# Unidade 2 - Preenchedores Dermicos com Acido Hialuronico e Bioestimuladores de Colageno (PLLA, Hidroxiapatita)
Modulo de Formacao Tecnica e Fundamentacao Cientifica - Acervo Integrativia.
Introducao Geral a Unidade
O estudo de Preenchedores Dermicos com Acido Hialuronico e Bioestimuladores de Colageno (PLLA, Hidroxiapatita) na disciplina de Biomedicina Estetica - Procedimentos Injetaveis e Avancados estabelece as bases conceituais, metodologicas e praticas indispensaveis para a formacao e atuacao tecnica do profissional biomedico e de saude, integrando a fundamentacao cientifica aos protocolos laboratoriais, interpretacao analitica e conduta clinica integrada.
2 A gordura localizada é definida como uma modificação das células adiposas, podendo
3 Preenchedores são procedimentos minimamente invasivos, denominados como
substâncias biocompatíveis, que não causam toxicidade em humanos, sendo administrados na pele e que desempenham funções estéticas importantes, corrigindo imperfeições e/ou disfunções. Sobre os preenchedores, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) A toxina botulínica é um exemplo de preenchedor. b) ( ) O ácido hialurônico é o preenchedor mais comumente aplicado na estética. c) ( ) São responsáveis pela estimulação da produção de colágeno. d) ( ) Atuam no tratamento de gorduras localizadas.
4 O envelhecimento é um processo biológico que ocorre em todas as pessoas com
o passar dos anos. Desencadeado por uma série de fatores, o envelhecimento, no entanto, pode ocorrer por fatores intrínsecos e extrínsecos. Explique cada um desses fatores e exemplifique.
5 A toxina botulínica é um composto natural e biológico produzida a partir de um
microrganismo denominado Clostridium botulinum, atuando principalmente no tratamento de linhas de expressão, como um procedimento minimamente invasivo. Descreva o mecanismo de ação da toxina botulínica para tal tratamento.
REFERÊNCIAS CFBM. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011. Dispõe sobre as atribuições do profissional Biomédico no Exercício da Saúde Estética de Atuar como Responsável Técnico de Empresas que Executam Atividades para fins Estéticos. Brasília, DF: CFBM, 2011a. Disponível em: https://cfbm.gov.br/resolucao-no-197-de-21-de-fevereirode-2011/. Acesso em: 17 jan. 2022. CFBM. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011. Dispõe sobre critérios para habilitação em Biomedicina Estética. Brasília, DF: CFBM, 2011b. Disponível em: https://cfbm.gov.br/resolucao-no-200de-1o-de-julho-de-2011/. Acesso em: 17 jan. 2022. CFBM. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012. Dispõe sobre atos do profissional biomédico e, insere-se no uso de substâncias em procedimentos estéticos. Brasília, DF: CFBM, 2012. Disponível em: https://cfbm.gov.br/resolucao-no-214-de-10-de-abril-de-2012/. Acesso em: 17 jan. 2022. CFBM. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Resolução nº 241, de 29 de maio de 2014. Dispõe sobre atos do profissional biomédico com habilitação em biomedicina estética e regulamenta a prescrição por este profissional para fins estéticos. Brasília, DF: CFBM, 2014. Disponível em: https://cfbm.gov.br/ resolucao-no-241-de-29-de-maio-de-2014/. Acesso em: 17 jan. 2022. CFBM. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Normativa CFBM nº 004/2015, de 5 de novembro de 2015. Dispõe sobre procedimentos realizados por Biomédicos Estetas, utilizando-se de fios de sustentação tecidual para fins estéticos. Brasília, DF: CFBM, 2015a. Disponível em: https://crbm1.gov.br/ novosite/wp-content/uploads/2014/01/NORMATIVA-CFBM-004.2015-ESTETICA. pdf. Acesso em: 17 jan. 2022. CFBM. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Normativa CFBM nº 005/2015, de 5 de novembro de 2015. Dispõe sobre a aplicação de substâncias por via intramuscular. Brasília, DF: CFBM, 2015b. Disponível em: https://crbm1.gov.br/ novosite/wp-content/uploads/2014/01/NORMATIVA-CFBM-005.2015-ESTETICA. pdf. Acesso em: 17 jan. 2022. CFBM. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Resolução nº 304, de 23 de abril de 2019. Dispõe sobre a especialidade em estética de biomedicina, reconhecida pelo Conselho Federal de Biomedicina. Brasília, DF: CFBM, 2019a. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolu%C3%87%C3%83on%C2%BA-304-de-23-de-abril-de-2019-84796429. Acesso em: 17 jan. 2022.
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PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS: TOXINA BOTULÍNICA E PREENCHEDORES
TÓPICO 1 – LEGISLAÇÃO
TÓPICO 2 – TOXINA BOTULÍNICA
TÓPICO 3 – PREENCHEDORES
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CONFIRA A TRILHA DA
TÓPICO 1 —
LEGISLAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
2 LEGISLAÇÃO
Os procedimentos minimamente invasivos são aqueles realizados com agulhas e injeções hipodérmicas, ou seja, procedimentos injetáveis, que invadem epiderme, derme e tecido subcutâneo sem atingir órgãos internos e considerados como não cirúrgicos. Os profissionais que podem fazer esses procedimentos são os da área de saúde, devidamente habilitados (PEREIRA; DELAY, 2017). A Resolução nº 241, de 29 de maio de 2014, dispõe que o profissional com habilitação em biomedicina estética possa prescrever substâncias de fins estéticos (CFBM, 2014). Entretanto, essa habilitação já foi concedida aos biomédicos em 10 de outubro de 2010, sendo definida em reunião pelos membros do Conselho Federal e Regional de Biomedicina. Nessa reunião, foram discutidos pontos como: as disciplinas que deveriam ser cursadas por esses profissionais, como o biomédico deveria atender e quais as avaliações seriam feitas aos pacientes (BME, 2013).
