# Unidade 1 - Anatomorfofisiologia Cutanea e Muscular Aplicada a Estetica Facial e Corporal
Modulo de Formacao Tecnica e Fundamentacao Cientifica - Acervo Integrativia.
Introducao Geral a Unidade
O estudo de Anatomorfofisiologia Cutanea e Muscular Aplicada a Estetica Facial e Corporal na disciplina de Biomedicina Estetica - Avaliacao Facial e Corporal estabelece as bases conceituais, metodologicas e praticas indispensaveis para a formacao e atuacao tecnica do profissional biomedico e de saude, integrando a fundamentacao cientifica aos protocolos laboratoriais, interpretacao analitica e conduta clinica integrada.
1 INTRODUÇÃO........................................................................................................3
2 SISTEMA TEGUMENTAR: PELE............................................................................3
2.1 AVALIAÇÃO FACIAL ............................................................................................................. 8
2.2 PREENCHIMENTO DA FICHA DE ANAMNESE...............................................................11
3 TIPOS DE PELE................................................................................................... 12
3.1 PELE SECA............................................................................................................................12
3.2 PELE OLEOSA......................................................................................................................13
3.3 PELE NORMAL.....................................................................................................................14
3.4 PELE MISTA..........................................................................................................................15
3.5 CLASSIFICAÇÃO FITZPATRICK........................................................................................15
3.6 CONDIÇÕES DA PELE .......................................................................................................16
3.6.1 Desidratação............................................................................................................... 17
3.6.2 Couperose................................................................................................................... 17
3.6.3 Sensibilidade..............................................................................................................18
3.6.4 Envelhecimento........................................................................................................18
3.6.5 Acne vulgaris................................................................................................................19
3.6.6 Rosácea......................................................................................................................20
RESUMO DO TÓPICO 1...........................................................................................23
TÓPICO 2 — COSMÉTICOS FACIAIS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM
LIMPEZA DE PELE.............................................................................27
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................27
2 COSMÉTICOS FACIAIS UTILIZADOS EM LIMPEZA...........................................27
DE PELE.................................................................................................................27
2.1 PRODUTOS DE LIMPEZA....................................................................................................27
2.2 TÔNICOS..............................................................................................................................28
2.1.1 Benefícios dos produtos de limpeza ...................................................................28
2.2.1 Benefícios do tônico................................................................................................ 29
2.2.2 Tipos de tônicos....................................................................................................... 29
2.3 ESFOLIANTES .................................................................................................................... 29
2.3.1 Benefícios da esfoliação química ou mecânica................................................ 29
2.3.2 Esfoliantes mecânicos ou físico ......................................................................... 29
2.3.3 Esfoliantes químicos ..............................................................................................30
3 MÁSCARAS ........................................................................................................30
3.1 TIPOS DE MÁSCARAS .......................................................................................................30
4 COSMÉTICOS HIDRATANTES............................................................................33
4.1 HIDRATAÇÃO X DESIDRATAÇÃO.....................................................................................33
5 MECANISMOS DE HIDRATAÇÃO........................................................................36
6 PROTETORES SOLARES ....................................................................................38
7 PRODUTOS HOME CARE ....................................................................................39
7.1 ELETROTERAPIA – APARELHOS DE ESTÉTICA FACIAL ...........................................39
7.1.1 Lâmpada de wood......................................................................................................39
7.1.2 Lupa (lâmpada de aumento) .................................................................................40
7.1.3 Aparelho de vapor .....................................................................................................41
7.1.4 Alta frequência ..........................................................................................................42
7.1.5 Corrente galvânica ...................................................................................................44
RESUMO DO TÓPICO 2. .........................................................................................47
TÓPICO 3 — PREPARAÇÃO DO CLIENTE E PROCEDIMENTOS FACIAIS............. 51
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 51
2 PREPARAÇÃO DO CLIENTE ............................................................................... 51
3 LIMPEZA DE PELE .............................................................................................. 51
4 HIGIENIZAÇÃO DA PELE ...................................................................................52
5 ESFOLIAÇÃO.......................................................................................................53
6 VAPOR/ EMOLIÊNCIA ........................................................................................53
7 EXTRAÇÃO/ REMOÇÃO DOS COMEDÕES .........................................................54
8 EXTRAÇÃO DE COMEDÕES FECHADOS, MILIUM E PÚSTULAS. .....................56
9 FINALIZAÇÃO DA LIMPEZA DE PELE................................................................57
RESUMO DO TÓPICO 3. .........................................................................................58
TÓPICO 4 — ENVELHECIMENTO CUTÂNEO.......................................................... 61
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 61
2 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO........................................................................... 61
2.1 TIPOS DE ENVELHECIMENTO CUTÂNEO......................................................................62
2.1.1 Envelhecimento intrínseco ou cronológico.........................................................62
2.2 ENVELHECIMENTO EXTRÍNSECO OU FOTOENVELHECIMENTO............................63
2.3. RUGAS.................................................................................................................................64
2.4 PTOSES INVOLUCIONAL..................................................................................................65
RESUMO DO TÓPICO 4.......................................................................................... 67
TÓPICO 5 — FOTOPROTEÇÃO...............................................................................69
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................69
2 FOTOTIPOS DE PELE..........................................................................................70
2.1 RADIAÇÃO SOLAR.............................................................................................................. 73
2.1.1 Tipos de radiação solar............................................................................................. 73
2.2 EFEITOS BENÉFICOS DO SOL..........................................................................................75
2.3 EFEITOS MALÉFICOS DO SOL NA PELE........................................................................77
2.4 AGENTES FOTOPROTETORES.........................................................................................79
2.4.1 Conceito de protetor solar.......................................................................................79
2.4.2 Características de um bom protetor solar.........................................................80
2.4.3 Entenda o rótulo do seu filtro solar......................................................................80
2.5 CLASSIFICAÇAO DOS FILTROS SOLARES...................................................................80
2.5.1 Filtros solares físicos ................................................................................................81
2.5.2 Filtros solares químicos ..........................................................................................81
2.6 FATOR DE PROTEÇAO SOLAR – FPS............................................................................82
2.6.1 Fator de proteção solar específico para cada ...................................................83
fototipo de pele...................................................................................................................83 LEITURA COMPLEMENTAR...................................................................................85 RESUMO DO TÓPICO 5. .........................................................................................88 REFERÊNCIAS....................................................................................................... 91
UNIDADE 2 — PROTOCOLOS E TRAMENTOS FACIAIS.........................................93
TÓPICO 1 — REJUVENECIMENTO FACIAL............................................................95
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................95
2 REJUVENESCIMENTO FACIAL..........................................................................95
2.1 REJUVENECIMENTO FACIAL E OS TRÊS R: RENOVAR, RELAXAR
E RECUPERAR....................................................................................................................96
2.2 RENOVAR, RELAXAR E RECUPERAR COM PROFISSIONAIS ESTETAS..................97
2.3 TRATAMENTOS FACIAIS: OUTRAS ABORDAGENS......................................................97
2.3.1 Terapia percutânea de indução de colágeno.....................................................98
2.3.2 Fotorejuvenescimento com LED (light emitting diode)...............................100
2.4 PRINCÍPIOS ATIVOS COSMÉTICOS PARA TRATAMENTO FACIAL E
SUAS FUNÇÕES................................................................................................................101 RESUMO DO TÓPICO 1.........................................................................................106
TÓPICO 2 — PEELINGS QUÍMICOS......................................................................109
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................109
2 PEELING QUÍMICO............................................................................................109
2.1 HISTÓRIA DO PEELING QUÍMICO.................................................................................. 109
2.1.1 O que é peeling químico?........................................................................................110
2.2 CLASSIFICAÇÃO DO PEELING QUÍMICO......................................................................111
2.3 A PROFUNDIDADE DO PEELING.....................................................................................112
2.3.1 Agentes utilizados nos peelings químicos:.......................................................114
2.3.2 Procedimentos pré-peeling ................................................................................ 119
2.3.3 Procedimentos pós-peeling ................................................................................120
2.3.4 Ficha de anamnese no peeling.............................................................................121
2.3.5 Termo de consentimento para realização do .................................................123
peeling químico ................................................................................................................123
3 PROTOCOLOS PARA TRATAMENTO DE DISCROMIAS, REVITALIZAÇÃO E
CONTROLE DO PROCESSO ACNEICO.................................................................124
3.1 TRATAMENTO COM AHAS PARA PELES DESVITALIZADAS E COM MANCHAS..125
3.2 PEELING COMBINADO PARA CLAREAMENTO DE MANCHAS...............................125
3.3 TRATAMENTO PARA HIPERCROMIAS (MELANOSE SOLAR, DE GESTAÇÃO E DE
DEPILAÇÃO) ...................................................................................................................... 126
3.5 PEELING COMBINADO PARA CONTROLE DO ...........................................................127
PROCESSO ACNEICO..............................................................................................................127 RESUMO DO TÓPICO 2. .......................................................................................128
TÓPICO 3 — PROTOCOLOS DE TRATAMENTOS FACIAIS....................................131
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................131
2 PROTOCOLOS FACIAIS COM CORRENTES TERAPÊTICAS.............................131
3 PROTOCOLOS FACIAIS COM MICRODERMOABRASÃO..................................133
4 PROTOCOLOS FACIAIS SEM O USO DA ELETROTERAPIA.............................136
RESUMO DO TÓPICO 3. .......................................................................................138
TÓPICO 4 — DRENAGEM LINFÁTICA FACIAL..................................................... 141
1 INTRODUÇÃO.................................................................................................... 141
2 DRENAGEM LINFÁTICA FACIAL....................................................................... 141
2.1 INDICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA FACIAL........................................................ 142
2.2 CONTRAINDICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA FACIAL....................................... 142
3 GÂNGLIOS OU LINFONODOS LINFÁTICOS DA CABEÇA ................................143
4 APLICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA FACIAL PASSO A PASSO. ..............144
4.1 SEQUÊNCIA DE MANOBRAS ......................................................................................... 145
LEITURA COMPLEMENTAR.................................................................................146 RESUMO DO TÓPICO 4........................................................................................149 REFERÊNCIAS.....................................................................................................153
UNIDADE 3 — PROTOCOLOS E TRAMENTOS CORPORAIS................................155
TÓPICO 1 — ANAMNESE E AVALIAÇÃO CORPORAL........................................... 157
1 INTRODUÇÃO.................................................................................................... 157
2 ANAMNESE E AVALIAÇÃO CORPORAL ........................................................... 157
2.1 CLASSIFICAÇÕES ERRÔNEAS DA FIBROEDEMA ..................................................... 160
GELOIDE (CELULITE)............................................................................................................. 160
3 DISTRIBUIÇÃO DA GORDURA CORPORAL......................................................162
RESUMO DO TÓPICO 1......................................................................................... 173
TÓPICO 2 — DISFUNÇÕES ESTÉTICAS: EDEMA E FIBROEDEMA GELOIDE...... 175
1 INTRODUÇÃO.................................................................................................... 175
2 EDEMA .............................................................................................................. 175
2.1 EDEMA INTRACELULAR...................................................................................................176
2.2 EDEMA EXTRACELULAR ................................................................................................ 177
3 CELULITE: FIBROEDEMA GELOIDE (FEG)........................................................177
3.1 ETIOLOGIA...........................................................................................................................178
3.1.1 Fatores predisponentes: ........................................................................................178
3.1.2 Fatores determinantes: .........................................................................................179
3.1.3 Fatores condicionantes: ........................................................................................179
3.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS...........................................................................................179
RESUMO DO TÓPICO 2. ....................................................................................... 181
TÓPICO 3 — DISFUNÇÕES ESTÉTICAS: LIPODISTROFIA, ESTRIAS
E FLACIDEZ. ..........................................................................................
