# Unidade 1 - A Consulta Biomedica Estetica: Raciocinio Clinico, Termo de Consentimento (TCLE) e Fotodocumentacao

Modulo de Formacao Tecnica e Fundamentacao Cientifica - Acervo Integrativia.


Introducao Geral a Unidade

O estudo de A Consulta Biomedica Estetica: Raciocinio Clinico, Termo de Consentimento (TCLE) e Fotodocumentacao na disciplina de Biomedicina Estetica - Consulta, Anamnese e Acompanhamento Clinico estabelece as bases conceituais, metodologicas e praticas indispensaveis para a formacao e atuacao tecnica do profissional biomedico e de saude, integrando a fundamentacao cientifica aos protocolos laboratoriais, interpretacao analitica e conduta clinica integrada.


1 INTRODUÇÃO........................................................................................................3

2 BIOMEDICINA ESTÉTICA – LEGISLAÇÃO............................................................4

3 LEGISLAÇÃO – PROCEDIMENTOS NÃO INVASIVOS...........................................6

RESUMO DO TÓPICO 1.............................................................................................8

TÓPICO 2 - AVALIAÇÃO FACIAL E CORPORAL.................................................... 13

1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 13

2 ANATOMIA E FISIOLOGIA FACIAL E CORPORAL............................................... 13

2.1 EPIDERME.............................................................................................................................15

2.2 DERME...................................................................................................................................18

2.3 ANEXOS CUTÂNEOS..........................................................................................................19

2.4 HIPODERME........................................................................................................................20

3 TIPOS DE PELE, CARACTERÍSTICAS, CLASSIFICAÇÃO DOS

FOTOTIPOS DA PELE, ESCALA DE GLOGAU.....................................................20

3.1 FOTOTIPOS DE PELE......................................................................................................... 23

3.2 ESCALA DE GLOGAU........................................................................................................26

4 DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E CORPORAIS E AVALIAÇÕES

FACIAIS E CORPORAIS..........................................................................................29 RESUMO DO TÓPICO 2. .........................................................................................36

TÓPICO 3 - APARELHOS DE RADIOFREQUÊNCIA, ULTRASSOM,

ENDERMOLOGIA E PEELINGS............................................................................... 41

1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 41

2 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DOS APARELHOS ESTÉTICOS............ 41

2.1 RADIOFREQUÊNCIA...........................................................................................................42

2.2 ULTRASSOM........................................................................................................................44

2.3 ENDERMOLOGIA................................................................................................................45

2.4 PEELINGS............................................................................................................................ 47

3 MANUSEIOS E APLICABILIDADES DOS APARELHOS......................................49

3.1 RADIOFREQUÊNCIA...........................................................................................................49

3.2 ULTRASSOM........................................................................................................................49

3.3 ENDERMOLOGIA................................................................................................................50

3.4 PEELINGS............................................................................................................................50

LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................... 51 RESUMO DO TÓPICO 3. .........................................................................................54 REFERÊNCIAS.......................................................................................................58

UNIDADE 2 — COSMETOLOGIA.............................................................................63

TÓPICO 1 — LEGISLAÇÃO DA BIOMEDICINA ESTÉTICA NO USO DE

COSMETOLOGIA....................................................................................................65

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................65

2 LEGISLAÇÃO DE COSMETOLOGIA..................................................................... 67

3 ANVISA, VIGILÂNCIA SANITÁRIA, BIOSSEGURANÇA......................................69

RESUMO DO TÓPICO 1...........................................................................................73

TÓPICO 2 - BASES DA COSMETOLOGIA............................................................... 77

1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 77

2 COSMÉTICOS, COSMECÊUTICOS, DERMOCOSMÉTICOS................................78

3 BASES, ATIVOS E SUAS FUNÇÕES....................................................................79

4 ADMINISTRAÇÃO DE BASES E ATIVOS.............................................................82

RESUMO DO TÓPICO 2. .........................................................................................88

TÓPICO 3 - APLICAÇÃO E INDICAÇÕES DOS COSMÉTICOS E SEUS ATIVOS........93

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................93

2 COSMÉTICOS FACIAIS.......................................................................................93

2.1 ÁCIDO ALFA-LIPOICO........................................................................................................94

2.2 AUXINA TRICOGENA©......................................................................................................94

2.3 ÁCIDO HIALURÔNICO.......................................................................................................94 2.4 ÁCIDO RETINÓICO.............................................................................................................95 2.5 ÁCIDO SALICÍLICO.............................................................................................................96

2.6 CERAMIDAS........................................................................................................................96

2.7 COLÁGENO...........................................................................................................................97

2.8 DMAE – DIMETILAMINOETANOL.....................................................................................97

2.9 GLICERINA...........................................................................................................................98

2.10 L-CARTINITINA.................................................................................................................98

2.11 MINOXIDIL...........................................................................................................................98

2.12 NIACINAMIDA....................................................................................................................99

2.13 ÁCIDO PIRROLIDONA CARBOXÍLICO (PCA)................................................................99

2.14 UREIA..................................................................................................................................99

3 COSMÉTICOS CORPORAIS. .............................................................................100

3.1 CAFEÍNA.............................................................................................................................100

3.2 IOIMBINA............................................................................................................................100

3.3 TRISSILINOL.......................................................................................................................101

3.4 BENZOPIRONA..................................................................................................................101

3.5 PICOLINATO DE CROMO..................................................................................................101

3.6 COENZIMA Q10 ................................................................................................................ 102

3.7 CURCUMINA...................................................................................................................... 102

3.8 VITAMINA B6 .................................................................................................................... 103

3.9 VITAMINA B12 .................................................................................................................. 103

3.10 INOSITOL ......................................................................................................................... 104

3.11 RESVERATROL................................................................................................................. 104

3.12 VITAMINA C...................................................................................................................... 104

3.13 PIRROLOQUINOLINA QUINONA (PQQ) ...................................................................... 105

3.14 L-GLUTATIONA................................................................................................................ 105

3.15 NICOTILATO DE METILA................................................................................................ 106

3.16 CENTELLA ASIÁTICA..................................................................................................... 106

3.17 CENTELLA ASIÁTICA...................................................................................................... 106

3.18 GINKGO BILOBA.............................................................................................................. 106

3.19 RUTINA..............................................................................................................................107

LEITURA COMPLEMENTAR.................................................................................108 RESUMO DO TÓPICO 3. ........................................................................................111 REFERÊNCIAS......................................................................................................115

ESTÉTICA.............................................................................................................125

TÓPICO 1 — RADIOFREQUÊNCIA. ....................................................................... 127

1 INTRODUÇÃO.................................................................................................... 127

2 LEGISLAÇÃO, INDICAÇÕES, CONTRAINDICAÇÕES, CUIDADOS, MARCAS,

APARELHOS, PARÂMETROS DA TÉCINICA DE RADIOFREQUÊNCIA.............134

2.1 LEGISLAÇÃO...................................................................................................................... 134

2.1.1 Resolução n° 200, de 1° de julho de 2011.......................................................... 134

2.2 INDICAÇÕES, CONTRAINDICAÇÕES E CUIDADOS................................................... 135

2.3 APARELHOS, MARCAS E PARÂMETROS.................................................................... 136

RESUMO DO TÓPICO 1.........................................................................................139

TÓPICO 2 - ENDERMOLOGIA...............................................................................143

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................143

2 LEGISLAÇÃO, INDICAÇÕES, CONTRAINDICAÇÕES, CUIDADOS,

MARCAS, APARELHOS, PARÂMETROS DA TÉCNICA DE ENDERMOLOGIA. .....145

2.1 LEGISLAÇÃO ..................................................................................................................... 145

2.1.1 Normativa n° 01/2012 do Conselho Federal de Biomedicina....................... 145

2.2 INDICAÇÕES, CONTRAINDICAÇÕES E CUIDADOS................................................... 145

2.3 EQUIPAMENTOS, MARCAS E PARÂMETROS ........................................................... 146

RESUMO DO TÓPICO 2. .......................................................................................149

TÓPICO 3 - PEELINGS.........................................................................................153

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................153

2 LEGISLAÇÃO, INDICAÇÕES, CONTRAINDICAÇÕES E CUIDADOS

COM PEELING...................................................................................................153

2.1 LEGISLAÇÃO...................................................................................................................... 154