As Resoluções do CFBM (nº 197/2011 e nº 241/2014) permitem que os profi ssionais realizem procedimentos estéticos minimamente invasivos, tais como: injeções intradérmicas, subcutâneas, intramusculares e periostais, sob o respaldo das leis e regulamentações em plena vigência e efi cácia. FIGURA 1 – TIPOS DE INJEÇÕES MINIMAMENTE INVASIVAS FONTE: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/set-type-injections-illustration-1125078341. Acesso em: 31 mar. 2022. Seguindo as normatizações da ANVISA, as Resoluções nº 169/2009 e nº 174/2009, do CFBM, permitem que o biomédico possa realizar a prescrição das seguintes substâncias para fi ns estéticos: toxina botulínica tipo A, substâncias utilizadas na intradermoterapia, substâncias de uso injetável, conforme a ANVISA, preenchimentos dérmicos, subcutâneo, supraperiostal, fi toterápicos, vitaminas e minerais. Cabe aos profi ssionais biomédicos a prescrição de formulações magistrais ou de referência de cosméticos, dermocosméticos, óleos essenciais e fármacos de administração tópica. O biomédico não está autorizado a prescrever medicamentos, mas biomédicos habilitados em estética podem prescrever e administrar substâncias utilizadas nas técnicas estéticas previstas na Resolução CFBM nº 241/2014. ATENÇÃO Esses profi ssionais são qualifi cados para a realização dos procedimentos mencionados nas Resoluções do CFBM, pois têm facilidade com procedimentos que utilizam agulhas, sejam para a coleta de sangue ou para a aplicação de outras substâncias. Entretanto, o profi ssional não poderá fazer uso da toxina botulínica com fi nalidade terapêutica (CFBM, 2011).
Além disso, a atuação do biomédico em estética deve estar em consonância com a legislação vigente do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), segundo a Normativa nº 01, de 10 de abril de 2012, a Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012, a Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011 e a Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011. O presidente do Conselho Federal de Biomedicina estabeleceu normas do Conselho, que regulamenta a profissão. De acordo com o Conselho Federal de Biomedicina (2015), para a realização dos procedimentos estéticos injetáveis, o profissional deve usar no máximo 10 ml de produto por sessão. A técnica deve ser realizada por biomédicos estetas capacitados e em estabelecimentos que tenham Alvará de Licença Sanitária. Ficam vedados ao biomédico os procedimentos de varizes tipo II, III e IV, que devem ser encaminhados ao médico. Em casos de procedimentos utilizando fios de sustentação tecidual, os fios de sutura utilizados por biomédicos devem ser absorvíveis, hipoalergênicos, biocompatíveis, estéreis e de uso individual aprovados pela ANVISA. Os profissionais da Biomedicina só poderão fazer esse procedimento com a classificação estabelecida pela ANVISA, sendo vedada a utilização de técnicas invasivas cirúrgicas, mesmo sendo produto absorvível (SUNDARAM et al., 2016). No tratamento de aplicação de substâncias por via intramuscular, o procedimento só poderá ser feito por biomédicos com habilitação em biomedicina estética, em estabelecimento que possua Alvará de Licença Sanitária (CFBM, 2015). Tratando-se de legislações sobre a realização de procedimentos estéticos, é possível encontrar as principais Resoluções no site do Conselho Regional de Biomedicina. São elas: Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011 – Dispõe sobre as atribuições do profissional biomédico no exercício da saúde estética de atuar como responsável técnico de empresas que executam atividades para fins estéticos. Resolução nº 200, de 1 de junho de 2011 – Dispõe sobre critérios para habilitação em Biomedicina Estética. Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012 – Dispõe sobre atos do profissional biomédico e, insere-se no uso de substâncias em procedimentos estéticos. Além de levar beleza e bem-estar, o biomédico também pode atuar no desenvolvimento de pesquisas em biomedicina no ramo da estética e procedimentos. Para cada procedimento minimamente invasivo, há uma indicação, e os recursos permitidos atualmente são: • aplicação de toxina botulínica tipo A; • mesoterapia/intradermoterapia; • preenchimentos semipermanentes; • peelings químicos; • carboxiterapia; • laser fracionado; • luz intensa pulsada; • radiofrequência;
Art. 9º Na propaganda, publicidade ou anúncio individual ou coletiva, deverão constar: a) nome do biomédico, da pessoa jurídica e seus respectivos números de inscrições no Conselho; b) habilitações devidamente registradas; c) títulos do profissional; d) endereços e horários de trabalho;
Art. 10 O profissional biomédico poderá divulgar os títulos, cursos/ capacitações/atualizações que participou, após sua inclusão na área de atuação. § 1º - O biomédico poderá utilizar mídia exterior e/ou mídia eletrônica, obedecendo a legislação pertinente. As mídias deverão obedecer às indicações constantes do artigo 9º e alíneas, ainda: I – A divulgação de autorretratos (selfies) de biomédicos, acompanhados de usuário ou não, desde que com autorização prévia do usuário ou de seu representante legal, através de Termo de Consentimento o Livre e Esclarecido – TCLE; II - Toda atividade passível de autorização do usuário deverá ser obrigatoriamente encaminhada ao respectivo conselho via digital, sob responsabilidade exclusiva do Responsável Técnico - RT; III - Divulgação de imagens por biomédico responsável pela sua execução cientificamente comprovada, com autorização prévia do usuário ou de seu representante legal, através de TCLE; IV - Publicar imagens e resultado final de procedimentos, salvo nos casos onde houver, além do TCLE para esse fim, os seguintes dizeres constantes na descrição ou legenda da peça publicitária: “Esta imagem não representa, em hipótese alguma, garantia de resultado. Cada ser humano tem características anatômicas e fisiológicas únicas”; V - No caso de divulgação de imagens relativas aos procedimentos, conhecidos como “antes” e “depois” deverá constar legenda nas imagens contendo a seguinte informação autorizada em TCLE: “divulgação autorizada pelo usuário”. A realização dos procedimentos pelo profissional biomédico, quando seguidas as pragmáticas de segurança, é eficaz e segura, com relatos de aprovação dos pacientes e resultados visuais satisfatórios (BRATZ, 2016). O biomédico que possuir essa habilitação poderá realizar a prescrição de substâncias e outros produtos para fins que não sejam terapêuticos, incluindo substâncias biológicas (toxina botulínica tipo A) (CFBM, 2014).