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................183
2 LIPODISTROFIA ...............................................................................................183
2.1 TECIDO ADIPOSO: MORFOLOGIA E FUNÇÃO............................................................. 183
2.2 CLASSIFICAÇÃO.............................................................................................................. 183
2.3 TIPOS DE GORDURA....................................................................................................... 184
3 ESTRIAS ...........................................................................................................185
3.1 ESTRUTURA DA PELE..................................................................................................... 186
3.2 HISTOLOGIA...................................................................................................................... 186
3.3 REPARO DOS TECIDOS ..................................................................................................187
3.4 ETIOLOGIA ........................................................................................................................188
3.5 CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS .....................................................................................188
4 FLACIDEZ .........................................................................................................189
4.1 ETIOLOGIA DA FLACIDEZ................................................................................................ 190
4.2 FLACIDEZ MUSCULAR ................................................................................................... 191
4.3 FLACIDEZ TISSULAR ......................................................................................................192
RESUMO DO TÓPICO 3. .......................................................................................194
TÓPICO 4 — COSMETOLOGIA APLICADA ÀS DISFUNÇÕES ESTÉTICAS.......... 197
1 INTRODUÇÃO.................................................................................................... 197
2 PERMEAÇÃO, PENETRAÇÃO E ABSORÇÃO CUTÂNEA ..................................198
3 CUIDADOS NA APLICAÇÃO DOS COSMÉTICOS .............................................198
4 COSMETOLOGIA APLICADA A EDEMA E FIBROEDEMA GELOIDE
E LIPODISTROFIA.............................................................................................199
5 COSMETOLOGIA APLICADA A ESTRIAS ........................................................ 203
6 COSMETOLOGIA APLICADA À FLACIDEZ ...................................................... 204
RESUMO DO TÓPICO 4....................................................................................... 205
TÓPICO 5 — RECURSOS MANUAIS PARA TRATAMENTOS DAS DISFUNÇÕES
ESTÉTICAS......................................................................................207
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................207
2 DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL....................................................................207
2.1 CONCEITOS GERAIS: DRENAGEM LINFÁTICA .......................................................... 208
MANUAL (DLM)...................................................................................................................... 208
2.2 EFEITOS DA DLM.............................................................................................................209
2.3 ANATOMOFISIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA DO SISTEMA LINFÁTICO APLICADO......
2.3.1 Órgãos linfoides........................................................................................................ 211
3 APLICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA: MÉTODO VODDER.........................213
4 TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM ...........................................................215
4.1 EFEITOS DA MASSAGEM..................................................................................................215
4.2 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DA MASSAGEM............................................215
4.3 HABILIDADES TÉCNICAS .............................................................................................. 216
4.3.1 Mobilidade das mãos ............................................................................................. 216
4.3.2 Sistemas de massagens ..................................................................................... 216
4.3.3 Tipos de movimentos da massagem ................................................................217
RESUMO DO TÓPICO 5. ...................................................................................... 222
TÓPICO 6 — PROMOTORES DA PERMEAÇÃO CUTÂNEA.................................. 225
1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 225
2 ESFOLIAÇÃO.................................................................................................... 225
3 DERMOABRASÃO / MICRODERMOABRASÃO ............................................... 225
4 MICROAGULHAMENTO ................................................................................... 226
4.1 ATIVOS PARA PERMEAÇÃO NA TÉCNICA ..................................................................228
DE MICROAGULHAMENTO...................................................................................................228
4.2 APLICAÇÃO DA TÉCNICA DE MICROAGULHAMENTO.............................................230
4.3 MECANISMO DE AÇÃO DE MICROAGULHAMENTO.................................................230
5 IONTOFORESE..................................................................................................231
5.1 APLICAÇÃO DA IONTOFORESE ....................................................................................232
6 FONOFORESE / SONOFORESE....................................................................... 232
7 ELETROPORAÇÃO. .......................................................................................... 233
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................ 234 RESUMO DO TÓPICO 6. ...................................................................................... 236 REFERÊNCIAS.................................................................................................... 239
A PELE E SEUS CUIDADOS DIÁRIOS
Esta unidade está dividida em cinco tópicos. No decorrer dela, você encontrará
TÓPICO 1 – ESTRUTURAS DA PELE E AVALIAÇÃO FACIAL
TÓPICO 2 – COSMÉTICOS FACIAIS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM LIMPEZA DE PELE
TÓPICO 3 – PREPARAÇÃO DO CLIENTE E PROCEDIMENTOS FACIAIS
TÓPICO 4 – ENVELHECIMENTO CUTÂNEO
TÓPICO 5 – FOTOPROTEÇÃO
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CONFIRA A TRILHA DA
ESTRUTURAS DA PELE E AVALIAÇÃO FACIAL
TÓPICO 1 —
1 INTRODUÇÃO
2 SISTEMA TEGUMENTAR: PELE
O sistema tegumentar é formado pela pele e seus vários órgãos acessórios, como as glândulas sudoríparas e sebáceas, receptores sensoriais, cabelos e unhas (GERSON et al., 2011b). A pele recobre todo nosso corpo e possui várias funções vitais como: proteção contra o atrito, a perda de água, a invasão de micro-organismos e a radiação ultravioleta; possui função termorreguladora; possui função na sensação do tato; auxilia na excreção de substâncias; entre outras. É o maior órgão do corpo humano e representa 15% do peso corpóreo, com variações estruturais ao longo de sua extensão. A pele é constituída pelo tegumento e os seus anexos: pelas unhas, glândulas sebáceas, sudoríparas e mamárias. E o tegumento é dividido em camadas, conforme aparece na figura a seguir:
No estrato espinhoso, uma camada espinhosa sobre a camada basal, as células continuam se dividindo e mudando de formato, e as enzimas continuam gerando lipídeos e proteínas. Os apêndices das células se assemelham a espinhas cheias de picos e se tornam desmossomas, estruturas que ajudam a fortalecer e manter as células juntas. No estrato espinhoso que se encontram células imunes, que protegem o corpo contra infecções identificando o material estranho (antígenos). As células imunes ajudam a destruir esses invasores estranhos (GERSON et al., 2011a). O estrato germinativo, também conhecido como camada basal da epiderme, é a camada viva, localizada sobre a camada papilar da derme, constituída das células basais, é a camada inferior da epiderme. A mitose (divisão celular) ocorre continuamente na camada basal da célula. Quando as células se dividem, elas migram até a superfície e se tornam fortes e protetoras. Aqui elas produzem lipídeos, que a mantêm juntas. O estrato germinativo também contém as células melanócitos. Que produzem a melanina. As células de Merkel – que são as células sensoriais, e receptores de toque, também se localizam nessa camada (GERSON et al., 2011a). Antes de estudarmos a derme, segunda camada da pele, é importante ressaltar a junção dermoepidérmica. O que é isso? É o mecanismo da pele de unir as duas camadas, pois se ele não existisse nós teríamos a epiderme separada da derme, ou seja, a epiderme “cairia”. A função da zona da membrana basal é fornecer a ancoragem e a adesão da epiderme com a derme, mantendo a permeabilidade nas trocas entre esses dois componentes e atuando como filtro para a transferência de materiais e células inflamatórias ou neoplásicas. Como a epiderme não é vascularizada, suas células recebem os nutrientes necessários devido a essa junção. Atividade mitótica: é o processo pelo qual as células dividem seus cromossomos entre duas células menores do corpo; processo de divisão celular. No estrato germinativo ainda encontramos células como os melanócitos, queratinócitos, células de Merkel e células de Langerhans. Cada uma possui função específica e são indispensáveis para nós. Melanócitos: são células responsáveis pela formação da melanina (pigmento responsável pela cor da nossa pele e mecanismo de barreira da pele contra as agressões da radiação solar). Células de Merkel: elas são mecanorreceptoras e são abundantes nas pontas dos dedos. Células de Langerhans: são células de defesa da pele e monitoram a entrada de antígenos estranhos. Queratinócitos: células responsáveis por produzir queratina. NOTA
Hipoderme ou tecido subcutâneo é a terceira camada da pele, a mais profunda, formada basicamente por células de gordura, sendo assim, sua espessura é bastante variável, conforme a constituição de cada pessoa. Ela apoia e une a epiderme e derme ao resto do corpo. Além disso, a hipoderme mantém a temperatura do seu corpo e acumula energia para o desempenho das funções biológicas, é isolante térmico, modela a superfície corporal, absorve choques mecânicos e é responsável pela fixação dos órgãos internos, pois se posiciona entre eles, fazendo assim um preenchimento (GIARETTA, 2015).
2.1 AVALIAÇÃO FACIAL
As pessoas, frequentemente, querem saber quais são as condições da sua pele e o que podem fazer para melhorar sua aparência. A avaliação da pele e sua interpretação correta servem para que o profissional possa orientar sobre cuidados mais adequados. A prevenção deve ser sempre estimulada para evitar desordens cutâneas. Diversos estudos demonstram que a melhor aparência eleva a autoestima e qualidade de vida. No primeiro momento de um atendimento estético, é necessário que o cliente seja avaliado pelo profissional. Os métodos de avaliação do profissional esteta baseiam-se na realização da entrevista com ficha de anamnese, exame visual, eventualmente com ajuda de uma lâmpada-lupa, exame tátil, abordagem superficial, palpação e interrogatório. A ficha de anamnese é usada para registrar as notas da análise realizada, além de colher todo histórico familiar e antecedentes patológicos do cliente, o profissional esteta traçará a conduta terapêutica considerando as possíveis contraindicações e lesões que necessitam de encaminhamento médico, os tratamentos podem causar efeitos colaterais prejudiciais ou negativos para as pessoas que têm condições médicas ou dermatológicas específicas (GERSON et al., 2011a).