2.1.1 Resolução CFBM n° 241, de 29 de maio de 2014............................................. 154

2.2 INDICAÇÕES, CONTRAINDICAÇÕES E CUIDADOS COM O PEELING .................. 154

3 TIPOS DE PEELINGS E SUAS INDICAÇÕES.....................................................155

3.1 PEELING FÍSICO................................................................................................................ 155

3.2 PEELING QUÍMICO........................................................................................................... 156

3.2.1 Ácido glicólico.......................................................................................................... 158 3.2.2 Ácido mandélico..................................................................................................... 158 3.2.3 Ácido lático.............................................................................................................. 159 3.2.4 Ácido retinóico........................................................................................................ 159

3.2.5 Gluconolactona....................................................................................................... 161

3.2.6 Ácido tranexâmico (AT).......................................................................................... 161

3.2.7 Ácido lactobiônico.................................................................................................. 162

3.2.8 Solução Jessner.................................................................................................... 163

3.2.9 Ácido tioglicólico.................................................................................................... 164

3.2.10 Fator TGP-2 peptídeo.......................................................................................... 166

LEITURA COMPLEMENTAR.................................................................................168 RESUMO DO TÓPICO 3. ....................................................................................... 174 REFERÊNCIAS......................................................................................................177

TÓPICO 1 – LEGISLAÇÃO DA BIOMEDICINA ESTÉTICA PARA PROCEDIMENTOS NÃO INVASIVOS

TÓPICO 2 – AVALIAÇÃO FACIAL E CORPORAL

TÓPICO 3 – APARELHOS DE RADIOFREQUÊNCIA, ULTRASSOM, ENDERMOLOGIA E PEELINGS

um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.

CONFIRA A TRILHA DA

LEGISLAÇÃO DA BIOMEDICINA ESTÉTICA PARA PROCEDIMENTOS NÃO INVASIVOS

1 INTRODUÇÃO

TÓPICO 1 -

2 BIOMEDICINA ESTÉTICA – LEGISLAÇÃO

• certificado e/ou diploma com título de especialista em Estética obtido pela pósgraduação lato sensu; • comprovante de experiência na área de estética com mínimo de um ano de atuação com contrato social da empresa, carteira de trabalho e contrato de prestação de serviços registrados em cartório. O conselho também considera o direito de biomédicos que, durante a graduação, realizem o estágio supervisionado de no mínimo 500 horas, na área de estética para requerer a habilitação. Em 10 de abril de 2012, o conselho publicou a Resolução nº 214 com a tabela de substâncias autorizadas pelo profissional da estética. Dentre as substâncias autorizadas encontra-se centella asiática, chá verde (Green Tea), cloreto de magnésio, colágeno, complexo B, condoitina sulfato, dente de leão, desoxicolato de sódio, DMAE, DMSO (dimetillaminoetanol), D-pantenol, elastina, GAG (glicosaminaglicanos), Gincko Bliloba, finaterida (própria para intradermoterapia capilar), minoxidil (vaso dilatador), Procaina (anestésico), nutrientes (coenzima Q10, vitaminas etc.), biológicos (Toxina Botulínica) e fitoterápicos (lipossomas de girassóis) (CFBM, 2012). Em 29 de maio de 2014, através da resolução nº 241, o conselho regulamentou a prescrição para fins estéticos. A prescrição das substâncias deve se basear estritamente nas normas estabelecidas pela sociedade científica e seguir as instruções contidas na RDC 67 de 8 de outubro de 2007, e demais normas regulamentadoras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A prescrição deve conter o nome completo do prescritor, assinatura, número do registro, nome da substância ou fórmula, forma farmacêutica, via de administração, potência do fármaco, quantidade da substância e duração do tratamento (CFBM, 2014). Dentro das substâncias autorizadas pelo conselho, encontram-se substâncias injetáveis e substâncias de uso tópico e oral. Dentre as injetáveis foi aprovado o uso de toxina botulínica, substâncias para intradermoterapia, preenchedores dérmicos, subcutâneos e supraperiostais – exceto Polimetilmetacrilato (PMMA) – vitaminas, minerais, aminoácidos, enzimas, flavonoides e fitoterápicos. Os produtos de uso tópico e oral autorizados podem ser prescritos até determinadas concentrações, seguindo a instrução da ANVISA. Na Resolução nº 304 de 23 de abril de 2019, o conselho resolveu que é permitido aos profissionais biomédicos, no exercício da atividade da estética, a aquisição e uso de substâncias que dispensam prescrição médica, desde que sigam as resoluções da ANVISA e estejam regulamentadas pelo conselho (CFBM, 2019a). A última resolução sobre o exercício da atividade em estética pelo profissional biomédico publicada, e que ainda está em vigor, é a Resolução nº 307, de 17 de maio de 2019. Está em vigor desde a data de publicação e revogou as Resoluções nº 214 e nº 304. Nessa nova resolução o conselho deliberou que, para uso de substâncias

com finalidades estéticas, o profissional, obrigatoriamente, deverá estar inscrito no conselho já habilitado em estética. Quanto à aquisição dos produtos, todos devem ser registrados e legalizados pela ANVISA, visto que, o profissional que contrariar os termos estabelecidos na Resolução nº 307 está sujeito à instauração de um processo administrativo (CFBM, 2019b). NOTA As Resoluções do Conselho Federal de Biomedicina determinam limites e diretrizes para a atuação do profissional.

3 LEGISLAÇÃO – PROCEDIMENTOS NÃO INVASIVOS

A atuação do biomédico na estética deve seguir a resolução vigente. Alguns procedimentos autorizados para prática biomédica estão descritos na normativa nº 1/2012, que resume o rol de atividades para os profissionais biomédicos de acordo com o Conselho Regional de Biomedicina. Essa normativa foi publicada para explicar a Resolução nº 214 de 2012. A Resolução nº 214 encontra-se revogada, mas a normativa que explica a resolução ainda está em vigor. A normativa descreve em formato de tabelas as atividades autorizadas por área de atuação profissional. Na área da estética encontram-se profissionais técnicos em estética, tecnólogos em estética e biomédicos (CFBM, 2012b). Os biomédicos são autorizados a trabalhar com as seguintes terapias (CFBM, 2012): • laserterapia; • luz intensa pulsada; • LED (light-emitting diode); • peelings químicos e mecânicos; • cosmetologia; • carboxiterapia; • eletroterapia; • sonoforese (ultrassom estético); • iontoforese; • radiofrequência; • intradermoterapia (enzimas e toxina botulínica); • preenchimentos semipermanentes; • mesoterapia (PEIM- Procedimento estético injetável para microvasos); • responsável por clínica de estética.

Segundo a Lei nº 13.643/18, qualquer profissional habilitado em um curso específico na área de estética pode realizar procedimentos estéticos faciais, corporais e capilares, desde que utilize recursos que possuam registro na ANVISA (BRASIL, 2018). No site da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética os procedimentos que o especialista está apto a realizar são mais detalhados, assim, acrescenta-se na lista de procedimentos autorizados: depilação a laser, fototerapia, remoção de tatuagem e maquiagem definitiva, microagulhamento, ultracavitação, ultrassom focalidador, ultrassom dissipador, criolipólise e endermologia. Além os procedimentos listados, os biomédicos podem atuar como responsáveis técnicos em clínicas de estética, em indústrias de equipamentos cosméticos, em pesquisas clínicas ou em docência. NOTA A atuação dos biomédicos na estética está amparada legalmente pela Lei nº 13.643/18, sendo essa atuação livre em todo o território nacional.

Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • A Biomedicina surgiu como Graduação no Brasil em 1966. • Atualmente, existem 31 especializações diferentes nas quais os Biomédicos podem atuar. • Existem legislações específicas por área de atuação que regularizam o exercício dessa profissão. • O profissional que deseja atuar na área da biomedicina, seja em uma ou mais áreas, precisa ser registrado no conselho. • O profissional precisa registrar cada habilitação, separadamente, no conselho. • O reconhecimento da habilitação do profissional biomédico no exercício da saúde estética aconteceu na cidade de Recife em Pernambuco. • Para atuar na área da estética é preciso ter conhecimento específico da área, que pode ser adquirido por meio da especialização lato sensu ou através de estágio supervisionado curricular com um mínimo de 500 horas. • É autorizado o uso de substâncias orais, tópicas e injetáveis. Dentro das classes de substâncias são autorizadas substâncias vasodilatoras, vasoconstritoras, esclerosantes, toxina botulínica, anestésicos, ativo lipolíticos, eutróficos, antioxidantes, minerais e vitaminas. • É autorizado o uso de preenchedores semipermanente em níveis dérmicos, subcutâneos ou suprariostal, sendo assim o Polimetilmetacrilato (PMMA) não é autorizado por ser um preenchedor permanente. • Na prescrição deve constar o nome completo do prescritor, assinatura, número do registro, nome da substância ou fórmula, forma farmacêutica, via de administração, potência do fármaco, quantidade da substância e duração do tratamento. • Existem muitas Resoluções sobre a atuação do Biomédico na Estética, mas a que está em vigor é a nº 307 de 17 de maio de 2019. • As Resoluções do Conselho Federal de Biomedicina determinam limites e diretrizes para a atuação do profissional. RESUMO DO TÓPICO 1

• Os produtos utilizados pelos profissionais devem ser regulamentados pela ANVISA. No caso de produtos não autorizados, o profissional pode sofrer um processo administrativo. • A Normativa nº 1/2012 resume o rol de atividades para fins de inscrição e fiscalização dos profissionais biomédicos, técnicos, tecnólogos na área da estética. • Os biomédicos são autorizados a trabalhar com as seguintes terapias: laserterapia, luz intensa pulsada, LED (light-emitting diode), peelings químicos e mecânicos, cosmetologia; carboxiterapia; eletroterapia, sonoforese (ultrassom estético), iontoforese, radiofrequência, intradermoterapia (enzimas e toxina botulínica), preenchimentos semipermanentes; mesoterapia, responsável técnico, em indústrias de equipamentos cosméticos, em pesquisas clínicas ou em docência. • Segundo a Lei n º 13.643/18, qualquer profissional habilitado em um curso específico na área de estética pode realizar procedimentos estéticos faciais, corporais e capilares, desde que utilize recursos que possuam registro na ANVISA. • A atuação dos biomédicos na estética é livre em todo o território nacional.

1 De acordo com as Resoluções do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), para

exercer atividades no ramo da Biomedicina Estética, o profissional biomédico, obrigatoriamente, deverá estar inscrito no Conselho Regional de Biomedicina, necessitando da habilitação específica. A habilitação pode vir através de várias formas e a atuação do profissional na área é liberada após o registro dessa habilitação. Sobre as habilitações em biomedicina, uma delas completou 12 anos neste ano de 2022. Quanto a essa habilitação, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Biomedicina Estética. b) ( ) Perfusão Extracorpórea. c) ( ) Microbiologia. d) ( ) Imagenologia.

2 A atuação do biomédico na estética é uma realidade em ascensão. Os profissionais

3 Existe uma certa briga entre classes profissionais, na qual os médicos tentam

bloquear a atuação os profissionais da saúde estética que não são médicos. A atuação do profissional do biomédico na estética deve seguir as resoluções do Conselho Federal de Biomedicina. A respeito da Resolução que está em vigor, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) A Resolução que está em vigor revogou as resoluções nº 214 e nº 304. b) ( ) A Resolução que está em vigor foi publicada para autorizar o uso de preenchedores à base de PMMA (Polimetilmetacrilato). c) ( ) A Resolução que está em vigor autorizou a atuação do biomédico na estética sem o registro da especialização no conselho de classe. d) ( ) A Resolução que está em vigor revogou a autorização para atuação do biomédico na estética.

4 Dos procedimentos listados a seguir, somente um não é autorizado pelo CFBM, este

procedimento estético é injetável para microvasos, preenchimento subdérmico com PMMA, radiofrequência e ultrassom. Pelos conhecimentos adquiridos na disciplina, disserte sobre o motivo que levou o Conselho a proibir o uso de PMMA como material preenchedor.

5 O uso de substâncias e aparelhos não autorizadas pela ANVISA é uma prática usual

entre muitos profissionais da estética. O programa Fantástico exibiu no dia 13/2/2022, uma reportagem com a manchete: ” 'Botox pirata' proibido no Brasil e utilizado por clínicas estéticas tem origem misteriosa”. A reportagem mostrou que uma toxina botulínica é contrabandeada para o Brasil e vendida livremente a profissionais renomados na área da estética, que a utilizam de forma livre. Alguns profissionais diluem o produto e trocam de frasco para burlar a fiscalização da ANVISA. Sabendo que o uso de produtos não autorizados pode resultar em processo administrativo para o profissional, sem contar os efeitos e danos colaterais que o produto pode causar no paciente. O que você acha de tal prática? Disserte sobre isso.

AVALIAÇÃO FACIAL E CORPORAL

1 INTRODUÇÃO

TÓPICO 2 -

A consulta ou avaliação na área do paciente estético é o momento mais importante do seu tratamento. A avaliação é o ato de avaliar, mensurar ou determinar algo, é o substantivo feminino que significa o ato de avaliar ou remete para o efeito dessa avaliação. Pelo dicionário Priberam, avaliação é definida como: a·va·li·a·ção (avaliar + -ção) substantivo feminino 1. Ato de avaliar. 2. Valor determinado por peritos, apreciação. 3. Estima. Palavras relacionadas: autoavaliação, heteroavaliação, avaliado, matriz, reavaliar (AVALIAÇÃO, 2022). O paciente deverá ser avaliado desde o momento em que entrou na sua clínica, observando-se as expressões faciais e corporais, escutando suas dores (a fim de saber a queixa principal), solicitando alguns exames e, assim, propor um protocolo de tratamento. A conduta do tratamento é guiada de acordo com a queixa principal. Essa avaliação deve ser refeita um tempo depois do tratamento, pois a queixa do paciente pode mudar. Inicialmente, essa avaliação é feita com o paciente sentado, em forma de uma conversa. É importante recolher dados como nome, endereço, telefone, documentos, e-mail, idade, data de nascimento, profissão, hábitos de vida, interrogar sobre os sistemas, antecedentes pessoais, inspecione o paciente, palpe-o e estabeleça a conduta.

2 ANATOMIA E FISIOLOGIA FACIAL E CORPORAL

O tecido cutâneo é composto por tecido epitelial, tecido conjuntivo e tecido subcutâneo. A pele tem diversas funções e as principais são delimitar e isolar estruturas internas do ambiente externo. Além dessas funções principais, a pele também tem função de proteção mecânica, proteção imunológica, termorregulação, percepção sensorial, secreção, expressão emocional, controle da perda de líquidos e proteção contra radiação UV (KOVALKSA, 2019; LEMOS, 2019; RIBEIRO, 2019; XDOCS, 2022).

