pmid: "27409075"
title: "Anais do 3º Congresso Internacional de Saúde da IPLeiria : Leiria, Portugal. 6-7 de maio de 2016."
authors: "Tomás CC, Oliveira E, Sousa D, Uba-Chupel M, Furtado G, Rocha C, Teixeira A, Ferreira P, Alves C, Gisin S, Catarino E, Carvalho N, Coucelo T, Bonfim L, Silva C, Franco D, González JA, Jardim HG, Silva R, Baixinho CL, Presado MªH, Marques MªF, Cardoso ME, Cunha M, Mendes J, Xavier A, Galhardo A, Couto M, Frade JG, Nunes C, Mesquita JR, Nascimento MS, Gonçalves G, Castro C, Mártires A, Monteiro MªJ, Rainho C, Caballero FP, Monago FM, Guerrero JT, Monago RM, Trigo AP, Gutierrez ML, Milanés GM, Reina MG, Villanueva AG, Piñero AS, Aliseda IR, Ramirez FB, Ribeiro A, Quelhas A, Manso C, Caballero FP, Guerrero JT, Monago FM, Santos RB, Jimenez NR, Nuñez CG, Gomez IR, Fernandez MªJL, Marquez LA, Moreno AL, Huertas MªJT, Ramirez FB, Seabra D, Salvador MªC, Braga L, Parreira P, Salgueiro-Oliveira A, Arreguy-Sena C, Oliveira BF, Henriques MªA, Santos J, Lebre S, Marques A, Festas C, Rodrigues S, Ribeiro A, Lumini J, Figueiredo AG, Hernandez-Martinez FJ, Campi L, Quintana-Montesdeoca MªP, Jimenez-Diaz JF, Rodriguez-De-Vera BC, Parente A, Mata MªA, Pereira AMª, Fernandes A, Brás M, Pinto MªR, Parreira P, Basto ML, Rei AC, Mónico LM, Sousa G, Morna C, Freitas O, Freitas G, Jardim A, Vasconcelos R, Horta LG, Rosa RS, Kranz LF, Nugem RC, Siqueira MS, Bordin R, Kniess R, Lacerda JT, Guedes J, Machado I, Almeida S, Zilhão A, Alves H, Ribeiro Ó, Amaral AP, Santos A, Monteiro J, Rocha MªC, Cruz R, Amaral AP, Lourenço M, Rocha MªC, Cruz R, Antunes S, Mendonça V, Andrade I, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Cabral L, Ferreira M, Gonçalves A, Luz TD, Luz L, Martins R, Morgado A, Vale-Dias ML, Porta-Nova R, Fleig TC, Reuter ÉM, Froemming MB, Guerreiro SL, Carvalho LL, Guedelha D, Coelho P, Pereira A, Calha A, Cordeiro R, Gonçalves A, Certo A, Galvão A, Mata MªA, Welter A, Pereira E, Ribeiro S, Kretzer M, Jiménez-Díaz JF, Jiménez-Rodríguez C, Hernández-Martínez FJ, Rodríguez-De-Vera BDC, Marques-Rodrigues A, Coelho P, Bernardes T, Pereira A, Sousa P, Filho JG, Nazario N, Kretzer M, Amaral O, Garrido A, Veiga N, Nunes C, Pedro AR, Pereira C, Almeia A, Fernandes HM, Vasconcelos C, Sousa N, Reis VM, Monteiro MJ, Mendes R, Pinto IC, Pires T, Gama J, Preto V, Silva N, Magalhães C, Martins M, Duarte M, Paúl C, Martín I, Pinheiro AA, Xavier S, Azevedo J, Bento E, Marques C, Marques M, Macedo A, Pereira AT, Almeida JP, Almeida A, Alves J, Sousa N, Saavedra F, Mendes R, Maia AS, Oliveira MT, Sousa AR, Ferreira PP, Lopes LS, Santiago EC, Monteiro S, Jesus Â, Colaço A, Carvalho A, Silva RP, Cruz A, Ferreira A, Marques C, Figueiredo JP, Paixão S, Ferreira A, Lopes C, Moreira F, Figueiredo JP, Ferreira A, Ribeiro D, Moreira F, Figueiredo JP, Paixão S, Fernandes T, Amado D, Leal J, Azevedo M, Ramalho S, Mangas C, Ribeiro J, Gonçalves R, Nunes AF, Tuna AR, Martins CR, Forte HD, Costa C, Tenedório JA, Santana P, Andrade JA, Pinto JL, Campofiorito C, Nunes S, Carmo A, Kaliniczenco A, Alves B, Mendes F, Jesus C, Fonseca F, Gehrke F, Albuquerque C, Batista R, Cunha M, Madureira A, Ribeiro O, Martins R, Madeira T, Peixoto-Plácido C, Santos N, Santos O, Bergland A, Bye A, Lopes C, Alarcão V, Goulão B, Mendonça N, Nicola P, Clara JG, Gomes J, Querido A, Tomás C, Carvalho D, Cordeiro M, Rosa MC, Marques A, Brandão D, Ribeiro Ó, Araújo L, Paúl C, Minghelli B, Richaud S, Mendes AL, Marta-Simões J, Trindade IA, Ferreira C, Carvalho T, Cunha M, Pinto-Gouveia J, Fernandes MC, Rosa RS, Nugem RC, Kranz LF, Siqueira MS, Bordin R, Martins AC, Medeiros A, Pimentel R, Fernandes A, Mendonça C, Andrade I, Andrade S, Menezes RL, Bravo R, Miranda M, Ugartemendia L, Tena JMª, Pérez-Caballero FL, Fuentes-Broto L, Rodríguez AB, Carmen B, Carneiro MA, Domingues JN, Paixão S, Figueiredo J, Nascimento VB, Jesus C, Mendes F, Gehrke F, Alves B, Azzalis L, Fonseca F, Martins AR, Nunes A, Jorge A, Veiga N, Amorim A, Silva A, Martinho L, Monteiro L, Silva R, Coelho C, Amaral O, Coelho I, Pereira C, Correia A, Rodrigues D, Marante N, Silva P, Carvalho S, Araujo AR, Ribeiro M, Coutinho P, Ventura S, Roque F, Calvo C, Reses M, Conde J, Ferreira A, Figueiredo J, Silva D, Seiça L, Soares R, Mourão R, Kraus T, Abreu AC, Padilha JM, Alves JM, Sousa P, Oliveira M, Sousa J, Novais S, Mendes F, Pinto J, Cruz J, Marques A, Duarte H, Dixe MDA, Sousa P, Cruz I, Bastos F, Pereira F, Carvalho FL, Oliveira TT, Raposo VR, Rainho C, Ribeiro JC, Barroso I, Rodrigues V, Neves C, Oliveira TC, Oliveira B, Morais MªC, Baylina P, Rodrigues R, Azeredo Z, Vicente C, Dias H, Sim-Sim M, Parreira P, Salgueiro-Oliveira A, Castilho A, Melo R, Graveto J, Gomes J, Vaquinhas M, Carvalho C, Mónico L, Brito N, Sarroeira C, Amendoeira J, Cunha F, Cândido A, Fernandes P, Silva HR, Silva E, Barroso I, Lapa L, Antunes C, Gonçalves A, Galvão A, Gomes MªJ, Escanciano SR, Freitas M, Parreira P, Marôco J, Fernandes AR, Cabral C, Alves S, Sousa P, Ferreira A, Príncipe F, Seppänen UM, Ferreira M, Carvalhais M, Silva M, Ferreira M, Silva J, Neves J, Costa D, Santos B, Duarte S, Marques S, Ramalho S, Mendes I, Louro C, Menino E, Dixe M, Dias SS, Cordeiro M, Tomás C, Querido A, Carvalho D, Gomes J, Valim FC, Costa JO, Bernardes LG, Prebianchi H, Rosa MC, Gonçalves N, Martins MM, Kurcgant P, Vieira A, Bento S, Deodato S, Rabiais I, Reis L, Torres A, Soares S, Ferreira M, Graça P, Leitão C, Abreu R, Bellém F, Almeida A, Ribeiro-Varandas E, Tavares A, Frade JG, Henriques C, Menino E, Louro C, Jordão C, Neco S, Morais C, Ferreira P, Silva CR, Brito A, Silva A, Duarte H, Dixe MDA, Sousa P, Postolache G, Oliveira R, Moreira I, Pedro L, Vicente S, Domingos S, Postolache O, Silva D, Filho JG, Nazario N, Kretzer M, Schneider D, Marques FM, Parreira P, Carvalho C, Mónico LM, Pinto C, Vicente S, Breda SJ, Gomes JH, Melo R, Parreira P, Salgueiro A, Graveto J, Vaquinhas M, Castilho A, Jesus Â, Duarte N, Lopes JC, Nunes H, Cruz A, Salgueiro-Oliveira A, Parreira P, Basto ML, Braga LM, Ferreira A, Araújo B, Alves JM, Ferreira M, Carvalhais M, Silva M, Novais S, Sousa AS, Ferrito C, Ferreira PL, Rodrigues A, Ferreira M, Oliveira I, Ferreira M, Neves J, Costa D, Duarte S, Silva J, Santos B, Martins C, Macedo AP, Araújo O, Augusto C, Braga F, Gomes L, Silva MA, Rosário R, Pimenta L, Carreira D, Teles P, Barros T, Tomás C, Querido A, Carvalho D, Gomes J, Cordeiro M, Carvalho D, Querido A, Tomás C, Gomes J, Cordeiro M, Jácome C, Marques A, Capelas S, Hall A, Alves D, Lousada M, Loureiro MªH, Camarneiro A, Silva M, Mendes A, Pedreiro A, G.Silva A, Coelho ES, Melo F, Ribeiro F, Torres R, Costa R, Pinho T, Jácome C, Marques A, Cruz B, Seabra D, Carreiras D, Ventura M, Cruz X, Brooks D, Marques A, Pinto MR, Parreira P, Lima-Basto M, Neves M, Mónico LM, Bizarro C, Cunha M, Galhardo A, Margarida C, Amorim AP, Silva E, Cruz S, Padilha JM, Valente J, Guerrero JT, Caballero FP, Santos RB, Gonzalez EP, Monago FM, Ugalde LU, Vélez MM, Tena MJ, Guerrero JT, Bravo R, Pérez-Caballero FL, Becerra IA, Agudelo MªE, Acedo G, Bajo R, Malheiro I, Gaspar F, Barros L, Furtado G, Uba-Chupel M, Marques M, Rama L, Braga M, Ferreira JP, Teixeira AMª, Cruz J, Barbosa T, Simões Â, Coelho L, Rodrigues A, Jiménez-Díaz JF, Martinez-Hernandez F, Rodriguez-De-Vera B, Ferreira P, Rodrigues A, Ramalho A, Petrica J, Mendes P, Serrano J, Santo I, Rosado A, Mendonça P, Freitas K, Ferreira D, Brito A, Fernandes R, Gomes S, Moreira F, Pinho C, Oliveira R, Oliveira AI, Mendonça P, Casimiro AP, Martins P, Silva I, Evangelista D, Leitão C, Velosa F, Carecho N, Coelho L, Menino E, Dixe A, Catarino H, Soares F, Gama E, Gordo C, Moreira E, Midões C, Santos M, Machado S, Oliveira VP, Santos M, Querido A, Dixe A, Marques R, Charepe Z, Antunes A, Santos S, Rosa MC, Rosa MC, Marques SF, Minghelli B, CaroMinghelli E, Luís MªJ, Brandão T, Mendes P, Marinho D, Petrica J, Monteiro D, Paulo R, Serrano J, Santo I, Monteiro L, Ramalho F, Santos-Rocha R, Morgado S, Bento T, Sousa G, Freitas O, Silva I, Freitas G, Morna C, Vasconcelos R, Azevedo T, Soares S, Pisco J, Ferreira PP, Olszewer EO, Oliveira MT, Sousa AR, Maia AS, Oliveira ST, Santos E, Oliveira AI, Maia C, Moreira F, Santos J, Mendes MF, Oliveira RF, Pinho C, Barreira E, Pereira A, Vaz JA, Novo A, Silva LD, Maia B, Ferreira E, Pires F, Andrade R, Camarinha L, Silva LD, Maia B, Ferreira E, Pires F, Andrade R, Camarinha L, César AF, Poço M, Ventura D, Loura R, Gomes P, Gomes C, Silva C, Melo E, Lindo J, Domingos J, Mendes Z, Poeta S, Carvalho T, Tomás C, Catarino H, Dixe MªA, Ramalho A, Rosado A, Mendes P, Paulo R, Garcia I, Petrica J, Rodrigues S, Meneses R, Afonso C, Faria L, Seixas A, Cordeiro M, Granjo P, Gomes JC, Souza NR, Furtado GE, Rocha SV, Silva P, Carvalho J, Morais MA, Santos S, Lebre P, Antunes A, Calha A, Xavier A, Cunha M, Pinto-Gouveia J, Alencar L, Cunha M, Madureira A, Cardoso I, Galhardo A, Daniel F, Rodrigues V, Luz L, Luz T, Ramos MR, Medeiros DC, Carmo BM, Seabra A, Padez C, Silva MC, Rodrigues A, Coelho P, Coelho A, Caminha M, Matheus F, Mendes E, Correia J, Kretzer M, Hernandez-Martinez FJ, Jimenez-Diaz JF, Rodriguez-De-Vera BC, Jimenez-Rodriguez C, Armas-Gonzalez Y, Rodrigues C, Pedroso R, Apolinário-Hagen J, Vehreschild V, Veloso M, Magalhães C, Cabral I, Ferraz M, Nave F, Costa E, Matos F, Pacheco J, Dias A, Pereira C, Duarte J, Cunha M, Silva D, Mónico LM, Alferes VR, Brêda MªSJ, Carvalho C, Parreira PM, Morais MªC, Ferreira P, Pimenta R, Boavida J, Pinto IC, Pires T, Silva C, Ribeiro M, Viega-Branco M, Pereira F, Pereira AMª, Almeida FM, Estevez GL, Ribeiro S, Kretzer MR, João PV, Nogueira P, Novais S, Pereira A, Carneiro L, Mota M, Cruz R, Santiago L, Fontes-Ribeiro C, Furtado G, Rocha SV, Coutinho AP, Neto JS, Vasconcelos LR, Souza NR, Dantas E, Dinis A, Carvalho S, Castilho P, Pinto-Gouveia J, Sarreira-Santos A, Figueiredo A, Medeiros-Garcia L, Seabra P, Rodrigues R, Morais MªC, Fernandes PO, Santiago C, Figueiredo MªH, Basto ML, Guimarães T, Coelho A, Graça A, Silva AM, Fonseca AR, Vale-Dias L, Minas B, Franco-Borges G, Simões C, Santos S, Serra A, Matos M, Jesus L, Tavares AS, Almeida A, Leitão C, Varandas E, Abreu R, Bellém F, Trindade IA, Ferreira C, Pinto-Gouveia J, Marta-Simões J, Amaral O, Miranda C, Guimarães P, Gonçalves R, Veiga N, Pereira C, Fleig TC, San-Martin EA, Goulart CL, Schneiders PB, Miranda NF, Carvalho LL, Silva AG, Topa J, Nogueira C, Neves S, Ventura R, Nazaré C, Brandão D, Freitas A, Ribeiro Ó, Paúl C, Mercê C, Branco M, Almeida P, Nascimento D, Pereira J, Catela D, Rafael H, Reis AC, Mendes A, Valente AR, Lousada M, Sousa D, Baltazar AL, Loureiro MªH, Oliveira A, Aparício J, Marques A, Marques A, Oliveira A, Neves J, Ayoub R, Sousa L, Marques-Vieira C, Severino S, José H, Cadorio I, Lousada M, Cunha M, Andrade D, Galhardo A, Couto M, Mendes F, Domingues C, Schukg S, Abrantes AM, Gonçalves AC, Sales T, Teixo R, Silva R, Estrela J, Laranjo M, Casalta-Lopes J, Rocha C, Simões PC, Sarmento-Ribeiro AB, Botelho MªF, Rosa MS, Fonseca V, Colaço D, Neves V, Jesus C, Hesse C, Rocha C, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Svensson L, Mendes F, Siba WA, Pereira C, Tomaz J, Carvalho T, Pinto-Gouveia J, Cunha M, Duarte D, Lopes NV, Fonseca-Pinto R, Duarte D, Lopes NV, Fonseca-Pinto R, Martins AC, Brandão P, Martins L, Cardoso M, Morais N, Cruz J, Alves N, Faria P, Mateus A, Morouço P, Alves N, Ferreira N, Mateus A, Faria P, Morouço P, Malheiro I, Gaspar F, Barros L, Parreira P, Cardoso A, Mónico L, Carvalho C, Lopes A, Salgueiro-Oliveira A, Seixas A, Soares V, Dias T, Vardasca R, Gabriel J, Rodrigues S, Paredes H, Reis A, Marinho S, Filipe V, Lains J, Barroso J, Da Motta C, Carvalho CB, Pinto-Gouveia J, Peixoto E, Gomes AA, Costa V, Couto D, Marques DR, Leitão JA, Tavares J, Azevedo MH, Silva CF, Freitas J, Parreira P, Marôco J, Garcia-Gordillo MA, Collado-Mateo D, Chen G, Iezzi A, Sala JA, Parraça JA, Gusi N, Sousa J, Marques M, Jardim J, Pereira A, Simões S, Cunha M, Sardo P, Guedes J, Lindo J, Machado P, Melo E, Carvalho CB, Benevides J, Sousa M, Cabral J, Da Motta C, Pereira AT, Xavier S, Azevedo J, Bento E, Marques C, Carvalho R, Marques M, Macedo A, Silva AM, Alves J, Gomes AA, Marques DR, Azevedo MªH, Silva C, Mendes A, Lee HD, Spolaôr N, Oliva JT, Chung WF, Fonseca-Pinto R, Bairros K, Silva CD, Souza CA, Schroeder SS, Araújo E, Monteiro H, Costa R, Dias SS, Torgal J, Henriques CG, Santos L, Caceiro EF, Ramalho SA, Oliveira R, Afreixo V, Santos J, Mota P, Cruz A, Pimentel F, Marques R, Dixe MªA, Querido A, Sousa P, Benevides J, Da Motta C, Sousa M, Caldeira SN, Carvalho CB, Querido A, Tomás C, Carvalho D, Gomes J, Cordeiro M, Costa JO, Valim FC, Ribeiro LC, Charepe Z, Querido A, Figueiredo MªH, Aquino PS, Ribeiro SG, Pinheiro AB, Lessa PA, Oliveira MF, Brito LS, Pinto ÍN, Furtado AS, Castro RB, Aquino CQ, Martins ES, Pinheiro AB, Aquino PS, Oliveira LL, Pinheiro PC, Sousa CR, Freitas VA, Silva TM, Lima AS, Aquino CQ, Andrade KV, Oliveira CA, Vidal EF, Ganho-Ávila A, Moura-Ramos M, Gonçalves Ó, Almeida J, Silva A, Brito I, Amado J, Rodrigo A, Santos S, Gomes F, Rosa MC, Marques SF, Luís S, Cavalheiro L, Ferreira P, Gonçalves R, Lopes RS, Cavalheiro L, Ferreira P, Gonçalves R, Fiorin BH, Santos MS, Oliveira ES, Moreira RL, Oliveira EA, Filho BL, Palmeira L, Garcia T, Pinto-Gouveia J, Cunha M, Cardoso S, Palmeira L, Cunha M, Pinto-Gouveia J, Marta-Simões J, Mendes AL, Trindade IA, Oliveira S, Ferreira C, Mendes AL, Marta-Simões J, Trindade IA, Ferreira C, Nave F, Campos M, Gaudêncio I, Martins F, Ferreira L, Lopes N, Fonseca-Pinto R, Rodrigues R, Azeredo Z, Vicente C, Silva J, Sousa P, Marques R, Mendes I, Rodrigues R, Azeredo Z, Vicente C, Vardasca R, Marques AR, Seixas A, Carvalho R, Gabriel J, Ferreira PP, Oliveira MT, Sousa AR, Maia AS, Oliveira ST, Costa PO, Silva MM, Arreguy-Sena C, Alvarenga-Martins N, Pinto PF, Oliveira DC, Parreira PD, Gomes AT, Braga LM, Araújo O, Lage I, Cabrita J, Teixeira L, Marques R, Dixe MªA, Querido A, Sousa P, Silva S, Cordeiro E, Pimentel J, Ferro-Lebres V, Souza JA, Tavares M, Dixe MªA, Sousa P, Passadouro R, Peralta T, Ferreira C, Lourenço G, Serrano J, Petrica J, Paulo R, Honório S, Mendes P, Simões A, Carvalho L, Pereira A, Silva S, Sousa P, Padilha JM, Figueiredo D, Valente C, Marques A, Ribas P, Sousa J, Brandão F, Sousa C, Martins M, Sousa P, Marques R, Mendes F, Fernandes R, Martins E, Magalhães C, Araújo P, Grande C, Mata MªA, Vieitez JG, Bianchini B, Nazario N, Filho JG, Kretzer M, Costa T, Almeida A, Baffour G, Almeida A, Costa T, Baffour G, Azeredo Z, Laranjeira C, Guerra M, Barbeiro AP, Ferreira R, Lopes S, Nunes L, Mendes A, Martins J, Schneider D, Kretzer M, Magajewski F, Soares C, Marques A, Batista M, Castuera RJ, Mesquita H, Faustino A, Santos J, Honório S, Vizzotto BP, Frigo L, Pivetta HF, Sardo D, Martins C, Abreu W, Figueiredo MªC, Batista M, Jimenez-Castuera R, Petrica J, Serrano J, Honório S, Paulo R, Mendes P, Sousa P, Marques R, Faustino A, Silveira P, Serrano J, Paulo R, Mendes P, Honório S, Oliveira C, Bastos F, Cruz I, Rodriguez CK, Kretzer MR, Nazário NO, Cruz P, Vaz DC, Ruben RB, Avelelas F, Silva S, Campos MªJ, Almeida M, Gonçalves L, Antunes L, Sardo P, Guedes J, Simões J, Machado P, Melo E, Cardoso S, Santos O, Nunes C, Loureiro I, Santos F, Alves G, Soar C, Marsi TO, Silva E, Pedrosa D, Leça A, Silva D, Galvão A, Gomes M, Fernandes P, Noné A, Combadão J, Ramalhete C, Figueiredo P, Caeiro P, Fontana KC, Lacerda JT, Machado PO, Borges R, Barbosa F, Sá D, Brunhoso G, Aparício G, Carvalho A, Garcia AP, Fernandes PO, Santos A, Veiga N, Brás C, Carvalho I, Batalha J, Glória M, Bexiga F, Coelho I, Amaral O, Pereira C, Pinho C, Paraíso N, Oliveira AI, Lima CF, Dias AP, Silva P, Espada M, Marques M, Pereira A, Pereira AMª, Veiga-Branco Mª, Pereira F, Ribeiro M, Lima V, Oliveira AI, Pinho C, Cruz G, Oliveira RF, Barreiros L, Moreira F, Camarneiro A, Loureiro MªH, Silva M, Duarte C, Jesus Â, Cruz A, Mota M, Novais S, Nogueira P, Pereira A, Carneiro L, João PV, Lima TM, Salgueiro-Oliveira A, Vaquinhas M, Parreira P, Melo R, Graveto J, Castilho A, Gomes JH, Medina MS, Blanco VG, Santos O, Lopes E, Virgolino A, Dinis A, Ambrósio S, Almeida I, Marques T, Heitor MªJ, Garcia-Gordillo MA, Collado-Mateo D, Olivares PR, Parraça JA, Sala JA, Castilho A, Graveto J, Parreira P, Oliveira A, Gomes JH, Melo R, Vaquinhas M, Cheio M, Cruz A, Pereira OR, Pinto S, Oliveira A, Manso MC, Sousa C, Vinha AF, Machado MªM, Vieira M, Fernandes B, Tomás T, Quirino D, Desouzart G, Matos R, Bordini M, Mouroço P, Matos AR, Serapioni M, Guimarães T, Fonseca V, Costa A, Ribeiro J, Lobato J, Martin IZ, Björklund A, Tavares AI, Ferreira P, Passadouro R, Morgado S, Tavares N, Valente J, Martins AC, Araújo P, Fernandes R, Mendes F, Magalhães C, Martins E, Mendes P, Paulo R, Faustino A, Mesquita H, Honório S, Batista M, Lacerda JT, Ortiga AB, Calvo MªC, Natal S, Pereira M, Ferreira M, Prata AR, Nelas P, Duarte J, Carneiro J, Oliveira AI, Pinho C, Couto C, Oliveira RF, Moreira F, Maia AS, Oliveira MT, Sousa AR, Ferreira PP, Souza GM, Almada LF, Conceição MA, Santiago EC, Rodrigues S, Domingues G, Ferreira I, Faria L, Seixas A, Costa AR, Jesus Â, Cardoso A, Meireles A, Colaço A, Cruz A, Vieira VL, Vincha KR, Cervato-Mancuso AMª, Faria M, Reis C, Cova MP, Ascenso RT, Almeida HA, Oliveira EG, Santana M, Pereira R, Oliveira EG, Almeida HA, Ascenso RT, Jesus R, Tapadas R, Tim-Tim C, Cezanne C, Lagoa M, Dias SS, Torgal J, Lopes J, Almeida H, Amado S, Carrão L, Cunha M, Saboga-Nunes L, Albuquerque C, Ribeiro O, Oliveira S, Morais MªC, Martins E, Mendes F, Fernandes R, Magalhães C, Araújo P, Pedro AR, Amaral O, Escoval A, Assunção V, Luís H, Luís L, Apolinário-Hagen J, Vehreschild V, Fotschl U, Lirk G, Martins AC, Andrade I, Mendes F, Mendonça V, Antunes S, Andrade I, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Silva PA, Mónico LM, Parreira PM, Carvalho C, Carvalho C, Parreira PM, Mónico LM, Ruivo J, Silva V, Sousa P, Padilha JM, Ferraz V, Aparício G, Duarte J, Vasconcelos C, Almeida A, Neves J, Correia T, Amorim H, Mendes R, Saboga-Nunes L, Cunha M, Albuquerque C, Pereira ES, Santos LS, Reis AS, Silva HR, Rombo J, Fernandes JC, Fernandes P, Ribeiro J, Mangas C, Freire A, Silva S, Francisco I, Oliveira A, Catarino H, Dixe MªA, Louro MªC, Lopes S, Dixe A, Dixe MªA, Menino E, Catarino H, Soares F, Oliveira AP, Gordo S, Kraus T, Tomás C, Queirós P, Rodrigues T, Sousa P, Frade JG, Lobão C, Moura CB, Dreyer LC, Meneghetti V, Cabral PP, Pinto F, Sousa P, Esteves MªR, Galvão S, Tytgat I, Andrade I, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Casas-Novas M, Bernardo H, Andrade I, Sousa G, Sousa AP, Rocha C, Belo P, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Martins F, Pulido-Fuentes M, Barroso I, Cabral G, Monteiro MJ, Rainho C, Prado A, Carvalho YM, Campos M, Moreira L, Ferreira J, Teixeira A, Rama L, Campos M, Moreira L, Ferreira J, Teixeira A, Rama L"
journal: "BMC health services research"
pubdate: "2016 Jul 06"
doi: "10.1186/s12913-016-1423-5"
source: "PMC Full Text"

Anais do 3º Congresso Internacional de Saúde da IPLeiria : Leiria, Portugal. 6-7 de maio de 2016.