As alterações da pele podem ser causadas por fatores internos e externos e é exclusiva de cada indivíduo, a pele étnica também tem condições e desafios únicos. FONTE: Adaptada de Gerson et al. (2011a)
2.2 PREENCHIMENTO DA FICHA DE ANAMNESE
Antes de iniciar qualquer procedimento facial é necessário que você realize uma ficha de anamnese do seu cliente. Com base nela você organizará todo o seu atendimento. Você deve deixar um tempo separado específico para preencher com calma todas as informações nessa ficha, pois você deverá se basear nela para definir todo o plano de tratamento que irá ser realizado, além de definir quais procedimentos são indicados e quais são contraindicados. Preencha informações que, talvez para o seu procedimento inicial não sejam fundamentais, mas já tenha tudo preenchido para que no futuro você já tenha um histórico de seu cliente. Outro detalhe importante: sempre que seu cliente retornar para fazer algum procedimento estético, reavalie seu cliente e confirme com ele se não teve nenhuma alteração nas questões abordadas na ficha, por exemplo: na primeira vez que seu cliente fez procedimento com você ele ainda não tinha tido nenhuma reação alérgica, porém nos últimos tempos descobriu uma alergia. Você deve imediatamente adicionar isso a ficha dele. Vale também para doenças, procedimentos realizados, cosméticos em uso etc. Esta ficha pode ser preenchida de duas formas: ou você questiona e vai completando a ficha, ou seu cliente a preenche e você só lê as informações antes de iniciar o atendimento. Ambos possuem pontos positivos e negativos. Vamos analisar: quando o seu cliente preenche previamente a ficha você economiza tempo do seu atendimento, porém ele pode não entender corretamente o seu questionamento e por essa razão responder de forma errada; o cliente ainda pode não responder de forma detalhada as informações por não saber a importância que elas possuem. Nesses casos, a solução é formatar uma ficha específica para o cliente, com uma linguagem mais clara e objetiva e mesmo após ele ter preenchido, você deve ler e confirmar todas as informações com ele, inclusive adicionando informações que você julgar importantes. Já, no caso da ficha preenchida diretamente por você, você deve questionar em forma de “bate-papo” e não em formato de interrogatório, pois nesta segunda forma fará com que o seu cliente responda muito objetivamente e acabe se esquecendo de passar alguma informação importante. No formato “bate-papo”, você consegue, de maneira informal, obter todas as informações necessárias para realizar um tratamento correto. O local para preenchimento da ficha também varia de acordo com o seu local de trabalho. Você pode acomodar o seu cliente em um local específico, como um consultório (com mesa e cadeiras), ou se não tiver este espaço pode pedir para que fique sentado na maca enquanto você preenche as informações na ficha. Apenas para a avaliação visual e palpatória que você pedirá para o seu cliente deitar na maca. Mesmo para realizar um procedimento de limpeza de pele, lembre-se de avaliar toda a pele do cliente, ou seja, avalie densidade, grau de envelhecimento, manchas faciais etc.
A correta identificação dos tipos de pele é fundamental para selecionar com sucesso produtos cosméticos eficazes. Embora existam tantas variações sutis de tipos de pele quanto ao número de seres humanos, certas características predominantes permitem que os tipos de pele sejam agrupados em quatro classificações, e as condições em outras seis (MICHALUN; MICHALUN, 2010, p. 31). Segundo Gerson et al. (2011c), as pessoas nascem com um tipo de pele, que é determinado pela genética e a etnia. O tipo de pele é baseado principalmente pela quantidade de sebo que é produzido nos folículos das glândulas sebáceas e na quantidade de lipídios encontrados entre as células. Os tipos de pele podem ser classificados em quatro categorias: normal, oleosa, mista e seca. Na maior parte dos casos, os indivíduos têm uma combinação de tipos de pele, tais como uma zona T (testa nariz e queixo). O metabolismo celular e a produção de óleo/lipídios se tornam mais lentos à medida que envelhecemos. Faça uma ficha de anamnese e avalie a pele de algum conhecido seu (pai/mãe irmão, amigos), assim você poderá praticar! DICA
3 TIPOS DE PELE
3.1 PELE SECA
Biotipo cutâneo – Alípica • óstios: muito finos; • espessura: fina; • coloração: normal; • textura: suave ao tato; • brilho: natural, com tendência ao opaco. • fatores climáticos: pouco resistentes; • tendência à descamação, aparecimento de linhas finas. Embora seja comum para uma pessoa com a pele seca, a desidratação é uma condição que pode ser observada em todos os tipos de pele. A pele desidratada não tem água. Isso é diferente de pele seca, que não contém óleo. É muito importante lembrar essa diferença, porque até mesmo a pele oleosa pode estar desidratada e precisar de hidratação. A pele desidratada pode ter aspecto fino, descamada, esticada e seca, a pele que precisa de umidade tende a absorver os produtos rapidamente. A desidratação pode ser causada por vários fatores internos e externos, como medicamentos e produtos. Beber muita água e tratar a pele com umectantes e hidratantes pode ajudar a minimizar os efeitos de uma pele seca (GERSON et al., 2011c).
3.2 PELE OLEOSA
A pele oleosa é uma condição hereditária que se desenvolve em consequência da excessiva ativação das glândulas sebáceas, essa atividade é controlada pelo andrógeno, ou hormônio masculino (MICHALUN; MICHALUN, 2010). Segundo Gerson et al. (2011c), o tamanho do folículo (óstios) é maior e contém mais óleo. Se os poros forem de tamanhos visível ou grande na maior parte do rosto, isso geralmente indica pele oleosa. Esse tipo de pele requer mais higienização e esfoliação que os outros tipos, pois é mais propensa a manchas. Os poros ficam com maior quantidade de sebo impedindo as células mortas de saírem, e acabam se acumulando. Esse acúmulo faz a pele parecer mais grossa e pálida, manchas e comedões são comuns. A limpeza excessiva pode piorar a situação, porque remove o manto ácido da pele e irrita, se ela ficar sem óleo perde seu equilíbrio, com isso pode ocorrer do organismo se defender e acabar produzindo mais sebo para tentar proteger o tecido da pele, independentemente do tipo de pele, o objetivo é equilibrar a função da barreira. É muito importante equilibrar a produção do sebo por meios de tratamentos e produtos (GERSON et al., 2011c). Biotipo cutâneo – Lipídica normal • óstios: profundos e visíveis; • espessura: espessa; • coloração: normal;
3.3 PELE NORMAL
3.4 PELE MISTA
3.5 CLASSIFICAÇÃO FITZPATRICK
Assim, dois componentes de pigmentação constituem a cor da pele. A cor constitutiva da pele é a melanina básica herdada geneticamente e sem interferência da radiação solar – e, portanto, constante. A síntese desse tipo de pigmentação é controlada pela tirosinase. A cor facultativa da pele é reversível e pode ser induzida. Resulta da exposição solar, pode ser por bronzeamento imediato ou tardio e inclusive pode alterar a cor constitutiva da pele. Fototipos de Pele – Classificação de Fitzpatrick A mais famosa classificação dos fototipos cutâneos é a escala Fitzpatrick, criada em 1976 pelo dermatologista e diretor do departamento de Dermatologia da Escola de Medicina de Harvard, Thomas B. Fitzpatrick. Fitzpatrick classificou a pele em fototipos a partir da capacidade de cada pessoa em se bronzear sob exposição solar e sua sensibilidade e tendência a ficar vermelha sob os raios solares. Fitzpatrick elaborou sua escala a partir de visualizações empíricas. Ele classificou a pele de cada um como sendo potencialmente de uma das seis classificações listadas a seguir (grupo, eritema, pigmentação e sensibilidade ao Sol). I – Branca – Sempre queima – Nunca bronzeia – Muito sensível ao Sol. II – Branca – Sempre queima – Bronzeia muito pouco – Sensível ao Sol. III – Morena clara – Queima (moderadamente) – Bronzeia (moderadamente) – Sensibilidade normal ao Sol. IV – Morena moderada – Queima (pouco) – Sempre bronzeia – Sensibilidade normal ao Sol. V – Morena escura – Queima (raramente) – Sempre bronzeia – Pouco sensível ao Sol. VI – Negra – Nunca queima – Totalmente pigmentada – Insensível ao Sol. FONTE: https://bit.ly/3CxnqmW. Acesso em: 13 set. 2021.
3.6 CONDIÇÕES DA PELE
As condições da pele se desenvolvem com o tempo, e se aplicam a todos os tipos de pele com exceção da acne, que não costuma aparecer em pele seca, resultando em muitas combinações e com isso toda pele se torna única. As condições mais comuns são: desidratação, couperose, sensibilidade, pigmentação, envelhecimento, acne vulgaris e rosácea. Essas condições se desenvolvem por várias razões, incluindo: baixa quantidade de água na pele; produção excessiva de células córneas; metabolismo precário; danos
por radicais livres; produção de melanina em desequilíbrio ou excessiva; cuidados inadequados com a pele; excessiva exposição ao sol ou uso de câmaras de bronzeamento; e falta de proteção contra o ambiente, incluindo o sol (MICHALUN; MICHALUN, 2010).
3.6.1 Desidratação
3.6.2 Couperose
A couperose é uma vermelhidão temporária ou crônica que aparece na face, surge como vasos sanguíneos vermelhos, pequenos e dilatados e espiralados, geralmente nas faces, em torno do nariz e às vezes no queixo. A couperose é agravada por condições atmosféricas, como climas quentes, ou frios, pelo uso de água extremamente quente ou fria, transtornos nervosos, distúrbios digestivos, saunas, exercícios que deixam a face muito avermelhada, ingestão de álcool e de líquidos muito quentes, ingestão de alimentos picantes, rubescimento e exposição excessiva ao sol, deve se tomar muito cuidado com a pele nessa condição, produto com ingredientes refrescantes e vasoconstritores também são benéficos (MICHALUN; MICHALUN, 2010).
A pele sensível é cada vez mais comum. Somos constantemente bombardeados por estímulos do ambiente, estresse, exposição ao sol e outros elementos poucos saudáveis. A sensibilidade é uma condição, mas também influenciada pela predisposição genética. Essa condição de pele é caracterizada por uma pele fina, frágil e avermelhada que fica facilmente irritada com produtos e exposição ao sol e calor (GERSON et al., 2011c). Ela reage com sensibilidade quando o estrato córneo sofre algum dano, e produtos podem penetrar diretamente nas camadas mais profundas da epiderme ou derme, além disso, os próprios componentes químicos da pele, sua flora bacteriana ou seus antígenos (substâncias que estimulam uma resposta imunológica) podem reagir aos componentes químicos de um produto e causar uma reação de sensibilidade. A composição química da pele de cada pessoa varia, isso pode ser o suficiente para que cada indivíduo apresente sensibilidade a um determinado ingrediente enquanto outro não (MICHALUN; MICHALUN, 2010). A pele sensível precisa ser tratada delicadamente com produtos calmantes e não irritantes. A pele sensível também pode resultar de envelhecimento e uso de medicamentos, pode-se encontrar dificuldade em tratar por sua baixa tolerância aos produtos e estímulos, é bom evitar atrito excessivo, calor, esfoliação ou extrações forçadas, pois pode causar danos e aumentar a vermelhidão (GERSON et al., 2011).
