# Unidade 3 - Intradermoterapia, Microagulhamento, Fios de PDO e Manejo de Intercorrencias (Oclusao Vascular e Hialuronidase)

Modulo de Formacao Tecnica e Fundamentacao Cientifica - Acervo Integrativia.


Introducao Geral a Unidade

O estudo de Intradermoterapia, Microagulhamento, Fios de PDO e Manejo de Intercorrencias (Oclusao Vascular e Hialuronidase) na disciplina de Biomedicina Estetica - Procedimentos Injetaveis e Avancados estabelece as bases conceituais, metodologicas e praticas indispensaveis para a formacao e atuacao tecnica do profissional biomedico e de saude, integrando a fundamentacao cientifica aos protocolos laboratoriais, interpretacao analitica e conduta clinica integrada.


1 INTRODUÇÃO

As atividades dos profissionais habilitados em biomedicina estética são compreendidas por: iontoforese, eletroterapia, ultrassom estético, radiofrequência, terapias com laser, terapias com luz intensa pulsada, LED (do inglês Light Emitting Diode), peelings (tanto químicos quanto mecânicos), cosmetologia, carboxiterapia, intradermoterapia, preenchimentos, procedimento estético injetável para microvasos (PEIM), fios de sustentação tecidual absorvíveis com finalidade estética e aplicação de substâncias por via intramuscular para fins estéticos. A gordura localizada é uma modificação de células adiposas, que pode ser descrita como uma alteração no metabolismo da gordura corporal ou um crescimento desenfreado de gordura, sendo um dos motivos de baixa autoestima, tanto em mulheres quanto em homens. Diante disso, várias condutas terapêuticas tecnológicas, consideradas minimamente invasivas, personalizadas e fundamentadas em múltiplos ativos, vêm sendo desenvolvidas, viabilizando uma redução efetiva e confortável da gordura localizada nesses pacientes (SILVA et al., 2016). A Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011, do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), dispõe sobre os critérios para a habilitação em biomedicina estética, em que a intradermoterapia é um requisito mínimo e obrigatório para a atuação em biomedicina estética (CFBM, 2011). A intradermoterapia é uma ferramenta estética introduzida desde 1958, que trata da administração de injeções intradérmicas, com substâncias de ações farmacológicas, que são aplicadas exatamente na região requerida. Existem descrições da utilização da intradermoterapia no tratamento terapêutico de doenças que causam dor e dermatites. Os centros estéticos utilizam a técnica empregando o nome popular: mesoterapia (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011). A intradermoterapia é um procedimento minimamente invasivo, realizado por meio de terapia intradérmica local, com ativos ou outros compostos bioativos administrados em pequenas quantidades, as quais reduzidas de multipunções dérmicas, sendo que o local da injeção corresponde à área da disfunção estética. A terapia intradérmica local é usada quando não existem outras opções de terapia, quando outras terapias falharam (ou por qualquer motivo não podem ser usadas), quando há um

2 MESOTERAPIA (INTRADERMOTERAPIA)

A intradermoterapia, também conhecida como mesoterapia, consiste na aplicação de injeções intradérmicas de substâncias farmacológicas diluídas diretamente na região a ser tratada, como enzimas, extratos naturais, hormônios, vitaminas, minerais, fármacos e medicamentos, como antibióticos e vasodilatadores. Foi, inicialmente, realizada na década de 1950 por um médico francês. Desde então, tornou-se um tratamento opcional para diversas condições, incluindo disfunções estéticas, como gordura localizada, rugas e linhas de expressão, flacidez e celulite, e os resultados podem ser obtidos pela combinação de diferentes substâncias (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011; MAIA et al., 2001). Afinal, o que é um fármaco? Fármaco pode ser definido como uma substância química que contenha propriedades farmacológicas com finalidade benéfica e medicamentosa, produzindo efeito biológico. Um medicamento, por sua vez, para fins de diferenciação, trata-se de uma preparação elaborada, que pode conter um ou mais fármacos (princípio ativo), visando ao uso terapêutico. Medicamentos, além de conterem o fármaco em sua composição, contêm substâncias químicas denominadas excipientes, como conservantes e antioxidantes, por exemplo (RANG et al., 2012; KATZUNG, 2010). NOTA

O mecanismo que leva à redução da adiposidade localizada está relacionado ao tipo de substância utilizada, podendo se basear na ativação da lipólise ou morte celular acidental, sendo esta última conhecida como “ablativo”, e envolvendo tumefação celular e coagulação do citoplasma (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011; MAIA et al., 2001). A intradermoterapia pode ser aplicada por meio de agulhas ou pela técnica pressurizada. Tradicionalmente, múltiplas injeções intradérmicas ou subcutâneas são aplicadas usando agulhas de calibre muito fi no, diretamente sobre ou perto dos locais afetados. O método de intradermoterapia pressurizada, ao contrário, utiliza uma tecnologia sem agulha, que visa liberar a substância terapêutica na pele ou tecido subcutâneo por meio de forças, pressões de gás e ondas de choque mecânicas, sem a necessidade de injetá-las com agulhas, proporcionando maior conforto ao paciente durante a aplicação (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011; MAIA et al., 2001).

3 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS

A utilização de agulhas para tratamento de doenças ou disfunções tem uma longa história, iniciando com Hipócrates em 400 a.C., que utilizava uma aplicação local de cacto para tratamento de dores no ombro, os chineses, utilizando acupuntura na medicina tradicional chinesa (há 2000 anos) e, posteriormente, a injeção de compostos acompanhando a invenção da agulha oca desde o século XIX. A intradermoterapia é um procedimento desenvolvido na década de 1950 pelo médico francês Dr. Michel Pistor, para o tratamento de dores e distúrbios vasculares, uma das pessoas mais renomadas nacionalmente, com realizações signifi cativas no seu país (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011; SIVAGNANAM, 2010). A intradermoterapia teve início quando Pistor realizou a injeção de procaína pela via intravenosa para o tratamento da asma, descobrindo que, apesar de a condição original não melhorar, ocorreu uma melhora signifi cativa na defi ciência auditiva do paciente. Com o intuito de intensifi car o efeito, Pistor realizou a injeção de doses reduzidas de procaína A intradermoterapia não possui apenas fi nalidade estética, ela é aplicada também no tratamento de algumas doenças dermatológicas. Alguns medicamentos utilizados por via intradérmica no tratamento dessas doenças são: acetonido de triancinolona, antimoniato de meglumina, interferon alfa-2b, lincomicina, metotrexato, plasma rico em plaquetas, ácido tranexâmico, secuquinumabe, verapamil, bleomicina, 5-fl uorouracil, glicocorticoide, interleucina-2, toxina botulínica, ciclosporina, minoxidil, ixequizumabe e brodalumabe (CANZONA et al., 2020). INTERESSANTE