2.1 EPIDERME

não é homogêneo em todo organismo, observa-se diferenças nas velocidades de estratificação e, consequentemente, alterações nas dimensões finais dos corneócitos e nas propriedades de barreira de cara área epiderme (ALMEIDA, 2018; EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A camada basal (stratum basale) é a camada mais profunda e fica logo acima da derme. É constituída de células tronco e células proliferativas, que são células germinativas. É a camada com a maior atividade mitótica, em casa mitose aproximadamente 50% das células dessa camada contribuem para a renovação da epiderme. A definição do destino de uma célula é dependente da necessidade da epiderme. Na camada basal existem algumas estruturas responsáveis por ligar (ancorar) à camada basal na membrana basal que são os hemidesmossomos (compostos por queratina). Dentre as outras células encontradas na membrana basal, cada uma tem sua função específica e diferente: as células de Langerhans atuam na defesa imunológica da pele, as células de Merkel atuam como receptores mecânicos na percepção tátil e os melanócitos são produtores de melanina responsáveis pela pigmentação da pele epiderme (EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A camada espinhosa ou estrato espinhoso (stratum spinosum) é a camada mais grossa da epiderme, composta por células espinhosas, poligonais. As células nessa camada chegam por migração da camada basal, perdendo sua adesão à lâmina basal e se aderindo a outros queranócitos. Os poros existentes entre uma célula e outra conferem à essa camada, um aspecto esponjoso, e é por meio deles que a passagem de nutrientes acontece. Nessa camada inicia a formação dos grânulos de querato-hialina e das subestruturas lamelares que são responsáveis pela formação do manto hidrolipídico (EMERICH, [s.d]; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A camada granular ou estrato granuloso (stratum granulosum) é caracterizada pela rica presença de grânulos de queratina nas células. Nessa camada acontece a formação das placas de queratina, o queratinócito perde o seu núcleo e se achata. Também nessa camada, surge a formação do manto hidrolipídico, uma ótima barreira à prova d’água. Há ainda a síntese de proteínas que conferem estruturação ao estrato. Durante a degradação dessas proteínas e nas etapas iniciais da maturação do corneócito, ocorre a produção das moléculas que compõem o fator natural de hidratação da pele. Essa é a camada mais superficial em que as células ainda possuem núcleo (EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A camada estrato lúcido é uma camada intermediária da pele, entre o estrado córneo e o granuloso. Essa camada está presente em regiões de pele espessa como as das solas dos pés. Aparentemente, a origem vem da fricção e a função parece ser de proteção mecânica (EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016).

A camada córnea ou estrato córneo (stratum corneum) é a camada mais superficial da epiderme, e é a camada visível a olho nu. É composta de células mortas, os queratinócitos. O queratinócito produz a proteína queratina que tem como função ser barreira da pele, essas células não possuem núcleo, por isso são células mortas, porém exercem uma ótima função de barreira, não deixando qualquer substância permear o estrato córneo (EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A membrana basal é a interface entre epiderme e derme, na qual encontra-se queratinócitos fixados na camada basal pelos hemidesmossomos. Possui uma grande quantidade de antígenos que auxiliam no processo de defesa contra microrganismo. É dividida em quatro regiões principais: • membrana celular dos queratinócitos da camada basal; • lâmina lúcida; • lâmina densa; • lâmina fibrosa sub-basal (rede fibrorreticular). FIGURA 3 – PELE DIAGRAMA FONTE: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/epidermis-layers-epithelial-cellsstructure-humans-1418484515. Acesso em: 22 fev. 2022. Como descrito na Figura 3, é possível observar os estratos da epiderme e sua composição, sendo a lâmina basal a camada que separa derme de epiderme.

2.2 DERME

A derme é localizada logo abaixo da epiderme, composta por tecido conjuntivo que contém proteínas, vasos sanguíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. Dividida em derme reticular e papilar, sendo os fibroblastos as células abundantes dessa camada. O fibroblasto é a célula responsável pela produção de fibras e de uma substância amorfa (ALMEIDA, 2018; EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A sua espessura de 0,5mm a 3mm, é responsável por nutrir a epiderme por capilaridade através da sua rede vascular, participa da defesa imunológica em associação com as células de Langerhans da epiderme (HARRIS, 2016). . É composto por colágeno, elastina e glicosaminoglicanos, e é mais espessa que a epiderme, funcionando como um suporte para a epiderme. Logo abaixo da derme encontra-se a hipoderme. A derme contém duas camadas, a camada papilar e a camada reticular. A derme possui elementos neuronais para percepção de toque, dor, coceira e temperatura. Os corpúsculos de Meisser residem na camada papilar e funcionam como mecanorreceptores na percepção do toque. Os corpúsculos de Pacini são encontrados na porção profunda da derme (e na hipoderme) e são responsáveis pela sensação de pressão (ALMEIDA, 2018; EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A derme papilar é a camada mais próxima da epiderme, composta por uma rede de fibras elásticas, sua função é fixar a membrana basal à rede de fibras elásticas da derme (HARRIS, 2016). A derme reticular é um tecido conectivo denso e irregular que permite a força e a elasticidade da pele. Apesar dos anexos cutâneos (folículos pilossebáceos, glândula sudoríparas écrinas e apócrinas) estarem presentes na derme reticular, são considerados partes da epiderme. A principal proteína da derme reticular é o colágeno tipo I (HARRIS, 2016). Na pele humana as fibras de colágeno representam 70% a 80% do peso da derme, o nome colágeno é usado para abranger uma família de proteínas que são componentes do tecido conjuntivo. As fibras de colágeno são sintetizadas por diversas células, incluindo fibroblastos e miofibroblastos. A síntese do colágeno é dependente da produção do pró-colágeno. O colágeno é a principal proteína fibrosa encontrada na matriz extracelular, os diferentes tipos de colágenos se distinguem por sua habilidade. A família de colágenos é constituída por mais de 12 tipos e os participantes na pele são os tipos I, III, IV, V, VI e VI:

• colágeno tipo I: predominante na derme, ossos e cartilagens, é o mais importante em estrutura para a derme; • colágeno tipo III: presente na derme ao redor dos nervos e vasos sanguíneos; • colágeno tipo IV e VII: presente principalmente na membrana basal, a função é manter a integridade da membrana e garantir que ela seja funcionante; • colágeno tipo V: está distribuído em toda a pele; • colágeno tipo VI: é mais concentrado perto dos nervos e folículos. As fibras elásticas são as responsáveis pelas características retráteis da pele e são formadas por elastina e microfibrilas proteicas. São fibras delgadas, sem estriações, ramificam-se em malhas irregulares. Quando a pessoa tem presença de estrias é porque as fibras elásticas estão escassas e a pele atrófica. A elastina é sintetizada por fibroblastos e suas moléculas se ligam e formam uma rede interligada de fibras responsáveis por permitir à pele estiramento e retração elástica (ALMEIDA, 2018; EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A matriz extracelular serve como um ambiente, no qual ocorrem reações químicas. Através dela, as células podem se mover, especialmente, durante os estágios primários de diferenciação. Problemas nestas conexões podem levar ao câncer e às malformações durante o desenvolvimento. A matriz extracelular possui três componentes proteicos em maior quantidade: • proteínas estruturais: insolúveis, que proporcionam força e resistência (colágeno e elastina); • proteínas especializadas: fibrilina, fibronectina e laminina; ◦ laminina: liga-se ao colágeno IV, integrinas e heparan sulfato; ◦ integrinas: existem mais de 20 tipos, podem se ligar ao colágeno, fibronectina e laminina; ◦ fibronectina: pode estar na membrana celular ou no plasma. • proteoglicanos: formadas pela ligação entre GAG e uma proteína, responsáveis por permitir adesão.

2.3 ANEXOS CUTÂNEOS

Os anexos cutâneos são estruturas originadas por invaginação da epiderme na derme, são os pelos, as unhas, as glândulas sebáceas e sudoríparas. Suas funções são, basicamente: • unhas: composta de queratina, é firme, densa e aderente. Sua formação é resultado do processo de queratinização modificada e sua cor rosada é resultado da rede de capilares. Crescem nas superfícies dorsais das falanges terminais dos dedos;

• glândulas sebáceas: são glândulas holócrinas, sua secreção é formada pela transformação da célula inteira em um reservatório lipídico. Secretam uma mistura lipídica de triglicerídeos, ésteres de ácidos graxos, certas esterificadas e ésteres de colesterol conhecido popularmente como sebo, que tem como função principal a proteção da pele, controlando a perda de água transepidermal e formando uma barreira à prova d’água que inibe o crescimento de fungos e bactérias; • glândulas sudoríparas: são glândulas exócrinas, liberam a secreção por meio de ductos na superfície do corpo ou na luz dos órgãos. São divididas em écrinas e apócrinas. As écrinas tem função de controlar a temperatura quando o corpo é exposto a variações de temperatura, já as glândulas apócrinas tem função de atração sexual, consequência da produção de substâncias odoríferas; • pelos: são estruturas queratinizadas que exercem papel protetor, sensitiva e termorreguladora.