3.6.3 Sensibilidade
O envelhecimento da pele é um processo biológico complexo que atinge várias camadas cutâneas, especialmente a derme, o que resulta em modificação do material genético. Entre os eventos que ocorrem no processo de envelhecimento estão a deficiência de componentes nutricionais em diferentes tecidos, destruição celular por causa da exposição excessiva ao sol, o efeito dos radicais livres na membrana celular, deterioração da programação genética do DNA e redução da proliferação celular. O impacto no tecido cutâneo é a perda de elasticidade, reduzida capacidade de regular os níveis de água e uma replicação, ou processo geral de degeneração. Linhas e rugas ficam mais acentuadas em consequências de maior desidratação e ressecamento causados pelo fato de a pele mais delgada e pela redução na atividade das glândulas sebáceas, a cútis (pele) assume um aspecto murcho e uma coloração mais amarelada à medida que diminui a produção da melanina. A pele envelhecida é reconhecida por falta de elasticidade, firmeza e afundamento causado pela perda de colágeno e elastina na derme. A espessura da pele diminui com a idade, em média de 6% em 10 anos, isso significa que uma pessoa com 100 nos perdeu 60% do volume inicial de sua pele, isso causa impacto tanto na derme como epiderme (MICHALUN; MICHALUN, 2010).
3.6.4 Envelhecimento
O envelhecimento cutâneo pode ser dividido em duas partes, a primeira é o envelhecimento intrínseco ou cronológico, que resulta na passagem do tempo e é um processo lento e de degeneração celular e tecidual. O envelhecimento extrínseco é o segundo tipo de envelhecimento, geralmente chamado de foto envelhecimento, pois se deve principalmente a exposição do sol (UV), o que causa danos ou destrói a capacidade reprodutiva da célula e degenera o colágeno. Entre suas características clínicas estão as linhas de expressão e rugas, aspereza, pigmentação, câncer de pele. Além do mais, o envelhecimento da pele é composto por problemas de saúde, desiquilíbrios hormonais, cuidados inadequados e nutrição inapropriada, o que despoja a pele de nutrientes necessários para a reprodução de células teciduais (MICHALUN; MICHALUN, 2010). Tratamentos antienvelhecimentos enfatizam a melhora no aspecto mais suave e jovem, atenuando e normalizando a aparência da pele envelhecida. Já está bem claro que o envelhecimento é mediado por danos aos radicais livres, que tem origem da radiação (UV), assim, o primeiro passo é proteger a pele da formação de radicais livres e de seus danos com o uso de filtros de UV, e aumentar os níveis de antioxidantes por meio do uso de produtos ricos em substâncias dessa natureza. Ao tratar a pele envelhecida, é importante que os princípios ativos sejam revitalizadores. Cuidados com a pele deverão incluir aplicações diárias de filtro solar para proteção; hidratação; hidratantes antioxidantes que estimulem e revitalizem as funções da pele e a comunicação intercelular (MICHALUN; MICHALUN, 2010).
3.6.5 Acne vulgaris
3.6.6 Rosácea
Os seguintes grupos estão em maior risco de desenvolver rosácea: Pessoas entre 30 e 50 anos de idade; pessoas de pele clara, com cabelos loiros e olhos azuis; descendentes de celtas ou escandinavos; história familiar de rosácea; histórico de acne grave no passado; mulheres (no entanto, os homens também podem desenvolver rosácea e tendem a ter sintomas mais graves). Sintomas da rosácea podem incluir: Vermelhidão facial. Pequenos vasos sanguíneos no nariz e bochechas muitas vezes incham e tornam-se visíveis; protuberâncias no rosto que se assemelham à acne; secura ocular e pálpebras avermelhadas, com irritação e inchaço; nariz alargado. Raramente, a rosácea pode engrossar a pele do nariz, fazendo com que ele adquira um aspecto grosseiro. A rosácea não tem cura. No entanto, com o tratamento adequado, a maioria das pessoas consegue controlar os sintomas e evitar que a doença se agrave. O tratamento do tipo mais comum é feito com produtos tópicos, como metronidazol, ácido azelaico, peróxido de benzoila e retinoides tópicos. O objetivo principal do tratamento é diminuir a inflamação do paciente, usando as substâncias citadas cerca de 1 a 2 vezes por dia. Uma alternativa é a utilização de oximetozolina e da brimonidina. Ambos diminuem e controlam o flushing (vermelhidão). É bom lembrar que eles não curam a rosácea, mas diminuem o avermelhamento. Os inibidores da calcineurina também melhoram a inflamação. Evite os fatores que pioram a doença: O primeiro passo para tratar a rosácea é evitar os fatores que dilatam os vasos menores do rosto e provocam vermelhidão. Há casos em que a prevenção e o uso de protetor solar já são suficientes para controlar a doença, sem necessidade de medicamentos. Ambientes abafados e quentes, exposição solar sem proteção, peeling, estresse e nervosismo são alguns fatores que aumentam a possibilidade de uma crise. Como a pele com rosácea também é muito mais sensível a produtos cosméticos, é importante ter cuidado com o uso de substâncias que contêm ácidos e álcool. Cuidados com a alimentação: Excesso de álcool, pimenta, comida condimentada, café e outros alimentos quentes podem piorar a rosácea. Hipertensão e doenças gastrointestinais também são fatores relacionados a surtos desse problema. Por isso, evitar alimentos que agravam essas doenças é uma boa medida de prevenção, opções ricas em sódio ou muito ácidas e temperadas devem ficar fora da sua dieta. Cuidados complementares em casa: Além de evitar os fatores agravantes e seguir o tratamento indicado, adotar hábitos simples ajudam a combater a sensibilidade da pele. Recomendo o uso de protetor solar, sabonete com enxofre e pH fisiológico, além de borrifamento com água termal.
Quem gosta de maquiagem para disfarçar a vermelhidão do rosto deve preferir produtos hipoalergênicos, corretivo e base em tom verde, que neutraliza a cor vermelha da rosácea. É melhor do que usar uma camada muito grossa de base, que pode irritar ainda mais a pele. FONTE: https://bit.ly/3nSvWJq. Acesso em: 13 set. 2021.
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • A pele recobre todo nosso corpo e possui várias funções vitais. • O estrato córneo é a camada superior e mais externa da pele, muito fino, embora seja capaz de se regenerar. • As células conhecidas como queratinócitos constituem 95% da epiderme, elas são perdidas continuamente pela descamação e substituídas por novas células que vão até a superfície. Esse processo é conhecido como rotatividade celular. • O estrato lúcido é uma camada transparente sob o estrato córneo. • O estrato granuloso é composto de células que se assemelham a grânulos e são cheias de queratina. • No estrato espinhoso, uma camada espinhosa sobre a camada basal, as células continuam se dividindo e mudando de formato, e as enzimas continuam gerando lipídeos e proteínas. • O estrato germinativo, também conhecido como camada basal da epiderme, é a camada viva, localizada sobre a camada papilar da derme, constituída das células basais, é a camada inferior da epiderme. • A derme é a camada que vem abaixo da epiderme e possui ligação com o estrato germinativo devido à junção dermoepidérmica. hipoderme. • A ficha de anamnese é usada para registrar as notas da análise realizada, além de colher todo histórico familiar e antecedentes patológicos do cliente. • A ficha de anamnese é fundamental e indispensável antes de qualquer tratamento estético. • Nela devem ser registradas todas as informações referentes ao dia a dia, hábitos e atividades do cliente, além de informações de produtos que utiliza. • Você deve ter conhecimento sobre as contraindicações dos procedimentos que você irá realizar para definir se é indicado ou não prosseguir com ele. RESUMO DO TÓPICO 1
• A avaliação também deve ser palpatória, ou seja, você deve tocar na pele de seu cliente e avaliar sua textura, suas características e seu biotipo. • A correta identificação dos tipos de pele é fundamental para selecionar com sucesso produtos cosméticos eficazes. • A pele seca caracteriza-se por ser muito fina, bastante delicada e tênue. • A pele oleosa é uma condição hereditária que se desenvolve em consequência da excessiva ativação das glândulas sebáceas, essa atividade é controlada pelo andrógeno, ou hormônio masculino (MICHALUN; MICHALUN, 2010). • A pele normal tem um bom equilíbrio entre a água e o óleo, às vezes, ela pode oscilar entre seca e oleosa. • A pele mista pode ser oleosa e seca, ou oleosa e normal, ao mesmo tempo. A zona T no centro do rosto é mais oleosa. Essa área possui maior número de glândulas sebáceas e óstios maiores. • As condições de pele se desenvolvem com o tempo, e se aplicam a todos os tipos de pele com (exceção da acne, que não costuma parecer em pele seca), resultando em muitas combinações e com isso toda pele se torna única.
1 Sistema tegumentar é o sistema de proteção dos corpos dos seres vivos e engloba a
pele, pelos e unhas. Reveste todos os órgãos vivos e constitui barreira de proteção contra a entrada de micro-organismos no ser vivo. O tegumento humano, mais conhecido como pele, é formado por camadas distintas. a) ( ) Quais são as camadas e subcamadas em que a pele se divide? b) ( ) Qual é a camada da pele responsável pela sustentação da mesma?
2 Os melanócitos são células que se encontram na junção da derme com a epiderme ou
COSMÉTICOS FACIAIS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM LIMPEZA DE PEL
TÓPICO 2 —
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico estudaremos os produtos e equipamentos utilizados na limpeza de pele, e estaremos aptos para escolher e indicar para nossas clientes o melhor tratamento para seu tipo de pele. Os cosméticos são formulados para os diferentes tipos de pele e condições. O mercado cosmético possui, atualmente, uma variedade de opções. É necessário um conhecimento de sua composição para selecionar corretamente o produto que você irá utilizar. Estudaremos algumas especificações que você deve buscar nos produtos para os diferentes tipos de pele. Dessa forma, você potencializará os resultados para seu cliente e não ocasionará algum tipo de reação não desejada (GERSON et al., 2011c). A maioria dos produtos para tratamentos faciais são divididos nas seguintes categorias: • produtos de limpeza/ sabonetes; • tônicos; • esfoliantes; • máscaras; • hidratantes; • fluídos; • protetores solares.
