# Unidade 1 - Toxina Botulinica Tipo A: Mecanismo de Acao, Diluicao, Anatomia e Pontos de Aplicacao
Modulo de Formacao Tecnica e Fundamentacao Cientifica - Acervo Integrativia.
Introducao Geral a Unidade
O estudo de Toxina Botulinica Tipo A: Mecanismo de Acao, Diluicao, Anatomia e Pontos de Aplicacao na disciplina de Biomedicina Estetica - Procedimentos Injetaveis e Avancados estabelece as bases conceituais, metodologicas e praticas indispensaveis para a formacao e atuacao tecnica do profissional biomedico e de saude, integrando a fundamentacao cientifica aos protocolos laboratoriais, interpretacao analitica e conduta clinica integrada.
1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................3
2 A ESPECIALIZAÇÃO EM BIOMEDICINA ESTÉTICA............................................................4
3 A LEGISLAÇÃO EM BIOMEDICINA ESTÉTICA. ...................................................................4
RESUMO DO TÓPICO 1............................................................................................................7
TÓPICO 2 - SISTEMA TEGUMENTAR – A PELE.....................................................................11
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................11
2 SISTEMA TEGUMENTAR E TECIDO ADIPOSO..................................................................12
3 A AVALIAÇÃO DA PELE. ....................................................................................................16
3.1 CLASSIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DA PELE........................................................................................17
3.2 DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS................................................................................................. 18
4 AVALIAÇÃO E DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS.................................................. 23
4.1 FIBROEDEMA GELOIDE (FEG)............................................................................................................23
4.2 ESTRIAS.................................................................................................................................................24
RESUMO DO TÓPICO 2. ........................................................................................................27
TÓPICO 3 - BASE DOS PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS.............................31
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................31
2 TOXINA BOTULÍNICA.........................................................................................................31
3 PREENCHEDORES............................................................................................................ 34
4 BIOESTIMULADORES....................................................................................................... 35
5 MESOTERAPIA (INTRADERMOTERAPIA)....................................................................... 35
6 PROCEDIMENTO ESTÉTICO INJETÁVEL PARA MICROVASOS (PEIM).......................... 36
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................. 38 RESUMO DO TÓPICO 3. ....................................................................................................... 43 REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 46
E PREENCHEDORES ........................................................................................................... 49
TÓPICO 1 — LEGISLAÇÃO.....................................................................................................51
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................51
2 LEGISLAÇÃO .....................................................................................................................51
3 APLICAÇÕES GERAIS DOS PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS ................. 55
RESUMO DO TÓPICO 1......................................................................................................... 58
TÓPICO 2 - TOXINA BOTULÍNICA. ....................................................................................... 61
1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................... 61
2 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS ................................................................................... 61
3 APLICAÇÕES..................................................................................................................... 64
RESUMO DO TÓPICO 2. ........................................................................................................70
TÓPICO 3 - PREENCHEDORES. ...........................................................................................73
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................73
2 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS ...................................................................................73
3 APLICAÇÕES......................................................................................................................75
LEITURA COMPLEMENTAR..................................................................................................79 RESUMO DO TÓPICO 3. ....................................................................................................... 85 REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 88
(INTRADERMOTERAPIA) E PEIM.........................................................................................97
TÓPICO 1 — PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS II: MESOTERAPIA
(INTRADERMOTERAPIA) E PEIM ........................................................................................99
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................99
2 MESOTERAPIA (INTRADERMOTERAPIA)......................................................................100
3 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS.................................................................................. 101
4 APLICAÇÕES. ..................................................................................................................103
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................106
TÓPICO 2 - PROCEDIMENTO ESTÉTICO INJETÁVEL PARA MICROVASOS – PEIM...........109
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................109
2 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS..................................................................................109
3 APLICAÇÕES.....................................................................................................................111
RESUMO DO TÓPICO 2. ...................................................................................................... 112
TÓPICO 3 - OUTROS PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS.............................. 115
1 INTRODUÇÃO................................................................................................................... 115
2 BIOESTIMULADORES...................................................................................................... 116
3 ACUPUNTURA ESTÉTICA.................................................................................................117
4 MICROAGULHAMENTO................................................................................................... 119
4.1 REJUVENESCIMENTO DA PELE..................................................................................................... 122
4.2 CICATRIZES........................................................................................................................................ 122
4.3 ACNE VULGAR................................................................................................................................... 122
4.4 ALOPECIA ANDROGÊNICA E ALOPECIA AREATA.......................................................................123
5 CARBOXITERAPIA...........................................................................................................124
5.1 FATORES EPIDEMIOLÓGICOS E VARIAÇÃO NA RESPOSTA DE PROCEDIMENTOS
ESTÉTICOS..........................................................................................................................................126
5.2 MECANISMOS DE DEFESA DO PACIENTE FRENTE A PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE
INVASIVOS............................................................................................................................................ 127
5.3 ENTENDENDO A IMPORTÂNCIA DOS ATIVOS PARA APLICAÇÃO EM BIOMEDICINA
ESTÉTICA.............................................................................................................................................128
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................130 RESUMO DO TÓPICO 3. ......................................................................................................135 REFERÊNCIAS....................................................................................................................138
TÓPICO 1 – BIOMEDICINA ESTÉTICA E LEGISLAÇÃO
TÓPICO 2 – SISTEMA TEGUMENTAR – A PELE
TÓPICO 3 – BASE DOS PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CONFIRA A TRILHA DA
BIOMEDICINA ESTÉTICA E LEGISLAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
Desde o surgimento da biomedicina, em 1966, diversas modificações foram realizadas no curso. Atualmente, o curso de biomedicina oferece oportunidade em mais de 31 áreas de atuação, em que podemos citar a biomedicina estética como uma dessas áreas.
A biomedicina estética é responsável por cuidados relacionados ao bem-estar, à saúde e à beleza do paciente, envolvendo procedimentos minimamente invasivos e estando em consonância com a legislação vigente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e com o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM). A estética trata do estudo filosófico da beleza e do gosto. Está intimamente relacionada à filosofia da arte, que se preocupa com a natureza da arte e os conceitos em termos dos quais as artes individuais são interpretadas e avaliadas. Para entendermos de biomedicina estética, é necessário sabermos as legislações que estão atreladas a essa profissão. Neste tópico, abordaremos a biomedicina estética e as legislações envolvidas com a profissão, quais são os requisitos mínimos para se especializar em biomedicina estética, quais as áreas dessa profissão e o código de ética. Veja, a seguir, a legislação envolvida com a biomedicina estética: • Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011. • Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011. • Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012. • Resolução nº 241, de 29 de maio de 2014. • Normativa CFBM nº 004, de 5 de novembro de 2015. • Normativa CFBM nº 005, de 5 de novembro de 2015. • Resolução nº 304, de 23 de abril de 2019. • Resolução nº 307, de 17 de maio de 2019. • Resolução nº 330, de 5 de novembro de 2020. Em adição, veremos o Código de Ética em biomedicina emitido pelo Conselho Federal de Biomedicina e as providências para a forma de divulgação de procedimentos estéticos.