de três a cinco milímetros de profundidade aos arredores do alvo terapêutico, ou seja, no próprio canal auditivo. Desde então, dezenas de pacientes surdos procuraram por Pistor, porém, foram observadas outras condições relacionadas, como eczema do canal auditivo, dor na articulação temporomandibular e zumbido (SIVAGNANAM, 2010). Pistor cunhou o termo “mesoterapia” em sua primeira publicação da técnica, em uma revista médica local em 1958. Ele a definiu como tratamento do mesoderma (a camada germinativa primária que se desenvolve em tecido conjuntivo, músculo e sistema circulatório), referindo-se aos efeitos da procaína local em tão grande número de tecidos. Assim, a “mesoterapia” pode ser considerada um desdobramento da farmacoterapia, decorrente da manipulação fortuita da via intradérmica, até então, menos explorada, para tratar condições médicas. Pistor foi responsável pela fundação da Sociedade Francesa de Mesoterapia, no ano de 1964, e ampliou o procedimento para o tratamento de patologias humanas, veterinárias e disfunções estéticas gerais. Em 1987, a Academia Nacional Francesa de Medicina realizou o reconhecimento oficial da mesoterapia como uma especialidade médica. Nesse intervalo de tempo, a mesoterapia passou a se tornar popular em grande parte da Europa, América do Sul e, posteriormente, nos Estados Unidos e países asiáticos. Pistor faleceu em 2003 (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011; SIVAGNANAM, 2010). A terapia intradérmica é uma técnica de injeção que, se bem aplicada isoladamente ou em combinação com outras terapias, é útil em diversas condições clínicas. A justificativa científica para essa técnica se baseia no fato de que um medicamento injetado em pequenas doses na camada superficial da pele se espalha lentamente para os tecidos subjacentes e permanece por mais tempo do que a administração sistêmica, como confirmado em estudos pré-clínicos. De fato, concentrações mais altas de droga injetada por via intradérmica foram detectadas na pele, músculos e articulações subjacentes ao local da infiltração em comparação com a administração intramuscular. Além disso, uma maior resposta imune, tanto primária quanto secundária, foi relatada após a injeção intradérmica em comparação com a administração intramuscular (CANZONA et al., 2020). Muitas vantagens desta técnica têm sido descritas: minimamente invasiva, menor dose do fármaco em relação ao tratamento sistêmico, menor risco de eventos adversos sistêmicos e simples aplicação. A mesoterapia consiste em uma ou mais microinjeções intradérmicas na área a ser tratada. Agulhas de 13 mm (calibre 30 ou 32) ou agulhas de 4 mm (calibre 27) são usadas. É recomendado entre 30° e 45° para aplicação, para depositar o fármaco na derme até uma profundidade de cerca de 2 milímetros (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011; CANZONA et al., 2020). A técnica de intradermoterapia utiliza agulhas muito finas para a aplicação de uma série de injeções no mesoderma. O intuito por trás da intradermoterapia é a correção de problemas subjacentes, como a má circulação e a inflamação que causam danos à pele (HERREROS; MORAES; VELHO, 2011; MAIA et al., 2001).

Os efeitos adversos desse procedimento podem incluir: dor, inflamação, náusea, sensibilidade, contusão, coceira, inchaço no local de aplicação, vermelhidão, irritação à pele, cicatrizes, infecção e manchas.

4 APLICAÇÕES

As principais aplicações da técnica de intradermoterapia são: • remoção de gorduras em áreas localizadas, como pernas, braços, barriga, rosto, coxas, glúteos e quadril. Esse procedimento é considerado simples e seguro, são utilizados ativos que realizam a quebra da gordura e aumento da circulação local, fazendo com que ocorra a eliminação de gorduras localizadas através da perda calórica; • clareamento da pele; • tratamento de alopecia (perda do cabelo): esse tratamento consiste na injeção de extratos, vitaminas ou medicamentos, como Minoxidil e Finasterida, no local em que se deseja promover o crescimento dos fios; • redução de linhas e rugas; • redução de fibroedema geloide: nesse procedimento, é utilizada uma mescla de ativos que auxiliam na eliminação da fibroedema geloide, melhorando o aspecto da pele; • contorno corporal; • tratamento da flacidez: são utilizados ativos que proporcionam o aumento da tonificação da pele, aumentando a síntese de elastina e colágeno, tornando, consequentemente, a pele mais firme. FIGURA 1 – REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DE GORDURAS EM ÁREAS LOCALIZADAS FONTE: < https://shutr.bz/3Od4QHn>. Acesso em: 28 fev. 2022. Alguns estudos descritos na literatura ainda abordam a utilização de intradermoterapia para aplicação em doenças funcionais na pele (nesses casos, alguns não possuem finalidade estética, e não cabe o tratamento com biomédico em estética), por

• epidérmico: técnica mais superficial (1 mm de profundidade) em comparação às demais, sendo que por essa técnica não ocorre penetração na camada basal. O tamanho da agulha varia entre 27 a 31 calibres com o bisel orientado para longe da pele e empurrado com uma pressão leve e positiva aplicada ao êmbolo. É realizado um padrão de grade com intervalos de 1 cm em toda a área de aplicação. Injeções múltiplas com doses reduzidas de ativos, em locais precisos, em uma única sessão, são altamente exigentes para o esteticista (SIVAGNANAM, 2010).

RESUMO DO TÓPICO 1 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • A intradermoterapia, também denominada mesoterapia, é um procedimento estético valioso criado na década de 1950, que consiste na administração de injeções com substâncias com atividades farmacológicas para tratamentos específicos. • A intradermoterapia pode provocar reações adversas, assim como grande parte dos procedimentos estéticos, porém são efeitos adversos brandos, como dor; inflamação, náuseas, sensibilidade, contusão, coceira, inchaço local, irritação, vermelhidão, cicatrizes, manchas e infecções. • As principais aplicações da intradermoterapia/mesoterapia consistem em redução da gordura localizada, clareamento da pele, tratamento de alopecia, redução de linhas de expressão, redução de celulites, contorno corporal e redução da flacidez. • A intradermoterapia é um requisito mínimo para a atuação como biomédico esteta, de acordo com a Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011, do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), que dispõe sobre os critérios para a habilitação em biomedicina estética.

1 A intradermoterapia é um procedimento estético que possui como finalidade liberar

ativos na pele através de injeções intradérmicas, permitindo, dessa forma, que seja realizado o tratamento de diferentes disfunções estéticas, tornando-se uma ferramenta importante para a aplicação estética. Sobre estas aplicações, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) São aplicadas para tratamento de gordura localizada, principalmente em áreas de maior depósito de gordura, como pernas, braços, barriga, rosto, coxas, glúteos e quadris. b) ( ) São aplicadas como preenchimento em áreas requeridas, como lábios, olheiras e outras áreas de preenchimento. c) ( ) São aplicadas principalmente no tratamento de linhas de expressão, utilizando toxina botulínica como substância farmacológica. d) ( ) São aplicadas principalmente em tratamentos faciais, como em olheiras, preenchimento labial, levantamento das sobrancelhas, entre outros.

2 A técnica de intradermoterapia/mesoterapia é um requisito obrigatório, de acordo

com o Conselho Federal de Biomedicina, através de uma legislação, que dispõe sobre os critérios para a habilitação em biomedicina estética. Sobre a legislação que dispõe sobre a obrigatoriedade da técnica para o exercício da profissão, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011. b) ( ) Normativa CFBM nº 003/2015, de 5 de novembro de 2015. c) ( ) Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012. d) ( ) Normativa CFBM nº 001/2016, de 28 de janeiro de 2016.