Autores

Tomás CC, Oliveira E, Sousa D, Uba-Chupel M, Furtado G, Rocha C, Teixeira A, Ferreira P, Alves C, Gisin S, Catarino E, Carvalho N, Coucelo T, Bonfim L, Silva C, Franco D, González JA, Jardim HG, Silva R, Baixinho CL, Presado MªH, Marques MªF, Cardoso ME, Cunha M, Mendes J, Xavier A, Galhardo A, Couto M, Frade JG, Nunes C, Mesquita JR, Nascimento MS, Gonçalves G, Castro C, Mártires A, Monteiro MªJ, Rainho C, Caballero FP, Monago FM, Guerrero JT, Monago RM, Trigo AP, Gutierrez ML, Milanés GM, Reina MG, Villanueva AG, Piñero AS, Aliseda IR, Ramirez FB, Ribeiro A, Quelhas A, Manso C, Caballero FP, Guerrero JT, Monago FM, Santos RB, Jimenez NR, Nuñez CG, Gomez IR, Fernandez MªJL, Marquez LA, Moreno AL, Huertas MªJT, Ramirez FB, Seabra D, Salvador MªC, Braga L, Parreira P, Salgueiro-Oliveira A, Arreguy-Sena C, Oliveira BF, Henriques MªA, Santos J, Lebre S, Marques A, Festas C, Rodrigues S, Ribeiro A, Lumini J, Figueiredo AG, Hernandez-Martinez FJ, Campi L, Quintana-Montesdeoca MªP, Jimenez-Diaz JF, Rodriguez-De-Vera BC, Parente A, Mata MªA, Pereira AMª, Fernandes A, Brás M, Pinto MªR, Parreira P, Basto ML, Rei AC, Mónico LM, Sousa G, Morna C, Freitas O, Freitas G, Jardim A, Vasconcelos R, Horta LG, Rosa RS, Kranz LF, Nugem RC, Siqueira MS, Bordin R, Kniess R, Lacerda JT, Guedes J, Machado I, Almeida S, Zilhão A, Alves H, Ribeiro Ó, Amaral AP, Santos A, Monteiro J, Rocha MªC, Cruz R, Amaral AP, Lourenço M, Rocha MªC, Cruz R, Antunes S, Mendonça V, Andrade I, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Cabral L, Ferreira M, Gonçalves A, Luz TD, Luz L, Martins R, Morgado A, Vale-Dias ML, Porta-Nova R, Fleig TC, Reuter ÉM, Froemming MB, Guerreiro SL, Carvalho LL, Guedelha D, Coelho P, Pereira A, Calha A, Cordeiro R, Gonçalves A, Certo A, Galvão A, Mata MªA, Welter A, Pereira E, Ribeiro S, Kretzer M, Jiménez-Díaz JF, Jiménez-Rodríguez C, Hernández-Martínez FJ, Rodríguez-De-Vera BDC, Marques-Rodrigues A, Coelho P, Bernardes T, Pereira A, Sousa P, Filho JG, Nazario N, Kretzer M, Amaral O, Garrido A, Veiga N, Nunes C, Pedro AR, Pereira C, Almeia A, Fernandes HM, Vasconcelos C, Sousa N, Reis VM, Monteiro MJ, Mendes R, Pinto IC, Pires T, Gama J, Preto V, Silva N, Magalhães C, Martins M, Duarte M, Paúl C, Martín I, Pinheiro AA, Xavier S, Azevedo J, Bento E, Marques C, Marques M, Macedo A, Pereira AT, Almeida JP, Almeida A, Alves J, Sousa N, Saavedra F, Mendes R, Maia AS, Oliveira MT, Sousa AR, Ferreira PP, Lopes LS, Santiago EC, Monteiro S, Jesus Â, Colaço A, Carvalho A, Silva RP, Cruz A, Ferreira A, Marques C, Figueiredo JP, Paixão S, Ferreira A, Lopes C, Moreira F, Figueiredo JP, Ferreira A, Ribeiro D, Moreira F, Figueiredo JP, Paixão S, Fernandes T, Amado D, Leal J, Azevedo M, Ramalho S, Mangas C, Ribeiro J, Gonçalves R, Nunes AF, Tuna AR, Martins CR, Forte HD, Costa C, Tenedório JA, Santana P, Andrade JA, Pinto JL, Campofiorito C, Nunes S, Carmo A, Kaliniczenco A, Alves B, Mendes F, Jesus C, Fonseca F, Gehrke F, Albuquerque C, Batista R, Cunha M, Madureira A, Ribeiro O, Martins R, Madeira T, Peixoto-Plácido C, Santos N, Santos O, Bergland A, Bye A, Lopes C, Alarcão V, Goulão B, Mendonça N, Nicola P, Clara JG, Gomes J, Querido A, Tomás C, Carvalho D, Cordeiro M, Rosa MC, Marques A, Brandão D, Ribeiro Ó, Araújo L, Paúl C, Minghelli B, Richaud S, Mendes AL, Marta-Simões J, Trindade IA, Ferreira C, Carvalho T, Cunha M, Pinto-Gouveia J, Fernandes MC, Rosa RS, Nugem RC, Kranz LF, Siqueira MS, Bordin R, Martins AC, Medeiros A, Pimentel R, Fernandes A, Mendonça C, Andrade I, Andrade S, Menezes RL, Bravo R, Miranda M, Ugartemendia L, Tena JMª, Pérez-Caballero FL, Fuentes-Broto L, Rodríguez AB, Carmen B, Carneiro MA, Domingues JN, Paixão S, Figueiredo J, Nascimento VB, Jesus C, Mendes F, Gehrke F, Alves B, Azzalis L, Fonseca F, Martins AR, Nunes A, Jorge A, Veiga N, Amorim A, Silva A, Martinho L, Monteiro L, Silva R, Coelho C, Amaral O, Coelho I, Pereira C, Correia A, Rodrigues D, Marante N, Silva P, Carvalho S, Araujo AR, Ribeiro M, Coutinho P, Ventura S, Roque F, Calvo C, Reses M, Conde J, Ferreira A, Figueiredo J, Silva D, Seiça L, Soares R, Mourão R, Kraus T, Abreu AC, Padilha JM, Alves JM, Sousa P, Oliveira M, Sousa J, Novais S, Mendes F, Pinto J, Cruz J, Marques A, Duarte H, Dixe MDA, Sousa P, Cruz I, Bastos F, Pereira F, Carvalho FL, Oliveira TT, Raposo VR, Rainho C, Ribeiro JC, Barroso I, Rodrigues V, Neves C, Oliveira TC, Oliveira B, Morais MªC, Baylina P, Rodrigues R, Azeredo Z, Vicente C, Dias H, Sim-Sim M, Parreira P, Salgueiro-Oliveira A, Castilho A, Melo R, Graveto J, Gomes J, Vaquinhas M, Carvalho C, Mónico L, Brito N, Sarroeira C, Amendoeira J, Cunha F, Cândido A, Fernandes P, Silva HR, Silva E, Barroso I, Lapa L, Antunes C, Gonçalves A, Galvão A, Gomes MªJ, Escanciano SR, Freitas M, Parreira P, Marôco J, Fernandes AR, Cabral C, Alves S, Sousa P, Ferreira A, Príncipe F, Seppänen UM, Ferreira M, Carvalhais M, Silva M, Ferreira M, Silva J, Neves J, Costa D, Santos B, Duarte S, Marques S, Ramalho S, Mendes I, Louro C, Menino E, Dixe M, Dias SS, Cordeiro M, Tomás C, Querido A, Carvalho D, Gomes J, Valim FC, Costa JO, Bernardes LG, Prebianchi H, Rosa MC, Gonçalves N, Martins MM, Kurcgant P, Vieira A, Bento S, Deodato S, Rabiais I, Reis L, Torres A, Soares S, Ferreira M, Graça P, Leitão C, Abreu R, Bellém F, Almeida A, Ribeiro-Varandas E, Tavares A, Frade JG, Henriques C, Menino E, Louro C, Jordão C, Neco S, Morais C, Ferreira P, Silva CR, Brito A, Silva A, Duarte H, Dixe MDA, Sousa P, Postolache G, Oliveira R, Moreira I, Pedro L, Vicente S, Domingos S, Postolache O, Silva D, Filho JG, Nazario N, Kretzer M, Schneider D, Marques FM, Parreira P, Carvalho C, Mónico LM, Pinto C, Vicente S, Breda SJ, Gomes JH, Melo R, Parreira P, Salgueiro A, Graveto J, Vaquinhas M, Castilho A, Jesus Â, Duarte N, Lopes JC, Nunes H, Cruz A, Salgueiro-Oliveira A, Parreira P, Basto ML, Braga LM, Ferreira A, Araújo B, Alves JM, Ferreira M, Carvalhais M, Silva M, Novais S, Sousa AS, Ferrito C, Ferreira PL, Rodrigues A, Ferreira M, Oliveira I, Ferreira M, Neves J, Costa D, Duarte S, Silva J, Santos B, Martins C, Macedo AP, Araújo O, Augusto C, Braga F, Gomes L, Silva MA, Rosário R, Pimenta L, Carreira D, Teles P, Barros T, Tomás C, Querido A, Carvalho D, Gomes J, Cordeiro M, Carvalho D, Querido A, Tomás C, Gomes J, Cordeiro M, Jácome C, Marques A, Capelas S, Hall A, Alves D, Lousada M, Loureiro MªH, Camarneiro A, Silva M, Mendes A, Pedreiro A, G.Silva A, Coelho ES, Melo F, Ribeiro F, Torres R, Costa R, Pinho T, Jácome C, Marques A, Cruz B, Seabra D, Carreiras D, Ventura M, Cruz X, Brooks D, Marques A, Pinto MR, Parreira P, Lima-Basto M, Neves M, Mónico LM, Bizarro C, Cunha M, Galhardo A, Margarida C, Amorim AP, Silva E, Cruz S, Padilha JM, Valente J, Guerrero JT, Caballero FP, Santos RB, Gonzalez EP, Monago FM, Ugalde LU, Vélez MM, Tena MJ, Guerrero JT, Bravo R, Pérez-Caballero FL, Becerra IA, Agudelo MªE, Acedo G, Bajo R, Malheiro I, Gaspar F, Barros L, Furtado G, Uba-Chupel M, Marques M, Rama L, Braga M, Ferreira JP, Teixeira AMª, Cruz J, Barbosa T, Simões Â, Coelho L, Rodrigues A, Jiménez-Díaz JF, Martinez-Hernandez F, Rodriguez-De-Vera B, Ferreira P, Rodrigues A, Ramalho A, Petrica J, Mendes P, Serrano J, Santo I, Rosado A, Mendonça P, Freitas K, Ferreira D, Brito A, Fernandes R, Gomes S, Moreira F, Pinho C, Oliveira R, Oliveira AI, Mendonça P, Casimiro AP, Martins P, Silva I, Evangelista D, Leitão C, Velosa F, Carecho N, Coelho L, Menino E, Dixe A, Catarino H, Soares F, Gama E, Gordo C, Moreira E, Midões C, Santos M, Machado S, Oliveira VP, Santos M, Querido A, Dixe A, Marques R, Charepe Z, Antunes A, Santos S, Rosa MC, Rosa MC, Marques SF, Minghelli B, CaroMinghelli E, Luís MªJ, Brandão T, Mendes P, Marinho D, Petrica J, Monteiro D, Paulo R, Serrano J, Santo I, Monteiro L, Ramalho F, Santos-Rocha R, Morgado S, Bento T, Sousa G, Freitas O, Silva I, Freitas G, Morna C, Vasconcelos R, Azevedo T, Soares S, Pisco J, Ferreira PP, Olszewer EO, Oliveira MT, Sousa AR, Maia AS, Oliveira ST, Santos E, Oliveira AI, Maia C, Moreira F, Santos J, Mendes MF, Oliveira RF, Pinho C, Barreira E, Pereira A, Vaz JA, Novo A, Silva LD, Maia B, Ferreira E, Pires F, Andrade R, Camarinha L, Silva LD, Maia B, Ferreira E, Pires F, Andrade R, Camarinha L, César AF, Poço M, Ventura D, Loura R, Gomes P, Gomes C, Silva C, Melo E, Lindo J, Domingos J, Mendes Z, Poeta S, Carvalho T, Tomás C, Catarino H, Dixe MªA, Ramalho A, Rosado A, Mendes P, Paulo R, Garcia I, Petrica J, Rodrigues S, Meneses R, Afonso C, Faria L, Seixas A, Cordeiro M, Granjo P, Gomes JC, Souza NR, Furtado GE, Rocha SV, Silva P, Carvalho J, Morais MA, Santos S, Lebre P, Antunes A, Calha A, Xavier A, Cunha M, Pinto-Gouveia J, Alencar L, Cunha M, Madureira A, Cardoso I, Galhardo A, Daniel F, Rodrigues V, Luz L, Luz T, Ramos MR, Medeiros DC, Carmo BM, Seabra A, Padez C, Silva MC, Rodrigues A, Coelho P, Coelho A, Caminha M, Matheus F, Mendes E, Correia J, Kretzer M, Hernandez-Martinez FJ, Jimenez-Diaz JF, Rodriguez-De-Vera BC, Jimenez-Rodriguez C, Armas-Gonzalez Y, Rodrigues C, Pedroso R, Apolinário-Hagen J, Vehreschild V, Veloso M, Magalhães C, Cabral I, Ferraz M, Nave F, Costa E, Matos F, Pacheco J, Dias A, Pereira C, Duarte J, Cunha M, Silva D, Mónico LM, Alferes VR, Brêda MªSJ, Carvalho C, Parreira PM, Morais MªC, Ferreira P, Pimenta R, Boavida J, Pinto IC, Pires T, Silva C, Ribeiro M, Viega-Branco M, Pereira F, Pereira AMª, Almeida FM, Estevez GL, Ribeiro S, Kretzer MR, João PV, Nogueira P, Novais S, Pereira A, Carneiro L, Mota M, Cruz R, Santiago L, Fontes-Ribeiro C, Furtado G, Rocha SV, Coutinho AP, Neto JS, Vasconcelos LR, Souza NR, Dantas E, Dinis A, Carvalho S, Castilho P, Pinto-Gouveia J, Sarreira-Santos A, Figueiredo A, Medeiros-Garcia L, Seabra P, Rodrigues R, Morais MªC, Fernandes PO, Santiago C, Figueiredo MªH, Basto ML, Guimarães T, Coelho A, Graça A, Silva AM, Fonseca AR, Vale-Dias L, Minas B, Franco-Borges G, Simões C, Santos S, Serra A, Matos M, Jesus L, Tavares AS, Almeida A, Leitão C, Varandas E, Abreu R, Bellém F, Trindade IA, Ferreira C, Pinto-Gouveia J, Marta-Simões J, Amaral O, Miranda C, Guimarães P, Gonçalves R, Veiga N, Pereira C, Fleig TC, San-Martin EA, Goulart CL, Schneiders PB, Miranda NF, Carvalho LL, Silva AG, Topa J, Nogueira C, Neves S, Ventura R, Nazaré C, Brandão D, Freitas A, Ribeiro Ó, Paúl C, Mercê C, Branco M, Almeida P, Nascimento D, Pereira J, Catela D, Rafael H, Reis AC, Mendes A, Valente AR, Lousada M, Sousa D, Baltazar AL, Loureiro MªH, Oliveira A, Aparício J, Marques A, Marques A, Oliveira A, Neves J, Ayoub R, Sousa L, Marques-Vieira C, Severino S, José H, Cadorio I, Lousada M, Cunha M, Andrade D, Galhardo A, Couto M, Mendes F, Domingues C, Schukg S, Abrantes AM, Gonçalves AC, Sales T, Teixo R, Silva R, Estrela J, Laranjo M, Casalta-Lopes J, Rocha C, Simões PC, Sarmento-Ribeiro AB, Botelho MªF, Rosa MS, Fonseca V, Colaço D, Neves V, Jesus C, Hesse C, Rocha C, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Svensson L, Mendes F, Siba WA, Pereira C, Tomaz J, Carvalho T, Pinto-Gouveia J, Cunha M, Duarte D, Lopes NV, Fonseca-Pinto R, Duarte D, Lopes NV, Fonseca-Pinto R, Martins AC, Brandão P, Martins L, Cardoso M, Morais N, Cruz J, Alves N, Faria P, Mateus A, Morouço P, Alves N, Ferreira N, Mateus A, Faria P, Morouço P, Malheiro I, Gaspar F, Barros L, Parreira P, Cardoso A, Mónico L, Carvalho C, Lopes A, Salgueiro-Oliveira A, Seixas A, Soares V, Dias T, Vardasca R, Gabriel J, Rodrigues S, Paredes H, Reis A, Marinho S, Filipe V, Lains J, Barroso J, Da Motta C, Carvalho CB, Pinto-Gouveia J, Peixoto E, Gomes AA, Costa V, Couto D, Marques DR, Leitão JA, Tavares J, Azevedo MH, Silva CF, Freitas J, Parreira P, Marôco J, Garcia-Gordillo MA, Collado-Mateo D, Chen G, Iezzi A, Sala JA, Parraça JA, Gusi N, Sousa J, Marques M, Jardim J, Pereira A, Simões S, Cunha M, Sardo P, Guedes J, Lindo J, Machado P, Melo E, Carvalho CB, Benevides J, Sousa M, Cabral J, Da Motta C, Pereira AT, Xavier S, Azevedo J, Bento E, Marques C, Carvalho R, Marques M, Macedo A, Silva AM, Alves J, Gomes AA, Marques DR, Azevedo MªH, Silva C, Mendes A, Lee HD, Spolaôr N, Oliva JT, Chung WF, Fonseca-Pinto R, Bairros K, Silva CD, Souza CA, Schroeder SS, Araújo E, Monteiro H, Costa R, Dias SS, Torgal J, Henriques CG, Santos L, Caceiro EF, Ramalho SA, Oliveira R, Afreixo V, Santos J, Mota P, Cruz A, Pimentel F, Marques R, Dixe MªA, Querido A, Sousa P, Benevides J, Da Motta C, Sousa M, Caldeira SN, Carvalho CB, Querido A, Tomás C, Carvalho D, Gomes J, Cordeiro M, Costa JO, Valim FC, Ribeiro LC, Charepe Z, Querido A, Figueiredo MªH, Aquino PS, Ribeiro SG, Pinheiro AB, Lessa PA, Oliveira MF, Brito LS, Pinto ÍN, Furtado AS, Castro RB, Aquino CQ, Martins ES, Pinheiro AB, Aquino PS, Oliveira LL, Pinheiro PC, Sousa CR, Freitas VA, Silva TM, Lima AS, Aquino CQ, Andrade KV, Oliveira CA, Vidal EF, Ganho-Ávila A, Moura-Ramos M, Gonçalves Ó, Almeida J, Silva A, Brito I, Amado J, Rodrigo A, Santos S, Gomes F, Rosa MC, Marques SF, Luís S, Cavalheiro L, Ferreira P, Gonçalves R, Lopes RS, Cavalheiro L, Ferreira P, Gonçalves R, Fiorin BH, Santos MS, Oliveira ES, Moreira RL, Oliveira EA, Filho BL, Palmeira L, Garcia T, Pinto-Gouveia J, Cunha M, Cardoso S, Palmeira L, Cunha M, Pinto-Gouveia J, Marta-Simões J, Mendes AL, Trindade IA, Oliveira S, Ferreira C, Mendes AL, Marta-Simões J, Trindade IA, Ferreira C, Nave F, Campos M, Gaudêncio I, Martins F, Ferreira L, Lopes N, Fonseca-Pinto R, Rodrigues R, Azeredo Z, Vicente C, Silva J, Sousa P, Marques R, Mendes I, Rodrigues R, Azeredo Z, Vicente C, Vardasca R, Marques AR, Seixas A, Carvalho R, Gabriel J, Ferreira PP, Oliveira MT, Sousa AR, Maia AS, Oliveira ST, Costa PO, Silva MM, Arreguy-Sena C, Alvarenga-Martins N, Pinto PF, Oliveira DC, Parreira PD, Gomes AT, Braga LM, Araújo O, Lage I, Cabrita J, Teixeira L, Marques R, Dixe MªA, Querido A, Sousa P, Silva S, Cordeiro E, Pimentel J, Ferro-Lebres V, Souza JA, Tavares M, Dixe MªA, Sousa P, Passadouro R, Peralta T, Ferreira C, Lourenço G, Serrano J, Petrica J, Paulo R, Honório S, Mendes P, Simões A, Carvalho L, Pereira A, Silva S, Sousa P, Padilha JM, Figueiredo D, Valente C, Marques A, Ribas P, Sousa J, Brandão F, Sousa C, Martins M, Sousa P, Marques R, Mendes F, Fernandes R, Martins E, Magalhães C, Araújo P, Grande C, Mata MªA, Vieitez JG, Bianchini B, Nazario N, Filho JG, Kretzer M, Costa T, Almeida A, Baffour G, Almeida A, Costa T, Baffour G, Azeredo Z, Laranjeira C, Guerra M, Barbeiro AP, Ferreira R, Lopes S, Nunes L, Mendes A, Martins J, Schneider D, Kretzer M, Magajewski F, Soares C, Marques A, Batista M, Castuera RJ, Mesquita H, Faustino A, Santos J, Honório S, Vizzotto BP, Frigo L, Pivetta HF, Sardo D, Martins C, Abreu W, Figueiredo MªC, Batista M, Jimenez-Castuera R, Petrica J, Serrano J, Honório S, Paulo R, Mendes P, Sousa P, Marques R, Faustino A, Silveira P, Serrano J, Paulo R, Mendes P, Honório S, Oliveira C, Bastos F, Cruz I, Rodriguez CK, Kretzer MR, Nazário NO, Cruz P, Vaz DC, Ruben RB, Avelelas F, Silva S, Campos MªJ, Almeida M, Gonçalves L, Antunes L, Sardo P, Guedes J, Simões J, Machado P, Melo E, Cardoso S, Santos O, Nunes C, Loureiro I, Santos F, Alves G, Soar C, Marsi TO, Silva E, Pedrosa D, Leça A, Silva D, Galvão A, Gomes M, Fernandes P, Noné A, Combadão J, Ramalhete C, Figueiredo P, Caeiro P, Fontana KC, Lacerda JT, Machado PO, Borges R, Barbosa F, Sá D, Brunhoso G, Aparício G, Carvalho A, Garcia AP, Fernandes PO, Santos A, Veiga N, Brás C, Carvalho I, Batalha J, Glória M, Bexiga F, Coelho I, Amaral O, Pereira C, Pinho C, Paraíso N, Oliveira AI, Lima CF, Dias AP, Silva P, Espada M, Marques M, Pereira A, Pereira AMª, Veiga-Branco Mª, Pereira F, Ribeiro M, Lima V, Oliveira AI, Pinho C, Cruz G, Oliveira RF, Barreiros L, Moreira F, Camarneiro A, Loureiro MªH, Silva M, Duarte C, Jesus Â, Cruz A, Mota M, Novais S, Nogueira P, Pereira A, Carneiro L, João PV, Lima TM, Salgueiro-Oliveira A, Vaquinhas M, Parreira P, Melo R, Graveto J, Castilho A, Gomes JH, Medina MS, Blanco VG, Santos O, Lopes E, Virgolino A, Dinis A, Ambrósio S, Almeida I, Marques T, Heitor MªJ, Garcia-Gordillo MA, Collado-Mateo D, Olivares PR, Parraça JA, Sala JA, Castilho A, Graveto J, Parreira P, Oliveira A, Gomes JH, Melo R, Vaquinhas M, Cheio M, Cruz A, Pereira OR, Pinto S, Oliveira A, Manso MC, Sousa C, Vinha AF, Machado MªM, Vieira M, Fernandes B, Tomás T, Quirino D, Desouzart G, Matos R, Bordini M, Mouroço P, Matos AR, Serapioni M, Guimarães T, Fonseca V, Costa A, Ribeiro J, Lobato J, Martin IZ, Björklund A, Tavares AI, Ferreira P, Passadouro R, Morgado S, Tavares N, Valente J, Martins AC, Araújo P, Fernandes R, Mendes F, Magalhães C, Martins E, Mendes P, Paulo R, Faustino A, Mesquita H, Honório S, Batista M, Lacerda JT, Ortiga AB, Calvo MªC, Natal S, Pereira M, Ferreira M, Prata AR, Nelas P, Duarte J, Carneiro J, Oliveira AI, Pinho C, Couto C, Oliveira RF, Moreira F, Maia AS, Oliveira MT, Sousa AR, Ferreira PP, Souza GM, Almada LF, Conceição MA, Santiago EC, Rodrigues S, Domingues G, Ferreira I, Faria L, Seixas A, Costa AR, Jesus Â, Cardoso A, Meireles A, Colaço A, Cruz A, Vieira VL, Vincha KR, Cervato-Mancuso AMª, Faria M, Reis C, Cova MP, Ascenso RT, Almeida HA, Oliveira EG, Santana M, Pereira R, Oliveira EG, Almeida HA, Ascenso RT, Jesus R, Tapadas R, Tim-Tim C, Cezanne C, Lagoa M, Dias SS, Torgal J, Lopes J, Almeida H, Amado S, Carrão L, Cunha M, Saboga-Nunes L, Albuquerque C, Ribeiro O, Oliveira S, Morais MªC, Martins E, Mendes F, Fernandes R, Magalhães C, Araújo P, Pedro AR, Amaral O, Escoval A, Assunção V, Luís H, Luís L, Apolinário-Hagen J, Vehreschild V, Fotschl U, Lirk G, Martins AC, Andrade I, Mendes F, Mendonça V, Antunes S, Andrade I, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Silva PA, Mónico LM, Parreira PM, Carvalho C, Carvalho C, Parreira PM, Mónico LM, Ruivo J, Silva V, Sousa P, Padilha JM, Ferraz V, Aparício G, Duarte J, Vasconcelos C, Almeida A, Neves J, Correia T, Amorim H, Mendes R, Saboga-Nunes L, Cunha M, Albuquerque C, Pereira ES, Santos LS, Reis AS, Silva HR, Rombo J, Fernandes JC, Fernandes P, Ribeiro J, Mangas C, Freire A, Silva S, Francisco I, Oliveira A, Catarino H, Dixe MªA, Louro MªC, Lopes S, Dixe A, Dixe MªA, Menino E, Catarino H, Soares F, Oliveira AP, Gordo S, Kraus T, Tomás C, Queirós P, Rodrigues T, Sousa P, Frade JG, Lobão C, Moura CB, Dreyer LC, Meneghetti V, Cabral PP, Pinto F, Sousa P, Esteves MªR, Galvão S, Tytgat I, Andrade I, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Casas-Novas M, Bernardo H, Andrade I, Sousa G, Sousa AP, Rocha C, Belo P, Osório N, Valado A, Caseiro A, Gabriel A, Martins AC, Mendes F, Martins F, Pulido-Fuentes M, Barroso I, Cabral G, Monteiro MJ, Rainho C, Prado A, Carvalho YM, Campos M, Moreira L, Ferreira J, Teixeira A, Rama L, Campos M, Moreira L, Ferreira J, Teixeira A, Rama L

Periodico

BMC health services research (2016 Jul 06)