3 APLICAÇÕES GERAIS DOS PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE
INVASIVOS Uma área que cresceu nesses últimos anos foi a Biomedicina Estética, que cuida do bem-estar e beleza do paciente, levando os recursos da saúde relacionados ao seu amplo conhecimento para a recuperação dos tecidos e do organismo como um todo (SILVA, 2012). Entre as técnicas utilizadas no rejuvenescimento facial e corporal, os procedimentos minimamente invasivos (não cirúrgicos) são os mais frequentes, em que o biomédico esteta aplica as técnicas para as disfunções estéticas relacionadas à derme e seus anexos e ao tecido adiposo.
Conforme a Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011, do Conselho Federal de Biomedicina, o biomédico é um profissional capacitado para a realização de tratamentos de disfunções corporais e faciais decorrentes do envelhecimento. Esse profissional pode indicar tratamentos específicos através de uma anamnese minuciosa, cuidando da saúde, do bem-estar e da beleza das pessoas (CFBM, 2011). Além disso, pode realizar os procedimentos minimamente invasivos, como a aplicação de carboxiterapia, peelings químicos microagulhamento, intradermoterapia, toxina botulínica do tipo A e preenchimentos dérmicos. Os procedimentos minimamente invasivos, em alta no mercado, têm sido amplamente empregados. Um dos que mais se destacam é a carboxiterapia, procedimento utilizado nas disfunções estéticas, caracterizada pelo uso terapêutico do gás carbônico com o intuito de eliminar estrias, celulites, flacidez da pele e gorduras localizadas (FELIZZOLA; MEJIA, 2014). É uma intervenção simples e segura, entretanto, sua utilização requer conhecimento, profissionais capacitados e ambiente apropriado. É administrada por via subcutânea e promove vasodilatação, que melhora o fluxo de nutrientes necessários para remodelar os componentes da matriz extracelular e reparação dos tecidos (MACHADO, 2014). Um dos efeitos colaterais relatados é a dor, pois no local da aplicação pode ocorrer ardência, dormência ou pequenos hematomas. As contraindicações incluem problemas infecciosos na pele e disfunções como: alergia, obesidade, gravidez, herpes, acne, urticária, infecção local, epilepsia, distúrbios psiquiátricos etc. (REIS; VIEIRA, 2018). Os peelings químicos também têm se tornado uma modalidade terapêutica cada vez mais popular. É um dos procedimentos estéticos mais utilizados. Consiste na aplicação de uma substância química na pele para produzir descamação do estrato córneo e normalização da epiderme, com remodelação da pele (TRUCHUELO; CERDÁ; FERNÁNDEZ, 2017). O profissional que fará o peeling deve ter conhecimento dos agentes químicos, pois são alguns dos mais amplamente utilizados no tratamento do melasma. O procedimento produz uma melhoria considerável na qualidade da pele tratada, após um curto período de recuperação, além de ser um procedimento econômico e relativamente seguro (GRIMES, 2000). O procedimento consiste na aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, ocorrendo depois a regeneração de parte da epiderme e/ou derme, através do aumento da expressão dos genes de colágeno. Os efeitos colaterais podem ser minimizados quando se utilizam concentrações mais baixas, de 20% a 35%, sendo que concentrações mais elevadas geralmente provocam irritação e podem causar hiperpigmentação pósinflamatória em pacientes com pele escura (SARKAR; BANSAL; GARG, 2012). Outra técnica usada no rejuvenescimento é a intradermoterapia, um procedimento médico que consiste na aplicação de substâncias com mecanismos de ação já conhecidos e em baixas doses, biocompatíveis e absorvíveis, indicadas no combate aos radicais livres e nos casos de envelhecimento leve a moderado (CHOI et al., 2012).
RESUMO DO TÓPICO 1 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • A legislação da biomedicina estética envolve a realização dos procedimentos minimamente invasivos. • As Resoluções que asseguram a atuação dos biomédicos na estética são as de nº 169 e 174, do Conselho Federal de Biomedicina, e a Resolução nº 214. • Os requisitos para obter a habilitação para atuar em biomedicina estética são, além do histórico escolar do curso, possuir toda a grade curricular básica, bem como disciplinas ou conteúdos de semiologia e farmacologia. São critérios exigidos para a especialização, que estão previstos na Resolução do Conselho Federal de Biomedicina.
1 A atuação do biomédico na estética deve estar em consonância com a legislação
vigente do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). De acordo com as Resoluções do CFBM (nº 197/2011 e nº 241/2014), é permitido que os biomédicos realizem procedimentos minimamente invasivos. Sobre os procedimentos médicos estéticos que podem ser atribuídos ao biomédico esteta, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Preenchimentos dérmicos. b) ( ) Cirurgia bariátrica. c) ( ) Toxina botulínica com finalidade terapêutica. d) ( ) Reconstrução de mama.
2 Os Conselhos de Classes de profissões da saúde baseiam-se em suas próprias
Resoluções para habilitar e fiscalizar seus respectivos profissionais na realização de procedimentos estéticos. O biomédico habilitado em estética poderá realizar determinados procedimentos da área mediante o cumprimento de critérios necessários para obter a referente habilitação. A respeito de um dos requisitos necessários para o profissional obter o título de biomédico esteta, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Ter curso de pós-graduação em biomedicina estética. b) ( ) Comprovar estágio supervisionado em biomedicina estética, com 300 horas/ aula durante a graduação. c) ( ) Ser graduado no curso de biomedicina, apenas. d) ( ) Não há a necessidade de estar inscrito no Conselho de Classe para a atuação em estética.