3 A intradermoterapia consiste em uma série de microinjeções na camada superficial

da pele de ingredientes ativos que se difundem lentamente nos tecidos subjacentes. Essa técnica é aplicada em diferentes condições clínicas e, também, em dermatologia, pode desempenhar um papel útil no caminho do tratamento de muitos pacientes. De acordo com as substâncias farmacológicas comumente utilizadas no tratamento da intradermoterapia, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) Vitaminas e enzimas são substâncias comumente utilizadas no tratamento com essa técnica. ( ) Ácido hialurônico, toxina botulínica e glicose são exemplos dessas substâncias. ( ) Medicamentos, como antibióticos e vasodilatadores, são exemplos dessas substâncias.

4 A intradermoterapia é um procedimento que tem por finalidade liberar ativos na

pele utilizando força mecânica, pressão do gás e ondas de choque (no caso de intradermoterapia pressurizada), ou aplicação de injeções intradérmicas de fármacos/ aditivos pontualmente na área de tratamento, possibilitando a prática de diferentes procedimentos estéticos, como gordura localizada, flacidez e celulite. De acordo com o conteúdo aprendido sobre intradermoterapia, liste as principais aplicações dessa técnica.

5 Procedimentos

minimamente invasivos, englobando microagulhamento, intradermoterapia, aplicação de bioestimuladores, preenchedores, neurotoxinas, ácidos e PEIM, são ferramentas importantes na área estética. Nesse contexto, disserte sobre a intradermoterapia para a gordura localizada.

PROCEDIMENTO ESTÉTICO INJETÁVEL PARA MICROVASOS – PEIM

1 INTRODUÇÃO

2 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS

O PEIM é um procedimento estético realizado com a finalidade de eliminar os microvasos que surgem no corpo, principalmente nas pernas, tornando-se um incômodo do ponto de vista estético. Esses microvasos são denominados telangiectasias. O aparecimento dessas telangiectasias pode estar relacionado com o refluxo sanguíneo decorrente em veias profundas (Figura 2), podendo ser ocasionado por problemas nas válvulas que direcionam o sangue para a direção correta. Existem, além disso, mais fatores que influenciam no surgimento dos microvasos, como fatores genéticos, gestações, posições que prejudiquem a circulação, atividades físicas de alto impacto, sobrepeso,

TÓPICO 2 -

Não é indicado nos casos de patologias vasculares, insufi ciência renal, infecção, casos de trombose, diabetes descompensada, arteriopatias, doenças no fígado, gravidez e casos de câncer ativos (TONI; PEREIRA, 2017). As principais complicações consistem em: hiperpigmentação, não desaparecimento das varizes, edema temporário, bolhas e, em casos raros, necrose e fl ebite (TONI; PEREIRA, 2017).

3 APLICAÇÕES

A aplicação consiste na utilização de uma agulha de pequeno calibre e bem fi na para injeção no interior do vaso sanguíneo, com soluções de glicose hipertônica (50% ou 75%) com anestésico (lidocaína). Nas primeiras aplicações, o paciente pode sentir incômodo e dor, porém, devido à presença do anestésico, a dor logo desaparece. A glicose é a substância mais indicada por ser biocompátivel e não causar reações adversas, além disso, é o esclerosante permitido pelo CFBM. Esse procedimento pode durar de uma a seis sessões (TONI; PEREIRA, 2017). Quando o paciente procura tratamento estético para a realização do PEIM, a primeira etapa do protocolo é realizar uma anamnese, que consiste em saber dados básicos e importantes do paciente, como saber se é diabético ou não. Além disso, o profi ssional biomédico deve deixar claro ao paciente as limitações e as vantagens da técnica, realizar avaliação do paciente em posição ortostática (verifi cando principalmente se são varizes do tipo 1), realizar fotodocumentação e antissepsia para evitar infecções recorrentes. A aplicação da glicose deve ser feita de forma lenta e, após a aplicação, deve ser realizada a compressão local (TONI; PEREIRA, 2017). As orientações básicas ao paciente após o procedimento estético são: não tomar sol por um período de 10 dias, não realizar nenhum tipo de esforço físico em um período de 24 horas, usar meia ou faixa de compressão, não fazer repouso e não fazer depilação ou massagem por um período de 24 horas (TONI; PEREIRA, 2017). É importante enfatizar que esse procedimento deve ser muito bem avaliado antes de realizado, para verifi car se o grau dos microvasos é puramente estético ou se existe a necessidade de recomendações médicas, que é o caso das varizes do tipo II, III e IV pela Classifi cação de Francischelli. INTERESSANTE

RESUMO DO TÓPICO 2 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • O Procedimento Estético Injetável para Microvasos (PEIM) passou a ser um procedimento legalizado pelo Conselho Federal de Biomedicina a partir da Normativa CFBM nº 003/2015, de 5 de novembro de 2015, que dispõe sobre tal procedimento. • De acordo com a Resolução vigente, o PEIM, para biomédicos, só pode ser realizado com glicose 50% e 75% e anestésicos, como a lidocaína. O procedimento não pode ser realizado em varizes enquadradas no tipo II, III e IV, conforme a Classificação de Francischelli. • De acordo com a Classificação de Francischelli, os microvasos podem ser classificados em quatro tipos, sendo eles: tipo I, tipo II, tipo III e tipo IV. O tipo I é o único que causa somente problemas estéticos, sendo os microvasos a serem tratados por PEIM. • Fatores genéticos, gravidez, posições, atividades físicas, obesidade, sedentarismo, tabagismo, diabetes e uso de hormônios são fatores que podem desencadear a formação de microvasos.

1 O Procedimento Estético Injetável para Microvasos (PEIM) é amplamente utilizado

para eliminar vasos de menor calibre, tornando-se uma ferramenta importante para a aplicação estética no tratamento de varizes externas. Sobre a técnica de PEIM, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) De acordo com o Conselho Federal de Biomedicina, só é permitido realizar a aplicação de glicose 50% ou 75% juntamente a um anestésico, como a lidocaína. b) ( ) Várias substâncias podem ser utilizadas para o procedimento de PEIM, como a toxina botulínica. c) ( ) É um procedimento indolor, que não possui reações adversas e, na maioria dos casos, uma sessão é necessária para resolver os problemas. d) ( ) São utilizadas no tratamento de varizes do tipo II.

2 Os microvasos são denominados como dilatações de artérias, veias ou capilares,

3 A técnica de Procedimento Estético Injetável para Microvasos (PEIM) é regulamentada

pelo Conselho Federal de Biomedicina através de uma legislação, que dispõe sobre a técnica, listando as substâncias a serem utilizadas e os tipos de varizes a serem tratados. Sobre a legislação que dispõe sobre a técnica, assinale a alternativa CORRETA:

a) ( ) Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011. b) ( ) Normativa CFBM nº 003/2015, de 5 de novembro de 2015. c) ( ) Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012. d) ( ) Normativa CFBM nº 001/2016, de 28 de janeiro de 2016.

4 De acordo com o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), o Procedimento Estético

Injetável para Microvasos (PEIM) deve ocorrer sempre de acordo com a legislação vigente para os profissionais biomédicos, cabendo ao biomédico a responsabilidade de avaliar o paciente e realizar o procedimento da forma mais segura possível. Nesse contexto, disserte sobre como funciona o procedimento, desde a procura do paciente pelo tratamento até a realização do procedimento.

5 Os microvasos são ocasionados devido a problemas nas válvulas que são responsáveis

por direcionar o sangue, acometidos principalmente em mulheres e podendo ser ocasionados por diversos fatores, internos ou externos. Cite pelo menos cinco fatores que podem favorecer a formação de microvasos.