2 COSMÉTICOS FACIAIS UTILIZADOS EM LIMPEZA
DE PELE Os produtos de limpeza existem em várias formas e devem ser utilizadas duas vezes ao dia. O diferente tipo de pele exige diferentes tipos de ativos para atingir o equilíbrio, os produtos de limpeza devem equilibrar o pH da pele (GERSON et al., 2011c)
2.1 PRODUTOS DE LIMPEZA
2.1.1 Benefícios dos produtos de limpeza
• Dissolvem a maquiagem e a sujeira, limpam os poros e preparam a pele para outros produtos. • Possuem emolientes que deixam a pele seca e macia. • Podem conter vários ativos que reparam diversos problemas de pele. O sabonete escolhido deverá respeitar o tipo de pele, de sujidade, idade da pessoa, clima etc. O uso incorreto do produto, por exemplo: utilizar um produto com efeito detergente demasiadamente enérgico, pode provocar a excitação das glândulas lipídicas produzindo ainda mais lipídeos, tornando essa pele mais oleosa, destruindo seu manto autoesterilizável, proliferando as bactérias e provocando o aparecimento de um quadro acneico. É necessário observar a formulação do produto que você adquirir e verificar a função do princípio ativo adicionado a ele. Vamos praticar? Exemplo 1: sabonete líquido facial Neoderm Glico Ativo Adcos. Possui como princípios ativos (segundo o site da empresa): ácido glicólico, gluconolactona e ácido lactobiônico. Além da sua função de limpeza da pele, a adição desses princípios ativos proporciona mais atuações ao sabonete. Nesse caso específico temos: ácido glicólico: possui ação queratolítica, antiacnéica. Gluconolactona: poli-hidroxiácido com ação de renovação celular, hidratante e antioxidante. Ácido lactobiônico: possui elevada ação antioxidante, hidratante e rejuvenescedora. Exemplo 2: sabonete neutro de Aloe vera Adcos. Higieniza a pele sem agredi-la, deixando-a suave e levemente perfumada: tensoativo derivado do coco, extratos de Aloe vera. Algas marinhas. Extratos de Aloe Vera: ação emoliente, refrescante, calmante tópico, hidratante, tonificante, empregado nas formulações para pele sensível. Avaliando a finalidade de cada princípio ativo contido nas fórmulas dos sabonetes, você consegue designar para qual biotipo cutâneo cada um é mais utilizado? Se o exemplo 1, possui ativos com finalidade antiacneica, queratolítico, essas ações são esperadas em peles que possuem predisposição à acne ou já possuem acne ativa e peles mais espessas, ou seja, você selecionará este produto para peles mais oleosas ou peles mistas. Dessa forma, além de remover sujidades da pele, você já removerá excesso de oleosidade, afinará a camada córnea da pele e atuará contra bactérias que possam provocar o aparecimento de acne.
2.2 TÔNICOS
São cosméticos utilizados em tratamentos faciais, soluções sem poder de detergência, que equilibra o pH da pele, que fica levemente ácida após a limpeza facial e remove resíduos dos produtos usados na etapa de higiene. O tônico reduz a aparência dos poros, hidrata, acalma a pele e promove sua firmeza.
2.2.1 Benefícios do tônico
A esfoliação mecânica é um método físico para o arraste de células mortas superficiais por meio de propriedades granulosas, os mais comuns são: jojoba, apricot, arroz e microesferas. O efeito e desconforto da esfoliação podem variar dependendo do tamanho dos grânulos e da pressão utilizada para realizar a esfoliação (GERSON et al., 2011c; SOUZA, 2004). • compensador hidrolipídico; • secante cicatrizante e antisséptico; • remoção de resíduos (produto de limpeza, maquiagem, poluição etc.); • manter o pH da pele; • calmante; • tonificar (PORTAL EDUCAÇÃO, 2013).
2.2.2 Tipos de tônicos
Segundo Gerson et al. (2011c), os tônicos são loções refrescantes e adstringentes responsáveis por equilibrarem o pH da pele, eles possuem propriedades diferentes, são líquidos preferencialmente aquosos, geralmente utilizados após a limpeza da pele e antes do hidratante. O tônico adstringente tem o teor de álcool mais alto, é mais utilizado em pele com acne e oleosa (GERSON et al., 2011c).
2.3 ESFOLIANTES
O principal objetivo da esfoliação é limpar a pele, seu princípio é fazer remoção das células mortas e uniformizá-las, se estiver em excesso, deixa o rosto áspero e com poros tampados (A AÇÃO [...], 2013).
2.3.1 Benefícios da esfoliação química ou mecânica
• A textura da pele se torna mais lisa e macia. • As aberturas dos folículos ficam mais limpas. • A limpeza profunda dos poros deixa a extração mais fácil. • O ritmo de reprodução de célula aumenta. • Aumenta a capacidade da pele de reter mais água e lipídios. • Melhora o transporte dos ativos para a epiderme. • O fluxo do sangue e da circulação é estimulado.
2.3.2 Esfoliantes mecânicos ou físico
2.3.3 Esfoliantes químicos
Antes mesmo de o homem moderno desenvolver uma linha de “produtos cosméticos” ou de higiene, no antigo Egito, na antiga Grécia e posteriormente na Roma antiga, as máscaras faciais e corporais eram amplamente utilizadas e tinham funções variadas bem como suas aplicações tanto para prevenir como para remediar, porém sempre com o cuidado de elaborar fórmulas naturais e que promovessem o aspecto saudável e bonito da cútis (ASBAHR, 2014). Para Gerson et al. (2011c), uma boa máscara pode fazer maravilhas pela pele e, como a maioria dos tratamentos de beleza, seus benefícios são bem conhecidos, dependendo dos ingredientes elas podem agir da seguinte maneira: • Enrijecer e tonificar a pele. • Atrair as impurezas para fora dos poros. • Clarear manchas. • Hidratar. • Acalmar. • Rejuvenescer a pele. Segundo Pimentel (2008), os esfoliantes químicos ou peeling químico utilizam do êxito dos agentes químicos na pele, que são responsáveis por remover as camadas mais profundas da pele, e estimular a renovação e crescimento celular. A profundidade da esfoliação irá depender dos ativos utilizados, concentração, pH do produto e associações feitas. Os ativos mais utilizados na esfoliação química são: ácido glicólico, ácido pirúvico e ácido salicílico (RIBEIRO, 2006).
3 MÁSCARAS
3.1 TIPOS DE MÁSCARAS
• Máscaras líquidas formuladas para secar; elas servem para nutrir e tratar a pele. São moles e altamente benéficas para peles sensíveis, envelhecida e seca, geralmente utiliza-se princípio ativo como colágeno, aloe vera e alga, que têm propriedades hidratantes.
• Máscaras cremosas Possuem óleos e emolientes e também um forte efeito hidratante. • Máscaras de gel Podem ser utilizadas em peles sensíveis ou desidratadas, possuem princípios ativos calmantes (GERSON et al., 2011c).
4 COSMÉTICOS HIDRATANTES
4.1 HIDRATAÇÃO X DESIDRATAÇÃO
Os hidratantes são produtos formulados para fornecer água e também retê-la na pele, loções, emulsões e cremes pertencem a essa categoria. Estão disponíveis para vários tipos e condições de pele, desde a propensa à acne até à pele seca e madura (GERSON et al., 2011c). Ao estudar fórmulas hidratantes, o conhecimento da pele é essencial. Isso porque, como você já estudou, a pele possui barreiras e para que os agentes hidratantes consigam permear é necessário estudar a sua permeabilidade. Existem vários meios para as substâncias permearem: por difusão dos ativos, pelos folículos sebáceos, entre outros. E algumas características da própria substância também influenciam como: tamanho da molécula a ser permeada, lipofilicidade do ativo, tipo de formulação utilizada etc. O grau de hidratação em que a pele se encontra também pode ser considerado um fator importante a ser avaliado, pois se o estrato córneo estiver muito espesso, irá dificultar a permeação das substâncias. Além disso, uma pele hidratada possui maior flexibilidade e elasticidade, o que facilita a entrada dos ativos. Em uma formulação cosmética, o veículo é o meio onde as substâncias são adicionadas. A escolha do veículo também é de suma importância, pois alguns podem facilitar a permeação cutânea como: ácido láctico, ureia, entre outros. São substâncias que interagem com o estrato córneo, alterando a sua estrutura e assim promovem a liberação dos ativos sem danificar sua estrutura. Lipofilicidade (do grego amizade pela gordura), refere-se à habilidade de um composto químico dissolver-se em gorduras, óleos vegetais, lipídios em geral. Em outras palavras, a substância dita lipofílica é a que tem afinidade e é solúvel em lipídios. NOTA A derme é cerca de 10 a 40 vezes mais espessa que a epiderme. Além de abrigar as fibras de colágeno e elastina (que proporcionam elasticidade à pele), ela abriga também outras estruturas que são denominadas glicoproteínas estruturais e glicosaminoglicanos, cuja função é de retenção de água, orientação das proteínas e hidratação das camadas da pele, relacionando com a hidratação natural ocasionada pelos NMF (fatores de hidratação natural). Os glicosaminoglicanos oferecem às células a base e o ambiente ideal para elas se desenvolverem. Eles se ligam à água, e promovem uma regulação do conteúdo líquido e elástico da pele. A quantidade e a qualidade do NMF e do sebo cutâneo presentes
na pele também interferem no seu grau de hidratação. O NMF é constituído de 7% de ureia, 12% de PCA (ácido pirrolidônico caboxílico), 18% de íons (cloreto, potássio e sódio) 12% de ácido láctico e seus sais, 9 a 13% de aminoácidos serina, 3% de alanina, 5 a 7% de citrulina e 1 a 4% de treonina, 13 a 22% são de outros aminoácidos como histidina, glicina, leucina, lisina, fenilamina, tirosina, valina, ácido glutâmico e ácido urocânico. A derme é considerada um reservatório de água para as demais camadas, portanto, é ela quem facilita a hidratação de toda a pele. É por meio das redes de capilares e vasos sanguíneos que a derme fornece energia e nutrição à epiderme. Já a epiderme, camada mais externa, possui como principal função a proteção (física e imunológica). Essa barreira é formada pelo estrato córneo, onde as células estão repletas de queratina que junto a elas fornecem maior resistência. Somado aos lipídeos excretados, torna-se uma importante barreira totalmente impermeável à água. O estrato córneo, portanto, é responsável por evitar a desidratação cutânea. A pele desidratada é ocasionada pela diminuição da função de barreira do estrato córneo que ocasiona a perda transepidérmica de água. A falta de água também modifica o cimento intracelular, alterando a permeabilidade e promovendo a descamação. Indiferente do biotipo cutâneo da pessoa ela pode ter a pele hidratada ou desidratada, ou seja, pessoas com a pele oleosa podem ter a pele desidratada, ou seja, tem falta de água na pele mesmo com o excesso de oleosidade. No estrato córneo, a água atua como um filme, mantendo a umectação natural da pele, preservando sua elasticidade e flexibilidade. O percentual de água existente nessa camada varia de acordo com a quantidade de água fornecida e a quantidade de água perdida pela evaporação. A pele pode reter a água basicamente de duas formas: • Exógena: água proveniente do contato direto com o meio ambiente por meio da aplicação de produtos com ativos umectantes. • Endógena: água proveniente da alimentação. A ausência de água na pele ocasiona um estrato córneo desidratado e consequentemente a pele torna-se mais áspera e seca. Com essa formação, os hidratantes não conseguem permear com facilidade na pele e acabam acumulando apenas na superfície da pele, dificultando a esfoliação. Características como pele quebradiça, presença de rachaduras e fissuras são comuns em peles desidratadas. Vários fatores ocasionam essa ausência de água. Podemos citar:
• O envelhecimento: é uma das causas da pele desidratada, pois com o passar dos anos o manto hidrolipídico da pele diminui e aumenta a perda transepidérmica. Como a água captada pelo estrato córneo diminui, a pele fica com textura mais áspera. Com a desidratação, a pele não possui uma renovação celular contínua e isso ocasiona um acúmulo de estrato córneo espesso. • Outros fatores que podem tornar a pele desidratada são os fatores climáticos. Quando a pessoa se expõe muito ao sol, ou a ventos mais fortes, frio intenso ou ar muito seco, ela favorece uma evaporação transepidérmica de água e diminui o seu grau de hidratação. Nesses casos, é aconselhável usar hidratantes e proteger a pele contra essas agressões. Após a exposição, a pele tentará se recuperar e voltar a ter seu manto hidrolipídico normal novamente, porém o uso dos produtos hidratantes e a ingestão de água são fundamentais para auxiliar nesse reparo. • O uso de substâncias químicas como sabões e detergentes também afetam o manto hidrolipídico. Nesse caso, esses produtos acabam removendo excessivamente o lipídeo da pele e assim a pele não consegue reter a umidade. Um cuidado fundamental para evitar esta desidratação é proteger a região que fica em contato com essas substâncias. Por exemplo, se for produto de limpeza, o ideal é utilizar luvas para proteger as mãos dessa agressão. Alguns hábitos diários devem ser explicados a seu cliente para manter a hidratação da pele. Não adianta você realizar o melhor procedimento de hidratação profissional se o seu cliente não manter a hidratação proporcionada. É importante: • Beber bastante líquido, em média dois litros de água por dia. • Proteger a pele contra agressões externas. • Usar filtro solar diário que também pode conter agentes hidratantes. • Evitar banhos quentes, uso de produtos abrasivos e duchas. • Evitar produtos com álcool em sua composição. • Aplicar hidratante em todo corpo diariamente. Existem algumas doenças de pele que possuem como característica o ressecamento e a descamação da pele. É importante revisá-las e caso você suspeite que seu cliente possa ter alguma dessas doenças, indique que ele vá a um dermatologista e não realize procedimento estético até o diagnóstico. Doenças como dermatite atópica, psoríase e ictiose são algumas das patologias que ocasionam descamação tecidual. IMPORTANTE
5 MECANISMOS DE HIDRATAÇÃO
Existem vários mecanismos de hidratação que atuam na proteção da barreira hidrolipídica da pele. Entre eles podemos citar: mecanismo de oclusão, umectação e hidratação ativa.
A substância hidratante permeia a camada córnea ligando-se a moléculas de água nessa região, diminuindo a perda transepidermal de água. Para um correto tratamento de hidratação da pele, é imprescindível que você conheça o grau de desidratação da pele de seu cliente e selecione o melhor mecanismo de hidratação. Por exemplo, não adianta você utilizar apenas mecanismos de oclusão se a pele está com pouca água em seu interior. A avaliação da desidratação é difícil a olho nu e existem alguns equipamentos que podem auxiliar nessa parte, porém, você consegue diagnosticar ficando atento a aspectos como: • ressecamento da pele; • descamação; • vermelhidão; • aspecto “craquelado” do estrato córneo.
6 PROTETORES SOLARES
7 PRODUTOS HOME CARE
Essa alta incidência exige medidas objetivas para tornar obrigatório o uso de protetores de pele para os trabalhadores expostos à radiação solar. ATENÇÃO A lâmpada de wood foi desenvolvida pelo médico norte-americano Robert Williams Wood, é uma luz negra filtrada usada para iluminar fungos, distúrbios bacterianos, problemas de pigmentação e outros problemas de pele. O uso dos produtos em casa faz toda a diferença no tratamento estético realizado pela profissional. Resultados realmente eficazes são mais bem construídos quando a parceria Profissional de estética X Cliente se estabelece. É fundamental que seu cliente tenha uma ‘necessarie da beleza’ em casa com produtos que atuem em sinergia com os produtos que você utiliza em cabine. Forneça ao seu cliente informações simples e precisas sobre como e quando usar os produtos.
7.1 ELETROTERAPIA – APARELHOS DE ESTÉTICA FACIAL
Eletroterapia é o uso de aparelhos elétricos para obter benefícios terapêuticos (GERSON et al., 2011c). Existem várias contraindicações à eletroterapia, para impedir danos físicos, alguns aparelhos nunca devem ser utilizados em pessoas com problemas cardíacos, usuários de marca-passo ou implantes de metal; mulheres grávidas, portadores de epilepsia ou distúrbios convulsivos (GERSON et al., 2011c).
7.1.1 Lâmpada de wood
7.1.2 Lupa (lâmpada de aumento)
A lupa, ou lâmpada de aumento é utilizada para aumentar o rosto e auxiliar o profissional esteta a tratar e analisar a pele.
7.1.3 Aparelho de vapor
7.1.4 Alta frequência
7.1.5 Corrente galvânica
A corrente galvânica é utilizada para criar duas reações importantes na estética, a química (desincruste) e a iônica (iontoforese). O aparelho galvânico converte corrente alternada recebida de uma tomada elétrica em uma corrente direta. Assim, os eletrodos fluem continuamente na mesma direção. Isso cria uma resposta de relaxamento que pode ser regulada para mirrar em terminações nervosas específicas na epiderme (GERSON et al., 2011c). a. Desincruste Desincruste é uma técnica estética utilizada para retirar o excesso de oleosidade da pele e/ou do couro cabeludo nos procedimentos capilares. Essa retirada ocorre, pois, há um efeito de saponificação, ou seja, a oleosidade (gordura) é transformada em sabão facilitando assim a eliminação do mesmo, já que sabão é solúvel em água. O eletrodo ativo nesse caso será sempre o negativo, ou seja, o eletrodo que passa sobre o rosto do cliente, o eletrodo passivo será então o positivo e aquele no qual o cliente irá segurar fechando o campo elétrico. Esta técnica tem o objetivo de transformar o sebo da pele em sabão por um processo eletroquímico. Nesta técnica de aplicação não se deve higienizar a pele anteriormente, utiliza-se um eletrodo chamado gancho com um algodão embebido na solução desincrustante que é aplicado sobre a pele. Na face de três a quatro minutos com intervalo de aplicação de 15 a 20 dias. É indicado para tratamento de seborreia ou oleosidade no couro cabeludo e peles oleosas. Contraindicações: - Feridas, lesões, ou inflamações no local da aplicação. - Gestantes. - Próteses metálicas no local da aplicação. - Portadores de marca-passo. - Neoplasias. - Pessoas com distúrbios de sensibilidade. - Pessoas epiléticas. - Hipertensos ou hipotensos descompensados. - Diabéticos descompensados. b. Iontoforese É uma corrente de baixa frequência, conhecida também como corrente contínua. A corrente galvânica no modo de iontoforese é utilizada para permeação de ativos, sendo eles cosméticos ou não, ou seja, para facilitar a “entrada” desses princípios ativos através da barreira espessa que é a pele.
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • Os cosméticos são formulados para os diferentes tipos de pele e condições. • Os produtos de limpeza existem em várias formas e devem ser utilizadas duas vezes ao dia. • Tônicos são cosméticos utilizados em tratamentos faciais, soluções sem poder de detergência, que equilibra o pH da pele. • O principal objetivo da esfoliação é limpar a pele, seu princípio é fazer remoção das células mortas, que se estiver em excesso deixa o rosto áspero e com poros tampados, e uniformizá-la. • As máscaras têm funções variadas, bem como suas aplicações, tanto para prevenir como para remediar. • Os hidratantes são produtos formulados para fornecer água e também retê-la na pele, loções, emulsões e cremes pertencem a essa categoria. • Existem vários, entre eles podemos citar: mecanismo de oclusão, umectação e hidratação ativa. • Filtros Químicos: através da absorção dos raios ultravioletas, impedindo assim que a pele seja atingida. • Filtros Físicos ou de Barreira: são substâncias opacas que formam uma película sobre a pele e refletem a luz como um espelho. • Eletroterapia é o uso de aparelhos elétricos para obter benefícios terapêuticos. • A lâmpada de wood permite realizar uma análise mais profunda da pele. • A lupa, ou lâmpada de aumento é utilizada para aumentar o rosto e auxiliar o profissional esteta a tratar e analisar a pele. • A aplicação do vapor na pele tem muitos benefícios: ajuda a estimular a circulação, pois promove vasodilatação, e também causa umidificação e emoliência ao sebo e outros resíduos, o calor relaxa a pele e os tecidos, facilitando a extração de comedões. RESUMO DO TÓPICO 2
• Alta frequência é um aparelho em que se utilizam vários modelos de eletrodos de vidro com uma corrente alternada de frequência alta ou corrente sinusoidal. • A corrente galvânica é utilizada para criar duas reações importantes na estética, a química (desincruste) e a iônica (iontoforese).
1 A esfoliação facial é um procedimento que auxilia na renovação celular da pele, pois
TÓPICO 3 —
PREPARAÇÃO DO CLIENTE E PROCEDIMENTOS FACIAIS
1 INTRODUÇÃO
Estamos chegando ao fim da primeira unidade do Caderno de Estética e avaliação facial e corporal. Aqui, abordaremos a preparação inicial que devemos ter com o cliente, protocolos e limpeza de pele, pois nenhum tratamento profissional deve ser realizado sem antes passar por uma boa limpeza de pele, além de facilitar a permeação de ativos, podemos entender melhor a pele do cliente e suas reações diante dos produtos dermocosméticos, é possível até mesmo perceber aquela que é mais ou menos resistente e se haverá necessidade de ações potencializadoras para melhores resultados.