3 A harmonização facial está relacionada à execução de diversos procedimentos, como
a aplicação de toxina botulínica, de ácido hialurônico e demais dermocosméticos. Muitas vezes, podem surgir intercorrências e complicações durante ou após esses procedimentos. Mediante os eventuais erros durante a realização dos procedimentos estéticos, os profissionais estetas são obrigados a reparar os danos com indenizações. Considerando o Art. 10º, que faz referência aos limites para a divulgação e a propaganda da atividade biomédica, quanto ao que é vedado ao biomédico, analise as afirmativas a seguir: I- Oferecer seus serviços profissionais através de qualquer mídia para se promover profissionalmente. II- Divulgar nome, endereço, laudos ou qualquer outro elemento que identifique o paciente.
III- Publicar fotografia de pacientes, salvo em veículo de divulgação estritamente científico e com prévia e expressa autorização do paciente ou de seu representante legal. IV- Anunciar preços de serviços, modalidade de pagamento e outras formas de comercialização. Assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) As afirmativas I, II e IV estão corretas. b) ( ) As afirmativas III e IV estão corretas. c) ( ) As afirmativas I, II e III estão corretas. d) ( ) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
4 A Normativa nº 01, de 10 de abril de 2012 e as Resoluções nº 214, de 10 de abril de
2012, nº 200, de 1 de julho de 2011, e nº 197, de 21 de fevereiro de 2011, estabelecem normas do Conselho que regulamenta a profissão do biomédico. Disserte sobre a atuação do biomédico em relação ao tratamento estético injetável de microvasos, fios de sustentação e aplicação de substâncias por via intramuscular.
5 Entre as técnicas utilizadas no rejuvenescimento facial e corporal, os procedimentos
minimamente invasivos (não cirúrgicos) são os mais frequentes, em que o biomédico esteta aplica as técnicas para as disfunções estéticas relacionadas à derme e seus anexos e ao tecido adiposo. Disserte sobre a Resolução que assegura a atuação dos biomédicos na estética.
TOXINA BOTULÍNICA
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, estudaremos o uso da toxina botulínica na estética. Envelhecer é um processo natural que ocorre com todos os indivíduos. Ao longo desse processo, haverá alterações fisiológicas e funcionais em cada parte do corpo. Quando falamos de envelhecimento, não estamos nos referindo apenas à idade cronológica, mas também aos fatores externos, como o estilo de vida de cada pessoa, a exposição ao sol etc. Esses processos são visíveis na pele nas regiões mais expostas, e apesar de que envelhecer faz parte da vida, muitas pessoas sofrem com baixa autoestima em decorrência do processo de envelhecimento (GIMENEZ et al., 2002). A aplicação da toxina botulínica teve destaque ultimamente nos tratamentos estéticos, pois ela devolve a autoestima e causa bem-estar aos pacientes. Contudo, deve ser feita por um profissional qualificado e habilitado, seguindo todos os protocolos de segurança, de acordo com o perfil de cada paciente (GIMENEZ et al., 2002). É importante avaliar os aspectos individuais de cada paciente (idade, sexo, religião, residência, escolaridade e profissão), evitando, assim, efeitos indesejados. Neste tópico, você aprenderá a importância da toxina botulínica e suas indicações, as marcas disponíveis no Brasil, o mecanismo de ação da toxina, as técnicas de aplicação, as recomendações após o uso da toxina botulínica, os efeitos adversos e as contraindicações.
2 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS
Descrita pela primeira vez há mais de um século por Justinus Kerner, em 1817, a toxina botulínica gera grande receio por sua capacidade de provocar uma doença conhecida como “botulismo”. A palavra é derivada do latim, botulus. Seu agente etiológico é uma bactéria anaeróbica, gram positiva, denominada Clostridium botulinum (MIRA, 2010).
A doença pode ser adquirida pelo consumo de produtos contaminados, tais como: carnes, legumes e conservas, apesar de já ter sido relatada em algumas infecções de feridas. A toxina produzida por essa bactéria possui alta toxicidade devido ao seu mecanismo de ação altamente específico, sendo o sintoma mais característico a paralisia progressiva dos músculos voluntários que, consequentemente, ocasiona insuficiência
TÓPICO 2 -
respiratória e morte (CARRUTHERS; CARRUTHERS, 2001). Por outro lado, a toxina botulínica vai além de causar uma grave doença, e vem sendo usada cada vez mais no campo da saúde. Ao longo dos anos, o uso da toxina prosseguiu com diversas aplicações, que evoluíram e dispuseram novas possibilidades à medicina (BRITO; BARBOSA, 2020). Nessa conjuntura, a toxina foi usada pela primeira vez por Alan Scott (1968), em crianças com estrabismo, o qual concluiu que a toxina botulínica seria uma alternativa ao método cirúrgico. Visto a melhoria, ela passou a ser utilizada também na cosmética, sendo liberada para uso em 1992, nos EUA (MIRA, 2010). No Brasil, foi liberada pela ANVISA apenas no ano 2000 (FISZBAUM, 2008). Atualmente, vem sendo usada em vários outros transtornos estéticos como: redução do sorriso gengival e atenuação de queloides, cicatrizes e hiperidrose, pois contribui para a melhoria da qualidade de vida do paciente, restabelecendo a autoestima e a aceitação social (SILVA, 2009). Há várias espécies bacterianas capazes de produzir toxinas: Clostridium botulinum, Clostridium butyricum, Clostridium baratii e Clostridium argentinense (SILVA, 2009). Entretanto, a espécie C. botulinum é a mais relevante, podendo ser dividida em quatro grupos distintos, sendo cada um destes classificados conforme as suas características genéticas e fenotípicas, que são subdivididos em oito tipos, que vão de A até G (Tabela 1) (MACHADO; MENEGAT, 2018). TABELA 1 – CLASSIFICAÇÃO DOS SUBGRUPOS DE C. BOTULINUM Subgrupo Tipo de Toxina A, B, F B, E, F C1, C2 e D D FONTE: A autora Como foi citado anteriormente, a espécie C. botulinum produz oito tipos diferentes de toxinas, desses, cinco tipos (A, B, E, F e G) podem infectar humanos, com exceção das C (1 e 2) e D, sendo que os tipos A, B e E constituem as principais causas de doença humana e são liberadas apenas quando ocorre a lise da bactéria (FREEMAN; COHEN, 2008). Com relação ao seu uso na área da cosmética, a toxina do tipo A é a mais utilizada em aplicações terapêuticas. Por esse motivo, sua utilização era inicialmente para fins terapêuticos e somente na década de 1990 se estendeu para a área estética. Carruthers e Carruthers demonstraram, em 1992, a minimização de rugas localizadas na glabela com o uso da toxina botulínica. Com esses resultados e, posteriormente, estudos clínicos, introduziu-se a aplicabilidade da toxina do tipo A como um método eficaz e seguro no tratamento das rugas faciais (CARRUTHERS; CARRUTHERS, 2001).