2.4 HIPODERME

A hipoderme, ou tecido subcutâneo, é composta de tecido conectivo frouxo, tecido adiposo com um grande número de células adiposas. É considerada um órgão de armazenamento de energia, constituída basicamente por dois tipos de células: os fibroblastos e os adipócitos (ALMEIDA, 2018; EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016). A hipoderme é um tecido que confere isolamento e absorção de impacto, além de ser estoque de energia e permitir flexibilidade. Composta por células adiposas, são células que armazenam gordura, responsáveis pelo estoque de energia. A característica da hipoderme de ser isolante é proveniente das células adiposas, pois elas são más condutoras. Contém o maior número de vasos sanguíneos da pele (ALMEIDA, 2018; EMERICH, 2017; GONCALVES, 2006; HARRIS, 2016).

3 TIPOS DE PELE, CARACTERÍSTICAS, CLASSIFICAÇÃO

DOS FOTOTIPOS DA PELE, ESCALA DE GLOGAU A classificação da pele mais utilizada mundialmente é baseada no grau de oleosidade da pele, na qual as pessoas e até profissionais classificam a pele como oleosa, mista, seca e normal. No início do século XX, Helena Rubinstein, empresária e cosmetóloga, desenvolveu um sistema que classificava a pele em quatro tipos diferentes: seca, oleosa, mista e sensível. Entretanto, classificar a pele somente de acordo com o grau de oleosidade era uma classificação bem vaga (ALMEIDA, 2018; BAUMANN, 2007; COSTA et al., 2008; PINHEIRO, 2021).

Para conseguir determinar o tipo de pele de um cliente, devemos classificar a pele de acordo com os critérios citados e, como vimos, existem muitos tipos de pele. A pessoa deve responder a um questionário, cujo resultado pode ser usado como orientação para escolher os produtos mais indicados. O questionário está disponível na internet, é de livre acesso e pode ser utilizado por profissionais para descobrirem o seu tipo de pele e dos seus pacientes (BAUMANN, 2007). Você, profissional da estética, que vai começar os atendimentos e ainda não sabe prescrever home care e deseja ter resultados bons, aplique o questionário em seus pacientes, conheça os tipos de pele. Para cada tipo de pele a médica prescreve produtos de várias marcas disponíveis no mercado para você indicar. Após aplicar algumas vezes o questionário e perceber as características da pele do paciente, você conseguirá a olho nu perceber quais peles são sensíveis, podendo ter tendência a queimar/manchar. DICA O questionário está disponível no livro da autora, caso você não tenha o livro, o questionário encontra-se disponível em: https://editora.esteticaexperts. com.br/wp-content/uploads/Question%C3%A1rio-Baumann.pdf.

3.1 FOTOTIPOS DE PELE

A pele sofre agressões constantes do meio intrínseco e extrínseco. O envelhecimento intrínseco é decorrente do desgaste natural do organismo e influenciado por genética, hormônios, sistema imunológico e psicológico, já o envelhecimento extrínseco é decorrente de temperatura, umidade, pressão, poluição, hábitos de vida, tabagismo, uso de cosmético, radiação ultravioleta (UV), radiação infravermelha (LODISH et al., 2000). O tecido cutâneo é dividido em epiderme, derme e hipoderme, camadas delimitadas e com funções bem definidas. A epiderme tem algumas funções e, dentre essas, proteções mecânicas; proteção imunológica; termorregulação e proteção contra radiação UV. As áreas mais expostas do corpo, como a face, o pescoço e as mãos, são mais susceptíveis à ação de fatores extrínsecos. O melanócito é uma célula do sistema imune que é presente na epiderme, e também a célula secretora de melanina. Quando a pele sofre algum processo de agressão, essa célula entra em ação e produz melanina para produzir a pele. Não há relatos de correlação entre o número de melanócitos e a cor da pele.

A classificação da pele em fototipos aconteceu em 1972, por Thomas Bernard Fitzpatrick. Fitzpatrick era um médico dermatologista americano, interessado pela área da pesquisa na área de câncer raro. Foi considerado o “pai da dermatologia”, e em uma de suas várias pesquisas, Fitzpatrick descreveu o comportamento do bronzeamento de vários tipos de pele, avaliou por exemplo, a resposta de diferentes tipos de pele expostos à radiação solar e a capacidade dessa pele de responder a esse estímulo, gerando queimadura ou bronzeamento (FITZPATRICK, 1988, DUTRA, 2019). As classificações dos fototipos foram baseados na capacidade da cor da pele de um indivíduo, e sua tendência de se queimar ou se bronzear quando está exposto à luz solar. Os pacientes eram expostos à radiação por 40 - 60 minutos e as análises eram baseadas no quanto aquela queimadura era dolorida, o quão bronzeado o indivíduo ficou naquela semana (FITZPATRICK, 1988). Classificações de Fitzpatrick mais altas indicam que a pele bronzeia mais fácil do que queima, quando classificações mais baixas indicam o oposto. A escala classifica a pele somente com a capacidade de refletir características quando expostas ao sol, não abrange características raciais ou fenotípicas. É a escala mais famosa para a classificação dos fototipos cutâneos (FITZPATRICK, 1988). A capacidade da pele de se bronzear quando exposta ao sol acontece pelo aumento na quantidade de melanina na epiderme, sendo assim uma das formas de avaliar o fototipo cutâneo é observando a cor natural do cabelo, olhos e pele de acordo com a escala de Fitzpatrick. Alguns pacientes possuem os cabelos descolorido ou tingidos, então é preciso analisar o pelo que não foi tingido como os de sobrancelhas e braços (FITZPATRICK, 1988). A classificação de Fitzpatrick é importantíssima quando o profissional for trabalhar com alguns equipamentos como, por exemplo em casos de depilação a laser. É de conhecimento geral que o laser tem afinidade pela melanina presente no pelo, entretanto, o paciente negro também possui uma grande quantidade de melanina na pele e, segundo Fitzpatrick, mesmo sendo as peles negras totalmente pigmentadas e, apesar de não se queimarem quando expostas ao sol, podem sofrer queimadura pela terapia proposta. Essa queimadura pode acontecer pela afinidade da terapia proposta pela melanina presente no tecido subcutâneo. A classificação dos fototipos está listada na tabela a seguir:

QUADRO 1 – ESCALA DE FITZPATRICK FONTE: Adaptada de Fitzpatrick (1988) A análise de pele proposta por Fitzpatrick gira em torno de verificar a pele, seu aspecto e possíveis alterações de acordo com o biótipo, cor, grau de envelhecimento e presença de lesões elementares. Visualmente falando, a escala de Fitzpatrick está descrita na imagem a seguir: FIGURA 4 – FOTOTIPO DE PELE VISUALMENTE FONTE: https://bit.ly/3ufVLVf. Acesso em: 23 fev. 2022. No fototipo I, a pele é muito branca e olhos muito claros (verde ou azul), a cor dos cabelos são ruivos ou loiros. A pele é muita sensível e, quando exposta ao sol, pode sofrer queimaduras rapidamente. É um tipo de pele que não se bronzeia, só queima quando exposta ao sol. É recomendo o uso de roupas e protetores solares com fator de proteção alto (FITZPATRICK, 1988; QUEVEDO et al., 1975). No fototipo II, a pele é branca, olhos claros, cabelos loiros ou castanho claro. Queimam facilmente e se bronzeia pouco, sendo assim, também podem sofrer queimaduras solares com facilidade dependendo do nível da exposição. Esse tipo de pele pode se bronzear, mas demora muito tempo, não dispensa o uso proteção solar alta (FITZPATRICK, 1988; QUEVEDO et al., 1975).