TÓPICO 3 -

OUTROS PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS

1 INTRODUÇÃO

De acordo com o Conselho Federal de Biomedicina, o profissional licenciado em biomedicina estética pode atuar em diversos procedimentos minimamente invasivos. Como vimos anteriormente, pode atuar na aplicação de toxina botulínica e preenchedores, na intradermoterapia/mesoterapia, em procedimentos estéticos injetáveis para microvasos (PEIM) e também em outros procedimentos, como aplicação de bioestimuladores, na acupuntura estética, no microagulhamento e na carboxiterapia, que serão vistos de forma detalhada neste tópico, sendo alguns desses procedimentos requisitos mínimos para atuação na profissão. A técnica utilizando aplicação de estimuladores atua principalmente estimulando a síntese de colágeno na pele, atuando em fatores causados pelo processo de envelhecimento da pele. Esse procedimento ocorre através da aplicação de polímeros biocompatíveis, sendo o mais amplamente utilizado o ácido poli-L-láctico (PLLA). A acupuntura estética foi regulamentada em 2016 pelo Conselho Federal de Biomedicina e requer que o profissional seja devidamente habilitado em acupuntura para utilizar técnicas de acupontos, para objetivos estéticos. É uma técnica da medicina tradicional chinesa e visa à redução de linhas de expressões faciais. O microagulhamento é um procedimento amplamente utilizado nos centros estéticos, pois atua no tratamento de diversas disfunções estéticas, como cicatrizes, rejuvenescimento da pele, acnes e até mesmo no melasma. Consiste em uma técnica utilizando o dermaroller como ferramenta. A carboxiterapia é um procedimento que utiliza o dióxido de carbono como principal ferramenta para o tratamento de várias complicações estéticas, como olheiras, celulites, estrias e gorduras localizadas. É um requisito obrigatório para a legalização como biomédico esteta e é um procedimento seguro aprovado pela Food and Drug Administration (FDA).

2 BIOESTIMULADORES

Os bioestimuladores mais amplamente utilizados com finalidade estética para estimular a síntese de colágeno são o ácido poli-L-láctico (PLLA) e a hidroxiapatita de cálcio (CaHA).

O PLLA é utilizado para aplicação estética desde 1999. É um polímero de alto peso molecular (140kD), derivado do ácido lático. É considerado com alta biocompatibilidade, uma vez que sua hidrólise ocorre por uma via não enzimática, consequentemente, formam dímeros e monômeros, que são fagocitados por macrófagos, metabolizando H2O, CO2 ou sendo adicionados à glucose. Após a aplicação do polímero na pele, ocorre a liberação plaquetária na matriz extracelular, que é responsável pela liberação de fatores quimiotáticos e homeostáticos, sendo esses precursores para a atração de neutrófilos, monócitos e fibroblastos, dando início ao processo inflamatório. Os neutrófilos, dessa forma, realizam a fagocitose dos compostos estranhos, secretando enzimas e citoquinas. No período por volta de 7 a 10 dias após a administração de PLLA, os macrófagos tentam, juntamente a outras células, fagocitar partículas, secretando fatores de crescimento e dando início à reconstrução. Os fibroblastos, no entanto, começam a secretar componentes, como o colágeno tipo I, em grande quantidade, e o colágeno tipo III, em menor quantidade (CUNHA et al., 2020). A hidroxiapatita de cálcio (CaHA) foi aprovada como bioestimulante em 2006 pela Food and Drug Administration (FDA), para tratamento de reposição de volume, tratamento de rugas e sulcos na face. A hidroxiapatita de cálcio é uma substância de origem sintética, biocompatível, biodegradável e atóxica, que possui fosfato e cálcio em sua composição (CUNHA et al., 2020).

3 ACUPUNTURA ESTÉTICA

O Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) criou a Normativa CFBM nº 001/2016, de 28 de janeiro de 2016, que dispõe sobre a atividade do biomédico acupunturista, que permite ao biomédico devidamente habilitado em acupuntura utilizar técnicas de acupontos para objetivos estéticos (CFBM, 2016). Na medicina tradicional chinesa, a técnica de acupuntura é utilizada para intensificar o deslocamento de energia vital (denominada “qi” ou “chi”) em todo o corpo. Pensa-se que essa energia vital circule por meio de linhas de energia, denominadas como meridianos. Conforme a medicina tradicional chinesa, as patologias são decorrentes de bloqueios no deslocamento da energia vital. Ao introduzir agulhas em pontos específicos ao longo das linhas meridianas, os profissionais visam restaurar o fluxo de energia vital e, consequentemente, melhorar disfunções relacionadas à saúde (WONG, 2020). A filosofia da medicina tradicional chinesa compreendida por trás da acupuntura é complexa, pois a prática não é tradicionalmente baseada na ciência e na medicina.

Os antigos presumiam que o corpo humano era completo e animado por uma força vital que eles chamavam de ‘qi’ (pronuncia-se ‘chee’) e quando o qi de determinada pessoa estava correndo bem e indo para ambientes certos, então o indivíduo tinha uma boa saúde física e mental. Em contrapartida, quando o qi estava fluindo incorretamente (bloqueado ou deficiente), isso acarretaria doença (WONG, 2020). A definição de qi está relacionada com o funcionamento interno natural de determinado indivíduo. Algumas vezes, o indivíduo pode estar mais susceptível a contrair doenças quando está sob condições de estresse e ansiedade. Quando o indivíduo está relaxado e saudável, o corpo transmite isso relativamente bem. Em síntese, o humor, a saúde mental e o bem-estar geral afetam diretamente na saúde e no bem-estar físico. Dessa forma, a acupuntura tem como finalidade ajudar as pessoas a alcançar o equilíbrio, ou qi, e, por conseguinte, proporcionar alívio para muitas patologias (WONG, 2020). A acupuntura estética é um procedimento minimamente invasivo, que abrange a utilização de acupuntura para aprimorar a pele e suprimir o processo de envelhecimento (Figura 3). Conhecida como um ‘rejuvenescimento facial’, a acupuntura estética usualmente é utilizada como uma variação aos liftings cirúrgicos e procedimentos convencionais, responsáveis por reverter os sinais ocasionados pelo processo de envelhecimento da pele. Alguns autores afirmam que a acupuntura estética pode auxiliar na redução de rugas, reduzir linhas finas, eliminar manchas da idade e elevar pálpebras caídas. Grande parte dos cursos de tratamento com acupuntura estética envolve 10 ou mais sessões, além de sessões adicionais para manutenção dos resultados (WONG, 2020). FIGURA 3 – ACUPUNTURA ESTÉTICA FONTE: https://shutr.bz/37djMVz. Acesso em: 1 mar. 2022. A acupuntura estética possui como finalidade melhorar a pele e atuar principalmente no tratamento do envelhecimento, em parte, realizando o estímulo da produção de colágeno. À medida que ocorre o processo de envelhecimento, a camada superior da pele perde colágeno e, consequentemente, torna-se menos elástica, porém, não existem evidências científicas que apoiem a afirmação de que a acupuntura pode desencadear a promoção da produção de colágeno. Alguns autores sugerem que a acupuntura estética pode auxiliar no rejuvenescimento da pele, melhorando a energia geral (WONG, 2020).