Com relação à estrutura molecular, a toxina botulínica é formada por uma cadeia peptídea simples de 150 kDa, constituída por duas unidades proteicas: uma de peso molecular de 100 kDa, de cadeia pesada (Hc), e outra de 50 kDa, de cadeia leve (Lc). Essas unidades são conectadas entre si por pontes de proteases, que são denominadas de dissulfídricas. Por sua vez, essas porções exercem um papel fundamental no mecanismo de ação da toxina, que é marcado pela diminuição da contração muscular, através da inibição da acetilcolina (CARRILHO, 2007). FIGURA 2 – ESTRUTURA DA TOXINA BOTULÍNICA FONTE: https://bit.ly/37OKV0H. Acesso em: 31 mar. 2022. A toxina botulínica deve ser aplicada por via intramuscular, e sua ação é dosedependente, age bloqueando os canais de cálcio ao passo que inibe a liberação do neurotransmissor acetilcolina e, consequentemente, a transmissão do impulso nervoso à placa motora do músculo. Uma vez ligada à membrana neuronal, desloca-se para o citoplasma do axônio, bloqueando a transmissão sináptica, causando fraqueza muscular (HAMBLETON, 1992; SPOSITO, 2009). Ao ser injetada, a toxina atingirá diretamente a corrente sanguínea e será transportada para os terminais neuromusculares. No entanto, não atravessa a barreira hematoencefálica e, caso ocorra a absorção cutânea, a toxina é transportada pelo sistema linfático e levada aos terminais neuromusculares (CARRILHO, 2007).
3 APLICAÇÕES
por contrações repetitivas de certos músculos faciais, que ao longo do tempo se transformam em estáticas, devido ao envelhecimento. Podem ser causadas por exposição solar excessiva, insuficiência de fibras colágenas e elásticas nas células, tabagismo, ressecamento superficial da pele e fatores genéticos (ANTONIO; ANTONIO, 2016). Os principais músculos para aplicar a toxina com o objetivo de rejuvenescimento facial são: orbicular dos olhos, frontal, nasal, prócero, corrugador, levantador do lábio e levantador de ângulo da boca. Seu uso aumenta a autoestima e diminui as imperfeições estéticas como: modelamento de sobrancelha e nariz, linhas de expressão na testa, levantar os cantos da boca, suavizar rugas dinâmicas, tanto na face como no pescoço e colo, e corrigir assimetrias faciais (DRESSLER; BENECKE, 2007).
De acordo com Fiszbaum (2008), o paciente deve ser fotografado antes e após o procedimento. Além disso, a aplicação deve ser feita com seringa graduada em unidade por m/L (U) e o paciente deve estar confortável e relaxado. O uso da toxina botulínica é seguro e efi caz na estética facial quando comparado com um procedimento cirúrgico e raramente provoca efeitos adversos. Todavia, seu uso requer conhecimentos anatômicos, musculares e subcutâneos da pele. De acordo com Fiszbaum (2008), não existem relatos na literatura de efeitos adversos letais de aplicação da toxina botulínica. Podem ocorrer efeitos mínimos e isolados, como edemas, cefaleia e hematomas locais, em função da alta vascularização da região da face e de pequenos traumas causados pela aplicação, que regridem logo após as primeiras horas, não havendo a necessidade de qualquer tratamento, embora a dor possa ser amenizada com o uso de pomadas anestésicas e com o uso de agulhas de menor calibre (KEDE; SABATOVICH, 2004). Uma das formas para evitar efeitos adversos é através da purifi cação da solução, que tem como objetivo retirar resíduos tóxicos e contaminantes. Por outro lado, o uso incorreto pode causar alguns efeitos adversos e complicações, que podem ser evitados com um profi ssional qualifi cado e cumprimento de protocolos (DAYAN, 2013). FIGURA 6 – HEMATOMA PERIORBITAL FONTE: https://shutr.bz/37MkDfy. Acesso em: 31 mar. 2022. Entre as principais complicações, a ptose palpebral (queda da pálpebra superior) é uma das mais temidas e está relacionada à técnica utilizada durante a aplicação que paralisa o músculo levantador da pálpebra superior. Além do mais, aplicações próximas à área orbital, ou manipulação do local após a aplicação, são fatores que aumentam a possibilidade de intercorrências. Geralmente, esses sintomas aparecem entre sete a 10 A técnica e a velocidade de aplicação do produto devem ser feitas de forma lenta. ATENÇÃO