No fototipo III, a pele é morena clara, os olhos e cabelos são castanhos. É um tipo de pele que queima pouco quando exposta ao sol, bronzeia facilmente. Apesar desse fototipo de pele conseguir bronzear e não ser tão sensível ao sol, dependendo do nível da exposição solar também pode sofrer queimaduras. É recomendável proteção solar por meio de roupas e protetores solares com FPS acima de 30 (FITZPATRICK, 1988; QUEVEDO et al., 1975). No fototipo IV, a pele é um moreno moderado, geralmente os cabelos e olhos castanhos escuros. Pele um pouco mais resistente à exposição solar, queima pouco e se bronzeia com facilidade, não dispensa o uso de proteção solar (FITZPATRICK, 1988; QUEVEDO et al., 1975). No fototipo V, a pele é morena escura, os olhos e cabelos são escuros, raramente esse tipo de pele queima quando exposto ao sol e sempre se bronzeia, consegue um bronzeado muito rápido e em casos de queimadura solar, elas acontecem muito lentamente. Fatores de proteção solar mais baixos devem ser usados (FITZPATRICK, 1988; QUEVEDO et al., 1975). No fototipo VI, temos pele negra, cabelos e olhos escuros. É um tipo de pele que nunca queima e sempre se bronzeia, não são sensíveis ao sol. O uso de proteção solar, mesmo que com fator baixo, é recomendado (FITZPATRICK, 1988; QUEVEDO et al., 1975). Ciente de todas as informações supracitadas, o profissional deve conversar com o paciente para classificar o seu fototipo e montar o plano de tratamento, enfatizando que a proteção solar deve estar presente independentemente do seu fototipo. Mesmo as peles mais escuras que são mais resistentes quando expostas ao sol, necessitam de cuidados. A cor natural da pele é constitutiva, dependente dos fatores do corpo ou facultativa, dependente do meio.

3.2 ESCALA DE GLOGAU

4 DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E CORPORAIS E

A anamnese é o momento de identificar as disfunções estéticas e o biótipo cutâneo de cada paciente, é basicamente um relatório de informações do seu paciente que é muito útil para guiar o tratamento e evitar transtornos futuros. Você pode fazer a anamnese dirigida, em que você segue um passo a passo com perguntas fechadas, ou você pode utilizar uma anamnese livre na qual o profissional utiliza uma folha em branco e deixa o paciente contar toda a estória livremente, anotando nessa folha as queixas dele. Nas figuras a seguir, vocês encontram dois modelos de anamnese dirigida, uma facial e uma corporal. FIGURA 6 – FICHA DE AVALIAÇÃO FACIAL

FONTE: A autora A ficha de anamnese facial deve ser elaborada de acordo com o procedimento oferecido na clínica. Alguns profissionais utilizam uma ficha para procedimentos minimamente invasivos e outra para cada procedimento invasivo realizado. Pode ser utilizada a mesma ficha desde que contenha todas as informações necessárias para realização do tratamento.

FONTE: A autora A ficha de anamnese para o profissional é um pouco livre, ela deve ser montada de acordo com os procedimentos que o profissional oferece na clínica. É comum utilizar uma ficha para procedimentos corporais invasivos e outra para não invasivos. O objetivo das fichas de anamnese é coletar todas as informações possíveis para minimizar efeitos colaterais no tratamento, assim cada profissional tem a sua de acordo com aquilo que ele deseja oferecer como tratamento.

1 Alguns autores classificam a pele em três camadas; epiderme, derme e hipoderme,

entretanto, as mais aceitas, hoje em dia, são duas camadas: a derme e a epiderme. A camada mais superficial da pele é a epiderme. Sobre o tecido que origina essa camada, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Conjuntivo. b) ( ) Muscular. c) ( ) Cartilaginoso. d) ( ) Epitelial.

2 Com o passar dos anos e o processo de envelhecimento, o número de dias para

que aconteça o ciclo de renovação da pele aumenta e tem tendência a aumentar cada vez mais. Com esse processo de renovação, a epiderme torna-se queratinizada, assim, em pessoas mais velhas é comum ver uma epiderme muito queratinizada. Sobre a presença de uma epiderme queratinizada, do ponto de vista adaptativo, e sua relação, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Preservação da vida, servindo para ataque e defesa. b) ( ) Adaptação ao meio ambiente, sendo responsável por maior economia hídrica. c) ( ) Vida no meio aquático, impedindo a hidratação do animal. d) ( ) Proteção contra ações mecânicas do meio.

3 A pele é considerada o maior órgão do corpo humano e é dividida em cinco

camadas, entretanto, uma dessas camadas não está presente em todo o corpo. Geralmente, é presente em áreas que sofrem mais atrito/fricção. Sobre a camada que está presente na epiderme de regiões do corpo com espessura maior, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Camada espinhosa. b) ( ) Camada granulosa. c) ( ) Camada lúcida. d) ( ) Camada córnea.

4 O principal propósito de uma anamnese é conseguir todas as informações sobre o

paciente, relacionadas ao estilo de vida, histórico de doença, hábitos diários. Após a realização da anamnese o protocolo de tratamento é estabelecido pelo profissional. Agora que você tem conhecimento de como uma anamnese completa e bem-feita, é importante que elabore uma ficha de anamnese corporal ou facial, e após elaborar, aplique em uma pessoa conhecida.

5 De acordo com os seus conhecimentos sobre pele e fisiologia da pele, existe uma

briga científica entre alguns autores sobre considerar ou não a hipoderme uma camada de pele. Alguns são a favor de considerar já que existem procedimentos nos quais é preciso reestruturar hipoderme e outros consideram como um tecido de sustentação. Disserte sobre a hipoderme ser ou não uma camada da pele.

TÓPICO 3 -

APARELHOS DE RADIOFREQUÊNCIA, ULTRASSOM, ENDERMOLOGIA E PEELINGS

1 INTRODUÇÃO

A eletroterapia é o uso de correntes elétricas para finalidades terapêuticas e é utilizada desde os primórdios da medicina. Trata-se de uma terapia que utiliza os meios elétricos para o tratamento da disfunção estética, onde a força elétrica é aplicada no corpo provocando uma alteração fisiológica com uma finalidade terapêutica (DUTRA, 2019). Existe uma diversidade de correntes utilizadas e cada qual com sua particularidade. Essas correntes são aplicadas no corpo através de eletrodos em contato direto com a pele onde o próprio organismo é o condutor. As células vivas dependem da atividade elétrica para sua existência e os tecidos formados por elas obedecem às mesmas regras e leis da eletricidade. A endermoterapia é uma técnica de origem francesa, a qual consiste na aplicação de massagem mecânica com roletes associados à pressão negativa (sucção), que promove uma mobilização do tecido profundo. Existem dois tipos de corrente elétrica: corrente direta e a alternada. A corrente direta é aquela na qual o fluxo de elétrons está em apenas uma direção e a corrente alternada é aquela na qual a correte flui primeiro em uma direção e depois na outra (DUTRA, 2019).

2 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DOS

APARELHOS ESTÉTICOS A finalidade na procura dos tratamentos estéticos acontece em virtude da grande busca pelo belo. O conceito de belo e o não belo é um parâmetro muito individual, varia de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, mas o consenso de que a aparência jovem, num corpo malhado e magro, é um requisito para a beleza é comum para a maioria. Esse não é um fenômeno da sociedade moderna, a história da civilização humana ensina que sempre houve um fascínio pelo corpo malhado, ao combate ao envelhecimento e na conservação da juventude eterna. Desde a antiguidade e até nas eras medievais, mitos como a fonte da juventude eram muito populares, sendo assim, a manutenção e a melhoria da qualidade da pele ganharam uma atenção particular desde sempre (DUTRA, 2019).