Vale destacar que a acupuntura é, de forma geral, considerada segura quando exercida por um profissional devidamente apto a realizar o procedimento. Conforme o Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa, a acupuntura pode ocasionar diversos efeitos adversos (como infecções e órgãos perfurados) quando aplicada de forma irregular (WONG, 2020). No rosto, o profissional acupunturista introduz cerca de quarenta a setenta agulhas minúsculas e indolores. Conforme as agulhas entram em contato com a pele, desencadeiam feridas dentro de seu limiar, denominadas de microtraumas positivos. Quando o corpo de determinado indivíduo sente essas feridas, passa a realizar a reparação. Esse é o mesmo princípio que o microagulhamento usa para obter bons resultados para o tratamento do envelhecimento, porém, a acupuntura é considerada menos intensa, com média de cerca de cinquenta punções. O microagulhamento realiza centenas de picadas por meio de um dispositivo denominado dermaroller (WONG, 2020). Essas punções são responsáveis por estimular os sistemas linfático e circulatório, que atuam juntamente com a finalidade de fornecer nutrientes e oxigênio para as células da pele, nutrindo, dessa forma, a pele de dentro para fora. Isso auxilia na uniformização da pele, além de promover o brilho. Os microtraumas positivos também ajudam na produção de colágeno, auxiliando na melhora da elasticidade, reduzindo linhas de expressão e rugas (WONG, 2020).

4 MICROAGULHAMENTO

O conceito de microagulhamento teve início em 1995, quando Orentreich e Orentreich descreveram o agulhamento dérmico na forma de subcisão para o tratamento de cicatrizes. Posteriormente, de forma independente, em 1997, o cirurgião plástico Camirand utilizou pistolas de tatuagem sem tinta para a retirada de cicatrizes póscirúrgicas. A técnica de microagulhamento em si foi desenvolvida pelo inventor alemão Liebl, em 2000, e o cirurgião plástico Fernandes, em 2006, projetou um dispositivo em forma de tambor com múltiplas agulhas finas salientes para a indução percutânea de colágeno (SINGH; YADAV, 2016). O microagulhamento é uma técnica terapêutica muito simples, segura, eficaz e minimamente invasiva (Figura 4). Foi inicialmente introduzido para o rejuvenescimento da pele, no entanto, atualmente, é utilizado para uma ampla gama de indicações, incluindo cicatriz de acne, acne, cicatriz pós-traumática/queimadura, alopecia, rejuvenescimento da pele, administração de medicamentos, hiperidrose, estrias, entre outras. Além disso, durante os últimos 10 anos, muitas inovações foram feitas no instrumento inicial, que era usado para microagulhamento. Essa técnica pode ser combinada com outras para proporcionar melhores resultados. Em particular, é uma técnica muito segura para tipos de pele escura, em que o risco de pigmentação pós-inflamatória é muito alto com outras técnicas que danificam a epiderme (SINGH; YADAV, 2016).

As agulhas também quebram os antigos fios endurecidos da cicatriz e permitem que ela seja revascularizada. A neovascularização e a neocolagênese são iniciadas pela migração e proliferação de fibroblastos e estabelecimento de matriz intercelular. Uma matriz de fibronectina se forma após cinco dias de lesão, que determina a deposição de colágeno, resultando em endurecimento da pele, que persiste por cinco a sete anos na forma de colágeno III. A profundidade da neocolagênese varia de cinco a 600 µm com uma agulha de 1,5 mm de comprimento (SINGH; YADAV, 2016). O microagulhamento é uma técnica relativamente simples, com duração de 10 a 20 minutos, conforme a área de tratamento. Durante o procedimento, os pacientes devem ser devidamente aconselhados, com antecedência do procedimento, explanando a técnica, os resultados esperados, a possível resposta tardia e a demanda de muitas sessões. A pele, no entanto, deve ser estimulada, de preferência, diariamente por pelo menos trinta dias com formulações contendo vitamina A e C para favorecer a síntese de colágeno dérmico. A vitamina A estimula cerca de 400-1000 genes responsáveis por controlar a proliferação e a diferenciação celular na derme e epiderme, e a vitamina C é imprescindível para a síntese de colágeno normal (SINGH; YADAV, 2016). A técnica é realizada sob anestesia local, com uma mistura de lidocaína e prilocaína/tetracaína, por um período que varia entre 45 minutos a uma hora. Após o preparo do local de aplicação com antisséptico e soro fisiológico, a pele deve ser esticada, sendo realizado um rolamento cinco vezes cada na direção horizontal, vertical e oblíqua. O resultado do procedimento é apontado como sangramento pontual e uniforme, que pode ser controlado de forma simples. Posteriormente ao tratamento, a área é hidratada com soro fisiológico ou são utilizadas compressas de gelo para gerar conforto ao paciente. Após essa etapa, o paciente é aconselhado sobre a utilização do protetor solar de forma regular e a seguir as medidas de proteção solar. A técnica é bem tolerada pelos pacientes e na maioria das vezes não há sequelas após o tratamento, com exceção de leve eritema e edema, que dura cerca de dois a três dias. O procedimento não acarreta a inatividade do paciente para o exercício das atividades normais, podendo retomar o trabalho diário no dia seguinte. Os procedimentos são realizados em períodos de três a oito semanas e são demandadas muitas sessões para a obtenção do requerido na pele. Os resultados não são observados rapidamente, pois o colágeno sintetizado continua sendo depositado por um período de três a seis meses após a finalização do tratamento (SINGH; YADAV, 2016). O microagulhamento tem sido usado para uma ampla gama de indicações, com muitos ensaios comprovando sua utilidade. Tem sido aplicado isoladamente, bem como em combinação com outras modalidades de tratamento, como peeling químico, plasma rico em plaquetas, radiofrequência, subcisão, elevação por punção e lasers. É frequentemente utilizado em conjunto com uma formulação tópica e, portanto, aumenta sua penetração e ação (SINGH; YADAV, 2016).

4.1 REJUVENESCIMENTO DA PELE

Vários fatores podem estar relacionados com o processo de rejuvenescimento da pele, reduzindo os efeitos desencadeados pelo processo de envelhecimento natural. Esses fatores estão diretamente relacionados com linhas de expressão e rugas (SINGH; YADAV, 2016). O microagulhamento leva à reorganização das velhas fibras de colágeno e à formação de novo colágeno, elastina e capilares, levando ao efeito de firmamento da pele. Essa indução percutânea de colágeno leva a uma aparência geral jovem da pele, reduzindo as linhas finas, as rugas e o tamanho dos poros, dando mais maleabilidade e elasticidade. Os efeitos são potencializados quando o procedimento é combinado com soro antienvelhecimento tópico de vitamina C e aplicação de tretinoína (SINGH; YADAV, 2016).

4.2 CICATRIZES

4.3 ACNE VULGAR

A acne vulgar é uma disfunção dermatológica ocasionada principalmente por fatores hormonais, em ambos os sexos. Esse tipo de acne desencadeia pústulas, pápulas, nódulos e cistos, ocasionando processos inflamatórios e liberando pus.

A técnica de radiofrequência com microagulhamento fracionado expandiu a aplicação do microagulhamento também na acne vulgar. A técnica tem como alvo direto as glândulas sebáceas e auxilia na redução da produção de sebo. Também é conhecida por reduzir a hiperproliferação de queratinócitos (SINGH; YADAV, 2016).