Conteudo

Anais do 3º Congresso Internacional de Saúde da IPLeiria
Sumário
S1 Literacia em saúde e educação em saúde na adolescência
Catarina Cardoso Tomás
S2 O efeito de um programa de caminhada na qualidade de vida e bem-estar de pessoas com esquizofrenia
Emanuel Oliveira, D. Sousa, M. Uba-Chupel, G. Furtado, C. Rocha, A. Teixeira, P. Ferreira
S3 Diagnóstico e tratamentos inovadores - o caminho para uma melhor prática médica
Celeste Alves
S4 Aprendizagem baseada em simulação e como é uma grande contribuição
Stefan Gisin
S5 Pesquisa formativa sobre aceitabilidade, utilização e promoção de um programa de fortificação domiciliar com pós de micronutrientes (MNP) na Região Autónoma do Príncipe, São Tomé e Príncipe
Elisabete Catarino, Nelma Carvalho, Tiago Coucelo, Luís Bonfim, Carina Silva
S6 Cultura de segurança do paciente: uma reflexão sobre a abordagem terapêutica no paciente com patologia vocal
Débora Franco
S7 Sobre vinho, biscoitos da sorte e experiência do paciente
Jesús Alcoba González
O1 O impacto psicológico nas equipas de emergência após o evento de desastre em 20 de fevereiro de 2010
Helena G. Jardim, Rita Silva
O2 Distúrbios musculoesqueléticos em parteiras
Cristina L. Baixinho, Mª Helena Presado, Mª Fátima Marques, Mário E. Cardoso
O3 Experiências negativas na infância e medos da compaixão: Implicações para dificuldades psicológicas na adolescência
Marina Cunha, Joana Mendes, Ana Xavier, Ana Galhardo, Margarida Couto
O4 Idade ideal para administrar a primeira dose da vacina contra o sarampo em Portugal
João G. Frade, Carla Nunes, João R. Mesquita, Maria S. Nascimento, Guilherme Gonçalves
O5 Avaliação funcional de idosos na atenção primária
Conceição Castro, Alice Mártires, Mª João Monteiro, Conceição Rainho
O6 Tabagismo e eventos coronários numa população de um centro de saúde espanhol: Um estudo observacional
Francisco P. Caballero, Fatima M. Monago, Jose T. Guerrero, Rocio M. Monago, Africa P. Trigo, Milagros L. Gutierrez, Gemma M. Milanés, Mercedes G. Reina, Ana G. Villanueva, Ana S. Piñero, Isabel R. Aliseda, Francisco B. Ramirez
O7 Prevalência de lesões musculoesqueléticas em músicos portugueses
Andrea Ribeiro, Ana Quelhas, Conceição Manso
O8 Fraturas da anca, consumo de psicotrópicos e comorbilidade em pacientes de uma prática de cuidados primários em Espanha
Francisco P. Caballero, Jose T. Guerrero, Fatima M. Monago, Rafael B. Santos, Nuria R. Jimenez, Cristina G. Nuñez, Inmaculada R. Gomez, Mª Jose L. Fernandez, Laura A. Marquez, Ana L. Moreno, Mª Jesus Tena Huertas, Francisco B. Ramirez
O9 O papel da autocrítica e da vergonha na ansiedade social numa amostra clínica de TAS
Daniel Seabra, Mª Céu Salvador
O10 Obstrução e infiltração: uma proposta de indicador de qualidade
Luciene Braga, Pedro Parreira, Anabela Salgueiro-Oliveira, Cristina Arreguy-Sena, Bibiana F. Oliveira, Mª Adriana Henriques
O11 Equilíbrio e sintomas de ansiedade e depressão em pessoas idosas
Joana Santos, Sara Lebre, Alda Marques
O12 Prevalência de alterações posturais e fatores de risco em escolares e adolescentes de uma região do norte (Porto)
Clarinda Festas, Sandra Rodrigues, Andrea Ribeiro, José Lumini
O13 Taxa de sobrevivência do acidente vascular cerebral isquêmico vs. hemorrágico
Ana G. Figueiredo
O14 Fatores cronobiológicos como responsáveis pelo aparecimento de patologia locomotora em adolescentes
Francisco J. Hernandez-Martinez, Liliana Campi, Mª Pino Quintana-Montesdeoca, Juan F. Jimenez-Diaz, Bienvenida C. Rodriguez-De-Vera
O15 Risco de desnutrição em idosos de Bragança
Alexandra Parente, Mª Augusta Mata, Ana Mª Pereira, Adília Fernandes, Manuel Brás
O16 Um Programa Educativo de Estilo de Vida para pacientes diabéticos da atenção primária: o desenho de uma intervenção complexa de enfermagem
Mª Rosário Pinto, Pedro Parreira, Marta L. Basto, Ana C. Rei, Lisete M. Mónico
O17 Adesão à medicação em idosos
Gilberta Sousa, Clementina Morna, Otília Freitas, Gregório Freitas, Ana Jardim, Rita Vasconcelos
O18 Internação por câncer do colo do útero de residentes na região metropolitana de Porto Alegre, Sul do Brasil, 2012 a 2014
Lina G. Horta, Roger S. Rosa, Luís F. Kranz, Rita C. Nugem, Mariana S. Siqueira, Ronaldo Bordin
O19 Assistência oncológica de alta complexidade: avaliação dos acessos reguladores
Rosiane Kniess, Josimari T. Lacerda
O20 Barreiras percebidas para o uso de serviços de saúde pela população idosa na perspectiva do setor social: descobertas do Plano Gerontológico de Vila Nova de Gaia
Joana Guedes, Idalina Machado, Sidalina Almeida, Adriano Zilhão, Helder Alves, Óscar Ribeiro
O21 Dificuldades de sono e sintomas depressivos em estudantes universitários
Ana P. Amaral, Ana Santos, Joana Monteiro, Mª Clara Rocha, Rui Cruz
O22 Sintomas psicopatológicos e uso de medicação no ensino superior
Ana P. Amaral, Marina Lourenço, Mª Clara Rocha, Rui Cruz
O23 Doenças sexualmente transmissíveis em instituições de ensino superior
Sandra Antunes, Verónica Mendonça, Isabel Andrade, Nádia Osório, Ana Valado, Armando Caseiro, António Gabriel, Anabela C. Martins, Fernando Mendes
O24 Consumo de álcool e ideação suicida em estudantes do ensino superior
Lídia Cabral, Manuela Ferreira, Amadeu Gonçalves
O25 Qualidade de vida em estudantes universitários
Tatiana D. Luz, Leonardo Luz, Raul Martins
O26 Comportamento antissocial de adolescentes masculinos e femininos: caracterização de vulnerabilidades numa amostra portuguesa
Alice Morgado, Maria L. Vale-Dias
O27 Fatores de risco para a saúde mental em estudantes do ensino superior de ciências da saúde
Rui Porta-Nova
O28 Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde como raciocínio reflexivo na atenção primária em saúde
Tânia C. Fleig, Éboni M. Reuter, Miriam B. Froemming, Sabrina L. Guerreiro, Lisiane L. Carvalho
O29 Fatores de risco e doença cardiovascular em Portalegre
Daniel Guedelha, P. Coelho, A. Pereira
O30 Estado de saúde da população idosa residente no centro histórico de Portalegre: Um estudo longitudinal
António Calha, Raul Cordeiro
O31 O sono do estudante no ensino superior: qualidade do sono entre estudantes do IPB
Ana Gonçalves, Ana Certo, Ana Galvão, Mª Augusta Mata
O32 Tendência de mortalidade por câncer do colo do útero na região metropolitana de Florianópolis, estado de Santa Catarina, Brasil, 2000 a 2013
Aline Welter, Elayne Pereira, Sandra Ribeiro, Marcia Kretzer
O33 Adesão ao tratamento em idosos em ambiente urbano na Espanha
Juan-Fernando Jiménez-Díaz, Carla Jiménez-Rodríguez, Francisco-José Hernández-Martínez, Bienvenida-Del-Carmen Rodríguez-De-Vera, Alexandre Marques-Rodrigues
O34 Estudo de Pressão Arterial da Beira Baixa (Estudo PABB)
Patrícia Coelho, Tiago Bernardes, Alexandre Pereira
O35 Tendências nas estatísticas de mortalidade por câncer do colo do útero no Estado de Santa Catarina, Brasil, por faixa etária e macrorregião, de 2000 a 2013
Patrícia Sousa, João G. Filho, Nazare Nazario, Marcia Kretzer
O36 Problemas de sono entre adolescentes portugueses: uma questão de saúde pública
Odete Amaral, António Garrido, Nélio Veiga, Carla Nunes, Ana R. Pedro, Carlos Pereira
O37 Associação entre gordura corporal e qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes com diabetes tipo 2
António Almeia, Helder M. Fernandes, Carlos Vasconcelos, Nelson Sousa, Victor M. Reis, M. João Monteiro, Romeu Mendes
O38 Adesão terapêutica e polifarmácia em idosos não institucionalizados do concelho de Amares, Portugal
Isabel C. Pinto, Tânia Pires, João Gama
O39 Prevalência de infecção do sítio cirúrgico em adultos numa unidade hospitalar no Norte de Portugal
Vera Preto, Norberto Silva, Carlos Magalhães, Matilde Martins
O40 Fenótipo de fragilidade na velhice: implicações para a intervenção
Mafalda Duarte, Constança Paúl, Ignácio Martín
O41 Mulheres portuguesas: sintomas sexuais na perimenopausa
Arminda A. Pinheiro
O42 Capacidade preditiva da Ferramenta de Triagem e Prevenção da Depressão Perinatal – resultados preliminares da abordagem categórica
Sandra Xavier, Julieta Azevedo, Elisabete Bento, Cristiana Marques, Mariana Marques, António Macedo, Ana T. Pereira
O43 Envelhecimento e força muscular em pacientes com diabetes tipo 2: análise transversal
José P. Almeida, António Almeida, Josiane Alves, Nelson Sousa, Francisco Saavedra, Romeu Mendes
O44 Acessibilidade dos idosos na prevenção da hipertensão numa unidade de saúde da família
Ana S. Maia, Michelle T. Oliveira, Anderson R. Sousa, Paulo P. Ferreira, Luci S. Lopes, Eujcely C. Santiago
O45 Rastreios de Saúde Comunitária e doenças crônicas autorreferidas
Sílvia Monteiro, Ângelo Jesus, Armanda Colaço, António Carvalho, Rita P. Silva, Agostinho Cruz
O46 Avaliação da qualidade do ar interior em Jardins de Infância
Ana Ferreira, Catarina Marques, João P. Figueiredo, Susana Paixão
O47 Exposição atmosférica a agentes químicos na atividade ocupacional de técnicos de patologia
Ana Ferreira, Carla Lopes, Fernando Moreira, João P. Figueiredo
O48 Exposição ocupacional a poluentes atmosféricos em trabalhadores de estabelecimentos noturnos de entretenimento
Ana Ferreira, Diana Ribeiro, Fernando Moreira, João P. Figueiredo, Susana Paixão
O49 Crenças e atitudes dos jovens em relação à amamentação
Telma Fernandes, Diogo Amado, Jéssica Leal, Marcelo Azevedo, Sónia Ramalho
O50 Perfil dos cuidadores informais: levantamento das necessidades no cuidado ao idoso
Catarina Mangas, Jaime Ribeiro, Rita Gonçalves
O51 Saúde visual em adolescentes
Amélia F Nunes, Ana R. Tuna, Carlos R. Martins, Henriqueta D. Forte
O52 Mortalidade evitável e acessibilidade geográfica aos cuidados de saúde em Portugal
Cláudia Costa, José A. Tenedório, Paula Santana
O53 Contaminação bacteriana de maçanetas de portas em sanitários públicos da Catedral Metropolitana da Sé de São Paulo, Brasil
J. A. Andrade, J. L. Pinto, C. Campofiorito, S. Nunes, A. Carmo, A. Kaliniczenco, B. Alves, F. Mendes, C. Jesus, F. Fonseca, F. Gehrke
O54 Adesão dos pacientes a programas de reabilitação
Carlos Albuquerque, Rita Batista, Madalena Cunha, António Madureira, Olivério Ribeiro, Rosa Martins
O55 Prevalência de desnutrição entre idosos portugueses residentes em lares de idosos: resultados preliminares do projeto PEN-3S
Teresa Madeira, Catarina Peixoto-Plácido, Nuno Santos, Osvaldo Santos, Astrid Bergland, Asta Bye, Carla Lopes, Violeta Alarcão, Beatriz Goulão, Nuno Mendonça, Paulo Nicola, João G. Clara
O56 Relação entre inteligência emocional e doença mental em estudantes de saúde
João Gomes, Ana Querido, Catarina Tomás, Daniel Carvalho, Marina Cordeiro
P1 Fatores de risco de queda em pessoas com mais de 50 anos – um relato piloto
Marlene C. Rosa, Alda Marques
P2 E os muito idosos portugueses? Uma visão global utilizando dados censitários
Daniela Brandão, Óscar Ribeiro, Lia Araújo, Constança Paúl
P3 Prevalência de lesões em atletas amadores seniores de voleibol em clubes do Alentejo e Algarve, Portugal: fatores associados
Beatriz Minghelli, Sylvina Richaud
P4 Sentimentos de vergonha e qualidade de vida: o papel da aceitação e do descentramento
Ana L. Mendes, Joana Marta-Simões, Inês A. Trindade, Cláudia Ferreira
P5 Avaliação do apoio social durante o destacamento em veteranos da guerra colonial portuguesa
Teresa Carvalho, Marina Cunha, José Pinto-Gouveia
P6 Internação por bronquiolite viral aguda de residentes na região metropolitana de Porto Alegre, Sul do Brasil, 2012 a 2014
Morgana C. Fernandes, Roger S. Rosa, Rita C. Nugem, Luís F. Kranz, Mariana S. Siqueira, Ronaldo Bordin
P7 Rastreio de risco de queda – uma oportunidade para prevenir quedas em idosos do Nordeste
Anabela C. Martins, Anabela Medeiros, Rafaela Pimentel, Andreia Fernandes, Carlos Mendonça, Isabel Andrade, Susana Andrade, Ruth L. Menezes
P8 O envelhecimento provoca cronodisrupção em pessoas maduras no ritmo circadiano da temperatura
Rafael Bravo, Marta Miranda, Lierni Ugartemendia, José Mª Tena, Francisco L. Pérez-Caballero, Lorena Fuentes-Broto, Ana B. Rodríguez, Barriga Carmen
P9 A influência dos fatores climáticos e de poluição nos casos de dengue na região do Grande ABC, São Paulo
M. A. Carneiro, J. N. Domingues, S. Paixão, J. Figueiredo, V. B. Nascimento, C. Jesus, F Mendes, F. Gehrke, B. Alves, L. Azzalis, F. Fonseca
P10 Função visual e impacto da terapia visual em crianças com dificuldades de aprendizagem: um estudo piloto
Ana R. Martins, Amélia Nunes, Arminda Jorge
P11 Edentulismo e necessidade de reabilitação oral entre idosos institucionalizados
Nélio Veiga, Ana Amorim, André Silva, Liliana Martinho, Luís Monteiro, Rafael Silva, Carina Coelho, Odete Amaral, Inês Coelho, Carlos Pereira, André Correia
P12 Adesão terapêutica de doentes ambulatoriais nos serviços farmacêuticos de uma unidade hospitalar
Diana Rodrigues, Nídia Marante, Pedro Silva, Sara Carvalho, André Rts Araujo, Maximiano Ribeiro, Paula Coutinho, Sandra Ventura, Fátima Roque
P13 Acesso universal e cuidado integral em saúde oral: um estudo de disponibilidade
Cristina Calvo, Manoela Reses
P14 A função respiratória de crianças é preditora da qualidade do ar? Coimbra como estudo de caso
Jorge Conde, Ana Ferreira, João Figueiredo
P15 Sentido de vida de estudantes universitários
David Silva, Luís Seiça, Raquel Soares, Ricardo Mourão, Teresa Kraus
O57 Necessidades de formação de enfermeiros em cuidados paliativos
Ana C. Abreu, José M. Padilha, Júlia M. Alves
O58 Impacto dos sistemas informatizados na carga global de trabalho dos enfermeiros: perceções dos enfermeiros em tempo real
Paulino Sousa, Manuel Oliveira, Joana Sousa
O59 A perspetiva dos profissionais de saúde sobre o autocuidado na doença neurodegenerativa hereditária: um estudo qualitativo
Sónia Novais, Felismina Mendes
O60 Contribuição para valores de referência de aptidão física relacionada com a saúde em adolescentes saudáveis
Joana Pinto, Joana Cruz, Alda Marques
Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
O61 Perceção da aprendizagem, satisfação e autoeficácia de estudantes de enfermagem sobre Simulação de Alta Fidelidade
Hugo Duarte, Maria Dos Anjos Dixe, Pedro Sousa
O62 Análise de enunciados de diagnóstico sobre desvio de saúde em requisitos de autocuidado personalizados num Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE®): Gestão do regime terapêutico
Inês Cruz, Fernanda Bastos, Filipe Pereira
O63 Gestão híbrida e governança hospitalar: médicos e enfermeiros como gestores
Francisco L. Carvalho, Teresa T. Oliveira, Vítor R. Raposo
O64 Gestão do tempo em profissionais de saúde
Conceição Rainho, José C. Ribeiro, Isabel Barroso, Vítor Rodrigues
O65 Recompensas financeiras e bem-estar nos cuidados de saúde primários
Carmo Neves, Teresa C. Oliveira
O66 Promoção da segurança do doente no bloco operatório
Bárbara Oliveira, Mª Carminda Morais, Pilar Baylina
O67 Dificuldades e necessidades dos estudantes de enfermagem pré-graduados na área de Geriatria/Gerontologia
Rogério Rodrigues, Zaida Azeredo, Corália Vicente
O68 Ensino e aprendizagem da sexualidade na educação em enfermagem
Hélia Dias, Margarida Sim-Sim
O69 Questionário de Motivações Empreendedoras: AFC e CFA na academia
Pedro Parreira, Anabela Salgueiro-Oliveira, Amélia Castilho, Rosa Melo, João Graveto, José Gomes, Marina Vaquinhas, Carla Carvalho, Lisete Mónico, Nuno Brito
O70 Intervenção de enfermagem ao doente com Pacemaker Permanente e Cardioversor Desfibrilhador Implantável: uma análise qualitativa
Cassilda Sarroeira, José Amendoeira, Fátima Cunha, Anabela Cândido, Patrícia Fernandes, Helena R. Silva, Elsa Silva
O71 Consumo de álcool entre estudantes de enfermagem: onde a educação falha?
Isabel Barroso, Leila Lapa, Cristina Antunes
O72 Estresse laboral em enfermagem
Ana Gonçalves, Ana Galvão, Mª José Gomes, Susana R. Escanciano
O73 A influência da equipe de enfermagem segura na satisfação do paciente com os cuidados de enfermagem
Maria Freitas, Pedro Parreira, João Marôco
O74 Intenção de usar estratégias de eHealth com estudantes de enfermagem
Ana R. Fernandes, Cremilde Cabral, Samuel Alves, Pedro Sousa
O75 Saúde Mental Comunitária: contribuições de um programa internacional interdisciplinar para estudantes do ensino superior em saúde
António Ferreira, Fernanda Príncipe, Ulla-Maija Seppänen, Margarida Ferreira, Maribel Carvalhais, Marilene Silva
O76 Estudo da satisfação no trabalho de graduados em enfermagem: 2002-2014
Manuela Ferreira, Joana Silva, Jéssica Neves, Diana Costa, Bruno Santos, Soraia Duarte
O77 Atitudes dos profissionais de saúde em relação à amamentação
Sílvia Marques, Sónia Ramalho, Isabel Mendes
O78 Continuidade dos cuidados de enfermagem à pessoa com diabetes tipo 2
Clarisse Louro, Eva Menino, Maria Dixe, Sara S. Dias
O79 Estigma em relação à doença mental entre futuros profissionais de saúde
Marina Cordeiro, Catarina Tomás, Ana Querido, Daniel Carvalho, João Gomes
O80 Trabalhando com medos e ansiedades de estudantes de medicina em busca de um cuidado humanizado
Frederico C. Valim, Joyce O. Costa, Lúcia G. Bernardes
P16 Psicoprofilaxia de pacientes cirúrgicos pediátricos em um hospital de ensino
Helena Prebianchi
P17 Resultados percebidos pelo paciente em fisioterapia – um estudo piloto
Marlene Cristina Rosa
P18 Construção de competências para gestores em enfermagem
Narcisa Gonçalves, Maria M. Martins, Paulina Kurcgant
P19 Base teórica subjacente à prática de fisioterapia na reabilitação do AVC
André Vieira
P20 Quando o ciclo de vida termina: o confronto do enfermeiro com a morte
Sandrina Bento, Sérgio Deodato, Isabel Rabiais
P21 Opinião dos estudantes de enfermagem sobre a relação de supervisão durante sua primeira experiência clínica
Laura Reis
P22 Laboratório Relacional de Enfermagem: Projeto pedagógico, dialógico e crítico
Ana Torres, Sérgio Soares, Margarida Ferreira, Pedro Graça
P23 Satisfação profissional de biociêntistas em um hospital de Lisboa
Céu Leitão, Renato Abreu, Fernando Bellém, Ana Almeida, Edna Ribeiro-Varandas, Ana Tavares
P24 Perfil sociodemográfico e profissional dos enfermeiros e sua relação com a importância da família nas práticas de enfermagem
João G. Frade, Carolina Henriques, Eva Menino, Clarisse Louro, Célia Jordão
P25 Satisfação profissional de enfermeiros de reabilitação
Sofia Neco, Carminda Morais, Pedro Ferreira
P26 A pessoa que vive com estoma: a formalização do conhecimento em enfermagem
Carla R. Silva, Alice Brito, Antónia Silva
P27 Validação das versões portuguesas das percepções de aprendizagem e satisfação do aluno com a ferramenta de simulação em estudantes de enfermagem
Hugo Duarte, Maria Dos Anjos Dixe, Pedro Sousa
P28 Conhecimento percebido de fisioterapeutas sobre tecnologias para registros eletrônicos de saúde em fisioterapia
Gabriela Postolache, Raul Oliveira, Isabel Moreira, Luísa Pedro, Sónia Vicente, Samuel Domingos, Octavian Postolache
P29 Qualidade de vida e atividade física de estudantes de graduação em medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina, Brasil
Darlen Silva, João G. Filho, Nazare Nazario, Marcia Kretzer, Dulcineia Schneider
P30 As competências curriculares para a educação na tomada de decisão em um curso de Enfermagem
Fátima M. Marques
P31 Efeito da mobilização de enfermeiros na satisfação no trabalho e rotatividade: Um estudo empírico no ambiente hospitalar
Pedro Parreira, Carla Carvalho, Lisete M. Mónico, Carlos Pinto, Sara Vicente, São João Breda
P32 Habilidades empreendedoras de estudantes do ensino superior politécnico em Portugal: Influências empresariais
José H. Gomes, Rosa Melo, Pedro Parreira, Anabela Salgueiro, João Graveto, Marina Vaquinhas, Amélia Castilho
P33 Desenho e avaliação de módulos de e-learning para Farmacologia
Ângelo Jesus, Nuno Duarte, José C. Lopes, Hélder Nunes, Agostinho Cruz
P34 Perspectiva de enfermeiros envolvidos em um estudo de pesquisa-ação sobre as mudanças observadas na prestação de cuidados: resultados de um grupo focal
Anabela Salgueiro-Oliveira, Pedro Parreira, Marta L. Basto, Luciene M. Braga
P35 Uso do feedback de pares por estudantes de enfermagem durante o treinamento clínico: percepção do professor
António Ferreira, Beatriz Araújo, José M. Alves, Margarida Ferreira, Maribel Carvalhais, Marilene Silva, Sónia Novais
P36 O que há de novo nas recomendações de aspiração endotraqueal
Ana S. Sousa, Cândida Ferrito
P37 Avaliação da satisfação dos enfermeiros na Região Centro de Portugal
Pedro L. Ferreira, Alexandre Rodrigues, Margarida Ferreira, Isabel Oliveira
P38 Estudo da satisfação dos graduados com a escola de enfermagem
Manuela Ferreira, Jéssica Neves, Diana Costa, Soraia Duarte, Joana Silva, Bruno Santos
P39 Parceria entre a escola de enfermagem e o hospital: Perspectivas dos supervisores
Cristina Martins, Ana P. Macedo, Odete Araújo, Cláudia Augusto, Fátima Braga, Lisa Gomes, Maria A. Silva, Rafaela Rosário
P40 Estratégias de enfrentamento de estudantes universitários
Luís Pimenta, Diana Carreira, Patrícia Teles, Teresa Barros
P41 Inteligência emocional e estigma de saúde mental em estudantes da área da saúde
Catarina Tomás, Ana Querido, Daniel Carvalho, João Gomes, Marina Cordeiro
P42 Estigma da avaliação de saúde mental: Comparação entre cursos da saúde
Daniel Carvalho, Ana Querido, Catarina Tomás, João Gomes, Marina Cordeiro
O81 Efeitos de curto e longo prazo da reabilitação pulmonar na DPOC leve
Cristina Jácome, Alda Marques
O82 Programa de consciência fonológica para crianças pré-escolares
Sylvie Capelas, Andreia Hall, Dina Alves, Marisa Lousada
O83 REforma ATIVA: Um programa eficiente de promoção da saúde a ser implementado durante a aposentadoria
Mª Helena Loureiro, Ana Camarneiro, Margarida Silva, Aida Mendes, Ana Pedreiro
O84 Intervenção para homens que agridem mulheres, um relato de caso
Anne G.Silva, Elza S. Coelho
O85 Efeitos imediatos da Terapia Bowen no tônus muscular e flexibilidade
Flávio Melo, Fernando Ribeiro, Rui Torres, Rui Costa
O86 Equação preditiva para o teste de caminhada de vai-e-vem incremental em adolescentes
Tânia Pinho, Cristina Jácome, Alda Marques
O87 Satisfação com a vida e psicopatologia em idosos institucionalizados: Resultados de um programa adaptado de Redução de Estresse baseada em Mindfulness
Bárbara Cruz, Daniel Seabra, Diogo Carreira, Maria Ventura
O88 Mudanças nos resultados da reabilitação da DPOC: explorando a relação entre atividade física e resultados relacionados à saúde
Joana Cruz, Dina Brooks, Alda Marques
O89 Avaliando a eficácia de uma Intervenção Complexa de Enfermagem
M Rosário Pinto, Pedro Parreira, Marta Lima-Basto, Miguel Neves, Lisete M. Mónico
O90 Intervenção psicoterapêutica nos transtornos de dependência: Mudança nos sintomas psicopatológicos e estados emocionais
Carla Bizarro, Marina Cunha, Ana Galhardo, Couto Margarida, Ana P. Amorim, Eduardo Silva
O91 Impacto econômico de um programa de intervenção de enfermagem para promover o autocuidado na DPOC
Susana Cruz, José M. Padilha, Jorge Valente
O92 Manejo multimodal da dor aguda durante embolização da artéria uterina no tratamento de miomas uterinos
José T. Guerrero, Francisco P. Caballero, Rafael B. Santos, Estefania P. Gonzalez, Fátima M. Monago, Lierni U. Ugalde, Marta M. Vélez, Maria J. Tena
O93 Estratégias de administração de fluidos em cirurgia de grande porte: Terapia guiada por objetivos
José T. Guerrero, Rafael Bravo, Francisco L. Pérez-Caballero, Isabel A. Becerra, Mª Elizabeth Agudelo, Guadalupe Acedo, Roberto Bajo
O94 Desenvolvimento e implementação de um programa educativo de autocuidado usando líderes leigos em adolescentes com Espinha Bífida: Um estudo piloto
Isabel Malheiro, Filomena Gaspar, Luísa Barros
O95 Influência de exercícios de ioga em cadeira nas proteínas antimicrobianas salivares em mulheres idosas frágeis institucionalizadas: um estudo preliminar
Guilherme Furtado, Mateus Uba-Chupel, Mariana Marques, Luís Rama, Margarida Braga, José P. Ferreira, Ana Mª Teixeira
O96 Treinamento intervalado de alta intensidade vs treinamento contínuo de intensidade moderada no impacto sobre diabetes tipo 2
João Cruz, Tiago Barbosa, Ângela Simões, Luís Coelho
O97 Cuidador familiar de pessoas com úlcera por pressão: Plano de intervenção de enfermagem
Alexandre Rodrigues, Juan-Fernando Jiménez-Díaz, Francisco Martinez-Hernández, Bienvenida Rodriguez-De-Vera, Pedro Ferreira, Alexandrina Rodrigues
O98 Efeitos crônicos do exercício na consolidação da memória motora em idosos
André Ramalho, João Petrica, Pedro Mendes, João Serrano, Inês Santo, António Rosado
O99 Citologia de impressão da superfície ocular: Técnica de coleta e processamento de amostras
Paula Mendonça, Kátia Freitas
O100 A prática esportiva afeta o tempo de reação na atividade neuromuscular?
Dora Ferreira, António Brito, Renato Fernandes
O101 Eficiência da administração enteral de fibras no tratamento da obstipação crônica
Sofia Gomes, Fernando Moreira, Cláudia Pinho, Rita Oliveira, Ana I. Oliveira
O102 Descalcificador rápido em osso compacto e osso esponjoso
Paula Mendonça, Ana P. Casimiro, Patrícia Martins, Iryna Silva
O103 Promoção da saúde no idoso – Projeto de intervenção na demência
Diana Evangelista
O104 Prevenção de distúrbios musculoesqueléticos através de um protocolo de exercícios realizado em contexto laboral
Catarina Leitão, Fábia Velosa, Nélio Carecho, Luís Coelho
O105 Conhecimento de professores e outros agentes educativos sobre diabetes tipo 1: Eficácia de um programa de intervenção
Eva Menino, Anjos Dixe, Helena Catarino, Fátima Soares, Ester Gama, Clementina Gordo
O106 Tratamento da dor neuropática periférica diabética: uma revisão sistemática de ensaios clínicos de fase II e III
Eliana Moreira, Cristiana Midões, Marlene Santos
O107 Novos medicamentos para o tratamento da osteoporose: Revisão sistemática de ensaios clínicos de fase II e III
Sara Machado, Vânia P. Oliveira, Marlene Santos
O108 Promoção da esperança no fim da vida: Eficácia de um Programa de Intervenção
Ana Querido, Anjos Dixe, Rita Marques, Zaida Charepe
P43 Efeitos da terapia psicomotora no comportamento adaptativo e na proficiência motora de adultos com deficiência intelectual
Ana Antunes, Sofia Santos
P44 O efeito da terapia por exercício na esclerose múltipla – um estudo de caso único
Marlene C. Rosa
P45 Condição física e autoeficácia em pessoas com risco de queda – um estudo preliminar
Marlene C. Rosa, Silvana F. Marques
P46 Ondas de choque: sua eficácia na melhora dos sintomas da tendinite calcificante do ombro
Beatriz Minghelli, Eulália Caro
P47 Chupeta – construção e aplicação piloto de uma intervenção parental para pais de bebês até seis meses na atenção primária à saúde
Mª José Luís, Teresa Brandão
P48 A influência da Imagética Motora nas habilidades motoras finas de indivíduos com deficiência
Pedro Mendes, Daniel Marinho, João Petrica, Diogo Monteiro, Rui Paulo, João Serrano, Inês Santo
P49 Avaliação dos efeitos de um programa de caminhada sobre os fatores de risco de queda em idosos – um estudo piloto longitudinal
Lina Monteiro, Fátima Ramalho, Rita Santos-Rocha, Sónia Morgado, Teresa Bento
P50 Programa de intervenção de enfermagem nos estilos de vida de adolescentes
Gilberta Sousa, Otília Freitas, Isabel Silva, Gregório Freitas, Clementina Morna, Rita Vasconcelos
P51 A pessoa submetida a reabilitação de substituição do quadril, em casa
Tatiana Azevedo, Salete Soares, Jacinta Pisco
P52 Efeitos do uso de Melatonina no tratamento de doenças neurovegetativas
Paulo P. Ferreira, Efrain O. Olszewer, Michelle T. Oliveira, Anderson R. Sousa, Ana S. Maia, Sebastião T. Oliveira
P53 Revisão da Fitoterapia e outras substâncias naturais no abuso de álcool e alcoolismo
Erica Santos, Ana I. Oliveira, Carla Maia, Fernando Moreira, Joana Santos, Maria F. Mendes, Rita F. Oliveira, Cláudia Pinho
P54 Impacto do programa dietético nos marcadores bioquímicos em diabéticos: revisão sistemática
Eduarda Barreira, Ana Pereira, Josiana A. Vaz, André Novo
P55 Abordagens biológicas para osteoartrite do joelho: plasma rico em plaquetas e ácido hialurônico
Luís D. Silva, Bruno Maia, Eduardo Ferreira, Filipa Pires, Renato Andrade, Luís Camarinha
P56 Injeções intra-articulares de plasma rico em plaquetas e ácido hialurônico para o tratamento da osteoartrite do tornozelo
Luís D. Silva, Bruno Maia, Eduardo Ferreira, Filipa Pires, Renato Andrade, Luís Camarinha
P57 O impacto das medidas preventivas na incidência de úlceras do pé diabético: uma revisão sistemática
Ana F. César, Mariana Poço, David Ventura, Raquel Loura, Pedro Gomes, Catarina Gomes, Cláudia Silva, Elsa Melo, João Lindo
P58 Violência no namoro entre adolescentes jovens
Joana Domingos, Zaida Mendes, Susana Poeta, Tiago Carvalho, Catarina Tomás, Helena Catarino, Mª Anjos Dixe
P59 Atividade física e memória motora na destreza pedal
André Ramalho, António Rosado, Pedro Mendes, Rui Paulo, Inês Garcia, João Petrica
P60 Os efeitos da vibração de corpo inteiro na atividade eletromiográfica dos músculos da coxa
Sandra Rodrigues, Rui Meneses, Carlos Afonso, Luís Faria, Adérito Seixas
P61 Promoção da saúde mental no local de trabalho
Marina Cordeiro, Paulo Granjo, José C. Gomes
P62 Influência do exercício físico na autopercepção da imagem corporal em mulheres idosas: Uma revisão sistemática de estudos qualitativos
Nelba R. Souza, Guilherme E. Furtado, Saulo V. Rocha, Paula Silva, Joana Carvalho
O109 Propriedades psicométricas da versão portuguesa do Éxamen Geronto-Psychomoteur (P-EGP)
Marina Ana Morais, Sofia Santos, Paula Lebre, Ana Antunes
O110 Sintomas de depressão na população idosa de Portugal, Espanha e Itália
António Calha
O111 Estratégias de regulação emocional e sintomas psicopatológicos: Uma comparação entre adolescentes com e sem autolesão deliberada
Ana Xavier, Marina Cunha, José Pinto-Gouveia
O112 Prevalência de incapacidade física em pessoas com hanseníase
Liana Alencar, Madalena Cunha, António Madureira
O113 Qualidade de vida e autoestima em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2
Ilda Cardoso, Ana Galhardo, Fernanda Daniel, Vítor Rodrigues
O114 Comparação transcultural da coordenação motora grossa em crianças do Brasil e de Portugal
Leonardo Luz, Tatiana Luz, Maurício R. Ramos, Dayse C. Medeiros, Bruno M. Carmo, André Seabra, Cristina Padez, Manuel C. Silva
O115 Diferenças eletrocardiográficas entre pessoas africanas e caucasianas
António Rodrigues, Patrícia Coelho, Alexandre Coelho
O116 Fatores associados à violência doméstica, sexual e outros tipos na cidade de Palhoça - Brasil
Madson Caminha, Filipe Matheus, Elenice Mendes, Jony Correia, Marcia Kretzer
O117 Estudo de prevalência de zumbido em usuários de um hospital de gestão pública - Espanha
Francisco J. Hernandez-Martinez, Juan F. Jimenez-Diaz, Bienvendida C. Rodriguez-De-Vera, Carla Jimenez-Rodriguez, Yadira Armas-Gonzalez
O118 Dificuldades vivenciadas por pais de crianças com diabetes mellitus em idade pré-escolar no manejo terapêutico e nutricional
Cátia Rodrigues, Rosa Pedroso
O119 Saúde mental eletrônica - "bom ter" ou "necessário"? Explorando as atitudes em relação à saúde mental eletrônica na população geral
Jennifer Apolinário-Hagen, Viktor Vehreschild
O120 Violência contra crianças e adolescentes e o papel dos profissionais de saúde: Saber identificar e cuidar
Milene Veloso, Celina Magalhães, Isabel Cabral, Maira Ferraz
O121 Violência conjugal. Um estudo na população do Algarve
Filipe Nave, Emília Costa, Filomena Matos, José Pacheco
O122 Fatores clínicos e adesão ao tratamento na doença cardíaca isquêmica
António Dias, Carlos Pereira, João Duarte, Madalena Cunha, Daniel Silva
O123 A religiosidade pode melhorar o otimismo em participantes em estados de doença, controlando a satisfação com a vida?
Lisete M. Mónico, Valentim R. Alferes, Mª São João Brêda, Carla Carvalho, Pedro M. Parreira
O124 Empoderamento, conhecimento e qualidade de vida de pessoas com diabetes tipo 2 na Unidade Local de Saúde do Alto Minho
Mª Carminda Morais, Pedro Ferreira, Rui Pimenta, José Boavida
O125 Adesão à terapia anti-hipertensiva entre pacientes hipertensos do concelho de Bragança, Portugal
Isabel C. Pinto, Tânia Pires, Catarina Silva
O126 Percepção subjetiva de realização sexual - Um estudo exploratório em pessoas com excesso de peso
Maria Ribeiro, Maria Viega-Branco, Filomena Pereira, Ana Mª Pereira
O127 Nível de atividade física e fatores associados em indivíduos hipertensos cadastrados na estratégia de saúde da família de uma unidade básica de saúde da cidade de Palhoça, Santa Catarina, Brasil
Fabrícia M. Almeida, Gustavo L. Estevez, Sandra Ribeiro, Marcia R. Kretzer
O128 Percepção de aptidão funcional e saúde em idosos não institucionalizados de áreas rurais
Paulo V. João, Paulo Nogueira, Sandra Novais, Ana Pereira, Lara Carneiro, Maria Mota
O129 Adesão à medicação em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 tratados na atenção primária à saúde em Coimbra
Rui Cruz, Luiz Santiago, Carlos Fontes-Ribeiro
O130 Associação multivariada entre índice de massa corporal e multicomorbidades em idosos que vivem em contexto de baixo nível socioeconômico
Guilherme Furtado, Saulo V. Rocha, André P. Coutinho, João S. Neto, Lélia R. Vasconcelos, Nelba R. Souza, Estélio Dantas
O131 Metacognição, ruminação e esquiva experiencial no Transtorno de Personalidade Borderline
Alexandra Dinis, Sérgio Carvalho, Paula Castilho, José Pinto-Gouveia
O132 Questões de saúde em uma população vulnerável: consulta de enfermagem em um balneário público em Lisboa
Alexandra Sarreira-Santos, Amélia Figueiredo, Lurdes Medeiros-Garcia, Paulo Seabra
O133 A percepção da qualidade de vida em pessoas com esclerose múltipla acompanhadas em Consulta Externa da Unidade Local de Saúde do Alto Minho
Rosa Rodrigues, Mª Carminda Morais, Paula O. Fernandes
O134 Representação da interação estabelecida entre mulheres imigrantes e enfermeiro durante a gravidez ao pós-parto, na perspectiva das mulheres imigrantes
Conceição Santiago, Mª Henriqueta Figueiredo, Marta L. Basto
O135 Percepções de doença e adesão à medicação na hipertensão
Teresa Guimarães, André Coelho, Anabela Graça, Ana M. Silva, Ana R. Fonseca
O136 Um estudo português sobre violência por parceiro íntimo em adultos, confiança interpessoal e esperança
Luz Vale-Dias, Bárbara Minas, Graciete Franco-Borges
P63 Preditores de QV de pessoas com deficiência intelectual e população geral
Cristina Simões, Sofia Santos
P64 Validação de conteúdo do Perfil de Incapacidade Comunicativa (CDP) - Versão Portuguesa
Ana Serra, Maria Matos, Luís Jesus
P65 Estudo das alterações bioquímicas e hematológicas em jogadores de futebol
Ana S. Tavares, Ana Almeida, Céu Leitão, Edna Varandas, Renato Abreu, Fernando Bellém
P66 Insatisfação com a imagem corporal na doença inflamatória intestinal: explorando o papel da vergonha relacionada à doença crónica
Inês A. Trindade, Cláudia Ferreira, José Pinto-Gouveia, Joana Marta-Simões
P67 Obesidade e sono na população adulta - uma revisão sistemática
Odete Amaral, Cristiana Miranda, Pedro Guimarães, Rodrigo Gonçalves, Nélio Veiga, Carlos Pereira
P68 Frequência de sonolência diurna e risco de apneia obstrutiva do sono em pacientes com DPOC
Tânia C. Fleig, Elisabete A. San-Martin, Cássia L. Goulart, Paloma B. Schneiders, Natacha F. Miranda, Lisiane L. Carvalho, Andrea G. Silva
P69 Trabalhando com clientes de origem imigrante: discursos e práticas de profissionais de saúde
Joana Topa, Conceição Nogueira, Sofia Neves
P70 Lúpus Eritematoso Sistémico – quais são as alterações audiovestibulares?
Rita Ventura, Cristina Nazaré
P71 Transtornos mentais em idosos muito idosos: achados da base de dados nacional de hospitalizações portuguesa
Daniela Brandão, Alberto Freitas, Óscar Ribeiro, Constança Paúl
P72 Análise de recorrência no controlo postural em crianças com paralisia cerebral
Cristiana Mercê, Marco Branco, Pedro Almeida, Daniela Nascimento, Juliana Pereira, David Catela
P73 A experiência do autocuidado em idosos com DPOC: contributos para refletir sobre o cuidado de proximidade
Helga Rafael
P74 Enfermeiros culturalmente competentes: gerindo a imprevisibilidade na prática clínica com imigrantes
Alcinda C. Reis
O137 Triagem da fala e linguagem pediátrica: Um instrumento para profissionais de saúde
Ana Mendes, Ana R. Valente, Marisa Lousada
O138 Avaliação antropométrica e nutricional em fisiculturistas
Diana Sousa, Ana L. Baltazar, Mª Helena Loureiro
O139 Sons respiratórios adventícios computorizados em crianças com infeções do trato respiratório inferior
Ana Oliveira, José Aparício, Alda Marques
O140 Papel dos sons respiratórios computorizados como marcador nas ITRI
Alda Marques, Ana Oliveira, Joana Neves, Rodrigo Ayoub
O141 Análise fatorial confirmatória do Índice de Bem-Estar Pessoal em pessoas com doença renal crónica
Luís Sousa, Cristina Marques-Vieira, Sandy Severino, Helena José
O142 Habilidades de consciência fonológica em crianças em idade escolar
Inês Cadorio, Marisa Lousada
O143 Avaliação de memórias precoces de calor e segurança na interação com pares: a sua relação com a psicopatologia na adolescência
Marina Cunha, Diogo Andrade, Ana Galhardo, Margarida Couto
O144 Os efeitos moleculares induzidos por irradiação de dose única numa linha celular de linfoma difuso de grandes células B
Fernando Mendes, Cátia Domingues, Susann Schukg, Ana M. Abrantes, Ana C. Gonçalves, Tiago Sales, Ricardo Teixo, Rita Silva, Jéssica Estrela, Mafalda Laranjo, João Casalta-Lopes, Clara Rocha, Paulo C. Simões, Ana B. Sarmento-Ribeiro, Mª Filomena Botelho, Manuel S. Rosa
O145 Caracterização morfofuncional das câmaras cardíacas por Ecocardiografia Transtorácica, em jovens atletas de ginástica de competição
Virgínia Fonseca, Diogo Colaço, Vanessa Neves
O146 Prevalência dos anticorpos do novo sistema histo-sanguíneo – Sistema FORS
Carlos Jesus, Camilla Hesse, Clara Rocha, Nádia Osório, Ana Valado, Armando Caseiro, António Gabriel, Lola Svensson, Fernando Mendes, Wafa A. Siba, Cristina Pereira, Jorge Tomaz
O147 Avaliação da perceção de ameaça relacionada com a guerra em Veteranos da Guerra Colonial Portuguesa
Teresa Carvalho, José Pinto-Gouveia, Marina Cunha
O148 Estimativa do tempo de trânsito do pulso para medição contínua da pressão arterial: Um estudo comparativo
Diana Duarte, Nuno V. Lopes, Rui Fonseca-Pinto
O149 Avaliação da pressão arterial durante manobras clínicas padrão: Uma abordagem não invasiva baseada no PPT
Diana Duarte, Nuno V. Lopes, Rui Fonseca-Pinto
O150 Desenvolvimento e validação inicial do Perfil de Atividades e Participação relacionado com a Mobilidade (APPM)
Anabela C. Martins
O151 MEASYCare-2010 Standard – Um sistema de avaliação geriátrica nos cuidados de saúde primários: Fiabilidade e validade da versão mais recente em Portugal
Piedade Brandão, Laura Martins, Margarida Cardoso
O152 Fiabilidade e concordância inter e intra-avaliador da amplitude de flexão do ombro na posição ortostática através de avaliação fotográfica
Nuno Morais, Joana Cruz
O153 Técnicas de biofabricação tridimensional para regeneração tecidular
Nuno Alves, Paula Faria, Artur Mateus, Pedro Morouço
O154 Uma nova ferramenta computacional para biofabricação aplicada à engenharia de tecidos
Nuno Alves, Nelson Ferreira, Artur Mateus, Paula Faria, Pedro Morouço
O155 Desenvolvimento e qualidades psicométricas de uma escala para medir a independência funcional de adolescentes com deficiência motora
Isabel Malheiro, Filomena Gaspar, Luísa Barros
O156 Confiança Organizacional nos serviços de saúde: Análise fatorial exploratória e confirmatória do Inventário de Confiança Organizacional – Versão Reduzida (ICO-VR)
Pedro Parreira, Andreia Cardoso, Lisete Mónico, Carla Carvalho, Albino Lopes, Anabela Salgueiro-Oliveira
O157 Simetria térmica: Um indicador de assimetrias de tarefas ocupacionais em fisioterapia
Adérito Seixas, Valter Soares, Tiago Dias, Ricardo Vardasca, Joaquim Gabriel, Sandra Rodrigues
O158 Um estudo da adoção de monitorização ativa com TIC na reabilitação do AVC
Hugo Paredes, Arsénio Reis, Sara Marinho, Vítor Filipe, João Barroso
O159 Paranoia Checklist (Versão Portuguesa): Estudos preliminares numa amostra mista de doentes e controlos saudáveis
Carolina Da Motta, Célia B. Carvalho, José Pinto-Gouveia, Ermelindo Peixoto
O160 Confiabilidade e validade da Escala Composta de Matutinidade: versão portuguesa europeia, em adolescentes e adultos jovens
Ana A. Gomes, Vanessa Costa, Diana Couto, Daniel R. Marques, José A. Leitão, José Tavares, Maria H. Azevedo, Carlos F. Silva
O161 Escala de avaliação da satisfação do paciente com cuidados de enfermagem: avaliação das propriedades psicométricas
João Freitas, Pedro Parreira, João Marôco
O162 Impacto da fibromialgia na qualidade de vida: comparando resultados de instrumentos genéricos e FIQR
Miguel A. Garcia-Gordillo, Daniel Collado-Mateo, Gang Chen, Angelo Iezzi, José A. Sala, José A. Parraça, Narcis Gusi
O163 Estudo preliminar da adaptação e validação da Escala de Avaliação do Self Resiliente: resiliência, autolesão e ideação suicida em adolescentes
Jani Sousa, Mariana Marques, Jacinto Jardim, Anabela Pereira, Sónia Simões, Marina Cunha
O164 Desenvolvimento da primeira úlcera por pressão em ambiente de internamento: foco no tempo de permanência
Pedro Sardo, Jenifer Guedes, João Lindo, Paulo Machado, Elsa Melo
O165 Escala de Formas de Autocrítica e Autocompaixão: adaptação e primeiros resultados numa amostra de crianças portuguesas
Célia B. Carvalho, Joana Benevides, Marina Sousa, Joana Cabral, Carolina Da Motta
O166 Capacidade preditiva da Ferramenta de Rastreio e Prevenção da Depressão Perinatal – Resultados preliminares da abordagem dimensional
Ana T. Pereira, Sandra Xavier, Julieta Azevedo, Elisabete Bento, Cristiana Marques, Rosa Carvalho, Mariana Marques, António Macedo
O167 Propriedades psicométricas da BaSIQS-Escala Básica de Sintomas de Insónia e Qualidade do Sono, em adultos e idosos
Ana M. Silva, Juliana Alves, Ana A. Gomes, Daniel R. Marques, Mª Helena Azevedo, Carlos Silva
O168 Esclarecendo a decisão humana em saúde: o desafio da classificação melanocítica da pele
Ana Mendes, Huei D. Lee, Newton Spolaôr, Jefferson T. Oliva, Wu F. Chung, Rui Fonseca-Pinto
O169 Confiabilidade teste-reteste do estudo da vida doméstica e questionário de saúde Pomerode (SHIP-BRAZIL)
Keila Bairros, Cláudia D. Silva, Clóvis A. Souza, Silvana S. Schroeder
O170 Caracterização dos comportamentos de exposição solar entre estudantes de medicina da Nova Medical School
Elsa Araújo, Helena Monteiro, Ricardo Costa, Sara S. Dias, Jorge Torgal
O171 Espiritualidade em gestantes
Carolina G. Henriques, Luísa Santos, Elisa F. Caceiro, Sónia A. Ramalho
O172 Polifarmácia em pacientes idosos com cancro
Rita Oliveira, Vera Afreixo, João Santos, Priscilla Mota, Agostinho Cruz, Francisco Pimentel
O173 Qualidade de vida de cuidadores de pessoas com doença crónica avançada: tradução e validação da versão do cuidador familiar do quality of life in life threatening illness (QOLLTI-C-PT)
Rita Marques, Mª Anjos Dixe, Ana Querido, Patrícia Sousa
O174 As propriedades psicométricas da breve Escala de Vergonha pelo Outro para Crianças (OAS-C): estudos preliminares de validação numa amostra de crianças portuguesas
Joana Benevides, Carolina Da Motta, Marina Sousa, Suzana N. Caldeira, Célia B. Carvalho
O175 Medindo a inteligência emocional em estudantes de saúde – Revalidação do WLEIS-P
Ana Querido, Catarina Tomás, Daniel Carvalho, João Gomes, Marina Cordeiro
O176 Indicadores de saúde na assistência pré-natal: O impacto da informatização e da subprodução em centros básicos de saúde
Joyce O. Costa, Frederico C. Valim, Lígia C. Ribeiro
O177 Genograma da esperança: Avaliação dos recursos e padrões de interação na família da criança com paralisia cerebral
Zaida Charepe, Ana Querido, Mª Henriqueta Figueiredo
O178 A influência do tipo de parto na qualidade de vida pós-parto
Priscila S. Aquino, Samila G. Ribeiro, Ana B. Pinheiro, Paula A. Lessa, Mirna F. Oliveira, Luísa S. Brito, Ítalo N. Pinto, Alessandra S. Furtado, Régia B. Castro, Caroline Q. Aquino, Eveliny S. Martins
O179 Crenças das mulheres sobre o exame de Papanicolau e câncer cervical: influência dos determinantes sociais
Ana B Pinheiro, Priscila S. Aquino, Lara L. Oliveira, Patrícia C. Pinheiro, Caroline R. Sousa, Vívien A. Freitas, Tatiane M. Silva, Adman S. Lima, Caroline Q. Aquino, Karizia V. Andrade, Camila A. Oliveira, Eglidia F. Vidal
O180 Validade da versão portuguesa do ASI-3: A sensibilidade à ansiedade é um construto unidimensional ou multidimensional?
Ana Ganho-Ávila, Mariana Moura-Ramos, Óscar Gonçalves, Jorge Almeida
O181 Estilos de vida de estudantes do ensino superior: a influência da autoestima e do bem-estar psicológico
Armando Silva, Irma Brito, João Amado
P75 Avaliando a qualidade de vida de pessoas com deficiência intelectual significativa: versão portuguesa da Escala de San Martín
António Rodrigo, Sofia Santos, Fernando Gomes
P76 Obesidade infantil e amamentação - Uma revisão sistemática
Marlene C. Rosa, Silvana F. Marques
P77 Adaptação transcultural do Foot and Ankle Ability Measure (FAAM) para a população portuguesa
Sara Luís, Luís Cavalheiro, Pedro Ferreira, Rui Gonçalves
P78 Adaptação transcultural do Patient-Rated Wrist Evaluation score (PRWE) para a população portuguesa
Rui S. Lopes, Luís Cavalheiro, Pedro Ferreira, Rui Gonçalves
P79 Adaptação transcultural da Myocardial Infraction Dimensional Assessment Scale (MIDAS) para a língua portuguesa do Brasil
Bruno H. Fiorin, Marina S. Santos, Edmar S. Oliveira, Rita L. Moreira, Elizabete A. Oliveira, Braulio L. Filho
P80 A versão portuguesa revisada do Three-Factor Eating Questionnaire: Uma análise fatorial confirmatória
Lara Palmeira, Teresa Garcia, José Pinto-Gouveia, Marina Cunha
P81 Avaliando a inflexibilidade psicológica relacionada ao peso: Uma análise fatorial exploratória da versão portuguesa do AAQW
Sara Cardoso, Lara Palmeira, Marina Cunha; José Pinto-Gouveia
P82 Validação da Body Appreciation Scale-2 para mulheres portuguesas
Joana Marta-Simões, Ana L. Mendes, Inês A. Trindade, Sara Oliveira, Cláudia Ferreira
P83 A validação portuguesa da Dietary Intent Scale
Ana L. Mendes, Joana Marta-Simões, Inês A. Trindade, Cláudia Ferreira
P84 Construção e validação do Inventário de Violência Conjugal (IVC)
Filipe Nave
P85 Sistema portátil de monitorização contínua da pressão arterial
Mariana Campos, Iris Gaudêncio, Fernando Martins, Lino Ferreira, Nuno Lopes, Rui Fonseca-Pinto
P86 Construção e validação da Escala de Percepção das Dificuldades no Cuidar do Idoso (SPDCE)
Rogério Rodrigues, Zaida Azeredo, Corália Vicente
P87 Desenvolvimento e validação de uma escala de avaliação do conforto para idosos hospitalizados com doença crônica
Joana Silva, Patrícia Sousa, Rita Marques
P88 Construção e validação do Questionário de Qualidade de Vida Paterna no Pós-Parto (PP-QOL)
Isabel Mendes, Rogério Rodrigues, Zaida Azeredo, Corália Vicente
P89 Termografia por infravermelhos: Uma ferramenta para avaliação de úlceras do pé diabético
Ricardo Vardasca, Ana R. Marques, Adérito Seixas, Rui Carvalho, Joaquim Gabriel
P90 Úlceras por pressão em unidade de terapia intensiva: Relato de experiência
Paulo P. Ferreira, Michelle T. Oliveira, Anderson R. Sousa, Ana S. Maia, Sebastião T. Oliveira, Pablo O. Costa, Maiza M. Silva
P91 Validação de figuras utilizadas em evocações: instrumento para captar representações
Cristina Arreguy-Sena, Nathália Alvarenga-Martins, Paulo F. Pinto, Denize C. Oliveira, Pedro D. Parreira, Antônio T. Gomes, Luciene M. Braga
P92 Assistência telefônica para reduzir a sobrecarga em cuidadores informais de idosos com AVC: Monitorização e avaliação diagnóstica
Odete Araújo, Isabel Lage, José Cabrita, Laetitia Teixeira
P93 Esperança de cuidadores informais de pessoas com doença crônica e avançada
Rita Marques, Mª Anjos Dixe, Ana Querido, Patrícia Sousa
P94 Informação de funcionalidade e qualidade do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica Português
Sara Silva, Eugénio Cordeiro, João Pimentel
P95 Taxa metabólica de repouso medida objetivamente vs. fórmula de Harris e Benedict
Vera Ferro-Lebres, Juliana A. Souza, Mariline Tavares
O182 Características de pacientes não urgentes: Estudo transversal de um serviço de emergência
Mª Anjos Dixe, Pedro Sousa, Rui Passadouro, Teresa Peralta, Carlos Ferreira, Georgina Lourenço
O183 Aptidão física e saúde em crianças do 1º Ciclo do Ensino Fundamental
João Serrano, João Petrica, Rui Paulo, Samuel Honório, Pedro Mendes
O184 O impacto da atividade física na qualidade do sono, em crianças
Alexandra Simões, Lucinda Carvalho, Alexandre Pereira
O185 Qual é o potencial de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação na autogestão da Hipertensão Arterial?
Sara Silva, Paulino Sousa, José M. Padilha
O186 Explorando fatores psicossociais associados ao risco de queda em pacientes idosos em hemodiálise
Daniela Figueiredo, Carolina Valente, Alda Marques
O187 Desenvolvimento de úlceras por pressão na face em pacientes submetidos a ventilação não invasiva
Patrícia Ribas, Joana Sousa, Frederico Brandão, Cesar Sousa, Matilde Martins
O188 O idoso hospitalizado: Fatores limitantes do conforto
Patrícia Sousa, Rita Marques
O189 Atividade física e autoperceção do estado de saúde por adultos portugueses
Francisco Mendes, Rosina Fernandes, Emília Martins, Cátia Magalhães, Patrícia Araújo
O190 Satisfação com o suporte social em idosos do distrito de Bragança
Carla Grande, Mª Augusta Mata, Juan G. Vieitez
O191 Prevalência de morte por traumatismo cranioencefálico e fatores associados em unidade de terapia intensiva de um hospital geral, Brasil
Bruna Bianchini, Nazare Nazario, João G. Filho, Marcia Kretzer
O192 Relação entre a sobrecarga do cuidador familiar e o estado de saúde de idosos dependentes
Tânia Costa, Armando Almeida, Gabriel Baffour
O193 Fenómenos sensíveis aos cuidados de enfermagem em centro de dia
Armando Almeida, Tânia Costa, Gabriel Baffour
O194 Fragilidade: o que pensam os idosos?
Zaida Azeredo, Carlos Laranjeira, Magda Guerra, Ana P. Barbeiro
O195 O autocuidado terapêutico como resultado sensível à enfermagem: Um estudo correlacional
Regina Ferreira
O196 Aquisição fonético-fonológica para o Português Europeu dos 18 meses aos 6 anos e 12 meses
Sara Lopes, Liliana Nunes, Ana Mendes
O197 Qualidade de vida de pacientes submetidos a cirurgia de transplante hepático
Julian Martins, Dulcineia Schneider, Marcia Kretzer, Flávio Magajewski
O198 Competências profissionais em saúde: visões de idosos de diferentes países europeus
Célia Soares, António Marques
O199 Satisfação com a vida de adultos trabalhadores em função do número de horas de exercício semanal
Marco Batista, Ruth J. Castuera, Helena Mesquita, António Faustino, Jorge Santos, Samuel Honório
O200 Itinerário terapêutico de mulheres com cancro da mama na cidade de Santa Maria/RS
Betina P. Vizzotto, Leticia Frigo, Hedioneia F. Pivetta
O201 A prevalência do aleitamento materno aos 4 meses: A experiência materna como fator determinante
Dolores Sardo
O202 O impacto da transição para a parentalidade na saúde e bem-estar
Cristina Martins, Wilson Abreu, Mª Céu Figueiredo
P96 Motivação autodeterminada e bem-estar em adultos ativos portugueses de ambos os sexos
Marco Batista, Ruth Jimenez-Castuera, João Petrica, João Serrano, Samuel Honório, Rui Paulo, Pedro Mendes
P97 O cuidado geriátrico: formas e meios de confortar
Patrícia Sousa, Rita Marques
P98 A influência da idade relativa, adiposidade subcutânea e crescimento físico em jogadores de futebol sub-15 de Castelo Branco 2015
António Faustino, Paulo Silveira, João Serrano, Rui Paulo, Pedro Mendes, Samuel Honório
P99 Dados para o processo diagnóstico focado no autocuidado – gestão do regime medicamentoso: Uma revisão integrativa da literatura
Catarina Oliveira, Fernanda Bastos, Inês Cruz
P100 Arteterapia como promoção da saúde mental para crianças
Cláudia K. Rodriguez, Márcia R. Kretzer, Nazaré O. Nazário
P101 Caracterização química de quitosana fúngica para aplicações industriais
Pedro Cruz, Daniela C. Vaz, Rui B. Ruben, Francisco Avelelas, Susana Silva, Mª Jorge Campos
P102 O impacto de cuidar de idosos em casa
Maria Almeida, Liliana Gonçalves, Lígia Antunes
P103 Desenvolvimento da primeira úlcera por pressão em ambiente hospitalar: Foco nas características dos pacientes
Pedro Sardo, Jenifer Guedes, João Simões, Paulo Machado, Elsa Melo
P104 Associação entre autoeficácia geral e atividade física em adolescentes
Susana Cardoso, Osvaldo Santos, Carla Nunes, Isabel Loureiro
O203 Caracterização dos hábitos de aquisição online de produtos medicinais em Portugal
Flávia Santos, Gilberto Alves
O204 Sala de espera – Um espaço para educação em saúde
Cláudia Soar, Teresa O. Marsi
O205 Avaliação da cultura de segurança em crianças hospitalizadas
Ernestina Silva, Dora Pedrosa, Andrea Leça, Daniel Silva
O206 Autoconsciência sexual e imagem corporal
Ana Galvão, Maria Gomes, Paula Fernandes, Ana Noné
O207 Perceção de uma população portuguesa sobre a aquisição e consumo de alimentos funcionais
Jaime Combadão, Cátia Ramalhete, Paulo Figueiredo, Patrícia Caeiro
O208 O processo de trabalho na atenção primária à saúde: avaliação em municípios do sul do Brasil
Karine C. Fontana, Josimari T. Lacerda, Patrícia O. Machado
O209 Exploração e avaliação de potenciais bactérias lácticas probióticas isoladas do leite de búfala da Amazônia
Raphaelle Borges, Flávio Barbosa, Dayse Sá
O210 Segurança rodoviária para crianças: Utilizando a observação das crianças, como passageiro
Germana Brunhoso, Graça Aparício, Amâncio Carvalho
O211 Perceção e aplicação do quality-by-design pela indústria farmacêutica em Portugal
Ana P. Garcia, Paula O. Fernandes, Adriana Santos
O212 Saúde oral entre crianças e adolescentes portugueses: uma questão de saúde pública
Nélio Veiga, Carina Brás, Inês Carvalho, Joana Batalha, Margarida Glória, Filipa Bexiga, Inês Coelho, Odete Amaral, Carlos Pereira
O213 Espécies vegetais como recurso medicinal em Igatu-Chapada Diamantina (Bahia, Brasil)
Cláudia Pinho, Nilson Paraíso, Ana I. Oliveira, Cristóvão F. Lima, Alberto P. Dias
O214 Caracterização do desempenho cognitivo e funcional em tarefas quotidianas: Implicações para a saúde em idosos institucionalizados
Pedro Silva, Mário Espada, Mário Marques, Ana Pereira
O215 IMC e a perceção da importância dada à sexualidade em pessoas obesas e com excesso de peso
Ana Mª Pereira, Mª Veiga-Branco, Filomena Pereira, Maria Ribeiro
O216 Análise e comparação de contaminações microbiológicas de dois tipos de chupetas de composição diferente
Vera Lima, Ana I. Oliveira, Cláudia Pinho, Graça Cruz, Rita F. Oliveira, Luísa Barreiros, Fernando Moreira
O217 Experiências de relações de casal na transição para a reforma
Ana Camarneiro, Mª Helena Loureiro, Margarida Silva
O218 Tratamento preventivo e corretivo da deficiência de cálcio induzida por medicamentos: uma análise em contexto de farmácia comunitária
Catarina Duarte, Ângelo Jesus, Agostinho Cruz
O219 Perfil dos estados de humor em idosos fisicamente ativos: Existe relação com a perceção de saúde?
Maria Mota, Sandra Novais, Paulo Nogueira, Ana Pereira, Lara Carneiro, Paulo V. João
O220 Comportamento (in)seguro no trabalho: o papel da educação para uma cultura de saúde e segurança
Teresa Maneca Lima
O221 Análise do perfil empreendedor de estudantes do ensino superior em Portugal: aplicação do Carland Entrepreneurship Index
Anabela Salgueiro-Oliveira, Marina Vaquinhas, Pedro Parreira, Rosa Melo, João Graveto, Amélia Castilho, José H. Gomes
O222 Avaliação do bem-estar e qualidade de vida de gestantes trabalhadoras em relação à idade da gestante
María S. Medina, Valeriana G. Blanco
O223 Proteção do bem-estar psicológico entre trabalhadores desempregados e temporários: identificando intervenções comunitárias eficazes com um painel Delphi
Osvaldo Santos, Elisa Lopes, Ana Virgolino, Alexandra Dinis, Sara Ambrósio, Inês Almeida, Tatiana Marques, Mª João Heitor
O224 Normas populacionais chilenas derivadas do SF-6D de qualidade de vida relacionada à saúde
Miguel A. Garcia-Gordillo, Daniel Collado-Mateo, Pedro R. Olivares, José A. Parraça, José A. Sala
O225 Motivação dos estudantes universitários para o empreendedorismo: a influência da instabilidade social e econômica
Amélia Castilho, João Graveto, Pedro Parreira, Anabela Oliveira, José H. Gomes, Rosa Melo, Marina Vaquinhas
O226 Uso de plantas aromáticas e medicinais, drogas e produtos fitoterápicos na cidade de Bragança
Mónia Cheio, Agostinho Cruz, Olívia R. Pereira
O227 Flores comestíveis como novo conceito de alimentos inovadores para promoção da saúde
Sara Pinto, Adriana Oliveira, M. Conceição Manso, Carla Sousa, Ana F. Vinha
O228 A influência das atividades de lazer na saúde e bem-estar de idosos residentes em lares de idosos
Mª Manuela Machado, Margarida Vieira
O229 Risco de queda, medo de cair e funcionalidade em idosos residentes na comunidade
Beatriz Fernandes, Teresa Tomás, Diogo Quirino
O230 Dor musculoesquelética e hábitos posturais em crianças e adolescentes estudantes
Gustavo Desouzart, Rui Matos, Magali Bordini, Pedro Mouroço
O231 O que é diferente no Sul da Europa? A questão da participação dos cidadãos nos sistemas de saúde
Ana R. Matos, Mauro Serapioni
O232 Estresse ocupacional em policiais portugueses
Teresa Guimarães, Virgínia Fonseca, André Costa, João Ribeiro, João Lobato
O233 A terapia ocupacional é culturalmente relevante para promover a saúde mental em Burkina Faso?
Inmaculada Z. Martin, Anita Björklund
P105 Satisfação com pagamento por desempenho e qualidade na atenção primária
Aida I. Tavares, Pedro Ferreira, Rui Passadouro
P106 Desenvolvimento econômico sob a ótica da expectativa de vida
Sónia Morgado
P107 Qual é a eficácia do exercício na cessação do tabagismo para prevenir complicações clínicas do tabagismo?
Nuno Tavares, João Valente, Anabela C. Martins
P108 Uma revisão sistemática dos efeitos do yoga na saúde mental
Patrícia Araújo, Rosina Fernandes, Francisco Mendes, Cátia Magalhães, Emília Martins
P109 Estilo de vida saudável: comparação entre estudantes do ensino superior que viveram até a idade adulta em ambiente rural e urbano
Pedro Mendes, Rui Paulo, António Faustino, Helena Mesquita, Samuel Honório, Marco Batista
P110 Avaliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Brasil
Josimari T. Lacerda, Angela B. Ortiga, Mª Cristina Calvo, Sônia Natal
P111 Compostos bioativos - atividade antioxidante de frutas tropicais
Marta Pereira
P112 Uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor no trabalho de parto
Manuela Ferreira, Ana R. Prata, Paula Nelas, João Duarte
P113 Segurança mecânica de chupetas vendidas em farmácias e lojas de puericultura portuguesas
Juliana Carneiro, Ana I. Oliveira, Cláudia Pinho, Cristina Couto, Rita F. Oliveira, Fernando Moreira
P114 A importância da consulta pré-natal: Informações para gestantes em uma unidade de atenção primária
Ana S. Maia, Michelle T. Oliveira, Anderson R. Sousa, Paulo P. Ferreira, Géssica M. Souza, Lívia F. Almada, Milena A. Conceição, Eujcely C. Santiago
P115 Influência de diferentes condições de carga da mochila na atividade dos músculos do pescoço e lombar em crianças do ensino fundamental
Sandra Rodrigues, Gabriela Domingues, Irina Ferreira, Luís Faria, Adérito Seixas
P116 Eficácia e segurança do extrato seco de Hedera helix no tratamento da tosse produtiva
Ana R. Costa, Ângelo Jesus, Américo Cardoso, Alexandra Meireles, Armanda Colaço, Agostinho Cruz
P117 Um retrato dos processos de avaliação de grupos educativos na atenção primária à saúde
Viviane L. Vieira, Kellem R. Vincha, Ana Mª Cervato-Mancuso
P118 Benefícios das vitaminas C e E na perda auditiva neurossensorial: uma revisão
Melissa Faria, Cláudia Reis
P119 BODY SNAPSHOT – um sistema de avaliação antropométrica integrado à web
Marco P. Cova, Rita T. Ascenso, Henrique A. Almeida, Eunice G. Oliveira
P120 Avaliação antropométrica e variação durante a gravidez
Miguel Santana, Rafael Pereira, Eunice G. Oliveira, Henrique A. Almeida, Rita T. Ascenso
P121 Conhecimento de estudantes universitários sobre as mudanças nos seus hábitos alimentares e índice de atividade física na transição para o ensino superior
Rita Jesus, Rodrigo Tapadas, Carolina Tim-Tim, Catarina Cezanne, Matilde Lagoa, Sara S. Dias, Jorge Torgal
P122 Atividade muscular de um piloto de carro de rally
João Lopes, Henrique Almeida, Sandra Amado, Luís Carrão
O234 Literacia e resultados em saúde
Madalena Cunha, Luís Saboga-Nunes, Carlos Albuquerque, Olivério Ribeiro
O235 Promoção da literacia e capacitação de idosos diabéticos tipo 2 em quatro unidades de saúde familiar do agrupamento de centros de saúde de Dão Lafões
Suzete Oliveira, Mª Carminda Morais
O236 Dieta mediterrânica, saúde e qualidade de vida em crianças portuguesas
Emília Martins, Francisco Mendes, Rosina Fernandes, Cátia Magalhães, Patrícia Araújo
O237 Literacia em saúde, dos dados à ação - tradução, validação e aplicação do European Health Literacy Survey em Portugal (HLS-EU-PT)
Ana R. Pedro, Odete Amaral, Ana Escoval
O238 Avaliação da literacia em saúde oral numa população militar portuguesa
Victor Assunção, Henrique Luís, Luís Luís
O239 Preferências pela terapia cognitivo-comportamental baseada na Internet – as orientações de apego importam?
Jennifer Apolinário-Hagen, Viktor Vehreschild
O240 Um estudo transnacional comparativo em literacia em saúde entre Áustria e Portugal
Ulrike Fotschl, Gerald Lirk, Anabela C. Martins, Isabel Andrade, Fernando Mendes
O241 Literacia em saúde e comportamentos sociais: relação com doenças sexualmente transmissíveis?
Verónica Mendonça, Sandra Antunes, Isabel Andrade, Nádia Osório, Ana Valado, Armando Caseiro, António Gabriel, Anabela C. Martins, Fernando Mendes
O242 Estilos parentais e vinculação aos pais: que relações?
Paula A. Silva, Lisete M. Mónico, Pedro M. Parreira, Carla Carvalho
O243 Equilíbrio trabalho-vida em profissionais de saúde e docentes: estudo comparativo de trabalhadores com turnos e horário fixo
Carla Carvalho, Pedro M. Parreira, Lisete M. Mónico, Joana Ruivo
O244 Literacia tecnológica na autogestão da diabetes
Vânia Silva, Paulino Sousa, José M. Padilha
O245 Satisfação com a educação terapêutica e sua relação com variáveis clínicas em crianças com diabetes tipo 1
Vera Ferraz, Graça Aparício, João Duarte
O246 Conhecimentos relacionados com nutrição em pacientes de meia-idade e idosos com diabetes tipo 2
Carlos Vasconcelos, António Almeida, Joel Neves, Telma Correia, Helena Amorim, Romeu Mendes
O247 Validação do questionário HLS-EU-(PT) para medir a literacia em saúde em adolescentes (projeto CrAdLiSa: HLS-EU-PT)
Luís Saboga-Nunes, Madalena Cunha, Carlos Albuquerque
O248 Educação em saúde em pessoas com doença coronária: Experiência do serviço de cardiologia de um hospital da periferia de Lisboa
Elsa S. Pereira, Leonino S. Santos, Ana S. Reis, Helena R. Silva, João Rombo, Jorge C. Fernandes, Patrícia Fernandes
O249 Necessidades de informação e formação de cuidadores informais de indivíduos com sequelas de AVC: um inquérito qualitativo
Jaime Ribeiro, Catarina Mangas, Ana Freire
O250 Prevenção do consumo de substâncias psicoativas em alunos do 6º ano do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha
Sara Silva, Irene Francisco, Ana Oliveira
O251 Promoção da sexualidade saudável: responsabilidade partilhada entre família, jovens e educadores
Helena Catarino, Mª Anjos Dixe, Mª Clarisse Louro
O252 Comportamento sexual de risco em adolescentes e jovens
Saudade Lopes, Anjos Dixe
O253 Conhecimento do pessoal escolar sobre diabetes tipo 1
Mª Anjos Dixe, Eva Menino, Helena Catarino, Fátima Soares, Ana P. Oliveira, Sara Gordo, Teresa Kraus
O254 Saúde sexual em adolescentes: o impacto da busca de informação na literacia
Catarina Tomás, Paulo Queirós, Teresa Rodrigues
P123 Melhoria das competências de suporte básico de vida em adolescentes através de um programa de formação
Pedro Sousa, João G. Frade, Catarina Lobão
P124 Dificuldades na educação sexual reportadas por professores do ensino básico da cidade de Foz do Iguaçu - Brasil
Cynthia B. Moura, Laysa C. Dreyer, Vanize Meneghetti, Priscila P. Cabral
P125 Sobreviventes de cancro da mama: temas e recursos para informação. Uma revisão sistemática qualitativa
Francisca Pinto, Paulino Sousa, Mª Raquel Esteves
P126 Relação entre letramento em saúde e prevalência de IST em estudantes de Ciências Biomédicas Laboratoriais
Sofia Galvão, Ite Tytgat, Isabel Andrade, Nádia Osório, Ana Valado, Armando Caseiro, António Gabriel, Anabela C. Martins, Fernando Mendes
P127 Letramento em saúde, comportamentos de risco e doenças sexualmente transmissíveis entre doadores de sangue
Mónica Casas-Novas, Helena Bernardo, Isabel Andrade, Gracinda Sousa, Ana P. Sousa, Clara Rocha, Pedro Belo, Nádia Osório, Ana Valado, Armando Caseiro, António Gabriel, Anabela C. Martins, Fernando Mendes
P128 Promovendo o letramento em saúde nos cuidados de saúde na gravidez
Fátima Martins, Montserrat Pulido-Fuentes
P129 Os estilos de vida dos assistentes operacionais da educação
Isabel Barroso, Gil Cabral, M. João Monteiro, Conceição Rainho
P130 Experiências de aprendizagem-serviço em saúde e a arte literária: reflexões sobre a educação em saúde
Alessandro Prado, Yara M. Carvalho
P131 Natação ao longo da vida – um projeto europeu Erasmus + 
Maria Campos, Liliana Moreira, José Ferreira, Ana Teixeira, Luís Rama
Sessão 1: Cidadania em saúde
S1 Letramento em saúde e educação em saúde na adolescência
Catarina Cardoso Tomás
Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, Colégio da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Coimbra, Portugal
O letramento em saúde, um conceito mais complexo do que conhecimento, é uma capacidade necessária para obter, compreender, integrar e agir sobre informações de saúde [1], a fim de melhorar a saúde individual e comunitária, a qual é definida por diferentes níveis, de acordo com a autonomia e capacitação pessoal na tomada de decisão [2].
Níveis médios de letramento em saúde em uma população adolescente foram encontrados em um estudo realizado em 2013/2014, sendo mais altos em saúde sexual e reprodutiva e mais baixos no uso de substâncias. Também foi observado que os níveis mais altos de letramento em saúde estavam na área em que os adolescentes relataram ter recebido mais informações de saúde. A competência de letramento em saúde com maiores pontuações foi a habilidade de comunicação, e as menores pontuações foram na capacidade de analisar fatores que influenciam a saúde. Níveis mais altos também foram encontrados em adolescentes mais jovens, mas em um nível escolar mais elevado, confirmando a importância da educação em saúde nessa faixa etária e estágio de desenvolvimento. Os adolescentes buscam mais informações com profissionais de saúde e pais, sendo os amigos mais valorizados como fonte de informação em adolescentes mais velhos, o que reforça a importância da educação entre pares, principalmente em adolescentes mais velhos [3].
Como um conjunto de competências baseadas no conhecimento, o letramento em saúde deve ser desenvolvido por meio de intervenções educacionais, abrangendo o contexto cultural e social dos indivíduos, uma vez que a sociedade, a cultura e o sistema educacional nos quais o indivíduo está inserido podem definir a forma como o desenvolvimento e a aplicação das competências de letramento em saúde ocorrem [4]. As fontes de informação valorizadas devem ser levadas em consideração, bem como as necessidades de informação em alguns tópicos mencionados pelos adolescentes em uma educação em saúde eficiente.
Referências