2.1 RADIOFREQUÊNCIA

Técnica terapêutica que utiliza radiação do espectro eletromagnético na ordem de quilohertz (kHz), a radiação eletromagnética é utilizada para promover aquecimento na região em que ela incide. Essa aplicação local de calor no corpo tem finalidade de promover benefícios e pode ser utilizada de várias formas (MATOS, CARVALHO, 2020; TAGLIOLATTO, 2015; VIEIRA 2016; SHOPFISIO, 2018). Com a elevação local da temperatura no organismo é possível proporcionar ao tecido uma vasodilatação, aumento do metabolismo e da proliferação celular e consequentemente um processo de rejuvenescimento, relaxamento muscular. O aquecimento da pele favorece a penetração de ativos cosméticos, ativos que podem ser úteis no tratamento da gordura localizada, nutrição e hidratação do organismo (MATOS, CARVALHO, 2020; TAGLIOLATTO, 2015; VIEIRA 2016). A radiofrequência gera um aquecimento subdérmico, a corrente circula através da manopla e o eletrodo de retorno, o qual fecha o circuito elétrico, ocorre a rotação das moléculas aumentando a temperatura dos tecidos. FIGURA 8 – RADIOFREQUÊNCIA FONTE: https://bit.ly/3D1JGaf. Acesso em: 24 fev. 2022.

Emite correntes elétricas de alta frequência a fim de atingir a camada subdérmica para o tratamento de diversas disfunções, dentre elas FEG, gordura localizada, estrias e falta de produção de colágeno. Para utilizar a radiofrequências existem normas para efetuar um tratamento correto e quatro pontos importantes: pressão do eletrodo, velocidade, temperatura, uso de gel neutro, glicerina ou óleo (MATOS, CARVALHO, 2020; TAGLIOLATTO, 2015; VIEIRA 2016). Durante a execução da técnica, o profissional precisa aferir o tempo todo a temperatura do tecido com o uso de um termômetro. A aferição deve começar assim que o eletrodo ativo estiver em contato com a pele, a área a ser tratada deve ser livre de metais. Indicações: • fibrose pós-cirúrgica; • fibroedema geloide – (FEG/Celulite); • cicatrizes com fibrose; • flacidez de pele; • estímulo de neocolagênese; • adiposidade localizada. Contraindicações: • transtornos de sensibilidade; • gravidez; • câncer; • imunossuprimidos; • terapia com retinoides tópicos; • transtornos de sensibilidade; • menstruação; • prótese; • infecção local; • uso de vasodilatadores e anticoagulantes; • marca-passo cardíaco; • áreas onde tem metais pesados; • evitar a área da glândula tireoide; • evitar região de abdômen em período menstrual.

2.2 ULTRASSOM

Os efeitos fisiológicos do ultrassom são efeito mecânico, efeito térmico, vasodilatação, aumento da permeabilidade de membrana, aumento do metabolismo, liberação de substâncias ativas farmacológicas, efeitos sobre os nervos periféricos, aumento das propriedades viscoelásticas dos tecidos conjuntivos e ricos em colágeno, estímulo da angiogênese e ação tixotrópica. Indicações: • fibroses pós-lipoaspiração; • processos celuliticos avançados; • aderência cicatricial; • tecidos em cicatrização (pós cirurgia e feridas abertas); • FEG – Celulite; • tratamento de gordura localizada. Contraindicações: • áreas com alteração de sensibilidade; • áreas com insuficiência vascular; • aplicação ao nível dos olhos; • útero grávido; • sobre área cardíaca; • tumores malignos; • testículos e gônadas; • tromboflebites/varizes trombosadas.

2.3 ENDERMOLOGIA

A endermologia é uma técnica de tratamento com equipamentos específicos que utiliza a aspiração (sucção) associada a uma mobilização tecidual através de rolos motorizados, localizados em um cabeçote, permitindo um incremento da circulação sanguínea e superficial. É uma técnica baseada na ventosaterapia, método milenar utilizado pelos egípcios e aperfeiçoado pela medicina chinesa. Basicamente, utiliza de artefatos de vidro ou plástico em formato de copo através da pressão negativa exercida, aumenta a oxigenação e circulação (DUTRA, 2019; PALMA et al, 2012; VCTEC, 2022). Procedimento não invasivo, muito eficaz no contorno e modelagem corporal. A técnica é composta pelo uso do vácuo na pele e no tecido subcutâneo, que por meio da pressão negativa da sucção, estimula a circulação e a eliminação de toxinas. Os métodos modernos de endermologia utilizam bombas de sucção eletrônicas ou mecânicas para favorecer as trocas gasosas, o vácuo exercido pela bomba traciona a pele deslocando o sangue para a periferia do tecido cutâneo. A maioria dos tratamentos

estéticos tem como finalidade melhorar a circulação periférica, visando a melhora da disfunção estética. A endermologia melhora o tônus muscular, previne fibrose, acelera processo de cicatrização por ativar circulação local. Se acontece a melhora na circulação melhora a maleabilidade do tecido (DUTRA, 2019; PALMA et al., 2012; VCTEC, 2022). O aparelho de endermo gera uma pressão negativa, sendo comparada com a massoterapia por rolagem e palpação, e quando associada à pressão negativa, é capaz de provocar quebra das fibras que ficam entre as aglomerações de gordura melhorando a oxigenação e reduzindo os nódulos de gordura. O aparelho é dotado de uma bomba de sucção que é acoplada às ventosas de vidro ou plástico (algumas podem ser em forma de rolos ou esferas) e esse acoplamento acontece através de uma bomba plástica (PALMA et al., 2012). FIGURA 10 – APARELHO DE ENDERMOLOGIA FONTE: https://bit.ly/3LcXa5G. Acesso em: 25 fev. 2022. Nessa técnica de endermologia o movimento de sucção que o aparelho realiza exerce duas funções, uma negativa através do vácuo do aparelho e uma positiva pelo movimento dos roletes. Indicações da endermologia: • aumentar a mobilidade dos líquidos corporais; • aumento do trofismo tissular; • melhora da tonificação tissular; • ação sobre os nódulos linfáticos; • acne e sequelas cicatriciais; • envelhecimento cutâneo (rugas); • estrias;

• pré e pós-operatório de cirurgia; • queimaduras; • queloides; • fibroedema geloide (FEG), popularmente conhecido como “celulite”. Contraindicações: • tumores; • doenças infecciosas; • gravidez; • diabéticos; • uso de anticoagulantes; • hipertensão; • câncer; • marca-passo cardíaco; • flebites e trombose; • hérnia; • sequela traumática aguda; • feridas infectadas; • inflamação séptica; • implante metálico.

2.4 PEELINGS

Procedimento conhecido pela capacidade de descamação na pele, no qual são utilizados agentes especiais com objetivo de promover uma descamação das camadas da pele, que ocorre pela ativação de mecanismos biológicos que estimulam a renovação e o crescimento celular. Do inglês, o significado de peelings é descamar. O método usado para gerar essa descamação pode ser de origem física, química ou mecânica que resultarão na destruição de partes da derme ou epiderme (KIRSCHNER, 2021; RIBEIRO, 2020; HARRIS, 2006; VELASCO et al., 2004). É um procedimento que atua por meio de três mecanismos, o primeiro é a estimulação do crescimento epidérmico (reparo), o segundo estímulo da produção de colágeno e o terceiro destruição ou agressão das regiões lesionadas da pele. É dividido em graus, e para um resultado satisfatório existem várias considerações como fototipo de Fitzpatrick, idade do paciente, expectativas realistas, o comprometimento do paciente com o tratamento, o agente esfoliante, a concentração do agente, o número de passadas, a técnica de aplicação, o gerenciamento pré-peeling, o tipo de pele e o tempo de permanência na pele. Para escolher qual peeling utilizar é necessário avaliar o nível da lesão que se deseja tratar, pois o peeling é uma lesão programada e controlada (KIRSCHNER, 2021; RIBEIRO, 2020; HARRIS, 2006; VELASCO et al., 2004).