TÓPICO 1 -
2 A ESPECIALIZAÇÃO EM BIOMEDICINA ESTÉTICA
A seguir, compreenderemos os requisitos mínimos para a habilitação profissional, tanto provisória quanto definitiva, contidos na legislação específica para a área.
3 A LEGISLAÇÃO EM BIOMEDICINA ESTÉTICA
A biomedicina estética teve seu início em 2011 com a Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011, do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), responsável por dispor sobre as atribuições do profissional biomédico no exercício da biomedicina estética e atuação como responsável técnico de empresas que executam atividades para fins estéticos. Essa Resolução foi responsável por habilitar o biomédico a atuar na área de saúde estética, desde que fosse devidamente especializado (CFBM, 2011a). Nesse mesmo ano, o CFBM criou a Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011, que dispõe sobre os critérios para a habilitação em biomedicina estética, considerando principalmente o déficit de normatização relacionado ao registro desses profissionais. Essa Resolução estabeleceu os requisitos mínimos necessários para a habilitação provisória e definitiva em biomedicina estética. Entre os requisitos para a habilitação provisória estão: cosmetologia, eletroterapia, sonoforese, iontoforese, radiofrequência estética, laserterapia, carboxiterapia, peelings químicos e mecânicos, intradermoterapia, certificados de participação em eventos em saúde estética, declaração de matrícula em curso de pós-graduação em estética e comprovante de experiência na área de pelo menos um ano. Os requisitos para a habilitação definitiva incluem: diploma e/ou certificado com título de especialização em estética (Lato Sensu), reconhecido pela Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM), ou certificado de pós-graduação (Stricto Sensu), que são os cursos de mestrado e/ou doutorado, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Para a habilitação definitiva, deve-se respeitar o estágio supervisionado de, no mínimo, 500 horas (CFBM, 2011b). Considerando o déficit de normatização da atividade do profissional biomédico em relação ao uso de substâncias, o CFBM criou a Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012, que dispõe sobre os atos do profissional biomédico e o uso de substâncias em procedimentos estéticos.
Essa Resolução faz uma relação das substâncias legalmente habilitadas para o uso profi ssional do biomédico esteta, sendo essas substâncias: materiais biológicos (toxina botulínica), nutrientes (vitaminas, coenzima Q10, entre outros), fi toterápicos, AYSLIM (extrato de manga africana), ácido glicólico, ácido alfa lipoico, ácido hialurônico, aminofi lina, bicarbonato de sódio, biotina, blufemedil, cafeína, centelha asiática, castanha-da-Índia, Green tea (chá verde), cloreto de magnésio, colágeno, complexo B, dente-de-leão, desoxicolato de sódio, dimetilaminoetanol (DMAE), D-pantenol, elastina, glicosaminoglicanos (GAG), L-glutamina, L-carnitina, L-fenilalanina, fi naterida, glicina glutationa, hialuronidase, L-taurina, L-triptofano, L-ornitina, lidocaína, Minoxidil, procaína, rutina, solução fi siológica, silício orgânico e vitamina C (CFBM, 2012). Outro avanço na biomedicina estética aconteceu em 2014, o CFBM criou a Resolução nº 241, de 29 de maio de 2014, que dispõe sobre a habilitação do profi ssional biomédico esteta e regulamenta a prescrição por esse profi ssional para fi nalidades estéticas. Essa Resolução estabelece que o profi ssional pode prescrever substâncias e outros tipos de produtos com fi nalidade estética, como substâncias biológicas, substâncias empregadas no processo de intradermoterapia, substâncias conhecidas como correlatos de uso injetável, preenchimentos, fi toterápicos e nutrientes, seguindo sempre o preconizado pela ANVISA. Cabe também ao biomédico esteta a prescrição de formulações ofi cinais ou magistrais de cosméticos, dermocosméticos, cosmecêuticos, fármacos de uso tópico, óleos essenciais e também de peelings químicos. O processo de prescrição deve obedecer às etapas descritas nessa legislação (CFBM, 2014). Em 2019, o CFBM criou a Resolução nº 304, de 23 de abril de 2019, que dispõe sobre a especialidade em estética de biomedicina. Essa Resolução teve por fi nalidade fi rmar a obrigatoriedade do profi ssional biomédico, no exercício da estética, de estar inscrito regularmente junto ao Conselho Regional de Biomedicina e adequadamente habilitado em estética (CFBM, 2019a). Ainda no ano de 2019, o CFBM revogou a Resolução nº 214, de 14 de abril de 2012, e a Resolução nº 304, de 23 de abril de 2019, com a Resolução nº 307, de 17 de maio de 2019, que dispõe sobre a especialidade da biomedicina estética (CFBM, 2019b). O Conselho Federal de Biomedicina deu origem à Normativa CFBM nº 004, de 5 de novembro de 2015, que dispôs sobre procedimentos realizados por biomédicos estetas, utilizando-se de fi os de sustentação tecidual para fi ns estéticos, e também a Normativa CFBM nº 005, de 5 de novembro de 2015, que dispõe sobre a aplicação de substâncias por via intramuscular. NOTA
Além dos requisitos listados, o profissional biomédico esteta deve seguir todas as atribuições descritas na Resolução nº 330, de 5 de novembro de 2020, que regulamenta o novo Código de Ética do profissional biomédico. Essa Resolução, ao contrário das legislações anteriores, que eram relacionadas ao Código de Ética do profissional biomédico, teve a implementação de normas que obrigam o biomédico, para a divulgação de imagens de procedimentos estéticos, a ter autorização prévia do paciente através de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Imagens do biomédico acompanhado do paciente também devem ser previamente autorizadas através do TCLE e imagens com o resultado final de procedimentos estéticos devem vir acompanhadas da frase: ‘Esta imagem não representa, em hipótese alguma, garantia do resultado’, pois cada ser humano tem características anatômicas e fisiológicas únicas. Em imagens de “antes” e “depois”, deverá constar a legenda ‘divulgação autorizada pelo usuário’ (CFBM, 2020).
Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • A origem da biomedicina estética e as leis atreladas à origem dessa profissão para o impacto dela na sociedade. • A definição, a legislação e a atuação em biomedicina estética, levando em consideração que, para atuar de forma legal nessa área profissional, é necessário realizar uma pós-graduação em biomedicina estética, podendo ser especialização, mestrado ou doutorado. • A definição, as disposições, as considerações e os artigos das legislações envolvidas com a biomedicina estética: Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011; Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011; Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012; Resolução nº 241, de 29 de maio de 2014; Normativa CFBM nº 004, de 5 de novembro de 2015; Normativa CFBM nº 005, de 5 de novembro de 2015; Resolução nº 304, de 23 de abril de 2019; Resolução nº 307, de 17 de maio de 2019 e Resolução nº 330, de 5 de novembro de 2020. • A importância do Código de Ética em biomedicina emitido pelo Conselho Federal de Biomedicina e das providências para a forma de divulgação de procedimentos estéticos, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e em quais casos ele é necessário. RESUMO DO TÓPICO 1
1 A biomedicina estética é uma área de atuação do biomédico, incumbida por cuidados
relacionados à satisfação, à autoestima, à saúde e à beleza do paciente, baseada na legislação de referência para a biomedicina estética, preconizada pelo Conselho Federal de Biomedicina (CFBM). Sobre a legislação que deu origem à profissão de biomedicina estética devidamente reconhecida pelo órgão, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) A biomedicina estética foi reconhecida pela Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011, que dispõe sobre as atribuições do profissional biomédico no exercício da biomedicina estética e atuação como responsável técnico de empresas. b) ( ) A biomedicina estética teve seu início com a Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011, que dispõe sobre as atribuições do profissional biomédico no exercício da biomedicina estética e atuação como responsável técnico de empresas. c) ( ) A profissão de biomedicina estética foi devidamente reconhecida e teve seu início com a Resolução nº 304, de 23 de abril de 2019, que dispõe sobre a especialidade em estética de biomedicina. d) ( ) A profissão de biomedicina estética foi devidamente reconhecida e teve seu início com a Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011, que dispõe sobre a especialidade em estética de biomedicina.