4.4 ALOPECIA ANDROGÊNICA E ALOPECIA AREATA

O uso de microagulhamento no couro cabeludo para alopecia é um de seus avanços recentes. Existem resultados na literatura de que a utilização do procedimento associada com minoxidil favorece ainda mais o tratamento e os resultados (SINGH; YADAV, 2016). As contraindicações do microagulhamento incluem: acne ativa; herpes labial ou qualquer outra infecção local, como verrugas; doença de pele crônica moderada a grave, como eczema e psoríase; discrasias sanguíneas, pacientes em terapia anticoagulante; tendência extrema de queloide e pacientes em quimioterapia/radioterapia (SINGH; YADAV, 2016). Apesar das inúmeras vantagens, a técnica de microagulhamento também possui algumas limitações. É menos efi caz em alguns tipos de cicatrizes, como cicatrizes sem caroço, cicatrizes lineares e cicatrizes profundas. No entanto, combinar outros procedimentos cirúrgicos ao microagulhamento pode melhorar seus resultados. Certas A técnica de microagulhamento tem sido bem explorada para aumentar a penetração de fármacos através da barreira cutânea. Isso foi comprovado em modelos de pele in vitro, em que foi observada a absorção aprimorada de moléculas maiores, como a calceína. As microagulhas cobrem uma gama de atividades entre a de um adesivo transdérmico e uma agulha hipodérmica, tentando obter as vantagens de ambos e eliminar as desvantagens de cada um deles. O microagulhamento tem sido usado para a administração transdérmica de vários tipos de drogas, incluindo biofármacos macromoleculares, como insulina, hormônio do crescimento, heparina e albumina, imunobiológicos, proteínas, peptídeos e medicamentos, como aspirina, minoxidil, tretinoína e ácido L-ascórbico. O microagulhamento também foi combinado com outras técnicas avançadas, como microbombas, sonoforese, iontoforese e eletroporação para melhor penetração do medicamento. Com relação à estética, o microagulhamento é frequentemente combinado com tretinoína tópica e vitamina C para o tratamento de cicatrizes de acne e rejuvenescimento da pele. O aumento da penetração de minoxidil e plasma rico em plaquetas para alopecia androgênica é outra aplicação. O microagulhamento aumenta o efeito do ácido 5-aminolevulínico para uma terapia fotodinâmica mais efi caz. INTERESSANTE

reações adversas também são decorrentes do procedimento, sendo as mais comuns o eritema e a irritação, que geralmente desaparecem em poucas horas. Outros eventos observados são hiperpigmentação pós-inflamatória, agravamento da acne e reativação de herpes, hipersensibilidade sistêmica, alergia e infecções locais após o uso de um instrumento não estéril (SINGH; YADAV, 2016).

5 CARBOXITERAPIA

De acordo com a Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011, do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), que dispõe sobre os critérios para a habilitação em biomedicina estética, a carboxiterapia é um requisito mínimo e obrigatório para a atuação em biomedicina estética (CFBM, 2011). A carboxiterapia foi originada na década de 1930, na França. O tratamento era realizado através da pele, por uma via denominada percutânea, por meio de banhos de água gaseificada aquecida. O procedimento, a princípio, era utilizado para o tratamento de úlceras e arteriopatia, porém, com o tempo, foi ganhando novas aplicações. Após muitos estudos do procedimento, a técnica deixou de ser tópica e passou a ser infundida de forma direta no tecido subcutâneo, oferecendo, dessa forma, melhores resultados (PIANEZ et al., 2016). A carboxiterapia é uma técnica que utiliza administrações de dióxido de carbono para o tratamento de olheiras, celulites e estrias. Mostra uma melhora principalmente na elasticidade da pele, em linhas de expressão e na circulação sanguínea, porém também tem atividade na redução de gordura, auxilia no reparo de colágeno da pele, além de atuar na redução de olheiras por elevar o fluxo sanguíneo nas pálpebras. Os principais locais de aplicação dessa técnica são: rosto, glúteos, pescoço, abdômen, coxas, pálpebras e braços (GOTTER, 2018). As principais aplicações da carboxiterapia são em: • estrias: nas estrias, a carboxiterapia atua na estimulação da síntese de colágeno, fazendo com que melhore o aspecto visual da pele; • olheiras: o principal motivo das causas de olheiras é a má circulação, dessa forma, a carboxiterapia atua promovendo a circulação e reduzindo o acúmulo de coloração azulada; • celulites: a carboxiterapia atua na gordura subcutânea, fazendo com que células de gordura sejam rompidas, sendo uma alternativa segura e eficaz para o tratamento das celulites, com estudos comprovados; • alopecia: como uma das causas da alopecia é a má circulação, o procedimento pode favorecer o tratamento da alopecia.

No tecido, o dióxido de carbono reage com as moléculas de água, e o ácido carbônico molecular é formado. Este ácido reduz o pH do tecido, assim, o denominado Efeito de Bohr ocorre, quanto menor o pH, mais fraca é a ligação entre a hemoglobina e o oxigênio. Enquanto a carboxiterapia está sendo aplicada, a liberação de oxigênio da hemoglobina é aumentada. Além disso, ao nível de pH de 6,8 ou menos, a permeabilidade das paredes capilares é aumentada. Em pH de 6,5 ou menos, a flexibilidade das fibras de colágeno é aumentada, enquanto sua firmeza diminui. Outras reações químicas incluem a redução de íons de cálcio bivalentes e a divisão do ácido carbônico em H+ a HCO3, resultando na formação de bicarbonato de cálcio, bicarbonato de sódio e bicarbonato de potássio. Como reação, o pH se torna alcalino, o que finalmente leva a um efeito analgésico e espasmolítico. O tônus das artérias e dos capilares é diminuído e a temperatura da pele é aumentada em 1 °C. Esse efeito combinado com a atividade alterada das terminações nervosas melhora a troficidade das localidades tratadas. Ao mesmo tempo, a oxidação das gorduras das células gordurosas é ativada, sendo que alguns autores afirmam que há efeito lipolítico direto sobre os adipócitos. O CO2 residual é exalado pelos pulmões. Outros efeitos da carboxiterapia também são descritos, que levam à dilatação das artérias coronárias, bradicardia e redução da pressão arterial (PIANEZ et al., 2016; ZELENKOVÁ, 2017). As contraindicações do procedimento incluem casos de doença cardíaca isquêmica grave, embolia aguda, tromboflebite, flebotrombose, gangrena, insuficiência renal, hipertensão não tratada, acidente vascular cerebral, gravidez, lactação, adiposidade grave (após contorno corporal), doença infecciosa aguda, febre e coagulação sanguínea. Outras contraindicações também incluem expectativas irreais por parte do paciente e idade biológica elevada (PIANEZ et al., 2016; ZELENKOVÁ, 2017).

5.1 FATORES EPIDEMIOLÓGICOS E VARIAÇÃO NA RESPOSTA

DE PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS Diversos estudos já apontam a raça como um fator epidemiológico importante a ser levado em consideração na resposta de procedimentos estéticos utilizando ativos. Um bom exemplo disso pode ser comparando chineses e europeus na metabolização de etanal. Os chineses produzem mais concentração de acetaldeído, causando palpitação e rubor (RANG et al., 2012; KATZUNG, 2010). A idade é fator que influencia diretamente na ação dos ativos e nas respostas a procedimentos estéticos. A eliminação de ativos é diferente em recém-nascidos e idosos, dessa forma, ativos tendem a ser mais eficientes em adultos. Além disso, a composição corporal é diferente de acordo com a idade, principalmente em gordura e líquidos, sendo que idosos produzem muito menos líquidos e determinadas enzimas do que jovens.