É dividido de acordo com seu grau de penetração: • peeling muito superficial: atua no estrato córneo; • peeling superficial: atua na epiderme; • peeling médio: atua em derme papilar; • peeling profundo: atua em derme reticular, removendo todas as camadas acima. Alguns produtos utilizados para realização do peeling químico são os alfahidroxiácidos. Efeitos dos peelings: • atenuação de rugas e linhas de expressão; • renovação celular; • aumentar permeabilidade de pele; • clareamento; • reduzir hiperceratinização; • atenuar cicatrizes de acne; • gerenciamento de pele oleosa, desvitalizada ou envelhecida. Os peelings são procedimentos destinados a produzir a renovação celular da capa córnea da epiderme e sua profundidade varia de acordo com a intensidade e ação escolhidas. Os tipos dos peelings descamantes são: • físico: microgrânulos de óxido de alumínio, ponteira de diamante; • químico: ácido tricloroacético, CO2 fracionado, ácido azelaico, fenol, enxofre, ácido salicílico; • biológico: ácido retinóico, alfa-hidroxiácidos (lático, mandélico, glicólico, enzimas, vitaminas C); • mecânico: dermoabrasão (cristal e diamante). Os resultados de peelings aparecem na primeira sessão de tratamento, mas os cuidados pós-peeling devem ser muito bem detalhados para o paciente ter uma cicatrização adequada. O uso de medicamentos oral pode ser necessário em casos de hiperpigmentação. Após o tratamento, a pele fica muito sensível e o paciente precisa ser bem orientado quanto a todos os cuidados após o procedimento, como o de não remover as “casquinhas”. A recuperação é bastante rápida: de quatro a sete dias após a esfoliação, a pele já vai estar com menor sensibilidade.

3 MANUSEIOS E APLICABILIDADES DOS APARELHOS

3.1 RADIOFREQUÊNCIA

3.2 ULTRASSOM

O uso da energia ultrassônica para o tratamento do contorno corporal é algo muito comum nos dias de hoje e dentro desses recursos destacam-se o ultrassom convencional, a terapia combinada, o ultrassom focalizado, a ultracavitação e as ondas de choque. De acordo com a frequência e a intensidade utilizadas, o ultrassom tem capacidade de diminuir perímetros e dobras cutâneas que acontece pela indução de lipólise (ISPSAUDE, 2019).

O ultrassom pode ser usado em associação com outras técnicas que potencializam o seu uso, principalmente na redução do tecido adiposo. É comum ver a associação do ultrassom com soro fisiológico, técnica conhecida como hidrolipoclasia não aspirativa, na qual o soro é usado como uma substância hipotônica que inunda o tecido e aumenta o potencial da onda de choque em reduzir medidas.

3.3 ENDERMOLOGIA

O termo endermologia significa que, o local abaixo da pele representa um sistema que permite a aplicação de massagens de forma rápida, focada no sistema tegumentar. É uma técnica semelhante à vacuoterapia, e o aparelho utilizado produz uma mobilização profunda da pele e do tecido subcutâneo. O aparelho deve ser regulado de acordo com a disfunção estética a ser tratada (DUTRA, 2019; VCTEC, 2022). O sucesso na disfunção a ser tratada depende do grau de acometimento dela, em fases iniciais o tratamento e a resposta podem ser mais eficazes. O primeiro passo é analisar a disfunção a ser tratada e saber indicar e contraindicar terapias. É muito utilizado no tratamento de estrias e de celulites por promover uma melhora vascular e induzir neocolagênese.

3.4 PEELINGS

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA ASSOCIAÇÃO DO PEELING DE DIAMANTES EM PROTOCOLOS ESTÉTICOS? Evélin Ribeiro O Peeling de Diamantes é um tratamento de renovação celular que devolve a elasticidade, clareia as manchas, diminui a oleosidade, controla a acne e, ainda, é menos agressivo que alguns peelings químicos. O que pode resultar em uma reação inflamatória e descamação. A princípio, o método consiste em uma microdermoabrasão superficial, onde é usada uma ponteira de diamante que desliza sobre a pele promovendo uma esfoliação. O principal objetivo deste peeling é refazer a superfície da pele, reduzindo as rugas finas, minimização das estrias e clareando das manchas, por exemplo. A abrasão e esfoliação são controladas e estimulam a formação de colágeno, ou seja, proteína natural da pele – que vem ser a chave da elasticidade e do tônus tecidual. É um peeling leve e retira somente uma parte da epiderme. Desse modo, pode usar para preparo da pele para peelings químicos ou usados isoladamente com bons resultados. Antes de mais nada, o tratamento age de maneira suave e progressiva, pode ser utilizado em todos os tipos de pele, inclusive em pele com fototipo mais alto. É realizado em consultório ou clínicas de estética. No tratamento das estrias, o processo se dá de acordo com o tipo da estria e pode ser um pouco agressivo. Assim, o especialista escolhe a ponteira de acordo com a abrasão desejada, seja ela mais fina, intermediária ou grossa. Assim como, a caneta diamantada conecta-se a um aparelho de vácuo que puxa a pele e a comprime contra o diamante. Dessa forma, tornando a esfoliação, ainda mais efetiva. É ideal para minimizar as estrias novas que estão ainda vermelhas, mas também melhora bastante as estrias brancas (cicatrizadas). O método é indolor. INDICAÇÃO Utiliza-se nas rugas superficiais de fotoenvelhecimento, em rugas de envelhecimento cronológico, discromias, sardas, pigmentações e cicatrizes pós inflamatórios como pós-acne por exemplo, e cicatrizes hipertróficas, manchas, estrias albas e rubras etc. LEITURA COMPLEMENTAR

O que destaca um bom profissional é o conhecimento que é construído através de treinamentos, workshops, vídeo aulas, especializações, prática clínica e, também, através de textos como esse. A Fismatek está com você nessa jornada para te ajudar a se tornar uma/um profissional ESTRELA. FONTE: Adaptada de RIBEIRO, E. Fismatek, 2020. Quais são os benefícios da associação do peeling de diamantes em protocolos estéticos? Disponível em: http://blogfismatek.com.br/quais-sao-os-beneficiosda-associacao-do-peeling-de-diamantes-em-protocolos-esteticos/. Acesso em: 24 fev. 2022.

RESUMO DO TÓPICO 3 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • A eletroterapia é o uso de correntes elétricas para finalidades terapêuticas, é utilizada desde os primórdios da medicina. • A eletroterapia é uma terapia que utilização os meios elétricos para o tratamento da disfunção estética, a força elétrica é aplicada no corpo provocando uma alteração fisiológica com uma finalidade terapêutica. • Existe uma diversidade de correntes utilizadas e cada qual com sua particularidade; essas correntes são aplicadas no corpo através de eletrodos em contato direto com a pele onde o próprio organismo é o condutor. • A radiofrequência gera um aquecimento subdérmico, a corrente circula através da manopla e o eletrodo de retorno, o qual fecha o circuito elétrico, ocorre a rotação das moléculas aumentando a temperatura dos tecidos. • Com a elevação local da temperatura no organismo é possível proporcionar ao tecido uma vasodilatação, aumento do metabolismo e da proliferação celular e, consequentemente, um processo de rejuvenescimento, relaxamento muscular. • As radiações ultrassônicas foram descobertas em 1880, e o aparelho de ultrassom (US) emite ondas sonoras que são inaudíveis ao ouvido humano, formam-se através da vibração mecânica das ondas. • A onda ultrassônica é produzida a partir da transformação da corrente, ela não se propaga no vácuo necessitando de um meio líquido, sólido ou gasoso para sua propagação. • Os efeitos fisiológicos do ultrassom são efeito mecânico, efeito térmico, vasodilatação, aumento da permeabilidade de membrana, aumento do metabolismo, liberação de substâncias ativas farmacológicas, efeitos sobre os nervos periféricos, aumento das propriedades viscoelásticas dos tecidos conjuntivos e ricos em colágeno, estímulo da angiogênese e ação tixotrópica. • A endermologia é uma técnica de tratamento com equipamentos específicos que utiliza a aspiração (sucção) associado a uma mobilização tecidual através de rolos motorizados, localizados em um cabeçote, permitindo um incremento da circulação sanguínea e superficial.

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Compilação e Análise Científica

Este conteúdo foi estruturado, traduzido e revisado dinamicamente para fundamentar os protocolos e a base de conhecimento do ecossistema Integrativia. As informações apresentadas visam fornecer suporte de literatura científica para profissionais de saúde e medicina integrativa.

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