2 Para exercer a profissão de biomédico esteta, não basta se graduar no curso de
3 O Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) é responsável por regulamentar e
fiscalizar a atuação do profissional biomédico, inclusive o biomédico esteta. Para isso, são criadas Resoluções a fim de padronizar e estabelecer regras a esses profissionais. Sobre a Resolução que dispõe sobre os atos do profissional biomédico e o uso de substâncias em procedimentos estéticos, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011. b) ( ) Resolução nº 241, de 29 de maio de 2014. c) ( ) Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012. d) ( ) Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011.
4 O curso de biomedicina oferece oportunidade em mais de 31 áreas de atuação, em
que podemos citar a biomedicina estética, sendo que essa área contribui bastante para a saúde e a beleza das pessoas. Disserte sobre essa área de atuação, incluindo a sua importância para a comunidade, a regulamentação e as legislações envolvidas.
5 A partir do reconhecimento da profissão de biomedicina estética pelo Conselho
Federal de Biomedicina (CFBM), o profissional biomédico devidamente licenciado teve autorização para exercer procedimentos minimamente invasivos e utilizar substâncias químicas e biológicas para o exercício dessas técnicas. Cite pelo menos sete substâncias químicas e/ou biológicas legalmente habilitadas para uso profissional do biomédico esteta.
SISTEMA TEGUMENTAR – A PELE
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 2 -
2 SISTEMA TEGUMENTAR E TECIDO ADIPOSO
A pele constitui a primeira linha de defesa humana, é o maior órgão do corpo humano. Responsável por desempenhar funções importantes para o corpo, incluindo proteção (temperatura, radiação solar, patógenos e outros fatores extrínsecos), sensibilidade, termorregulação, síntese e armazenamento de vitamina D, permeabilidade cutânea, reposição celular, resistência à água, excreção de substâncias, auxílio no sistema imunológico, entre outros. É dividida em epiderme, derme e tecido subcutâneo (adiposo) (OLIVEIRA et al., 2014a).
A sensibilidade da pele é responsável pelas sensações de calor, frio, tato e dor, que são captadas por receptores específicos: • receptores de Ruffini: calor; • receptores de Vater-Pacini: pressão; • receptores de Krauser: frio; • receptores de Meissner: tato; • discos de Merkel: tato e pressão; • terminações nervosas: principalmente dor. A epiderme é a camada mais externa da pele, responsável pelas propriedades de regulação, absorção e barreira, é formada basicamente por queratinócitos, melanócitos, células de Langerhans e células de Merkel. A epiderme não é vascularizada, recebendo seus nutrientes da derme por difusão (STÜCKER et al., 2002) e é composta por cinco estratos: estrato córneo, estrato lúcido, estrato granuloso, estrato espinhoso e estrato germinativo (Figura 1). FIGURA 1 – CAMADAS DA PELE E DA EPIDERME FONTE: A autora
O estrato córneo é a camada mais externa da pele, responsável pela integridade e continuidade do tecido. Nesse estrato, os queratinócitos perdem seu núcleo (corneócitos) e outras organelas e dão origem ao chamado cimento lipídico. O estrato lúcido é formado por células anucleadas e planas, já o estrato granuloso é responsável por atuar na intervenção da queratinização. Nessa camada, há grânulos de queratohialina, que contêm precursores de queratina que, eventualmente, formam feixes. O estrato espinhoso é composto por várias camadas de células. O estrato germinativo, ou também denominado estrato basal, é separado da derme pela lâmina basal, nessa camada, são encontrados os melanócitos (OLIVEIRA et al., 2014a). A epiderme é responsável por regular a passagem de substâncias através da pele, realiza a função de barreira contra componentes estranhos, regulação térmica, permite a perda de eletrólitos e água e atua na absorção de fármacos (OLIVEIRA et al., 2014a). A epiderme se renova de três a quatro semanas em condições normais.
Os melanócitos são células encarregadas pela síntese de melanina, promovendo a pigmentação da pele, cuja coloração é o resultado da combinação de melanina, caroteno e hemoglobina. São células globulosas de núcleo irregular. Estão localizados no estrato espinhoso e basal da epiderme (OLIVEIRA et al., 2014a).
Os queratinócitos são células encarregadas pela síntese de queratina (proteína de proteção), sendo as células mais numerosas da epiderme. Os queratinócitos passam por um processo denominado queratinização e em cada estrato da epiderme ocorre uma modificação (OLIVEIRA et al., 2014a).
As células de Langerhans possuem forma ramificada e estão localizadas juntamente aos queratinócitos em toda a epiderme, principalmente no estrato espinhoso. Atuam colaborando com o sistema imunológico, processando antígenos cutâneos. Podem desencadear, também, reações de hipersensibilidade (OLIVEIRA et al., 2014a). As células de Merkel são encontradas na epiderme, passando por modificação, localizadas principalmente no estrato basal. São conhecidas como mecanorreceptoras, por estarem em contato com as terminações nervosas (OLIVEIRA et al., 2014a). A derme é originada na região mesodérmica e é responsável pela sustentação da epiderme, além de atuar na proliferação celular. Os anexos da pele também estão situados nessa camada, tal como as glândulas sebáceas, as glândulas sudoríparas, os folículos pilosos, os vasos sanguíneos, os linfáticos e os nervos. É constituída por duas camadas, denominadas camada papilar e camada reticular. A camada papilar é uma camada fina, superior, integrada basicamente de tecido conjuntivo; a camada reticular, por sua vez, é uma camada espessa, integra fibras de colágeno e tecido conjuntivo denso. Constitui-se de tecido conjuntivo frouxo,
também denominado tecido conjuntivo areolar, em que existem colágeno, elastina e fibras reticulares. Os tipos celulares mais importantes são os fibroblastos, os adipócitos (armazenamento de gordura) e os macrófagos (OLIVEIRA et al., 2014a). As glândulas sudoríparas estão localizadas na derme, encarregadas pela síntese de suor, que atua na regulação térmica na epiderme. A composição do suor inclui sais, água e ureia. Podem ser divididas em écrinas e apócrinas; as glândulas apócrinas são aquelas situadas no púbis, na região inguinal e nas axilas, e as écrinas no restante do corpo (OLIVEIRA et al., 2014a). As glândulas sudoríparas écrinas são glândulas tubulares enroladas que direcionam substâncias até a camada superficial da pele, porém, alongam-se até a camada interna da pele. Estão espalhadas por praticamente toda a extensão do corpo humano. São moderadas pelos nervos colinérgicos simpáticos, que são equilibrados pelo hipotálamo. O hipotálamo capta a temperatura central e também adquire dados dos receptores de temperatura localizados na pele, modificando, assim, a produção de suor, em associação com outros processos de termorregulação. O suor écrino do ser humano é constituído basicamente de água, sais e compostos orgânicos em solução. Ele possui baixas proporções de materiais gordurosos, ureia e outros sedimentos. A concentração de sódio pode variar de 35 a 65 mmol/l e é inferior em pessoas ambientadas a um ambiente quente (OLIVEIRA et al., 2014a). As glândulas sudoríparas apócrinas só se expressam no princípio da puberdade (por volta dos 15 anos) e produzem muito mais suor do que o normal em um período de um mês e, em seguida, regulam e liberam proporções normais de suor após determinado tempo. As glândulas sudoríparas apócrinas liberam suor, que contém materiais oleosos. Estão presentes basicamente nas axilas e nas genitálias, sua produção é o principal motivo do odor do suor, em razão das bactérias que decompõem os materiais orgânicos dessas glândulas. O estresse emocional pode aumentar a liberação de suor das glândulas apócrinas, ou mais diretamente: o suor já existente no túbulo é liberado. As glândulas sudoríparas apócrinas atuam como glândulas odoríferas (OLIVEIRA et al., 2014a).