  1. Borzekowski D. Considerando Crianças e Letramento em Saúde: Uma Abordagem Teórica. Pediatrics. 2009; 124: S282-S288.
  2. Nutbeam D. O conceito em evolução de letramento em saúde. Soc Sci Med. 2008; 67: 2072-2078.
  3. Tomás C. Literacia em Saúde na Adolescência [Tese de Doutoramento]. Porto: Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto; 2014.
  4. Committee on Health Literacy. Letramento em Saúde: Uma Prescrição para Acabar com a Confusão. Washington, D. C.: The National Academies Press, 2004.
    Sessão 2: Avaliação e intervenção em saúde
    S2 O efeito de um programa de caminhada na qualidade de vida e bem-estar de pessoas com esquizofrenia
    Emanuel Oliveira1,2, D. Sousa1, M. Uba-Chupel2, G. Furtado2, C. Rocha3, A. Teixeira2, P. Ferreira2
    1Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, Casa de Saúde Rainha Santa Isabel, Coimbra, Portugal; 2Unidade de Investigação para o Desporto e Atividade Física, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal; 3Ciências Complementares- INESCC, Coimbra, Portugal
    Correspondência: Emanuel Oliveira – Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, Casa de Saúde Rainha Santa Isabel, Coimbra, Portugal
    A esquizofrenia é uma doença mental grave e crónica que tem um efeito profundo na saúde e no bem-estar relacionados com a conhecida natureza dos sintomas psicóticos. O exercício tem o potencial de melhorar a vida de pessoas com esquizofrenia, melhorando a saúde física e aliviando sintomas psiquiátricos. No entanto, a maioria das pessoas com esquizofrenia permanece sedentária e a falta de acesso a programas de exercício são barreiras para alcançar benefícios para a saúde. O objetivo deste estudo é avaliar o efeito do exercício I) no tipo de intervenção em saúde mental, II) nos níveis salivares de alfa-amilase e cortisol e nos níveis séricos de S100B e BDNF, e III) na qualidade de vida e autoperceção do domínio físico de pessoas com esquizofrenia. A amostra consistiu em 31 mulheres institucionalizadas a longo prazo na Casa de Saúde Rainha Santa Isabel, com idades entre 25 e 63 anos, e com diagnóstico de esquizofrenia de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR). A aptidão física foi avaliada pelo teste de distância percorrida em seis minutos (6MWD). As variáveis biológicas foram determinadas por ELISA (Ensaio de Imunoabsorção Enzimática). As variáveis psicológicas foram avaliadas usando os testes SF-36, PSPP-SCV, RSES e SWLS. O exercício de caminhada tem um impacto positivo na aptidão física (6MWD – p = 0,001) e nos componentes físicos dos testes psicológicos ([SF-36] funcionamento físico p < 0,05; [PSPP-SCV] funcionalidade p < 0,05 e SWLS p < 0,05) de pessoas com esquizofrenia. O programa de caminhada melhora a qualidade de vida e a autoperceção do domínio físico e a aptidão física de pessoas com esquizofrenia.
    S3 Diagnóstico e tratamentos inovadores - o caminho para uma melhor prática médica
    Celeste Alves1,2
    1Hospitais CUF, Lisboa, Portugal; 2Unidade de Mama, Centro Clínico Champalimaud, Lisboa, Portugal
    O avanço da tecnologia em equipamentos de diagnóstico foi a principal força motriz no avanço do conhecimento médico. Em poucas décadas, os métodos de imagem passaram da radiologia convencional de dois planos para a tomografia computadorizada em aquisição volumétrica e reconstrução multiplanar, com análise morfológica e quantificação de densidades. Com a ressonância magnética somos capazes de realizar a análise da composição dos tecidos e identificar suas alterações no contexto de cada doença. Atualmente, os métodos de imagem molecular permitem a correlação do metabolismo e das doenças. A pesquisa e o conhecimento adquiridos sobre o genoma e o desenvolvimento da genômica deram à comunidade médica a oportunidade de estudar alterações genéticas ligadas a um grande número de doenças.
    A nova tecnologia permite aos médicos um melhor diagnóstico de um número significativo de síndromes e doenças, como visto em doenças crônico-degenerativas e em doenças oncológicas. Este grande progresso tecnológico é responsável pelo avanço da medicina personalizada e de novos tratamentos, levando em consideração as características biológicas e genéticas de cada doença individual. Todo o progresso feito nos métodos de rastreio também levou a comunidade médica a um estudo mais eficiente de doenças com alta prevalência na população geral.
    A ligação entre o avanço tecnológico visto hoje e o diagnóstico precoce de um grande número de doenças oncológicas, bem como o desenvolvimento de uma medicina personalizada, contribui não apenas para o bem-estar de cada paciente, mas também para a prática de uma medicina sustentável.
    S4 Aprendizagem baseada em simulação e como é uma alta contribuição
    Stefan Gisin (stefan@gisin.net)1,2
    1Centro Suíço de Simulação Médica & Associação Suíça de Simulação em Saúde, 4031 Basileia, Suíça; 2Hospital Universitário de Basileia, 4056 Basileia, Suíça
    O Dr. Stefan Gisin é anestesiologista do Hospital Universitário de Basileia/Suíça, atuando em várias especialidades de anestesia (incluindo cardíaca, torácica, neuro, obstétrica), tem um interesse especial em medicina de emergência pré-hospitalar e é médico de voo do Serviço Suíço de Resgate de Helicópteros (Rega) e apaixonado Diretor de Curso ATLS.
    Stefan Gisin é diretor do Centro Suíço de Simulação Médica em Basileia e implementou diversos conceitos de cursos para a formação pré e pós-graduada baseada em simulação, com foco no treinamento de equipes interdisciplinares e multiprofissionais. Em colaboração com o Departamento Suíço para o Desenvolvimento e Cooperação (DEZA), é consultor em vários projetos de educação em saúde em países do Leste Europeu. Ele atua como docente em cursos internacionais de instrutores de simulação (EuSim, PAEDSIM, InFact) e é membro do conselho consultivo da PAEDSIM eV. Atualmente, Stefan Gisin é Presidente da SASH (Associação Suíça de Simulação em Saúde) e Vice-Presidente da SESAM (Sociedade Europeia de Simulação Aplicada à Medicina).
    S5 Pesquisa formativa sobre aceitabilidade, utilização e promoção de um programa de fortificação domiciliar com pós de micronutrientes (MNP) na Região Autónoma do Príncipe, São Tomé e Príncipe
    Elisabete Catarino, Nelma Carvalho, Tiago Coucelo, Luís Bonfim, Carina Silva
    Associação HELPO, 2750-318 Cascais, Portugal
    Correspondência: Elisabete Catarino (elisabetecatarino@helpo.pt) – Associação HELPO, 2750-318 Cascais, Portugal
    Garantir um estado adequado de micronutrientes em crianças é um desafio, particularmente em países em desenvolvimento. Em São Tomé e Príncipe, o Inquérito Demográfico e de Saúde revela que mais da metade (62%) das crianças entre 6 e 59 meses apresentam anemia [1]. Documentos que orientam o Copenhagen Consensus [2] são muito claros ao demonstrar que, sem a correção do estado de micronutrientes, não há desenvolvimento pleno do potencial humano, em particular da capacidade cognitiva [3-5]. É, portanto, essencial que as mães conheçam as consequências para melhor compreender a necessidade de uma nutrição equilibrada. Desde 2011, a OMS [6] tem promovido o uso de pós de micronutrientes (MNP) em países com elevada prevalência de anemia em crianças, considerando-os uma medida de saúde pública altamente recomendável no combate a esta doença. Em 2014, a suplementação domiciliar com pós de micronutrientes foi proposta como uma estratégia da Política Nacional de Nutrição em São Tomé e Príncipe [7].
    O objetivo deste estudo é descrever a reação das famílias e comunidades ao uso dos MNP, com ênfase na sua aceitação, utilização e promoção. Esta pesquisa formativa contribui para ajustar as mensagens sobre os MNP à cultura e preferências do público-alvo antes da distribuição mais ampla dos MNP.
    Os resultados do nosso estudo mostraram uma boa aceitação e utilização correta dos MNP. Em relação a uma comunicação eficaz, os participantes escolheram a cor da embalagem com a imagem de um bebé/criança são-tomense. A marca "Vitaferro" foi a mais votada por ser de fácil pronúncia e se relacionar facilmente com os MNP e com a anemia. Algumas mães também sugeriram uma mensagem positiva motivando o uso dos MNP nos materiais de comunicação.
    Referências
  5. INE, MSAS. Macro I. "Inquérito Demográfico e Sanitário", São Tomé e Príncipe, IDS STP 2008-2009. Calverton, Maryland, EUA; 2010.
  6. Hoddinott J, Rosegrant M, Torero M. “Documento de Desafio sobre Fome e Desnutrição”. Washington DC: Copenhagen Consensus 2012; 2012. Disponível em: http://www.copenhagenconsensus.com/sites/default/files/hungerandmalnutrition.pdf
  7. Adu-Afarwuah S, Lartey A, Brown KH, Zlotkin S, Briend A, Dewey KG. “A fortificação domiciliar de alimentos complementares com suplementos de micronutrientes é bem aceita e tem efeitos positivos no status de ferro de lactentes em Gana”. American Journal of Clinical Nutrition. 2008; 87(4):929-38.
  8. Bilukha O, Howard C, Wilkinson C, Bamrah S, Husain F. “Efeitos da fortificação domiciliar com múltiplos micronutrientes na anemia e no crescimento de crianças refugiadas butanesas”. Food and Nutrition Bulletin. 2011; 32(3):264-76.
  9. De-Regil LM, Suchdev PS, Vist GE, Walleser S, Peña-Rosas JP. “Fortificação domiciliar de alimentos com pós de múltiplos micronutrientes para saúde e nutrição em crianças menores de dois anos de idade”. Evidence-Based Child Health. 2013; 8(1):112-201.
  10. OMS. “Diretriz: Uso de Pós de Múltiplos Micronutrientes para Fortificação Domiciliar de Alimentos Consumidos por Lactentes e Crianças de 6 a 23 Meses de Idade”. Genebra; 2011.
  11. Osei A, Septiari A, Suryantan J, Hossain MM, Chiwile F, Sari M, et al. “Usando pesquisa formativa para informar o design de um programa de fortificação domiciliar com pós de micronutrientes (MNP) no Distrito de Aileu, Timor-Leste”. Food and nutrition bulletin. 2014; 35(1):68-82.
    Palavras-chave: Crianças, estado de micronutrientes, anemia, pós de micronutrientes, MNP
    Sessão 3: Política de saúde e gestão em saúde
    S6 Cultura de segurança do paciente: uma reflexão sobre a abordagem terapêutica no paciente com patologia vocal
    Débora Franco
    Centro de Linguística, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
    A prática clínica levanta questões relacionadas à qualidade vocal, como a incidência e prevalência de disfonia e as recidivas no processo de reabilitação vocal. Essas questões merecem um compromisso de análise crítica para melhorar a qualidade da assistência à saúde. O uso vocal de cada falante, a existência de maus hábitos e a presença de outras patologias são fatores que comprometem a saúde vocal e podem levar à disfonia.
    Concluiu-se que as características de composição corporal podem influenciar as adaptações posturais que um indivíduo adota ao longo do tempo, tendo um impacto na saúde vocal e na dinâmica glótica. Indivíduos mais gordos terão capacidade vital e coordenação pneumofônica comprometidas, aumentando as irregularidades da vibração vocal e diminuindo a intensidade vocal. Esses indivíduos podem desenvolver ajustes posturais para melhorar a eficiência do trato respiratório. No entanto, uma cabeça em hiperextensão favorecerá o descenso da mandíbula com impacto na qualidade vocal. O aumento da lordose cervical aumentará a cifose torácica e o índice cifótico, tendo sido observadas diferenças entre indivíduos normais e disfônicos para essas variáveis.
    Acredita-se que uma maior eficácia da intervenção, reduzindo as recidivas, é possível se a análise da morfologia corporal também for incluída nos protocolos de avaliação, permitindo: (a) uma identificação dos fatores de risco de patologia vocal; (b) o encaminhamento para exames diagnósticos precisos; (c) planejamento em equipe do tratamento; (d) intervenção postural a ser incluída na reabilitação da disfonia. Construir uma cultura de segurança do paciente é encontrar nossa missão como profissionais de saúde.
    S7 Sobre vinho, biscoitos da sorte e experiência do paciente
    Jesús Alcoba González
    Centro Superior de Estudios Universitarios La Salle, Madrid, Espanha
    A economia da experiência é o último segmento na evolução do mercado, e é caracterizada pelo fato de que os consumidores não adquirem bens, produtos ou serviços, mas experiências que integram em sua biografia e, consequentemente, em sua identidade. A Experiência do Cliente, possivelmente a mais recente revolução no pensamento empresarial junto com a transformação digital, busca o design e a gestão de experiências verdadeiramente centradas no cliente. Esta revolução está se espalhando por diferentes setores, entre os quais o setor de saúde deve necessariamente ser considerado. Esta palestra aborda as ideias fundamentais dentro do conceito de experiência do cliente, bem como fornece informações e sugestões sobre como projetar e proporcionar uma experiência ideal ao paciente.
    Palavras-chave: Economia da experiência, experiência do cliente, experiência do paciente, cuidados de saúde, cultura centrada no cliente.
    Apresentações orais e pôsteres
    Acessibilidade aos Cuidados de Saúde e Determinantes da Demanda por Serviços de Saúde
    O1 O impacto psicológico nas equipes de emergência após o evento de desastre em 20 de fevereiro de 2010
    Helena G. Jardim1, Rita Silva2
    1Universidade da Madeira, 9000-082 Funchal, Portugal; 2Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E., 9004-514 Funchal, Portugal
    Correspondência: Helena G. Jardim (hjardim@uma.pt) – Universidade da Madeira, 9000-082 Funchal, Portugal
    Os desastres afetam as equipes de emergência em graus variados, causando trauma. Os fatores de risco para a saúde mental podem ser determinados de acordo com a experiência dos profissionais em lidar com essas situações. A gravidade da situação, bem como o comportamento e a resposta dos presentes, serão diferentes, dependendo da extensão da catástrofe, como o número de mortes, destruição, duração e grau de rapidez do fenômeno.
    O objetivo do estudo foi avaliar o impacto psicológico nas equipes de emergência após o desastre natural de 20 de fevereiro de 2010, na ilha da Madeira, Portugal. O grupo profissional era composto por 405 indivíduos: bombeiros (41,7%), militares (32,8%), polícia (17,3%) e profissionais de saúde (8,1%). Os instrumentos de avaliação utilizados foram: a lista de eventos de vida e o questionário de experiências peritraumáticas, versão adulta. Questões éticas foram consideradas, bem como o consentimento informado.
    A idade média foi de 34,5 anos, predominantemente do sexo masculino, casados e em residência no momento do evento. Os dados mostram que houve diferenças significativas entre a profissão e a resposta ao evento, bem como em relação ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), sendo isso mais evidente no grupo dos bombeiros e militares (p < 0,001; p < 0,001).
    Os resultados sugerem a necessidade vital de treinamento específico para esses grupos profissionais na área da saúde mental, visando a prevenção de transtornos psicológicos.
    Palavras-chave
    Desastres Naturais, experiências peritraumáticas, Transtorno de Estresse Pós-Traumático