5.2 MECANISMOS DE DEFESA DO PACIENTE FRENTE A

PROCEDIMENTOS MINIMAMENTE INVASIVOS Muitos procedimentos minimamente invasivos (praticamente todos) desencadeiam uma resposta inflamatória ao paciente, que algumas vezes é vista como vantajosa, uma vez que faz parte do protocolo de tratamento do paciente, e algumas vezes essas respostas são vistas como limitações da técnica. O mecanismo de defesa do paciente envolve principalmente mediadores inflamatórios, gerados por um processo inflamatório, gerando características como: dor, rubor, calor, intumescimento e perda da função (RANG et al., 2012; KATZUNG, 2010). Respostas inflamatórias ocorrem principalmente após a exposição a algum microrganismo, substância nociva ou após alguma lesão. O sistema imune geralmente atua com uma resposta inata não adaptativa e uma resposta imunológica adaptativa. O resultado é a cura sem o aparecimento de cicatrizes. Grande parte dos tratamentos estéticos disponíveis envolve processo inflamatório (RANG et al., 2012; KATZUNG, 2010).

5.3 ENTENDENDO A IMPORTÂNCIA DOS ATIVOS PARA

APLICAÇÃO EM BIOMEDICINA ESTÉTICA

Entender sobre ativos vai além das grandes áreas de farmácia e medicina, sendo de grande importância também na estética e na cosmética. Quando pensamos em estética e cosmética, pensamos em cuidados e recuperação, visto que muitas vezes necessitam de tratamento farmacológico para serem alcançados. A aplicação farmacológica na estética e na cosmética se encontra principalmente nas seguintes finalidades: • recuperação estética: nessas situações, são utilizados principalmente agentes cicatrizantes, calmantes e de regeneração celular. Como exemplo: a alantoína e o d-pantenol; • controle da oleosidade: também denominados seborreguladores. Por exemplo: a espironolactona; • hidratação: princípios ativos que atuam no processo de hidratação da pele. Exemplo: o algasan e o ácido hialurônico; • adstringentes: utilizados para reduzir a secreção nas mucosas. Como exemplo: o sulfato de zinco; • antibióticos: utilizados para o tratamento de infecções bacterianas, como acne (causada por Propionibacterium acnes) e foliculite. Irgasan, eritromicina e clindamicina são exemplos de fármacos utilizados no tratamento de infecções bacterianas; • anti-inflamatórios: utilizados em processos inflamatórios relacionados à estética e após procedimentos que desencadeiam processos inflamatórios.

Além de ativos empregados para essas fi nalidades, existem também fármacos utilizados para tratamento medicinal, que possuem uso off label para fi nalidades estéticas e cosméticas. Exemplos incluem o uso do minoxidil, anti-hipertensor, utilizado como uso off label para tratar alopecia, e da toxina botulínica, que é usada medicinalmente para alívio do espasmo muscular e amplamente em alterações cosméticas. O termo off label se refere ao uso de ativos que não seguem indicações, estudos, efeitos adversos e contraindicações para o uso no qual está sendo utilizado e sim para outra função farmacológica, por exemplo, a utilização de propranolol como ansiolítico. NOTA

A pele é o maior órgão do corpo humano e o que mais reflete os efeitos cronológicos e ambientais. A estrutura básica da pele é constituída por epiderme, derme e tecido subcutâneo. A epiderme é a região mais externa, não vascularizada, cuja função é realizar a interface com o meio ambiente. Com o envelhecimento, a pele sofre um estreitamento, perda de função e estabilidade estrutural e há uma intensa diminuição na espessura da estrutura formada pela junção da derme com a epiderme, com alterações na percepção neurossensorial, permeabilidade e capacidade de reparo. Isso é elucidado pelo desdobramento nas papilas dérmicas que unem a epiderme à derme dos indivíduos jovens, e que perdem a sua função com o passar dos anos, tanto na fase adulta como em idosos, tornando a junção dermoepidérmica mais comprimida e fragilizada e, suas fibras, fragmentadas, afetando a atividade de diferenciação celular na camada basal e inibindo as trocas de nutrientes e oxigênio para as camadas superiores da epiderme, especialmente na região facial, dando origem aos sulcos e às rugas. As rugas são sulcos ou pregas na superfície da pele que representam um parâmetro do envelhecimento cutâneo. São classificadas de acordo com a sua profundidade: rugas superficiais, em que há uma diminuição de fibras elásticas na derme papilar e desaparecem ao estiramento da pele, e rugas profundas, que são decorrentes da ação solar e não desaparecem ao estiramento da pele. O tratamento para rugas tem como finalidade harmonizar os músculos faciais e impulsionar a produção de colágeno, suavizando as rugas e possibilitando uma maior elasticidade da pele. Os principais traços do envelhecimento são rugas, hipercromias, desidratação, perda de luminosidade e ptose tissular. Como terapia para reverter os sinais do tempo, a acupuntura vem sendo utilizada para diversas patologias e também para fins estéticos variados. Como procedimento milenar, a acupuntura é uma prática que ajuda na diminuição de sinais e rugas, além de proporcionar a prevenção no processo de envelhecimento facial. A acupuntura possui diversos benefícios, se comparada a outras técnicas. Além de ser praticamente indolor, os resultados são rápidos e os efeitos são do interior para o exterior, em que as contraindicações se limitam ao período de gestação, dermatites ou áreas tumorais e portadores de marca-passo. Assim, o objetivo deste estudo foi compreender o mecanismo e a eficácia da acupuntura na atenuação das rugas no tratamento facial. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica, que se deu por fundamentação teórica por meio de buscas nas bases de dados científicos: Scientific Electronic Library Online (Scielo) e National Library of Medicine (PubMed). MÉTODOS A pesquisa teve como fonte de dados a revisão de literatura em artigos científicos nacionais pesquisados no período de agosto a outubro de 2018 nos seguintes sites: Scientific Electronic Library Online (Scielo) e National Library of Medicine (PubMed) por um grupo de estudantes do VII nível do Curso de Estética e Cosmética da Universidade