As glândulas sebáceas são encontradas na pele dos humanos e são responsáveis por secretar uma substância gordurosa denominada sebo, que é composta por lipídios e o restante das células adiposas mortas. Essas glândulas estão presentes em todo o epitélio humano, com exceção das palmas das mãos e das solas dos pés. O sebo age protegendo e impermeabilizando o cabelo e a camada externa do epitélio, impedindo que fiquem ressecados, frágeis e rachados. Além disso, podem impedir o crescimento de agentes infecciosos na pele (OLIVEIRA et al., 2014a). As glândulas sebáceas comumente são encontradas em superfícies revestidas de pelos, onde se encontram conexas aos folículos capilares, para liberarem sebo nos fios, carregando-os para o exterior da pele ao longo da haste capilar. O cabelo, o folículo piloso e a glândula sebácea compõem a unidade pilossebácea. Em áreas
sem revestimento de pelo, como pálpebras, mamilos, lábios, pênis e pequenos lábios, também podem ser encontradas glândulas sebáceas, sendo os dutos os responsáveis por transportar sebo nesses locais. Nas glândulas, o sebo é fornecido no interior de células especializadas e é liberado conforme essas células se rompem; as glândulas sebáceas são classificadas como glândulas holócrinas (OLIVEIRA et al., 2014a). O sebo é desprovido de odor, no entanto, sua degradação bacteriana pode provocar odores. O sebo é o motivo de cabelos “oleosos”, caso não forem devidamente limpos por alguns dias. A cera de ouvido é em parte sebo, da mesma forma que a secreção mucopurulenta, a substância seca que se concentra nas quinas dos olhos depois de dormir. A constituição do sebo muda entre espécies, em humanos, o conteúdo oleoso compreende cerca de 25% de monoésteres de cera, 41% de triglicerídeos, 16% de ácidos graxos livres e 12% de esqualeno (OLIVEIRA et al., 2014a). As glândulas sebáceas estão relacionadas aos distúrbios na pele, tal como acne e queratose pilar. Uma glândula sebácea em disfunção pode acarretar em cisto sebáceo. A isotretinoína altera de forma significativa a quantia de sebo formada pelas glândulas sebáceas e é utilizada no tratamento da acne. O uso exagerado de esteroides anabolizantes por fisiculturistas para impedir a perda de peso pode incitar as glândulas sebáceas, resultando em acne (OLIVEIRA et al., 2014a). As glândulas ceruminosas, conhecidas por produzirem a cera de ouvido, também denominada clinicamente como cerúmen, é caracterizada como uma substância cerosa e de coloração amarelada e é secretada pelo ouvido humano. Possui um papel fundamental no aparelho auditivo, ajudando a manter a limpeza e a lubrificação da pele, além disso, é responsável por fornecer proteção contra microrganismos e insetos. O excesso de cerúmen pode causar obstrução do canal auditivo e, consequentemente, prejudicar a audição (OLIVEIRA et al., 2014a).
As glândulas mamárias são responsáveis pela produção de leite em fêmeas, para sustento dos filhos/filhotes. São glândulas sudoríparas modificadas e com tamanho aumentado, quando comparadas às demais glândulas sudoríparas. São compostas por alvéolos com revestimento de células epiteliais, responsáveis pela produção de leite. Os alvéolos são responsáveis por dar origem aos lóbulos, que drenam a abertura dos mamilos. Células mioepiteliais se contraem de forma similar às células musculares, empurrando o leite pelos ductos lactíferos em direção ao mamilo, onde são acumulados em seios. Os bebês espremem o leite que fica armazenado nesses seios (OLIVEIRA et al., 2014a).
Os pelos são originados pelo processo de renovação da epiderme, onde novas células são produzidas constantemente e células velhas ficam expostas. Quando ocorre o acúmulo de queratina, as células ficam compactas, dando origem aos pelos e às unhas (OLIVEIRA et al., 2014a).
As unhas são estruturas compostas de queratina. Possuem duas principais funções no corpo humano: proteção e sensibilidade na ponta dos dedos. A ponta do dedo possui várias terminações nervosas, que são responsáveis por garantir que sejamos capazes de receber informações quando entramos em contato com as superfícies. A unha pode produzir ainda força contrária à ponta do dedo, fornecendo informações quando determinado objeto é tocado (OLIVEIRA et al., 2014a). A unha pode ser dividida em seis partes: raiz, leito ungueal, lâmina ungueal, eponíquio (cutícula), perioníquio e hiponíquio. A raiz da unha também é denominada matriz germinativa. Fica localizada abaixo da pele, na parte detrás da unha e ocupa alguns milímetros do dedo, é responsável pela produção de grande parte da unha e do leito ungueal. Não produz melanina, por não possuir melanócitos presentes. A borda da raiz é caracterizada como sendo uma estrutura branca em forma decrescente presente na unha, denominada lúnula. O leito ungueal compõe a matriz ungueal, também denominada matriz estéril. A matriz estéril vai da lúnula até o hiponíquio. O leito ungueal possui vasos sanguíneos, nervos e células produtoras de melanina. Conforme a unha é desenvolvida pela matriz germinativa, ela adiciona material na superfície inferior da unha, fazendo com que fique mais espessa, esse processo é fundamental para que ocorra o crescimento das unhas e para que o leito ungueal tenha característica lisa. Caso não ocorra, a unha pode ser danificada, rachando ou formando sulcos, que são esteticamente desagradáveis. A placa ungueal é composta de queratina. A característica rosada da unha é ocasionada pelos vasos sanguíneos sob a unha. A superfície inferior da placa ungueal possui sulcos no decorrer do comprimento da unha, que auxiliam na ancoragem do leito ungueal (OLIVEIRA et al., 2014a). A cutícula da unha também é conhecida como eponíquio, está localizada entre a pele do dedo e a lâmina ungueal, formando uma barreira à prova d’água. O perioníquio é conhecido como a pele que recobre a placa ungueal em seus lados. É denominada também como borda paroníquia, é a localização das unhas encravadas, e o hiponíquio é a área conhecida entre a placa ungueal e a ponta do dedo (OLIVEIRA et al., 2014a). A camada de sustentação dos revestimentos superiores (epiderme e derme) é denominada de fáscia subcutânea, tecido subcutâneo (adiposo) e uma denominação mais antiga, hipoderme. Contém células adiposas e também alguns anexos da pele, tais como vasos sanguíneos e folículos capilares. A função desse tecido é de proteção, preenchimento, reserva de energia e isolante térmico (OLIVEIRA et al., 2014a).