2 PREPARAÇÃO DO CLIENTE
3 LIMPEZA DE PELE
Para Reis (2015), o protocolo de limpeza de pele consiste em promover o equilíbrio do pH da pele e em remover todas as sujidades retidas nos poros, o que irá favorecer o equilíbrio da oleosidade, a redução de poros dilatados, a remoção dos comedões, a uniformidade da pele. A pele limpa permite maior permeação dos ativos contidos nos produtos que o cliente utiliza diariamente e retira o acúmulo de fotoprotetores retidos na pele, ou seja, o cliente disciplinado com o tratamento home care também precisa de limpeza de pele frequente para melhor performance nos resultados desejados.
4 HIGIENIZAÇÃO DA PELE
Depois da análise inicial, finalize a higienização para remover as impurezas e maquiagem. Use um leite de limpeza ou um higienizante cremoso. Os produtos à base de gel e que formam espuma são mais difíceis de serem removidos e devem ser aplicados apenas em peles com tendência a maior oleosidade (GERSON et al., 2011c). Se algum produto entrar nos olhos, o cliente deve lavá-los e enxaguá-los imediatamente na pia. Em seguida, retome o procedimento. Se ele usar lentes de contato, deve removê-las antes de iniciar o tratamento. ATENÇÃO Evite esfregar ou estimular a pele em excesso, mas faça uma higienização completa. Se houver resíduos de maquiagem, faça uma limpeza dupla. A maioria dos produtos pode ser aplicada com a ponta dos dedos e removido com algodão ou gaze. DICA Para remover a maquiagem dos cílios inferiores, tente fazer movimentos leves e de fora para dentro, evitando puxar a pele delicada ao aplicar ou remover produtos.
5 ESFOLIAÇÃO
6 VAPOR/ EMOLIÊNCIA
O calor amolece a queratina, promovendo uma limpeza mais eficiente, prepara a pele para a extração ou permeação dos ativos e aumenta a circulação (GERSON et al., 2011c).
7 EXTRAÇÃO/ REMOÇÃO DOS COMEDÕES
Remover manualmente as impurezas e comedões ajuda a desobstruir os poros. A extração manual é uma das poucas maneiras de remover as impurezas e limpar os poros.
É fundamental que o profissional esteta esteja utilizando todos os equipamentos de proteção individual, vamos relembrar: touca, máscara, luvas, jaleco, calça cumprida e sapato fechado. Em alguns casos é necessário também a utilização de óculos. FIGURA 18 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL FONTE: https://bit.ly/3nU0VEN. Acesso em: 28 out. 2015. FONTE: A autora FIGURA 19 – EXTRATORES DE COMEDÕES Existem dois métodos para extrair os comedões: usar os indicadores protegidos por luvas e algodão, ou utilizar extratores de comedões, que são instrumentos de metal utilizado para extrair os comedões abertos, principalmente na asa do nariz e dentro das orelhas. Tenha muita cautela para realizar a extração de forma adequada, sem deixar marcas na face do cliente. IMPORTANTE
Na Figura 19 temos a imagem de dois modelos de extratores de comedões, muito utilizados na estética, porém, devemos ter cuidado, pois a sua utilização pode machucar a pele da cliente. Para utilizar o extrator, centralize a lesão na alça.
8 EXTRAÇÃO DE COMEDÕES FECHADOS, MILIUM
E PÚSTULAS FIGURA 20 – ÂNGULO DA AGULHA FONTE: https://bit.ly/3Ae0A2W. Acesso em: 14 set. 2021. Em seguida, a lesão é removida pela aplicação de uma pressão suave. A maioria dos clientes toleram de 20 a 30 minutos de extração, nunca ultrapasse esse tempo, pois a pele perde a emoliência, quando a pele se torna seca e resistente é o momento de parar. No final do procedimento, você pode marcar um retorno para a cliente, para continuar as extrações. IMPORTANTE As lesões fechadas são removidas de forma semelhante aos comedões abertos, com um diferencial, que é necessário fazer uma abertura na camada córnea. Para isso coloque uma pequena agulha em um ângulo de 45º em relação à superfície da pele e perfure a camada de células mortas, fazendo uma abertura que possa ser removida (GERSON et al., 2011c). Veja a figura a seguir.
As pústulas devem ser abertas com auxílio da agulha antes de serem pressionadas para fazer a remoção do pus. Após a extração, utilize uma máscara calmante ou cicatrizante, e aplique o aparelho de alta frequência, pois ajudam a diminuir a quantidade de bactérias da pele e auxiliam na cicatrização (GERSON et al., 2011c).
9 FINALIZAÇÃO DA LIMPEZA DE PELE
Após concluir o serviço avise o cliente que você terminou, e dê as instruções necessárias. A consulta, após o procedimento, inclui recomendações de produtos e agendamento do retorno. Mostre ao cliente os produtos recomendados e anote em um folheto as instruções e cuidados domiciliares. As agulhas são embaladas individualmente, se ela estiver aberta, não é garantia de que é estéril. Uma agulha nova deve ser utilizada a cada cliente. IMPORTANTE Compressas de água gelada ajudam a diminuir o eritema após a extração. DICA O tônico hidrata e finaliza o processo de limpeza, pode ser em spray ou aplicado com auxílio de um algodão. Após finalizar o tratamento aplique o PROTETOR SOLAR. O cliente NÃO pode sair de sua cabine sem o protetor solar. IMPORTANTE
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • Limpeza de pele consiste em promover o equilíbrio do pH da pele e em remover todas as sujidades retidas nos poros o que irá favorecer o equilíbrio da oleosidade, a redução de poros dilatados, a remoção dos comedões, a uniformidade da pele. • Depois da análise inicial, finalize a higienização para remover as impurezas e maquiagem. • Evite esfregar ou estimular a pele em excesso, mas faça uma higienização completa. • A esfoliação é um procedimento que tem por finalidade a remoção de células mortas da pele. • A aplicação correta do esfoliante é fundamental, pois de maneira errada pode machucar a pele. • O calor amolece a queratina, promovendo uma limpeza mais eficiente, prepara a pele para a extração ou permeação dos ativos e aumenta a circulação. • Além do vapor, você pode embeber o algodão em uma Solução de Trietanolamina Emoliente, que atua por saponificação do sebo, e facilita a extração e/ou remoção dos comedões. • Remover manualmente as impurezas e comedões ajuda a desobstruir os poros. • Tenha muita cautela para realizar a extração de forma adequada, sem deixar marcas na face do cliente. • Existem dois métodos para extrair os comedões: usar os indicadores, protegidos por luvas e algodão, ou utilizar extratores de comedões. • A maioria dos clientes tolera de 20 a 30 minutos de extração, nunca ultrapasse esse tempo, pois a pele perde a emoliência. Quando a pele se torna seca e resistente é o momento de parar. No final do procedimento você pode marcar um retorno para a cliente, para continuar as extrações. • As pústulas devem ser abertas com auxílio da agulha antes de serem pressionadas para fazer a remoção do pus. RESUMO DO TÓPICO 3
1 Os profissionais estetas utilizam a desincrustação (anaforese) para facilitar a limpeza
profunda dos poros. Durante esse processo a corrente galvânica é usada para criar uma reação química que emulsifica ou liquefaz o sebo e os resíduos. Sobre a desincrustação analise as sentenças a seguir: I- Esse tratamento é benéfico para acne ou pele oleosa porque ajuda a amolecer os resíduos nos folículos antes das extrações. II- Para realizar a desincrustação, uma solução eletronegativa de base alcalina é aplicada na superfície da pele. III- Qualquer pessoa pode utilizar a desincrustação, pois não há contraindicações, e se obtêm ótimos resultados a partir desse tratamento. IV- Vários tipos de eletrodos estão disponíveis para o aparelho galvânico, mas os mais comuns são os eletrodos planos e cilíndricos. A alternativa CORRETA é: a) ( ) As afirmativas corretas são I, II e III. b) ( ) As afirmativas são II, III e IV. c) ( ) As afirmativas corretas são I, II e IV. d) ( ) As afirmativas corretas são I, III e IV.
2 A limpeza de pele é indicada, principalmente, para remoção de cravos abertos (pontos
pretos) ou fechados (pontos brancos) e remoção de miliuns. Serve também para remover as células mortas e manter a pele macia e saudável. Todos os tipos de pele recebem muito bem esse procedimento. A limpeza bem realizada ajuda no equilíbrio das peles seca, normal, oleosa e mista. Além do rosto, é possível realizar o procedimento em qualquer outra parte do corpo, como colo e costas. Descreva o passo a passo de uma limpeza de pele.
TÓPICO 4 —
ENVELHECIMENTO CUTÂNEO
1 INTRODUÇÃO
2 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO
O envelhecimento é um processo natural e evolutivo caracterizado pelas alterações fisiológicas gradativas. É uma consequência dos determinantes genéticos e ambientais. Uma das primeiras partes do corpo humano em que podemos notar os sinais de envelhecimento é a face. Existem dois tipos de classificação do envelhecimento cutâneo: Classificação 1 • Histológico: refere-se ao estado anatômico de desgaste das células. • Fisiológico: relacionado ao estado dos órgãos. • Exterior ou aparente: relativo ao estado de conservação da pele. Classificação 2 • Intrínseco. • Extrínseco. FIGURA 21 – SINAIS DE ENVELHECIMENTO NA FACE Rugas horizontais Rugas no contorno dos olhos Alteração do contorno facial Palpebras Caídas Sulco nasogeiano Manchas
2.1 TIPOS DE ENVELHECIMENTO CUTÂNEO
2.1.1 Envelhecimento intrínseco ou cronológico
O envelhecimento intrínseco é aquele previsível e progressivo, é decorrente do desgaste natural do organismo, causado pelo passar dos anos, é inevitável e acontece com interferência ou não dos agentes externos envolvendo o envelhecimento de todos os órgãos, inclusive a pele. Fisiologicamente, o envelhecimento está associado à perda de tecido fibroso, à taxa mais lenta de renovação celular e à redução da rede vascular e glandular. A função de barreira que mantém a hidratação celular também fica prejudicada. Dependendo da genética e do estilo de vida, as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir em 50% até a meia-idade (SDB, 2017, s.p.).
