) em comparação aos extratos (g=0,10; IC95% -0,02-0,22) para melhora da qualidade subjetiva do sono. A raiz inteira preserva valepotriatos termolábeis que se degradam rapidamente em extratos armazenados. 450-1410 mg/dia, divididos em 1-3 tomadas, por 4-8 semanas
Valeriana officinalis (extrato hidroalcoólico padronizado) Extrato seco padronizado para 0,8% de ácidos valerênicos totais Forma mais estudada clinicamente, com evidência de melhora na qualidade subjetiva do sono e redução da ansiedade em administração repetida (2-6 semanas). A EMA recomenda 400-600 mg de extrato hidroalcoólico seco para alívio da tensão nervosa leve e distúrbios do sono. 400-600 mg/dia, 30-60 min antes de dormir
Valeriana officinalis (extrato padronizado de alta potência – Sleeproot®) Extrato hidroalcoólico padronizado para 2% de ácido valerênico total Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo (PMID 37899385) demonstrou melhora significativa em parâmetros objetivos e subjetivos do sono: PSQI (p<0,05), latência do sono reduzida, eficiência do sono aumentada, tempo total de sono aumentado, redução da ansiedade (BAI) e sonolência diurna (ESS), e melhora na sensação de acordar revigorado (VAS). Segurança e tolerabilidade confirmadas. 200 mg/dia, 1 hora antes de dormir, por 8 semanas
Valeriana officinalis (extrato LI 156 – Sedonium®) Extrato etanólico 70% (LI 156) Estudo comparativo com oxazepam (PMID 33086877) mostrou eficácia similar na melhora da qualidade do sono, com perfil de eventos adversos inferior (28% vs 36%). 600 mg/dia, por 6 semanas
Valeriana officinalis (extrato aquoso) Extrato aquoso alcalino Aumenta o sono de ondas lentas (SWS) e a densidade de complexos K em idosos, sem efeito na latência objetiva do sono. A eficácia na melhora subjetiva do sono é consistente. 405 mg três vezes ao dia, ou 450-900 mg dose única
Valeriana officinalis (combinação com lúpulo – Humulus lupulus) Extrato combinado (valeriana 500 mg + lúpulo 120 mg) A combinação fixa foi significativamente superior ao placebo na redução da latência do sono em pacientes com distúrbios do sono não orgânicos, enquanto o extrato isolado de valeriana não diferiu do placebo. 500 mg valeriana + 120 mg lúpulo, 30-60 min antes de dormir, por 4 semanas
Valeriana officinalis (combinação com erva-cidreira – Melissa officinalis) Essência de valeriana 160 mg + erva-cidreira 80 mg Redução significativa do escore PSQI em mulheres na menopausa com problemas de sono após 1 mês de tratamento. 1 comprimido/dia à noite, por 4 semanas
Valeriana wallichii (com leite) Raiz/rizoma em pó 4 g com leite Melhora do início e duração do sono, redução da perturbação do sono e melhora do funcionamento diário em pacientes com insônia primária. 4 g três vezes ao dia (12 g/dia), por 1 mês

Seção 3: Protocolos por Condições Clínicas

3.1. Insônia Primária Leve a Moderada

  • Recomendação: A valeriana é uma opção segura e eficaz para melhora da qualidade subjetiva do sono em pacientes com insônia leve a moderada.
  • Dosagem: Raiz/rizoma inteiro triturado 450-1410 mg/dia ou extrato padronizado 200-600 mg/dia, 30-60 min antes de dormir, por 1-8 semanas.
  • Evidência: Meta-análise de 16 estudos (PMID 17145239) mostrou risco relativo de sono melhorado de 1,8 (IC95% 1,2-2,9). A administração repetida (≥1-2 semanas) é necessária para efeitos significativos; doses únicas têm evidência contraditória.
  • Observação: A latência do sono objetiva pode não se alterar, mas a qualidade subjetiva melhora consistentemente.