O2 Distúrbios musculoesqueléticos em enfermeiras obstétricas
Cristina L. Baixinho, Mª Helena Presado, Mª Fátima Marques, Mário E. Cardoso
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 1700-063 Lisboa, Portugal
Correspondência: Cristina L. Baixinho (crbaixinho@esel.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 1700-063 Lisboa, Portugal
Introdução
A prevalência de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho (DMRT) é alta em enfermeiras obstétricas. Os fatores de risco estão associados ao ambiente físico, à natureza da ocupação, à parturiente, ao tipo de parto e ao recém-nascido. Objetivo: Identificar as práticas de segurança adotadas pelas enfermeiras obstétricas para prevenir os DMRT.
Métodos
Estudo exploratório qualitativo. Os critérios de inclusão para os 12 participantes foram o título profissional de enfermeiras obstétricas, se trabalham em blocos de parto. Para análise dos resultados, foi utilizada a proposta de análise de conteúdo de Bardin. O anonimato e a confidencialidade dos resultados foram garantidos.
Resultados
As preocupações com a manipulação de equipamentos e materiais para prevenir a sobrecarga lombar no posicionamento inicial da parturiente e a mobilização do recém-nascido se destacaram. A análise do discurso revelou dificuldade em adotar medidas preventivas para o período expulsivo, pois o movimento de pronação e supinação dos membros superiores necessário para facilitar o parto é realizado com aumento da tensão muscular, dificultando a manutenção do alinhamento e equilíbrio corporal.
Conclusões
As participantes relatam dificuldades em manter os princípios da biomecânica, especialmente no período expulsivo, causadas pelas complicações no controle do comportamento da parturiente.
Palavras-chave
Distúrbios musculoesqueléticos, enfermeiras obstétricas, biomecânica

O3 Experiências negativas na infância e medos da compaixão: Implicações para dificuldades psicológicas na adolescência
Marina Cunha1, Joana Mendes1, Ana Xavier2, Ana Galhardo1, Margarida Couto1
1Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132 Coimbra, Portugal; 2Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo Comportamental, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001-802, Portugal
Correspondência: Marina Cunha (marina_cunha@ismt.pt) – Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132 Coimbra, Portugal
Experiências adversas na infância não estão apenas ligadas a dificuldades de saúde mental, mas também à incapacidade de gerar emoções positivas e afiliativas. Indivíduos desses contextos adversos podem também temer e evitar sentimentos de compaixão vindos dos outros, bem como ser compassivos com os outros e consigo mesmos. Objetivo: Este estudo tem como objetivo testar se o impacto de memórias negativas precoces na infância nas dificuldades psicológicas é mediado pelos medos da compaixão (pelos outros, dos outros e por si mesmo).
Métodos
A amostra é composta por 178 adolescentes com idades entre 12 e 18 anos (M = 15,53, DP = 1,96) de escolas do ensino fundamental e médio da região central de Portugal. Os participantes responderam aos seguintes questionários de autorrelato: Escala de Experiências de Vida Precoce; Escalas de Medos da Compaixão; e Questionário de Capacidades e Dificuldades.
Resultados
Os resultados da Análise de Caminhos mostraram que o modelo completo explicou 36% das dificuldades psicológicas entre os adolescentes. A recordação de experiências ameaçadoras, de subordinação e desvalorização na infância com os pais teve um impacto direto nas dificuldades psicológicas. Essas experiências adversas precoces também tiveram um efeito indireto nas dificuldades psicológicas por meio dos medos da compaixão dos outros e por si mesmo. Uma análise multigrupo para gênero foi testada e o modelo de mediação foi equivalente para ambos os gêneros.
Conclusões
Esses achados sugerem que abordar memórias emocionais adversas na infância e os medos da compaixão (nas relações com os outros e consigo mesmo) pode ser uma abordagem valiosa para ações preventivas e de intervenção, a fim de promover o ajustamento psicológico em jovens.
Palavras-chave
Adolescência, dificuldades psicológicas, memórias emocionais negativas, medo da compaixão, análise de caminhos
Idade ideal para administrar a primeira dose da vacina contra o sarampo em Portugal
João G. Frade1, Carla Nunes2, João R. Mesquita3, Maria S. Nascimento4, Guilherme Gonçalves5
1Escola Superior de Saúde de Leiria & Unidade de Investigação em Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Escola Nacional de Saúde Pública & Centro de Investigação em Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa, 1600-560 Lisboa, Portugal; 3Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Viseu, 3500-606 Viseu, Portugal; 4Laboratório de Microbiologia, Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal; 5Unidade de Investigação Biomédica Multidisciplinar, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
Correspondência: João G. Frade (joao.frade@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde de Leiria & Unidade de Investigação em Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
A idade ideal para administrar a primeira dose da vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola (VASPR) deve equilibrar o risco da doença e a idade da imunidade específica induzida pela vacina.
Métodos
Um estudo soroepidemiológico foi realizado com 206 recém-nascidos, no serviço de Obstetrícia de um Hospital do Distrito de Leiria. O estudo seguiu todos os procedimentos éticos e foi realizado com a aprovação do comité de ética do Hospital. Ao nascimento, foi colhida uma amostra de soro do cordão umbilical. Os anticorpos contra o sarampo foram medidos no soro do cordão, utilizando o imunoensaio Siemens Enzgnost. O histórico vacinal materno foi determinado através da análise de registos individuais disponíveis no ACES Pinhal Litoral, Portugal.

Resultados
Entre os participantes, 54 mães nunca tinham sido vacinadas com a VASPR, 62 tinham recebido uma dose e 90 tinham recebido duas doses. A concentração de anticorpos contra o sarampo aumentou com a idade da mãe (r² = 0,097, p = 0,001) e foi mais elevada nos recém-nascidos de mães que nunca tinham sido vacinadas contra o sarampo (µ = 1906, IC 95% = 1194-2857 mUI/mL; p < 0,001). De acordo com um modelo hipotético e com o nível de concentrações de anticorpos contra o sarampo encontradas ao nascimento, 95% das crianças aos 12 meses de idade ainda deveriam apresentar um título de anticorpos contra o sarampo acima de 40 mUI/mL.

Conclusões
Administrar a primeira dose da VASPR aos 12 meses de idade seria uma boa decisão se a meia-vida dos anticorpos contra o sarampo nos lactentes fosse de 44 dias ou menos. Acima desse valor, poderia comprometer a eficácia da resposta imune.

Palavras-chave
Sarampo, vacina, população portuguesa

O5 Avaliação funcional de idosos nos cuidados primários

Conceição Castro¹, Alice Mártires², Mª João Monteiro², Conceição Rainho²
¹Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Baixo Mondego, 3080-199 Figueira da Foz, Portugal; ²Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal
Correspondência: Conceição Rainho (crainho@utad.pt) – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal

Introdução
O processo de envelhecimento é multifatorial e progressivo. Um grande objetivo neste processo é estar ativo, de forma a manter a independência e continuar, o máximo possível, uma vida ativa. Objetivos: Avaliar a independência funcional nas atividades de vida diária de idosos; e analisar a pontuação nas atividades diárias em relação a variáveis sociodemográficas.

Métodos
Estudo correlacional com idosos inscritos num centro de saúde do centro de Portugal. Foi utilizado o índice de Barthel (10 itens) para estimar a independência funcional nas atividades de vida diária. A pontuação varia de zero a cem. Foi utilizada a correlação de Spearman, com um nível de significância estatística de α = 0,05.

Resultados
Um total de 62 idosos foram avaliados, 34 (54,8 %) deles mulheres, com idade média de 77,2 ± 7,5 anos. O Índice de Barthel apresentou alta consistência interna (alfa de Cronbach = 0,846). A média do Índice de Barthel foi de 95,5 ± 10,2, a maioria tem um alto nível de independência, no entanto, os idosos apresentaram maior dependência para atividades diárias: banho e uso do banheiro. A relação entre idade e atividades diárias dos idosos foi significativa no escore total do Índice de Barthel. A idade e o nível de independência mostraram-se estatisticamente associados.
Conclusões
Os resultados mostram a confiabilidade do Índice de Barthel. A idade foi identificada como o fator chave e, portanto, é consistente com os resultados de outros estudos. Este estudo pode contribuir para identificar os fatores que promoverão o grau de independência.
Palavras-chave
Idosos, vida, atividades
O6 Tabagismo e eventos coronarianos em uma população de centro de saúde espanhol: Um estudo observacional
Francisco P. Caballero1, Fatima M. Monago2, Jose T. Guerrero3, Rocio M. Monago4, Africa P. Trigo4, Milagros L. Gutierrez3, Gemma M. Milanés3, Mercedes G. Reina1, Ana G. Villanueva5, Ana S. Piñero6, Isabel R. Aliseda3, Francisco B. Ramirez1.
1Centro de Salud La Paz, Badajoz, 06011, Espanha; 2Centro de Salud San Fernando, Badajoz, 06006 Badajoz, Espanha; 3Complejo Hospitalario Universitario de Badajoz, Badajoz, 06080 Badajoz, Espanha; 4Hospital Don Benito-Villanueva, Don Benito, 06400 Badajoz, Espanha; 5Centro de Salud Villanueva Norte, Villanueva de la Serena, 06700 Badajoz, Espanha; 6Centro de Salud Gevora, 06180 Gévora, Badajoz, Espanha
Correspondência: Francisco P. Caballero (franciscoluisper@gmail.com) – Centro de Salud La Paz, Badajoz, 06011, Espanha
Introdução
O tabagismo é um importante fator de risco para múltiplas doenças crônicas, como doenças cardiovasculares e câncer, e um fator de risco estabelecido para morte prematura. Objetivo. Analisar a associação entre tabagismo e risco coronariano total (incidência de eventos coronarianos letais e não letais) em uma coorte de pacientes de 35 a 74 anos acompanhados por 10 anos.
Métodos
Estudo longitudinal, observacional de uma coorte retrospectiva acompanhada por dez anos em unidades de atenção primária em Badajoz (Espanha). Uma coorte de 968 pacientes (média de 55,7 anos; 57,5 % mulheres) sem evidência de doença cardiovascular foi estudada. Fumantes foram definidos como aqueles que consumiam qualquer quantidade de tabaco diariamente durante o ano anterior, ou aqueles que declararam cessação do tabagismo há menos de um ano.
Resultados
25,9 % dos pacientes eram fumantes (47,4 % dos homens e 10,2 % das mulheres). Os fumantes eram mais jovens (51,5 vs 57,2 anos, p < 0,001), com menor prevalência de hipertensão arterial (45,4 % vs 61,5 %, p < 0,01) e HDL-colesterol mais baixo (45,5 vs 54,0 mg/dl, p < 0,001). Durante o acompanhamento, apresentaram maior mortalidade, eventos de infarto do miocárdio e mais episódios coronarianos (14,7 % vs 9,2 %, p < 0,05). O modelo final da análise multivariada de regressão logística revelou que apenas o tabagismo e a idade são variáveis preditoras de eventos coronarianos totais, sendo o maior odds ratio correspondente ao tabagismo (OR: 2,33; IC95%; 1,31-4,16; p < 0,01).
Conclusões
Em pacientes com idade entre 35-74 anos acompanhados por 10 anos, o tabagismo duplica o risco de eventos coronarianos totais. Os profissionais de atenção primária e médicos generalistas devem manter seu compromisso de investigar e buscar estratégias que facilitem a cessação do tabagismo.
Palavras-chave
Tabagismo, tabagismo e gênero, fatores de risco cardiovascular, doença cardiovascular, atenção primária à saúde
O7 Prevalência de lesões musculoesqueléticas em músicos portugueses
Andrea Ribeiro, Ana Quelhas, Conceição Manso
Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004, Portugal
Correspondência: Andrea Ribeiro (andrear@ufp.edu.pt) – Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004, Portugal
Contexto
Quantificar a prevalência de distúrbios musculoesqueléticos (DMEs) em músicos devido à postura. O objetivo também foi medir a intensidade da dor em diferentes partes do corpo e a influência que tocar um determinado instrumento musical tem na dor.
Métodos
A amostra utilizada neste estudo consistiu em todos os músicos da Sociedade Filarmónica de Crestuma e da Banda Musical de Avintes, cada uma constituída por cinquenta (50) músicos. Todos os elementos preencheram um questionário individual sobre fatores individuais e de trabalho e, em seguida, o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO).
Resultados
Pescoço, ombros, punhos/mãos, coluna lombar foram as principais áreas onde os músicos se queixaram de dor. Os bateristas foram os que relataram dor mais intensa nos ombros, punhos/mãos e coluna lombar. Observou-se também que as mulheres apresentavam intensidades de dor mais altas em comparação aos homens. A dor parece diminuir com os anos de prática, exceto no que diz respeito à região lombar.
Conclusões
Este estudo concluiu que há uma alta prevalência de distúrbios musculoesqueléticos (DMEs) em músicos e que a coluna lombar e cervical, ombros e punhos/mãos foram as áreas mais afetadas.
Palavras-chave
Prevalência, distúrbios musculoesqueléticos, dor, músicos
O8 Fraturas de quadril, consumo de drogas psicotrópicas e comorbidade em pacientes de uma unidade de atenção primária na Espanha
Francisco P. Caballero1, Jose T. Guerrero2, Fatima M. Monago3, Rafael B. Santos4, Nuria R. Jimenez1, Cristina G. Nuñez1, Inmaculada R. Gomez1, Mª Jose L. Fernandez1, Laura A. Marquez3, Ana L. Moreno2, Mª Jesus Tena Huertas1, Francisco B. Ramirez1
1Centro de Salud La Paz, Badajoz, 06011, Espanha; 2Complexo Hospitalar Universitário de Badajoz, Badajoz, 06080 Badajoz, Espanha; 3Centro de Saúde San Fernando, Badajoz, 06006 Badajoz, Espanha; 4Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, Espanha
Correspondência: Francisco P. Caballero (franciscoluisper@gmail.com) – Centro de Salud La Paz, Badajoz, 06011, Espanha
Introdução
As fraturas do quadril são um grande problema de saúde em idosos, com grande impacto na sua qualidade de vida e expectativa de vida, além de aumentar a dependência e a institucionalização. Os medicamentos psicotrópicos têm sido associados a múltiplos problemas de saúde e aumentam o risco de quedas, que podem causar fraturas. Objetivos: Analisar os fatores de risco para fratura do quadril na população de uma unidade de atenção primária em Badajoz (Espanha) e a possível associação entre fraturas do quadril e uso crônico de medicamentos psicotrópicos.
Métodos
Estudo descritivo, observacional, de 73 pacientes diagnosticados com fratura do quadril entre 2007-2013 (75,3% mulheres; 24,7% homens), com história clínica na unidade de atenção primária.
Resultados
A idade média dos pacientes foi de 78,3 ± 12,6 anos (79,5% ≥ 70 anos; 16,4% ≥ 90 anos), todas mulheres. 67,1% apresentavam pressão arterial elevada, 43,8% doenças cardiovasculares, 38,4% dislipidemia, 30,1% doenças musculoesqueléticas e 21,9% algum tipo de deficiência visual. O uso de medicamentos psicotrópicos foi registrado em 50,7%, com destaque para uma prescrição importante entre as mulheres (58,2% vs 27,8%, p < 0,05), principalmente benzodiazepínicos (47,3% vs 22,2%, p = 0,053). No entanto, apenas 19,2% apresentavam em seu histórico um diagnóstico que justificasse tal prescrição.
Conclusões
Os pacientes com fratura do quadril eram mulheres, com idade média de 80,9 anos e registro de alto consumo de medicamentos psicotrópicos (58,2%), particularmente benzodiazepínicos (47,3%). Esses resultados incentivam uma prescrição criteriosa de medicamentos psicotrópicos em geral, e benzodiazepínicos em particular, com duração limitada dos tratamentos, conforme recomendado pelas diretrizes de prática clínica.
Palavras-chave
Fratura do quadril, Medicamentos psicotrópicos, Benzodiazepínicos, Prescrição
O9 O papel da autocrítica e da vergonha na ansiedade social em uma amostra clínica de TAS
Daniel Seabra, Mª Céu Salvador
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Correspondência: Daniel Seabra (daniel_seabra_@hotmail.com) – Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Introdução
Transtorno de Ansiedade Social (TAS) é caracterizado por um medo ou ansiedade acentuados em situações nas quais o indivíduo pode ser exposto a possível escrutínio por outros. O Processamento Pós-Evento (PPE), que se refere a uma ruminação pós-análise na qual o sujeito revisa criticamente e com detalhes o que deu errado no evento social, é considerado um importante fator de manutenção do TAS. A prática clínica parece indicar que a ruminação em pacientes com TAS é principalmente um processo autocrítico que frequentemente resulta em sentimentos de vergonha.