3 A AVALIAÇÃO DA PELE
A pele é responsável por grande parte do peso corporal humano, equivalendo a cerca de 20% desse peso. Vários critérios são usados para classificar os diferentes tipos de pele. No entanto, do ponto de vista estético, a pele é classificada de acordo com vários fatores relacionados ao seu equilíbrio: secreção sebácea, hidratação e nível de sensibilidade.
3.1 CLASSIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DA PELE
3.2 DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS
Acnes são caracterizadas como poros entupidos na pele. Podem ser acometidas por: produção de óleo exagerada, microrganismos, desregulação hormonal, células lisadas e pelos encravados. Realizar a identificação do tipo de acne é de extrema importância para o sucesso no tratamento. As acnes podem ser classificadas em não inflamatórias ou inflamatórias. Os subtipos de acne alocados dentro dessas duas divisões incluem: cravos, espinhas, pápulas, pústulas, nódulos e cistos (CHERNEY, 2019). A acne denominada não inflamatória inclui cravos e espinhas. Normalmente, é caracterizada por não causar inchaço. Responde relativamente bem aos tratamentos estéticos considerados simples, como limpeza de pele, por exemplo. O ácido salicílico é utilizado com frequência no tratamento da acne em geral, porém, normalmente, funciona mais adequadamente em acne não inflamatória. Tal ácido esfolia naturalmente a pele, removendo as células mortas, que é um dos motivos de causas de espinhas e cravos (CHERNEY, 2019). Os cravos acontecem quando determinado poro está entupido em decorrência de excesso de sebo e/ou células lisadas na pele. A parte superior do poro se mantém aberta e o restante entupido, resultando na coloração preta característica na superfície da pele (CHERNEY, 2019). Espinhas vermelhas visivelmente inchadas são denominadas acnes inflamatórias. Apesar de o sebo e de as células lisadas da pele contribuírem para a acne inflamatória, microrganismos, como as bactérias, também podem desencadear um papel no entupimento desses poros. As bactérias podem provocar uma infecção no interior da superfície da pele, resultando em manchas de acne, que geralmente são doloridas e difíceis de tratar. Os produtos à base de peróxido de benzoíla auxiliam na redução do inchaço, na eliminação de microrganismos e na remoção do excesso de sebo. Os retinoides de uso tópico também são úteis no tratamento de pápulas e pústulas inflamatórias (CHERNEY, 2019). As pápulas são decorrentes quando as paredes ao redor dos poros se rompem por causa de uma inflamação grave, resultando em poros endurecidos e entupidos, sensíveis ao toque. A pele em torno desses poros geralmente é rosada. As pústulas também podem ocorrer quando as paredes em volta dos poros são rompidas. Diferentemente das pápulas, as pústulas são completadas com pus. Esses inchaços saem da pele e geralmente são de coloração avermelhada. Frequentemente, possuem a parte superior amarela ou branca (CHERNEY, 2019). Os nódulos acontecem quando poros entupidos e inflamados crescem. Diferentemente das pústulas e pápulas, os nódulos são caracterizados por serem bem profundos, e os cistos podem progredir quando os poros são obstruídos por uma associação de microrganismos, sebo e células lisadas. As obstruções ocorrem no interior da pele e são mais profundas do que os nódulos. Esses inchaços são frequentemente
dolorosos ao toque. Os cistos são os subtipos de acne com maior forma e sua formação pode acarretar em infecção grave. Este tipo de acne também é o mais propenso a cicatrizar (CHERNEY, 2019).
Sulcos infraorbitais (olheiras): é o resultado do envelhecimento da região dos olhos, acarretando alterações cutâneas e perda de volume. Várias são as causas que podem acarretar as olheiras: aumento de melanina, sendo considerada uma melanocitose dérmica, fricção da área periorbital, envelhecimento, provocando a redução de tecido subcutâneo adiposo, edema periorbital, aumento de sombreamento, provocado por situações de luminosidade, e aumento da visibilidade dos vasos (LEMOS, 2019).
É necessário sempre levar em consideração o tipo de olheira para a seleção do tipo de tratamento. Quando decorrentes de hipervisibilidade da vasculatura e musculatura, não é indicado nenhum tipo de tratamento, pelos benefícios serem mínimos. Quando decorrentes pelo acúmulo de melanina, podem ser realizados peelings químicos,
clareadores, ácido retinoico, lasers e luz intensa pulsada. Caso sejam decorrentes de modificações no volume periorbital, as técnicas de preenchimento podem ser realizadas. Quando provenientes da alteração do contorno devido à flacidez, são indicados peelings químicos, lasers e luz intensa pulsada (LEMOS, 2019).
4 AVALIAÇÃO E DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS
4.1 FIBROEDEMA GELOIDE (FEG)
4.2 ESTRIAS
Estrias são comuns na população e acometem principalmente as mulheres, sendo provocadas por um estiramento em excesso do tecido. São incidentes na adolescência, entre 12 e 14 anos, e na fase adulta, entre 20 a 30 anos. No período de gestação, o aumento de estrias é comum (OLIVEIRA et al., 2014b). São vistas como desagradáveis do ponto de vista estético por questões socioculturais, também podem estar relacionadas com ansiedade e baixa autoestima.
A síndrome de Cushing é representada por uma série de reações adversas ocasionadas pelo uso contínuo de glicocorticoides, elevando o nível de cortisol no sangue. Entre os sintomas característicos da síndrome de Cushing, podese citar distúrbios emocionais, face de lua cheia com bochechas rosadas, hipertensão, hipertrofia cardíaca, depósito de gordura abdominal, obesidade, tendência a hiperplasias, aparecimento de estrias, osteoporose, úlceras na pele e perda de massa muscular. NOTA
Entre os tratamentos utilizados para estrias e melhora do seu aspecto visual, podemos citar: introdução de agulha, promovendo resposta infl amatória e acelerando o processo de reepitelização e reparo do tecido; microdermoabrasão; tratamento com ácidos, porém só em estrias rubras (fase inicial), intradermoterapia e fototerapia com lasers (OLIVEIRA et al., 2014b). O tratamento com ácidos em estrias rubras consiste, principalmente, na síntese de colágeno, que atua reestruturando fi bras elásticas e reduzindo a espessura das estrias. Os principais ácidos utilizados para essa fi nalidade são o ácido glicólico, o ácido retinoico e o ácido L-ascórbico. A fototerapia com lasers tem como princípio, por sua vez, a estimulação de radicais livres de oxigênio e peróxido de hidrogênio, sendo estes responsáveis por destruírem ligações bivalentes, causando o efeito de clareamento nas estrias. Veremos o procedimento de intradermoterapia mais adiante e na Unidade 3. ESTUDOS FUTUROS
RESUMO DO TÓPICO 2 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • O sistema tegumentar é composto por pele e anexos, que são as camadas da pele e as células que as compõem (melanócitos, queratinócitos, células de Langerhans e células de Merkel), a função das glândulas (sudoríparas, sebáceas, ceruminosas e mamárias) e a composição, a função e o desenvolvimento de unhas e pelos. • A pele é classificada e avaliada em normal ou eudérmica, seca ou alípica, oleosa ou lipídica, acneica e mista. • Existem disfunções estéticas faciais, como acnes, cicatrizes, flacidez, hipercromias, rugas e sulcos infraorbitais (olheiras), assim, entendemos seus conceitos, fatores de predisposição e como funciona o seu tratamento. • Existem disfunções estéticas corporais, como fibroedema geloide (celulites) e estrias, compreendemos seus conceitos, fatores de predisposição e como funciona o seu tratamento.