3.2. Ansiedade Leve a Moderada (com ou sem insônia associada)

  • Recomendação: A valeriana demonstra efeito ansiolítico em contextos de estresse psicológico, ansiedade leve e transtorno de ansiedade generalizada.
  • Dosagem: Extrato hidroalcoólico 300-600 mg/dia ou raiz/rizoma 530 mg/dia, por 4-8 semanas.
  • Evidência: Meta-análise de 8 estudos (PMID 33086877) mostrou redução da ansiedade mensurada por HAM-A e STAI. A raiz inteira apresentou resultados consistentemente positivos.

3.3. Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)

  • Recomendação: Contraindicado como tratamento de primeira linha. A diretriz da AASM (PMID 39324694) sugere contra o uso de valeriana para SPI (recomendação condicional, certeza muito baixa da evidência).
  • Manejo preferencial: Avaliação do status de ferro (ferritina ≤75 ng/mL ou saturação de transferrina <20%) e suplementação de ferro oral ou IV. Agonistas alfa-2-delta (gabapentina, pregabalina) são primeira linha.

3.4. Distúrbios do Sono na Menopausa

  • Recomendação: A valeriana reduz a qualidade do sono prejudicada e a frequência/gravidade das ondas de calor em mulheres na pós-menopausa.
  • Dosagem: Raiz/rizoma 530 mg duas vezes ao dia ou 225 mg três vezes ao dia, por 4-8 semanas, ou combinação com erva-cidreira (valeriana 160 mg + melissa 80 mg/dia).
  • Evidência: Estudos randomizados controlados mostraram melhora significativa no PSQI e redução da frequência de fogachos.

3.5. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

  • Recomendação: Potencial adjuvante, mas evidência limitada.
  • Dosagem: Extrato aquoso de V. officinalis 750 mg/dia (250 mg três vezes ao dia), por 8 semanas.
  • Evidência: Único estudo (PMID 33086877) mostrou redução significativa na escala Y-BOCS, com sonolência como efeito colateral (53,3% vs 18,75% placebo).

3.6. Sintomas Pré-Menstruais e Dismenorreia

  • Recomendação: Eficaz na redução de sintomas emocionais, comportamentais e físicos da síndrome pré-menstrual, e na gravidade da dor dismenorreica.
  • Dosagem: Raiz/rizoma 675 mg/dia (225 mg três vezes ao dia) por 3 dias a partir do primeiro dia da menstruação (dismenorreia) ou por 7 dias antes da menstruação (TPM), por 2-3 ciclos.

3.7. Crianças com Distúrbios do Sono e Hiperatividade

  • Recomendação: Potencial benefício, mas evidências limitadas e necessidade de cautela.
  • Dosagem: Valeriana edulis 20 mg/kg de peso corporal, 1 hora antes de dormir, por 2 semanas.
  • Evidência: Estudo em crianças com deficiência intelectual e problemas de sono mostrou redução significativa na latência do sono e melhora na qualidade do sono, especialmente em crianças com hiperatividade.

3.8. Atenção aos Atletas

  • Recomendação: A valeriana pode ser usada como auxiliar do sono, mas com cautela devido ao potencial (embora baixo) de contaminação ou interação com regras antidoping. O efeito sobre o hormônio do crescimento via GABA ainda não é claro.
  • Alternativas: Priorizar higiene do sono, triptofano (1 g), carboidratos de alto IG (1 h antes de dormir) e melatonina em baixas doses.

Seção 4: Ficha Técnica dos Artigos

  1. PMID: 12725454

    • Título Traduzido: Valeriana.
    • Link Local: 12725454-pt-br.md
    • Link Externo: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12725454
    • Resumo Individual: Revisão narrativa da American Family Physician (2003) sobre o uso da valeriana para insônia e ansiedade. Conclui que a valeriana melhora as experiências subjetivas de sono quando tomada diariamente por 1-2 semanas, sendo uma escolha sedativa/hipnótica segura em pacientes com insônia leve a moderada. As evidências para efeito de dose única são contraditórias. Os dados para ansiedade são limitados. O perfil de efeitos adversos e tolerabilidade são excelentes, mas faltam estudos de segurança a longo prazo.
  2. PMID: 17145239