e profi ssão), evitando, assim, efeitos indesejados, já que a técnica utilizada faz toda a diferença. Por isso, o profi ssional biomédico deve ser devidamente qualifi cado por órgãos competentes, para realizar o procedimento com segurança (ALLERGAN, 2018). Existem algumas contraindicações do uso da toxina botulínica que devem ser respeitadas, que são: o uso da toxina em gestantes ou lactantes; locais que apresentem riscos de infecções; pessoas com distúrbios neurológicos e neuromusculares e pacientes sensíveis aos componentes da fórmula da toxina ou da albumina humana (SANTOS, 2013). Após a aplicação da toxina, algumas recomendações devem ser seguidas: • para impedir a migração do produto para as áreas não desejadas, deve-se evitar massagear a região tratada, a realização de movimentos bruscos e viagens aéreas; • não praticar exercícios físicos nas primeiras 24 horas da aplicação; • não abaixar a cabeça e não deitar durante as primeiras quatro horas após a aplicação; • pode ocorrer hematoma e inchaço ao redor dos pontos de aplicação logo após a realização dos procedimentos, que desaparecerão em aproximadamente cinco horas; • caso ocorram hematomas, suspender o uso de aspirina ou medicamento similar; • após a aplicação, podem ocorrer dores de cabeça. Isto é comum e resultado da tensão ocorrida durante a realização do procedimento; • caso ocorra qualquer sintoma descrito, imediatamente contate seu biomédico e o informe minuciosamente sobre as reações ocorridas e as medidas até então adotadas; • a ação da toxina ocorre entre 24 e 48 horas após a aplicação, sendo completa ao fi m de 14 dias. O retorno deverá acontecer entre 15 e 29 dias a contar do dia da aplicação; • a aplicação de maquiagem, hidratante ou protetor solar só pode ocorrer após 12 horas da aplicação; • o uso de ácido só pode ocorrer após 24 horas da aplicação. Informar ao paciente os resultados, a durabilidade, as possíveis intercorrências e os efeitos colaterais do procedimento. Além disso, esse processo deve ser feito em um pré-atendimento, esclarecendo mitos e expectativas irreais. IMPORTANTE
RESUMO DO TÓPICO 2 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • A importância da toxina botulínica e suas indicações para: o modelamento de sobrancelha e nariz, linhas de expressão na testa, levantar os cantos da boca, suavizar rugas dinâmicas, tanto na face como pescoço e colo, e corrigir assimetrias faciais. • Existem cinco marcas aprovadas pela ANVISA disponíveis no Brasil. Entretanto, o Botox® foi o primeiro produto a ser registrado e licenciado pelo laboratório Allergan, sendo uma das marcas mais conhecidas no Brasil e, por esse motivo, o procedimento ficou conhecido por todos como “Botox”. • As técnicas de aplicação e as recomendações após o uso da toxina botulínica. O uso da toxina botulínica não deve ser feito em gestantes ou lactantes; em locais que apresentem infecções; em pessoas com distúrbios neurológicos e neuromusculares e em pacientes sensíveis aos componentes da fórmula da toxina ou da albumina humana. • Os efeitos adversos e as contraindicações, os resultados, a durabilidade, as possíveis intercorrências e os efeitos colaterais esperados após o procedimento.
1 A espécie Clostridium botulinum produz oito tipos diferentes de toxinas, classificados
conforme as suas características genéticas e fenotípicas, que vão de A até G. Com relação ao seu uso na área da cosmética, existe um tipo de toxina que é a mais utilizada em aplicações terapêuticas. Quanto ao nome dessa toxina, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Toxina tipo A. b) ( ) Toxina tipo B. c) ( ) Toxina tipo C. d) ( ) Toxina tipo D.
2 O uso da toxina botulínica é seguro e eficaz na estética facial quando comparado
a procedimentos cirúrgicos. No entanto, podem ocorrer efeitos mínimos e isolados, que regridem logo após as primeiras horas, não havendo a necessidade de qualquer tratamento. Sobre alguns exemplos de efeitos adversos esperados durante a aplicação, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Hematomas locais. b) ( ) Alergia no local da aplicação. c) ( ) Abcesso. d) ( ) Ptose palpebral.
3 A toxina botulínica, ao ser injetada, atingirá diretamente a corrente sanguínea e será
transportada para os terminais neuromusculares. A injeção local de toxina bloqueia a transmissão sináptica, causando fraqueza muscular, isso ocorre, pois a toxina interfere na liberação de um neurotransmissor. Quanto ao nome do neurotransmissor bloqueado durante a ação da toxina, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Dopamina. b) ( ) Noradrenalina. c) ( ) Acetilcolina. d) ( ) Serotonina.
4 Envelhecer é um processo natural que ocorre com todos os indivíduos. Ao longo
desse processo, haverá alterações fisiológicas e funcionais em cada parte do corpo, causando alterações também na expressão facial. Levando em conta o mecanismo de ação da toxina botulínica no tratamento das rugas dinâmicas, disserte como a toxina botulínica age no organismo.
5 À medida que a expectativa de vida da população aumenta, cresce também o interesse por amenizar os sinais do envelhecimento. Entre os tratamentos estéticos disponíveis, o uso da toxina botulínica propicia resultados rápidos e seguros. Com relação à técnica de aplicação, disserte sobre os principais músculos em que se aplicam a toxina e suas principais indicações na estética.