1 O sistema tegumentar é a barreira física dos seres vivos, composto por pele, pelos,
unhas e glândulas. A pele não é responsável só por proteger o corpo de substâncias externas e microrganismos, além disso, atua evitando a perda de fluidos corporais. Sobre a pele, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) É formada basicamente por quatro camadas: epiderme, derme, hipoderme e tecido adiposo. b) ( ) É considerada o maior órgão do corpo humano. Uma das suas camadas é conhecida como epiderme, dividida em cinco estratos: estrato córneo, estrato lúcido, estrato granuloso, estrato espinhoso e estrato germinativo. c) ( ) A pele é formada por apenas três camadas: estrato lúcido, estrato granuloso e estrato germinativo. d) ( ) As glândulas sebáceas, as glândulas sudoríparas, os folículos pilosos, os vasos sanguíneos, os linfáticos e os nervos estão localizados na epiderme da pele.
2 A pele desempenha funções importantes no corpo humano, como proteção,
3 Fibroedema geloide é uma desordem no panículo adiposo, principalmente em mulheres,
ocasionado por alterações na circulação e, consequentemente, causando edema, atrapalhando o metabolismo e modificando o adipócito. Sobre o que representam o fibroedema geloide, as estrias e a flacidez, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Disfunções corporais. b) ( ) Disfunções faciais. c) ( ) Sintomas da síndrome de Cushing. d) ( ) Problemas emocionais.
4 A epiderme é conhecida como a camada mais externa da pele, responsável pela
regulação, absorção e também por propriedades de barreira. É formada por quatro tipos celulares: queratinócitos, melanócitos, células de Langerhans e células de Merkel. Disserte sobre esses tipos celulares, incluindo sua produção, localização e função no organismo.
5 A derme é formada na região mesodérmica da pele e é encarregada pela sustentação
da epiderme, atuando também na proliferação celular. Nessa camada, ficam os anexos, como as glândulas (sebáceas, sudoríparas, mamárias e ceruminosas). Disserte sobre essas glândulas, incluindo sua função, produção e localização.
TÓPICO 3 -
BASE DOS PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS
1 INTRODUÇÃO
A beleza é vista como um conjunto de atributos que são confortáveis aos olhos e que são capazes de agradar o observador. A definição de beleza é versátil, de acordo com aspectos culturais e do ponto de vista pessoal. O envelhecimento é um processo biológico e constante, que é ocasionado por razões intrínsecas ou extrínsecas. O processo de envelhecimento intrínseco é um evento natural e inevitável com o passar dos anos, o extrínseco ocorre de forma precoce por exposição do organismo a fatores ambientais, como a exposição ao sol. Durante o período de envelhecimento, ocorrem alterações bioquímicas e estruturais das fibras de colágeno, diminuindo sua síntese e aumentando a sua degradação, como resultado acontece a modificação do volume facial, a perda de elasticidade, os sulcos e as marcas de expressões (VASCONCELOS et al., 2020).
A perda de colágeno é um dos principais contribuintes para o envelhecimento facial. O colágeno é uma proteína fibrosa que dá estrutura e sustentação à pele. Quando o conteúdo de colágeno da pele diminui com a idade, dá origem a sinais típicos de envelhecimento, como flacidez e rugas. Procedimentos minimamente invasivos, incluindo neurotoxinas, preenchimentos dérmicos, ácidos, lasers, bioestimuladores, mesoterapia, PEIM e microagulhamento, oferecem complementos poderosos e menos agressivos que a cirurgia e são altamente eficazes em pacientes selecionados. Esses procedimentos visam solucionar irregularidades faciais, incluindo rugas e linhas finas, diminuição de volume, contorno e gordura indesejada. Determinar a melhor abordagem para um determinado paciente envolve uma consideração cuidadosa das condições de saúde do paciente, características anatômicas únicas, qualidade do tecido e resultados desejados.
2 TOXINA BOTULÍNICA
A toxina botulínica, também conhecida popularmente como botox, é desenvolvida por uma bactéria denominada Clostridium botulinum, passando por um processo de purificação antes da sua utilização na prática estética. É amplamente utilizada com a finalidade de reduzir a hipertonia muscular e bloquear a liberação de acetilcolina no nervo pré-sináptico. Existem vários tipos de toxinas produzidas pela bactéria, conhecidas como A, B, C, D, E e F, porém, a toxina botulínica tipo A é a mais amplamente utilizada na aplicação estética (LEMOS, 2019).
Elevador do lábio superior (malar) Levanta o quadrante na parte superior do lábio na porção medial ao canino Auxilia para o sulco nasogeniano e também para as rugas ao redor dos olhos Zigomático menor Levanta o quadrante superior do lábio com o elevador do lábio superior, exibindo os dentes mandibulares Colabora para o sulco nasogeniano e também para rugas ao redor dos olhos Zigomático maior Levanta o ângulo da boca para cima e para fora, como no sorriso, semblante de felicidade e auxiliar no processo de mastigação Auxilia para o sulco nasogeniano, para as rugas ao redor dos olhos e também no alinhamento do sorriso Elevador do ângulo da boca Levanta o ângulo da boca e lábio superior simultaneamente com o zigomático maior Contribui na linha do sorriso Orbicular dos lábios Fechamento e abertura dos lábios Linhas ao redor da boca Bucinador Preserva constante o formato da bochecha e está associado com funções de assopro e assobio Se trata de um músculo funcional e pode contribuir com linhas em torno da boca Risório Guia o ângulo da boca para cima e para trás Linha do sorriso Depressor do ângulo da boca Contrai o ângulo da boca Auxilia para o popular "bigode chinês" Depressor do lábio inferior Everte o lábio inferior Auxilia para o popular "bigode chinês” Mentual Protrai o mento, levantando as partes coles da borda do queixo Forma linha no formato de meia -lua no queixo Platisma ou cutâneo do pescoço Tensiona a pele do pescoço enquanto que contribui para a tração da mandíbula e do lábio inferior para baixo Forma as linhas do popular “colarete" no pescoço FONTE: Adaptado de Sposito (2004) As linhas de expressão hipercinéticas são as mais encontradas na parte superior da face, em que tratamentos cirúrgicos são vistos como muito invasivos e os resultados nem sempre são agradáveis. Por esse motivo, o tratamento com toxina botulínica nessa região tem se mostrado promissor (SPOSITO, 2004).