    • Título Traduzido: Valeriana para o sono: uma revisão sistemática e meta-análise.
    • Link Local: 17145239-pt-br.md
    • Link Externo: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17145239
    • Resumo Individual: Revisão sistemática de 16 ensaios clínicos randomizados controlados por placebo (n=1093) publicada no American Journal of Medicine (2006). A maioria dos estudos apresentava problemas metodológicos significativos. A meta-análise de 6 estudos com desfecho dicotômico mostrou risco relativo de sono melhorado de 1,8 (IC95% 1,2-2,9), com evidência de viés de publicação. As evidências sugerem que a valeriana pode melhorar a qualidade do sono sem produzir efeitos colaterais, mas estudos futuros devem avaliar doses padronizadas e medidas objetivas.
  3. PMID: 24791913

    • Título Traduzido: Sono em atletas de elite e intervenções nutricionais para melhorar o sono.
    • Link Local: 24791913-pt-br.md
    • Link Externo: https://doi.org/10.1007/s40279-014-0147-0
    • Resumo Individual: Revisão publicada em Sports Medicine (2014) abordando o sono em atletas de elite e intervenções nutricionais. Destaca que atletas frequentemente apresentam qualidade reduzida de sono (latência aumentada, eficiência reduzida). A privação de sono prejudica o desempenho, especialmente em exercícios submáximos e prolongados, além de afetar cognição, humor, imunidade e metabolismo. Intervenções nutricionais discutidas incluem carboidratos, triptofano (1 g), melatonina, valeriana (melhora subjetiva, mas sem evidência para medidas objetivas), glicina, L-teanina e nucleotídeos. Aplicações práticas são fornecidas.
  4. PMID: 27998379

    • Título Traduzido: Diretriz de Prática Clínica para o Tratamento Farmacológico da Insônia Crônica em Adultos: Uma Diretriz de Prática Clínica da Academia Americana de Medicina do Sono.
    • Link Local: 27998379-pt-br.md
    • Link Externo: https://doi.org/10.5664/jcsm.6470
    • Resumo Individual: Diretriz da AASM (2017) utilizando metodologia GRADE. Fornece recomendações fracas (sugerir) para suvorexant, eszopiclone, zaleplon, zolpidem, triazolam, temazepam, ramelteon e doxepina no tratamento da insônia crônica. Recomenda contra o uso de trazodona, tiagabina, difenidramina, melatonina, triptofano e valeriana para insônia (recomendação fraca, baseada em evidências de baixa qualidade). Enfatiza que a ausência de recomendação forte não indica ineficácia, mas sim limitação das evidências disponíveis.
  5. PMID: 33086877

    • Título Traduzido: Raiz de Valeriana no Tratamento de Problemas de Sono e Distúrbios Associados - Uma Revisão Sistemática e Meta-Análise.
    • Link Local: 33086877-pt-br.md
    • Link Externo: https://doi.org/10.1177/2515690X20967323
    • Resumo Individual: Revisão sistemática abrangente de 60 estudos (n=6894) publicada no Journal of Evidence-Based Integrative Medicine (2020). A meta-análise de 10 ECRs para qualidade do sono mostrou tamanho de efeito combinado de 0,36 (IC95% -0,08 a 0,81), com alta heterogeneidade (I²=85,33%). A análise de subgrupo revelou que a raiz inteira (g=0,83; IC95% 0,03-1,62) foi superior aos extratos (g=0,10; IC95% -0,02-0,22). A meta-análise para ansiedade (8 estudos) também mostrou resultados positivos para a raiz inteira. A valeriana foi segura em todas as idades (7-80 anos). Conclui-se que a eficácia depende da qualidade do extrato e que a raiz/rizoma inteiro pode ser mais eficaz. A combinação com lúpulo, erva-cidreira e maracujá potencializa os benefícios.
  6. PMID: 33561990