2.2 ENVELHECIMENTO EXTRÍNSECO OU FOTOENVELHECIMENTO
Envelhecimento avançado 50-65 Rugas em repouso, mesmo sem expressão Manchas escuras, avermelhadas, às vezes, algumas esbranquiçadas e ásperas (queratose) visíveis, teleangiectasias, que são aqueles vasinhos na face, principalmente em torno do nariz; os pés-de-galinha e as linhas e sulcos aparecem mesmo em repouso, ou seja, mesmo sem expressão facial as rugas são visíveis. Envelhecimento grave da pele do rosto 60-75 Rugas muito acentuadas e extrema flacidez da pele Manchas escuras, brancas e vermelhas podem coexistir, neoplasias cutâneas (câncer de pele) prévias, rugas por todo o rosto, maior parte da face sem pele normal, flacidez pela falta de colágeno, não se pode usar maquiagem, porque ela borra e forma grumos grossos. Com o passar do tempo a pele sofre várias alterações e vai se tornando menos elástica, assim, o tecido muscular também vai atrofiando, resultando em flacidez. À flacidez da face, causada pelo processo natural de envelhecimento, chamamos de ptose involucional.
2.4 PTOSES INVOLUCIONAL
tose é um termo médico usado para se referir à queda dos músculos e pele da face. *Não estamos nos referindo aqui na ptose congênita, quando a criança já nasce com a queda no músculo orbicular do olho e sua causa é ainda desconhecida. Referimo-nos à ptose involucional, que é aquela que aparece gradativamente após os 60 anos, como parte do processo normal de envelhecimento. As ptoses podem ser classificadas em: Grau 1: leve queda na pele das pálpebras com leve abaulamento submandibular. Grau 2: queda lateral das pálpebras superiores, formação de bolsa em pálpebras inferiores com redundância de pele. Perda parcial do contorno facial com abaulamento acentuado acima dos sulcos nasogenianos. Grau 3: aumento das bolsas palpebrais inferiores e redundância acentuada da pele tanto das pálpebras superiores como das inferiores. FONTE: Adaptado de KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atheneu, 2009. NOTA FIGURA 24 – PTOSE GRAU 1, PTOSE GRAU 2 e PTOSE GRAU 3 FONTE: https://bit.ly/3ljcoLc. Acesso em: 14 set. 2021.
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • O envelhecimento cutâneo é um processo natural, porém, também pode ser provocado precocemente dependendo dos determinantes genéticos e ambientais. • O envelhecimento cutâneo pode ser intrínseco/cronológico que é aquele previsível e progressivo, é decorrente do desgaste natural do organismo. • Também pode ser extrínseco que é o envelhecimento causado por fatores ambientais e em especial pela exposição solar. • São vários os fatores que aceleram ou contribuem para o envelhecimento precoce. • O envelhecimento é classificado em quatro graus: envelhecimento suave, envelhecimento moderado, envelhecimento avançado, envelhecimento grave da pele do rosto. • A flacidez da face, causada pelo processo natural de envelhecimento, chamamos de ptose involucional. RESUMO DO TÓPICO 4
1 Diferencie envelhecimento intrínseco de envelhecimento extrínseco.
2 Quais são os fatores que aceleram o envelhecimento extrínseco?
3 De acordo com a classificação de Glogau, quais alterações e características são
FOTOPROTEÇÃO
TÓPICO 5 —
1 INTRODUÇÃO
Mas afinal o que é fotoproteção? Fotoproteção são todos os fatores que interferem na transmissão da radiação ultravioleta (UV) à pele humana. Podemos destacar dois tipos de agentes fotoprotetores: Os fotoprotetores naturais, que são os existentes na atmosfera como, por exemplo, a camada de ozônio, nuvens, poluição, e também a melanina, que têm funções à proteção da pele. E os agentes fotoprotetores físicos que são as roupas, os chapéus, óculos escuros e os filtros UV presentes nos protetores solares. Sabemos que o Sol é fonte de energia, dependemos da radiação solar para o nosso metabolismo, a radiação ultravioleta do Sol é importante para calcificação óssea, também é muito importante no processo de liberação de hormônios e ativação de algumas enzimas. Entretanto, a exposição ao Sol deliberadamente pode trazer muitos danos para o nosso organismo, como envelhecimento precoce, queimaduras, e até mesmo o câncer de pele. Independente da temperatura é obrigatoriamente necessário usar protetor solar. O efeito cumulativo da radiação solar na pele é o principal fator de risco, por essa razão é importante que a proteção solar comece na infância. Sendo assim, mesmo se o dia estiver nublado e o indivíduo precisar ficar mais tempo ao ar livre, é necessário o uso de proteção, como roupas foto protetoras, óculos escuro, chapéu, boné e protetor solar. Os efeitos benéficos e maléficos do Sol, veremos mais adiante nessa unidade. ESTUDOS FUTUROS
2 FOTOTIPOS DE PELE
QUADRO 2 – FOTOTIPOS CUTÂNEOS FONTE: Adaptado de Fitzpatrick (1976) Fototipo Cor Reação Bronzeamento Sensibilidade ao sol Branca Sempre queima Nunca bronzeia Muito sensível Branca Sempre queima Bronzeia muito pouco Sensível ao Sol Morena clara Queima moderadamente Bronzeia moderadamente Sensibilidade normal Morena moderada Queima pouco Sempre bronzeia Sensibilidade normal Morena escura Raramente queima Sempre bronzeia Pouco sensível Negra Nunca queima Totalmente pigmentada Insensível ao Sol Vejamos agora uma classificação mais detalhada dos fototipos de pele. FOTOTIPO I Pessoas extremamente brancas, tom de pele muito clara, olhos azuis e cabelos loiros geralmente possuem efélides (sardas). Quando expostos ao sol se queimam com muita facilidade e nunca se bronzeiam. Pele considerada muito sensível. FOTOTIPO II Pessoas brancas, com pele clara, olhos claros azuis, verdes ou castanhos claros, cabelos loiros ou ruivos. Quando expostos ao sol se queimam com facilidade e bronzeiam muito pouco. Pele considerada sensível. FOTOTIPO III Pessoas morenas claras. Podem possuir olhos claros ou não, porém sempre com cabelos um pouco mais escuros que o fototipo II. Queimam e bronzeiam moderadamente quando expostos ao sol. Pele com sensibilidade considerada normal. FOTOTIPO IV Pessoas morenas moderadas. Possui tom de pele clara ou morena clara, cabelos castanhos escuros e olhos escuros. Quando expostos ao sol queimam-se pouco e bronzeiam-se com facilidade. Pele com sensibilidade considerada normal.
FOTOTIPO V Pessoas morenas escuras. Possui tom de pele morena escura, cabelos escuros e geralmente cacheados. Quando expostos ao sol raramente se queimam, se bronzeiam muito. A sensibilidade da pele é considerada baixa, pouco sensível ao sol. FOTOTIPO VI Pessoas negras que possui tom pele e olhos negros. Cabelos negros e muito crespos. Nunca se queimam quando se expõem ao sol. A pele é totalmente pigmentada. Pele considerada insensível. FONTE: Adaptada de https://bit.ly/2W1eOFN. Acesso em: 5 agosto 2021. Com a observação e avaliação de cada tipo de pele foi possível identificar e quantificar os efeitos maléficos da radiação UVB na pele, possibilitando a determinação do índice de Fator de proteção solar que tem sido fundamental até os dias atuais. A radiação UVB está associada ao câncer de pele por agir fundamentalmente na epiderme. É importante lembrar que quanto menor o fototipo cutâneo, maiores são os riscos de problemas de pele e maiores devem ser os cuidados com a proteção solar. Pessoas com fototipos I, II, III devem prioritariamente usar protetores com FPS alto, além de proteção física (chapéu, barracas etc.) para evitar as queimaduras solares, principalmente durante o verão, quando são mais frequentes devido à maior quantidade da radiação ultravioleta B. Pessoas com fototipos IV, V e VI também podem usar filtros solares com FPS mais altos, porém os FPS mais baixos também protegem esses fototipos, pois a pele é naturalmente mais resistente ao sol. A identificação do fototipo de pele nos permite saber o tipo de riscos que somos submetidos sempre que nos expomos ao sol e qual a proteção adequada. ATENÇÃO Não são só as queimaduras que ocorrem devido à exposição solar. Outras doenças de pele também são frequentes e podem ser muito graves.
2.1.1 Tipos de radiação solar
2.1 RADIAÇÃO SOLAR
Radiação solar é o nome dado à energia irradiada pelo sol, é essa a irradiação que nos envolve. Ela é constituída por radiações de diversos comprimentos de ondas, o que chamamos de espectro eletromagnético. Quase 90% do espectro eletromagnético é composto pela radiação que chamamos radiação não ionizante que é composta por raios ultravioleta, infravermelhos e luz visível. A radiação na faixa ultravioleta se divide em raios do tipo A (UVA) do tipo B (UVB) e do tipo C (UVC). Para que possamos entender o mecanismo pelo qual o sol pode ou não agredir a sua pele é preciso que conheçamos um pouco mais sobre os raios solares e suas propriedades. A radiação UV é a sigla para ultravioleta, que é um tipo de radiação eletromagnética, a radiação ultravioleta é dividida em UVA, UVB e UVC. Sendo que apenas as frações UVA e UVB atingem terra. A radiação UVC é bloqueada pela atmosfera terrestre. A radiação UVA com comprimento de ondas entre 315 a 400 nm é a responsável pela maior parte do espectro ultravioleta que chega à superfície terrestre, possuindo uma intensidade constante, a radiação UVA pode atingir a pele da mesma forma no decorrer de todo o ano podendo ser no inverno ou no verão. Ao longo do dia sua
intensidade pode ser um pouco maior no período das 10 e 16 horas, podendo penetrar a pele profundamente, essa radiação consegue atravessar a epiderme e atingir camadas mais profundas da pele chegando à derme, contribuindo para produção de radicais livres, a radiação UVA é principal responsável pelo fotoenvelhecimento, contribui para o surgimento de fotoalergias e predispõe a pele ao surgimento do câncer. A radiação UVA está presente nas câmaras de bronzeamento artificial, com intensidade mais alta que na radiação proveniente do sol, portanto, bronzeamento artificial em câmaras não é seguro, inclusive é proibido. IMPORTANTE Radiação UVB com comprimento de onda entre 280 e 315 nm a radiação UVB é parcialmente absorvida pelo ozônio da atmosfera, cerca de 90% dos raios UVB não chegam à superfície da terra e sua intensidade muda conforme a estação, aumentando muito durante o verão, principalmente nos horários entre 10 e 16 horas. Os raios UVB penetram superficialmente na pele, atingindo apenas a derme, porém pode provocar as queimaduras solares causando alterações celulares que predispõem ao câncer da pele nas áreas foto expostas. Radiação UVC com comprimento de onda entre 280 – 100 nm a radiação UVC é filtrada na camada de ozônio antes de entrar em contato com a superfície terrestre e é altamente penetrante e danosa à saúde. FIGURA 26 – NÍVEIS DE PROFUNDIDADE DA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA NA PELE E REAÇÕES CAUSADAS FONTE: https://bit.ly/2XgricW. Acesso em: 14 set. 2021.