TÓPICO 3 -
PREENCHEDORES
1 INTRODUÇÃO
2 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS
O ácido hialurônico é um polissacarídeo presente no tecido conjuntivo, cuja substância tem aspecto viscoelástico de consistência gelatinosa, com alto poder de hidratação e integridade dos tecidos. Esse polímero é produzido de forma natural pelo organismo, principalmente por fibroblastos e queratinócitos, e pode ser encontrado em humanos nos fluidos vítreo, sinovial, cérebro, cartilagem e derme (GREENE; SIDLE, 2015). Levando em conta as características peculiares do ácido hialurônico, ele tem como função preencher espaços vazios, absorvendo choques, mantendo a elasticidade e a hidratação dos tecidos e fazendo ligações com moléculas de água perdidas durante o envelhecimento (BOHAUMILITZKY et al., 2017). Foi isolado pela primeira vez por Karl Meyer e John Palmer em 1934, em tecidos de humor vítreo e cordão umbilical de animais. Posteriormente, com os avanços da tecnologia, essa substância passou a ser de Streptococcus hemolíticos e Staphylococcus (PAN et al., 2013).
3 APLICAÇÕES
O ácido hialurônico comercial se encontra disponível em seringas de 1 ml, em forma de gel espesso, incolor, composto por uma molécula simples, com alto peso molecular e hidrofílico. Ele pode ser armazenado em temperatura ambiente. Entretanto, deve-se evitar a exposição do produto ao calor, pois pode estimular a formação de monômeros, contribuindo potencialmente para a inflamação (BAUMANN, 2004). É importante também considerar o local e o volume a ser aplicado do produto. Um bom resultado depende da profundidade dos sulcos, das rugas e também da viscosidade do ácido que será utilizado no procedimento (PEREIRA; DELAY, 2017; FERREIRA; CAPOBIANCO, 2016). Você pode combinar o ácido hialurônico com outros ativos, como o retinol, potencializando, assim, a hidratação da pele, reduzindo as rugas e melhorando a elasticidade e a firmeza dela. DICA
Antes da realização do procedimento, deve-se realizar assepsia da pele com clorexidina a 4%. O procedimento não requer cuidados especiais e não interfere na rotina do paciente. Entretanto, para o conforto deste, pode ser aplicado anestésico 30 minutos antes do procedimento. Algumas marcas já possuem em sua formulação a lidocaína, sendo assim desnecessário o uso tópico (ALMEIDA; SAMPAIO; QUEIROZ, 2017). Para a realização do preenchimento facial, existem diferentes técnicas e aplicações, mas a mais utilizada é a injeção retrógrada. Essa técnica permite que a agulha ou a cânula seja introduzida na área da glabela, sulcos nasolabiais, lábios, sulco lacrimal, entre outros, aplicando o produto em um movimento de trás para frente, na direção retrógrada (WARREN; NELIGAN, 2015). Entretanto, técnicas podem ser combinadas durante o preenchimento, e após o produto ser aplicado, o local pode ser modelado com a ponta dos dedos para suavizar possíveis irregularidades (PIEL, 2011; KEDE; SABATOVICH, 2004). Apesar de a técnica ser considerada segura, o procedimento não está livre de riscos e nem de eventos adversos. Por isso, é recomendado aplicar até 2 ml, no máximo, em cada região. Caso seja necessário mais produto, recomenda-se outra sessão. O profissional também deve ter conhecimento da técnica, já que aplicações muito superficiais podem causar irregularidades aparentes, enquanto aplicações profundas podem ser ineficazes (PIEL, 2011). Técnicas incorretas na aplicação do produto podem levar a complicações como: reações inflamatórias no local, hematomas, vermelhidão, infecção, nódulos, abscessos e necrose tecidual. A região da glabela é uma das áreas mais propícias ao aparecimento desses sinais, devido ser um local de grande quantidade de vasos sanguíneos, e seu comprometimento pode levar a graves efeitos colaterais (FERREIRA; CAPOBIANCO, 2016; LIMA; MACHADO; MARSON, 2016). FIGURA 10 – VASOS SANGUÍNEOS PRESENTES NA FACE FONTE: https://shutr.bz/3ObYfNt. Acesso em: 1 abr. 2022.
Mesmo sendo um procedimento pouco invasivo, algumas contraindicações merecem destaque para a realização do procedimento, são elas: gravidez, lactação, doenças sistêmicas autoimunes e imunodepressão, distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes, inflamação ou infecção no local a ser tratado (CROCCO; ALVES; ALESSI, 2012).
Complicações decorrentes do seu uso são infrequentes e autolimitadas, incluindo reações inflamatórias, pequenos hematomas, abscessos nos sítios de aplicação, necrose tecidual (por injeção intravascular ou compressão da rede vascular adjacente), edema persistente e granulomas (ALSTER, 2000; HOFFMANN et al., 2003). Ressalta-se que edema persistente e granulomas podem ser desencadeados por alergia ao material, que contém substâncias como: divinil sulfona e butanediol-diglicidil-éter, ou resposta imunológica aos componentes proteicos presentes nas preparações de AH. Essas complicações podem ser tratadas com injeção local de hialuronidase (BRODY, 2005; CROCCO; ALVES; ALESSI, 2012). A hialuronidase é uma enzima produzida a partir da fermentação bacteriana não patogênica de Streptococcus e Staphylococcus, que hidrolisam o AH no tecido conjuntivo e reduzem sua viscosidade, aumentando, assim, a permeabilidade hídrica dos tecidos (NECAS et al., 2008; OGRODOWSKI et al., 2006). São as diferentes origens, formulações e concentrações que geram grandes polêmicas em relação à possibilidade de efeitos colaterais e eventos alérgicos decorrentes do uso do AH. As maiores desvantagens são o custo elevado e a baixa durabilidade dos resultados, que são evidenciados por seis a 12 meses após o uso (LIU et al., 2008; PRINCE, 2005).