O terço inferior e médio possui músculos que estão relacionados à função anatômica da boca, atuando tanto como agonistas como antagonistas. A aplicação de neurotoxina nessas áreas deve ser avaliada de forma criteriosa, por se tratar de uma região complexa. O terço inferior está relacionado aos músculos em volta da boca, que possuem ações funcionais, como deglutição, mastigação, articulações sonoras e ações em algumas expressões faciais, como sorriso, “biquinho”, descontentamento e birra (SPOSITO, 2004).
3 PREENCHEDORES
Preenchedores são substâncias atóxicas e biocompatíveis que são aplicadas na pele, desempenhando funções estéticas e corrigindo imperfeições e/ou disfunções. O preenchedor mais amplamente utilizado para aplicação estética é o ácido hialurônico (SILVA et al., 2016). O ácido hialurônico é um polissacarídeo que é encontrado naturalmente na matriz extracelular da pele, e devido ao seu caráter aniônico, desempenha importantes funções relacionadas à hidratação, ao preenchimento e à estabilização. Por ser uma substância biocompatível, são raras as manifestações de rejeição, sendo reações comuns pequenos hematomas e processos inflamatórios pós-aplicação (SILVA et al., 2016). FIGURA 9 – APLICAÇÃO DE ÁCIDO HIALURÔNICO PARA CONTORNO DOS LÁBIOS FONTE: https://shutr.bz/3v97u8w. Acesso em: 30 mar. 2022.
O ácido hialurônico é comumente aplicado na estética para a correção de sulcos infraorbitais (olheiras), sulco nasogeniano (“bigode chinês”), contorno e aumento de volume labial, contorno da mandíbula, projeção do queixo, correção do nariz, correção de rugas e aumento do zigomático (SILVA et al., 2016).
4 BIOESTIMULADORES
Bioestimuladores são substâncias que após injetadas sob a superfície da pele, restauram o volume e melhoram a sua aparência. Eles funcionam estimulando a produção natural de fibroblastos (células que criam colágeno e elastina) do corpo. O objetivo dos bioestimuladores de colágeno é ativar a renovação do colágeno na pele e, assim, ajudar a restaurar sua estrutura e volume internos (LEMOS, 2019). Um bioestimulador de colágeno consiste em uma substância que é injetada na derme profunda, a camada intermediária da pele. Uma vez injetada, a substância estimulará a produção de colágeno. Um tratamento com um bioestimulador de colágeno é o chamado tratamento minimamente invasivo. O efeito é gradual e os resultados geralmente são visíveis alguns meses após o tratamento inicial, durando até dois anos ou mais. Os bioestimuladores de colágeno fornecem resultados duradouros, em vez de uma solução rápida. Isso ocorre porque seus resultados se acumulam ao longo do tempo, à medida que sua pele começa a restaurar o colágeno perdido. Isso oferece uma progressão natural de melhorias sem revelar grandes mudanças da noite para o dia (LEMOS, 2019). O primeiro bioestimulador de colágeno lançado utiliza ácido poli-L-láctico (PLLA) para revitalizar a produção de colágeno. O PLLA é uma substância que é usada em pontos dissolúveis para o tratamento de feridas. As contraindicações para esses bioestimuladores incluem: gravidez e amamentação, alergias e distúrbios hemorrágicos.
5 MESOTERAPIA (INTRADERMOTERAPIA)
A gordura localizada é uma alteração das células adiposas, podendo ser caracterizada como um distúrbio no metabolismo da gordura ou crescimento anormal de gordura, sendo uma das principais queixas de insatisfação estética entre homens e mulheres. Como resultado, várias abordagens terapêuticas de alta tecnologia, minimamente invasivas, personalizadas e baseadas em múltiplos ativos vêm surgindo, possibilitando uma redução efetiva e confortável da adiposidade localizada aos pacientes (SILVA et al., 2016).
A intradermoterapia é uma tecnologia que visa liberar medicamentos na pele usando força mecânica, pressão do gás e ondas de choque (em caso de intradermoterapia pressurizada), ou aplicação de injeções intradérmicas de fármacos/aditivos muito diluídos diretamente na área de interesse, permitindo o tratamento de diferentes aspectos estéticos, como gordura localizada, flacidez e celulite (SILVA et al., 2016). Esse sistema de entrega foi descrito pela primeira vez em 1936 por Marshall Lockhart. Em 1940, Higson e outros pesquisadores desenvolveram dispositivos de alta pressão que usavam jatos finos de fluido para penetrar na pele e depositar fármacos no tecido subjacente. Isso permitiu a administração de medicamentos altamente viscosos, que as agulhas tradicionais muitas vezes não conseguiam gerenciar, tornando a aplicação menos dolorosa (SILVA et al., 2016). O uso da intradermoterapia para o tratamento da gordura localizada envolve o uso de medicamentos, reagentes e extratos de plantas nas camadas de gordura e tecido conjuntivo da pele. Consiste em uma ampla gama de agentes usados para abrir vasos sanguíneos, como enzimas, nutrientes, antibióticos e hormônios. Esse tratamento é indicado para pequenas áreas com excesso de gordura ou depósitos de gordura localizada. Um exemplo clássico de intradermoterapia é a aplicação de lipoenzimas, amplamente utilizada na biomedicina estética para o tratamento de gorduras localizadas (SILVA et al., 2016). Usos mais populares: celulite, gordura localizada, rejuvenescimento facial, alopecia e estrias.
6 PROCEDIMENTO ESTÉTICO INJETÁVEL PARA MICROVASOS
(PEIM) Os microvasos são considerados dilatações de veias, artérias ou capilares inferiores a 2 milímetros de diâmetro, que afetam cerca de seis em cada 10 mulheres, ocorrendo praticamente sempre nas pernas. Há uma predisposição genética em 90% dos casos (Figura 10). Raramente os microvasos indicam problemas relacionados à saúde, sendo na maioria apenas um problema relacionado à estética, classificado como tipo I, sem caráter patológico. O procedimento estético injetável para microvasos (PEIM) tem sido amplamente utilizado para eliminar esses vasos de menor calibre (TONI; PEREIRA, 2017). As principais causas de ocorrências de microvasos são: predisposição genética, anticoncepcionais por tempo prolongado, ficar em uma mesma posição por muito tempo, atividades de alto impacto, obesidade, sedentarismo, gravidez, diabetes e tabagismo.