Através da inserção das agulhas ocorre o equilíbrio sintomatológico pela estimulação de pontos específicos. Ocorre uma desorganização regional, melhorando a microcirculação e estimulando o sistema nervoso central (SNC), ocasionando a liberação de endorfinas e outras substâncias com efeito analgésico. Igualmente, incide na maximização de colágeno e elastina, de tal modo que aproxima os sulcos na pele, unificando as rugas. Além disso, a acupuntura facial pode potencialmente atuar pela qualidade da pele, promovendo a redução de rugas e restaurando o fluxo de energia vital da face. Assim, a acupuntura tem como objetivo a minimização ou supressão das rugas faciais pelos acupontos, que são as regiões onde se encontra um grande acúmulo de terminações nervosas sensoriais. De acordo com a medicina tradicional chinesa, o Wei Qi (energia de defesa) é o encarregado por nutrir o espaço entre a pele e o osso, a sua deficiência ocasiona a diminuição no aquecimento do espaço, transformando a pele não aderente da sua musculatura. Além de fortalecer o Shen Qi (energia dos rins), tem de se fortificar também o Pi (baço/pâncreas) e o Fei (pulmão), tratando o tônus dos músculos, do tecido conjuntivo e da epiderme. As agulhas usadas na face, inseridas por via subcutânea, têm geralmente 0,5 cm de comprimento e 0,18 mm de espessura. Os pontos de acupuntura são escolhidos com base no diagnóstico diferencial do paciente, na constituição da estratégia de tratamento, principais queixas e anamnese do paciente. Os principais pontos de localização são: IG-19 (Heliao), IG-20 (Yingxiang), VG-26 (Renzhong ou Shuigou), VC-24 (Chengjiang), M-CP-18 (Jiachengjiang), VC-24 (Chengjiang), M-CP-6 (Yuyao), M-CP-8 (Qiuhou), M-CP-9 (Taiyang), E-2 (Sibai), VB-1 (Tongziliao), TA-23 (Shizukong), B-2 (Zanzhu), E-3 (Juliao), E-4 (Dicang) (DRUZIK; PIRES, 2011). Esses pontos, segundo Cruz e Pereira (2018), por meio da acupuntura, estimulam o sistema linfático e circulatório, que trabalham juntos para fornecer nutrientes e oxigênio às células da pele, nutrindo-a de dentro para fora. Isso ajuda a uniformizar e promover o brilho da pele. Os microtraumas positivos também estimulam a produção de colágeno, melhorando a elasticidade e minimizando linhas finas e rugas. O tratamento da acupuntura facial produz ações no organismo de forma localizada, provocando reações fisiológicas associadas ao estímulo neuro-humoral para a liberação de certas substâncias e a inibição de outras. Uma das muitas teorias da medicina tradicional chinesa sobre os vários mecanismos pelos quais a acupuntura atua é que, com a inserção da agulha, o corpo suporta um microtrauma que, por sua vez, estimula o sistema de reparo da lesão dentro do corpo. É esse processo de cura natural que estimula a produção de colágeno no local da inserção da agulha. A regeneração da derme e da epiderme produz novas proteínas de colágeno e elastina. O novo tecido da pele parece essencialmente mais estimulado, jovem e rejuvenescido [...]. O uso da técnica refere-se ao fato de os acupontos terem relação com regiões de acesso no trajeto externo dos canais energéticos dos órgãos e vísceras, atenuando as rugas, trabalhando o indivíduo como um todo e normalizando o funcionamento

dos sistemas e órgãos internos, os quais possuem influência direta na saúde da pele, suavizando linhas de expressão, tonificando músculos, melhorando a circulação e a nutrição local, favorecendo uma melhora no aspecto geral da pele e retardando o seu envelhecimento precoce. As técnicas de tonificação são usadas em indivíduos que têm pele flácida [...]. Já as técnicas de sedação são usadas em áreas com músculos tensos, que podem se beneficiar do relaxamento. Os métodos de tonificação podem ser usados para promover a circulação sanguínea. Os benefícios do tratamento incluem a eliminação de algumas rugas e a diminuição do comprimento e profundidade de outras, diminuição do edema facial e da acne, melhora do tônus da musculatura facial, melhora da textura da pele, com poros mais reduzidos, e diminuição da flacidez ao redor dos olhos, região malar, queixo e pescoço. O foco principal de um tratamento, como preconiza a medicina tradicional chinesa, é manter as forças Yin e Yang equilibradas no organismo. A sua atuação é de dentro para fora, melhorando a contração dérmica, aumentando o colágeno, diminuindo os poros, ativando a circulação local do sangue e da linfa na face, além de promover a saúde geral e o bem-estar, diminuindo as linhas de expressão, rugas, manchas da idade, olheiras e favorecendo a hidratação facial. CONSIDERAÇÕES FINAIS A utilização da acupuntura na atenuação das rugas no tratamento facial visa corrigir os sinais de envelhecimento, tanto pelo tratamento local quanto pelo tratamento das causas subjacentes do que está especificamente manifestando o processo de envelhecimento. Sua eficácia encontra-se no equilíbrio do organismo e, consequentemente, na melhora física, mental e emocional, assim como na capacidade de fortalecer o sistema imunológico do qual a pele é parte essencial, ajudando a estimular os processos naturais de reprodução e crescimento celular, reduzindo os sinais negativos do envelhecimento. FONTE: PIEREZAN, A. et al. Acupuntura e a minimização de rugas faciais: uma revisão bibliográfica. Revista Eletrônica Acervo Científico, [s. l.], v. 4, p. 1-5, maio 2019.

RESUMO DO TÓPICO 3 Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como: • Os bioestimuladores são utilizados para a estimulação de colágeno na pele, tratando disfunções estéticas ocasionadas pelo processo de envelhecimento, causado tanto por fatores internos quanto externos. • A acupuntura estética é um procedimento baseado na medicina tradicional chinesa. O profissional que atua em biomedicina estética deve ser devidamente habilitado em acupuntura, de acordo com a legislação vigente. A técnica consiste na aplicação de agulhas nos acupontos, melhorando o fluxo de energia vital. • O microagulhamento é um procedimento seguro e eficaz, realizado com o auxílio do dermaroller e é aplicado no tratamento de diversos problemas do ponto de vista estético, como alopecia, melasma, acnes e cicatrizes ocasionadas por diversos fatores, como queimaduras e acnes. • A carboxiterapia é um procedimento totalmente seguro e que praticamente não causa efeitos adversos, aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) e consiste na aplicação de dióxido de carbono (CO2) para o tratamento de diversas disfunções estéticas, como alopecia, estrias, olheiras e celulites.

1 De acordo com o Conselho Federal de Biomedicina, a técnica de carboxiterapia é

um requisito obrigatório, através de uma legislação que dispõe sobre os critérios para a habilitação em biomedicina estética. Sobre a legislação que dispõe sobre a obrigatoriedade da técnica para o exercício da profissão, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011. b) ( ) Normativa CFBM nº 003/2015, de 5 de novembro de 2015. c) ( ) Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012. d) ( ) Normativa CFBM nº 001/2016, de 28 de janeiro de 2016.

2 A técnica de acupuntura é regulamentada pelo Conselho Federal de Biomedicina

através de uma legislação, que dispõe sobre a técnica e sua aplicação para finalidade estética, além de abordar outras aplicações da acupuntura na biomedicina. Sobre a legislação que dispõe sobre a técnica, assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) Resolução nº 200, de 1 de julho de 2011. b) ( ) Normativa CFBM nº 003/2015, de 5 de novembro de 2015. c) ( ) Resolução nº 214, de 10 de abril de 2012. d) ( ) Normativa CFBM nº 001/2016, de 28 de janeiro de 2016.

3 A biomedicina estética é uma das áreas, entre as mais de trinta, em que o profissional

c) ( ) III - II - I. d) ( ) II - I - III.

4 Bioestimuladores são substâncias que, após injetadas sob a superfície da pele,

restauram o volume e melhoram a sua aparência. Eles funcionam estimulando a produção natural de fibroblastos do corpo. De acordo com os conhecimentos obtidos sobre os bioestimuladores, disserte sobre esse procedimento, sua finalidade estética e exemplifique com bioestimuladores usuais.

5 O microagulhamento é uma técnica antiga, aplicada na estética para diversas

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