O profissional considerará vários aspectos para a escolha do AH mais apropriado para cada situação, considerando, além das características químicas, a segurança, a compatibilidade biológica, o baixo risco de alergia, a baixa imunogenicidade, o tempo de reabsorção, a forma de obtenção do produto e o custo para o paciente (JOHANNEN, 2009). Essas são as características de preenchedores dérmicos que são muito bem respondidas pelo Ácido Hialurônico, o que o faz ser um produto muito bem aceito em todo o mundo para o preenchimento cutâneo temporário (MONTEIRO, 2010). Segundo a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, no ano de 2012, foram realizados cerca de dois milhões de procedimentos utilizando AH como preenchedor dérmico, resultando em um aumento de 5% dos procedimentos realizados em 2011 e 205% em 2000, ficando atrás apenas da toxina botulínica (AMERICAN SOCIETY OF PLASTIC SURGEON, 2012). Atualmente, o AH na forma de gel injetável é considerado tratamento padrão ouro na abordagem estética para a correção de rugas, perda de contorno e reposição de volume facial. Como exemplo, cita-se sua utilização no preenchimento dos sulcos nasojugais (conhecidos popularmente como olheiras), nos sulcos nasogenianos (conhecidos como “bigode chinês”), nas rugas glabelares (rugas do nariz e entre as sobrancelhas) e nas rugas finas, conhecidas popularmente como “pés de galinha” (JAIN, 2013). Deve-se levar em consideração que o volume de AH a ser injetado para uma boa correção depende da profundidade dos sulcos das rugas e também da viscosidade do ácido que será utilizado nesse procedimento (FRASER et al., 2007). A aplicação dérmica de preenchedores de alta viscosidade tem como função preencher grandes volumes e, desse modo, remodelar o rosto e corrigir depressões (SALLES et al., 2011). Os comercializados no Brasil são o Juvederm, Belotero, Restylane, Redexis, Reviderm, Matridex, entre outros. Essa aplicação pode ser feita com agulha ou com cânula, dependendo da preferência do médico (GLADSTONE; PEGGY; CARRUTHERS, 2005). O uso da agulha é mais simples e mais preciso do que o uso da cânula, pois atinge uma menor profundidade no tecido, devido à espessura da agulha ser mais fina e delicada, oferecendo mais conforto e suavidade, principalmente para os pacientes mais sensíveis (EL-SAYAD et al., 2012). Enfim, mesmo em meio a polêmicas, o AH representa uma alternativa moderna e eficaz para o tratamento do envelhecimento cutâneo, sendo utilizado para preenchimento de partes moles e também para corrigir depressões, rugas e sulcos, resultando em uma pele aparentemente melhor e mais jovial (SANTOS, 2013).
RESUMO DO TÓPICO 3 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • O ácido hialurônico surge como uma alternativa para melhorar as alterações do contorno facial oriundas do processo de envelhecimento, sendo uma nova opção de tratamento estético, de forma menos invasiva em relação aos procedimentos cirúrgicos. É usado na estética para a correção de rugas, perda de contorno e reposição de volume facial. • As marcas disponíveis no Brasil de ácido hialurônico para comercialização são: Juvederm, Belotero, Restylane, Redexis, Reviderm, Matridex, entre outros. • As técnicas de aplicação e recomendações após o uso do ácido hialurônico. A técnica volumizadora tem o objetivo de devolver o volume da face, e a técnica bioestimuladora de estimular a produção de colágeno e elastina. O ácido hialurônico age corrigindo as imperfeições causadas pelo envelhecimento, ajudando a melhorar aspectos indesejados na pele. • Efeitos adversos e contraindicações podem ocorrer devido a reações alérgicas de pacientes em relação às substâncias químicas presentes no material utilizado nas aplicações e também aos componentes proteicos presentes nas preparações do ácido hialurônico. Técnicas incorretas na aplicação do produto podem levar a complicações como: reações inflamatórias no local, hematomas, vermelhidão, infecção, nódulos, abscessos e necrose tecidual.
1 A via de administração do ácido hialurônico mais eficaz é a injetável, sua utilização
pode ser feita com cânula ou agulha. No entanto, a utilização destas na aplicação do produto vai depender da preferência do profissional e da viscosidade do produto. Quanto mais fluido for o produto, sua aplicação será destinada à derme, e quanto mais viscoso for, mais profunda será sua aplicação. Com relação ao material usado na aplicação, é aconselhável o uso da agulha durante a realização do procedimento com ácido hialurônico na estética em alguns casos, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Quando a aplicação for menos profunda. b) ( ) Quando a espessura da pele for mais grossa. c) ( ) Quando o produto for aplicado no músculo. d) ( ) Quando o produto for mais viscoso.
2 O ácido hialurônico é um polissacarídeo presente no tecido conjuntivo, cuja
substância tem aspecto viscoso e elástico de consistência gelatinosa, com alto poder de hidratação e integridade dos tecidos. Assinale a alternativa CORRETA quanto às principais indicações no tratamento do ácido hialurônico na estética: a) ( ) Estrabismo. b) ( ) Sulcos nasogenianos. c) ( ) Rinoplastia. d) ( ) Hiperidrose.
3 O ácido hialurônico é produzido naturalmente pelo organismo humano e tem como
função a elasticidade e a hidratação da pele. Com o passar do tempo, o tecido perde essa substância, tornando a pele sensível, seca, fina e com rugas. O ácido hialurônico comercial encontra-se disponível em seringas de 1 ml em forma de gel espesso e incolor. Com relação às propriedades moleculares do ácido hialurônico, este é composto por uma molécula. Sobre ela, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Alto peso molecular e hidrofílica. b) ( ) Alto peso molecular e hidrofóbica. c) ( ) Alto peso molecular e higroscópica. d) ( ) Baixo peso molecular e hidrofílica.
4 Uma paciente de 45 anos de idade procurou um biomédico esteta para a realização
5 O ácido hialurônico surge como uma alternativa para melhorar as alterações do
contorno facial oriundas do processo de envelhecimento, sendo uma nova opção de tratamento estético de forma menos invasiva em relação aos procedimentos cirúrgicos. Apesar de o procedimento ser considerado seguro, há, no entanto, algumas contraindicações para a realização do procedimento. Disserte sobre quais são as contraindicações do uso do ácido hialurônico.
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