Objetivos: Este estudo teve como objetivo preencher a lacuna entre variáveis cognitivas (PPE) e variáveis evolucionárias (Autocrítica e Vergonha Interna/Externa) na compreensão da Ansiedade Social (AS), explorando o papel mediador dessas variáveis evolucionárias na relação entre PPE e AS em uma amostra clínica de pacientes com TAS.

Métodos

A amostra foi constituída por 32 sujeitos com TAS – 25 mulheres (78,10%) e 7 homens (21,90%) – com idade média de 26,78 (DP = 9,22), que preencheram diversos instrumentos de autorrelato e responderam a uma entrevista diagnóstica.

Resultados

A Autocrítica e a Vergonha Interna mediaram completamente a relação entre PPE e AS. No entanto, o teste de Sobel apenas apoiou a mediação total da Vergonha Interna.

Conclusões

Estes resultados sugerem que a AS não depende diretamente dos níveis de PPE, mas dos níveis de Vergonha Interna. Em outras palavras, a Vergonha Interna é o mecanismo através do qual o PPE impacta a AS. Portanto, a Vergonha Interna parece ser um importante indicador de saúde a ser considerado na intervenção com esta população. Limitações e implicações clínicas serão discutidas.

Palavras-chave

Transtorno de Ansiedade Social, Processamento Pós-Evento, Vergonha, Autocrítica, Mediação

O10 Obstrução e infiltração: uma proposta de indicador de qualidade

Luciene Braga1, Pedro Parreira2, Anabela Salgueiro-Oliveira2, Cristina Arreguy-Sena3, Bibiana F. Oliveira4, Mª Adriana Henriques5

1Universidade Federal de Viçosa, Viçosa - Minas Gerais, 36570-900, Brasil; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 3Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora – Minas Gerais, 36036-330, Brasil; 4 Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, 3000-075 Coimbra, Portugal; 5Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 1700-063 Lisboa, Portugal

Correspondência: Luciene Braga (lucienemunizbraga@yahoo.com.br) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa - Minas Gerais, 36570-900, Brasil

Contexto

A busca pela melhoria contínua da qualidade do cuidado prestado é o objetivo da enfermagem. No entanto, a inserção e permanência de um cateter venoso periférico tem sido associada a complicações, tornando importante a avaliação sistemática do desempenho dos profissionais e da gestão dos serviços de saúde. Objetivo: Analisar complicações que ocasionaram a retirada de cateteres intravenosos.
Um estudo prospectivo com 64 pacientes de um serviço de saúde de Portugal, de julho a setembro/2015. Foram incluídos pacientes com idade ≥18 anos, com cateter venoso periférico. Análise descritiva utilizando SPSS. Os requisitos éticos foram atendidos.
Resultados
Foram avaliados duzentos e três (203) cateteres intravenosos, em 64 pacientes, a maioria idosos (seção 95,3 %), com idade média de 80 anos. Os cateteres permaneceram inseridos entre um e 12 dias (média de 2 dias), 66 % dos dispositivos foram removidos devido a complicações, tais como: remoção pelo paciente (17,7 %), obstrução (17,2 %), infiltração (14,8 %), flebite (9,4 %) e saída de fluido do local de inserção (6,4 %). A prevalência de obstrução e infiltração por paciente foi de 36 % e 39 %, respectivamente.
Conclusões
Obstrução e infiltração foram as complicações de maior prevalência que levaram à remoção e reinserção de um novo cateter venoso periférico, com possibilidade de aumento de dor, infecção e custos hospitalares. Diante do risco de comprometer a segurança do paciente e da possibilidade de contribuir para a melhoria da assistência à saúde, sugerimos a inclusão de obstrução e infiltração nos indicadores de qualidade do cuidado, a fim de ter uma avaliação sistemática dos resultados, (re)planejar e implementar medidas preventivas.
Palavras-chave
Cateterismo Periférico, Complicação, Enfermagem, Segurança do Paciente, Indicadores de Qualidade em Assistência à Saúde
O11 Equilíbrio e sintomas de ansiedade e depressão em idosos
Joana Santos, Sara Lebre, Alda Marques
Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Joana Santos (joanacarvalhosantos@ua.pt) – Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Contexto
As quedas têm alta incidência em idosos e são as principais responsáveis por mortes acidentais. Pessoas com altos sintomas de depressão e ansiedade apresentam comprometimento do equilíbrio e isso é mais problemático na população idosa. No entanto, não se sabe como os sintomas de ansiedade e depressão afetam os diferentes sistemas responsáveis pelo equilíbrio e pela confiança no equilíbrio. Objetivo: Explorar as diferenças nos sistemas de equilíbrio e na confiança no equilíbrio entre idosos com presença/ausência de sintomas de ansiedade e depressão.
Métodos
Foi realizado um estudo transversal quantitativo. Dados sociodemográficos, antropométricos e clínicos gerais foram coletados com um questionário estruturado. A confiança no equilíbrio foi avaliada com a Activities-specific Balance Confidence (ABC) e o equilíbrio com o Balance Evaluation System Test (BESTest) e a Escala de Equilíbrio de Berg (BBS). O nível de significância foi estabelecido em p < 0,05.
Resultados
Cento e trinta e seis (136) idosos (75,9 ± 8,8 anos; n = 96 do sexo feminino) participaram deste estudo. Todas as seções do BESTest foram significativamente afetadas pela presença de sintomas de ansiedade ou depressão (p < 0,001). Resultados semelhantes foram observados na BBS (p < 0,001). A seção Reativa apresentou a maior diferença entre presença/ausência de ansiedade (49,4 ± 21,1 vs 84,2 ± 14,9; p < 0,001) e depressão (46,3 ± 30,3 vs 88,5 ± 15,3; p < 0,001). A confiança no equilíbrio dos participantes também diminuiu significativamente na presença de ambos os sintomas (ansiedade: p = 0,010; depressão: p = 0,001). A gravidade de ambos os sintomas influenciou significativamente o equilíbrio (BBS (ansiedade: p = 0,013; depressão: p = 0,029); BESTest (0,001 < p > 0,046)) mas não a confiança no equilíbrio (ansiedade: p = 0,516; depressão: p = 0,274).
Conclusões
A presença de sintomas de ansiedade e de depressão diminui significativamente o desempenho do equilíbrio e a confiança no equilíbrio em idosos. A gravidade dos sintomas diminui significativamente o desempenho do equilíbrio, mas não parece impactar significativamente a confiança no equilíbrio.
Palavras-chave
Equilíbrio, idosos, ansiedade, depressão
O12 Prevalência de alterações posturais e fatores de risco em crianças e adolescentes escolares de uma região do norte (Porto)
Clarinda Festas, Sandra Rodrigues, Andrea Ribeiro, José Lumini
Universidade Fernando Pessoa, 4249-004 Porto, Portugal
Correspondência: Clarinda Festas (clarinda@ufp.edu.pt) – Universidade Fernando Pessoa, 4249-004 Porto, Portugal
Introdução
As alterações posturais adquiridas durante a infância e a adolescência são um fator de risco para distúrbios da coluna na idade adulta e podem tornar-se irreversíveis se não forem tratadas a tempo. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações posturais entre alunos de escolas básicas do distrito do Porto.
Métodos
O peso e a altura foram medidos. Foram utilizados o "diagrama corporal" e a escala visual analógica de dor, e o formulário de postura estática para avaliação de alterações posturais, características da mochila e questionário adicional de atividade física.
Resultados
Este estudo incluiu 285 alunos, com idade de 11,46 anos ± 1,32 anos, pesando 43,36 kg ± 10,49 kg e com altura de 1,48 m ± 0,95 m. Uso de mochila: 97,5% dos participantes, 83,0% usam-na em ambos os ombros e 17,0% apenas em um ombro. Em relação à atividade física, 58,0% a realizam após o horário escolar regular, a atividade física mais prevalente foi natação com 21,3% e futebol com 23,1%. A prevalência de dor ao longo da vida foi de 43,0%. Em relação às alterações posturais, a elevação dos ombros foi a mais prevalente (78,0%), alterações no ângulo iliocostal (52,5%) e pés chatos (47,2%), calcâneo valgo (37,7%) e escoliose (25,5%), projeção anterior da cabeça (63,0%), ombro anterior (45,2%), anteversão pélvica (37,7%), hiperlordose lombar (56,9%) e joelho recurvato (24,2%).
Conclusões
Concluímos que as alterações posturais encontradas estão de acordo com as características posturais para esta faixa etária e a identificação das alterações permitiu um encaminhamento clínico mais precoce e propõe programas de prevenção de educação postural escolar.
Palavras-chave
Alterações posturais, crianças e adolescentes em idade escolar, saúde escolar, mochila, dor
O13 Taxa de sobrevivência do AVC isquêmico vs. AVC hemorrágico
Ana G. Figueiredo (ritagfigueiredo@gmail.com)
1Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Introdução
O AVC é a principal causa de morte em Portugal e é também uma das patologias envolvidas em várias comorbidades físicas e psicológicas, que muitas vezes impede os pacientes com AVC de ter uma vida autônoma. Ainda existem várias lacunas relacionadas ao prognóstico dos dois tipos diferentes de AVC (isquêmico e hemorrágico) e é relevante saber qual tipo apresenta melhor longevidade. Objetivo: O principal objetivo do presente estudo é avaliar a taxa de sobrevivência de ambos os tipos de AVC e, simultaneamente, o risco de mortalidade nesses pacientes.
Métodos
Uma amostra de 1367 indivíduos que sofreram um AVC foi coletada no Hospital do Espírito Santo de Évora, entre 2010 e 2015, após o que foram estudados o perfil da amostra, os fatores de risco e as comorbidades associadas. Em seguida, criamos um subgrupo da amostra inicial com 311 indivíduos que sofreram ambos os tipos de AVC no período de 2013-2014 e realizamos uma análise estatística de sobrevivência e risco de mortalidade.
Resultados
Os indivíduos que sofreram AVC isquêmico têm uma taxa de mortalidade mais baixa, bem como uma sobrevivência inicial melhorada; Três meses após o evento, o risco de mortalidade torna-se independente do tipo de AVC. Observamos também que a idade tem um efeito na sobrevivência.
Conclusões
O AVC hemorrágico está associado a um aumento da mortalidade e a uma pior taxa de sobrevivência em comparação com o AVC isquêmico.
Palavras-chave
AVC isquêmico, AVC hemorrágico, sobrevivência, mortalidade
O14 Fatores cronobiológicos como responsáveis pelo aparecimento de patologia locomotora em adolescentes
Francisco J. Hernandez-Martinez1, Liliana Campi2, Mª Pino Quintana-Montesdeoca3, Juan F. Jimenez-Diaz3, Bienvenida C. Rodriguez-De-Vera3
1Cabildo de Lanzarote, 35500 Arrecife, Lanzarote, Las Palmas, Espanha; 2Servicio Canario de la Salud, 35500 – Arrecife, Lanzarote, Las Palmas, Espanha; 3Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, 35001 Las Palmas de Gran Canaria, Las Palmas, Espanha
Correspondência: Francisco J. Hernandez-Martinez (fjhernandez@denf.ulpgc.es) – Cabildo de Lanzarote, 35500. Arrecife, Lanzarote, Las Palmas, Espanha
Cronobiologia é uma disciplina que estuda os processos biológicos que seguem sequências temporais previsíveis, focando na análise dos ritmos circadianos e dos ritmos biológicos associados à base geofísica. Qualquer função fisiológica dos seres vivos pode ser analisada sob a perspetiva da cronobiologia como um fenómeno com uma dimensão temporal e rítmica significativa. Objetivo: Determinar se existe influência de fatores cronobiológicos e variações circadianas no desenvolvimento de doenças do aparelho locomotor na adolescência.

Métodos
Estudo observacional, descritivo, retrospetivo e quantitativo sobre a população adolescente de Lanzarote (Ilhas Canárias) de 2010 a 2015. Recolha de dados: sistema informático Drago. Análise estatística com software SPSS 23.0.

Resultados
Numa amostra de 1.214 adolescentes, foi encontrada uma associação significativa (p < 0,023) entre sexo, estação do ano e localização da lesão, sendo mais frequente em rapazes dos 11 aos 16 anos, maioritariamente no outono e inverno, sendo os membros inferiores nos homens (56%) e os braços nas mulheres (42%) as áreas mais afetadas. Destaca-se a falta de registos clínicos nos processos relativos à etiologia da lesão (37,2%) e ao momento da ocorrência (89%).

Conclusões
O sexo adolescente é um fator desencadeante nas perturbações músculo-esqueléticas. A prevalência destas doenças é maior nas zonas urbanas. A etiologia prevalente é o traumatismo. O clima e a localização geográfica de Lanzarote influenciam significativamente a etiologia e a localização da lesão. Devemos preparar programas educativos sobre prevenção de riscos nas escolas.

Palavras-chave
Cronobiologia, adolescência, Lanzarote, patologia locomotora

O15 Risco de malnutrição nos idosos de Bragança
Alexandra Parente, Mª Augusta Mata, Ana Mª Pereira, Adília Fernandes, Manuel Brás
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal
Correspondência: Manuel Brás (manuel-bras@ipb.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal

Introdução
A malnutrição afeta um número significativo de pessoas, sendo os idosos o principal grupo afetado. Estudos retrospetivos destacam que os idosos apresentam maior risco e maior suscetibilidade a deficiências nutricionais do que os adultos jovens. Objetivo: Avaliar o risco de malnutrição nos idosos de Bragança.

Métodos
Estudo analítico e transversal. Com base num erro amostral inferior a 5% e num nível de confiança de 95%, foi estudada uma amostra de 385 idosos estratificada por sexo e idade. Foi utilizado um questionário que incluía a avaliação do risco nutricional através do Mini Nutritional Assessment (MNA).
56,4% (217) são mulheres e 43,6% (168) são homens, com uma média de 76,39 ± 7,18 anos de idade. A maioria (62,9%; 242) é casada/união estável e 28,6% (110) são viúvos. 37,8% (134) relatam algum grau de solidão. Também observamos que 96 idosos (24,9%) apresentam risco de desnutrição. Aqueles que são casados/em união estável têm maior probabilidade de condição nutricional normal quando comparados aos solteiros ou divorciados (OR = 2,925); aqueles com escolaridade têm maior probabilidade de condição nutricional normal (OR = 2,287) em comparação aos sem escolaridade. Os que mencionam menos solidão apresentam probabilidades 1,5 a 4,7 vezes maiores de condição nutricional normal em comparação com os que relatam qualquer nível de solidão. Os que são funcionalmente independentes têm maior probabilidade de um estado nutricional normal do que aqueles com algum grau de dependência.
Conclusões
Os resultados destacam a necessidade de protocolos específicos em instituições de saúde para identificar idosos em risco nutricional, permitindo uma intervenção oportuna.
Palavras-chave
Idosos, desnutrição, risco
O16 Um Programa Educativo de Estilo de Vida para pacientes diabéticos da atenção primária: o desenho de uma intervenção complexa de enfermagem
Mª Rosário Pinto1, Pedro Parreira2, Marta L. Basto3, Ana C. Rei4, Lisete M. Mónico5
1Escola Superior de Saúde de Santarém, Santarém, 2005-075 Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, 1700-063 Portugal; 4Hospital Distrital de Santarém, EPE, Santarém, 2005-177 Portugal; 5Universidade de Coimbra, 3004-504 Coimbra, Portugal
Correspondência: Mª Rosário Pinto (mrosariopinto.essaude@gmail.com) – Escola Superior de Saúde de Santarém, Santarém, 2005-075 Portugal
Introdução
A Educação Terapêutica é estrutural para o autocontrolo das pessoas diabéticas. Embora estas questões tenham sido tema de pesquisa de preocupação ao longo dos últimos anos, há uma escassez de programas educativos testados que permitam discutir a sua eficácia. Objetivo: Desenhar um programa educativo de estilo de vida para pacientes diabéticos.
Métodos
Uma abordagem exploratória e descritiva foi realizada, começando por caracterizar e compreender o contexto – uma Unidade de Cuidados Primários, bem como a intervenção educativa habitual desenvolvida. A coleta de dados incluiu entrevistas semidiretivas, momentos de observação e análise de registos. Apoiado por um quadro teórico (Teoria do Autocuidado de Orem e perspetiva de Empowerment), a informação foi analisada e discutida com os enfermeiros, em interações de grupo e individuais, de julho a outubro de 2014.
Resultados
O resultado foi um Programa Educativo de Estilo de Vida direcionado a pessoas com diabetes tipo 2, focado em comportamentos de estilo de vida e autocontrole, a ser implementado por enfermeiros da atenção primária. Com um cronograma de 24 semanas, o programa começa com uma intervenção de enfermagem presencial, seguida por duas sessões educativas em grupo, a primeira focada na automotivação e comportamentos gerais de estilo de vida, e a segunda centrada no autocuidado e monitoramento dos pés. Às 12 semanas, é realizada a segunda intervenção presencial, complementada por uma intervenção de monitoramento telefônico após quatro semanas, terminando com o último momento individual, 24 semanas após o início do programa.
Conclusões
O programa desenvolvido é uma Intervenção Complexa, com diversos componentes, incluindo a intervenção habitualmente realizada por profissionais de enfermagem, à qual se acrescenta a intervenção em grupo e telefônica, integradas em um protocolo educacional que segue fases sequenciais específicas.
Palavras-chave
Educação Terapêutica, Diabetes Tipo 2, Programa Educativo de Estilo de Vida, Educação em Enfermagem
O17 Adesão medicamentosa em idosos
Gilberta Sousa, Clementina Morna, Otília Freitas, Gregório Freitas, Ana Jardim, Rita Vasconcelos
Universidade da Madeira, 9000-082 Funchal, Portugal
Correspondência: Gilberta Sousa (gfranca@uma.pt) – Universidade da Madeira, 9000-082 Funchal, Portugal
Introdução
A adesão aos regimes medicamentosos é um indicador de eficiência dos serviços de saúde (OMS, 2003). Promove melhorias no estado clínico, segurança e qualidade de vida dos indivíduos e leva a melhores resultados financeiros, refletidos pela redução do uso de serviços de saúde e diminui o risco de agravamento da doença e crises agudas causadas pelo manejo inadequado de medicamentos. Objetivo: Descrever o nível e os fatores associados à adesão aos regimes medicamentosos em idosos.
Métodos
Numa perspectiva de investigação-ação, desenvolvemos um estudo descritivo, quantitativo e transversal (2014), com amostra aleatória e acidental numa freguesia da Ilha da Madeira (n = 493) utilizando o questionário "Medida de Adesão ao Tratamento - MAT" validado para a população portuguesa (α = 0,74).
Resultados
Idade média de 70 anos (σ ± 7,1); 68% do sexo feminino; 70% possuem 4 anos de escolaridade; 40% consomem 5 ou mais medicamentos diferentes/dia; com uma média de adesão de 5,4(6). Os principais fatores que influenciam a adesão são os problemas de memória (40%); Nas subescalas do MAT, encontrou-se 23,5% de não adesão; 13,5% de não adesão por excesso; 18,0% de não adesão por défice e 14,1% de outras causas. Na subescala de não adesão, os valores observados foram: 33,0% falha na toma do medicamento; 30,5% descuido no horário da toma; 16,8% abandono por se sentirem melhor e 15,8% por se sentirem pior.
Conclusões
Os resultados corroboram os achados de outros estudos e expressam as prioridades para ação neste contexto. Em parceria, foram delineados objetivos específicos e intervenções de enfermagem projetadas para melhorar a adesão dos pacientes às prescrições medicamentosas.

Agradecimentos
Os autores desejam reconhecer a colaboração valiosa dada a este estudo pelos estudantes de Enfermagem.

Palavras-chave
Adesão ao regime medicamentoso, idosos, intervenção de enfermagem

O18 Hospitalização por câncer cervical de residentes da região metropolitana de Porto Alegre, Sul do Brasil, 2012 a 2014

Lina G. Horta, Roger S. Rosa, Luís F. Kranz, Rita C. Nugem, Mariana S. Siqueira, Ronaldo Bordin
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 90050-170, Brasil

Correspondência: Roger S. Rosa (roger.rosa@ufrgs.br) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 90050-170, Brasil

Introdução
O câncer cervical é causado por infecção persistente devido a certos tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). Essas alterações das células são facilmente descobertas no exame de Papanicolau e são curáveis em quase todos os casos. Objetivo: Descrever as características das hospitalizações por câncer cervical no sistema público de saúde por residentes da Grande Porto Alegre (GPA), no sul do Brasil, 2012 a 2014.

Métodos
Análise das hospitalizações com diagnóstico principal CID-10 C53 do Sistema de Informações Hospitalares (SIH)/SUS disponível publicamente. Cálculo de indicadores por idade, permanência, mortalidade e gastos com hospitalização.

Resultados
Houve 2.143 hospitalizações (714,3/ano) no sistema público de saúde por câncer cervical de residentes da GPA (3,4/10.000 habitantes/ano). Hospitalizações e óbitos de pacientes com até 44 anos representaram 41,0% e 27,9%, respectivamente. O tempo médio de permanência foi de 7,4 dias. Trinta e dois (1,5%) pacientes necessitaram de uso de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A taxa de mortalidade atingiu 8,5% com 183 pacientes falecidos (61/ano). O gasto médio anual foi de $ 657,0 mil PPP (Paridade do Poder de Compra) e o valor médio por hospitalização de $ 919,78 PPP.

Conclusões
A hospitalização por e morte por câncer cervical ocorreram em mulheres jovens na GPA e poderia ser prevenido se mais ênfase fosse dada aos exames preventivos.

Palavras-chave
Mulheres, câncer cervical, hospitalização, condições sensíveis à atenção primária, sistema público de saúde

O19 Assistência oncológica de alta complexidade: avaliação dos acessos reguladores

Rosiane Kniess, Josimari T. Lacerda
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 88040-900 Brasil

Correspondência: Rosiane Kniess (rosik29@gmail.com) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 88040-900 Brasil
Em muitos países, os sistemas de saúde são orientados pelo princípio do acesso equitativo, o que se torna um grande desafio quando se trata de doenças de alta magnitude, como o câncer. No Brasil, isso é considerado um problema de saúde pública devido à sua alta incidência, mortalidade e dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento. Este estudo de pesquisa teve como objetivo analisar a regulação do acesso à assistência oncológica de alta complexidade em um Estado brasileiro, considerando os critérios normativos estabelecidos no âmbito do Sistema Único de Saúde, a estrutura do modelo assistencial e os serviços de rede integrados e coordenados. A pesquisa envolveu duas etapas: elaboração do modelo de avaliação e estudo de caso. O modelo de avaliação consistiu em 14 indicadores, agrupados em duas dimensões - condição de funcionamento e adequação da regulação - e foi acordado por especialistas em oficinas de consenso. Os dados foram coletados por meio de observação direta, entrevistas com gestores e profissionais da Agência Reguladora Estadual e revisão de informações e documentos dos bancos de dados do setor regulatório. Os resultados da pesquisa mostram que o desempenho do Sistema de Regulação na regulação do acesso à assistência oncológica de alta complexidade no Estado em estudo está sendo implementado, embora sua capacidade de atender às necessidades de saúde dos pacientes esteja aquém de seu potencial. Existem fragilidades na implementação e adoção dos Sistemas de Informação e Regulação e na disponibilidade de informações com potencial para auxiliar a tomada de decisão do gestor estadual na assistência oncológica de alta complexidade.
Palavras-chave
Avaliação, Regulação, Oncologia de Acesso
O20 Barreiras percebidas para o uso de serviços de saúde pela população idosa na perspectiva do setor social: resultados do Plano Gerontológico de Vila Nova de Gaia
Joana Guedes, Idalina Machado, Sidalina Almeida, Adriano Zilhão, Helder Alves, Óscar Ribeiro
Instituto Superior de Serviço Social do Porto, 44600-362 Sra. da Hora, Portugal
Correspondência: Joana Guedes (joana.guedes@isssp.pt) – Instituto Superior de Serviço Social do Porto, 44600-362 Sra. da Hora, Portugal
Contexto
O acesso aos serviços de saúde significa o uso oportuno de serviços de saúde pessoais para alcançar os melhores resultados de saúde. Vários estudos identificaram uma multiplicidade de impedimentos à acessibilidade dos serviços de saúde por parte dos idosos, incluindo custo, barreiras culturais e barreiras de acesso físico. Objetivos: Este estudo faz parte de um Plano Gerontológico atualmente em desenvolvimento no Município de Vila Nova de Gaia (VNG). Ele se concentra nas principais dificuldades observadas na população idosa, conforme percebidas por profissionais que assumem um papel fundamental na coordenação dos serviços de assistência social em nível de freguesia.
Métodos
Vinte entrevistas foram realizadas e os dados foram analisados com base em conteúdo temático.
O acesso aos serviços de saúde foi considerado uma dificuldade importante, nomeadamente devido aos custos/acessibilidade financeira das consultas de saúde e à falta/custos de transporte, particularmente para idosos que vivem em áreas rurais. Problemas relacionados com a prestação de cuidados familiares e a adesão ao tratamento médico, baixos rendimentos e a ausência de serviços especializados (ex.: transtornos neurocognitivos) também foram restrições frequentemente mencionadas.
Conclusões
Os resultados estão em linha com o último Inquérito Mundial de Saúde da OMS, que destaca que, em países de renda baixa e média-baixa, as maiores barreiras que muitos idosos enfrentam no acesso aos cuidados de saúde parecem surgir do custo das consultas e do transporte. Esses resultados levantam questões importantes para a definição e implementação de políticas destinadas a atender às necessidades da população idosa e devem ser complementados com a perspectiva dos próprios idosos e suas experiências como pacientes.
Palavras-chave
Idosos, acessibilidade aos cuidados de saúde, envelhecimento saudável, plano gerontológico
O21 Dificuldades de sono e sintomas depressivos em estudantes universitários
Ana P. Amaral, Ana Santos, Joana Monteiro, Mª Clara Rocha, Rui Cruz
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana P. Amaral (apamaral.22@gmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Introdução
Geralmente, os distúrbios do sono frequentemente precedem a depressão, sendo um fator de risco independente para um primeiro episódio ou recorrência de depressão [1]. Jovens adultos que ingressam na faculdade estão entrando em uma nova fase com novos contextos sociais, aulas exigentes e horários de sono variáveis. Essas mudanças significativas no estilo de vida estão associadas a uma menor qualidade do sono [2] e a uma maior prevalência de sofrimento psicológico e depressão [3]. Objetivos: I) Estudar a prevalência de dificuldades de sono e sintomas depressivos em estudantes universitários e II) Analisar a relação entre essas duas variáveis.
Métodos
Setecentos e setenta e seis (776) estudantes portugueses (64,3% do sexo feminino) preencheram o Inventário de Depressão de Beck II (BDI II) [4] e uma adaptação de um questionário de autorrelato do sono [5].
Resultados
Na presente amostra, 49,6% dos estudantes relataram dificuldades de sono, que variaram de acordo com o sexo e a idade (p < 0,05). A prevalência de dificuldade para iniciar o sono foi de 25,4%, de manter o sono foi de 20,5% e de despertar precoce foi de 30,2%. A prevalência de depressão foi de 17,4%, destacando a dimensão somática. As correlações mais fortes foram observadas entre dificuldades de sono e depressão (r = 0,332; p < 0,001).
Os resultados mostram uma alta prevalência de dificuldades de sono associadas a sintomas depressivos. Verificou-se que aproximadamente 1/5 dos estudantes analisados apresentavam depressão. Esses resultados ressaltam a importância de desenvolver programas de prevenção no ensino superior para um sono saudável, a fim de promover uma melhor saúde mental.
Referências