O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NA HARMONIZAÇÃO FACIAL Thaise Primo Santos Saboia Mara Régina Lucena Cabral Liberta Lamarta Favoritto Garcia Neres Resumo O preenchimento facial com ácido hialurônico é um procedimento minimamente invasivo que vem se destacando positivamente ao longo dos anos na área da Biomedicina estética. Devido à grande demanda por opções não cirúrgicas, surgiram na harmonização facial técnicas referentes ao uso de preenchedores dérmicos, que são capazes de proporcionar aumento de volume, equilíbrio simétrico e restauração dos contornos faciais, promovendo o rejuvenescimento. Objetivo: realizar uma revisão bibliográfica sobre o uso do ácido hialurônico como preenchedor na harmonização facial dentro das extensões estéticas, bem como analisar as intercorrências acometidas pelo ácido hialurônico. Método: tratou-se de um estudo exploratório e descritivo. A construção da revisão foi feita através de um levantamento, utilizando artigos científicos e periódicos, selecionados a partir das fontes: Google Acadêmico, PubMed e Scielo. Resultados: foram analisados os artigos mais relevantes, a fim de se obter uma melhor execução do trabalho, desenvolvendo informações quanto à literatura a respeito desse tema. Conclusão: é notável que o uso do ácido hialurônico injetável vem crescendo a cada dia e tem um papel fundamental nos tratamentos para a prevenção e o gerenciamento do envelhecimento, e, através disso, vem conquistando um lugar de destaque, melhorando, assim, o bem-estar físico, mental e social do paciente. Palavras-chave: Harmonização. Ácido hialurônico. Envelhecimento. Hialuronidase. Introdução Nos últimos tempos, a sociedade está cada vez mais atenta não só ao que se refere ao cuidado com o corpo, mas também com o facial, todavia, o envelhecimento é um processo multifatorial, inevitável e acontece de forma natural. Com o aumento da expectativa de vida, eleva-se também o crescimento de buscas para melhorar os aspectos faciais, isso ocorre porque com o avanço da idade é possível observar o envelhecimento da pele, principalmente na face, tornando-se, dessa forma, um dos motivos que levam as pessoas a buscar recursos estéticos para diminuírem os efeitos do tempo. LEITURA COMPLEMENTAR
[...] De acordo com Salvi e Maia (2018), a partir de procuras não cirúrgicas, em que as pessoas pudessem fazer os procedimentos e tratamentos tendo uma rotina normal, surgiu um novo conceito de beleza, que é a harmonização facial, que é um conjunto de técnicas e protocolos capazes de amenizar o efeito do tempo, ajustando o volume e restaurando o equilíbrio dos contornos faciais. Os tratamentos minimamente invasivos e tecnologias existentes no mercado têm sido bastante utilizados para atender a essa finalidade. Uma das escolhas de maior destaque nesse processo de gerenciamento do envelhecimento consiste na aplicação do Ácido Hialurônico (AH), um preenchedor dérmico, onipresente e biocompatível, cujas características físicas e químicas estariam relacionadas à correção de sulcos, rugas e assimetrias, promovendo a harmonização dos contornos faciais. Desde 2011, o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) regulamentou, na Resolução 200/2011, a Biomedicina Estética como uma especialidade, visto que, biomédicos estetas são profissionais aptos para exercerem com competência procedimentos estéticos corporais, bem como procedimentos dentro da harmonização facial. Atualmente, a harmonização facial vem sendo cada vez mais desempenhada pelos biomédicos estetas, praticada através de técnicas novas, com o objetivo de harmonizar a face de forma natural, buscando sempre resultados suaves, respeitando o biotipo, a idade e a anatomia da face de cada paciente, atendendo, assim, aos resultados esperados e amenizando o processo de envelhecimento causado pelo tempo. Apesar de o Ácido Hialurônico ser destaque entre os preenchedores temporários, com mais aplicabilidade dentro da harmonização facial (HF), é necessária uma avaliação sobre as suas indicações para cada indivíduo e seus efeitos biológicos. A disposição do presente estudo foi de produzir uma revisão bibliográfica, avaliando as vantagens da utilização do AH na harmonização facial, bem como amenizar o processo de envelhecimento e atenuar as disfunções estéticas. Materiais e métodos O presente trabalho refere-se a uma revisão bibliográfica narrativa, norteando a busca de estudos pesquisados em fontes credíveis de informação científica, utilizando as bases de dados eletrônicas PubMed/MEDLINE (US National Library of Medicine), Scielo, Lilacs e Saúde. Todos os trabalhos encontrados on-line e na íntegra. Foram pesquisados artigos em língua portuguesa e inglesa publicados no período de 2010 a 2021. Os descritores utilizados na busca foram: harmonização facial, preenchimento facial; ácido hialurônico; e envelhecimento. Além disso, foram feitos levantamentos de documentos oficiais, legislações e normativas que regulamentam e norteiam a profissão do biomédico esteta. Foram considerados como critérios de inclusão: pesquisas científicas, relatos de casos com abordagem do assunto relacionado ao uso do ácido hialurônico na harmonização facial e revisões sobre envelhecimento facial, indexados nas plataformas científicas supracitadas.
Revisão de literatura O envelhecimento é um processo incessante que afeta diretamente a harmonia facial, diminuindo as funções naturais da nossa pele, tornando os fatores intrínsecos e extrínsecos excessivos, influenciados pela alteração do material genético, exposição solar, tabagismo, etilismo, alimentação e estresse. Essa variação de pele relacionada ao envelhecimento demonstra-se através de rugas, manchas de pele, perda de elasticidade e volume, reposicionamento da gordura facial e reabsorção óssea. Os coxins de gordura da face atuam proporcionando volume no tecido mole, possibilitando um suporte voluntário como um travesseiro para a pele e para outras estruturas mais profundas do rosto. Em uma face jovem, essa camada de gordura entrega um tônus de pele mais firme e sustentador. A atrofia desse tecido no processo de envelhecimento entra como principal precursor, mostrando os sinais aparentes de envelhecimento. Além disso, as condições de nutrição da derme são reduzidas através da mudança da qualidade e fornecimento de sangue e líquidos nas camadas adjacentes. De acordo com Oliveira et al. (2014), o desgaste da pele com o decorrer do tempo está relacionado à redução do número de células no organismo e ao funcionamento desorganizado das que se mantêm. Com isso, a derme fica com menor espessura, as fibras de elastina se degradam e há uma redução da vascularização. Dessa forma, o ácido hialurônico, um dos componentes importantes para a hidratação da pele, volume, sustentação e jovialidade, também sofre as consequências do envelhecimento. O ácido hialurônico é um polímero natural, altamente hidrofílico, que pode ter origem natural, é encontrado na matriz extracelular da pele, no tecido conectivo e no humor vítreo, ou na forma sintética, pela fermentação bacteriana. Tem capacidade de promover a sustentação da derme, deixando-a firme e com mais elasticidade, colaborando para o rejuvenescimento e o preenchimento de partes moles para corrigir rugas, sulcos, flacidez e assimetrias. A conduta biológica é bem comum: ao injetar o AH, ele será absorvido progressivamente por meio do dióxido de carbono e água, por fim, será metabolizado pelo fígado. O AH sintético foi criado em 1989 por Endre Balazs, porém, a duração no organismo era de 24 horas. O injetável pode ter duas origens: animal, extraído da crista de galo; e sintética, por fermentação bacteriana através da cultura de Streptococcus, este tem sido utilizado com frequência nos últimos tempos. Os preenchedores faciais atuais são divididos em absorvíveis e não absorvíveis, sendo que o primeiro permanece por apenas um período no local onde é injetado. O AH é o injetável mais utilizado para preenchimento facial dentre os absorvíveis, ele se destaca por ser metabolizado gradativamente em um período de três a 24 meses, dependendo da quantidade aplicada no organismo.