    • Título Traduzido: Remédios Fitoterápicos e Seu Possível Efeito no Sistema GABAérgico e no Sono.
    • Link Local: 33561990-pt-br.md
    • Link Externo: https://doi.org/10.3390/nu13020530
    • Resumo Individual: Revisão sistemática publicada em Nutrients (2021) focando nos mecanismos de ação GABAérgicos de fitoterápicos para insônia. A valeriana é destacada como a planta com maior conjunto de evidências para modulação do GABAA. Mecanismos incluem: ação agonista GABAA dependente de dose (6-metilapigenina liga-se ao sítio benzodiazepínico; ácido valerênico e valerenol interagem com subunidade β), inibição da degradação enzimática do GABA, e efeitos indiretos na sinalização serotoninérgica. Compara os mecanismos de diferentes plantas (valeriana, maracujá, erva-cidreira, lavanda, papoula-da-califórnia) e conclui que a modulação GABAérgica é o principal mecanismo shared.
  7. PMID: 34116572

    • Título Traduzido: Plantas Medicinais para Insônia Relacionada à Ansiedade: Uma Revisão Atualizada.
    • Link Local: 34116572-pt-br.md
    • Link Externo: https://doi.org/10.1055/a-1510-9826
    • Resumo Individual: Revisão atualizada publicada em Planta Medica (2021) analisando 23 plantas medicinais e suas combinações para insônia relacionada à ansiedade, com foco em ensaios clínicos de 2010-2020. Conclui que as 3 plantas com maior potencial são valeriana, maracujá (Passiflora incarnata) e ashwagandha (Withania somnifera). A combinação de valeriana com lúpulo e maracujá apresentou os melhores resultados nos testes clínicos. A eficácia depende da duração do tratamento, tipo de sujeito, via de administração e método de tratamento.
  8. PMID: 37899385

    • Título Traduzido: Extrato Padronizado de Valeriana officinalis Melhora a Qualidade Geral do Sono em Indivíduos Humanos com Queixas de Sono: Um Estudo Clínico Randomizado, Duplo-Cego, Controlado por Placebo.
    • Link Local: 37899385-pt-br.md
    • Link Externo: https://doi.org/10.1007/s12325-023-02708-6
    • Resumo Individual: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, publicado em Advances in Therapy (2024). 80 adultos com queixas de sono receberam extrato de V. officinalis (VE) padronizado para 2% de ácido valerênico (200 mg/dia, Sleeproot®) ou placebo por 8 semanas. O VE mostrou melhora significativa (p<0,05) no PSQI (Dias 14, 28, 56), latência do sono, tempo de sono real e eficiência do sono (actigrafia de pulso e PSG). Houve redução da ansiedade (BAI) e sonolência diurna (ESS), e aumento da sensação de acordar revigorado (VAS). Nenhuma preocupação de segurança foi observada. Este é um dos primeiros estudos a demonstrar benefícios tanto subjetivos quanto objetivos com valeriana.
  9. PMID: 39324694

    • Título Traduzido: Tratamento da síndrome das pernas inquietas e do distúrbio de movimento periódico dos membros: uma diretriz de prática clínica da Academia Americana de Medicina do Sono.
    • Link Local: 39324694-pt-br.md
    • Link Externo: https://doi.org/10.5664/jcsm.11390
    • Resumo Individual: Diretriz da AASM (2025) para tratamento da síndrome das pernas inquietas (SPI) e distúrbio de movimento periódico dos membros (TMPM). Recomendações fortes incluem: gabapentina enacarbil, gabapentina, pregabalina e carboximaltose férrica IV. Recomendação condicional contra o uso de valeriana para SPI (certeza muito baixa da evidência). A diretriz também recomenda contra o uso de agonistas dopaminérgicos (levodopa, pramipexol, ropinirol, rotigotina) como tratamento de primeira linha devido ao risco de aumento. O manejo de primeira linha inclui avaliação do status de ferro (ferritina ≤75 ng/mL ou saturação de transferrina <20%) e suplementação de ferro.
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Compilação e Análise Científica

Este conteúdo foi estruturado, traduzido e revisado dinamicamente para fundamentar os protocolos e a base de conhecimento do ecossistema Integrativia. As informações apresentadas visam fornecer suporte de literatura científica para profissionais de saúde e medicina integrativa.