  1. Espie CA, Bartlett DJ. Capítulo 142 Insônia. Neurologia Internacional: Uma Abordagem Clínica. Editado por Robert P. Lisak, Daniel D. Truong, William M. Carroll e Roongroj Bhidayasiri. 2009 Blackwell Publishing, ISBN: 978-1-4051-5738-4.
  2. Kloss, Nash, Horsey e Taylor (2011). A Entrega da Medicina Comportamental do Sono para Estudantes Universitários. Journal of Adolescent Health, 48 (6): 553-561. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.jadohealth.2010.09.023
  3. Christensson et al. Mudança nos sintomas depressivos ao longo do ensino superior e estabelecimento profissional - uma investigação longitudinal em uma coorte nacional de estudantes suecos de enfermagem. BMC Public Health, 2010: 343 http://www.biomedcentral.com/1471-2458/10/343.
  4. Beck, A.T., Steer, R.A. e Brown, G.K. Manual do Inventário de Depressão de Beck-II. San Antonio, TX: Psychological Corporation; 1996.
  5. Gomes A A, Tavares J e Azevedo M H. Sono e Desempenho Acadêmico em Universitários: Uma Abordagem Multimediada e Multipreditiva. Chronobiology International: The Journal of Biological and Medical Rhythm Research. 2011; 28: 9. DOI: 10.3109/07420528.2011.606518.
    Palavras-chave
    Saúde mental, sono, depressão, estudantes universitários
    O22 Sintomas psicopatológicos e uso de medicamentos no ensino superior
    Ana P. Amaral, Marina Lourenço, Mª Clara Rocha, Rui Cruz
    Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Ana P. Amaral (apamaral.22@gmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
    Contexto
    A pesquisa sobre saúde mental no ensino superior relatou uma alta prevalência de sofrimento psicológico entre os estudantes [1]. Os anos universitários representam uma transição desafiadora do ponto de vista do desenvolvimento para a idade adulta, e a doença mental não tratada pode ter implicações significativas para o sucesso acadêmico, produtividade, uso de substâncias e relacionamentos sociais [2]. Objetivos: I) Estudar a prevalência de sintomas psicopatológicos e uso de medicamentos em estudantes universitários e II) Analisar a relação entre essas duas variáveis.
    Métodos
    Setecentos e setenta e seis (776) estudantes portugueses (64,3% mulheres) preencheram a versão portuguesa do Brief Symptom Inventory (BSI) [3, 4] e um questionário de autorresposta sobre o uso de medicamentos.
    Resultados
    20,1% dos alunos apresentam psicopatologia, mais prevalente no sexo feminino em várias dimensões (Somatização, Obsessivo-Compulsivo, Sensibilidade Interpessoal, Depressão, Ansiedade e Ideação Paranóide), sendo a dimensão Obsessivo-Compulsiva a mais prevalente. 50,1% dos alunos consumiram medicamentos nas últimas quatro semanas: 14,7% Anti-inflamatórios não esteróides, 14,0% Analgésicos e antipiréticos, 5,3% Anti-histamínicos e 1,7% Psicotrópicos. A prevalência foi maior no sexo feminino (75,4%). Comparando alunos com e sem sintomas psicopatológicos, encontramos diferenças significativas em relação ao uso de medicamentos (p < 0,05). Alunos com sintomas psicopatológicos usam mais Analgésicos e antipiréticos e Psicotrópicos (p < 0,05).
    Conclusões
    Os resultados indicam uma prevalência relevante de psicopatologia, maior no sexo feminino e uma alta prevalência de uso de medicamentos. Alunos com sintomas psicopatológicos usam mais medicamentos. Esses resultados destacam a importância de desenvolver programas de intervenção em saúde mental.
    Referências
  6. Christensson A, Runeson B, Dickman, PW, Vaez M. Mudança nos sintomas depressivos durante o ensino superior e estabelecimento profissional - uma investigação longitudinal em uma coorte nacional de estudantes suecos de enfermagem. BMC Public Health, 2010; 10:343–353.
  7. Hunt J, Eisenberg D. Problemas de Saúde Mental e Comportamento de Busca de Ajuda entre Estudantes Universitários. Journal of Adolescent Health, 2010; 46(1): 3-10.
  8. Derogatis LR. BSI: Inventário Breve de Sintomas. Minneapolis: National Computers Systems; 1982.
  9. Canavarro MC. Inventário de Sintomas Psicopatológicos—BSI. Testes e Provas psicológicas em Portugal. Simões MR, Gonçalves M, Almeida L. Eds., Braga: Sistemas Humanos e Organizacionais. 1999(II), 95-109.
    Palavras-chave
    Saúde mental, Uso de medicamentos, Estudantes
    O23 Doenças sexualmente transmissíveis em instituições de ensino superior
    Sandra Antunes, Verónica Mendonça, Isabel Andrade, Nádia Osório, Ana Valado, Armando Caseiro, António Gabriel, Anabela C. Martins, Fernando Mendes
    Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Fernando Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
    Contexto
    Há evidências na literatura de que um indivíduo com adequada literacia em saúde (LS) tem a capacidade de ser responsável pela sua própria saúde, bem como pela saúde da sua família e comunidade. No entanto, ações como relações sexuais desprotegidas (RS) e múltiplos parceiros durante a adolescência são fatores de risco importantes para a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Objetivo. Estudar a relação entre LS, DST e comportamentos de risco no segundo e terceiro anos do ensino superior, comparando estudantes de ciências da saúde (CS) vs. não ciências da saúde (NCS).
    Métodos
    Um questionário foi utilizado para avaliar o nível de HL e comportamentos sexuais de risco, e uma amostra de sangue foi coletada para triagem por ELISA de HIV, HCV e vírus herpes simplex tipo 2 (HSV 2), e Treponema Pallidum (teste VDRL).
    Resultados
    Níveis mais elevados de HL foram encontrados em estudantes de HSc (p < 0,001), e também naqueles com maior nível de confiança no uso de preservativo (p < 0,05). Em média, os estudantes de NHSc tiveram um número maior de parceiros sexuais (p = 0,001). A prática de relação sexual anal está associada a uma idade mais jovem na primeira relação sexual, bem como a um maior número de parceiros sexuais. A prevalência de DST (2,5%), em particular no caso do HSV 2, foi maior naqueles que consomem mais álcool para relaxar antes de um encontro sexual.
    Conclusões
    Os estudantes de NHSc apresentam um nível mais baixo de HL, maior número de parceiros sexuais e maior nível de prática de relação sexual anal quando comparados aos estudantes de HSc.
    Palavras-chave
    Letramento em saúde, estudantes do ensino superior, HIV, HCV, HSV2, sífilis, comportamentos de risco
    O24 Consumo de álcool e ideação suicida em estudantes do ensino superior
    Lídia Cabral, Manuela Ferreira, Amadeu Gonçalves
    Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
    Correspondência: Lídia Cabral (lcabral@essv.ipv.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
    Introdução
    O abuso de álcool parece estar associado a numerosos comportamentos de risco entre estudantes, incluindo tentativas de suicídio. Um em cada quatro estudantes que tentaram suicídio admitiu ter consumido álcool ou drogas antes do ato (OMS, 2013) [1]. Objetivo: Identificar a influência do consumo de álcool na ideação suicida de estudantes do ensino superior.
    Métodos
    Recorremos a um modelo de pesquisa quantitativa, transversal, analítica, descritiva e correlacional. Duzentos e sessenta (260) estudantes da nossa instituição (Escola Superior de Saúde de Viseu) participaram no estudo. O protocolo de avaliação inclui um questionário sociodemográfico, a Escala de Envolvimento com o Álcool para Adolescentes de Filstead & Mayer (1979) adaptada por Fonte & Alves (1999) [2] e o Questionário de Ideação Suicida-QIS-Reynolds (1988) adaptado para a população portuguesa por Ferreira e Castela (1999) [3].
    Resultados
    Verificámos que 69,9% dos estudantes começaram a beber após os 15 anos, e a curiosidade (61,3%) foi a principal razão apontada. Dos 87,2% de consumidores habituais, apenas 3,3% relataram problemas com a bebida. De referir que 3,1% dos estudantes admitiram ter pensamentos suicidas. No nosso estudo não houve associações estatisticamente significativas entre consumo de álcool e ideação suicida (p > 0,005).
    Conclusões
    Os resultados apontam para a importância de continuar a investigar a associação entre consumo de álcool e ideação suicida. O início precoce do consumo de álcool associado ao fácil acesso a essas bebidas e à ideação suicida são variáveis a considerar em futuras pesquisas e em ações que visem promover estilos de vida mais saudáveis entre os estudantes do ensino superior.
    Referências
  10. Prevenção do Suicídio da OMS (SUPRE). OMS: 2013.
  11. Fonte A, Alves A. Uso da Escala de Envolvimento com o Álcool para Adolescentes (AAIS). Avaliação das Características Psicométricas. Alcoologia, Revista da Sociedade Portuguesa de Alcoologia. 1999: VII (4).
  12. Ferreira J, Castela M. Questionário de Ideação Suicida (Q.I.S.). In M. R. Simões, M.M. Gonçalves & L. S. Almeida (Eds.). Testes e Provas Psicológicas em Portugal. Braga: APPORT/SHO; 1999; 2: 123-130.
    Palavras-chave
    Consumo de álcool, ideação suicida, estudantes
    O25 Qualidade de vida em estudantes universitários
    Tatiana D. Luz, Leonardo Luz, Raul Martins
    1Universidade Federal de Alagoas, Maceió, Alagoas, 57072-900, Brasil; 2Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, Universidade de Coimbra, 3040-248 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Tatiana D. Luz (tati-ddluz@hotmail.com) – Universidade Federal de Alagoas, Maceió - Alagoas, 57072-900, Brasil
    Introdução
    A transição do ensino médio para a universidade geralmente representa mudanças no estilo de vida dos estudantes. No entanto, as mudanças na qualidade de vida (QV) não são bem conhecidas nessa população. Objetivo: O objetivo deste estudo é analisar a QV de estudantes universitários por sexo e ano escolar.
    Métodos
    Os participantes são 198 estudantes de graduação (135 homens e 63 mulheres) da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (FCDEF-UC). Variáveis demográficas e atividade física foram coletadas por meio de um questionário autorrelatado. A QV foi avaliada utilizando o Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey - SF-36v2. MANOVA de um fator e MANCOVA, controlando por sexo, foram usadas para comparar variáveis de interesse (p < 0,05).
    Resultados
    Os homens apresentaram maior QV do que as mulheres, especificamente nos domínios de vitalidade (M = 61 ± 17, F = 53 ± 18; p =0,003), funcionamento social (M = 83 ± 18, F = 77 ± 21; p = 0,039), aspecto emocional (M = 81 ± 21, F = 74 ± 23; p = 0,053), saúde mental (M = 73 ± 17; F = 66 ± 19; p = 0,005), componente mental (M = 74 ± 15, F = 67 ± 16; p = 0,005) e SF-36 geral (M = 78 ± 11, F = 73 ± 13; p = 0,006). Estudantes do terceiro ano escolar apresentaram maior aspecto físico (p = 0,045) e dor corporal (p = 0,034) do que os do primeiro ano escolar, controlando por sexo.
    Conclusões
    Estudantes do sexo masculino apresentaram melhor QV do que as mulheres. Estudantes do terceiro ano escolar tiveram valores mais altos nos domínios de aspecto físico e dor corporal. Recomenda-se mais pesquisas nesta área com estudantes universitários.
    Palavras-chave
    Qualidade de vida, SF-36, estudantes universitários
    O26 Comportamento antissocial de adolescentes do sexo masculino e feminino: caracterizando vulnerabilidades em uma amostra portuguesa
    Alice Morgado, Maria L. Vale-Dias
    Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Alice Morgado (alicemmorgado@gmail.com) – Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
    O fenômeno antissocial na adolescência é uma questão importante para nossa sociedade devido ao aumento na frequência e gravidade de condutas desviantes durante uma fase do desenvolvimento, quando os indivíduos enfrentam múltiplas mudanças.

Apresentamos um estudo sobre manifestações antissociais e sua relação com gênero, idade, nível socioeconômico, personalidade, habilidades sociais, autoconceito e ambiente familiar em uma amostra de 489 adolescentes, que preencheram medidas de autorrelato para avaliar comportamento, personalidade, autoconceito, ambiente familiar e habilidades sociais.

Os resultados mostram diferenças importantes de gênero que podem explicar por que meninos têm maior tendência antissocial. Enquanto, nos meninos, o psicoticismo e o ambiente familiar contribuem para determinar quais indivíduos têm maior probabilidade de apresentar escores antissociais mais altos; a tendência antissocial feminina parece ser definida por disposições individuais e habilidades sociais. Correlações significativas entre comportamento antissocial, idade, personalidade, habilidades sociais, autoconceito e ambiente familiar em meninos e meninas revelam a importância das disposições individuais e dos esforços precoces de prevenção focados no indivíduo e na família.

As conclusões focam a importância das dimensões para a prevenção do comportamento antissocial na adolescência e revelam diferenças importantes de gênero e tendências na evolução do comportamento antissocial ao longo da adolescência. Demonstramos a importância das diferenças entre meninos e meninas no comportamento antissocial adolescente e da necessidade de abordar essa questão levando em conta as especificidades e vulnerabilidades de gênero.

Palavras-chave
Comportamento antissocial, adolescência, diferenças de gênero

O27 Fatores de risco para a saúde mental em estudantes do ensino superior de ciências da saúde

Rui Porta-Nova (rnova@esscvp.eu)
Escola Superior da Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisboa, 1300-125, Portugal

Contexto
A saúde mental dos estudantes que frequentam o ensino superior na área das Ciências da Saúde pode ser condicionada por fatores que podem afetá-los como pessoa, seus relacionamentos e seu desempenho acadêmico, comprometendo sua adaptação. Objetivos: Identificar os principais fatores de risco para a saúde mental, associados às experiências de vida acadêmica de estudantes de Ciências da Saúde e contribuir para a implementação de estratégias de prevenção de problemas de saúde mental nesses estudantes.

Métodos
A pesquisa abordou uma amostra de 620 pessoas, estudantes de medicina, estudantes de enfermagem e estudantes de saúde aplicada, nomeadamente: fisioterapia, tecnologia cardiorrespiratória e radiografia, cuja idade média era de 20,3 anos e variava entre 18 e 25 anos, sendo 81% do sexo feminino. Os instrumentos utilizados foram um Questionário Demográfico; Questionário de Experiências de Vida Acadêmica [1,2] e Inventário de Saúde Mental [3].

Resultados
Os resultados mostraram que cursar o 1º ano do curso de fisioterapia, pertencer ao gênero feminino, estar deslocado, ter uma expectativa de carreira mais baixa, não ser autônomo, apresentar uma percepção negativa de suas habilidades cognitivas, menor autoconfiança, diminuição do bem-estar psicológico e/ou físico, dificuldades acadêmicas decorrentes de bases de conhecimento deficientes e altos níveis de ansiedade em situações de avaliação, estão associados a uma pior saúde mental.

Conclusões
Isso exige atenção especial das diferentes estruturas das instituições de Ensino Superior, nomeadamente, órgãos dirigentes, professores e serviços acadêmicos, para reduzir o impacto negativo desses fatores de risco e implementar estratégias para prevenir a incidência de problemas de saúde mental nessa população.

Referências

  1. Almeida LS, Ferreira JA. Questionário de vivências académicas. Braga: Universidade do Minho, Centro de Estudos em Educação e Psicologia; 1997.
  2. Almeida LS. Ferreira JA. Adaptação e rendimento académico no ensino superior: fundamentação e validação de uma escala de avaliação de vivências académicas. Psicologia: Teoria, Investigação e Prática. 1999; 1:157-170.
  3. Veit C, Ware J. A estrutura do sofrimento psicológico e bem-estar em populações gerais. Revista de Psicologia Consultiva e Clínica. 1983; 51:730-742.

Palavras-chave
Saúde Mental, fatores de risco, ensino superior, estudantes de ciências da saúde

O28 Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde como raciocínio reflexivo na atenção primária à saúde
Tânia C. Fleig, Éboni M. Reuter, Miriam B. Froemming, Sabrina L. Guerreiro, Lisiane L. Carvalho
Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul – Rio Grande do Sul, 96815-900, Brasil
Correspondência: Tânia C. Fleig (tcmfleig@gmail.com) – Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, 96815-900, Brasil

Introdução
Na Atenção Primária à Saúde (APS) o impacto dos problemas de saúde na saúde do indivíduo, interação com o ambiente e na qualidade de vida guiado pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), permite uma abordagem aos indicadores de saúde e atenção aos componentes de funcionalidade, contextos ambientais e pessoais. Objetivo: Descrever o perfil de funcionalidade de pessoas cadastradas em Estratégias de Saúde da Família (ESFs).

Métodos
Um estudo transversal. Noventa e duas pessoas foram atendidas no programa de estágio de fisioterapia da UNISC, na APS, a partir do diagnóstico fisioterapêutico guiado pela CIF, em quatro ESFs em Santa Cruz do Sul (Rio Grande do Sul, Brasil), em 2015. Dados apresentados em frequência relativa.

Resultados
As alterações prevalentes foram funções sensoriais e dor (84 %), dor (75 %), alterações cardiovasculares, hematológicas, imunológicas e respiratórias (56 %), problemas neuromusculoesqueléticos e relacionados ao movimento (85 %), mobilidade das articulações (73 %) e força muscular (50 %), estruturas relacionadas ao movimento (94 %) e extremidades inferiores (56 %). As limitações de atividades e restrição na participação foram em mobilidade (66 %). Os fatores ambientais de maior ocorrência foram produtos e tecnologia (56 %), apoio e relacionamentos (91 %), família imediata como facilitadora e barreira (67 % e 14 %), e profissionais de saúde facilitadores (82 %). Serviços, sistemas e políticas (62 %) são adicionados, especialmente serviços, sistemas e políticas de saúde (52 % facilitador; 4 % barreira).

Conclusões
A CIF é considerada na composição de indicadores de saúde, sustentando, ampliando e orientando as ações de saúde, aumentando o acesso e a acessibilidade das pessoas para proporcionar atenção integral e cuidado.

Palavras-chave
Classificação Internacional de Funcionalidade, Atenção Primária à Saúde, indicadores de saúde

O29 Fatores de risco e doença cardiovascular em Portalegre

Daniel Guedelha, P. Coelho, A. Pereira
Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Correspondência: Daniel Guedelha (daniel.jsguedelha@gmail.com) – Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal

Introdução
A doença cardiovascular é a principal causa de incapacidade e morte prematura em todo o mundo, estando associadas a essas condições clínicas vários fatores de risco cardiovascular que levam a uma maior prevalência de doença cardiovascular manifestada de diferentes formas. Entre os vários fatores de risco cardiovascular, destacam-se a dislipidemia, diabetes mellitus, hipertensão, tabagismo e história familiar de doença aterosclerótica. Objetivo: O objetivo é estimar a prevalência de fatores de risco cardiovascular e doença cardiovascular, como enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral na população da cidade de Portalegre.

Métodos
O presente estudo é do tipo analítico, observacional e transversal em uma amostra aleatória, constituída por 1.000 sujeitos e coletada entre julho de 2014 e janeiro de 2015. Os dados foram coletados por meio de um questionário aplicado à população em estudo.

Resultados
Em 1.000 sujeitos, observou-se uma idade média de 52,5 ± 19,1 anos e 54,7 % dos sujeitos pertenciam ao sexo feminino. A prevalência geral de hipertensão foi de 35,0 %, seguida por hipercolesterolemia com 32,3 %, hábitos tabágicos com 14,0 % e 15,8 % de ex-fumantes, diabetes presente em 12,0 % dos entrevistados e hipertrigliceridemia, que foi a menos presente na população com 7,2 %. Também foi analisada a patologia cardiovascular, obtendo-se uma prevalência de enfarte agudo do miocárdio de 4,2 % e 2,7 % para acidente vascular cerebral.

Conclusões
A prevalência de fatores de risco mostrou-se elevada na população da cidade de Portalegre, bem como a ocorrência dos eventos cardiovasculares estudados.
Palavras-chave
Fatores de risco cardiovascular, Infarto Agudo do Miocárdio, acidente vascular cerebral, prevalência, Portalegre
O30 Estado de saúde da população idosa residente no centro histórico de Portalegre: um estudo longitudinal
António Calha, Raul Cordeiro
Instituto Politécnico de Portalegre, 7301-901 Portalegre, Portugal
Correspondência: António Calha (antoniocalha@hotmail.com) – Instituto Politécnico de Portalegre, 7301-901 Portalegre, Portugal
As mudanças demográficas e o aumento da proporção de pessoas idosas gerarão novas necessidades de saúde nos próximos anos, bem como enormes desafios para os sistemas de saúde e sociais. O crescimento do número de idosos que vivem sozinhos em áreas urbanas é particularmente problemático devido ao potencial risco de saúde que pode estar associado ao isolamento social e à solidão.
Neste artigo apresentamos os resultados de um estudo descritivo e correlacional longitudinal da população idosa residente no centro histórico de Portalegre. O objetivo da pesquisa é monitorar as tendências entre 2013 e 2015, no que diz respeito ao estado de saúde (autoavaliação do estado de saúde; autoavaliação da existência de alterações no estado de saúde e autonomia na realização de atividades do dia a dia), sentimentos de solidão e sintomas de depressão. A primeira avaliação ocorreu em janeiro de 2013, compreendendo uma amostra de 123 idosos. A segunda avaliação ocorreu em outubro de 2015, compreendendo 44 idosos (79 casos haviam sido perdidos entre a 1.ª e a 2.ª avaliações).
Os resultados mostraram uma deterioração do estado de saúde (embora as diferenças não tenham sido estatisticamente significativas), alterando a percentagem de idosos que se autopercebiam como não saudáveis de 43,5 % para 58,2 % (p = 0,227 pelo teste de McNemar). A mesma tendência foi encontrada na percentagem de idosos que necessitavam de ajuda para realizar atividades cotidianas, passando de 5 % em 2013 para 14 % em 2015 (p = 0,289 pelo teste de McNemar).
Relativamente aos sentimentos de solidão e sintomas de depressão, verificou-se também um enfraquecimento do estado dos idosos, com potenciais consequências no bem-estar social e pessoal.
Palavras-chave
Envelhecimento, estado de saúde, solidão, sintomas de depressão
O31 Sono dos estudantes no ensino superior: qualidade do sono entre estudantes do IPB
Ana Gonçalves, Ana Certo, Ana Galvão, Mª Augusta Mata
Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-121, Portugal
Correspondência: Ana Gonçalves (velosogoncalves@gmail.com) – Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-121, Portugal
Contexto
O sono representa uma necessidade humana básica, incorporando várias funções cruciais na fase de jovem adulto. Objetivo: Avaliar a qualidade do sono de estudantes do ensino superior.
Métodos
Estudo descritivo-transversal com abordagem quantitativa. Amostra não probabilística por conveniência de 358 estudantes do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Instrumentos de coleta de dados utilizados: Ficha sociodemográfica e o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI).

Resultados

A maioria da amostra (54%) apresenta má qualidade do sono e os restantes (46%) boa qualidade. Em relação ao sexo, podemos destacar que a maioria dos homens apresenta boa qualidade do sono e a maioria das mulheres má qualidade. Em relação à qualidade do sono, os resultados coincidem com os de Pereira (2013) [1], que obteve uma pontuação global no PSQI de 7,74, com 76% dos estudantes considerados com má qualidade do sono e 24% com boa qualidade. Dados da literatura nacional e internacional afirmam que os estudantes universitários ou do ensino superior apresentam má qualidade do sono. Quanto à diferença na qualidade do sono entre os sexos, os resultados corroboram os de Coelho (2014), [2] nos quais as mulheres foram mais afetadas pela má qualidade do sono.

Conclusões

A maioria dos estudantes do ensino superior considera ter má qualidade do sono e o sexo influencia a qualidade. Diante do exposto, torna-se imperativo realizar intervenções que promovam a qualidade do sono neste grupo.

Referências

  1. Pereira, A. Hábitos de Sono em Estudantes Universitários [Dissertação]. Porto: Universidade Fernando Pessoa; 2013.
  2. Coelho, A. Avaliação da Qualidade do Sono em Estudantes Universitários e a sua relação com Disfunções Temporomandibulares Musculares [Dissertação] Porto: Universidade Fernando Pessoa; 2014.

Palavras-chave

Sono, estudantes, ensino superior, qualidade de vida

O32 Tendência da mortalidade por câncer do colo do útero na região metropolitana de Florianópolis, estado de Santa Catarina, Brasil, 2000 a 2013

Aline Welter1, Elayne Pereira1, Sandra Ribeiro2, Marcia Kretzer1
1Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil; 2Secretaria Municipal de Saúde de Palhoça, Palhoça, Santa Catarina, 88132-149, Brasil

Correspondência: Aline Welter (ninewelter@gmail.com) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil

Introdução

O câncer do colo do útero é um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, devido às altas taxas de mortalidade observadas principalmente em regiões menos desenvolvidas. Sendo o câncer mais prevenível, é de grande importância o seu diagnóstico e tratamento precoces. Objetivo: Analisar as tendências temporais da mortalidade por câncer do colo do útero de 2000 a 2013 na região metropolitana de Florianópolis, estado de Santa Catarina - Brasil, por grupos etários específicos e suas regiões.

Métodos

Foi realizado um estudo ecológico de série temporal utilizando dados do Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade. Dados sobre óbitos de 2000 a 2013. As taxas de mortalidade brutas e específicas foram calculadas de acordo com a faixa etária e região. A existência de correlações foi analisada pelo coeficiente de correlação t de Spearman.

Resultados
Houve pouca variabilidade nas tendências de mortalidade por Câncer do Colo do Útero na região metropolitana, variando entre 3,43 e 2,24/100 mil, com uma tendência decrescente de 40 a 49 anos (r = -0,547; p < 0,05). Analisando as cidades, em Florianópolis houve uma tendência decrescente de 60 a 69 anos (r = -0,612; p < 0,05) e de 70 a 79 anos (r = -0,701; p < 0,01), enquanto na cidade de São José houve uma tendência crescente na faixa etária de 60 a 69 anos (r = 0,539; p < 0,05).

Conclusões
A tendência de mortalidade do Câncer do Colo do Útero na área metropolitana de Florianópolis é estacionária, com uma diminuição de 40 a 49 anos. Na cidade de Florianopolis houve uma tendência decrescente de 60 a 79 anos, e na cidade de São José houve um aumento de 60 a 69 anos.

Palavras-chave
Câncer do colo do útero, neoplasias do colo do útero, tendências de mortalidade

O33 Adesão ao tratamento em idosos em ambiente urbano na Espanha
Juan-Fernando Jiménez-Díaz1, Carla Jiménez-Rodríguez1, Francisco-José Hernández-Martínez2, Bienvenida-Del-Carmen Rodríguez-De-Vera1, Alexandre Marques-Rodrigues3
1Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, 35001 Las Palmas de Gran Canaria, Las Palmas, Espanha; 2Cabildo de Lanzarote, 35500. Arrecife, Lanzarote, Las Palmas, Espanha; 3Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Juan-Fernando Jiménez-Díaz (juanfernando.jimenez@ulpgc.es) – Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, 35001 Las Palmas de Gran Canaria, Las Palmas, Espanha

Contexto
A falta de adesão ao tratamento é um grande problema de saúde pública. Mais de 50% da população espanhola não cumpre os tratamentos prescritos. A OMS define adesão como "o grau em que o comportamento de uma pessoa corresponde às recomendações acordadas com um profissional de saúde." Portanto, além do impacto clínico, também tem implicações socioeconômicas. Objetivo: Determinar o nível de adesão ao tratamento em uma amostra de maiores de 65 anos com polifarmácia e doenças crônicas em ambiente urbano.

Métodos
Um estudo descritivo transversal com amostragem aleatória simples de um Serviço de Farmácia Comunitária em ambiente urbano, aplicando o Teste de Morisky-Green.

Resultados
36,8% dos pacientes não apresentam boa adesão à medicação. No entanto, a adesão geral ao tratamento aumenta com a idade, especialmente entre os maiores de 71 anos, sem significância estatística entre os sexos e, da mesma forma, a melhor adesão se correlaciona com menor escolaridade dos indivíduos, mas não com seu status socioeconômico.

Conclusões
O valor preditivo positivo do Teste de Morisky-Green pode ser uma boa alternativa para identificar grupos em risco de não adesão na atenção primária, especialmente quando nossos achados mostram que os pacientes mais velhos e com menor escolaridade alcançaram melhor adesão terapêutica, o que é condicionado por uma maior dependência dos profissionais de saúde na determinação dos critérios.

Palavras-chave
Adesão, Terapia, Idosos

O34 Estudo de Pressão Arterial de Beira Baixa (Estudo PABB)
Patrícia Coelho, Tiago Bernardes, Alexandre Pereira
Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Castelo Branco, 6000-767, Portugal
Correspondência: Patrícia Coelho (patriciacoelho@ipcb.pt) – Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Castelo Branco, 6000-767, Portugal
Introdução
A Hipertensão Arterial (HTA) é uma doença sistémica multifatorial caracterizada por valores elevados e sustentados da pressão arterial (PA). Em Portugal, estima-se uma prevalência de 42% na população adulta, e sabe-se que está intimamente relacionada com a doença cardiovascular. Objetivo: Caracterizar a população do distrito de Castelo Branco quanto à prevalência, conhecimento e taxas de controlo da HTA, bem como determinar os riscos cardiovasculares (RCV).
Métodos
Estudo transversal realizado no distrito de Castelo Branco entre 2010-2014 através da aplicação de um questionário, medições da PA pelo método auscultatório e informações antropométricas. A amostra foi constituída por 11.139 indivíduos, 55,6% do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 18 e os 101 anos, com uma média de 58,17 ± 17,95 anos. Os dados foram analisados com o SPSS® 20.0.
Resultados
A prevalência de HTA foi de 53,2% (53,8% nos homens e 52% nas mulheres). 6,8% dos sujeitos apresentavam pré-hipertensão; 24,1% HTA de grau 1; 8,1% HTA de grau 2 e 2,1% HTA de grau 3. Dos 4.199 indivíduos sob terapêutica anti-hipertensiva, 49,8% apresentavam valores de PA acima do normal. Quanto ao RCV, 51,1% dos sujeitos não apresentavam RCV significativo; 10,9% risco baixo; 19,0% risco moderado e 18,9% risco alto ou muito alto, de acordo com as diretrizes internacionais.
Conclusões
Verificou-se uma prevalência acima da média nacional, bem como uma elevada taxa de HTA medicada com valores de PA elevados. É uma população com RCV elevado, facto que deve ser tido em conta na elaboração de estratégias preventivas para o controlo dos fatores de risco cardiovascular.
Palavras-chave
Prevalência, hipertensão arterial, fatores de risco, risco cardiovascular
O35 Tendências nas estatísticas de mortalidade por cancro do colo do útero no Estado de Santa Catarina, Brasil, por grupo etário e macrorregião, de 2000 a 2013
Patrícia Sousa, João G. Filho, Nazare Nazario, Marcia Kretzer
Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
Correspondência: Patrícia Sousa (patricia.pssantos@hotmail.com) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
Introdução
O cancro do colo do útero é um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, devido às elevadas taxas de mortalidade observadas principalmente nas regiões menos desenvolvidas. Sendo o cancro mais prevenível, o seu diagnóstico e tratamento precoces são de grande importância. Objetivo: Analisar as tendências nas estatísticas de mortalidade por cancro do colo do útero ao longo do tempo no Estado de Santa Catarina, Brasil.
Métodos
Foi realizado um estudo ecológico de série temporal utilizando dados do Sistema Nacional de Informação sobre Mortalidade do Brasil. As tendências nos dados de óbitos de 2000 a 2013 foram identificadas através de regressão linear. As taxas de mortalidade brutas e específicas foram calculadas de acordo com o grupo etário e a macrorregião.
Resultados
There was little variability in the cervical cancer mortality rates in this state, ranging from 1.80 to 2.66/100,000, and this variation showed no statistical significance. There was an increasing trend for the age group 0-29 years, with a mean annual increase of 0.01 % (p = 0.02), and a decreasing for the 40-49 years (0.16 %; p = 0.004). On analysing the health administration macro-regions, the only significant increasing trend was observed for the Vale do Itajaí (0.04 %; p = 0.02).
Conclusions
For the period of 2000 to 2013 the overall cervical cancer mortality in Santa Catarina State is trend stationary, but the mortality is increasing for the age range of 0 to 29 years and decreasing for the age range of 40 to 49 years. The only health administration macro-region of Santa Catarina State which has registered a significant increasing trend in cervical cancer mortality is the Itajaí Valley.
Keywords
Uterine cervical neoplasms, cervical cancer, mortality trends
O36 Sleep problems among Portuguese adolescents: a public health issue
Odete Amaral1, António Garrido2, Nélio Veiga3, Carla Nunes4, Ana R. Pedro4, Carlos Pereira1
1Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504 - 510 Viseu, Portugal; 2Casa de Saúde de São Mateus, Viseu, 3500-106, Portugal; 3Universidade Católica Portuguesa, Viseu, 3504-505, Portugal; 4Escola Nacional de Saúde Pública, Lisboa, 1600-560, Portugal
Correspondence: Odete Amaral (mopamaral@gmail.com) – Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504 - 510 Viseu, Portugal
Background
Recent studies have shown that sleeping problems, particularly during adolescence, are an important public health problem. During adolescence many biological, psychological and social factors interact, resulting in shortening of sleep duration, excessive sleepiness, insomnia and delayed sleep phase syndrome. The aim of this study was to determine the prevalence of sleep problems in adolescents.
Methods
In a cross-sectional approach we assessed 7,354 students (3944 females), aged 11 to 20 years from twenty-six schools of the district of Viseu, Portugal. Data was collected using a self-administered questionnaire answered by the students in the classroom. Insomnia was defined based on the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders IV criteria. Daytime sleepiness was assessed by the Epworth Sleepiness Scale and we considered as "insufficient" less than 8 hours of night sleep.
Results
A prevalência de “insônia” foi de 8,3% e de “sintomas de insônia” de 21,4%. A prevalência de “dificuldade para iniciar o sono”, “dificuldade para manter o sono”, “despertar precoce” e “sono não reparador” foi de 8,9%; 8,2%; 6,1% e 5,6%, respectivamente. A prevalência de insônia e sintomas de insônia foi maior entre o sexo feminino (p < 0,001). Cada sintoma foi mais prevalente entre o sexo feminino (p < 0,001). A prevalência de sonolência diurna foi de 33,1% e de sono insuficiente de 29,0%. Ambos foram maiores entre o sexo feminino (p < 0,001). Apenas 6,4% dos adolescentes relataram deitar-se todas as noites no mesmo horário.
Conclusões
Os problemas de sono em adolescentes portugueses são comuns. Os resultados deste estudo sugerem a necessidade de programas abrangentes para prevenir problemas de sono em adolescentes portugueses.
Palavras-chave
Problemas de sono, Insônia, Sonolência diurna, Sono insuficiente, Adolescentes
O37 Associação entre gordura corporal e qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes com diabetes tipo 2
António Almeia1, Helder M. Fernandes1, Carlos Vasconcelos1,2, Nelson Sousa1, Victor M. Reis1, M. João Monteiro1, Romeu Mendes1,3
1Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal; 2Instituto Politécnico de Viseu, Viseu, 3504-510, Portugal; 3Unidade de Saúde Pública do ACES Douro I—Marão e Douro Norte, Administração Regional de Saúde do Norte, IP, 5000-524 Vila Real, Portugal
Correspondência: Romeu Mendes (romeuduartemendes@gmail.com) – Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal
Introdução
Há evidências crescentes de que a obesidade está associada a um declínio na qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). Objetivo: Este estudo transversal teve como objetivo analisar a relação entre gordura corporal e QVRS em pacientes com diabetes tipo 2.
Métodos
O questionário SF-36v2 foi administrado a 95 indivíduos com diabetes tipo 2 (47 mulheres e 48 homens; 66,23 ± 6,34 anos; 10,55 ± 7,55 anos de diabetes; 37,47 ± 8,19% de gordura corporal) candidatos ao Diabetes em Movimento®, um programa de intervenção comunitária no estilo de vida desenvolvido em Vila Real, Portugal (NCT02631902). A gordura corporal foi avaliada pela técnica de bioimpedância elétrica (Tanita, BC-418 MA). Coeficientes de correlação de Pearson foram utilizados para avaliar as associações entre cada escala do SF-36v2 (função física, FF; aspectos físicos, AF; dor corporal, DC; estado geral de saúde, EGS; vitalidade, VT; aspectos sociais, AS; aspectos emocionais, AE; saúde mental, SM) e as escalas sumárias (componente físico, CF; componente mental, CM), e a gordura corporal do paciente.
Resultados
Correlações negativas e significativas foram observadas entre gordura corporal e PF (r = -0,331; p = 0,001), BP (r = -0,324; p = 0,001), VT (r = -0,336; p = 0,001), SF (r = -0,231; p = 0,025), RE (r = -0,280; p = 0,006), MH (r = -0,310; p = 0,002), PCS (r = -0,234; p = 0,023) e MCS (r = -0,230; p = 0,026), respectivamente.
Conclusões
Altos níveis de gordura corporal estão associados à qualidade de vida relacionada à saúde (HRQL) prejudicada em pacientes com diabetes tipo 2, possivelmente comprometendo a capacidade dos indivíduos de realizar atividades diárias.
Palavras-chave
Qualidade de vida relacionada à saúde, obesidade, diabetes tipo 2
O38 Adesão terapêutica e polifarmácia em idosos não institucionalizados do concelho de Amares, Portugal
Isabel C. Pinto1, Tânia Pires2, João Gama3
1Núcleo de Investigação e Intervenção no Idoso, Departamento de Tecnologias de Diagnóstico e Terapêutica, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal; 2Centro de Investigação de Montanha, Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal; 3Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal
Correspondência: Isabel C. Pinto (isabel.pinto@ipb.pt) – Núcleo de Investigação e Intervenção no Idoso, Departamento de Tecnologias de Diagnóstico e Terapêutica, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal
Introdução
A polifarmácia é frequente em idosos, e a adesão terapêutica é um componente crucial para alcançar a eficácia do tratamento, embora as terapias complexas em idosos possam levar à não adesão terapêutica, aumentando os custos e vários riscos à saúde. Objetivo: Estimar a prevalência de adesão terapêutica, polifarmácia e fatores associados em idosos.
Métodos
Este estudo transversal baseou-se em um questionário, com a escala MAT (Medida de Adesão Terapêutica) validada para a população portuguesa [1], aplicado a 159 idosos (≥65 anos) residentes em seus domicílios no concelho de Amares, no norte de Portugal. Para avaliar a adesão terapêutica, aqueles cujos níveis médios de adesão foram ≥5 foram chamados de “aderentes”, e considerados idosos polimedicados aqueles que tomam ≥5 medicamentos. Foram utilizadas estatísticas descritivas, as correlações foram acessadas pelo teste qui-quadrado e resíduos ajustados (AdR) para categorias de variáveis, com um nível de significância de 5%.
Resultados
A amostra foi composta principalmente por mulheres (54,7% vs. 45,3%), com idades entre 65 e 96 anos (média 74,6), enquanto 50,3% estava entre 65-74 anos. Os participantes apresentam boa adesão terapêutica (69,8%), sendo altamente polimedicados (58,5%) com uma média de 5,5 medicamentos diferentes administrados por dia. A não adesão foi associada a ter transtornos mentais (p = 0,002) e doenças do sistema respiratório (AdR = 2,0), e parece estar relacionada com ser polimedicado (AdR = 1,7) e má percepção de saúde (AdR = 1,3). Ter hipertensão, colesterol, depressão, transtornos mentais (p = 0,001), dor (p = 0,003) e diabetes (p = 0,014) também foram relacionados à polifarmácia.
Conclusões
Este estudo mostra uma considerável prevalência de adesão terapêutica e polifarmácia, sendo vários os fatores associados a esses fenômenos.
Referências

  1. Delgado A, Lima M. Contributo para validação concorrente de uma medida de adesão aos tratamentos. Psicologia, Saúde & Doenças. 2001; 2(2): 81-100.
    Palavras-chave
    Idosos, idosos não institucionalizados, polifarmácia, adesão terapêutica, não adesão terapêutica
    O39 Prevalência de infecção do sítio cirúrgico em adultos em uma unidade hospitalar no Norte de Portugal
    Vera Preto1, Norberto Silva2, Carlos Magalhães3, Matilde Martins4
    1Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos, Unidade Local de Saúde do Nordeste, Bragança, 5301-852, Portugal; 2Departamento de Urgência e Emergência Unidade, Unidade Local de Saúde do Nordeste, Bragança, 5301-852, Portugal; 3Departamento de Enfermagem, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal; 4Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano, Departamento de Enfermagem, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal
    Correspondência: Vera Preto (vera.preto@sapo.pt) – Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos, Unidade Local de Saúde do Nordeste, Bragança, 5301-852, Portugal
    Contexto
    A infecção do sítio cirúrgico é uma das infecções mais frequentes associadas aos cuidados de saúde. Objetivo: Identificar a prevalência de infecção do sítio cirúrgico em adultos em um hospital no Norte de Portugal.
    Métodos
    Um estudo prospectivo realizado em um hospital no norte de Portugal em 2015. Critérios de inclusão: ter estado hospitalizado em serviços de cirurgia e obstetrícia nas últimas 24 horas, idade de 16 anos ou mais, submetido a cirurgia de cólon, vesícula biliar e cesariana. Uma amostra de 579 participantes foi obtida. A caracterização do paciente e da cirurgia foi realizada por meio de um questionário aplicado nas primeiras 24 horas após a cirurgia, e o registro da infecção no momento da ocorrência dentro de 30 dias após o procedimento.
    Entre os 579 participantes, 53,4% eram do sexo feminino, com idade média de 57,1 anos (17-97 anos), 64,1% receberam antibioticoterapia profilática, em 52,7% a cirurgia foi urgente, 6,6% foram submetidos a cirurgia laparoscópica, 70,0% das cirurgias ocorreram no departamento de cirurgia, das quais 33,3% foram colecistectomia. Predominantemente, as feridas eram limpas (62,0%). O tempo médio de espera para cirurgia foi de 7 dias, para internação 12 dias e o tempo cirúrgico médio de 59 minutos. Houve uma prevalência de 6,0% de infecção do sítio cirúrgico e a Escherichia coli foi responsável por 47,8% delas. O tempo médio de início foi de 9 dias e o órgão/espaço foi o sítio mais afetado (48,6%).
    Conclusões
    A prevalência de infecção foi de 6,0%. Sugere-se a realização de mais estudos que mostrem fatores associados a esse tipo de infecção.
    Palavras-chave
    Infecção de Ferida Cirúrgica, Escherichia coli, Prevalência
    O40 Fenótipo de fragilidade na velhice: implicações para a intervenção
    Mafalda Duarte1, Constança Paúl2,3, Ignácio Martín4
    1Escola Superior de Saúde do Alto Ave, 4830-345 Póvoa de Lanhoso, Portugal; 2Unidade de Investigação e Formação sobre Adultos e Idosos, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal; 3Centro de Investigação em Tecnologia e Serviços de Saúde, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 4Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
    Correspondência: Mafalda Duarte (mafalda.duarte@isave.pt) – Escola Superior de Saúde do Alto Ave, 4830-345 Póvoa de Lanhoso, Portugal
    Contexto
    O Fenótipo de Fragilidade é uma síndrome composta por cinco critérios: perda de peso, resistência, atividade física, lentidão e fraqueza. Uma pessoa idosa é considerada frágil se apresentar comprometimento em três desses domínios. Este estudo tem como objetivo identificar fatores preditivos da condição de fragilidade que possam ser considerados para intervenção.
    Métodos
    Uma amostra representativa, estratificada por faixa etária, de idosos vivendo na comunidade (n = 339) foi avaliada e modelos de regressão logística foram conduzidos.
    Resultados
    Os fatores preditivos foram sexo (feminino) OR 1,7, IC 95% 1,0 – 2,8), idade (mais avançada) (OR 2,8, IC 95% 1,6 - 4,9) e nível educacional (sem escolaridade) (OR 2,6, IC 95% 1,1 – 6,0). As variáveis biocomportamentais e o baixo fluxo respiratório predisseram a condição de fragilidade (OR 3,3, IC 95% 1,9 – 6,0). Indicadores geriátricos como quedas (OR 3,3, IC 95% 1,5 - 5,6), alterações nos processos sensoriais (OR 2,1, IC 95% 1,2 - 3,8; OR 2,1, IC 95% 1,1 - 4,0 respectivamente), comorbidade (OR 1,8, IC 95% 1,0 - 3,2) também foram preditores de fragilidade. O comprometimento nas AVD aumenta o risco de fragilidade (OR 2,1, IC 95% 1,2 - 3,5). A presença de sintomatologia depressiva (OR 4,2, IC 95% 1,9 - 9,2) e deterioração cognitiva (OR 2,9, IC 95% 1,6 - 5,3) são igualmente preditores dessa condição.
    Conclusões
    Esses preditores biopsicossociais foram todos considerados em um programa de intervenção.
    Palavras-chave
    Idosos, fragilidade, fatores preditivos, intervenção
    O41 Mulheres portuguesas: sintomas sexuais na perimenopausa
    Arminda A. Pinheiro (aanes@ese.uminho.pt)
    Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal
    Contexto
    Existem diferenças culturais nos sintomas sexuais, que devem ser medidas na perimenopausa, incluindo os seguintes sintomas: perda de interesse pelo sexo, secura vaginal, satisfação e dor durante a relação sexual. A medição destes sintomas permite a comparação entre estudos.
    Métodos
    Foi realizado um estudo transversal, correlacional; com uma amostra não probabilística por conveniência (n = 600 mulheres portuguesas na perimenopausa, 45-55 anos). O protocolo incluiu: Escala de Classificação da Menopausa; atitudes e crenças perante a menopausa (construída e validada por nós); Escala de Satisfação com o Suporte Social; níveis de E2; FSH; dados sociodemográficos; estilo de vida e projetos; perceção de bem-estar subjetivo e eventos stressantes.
    Resultados
    Relativamente à influência de diferentes fatores incluídos no modelo final na probabilidade de uma mulher ter relatado sintomas sexuais desconfortáveis, a regressão logística forward mostrou as condições dos fatores sociodemográficos/socioeconómicos: condição laboral (bdesempregada = 0,817; p = 0,001; OR = 2,264), formação do agregado familiar (bsozinha, com filhos = -0,993; p < 0,001; OR = 0,136); as condições dos fatores psicossociais: significado atribuído à menopausa (bsignificado positivo = -1,038; p < 0,001; OR = 0,354), nível de autoestima (bautoestima = -0,045; p = 0,029; OR = 0,956), satisfação com o apoio social (bapoio familiar = -0,099; p = 0,039; OR = 0,906), atitudes/crenças perante a menopausa (bmudanças saúde envelhecimento = -0,148, p = 0,023; OR = 0,863); atitudes/crenças perante a menopausa (bmudanças físicas = -0,147; p = 0,011; OR = 0,863). O modelo Logit ajustado (G2(8) = 173,621; p < 0,001; X2wald (8) = 16,847; p = 0,032; R2CS = 0,251; R2N = 0,349; R2MF = 0,228).
    Conclusões
    As parteiras podem abordar as atitudes e a autoestima das mulheres na perimenopausa para promover a saúde sexual nas consultas de planeamento familiar.
    Palavras-chave
    saúde sexual, perimenopausa, mulheres
    O42 Capacidade preditiva da Ferramenta de Triagem e Prevenção da Depressão Perinatal – resultados preliminares da abordagem categórica
    Sandra Xavier1, Julieta Azevedo1, Elisabete Bento1, Cristiana Marques1, Mariana Marques1,2, António Macedo1,2, Ana T. Pereira1
    1Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal; 2Centro de Responsabilidade Integrado, Serviço de Psiquiatria, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Sandra Xavier (sandraalvesxavier@gmail.com) – Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal
    Contexto
    A atualização de 2015 das recomendações de triagem de depressão reflete a importância da triagem durante e após a gravidez. A triagem e detecção precoce da depressão perinatal devem combinar a avaliação dos sintomas depressivos e fatores de risco. Objetivo: Analisar a capacidade preditiva da Ferramenta de Triagem e Prevenção da Depressão Perinatal (PDSP Tool) avaliando tanto os sintomas de DP quanto os fatores de risco identificados por nossa equipe (história de depressão ao longo da vida/HDLV, insônia pré-natal, aumento dos sintomas depressivos e afeto negativo/AN na gravidez) para identificar depressão maior no pós-parto.
    Métodos
    Noventa e duas (92) gestantes (idade média: 32,64 ± 4,59 anos) no segundo trimestre (21,38 ± 2,41 semanas de gestação) completaram a PDSP Tool. Seis (6,34 ± 1,66) semanas após o parto, foram entrevistadas com a Diagnostic Interview for Psychological Distress-Postpartum, para determinar se preenchiam os critérios diagnósticos para depressão maior/DSM-5.
    Resultados
    4,3% das mulheres apresentaram depressão maior. A taxa de classificação correta global da PDSP Tool foi de 53,3%. Falsos-negativos 1,1%, falsos-positivos 44,6%, verdadeiros-negativos 55,2% e verdadeiros-positivos 3,3%. Considerando os componentes da PDSP Tool, o AN elevado apresentou a maior capacidade preditiva: 100% das mulheres com AN elevado na gravidez (X² = 11,21, OR = 2,190, p = 0,005) tiveram depressão maior no pós-parto.
    Conclusões
    Considerando que os falsos-negativos são piores do que os falsos-positivos, o achado de que a PDS Tool identifica mais da metade das mulheres que desenvolverão depressão maior no pós-parto nos encoraja a continuar desenvolvendo esforços para ter sucesso nesta tarefa muito difícil de identificar gestantes que tenderão a ter depressão maior no pós-parto.
    Palavras-chave
    Depressão Perinatal, triagem precoce, avaliação
    O43 Envelhecimento e força muscular em pacientes com diabetes tipo 2: análise transversal
    José P. Almeida1, António Almeida1,2, Josiane Alves1, Nelson Sousa1,2, Francisco Saavedra1,2, Romeu Mendes1,2,3
    1Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal; 2Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal; 3Unidade de Saúde Pública, ACES Douro I, Marão e Douro Norte, Administração Regional de Saúde do Norte, 5000-524 Vila Real, Portugal
    Correspondência: José P. Almeida (romeuduartemendes@gmail.com) – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal
    Contexto
    O processo de envelhecimento está associado ao declínio da massa e força muscular, e essa perda é aumentada pelo diabetes, levando ao desenvolvimento de incapacidade física em idosos com diabetes. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre idade e níveis de força muscular em pacientes de meia-idade e idosos com diabetes tipo 2 (DM2).
    Noventa e três indivíduos com DM2 (47 homens e 46 mulheres; 66,26 ± 6,32 anos de idade [55 a 80 anos]) candidatos ao Diabetes em Movimento®, um programa de intervenção no estilo de vida baseado na comunidade desenvolvido em Vila Real, Portugal (NCT02631902), participaram de uma análise transversal. A força muscular dos membros superiores foi avaliada através do desempenho no Teste de Arremesso de Medicine Ball Sentado (SMBT) e a dos membros inferiores através do desempenho no Teste de Levantar da Cadeira em 30 Segundos (30-SCS). Coeficientes de correlação de Pearson foram utilizados para avaliar as associações entre idade e níveis de força muscular, em ambos os sexos.

Resultados
Correlações negativas e significativas foram observadas entre idade e SMBT em homens (r = -0,345, p = 0,019) e mulheres (r = -0,314, p = 0,033), e entre idade e 30-SCS em mulheres (r = -0,409, p = 0,005), mas não em homens (r = -0,126, p = 0,403).

Conclusões
Em geral, os resultados mostraram uma relação entre envelhecimento e perda de força muscular em ambos os sexos em pacientes com DM2. No entanto, os homens parecem mais protegidos do que as mulheres na perda de força muscular dos membros inferiores.

Palavras-chave
Força muscular, envelhecimento, Diabetes Tipo 2

O44 Acessibilidade dos idosos na prevenção da hipertensão em uma unidade de saúde da família
Ana S. Maia1, Michelle T. Oliveira1, Anderson R. Sousa1, Paulo P. Ferreira2, Luci S. Lopes1, Eujcely C. Santiago3
1Faculdade Nobre, Feira de Santana - Bahia, 44001-008, Brasil; 2Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Salvador - Bahia, 41745-900, Brasil; 3Hospital Estadual da Criança, Vila Valqueire, Rio de Janeiro, Brasil
Correspondência: Ana S. Maia (anamargarette@yahoo.com.br) – Faculdade Nobre, Feira de Santana, Bahia, 44001-008, Brasil
No Brasil, há um aumento constante na expectativa de vida, devido à queda nas taxas de mortalidade e fecundidade, aumentando assim o número de idosos. Com isso, o índice de Doenças Crônicas cresceu, tendo a hipertensão arterial como exemplo. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a acessibilidade dos idosos na prevenção da hipertensão em uma Unidade de Saúde da Família. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, realizado em uma Unidade de Saúde da Família no município da Bahia, Brasil. Foi conduzido com 16 idosos, com idade superior a 60 anos, por meio de entrevista semiestruturada. As entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo temática. O estudo foi dividido nas seguintes categorias: “É preciso ter cuidado”, “tem que fazer os exames todo mês”, “todo ano para ficar saudável”, os entrevistados demonstram acesso ao conhecimento sobre como prevenir a hipertensão, citando mudanças de hábitos além do uso de medicação prescrita. Os entrevistados indicaram que o acesso ao conhecimento e informações na prevenção da hipertensão ocorre por meio da mídia, profissionais de saúde, consultas, palestras, televisão e grupos de conversa. A orientação da equipe de saúde da unidade contribui para mudanças no estilo de vida dos idosos. Portanto, conclui-se que o acesso à educação em saúde e o incentivo a mudanças de hábitos na vida cotidiana são necessários para a aquisição de conhecimento, auxiliando no autocuidado.
Palavras-chave
Acesso, hipertensão arterial, idosos
O45 Triagens de Saúde Comunitária e doenças crônicas autorrelatadas
Sílvia Monteiro1, Ângelo Jesus1, Armanda Colaço1,2, António Carvalho1,2, Rita P. Silva1,3, Agostinho Cruz1
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Centro Hospitalar de São João, EPE, Porto, 4200-319 Porto, Portugal; 3Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE, 4454 509 Senhora da Hora, Portugal
Correspondência: Sílvia Monteiro – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; Ângelo Jesus (acj@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
Introdução
As triagens de saúde comunitária são uma parte importante do papel do Técnico de Farmácia como prestador de cuidados de saúde. Objetivos: Avaliar a relação entre parâmetros antropométricos, fisiológicos e bioquímicos e condições crônicas autorrelatadas durante triagens de saúde comunitária.
Métodos
Os autores realizaram um estudo exploratório incluindo 60 indivíduos: 63,3% tinham uma ou mais doenças crônicas e 36,7% eram indivíduos saudáveis. Para medições antropométricas, obtivemos altura, peso, índice de massa corporal, circunferência da cintura, percentual de gordura corporal e massa muscular; para avaliação fisiológica, a pressão arterial foi medida; as variáveis bioquímicas avaliadas foram glicemia, colesterol e triglicerídeos em testes point-of-care.
As doenças crônicas autorrelatadas consistiram em 30% de doenças cardiovasculares, 26,7% de doenças metabólicas e 16,7% de outras doenças. Pacientes cardiovasculares apresentaram valores anormais de pressão arterial sistólica, triglicerídeos e gordura corporal. Pacientes com distúrbios metabólicos mostraram diferenças consideráveis na pressão arterial sistólica, glicemia e adiposidade central em comparação com indivíduos saudáveis; indivíduos com obesidade revelaram níveis elevados de pressão arterial, colesterol, triglicerídeos, índice de massa corporal, circunferência da cintura e percentual de gordura corporal. Houve um número significativo de pacientes com valores anormais que não foram diagnosticados nem medicados.
Conclusões
A triagem de saúde comunitária é de grande importância para a conscientização dos pacientes sobre doenças crônicas, e um papel fundamental para os Técnicos de Farmácia. Esses resultados mostram a necessidade de ações adicionais com os pacientes, a fim de promover um acompanhamento adequado com outros profissionais de saúde.
Palavras-chave
Doença crônica, Serviços de Farmácia Comunitária, Técnico de Farmácia, Doença metabólica, Doença cardiovascular, Obesidade
O46 Avaliação da qualidade do ar interior em Jardins de Infância
Ana Ferreira, Catarina Marques, João P. Figueiredo, Susana Paixão
Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana Ferreira (anaferreira@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Os poluentes do ar interior podem causar vários efeitos na saúde humana, embora haja uma maior gravidade em grupos de risco, particularmente entre crianças. O objetivo foi avaliar a Qualidade do Ar Interior em jardins de infância da cidade de Coimbra, suas condições estruturais e funcionais, e a saúde respiratória dos seus ocupantes.
O estudo avaliou a qualidade do ar de 4 jardins de infância, tanto no interior como no exterior das salas. Foram avaliados o dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), partículas PM10 e PM2.5, compostos orgânicos voláteis (COVs), formaldeído (H2CO), temperatura (T, °C), humidade relativa (Hr) e velocidade.
Os resultados mostraram que, em média, cada um dos parâmetros amostrados excedeu os limites estabelecidos pela legislação. No entanto, verificou-se que o valor máximo de alguns parâmetros era igual ou superior ao valor de referência, entre eles COVs, H2CO, T°C, Hr e Velocidade. De acordo com a saúde respiratória dos ocupantes, parece existir uma relação entre a concentração de poluentes e a frequência de doenças/sintomas percebidos pelos funcionários.
Palavras-chave
Qualidade do Ar Interior, jardins de infância, saúde
O47 Exposição atmosférica a agentes químicos na atividade profissional de técnicos de patologia
Ana Ferreira, Carla Lopes, Fernando Moreira, João P. Figueiredo
Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana Ferreira (anaferreira@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Em laboratórios de anatomia patológica (LAPs) é comum a presença de diversos agentes químicos e outros poluentes. Estes têm repercussões na qualidade do ar, representando um fator de risco para a saúde dos trabalhadores que os manuseiam diariamente. Neste âmbito, foi avaliada a exposição ocupacional de 19 técnicos de anatomia patológica de 3 LAPs da região centro de Portugal a poluentes atmosféricos: formaldeído (CH2O), compostos orgânicos voláteis (COVs) e partículas (PM2,5 e PM10).

A qualidade do ar interior (QAI) foi avaliada por equipamentos de leitura direta relativamente aos poluentes referidos, bem como à temperatura, humidade relativa e velocidade do ar. Além destas medições, foram distribuídos questionários para obter dados relativos ao histórico pessoal/profissional dos trabalhadores, caracterização da exposição ocupacional, condições de saúde dos TAPs e dados de consumo de tabaco.

O estudo foi do tipo observacional, descritivo-correlacional e transversal (coorte). O tipo de amostragem foi não probabilístico. Para proceder à recolha analítica dos parâmetros avaliados, foram utilizados equipamentos portáteis de leitura em tempo real, nomeadamente o medidor Q-TrakTM Plus – IAQ Monitor, marca TSI, modelo 8552/8554, o medidor Phocheck + , da ion science (para medir COVs totais), o medidor Lighthouse, modelo Handheld 3016 IAQ para recolher os valores quantitativos de PM2,5 e PM10 e o medidor PPM Formaldemeter TM htV – IAQ Monitor para avaliar a concentração de CH2O.

Os resultados levaram à avaliação de que em todos os LAPs foram verificadas situações de exposição acima do limiar de proteção. Concluiu-se ser necessária a implementação de medidas de segurança e controlo que minimizem o risco de exposição a poluentes atmosféricos.

Palavras-chave
Laboratórios de anatomia patológica, exposição ocupacional, poluentes atmosféricos

O48 Exposição ocupacional a poluentes atmosféricos em trabalhadores de estabelecimentos noturnos de entretenimento

Ana Ferreira, Diana Ribeiro, Fernando Moreira, João P. Figueiredo, Susana Paixão

Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Correspondência: João P. Figueiredo (jpfigueiredo@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Dado o aumento significativo do tempo passado pela população em locais de vida noturna e a falta de qualidade do ar interior (QAI), existe a necessidade de estudar a possibilidade de esta privação poder afetar a saúde dos funcionários através da sua exposição a este ambiente.

O principal objetivo deste estudo consistiu em avaliar a exposição ocupacional dos trabalhadores a poluentes atmosféricos interiores, de forma a compreender o seu risco e interação com a saúde das pessoas.
Portanto, foi realizada uma coleta de dados por meio de medições dos níveis de concentração: compostos orgânicos voláteis (COVs), dióxido de carbono (CO2), partículas PM2.5 e PM10, em três diferentes estabelecimentos de entretenimento noturno localizados no Norte de Portugal. Para este estudo, uma amostra constituída por 14 funcionários dessas três discotecas foi questionada com perguntas importantes e necessárias para a execução desta pesquisa.
Os poluentes avaliados foram os COVs com uso do equipamento da marca ION SCIENCE, modelo: Phocheck + 2000 – Fristcheck; CO2 com equipamento TSI, modelo 8558552/8554, Q-TrakTM Plus – IAQ Monitor com leitura direta por célula eletroquímica; formaldeído utilizando o medidor portátil PPM Formaldemeter TM htv, 3 Parameter – IAQ Monitor e, finalmente, as PM2,5 e PM10 foram avaliadas com um equipamento da Lighthouse Worldwide Solutions, modelo: Handheld 3016-IAQ.
Os resultados mostram que eles infringem extensivamente os valores máximos de concentração estabelecidos por lei; uma das razões é que as saídas de ar artificiais estão constantemente desligadas. Apesar das fortes evidências encontradas nesta pesquisa, não foi possível associar os sintomas dos funcionários causados pelos poluentes com sua exposição ocupacional.
Palavras-chave
Qualidade do Ar Interior, Saúde Humana, Exposição Ocupacional
O49 Crenças e atitudes dos jovens em relação à amamentação
Telma Fernandes1, Diogo Amado1, Jéssica Leal1, Marcelo Azevedo1, Sónia Ramalho1,2
1Escola Superior de Saúde de Leiria, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Sónia Ramalho (sonia.ramalho@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde de Leiria, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
A amamentação é uma prioridade da estratégia global para a Saúde de mulheres, crianças e adolescentes: 2016-2030 (Organização Mundial da Saúde, 2015) [1]. Objetivos: Compreender as crenças, atitudes e conhecimentos dos jovens em relação à amamentação e avaliar a relação entre as crenças e atitudes dos jovens em relação à amamentação e variáveis sociodemográficas e acadêmicas.
Métodos
Estudo quantitativo, transversal e correlacional com uma amostra de 177 estudantes do primeiro ano dos cursos de licenciatura de uma Escola Superior de Saúde portuguesa. Um questionário com dados sociodemográficos e acadêmicos e o "Questionário de crenças e intenções de amamentação de adolescentes" validado para a população portuguesa por Catarino, Henriques e Dixe (2011) [2]. Procedimentos éticos e legais foram seguidos.
Resultados
Esses jovens têm idade média: X = 18,89, s = 1,56, e 80,8% eram do sexo feminino. 55,4% vivem em áreas rurais, 54,2% obtiveram informações sobre amamentação na televisão. Verificou-se que o nível de crenças e atitudes (X = 82,59, s = 5,75) e as barreiras sociais percebidas (X = 16,46, s = 4,57) para a amamentação são baixos. Há diferenças significativas entre as crenças e atitudes em relação à amamentação e o gênero (z = 1374,0 e p < 0,001). As crenças e atitudes são influenciadas principalmente por profissionais de saúde e a percepção de barreiras sociais é influenciada pela família e revistas.

Conclusões
Este estudo confirma a importância da intervenção precoce, a necessidade de treinamento específico em amamentação e o desenvolvimento de estratégias para promover e apoiar a amamentação na comunidade.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Política Nacional de Amamentação e Plano de Ação: 2015-2020. Malta: Direção de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças; 2015.
  2. Catarino H, Henriques C, Dixe M. Escala de crenças e atitudes dos adolescentes face à amamentação: validação para a população portuguesa. Revista Internacional de Psicologia do Desenvolvimento e Educacional. 2011; 1(2):179-186.

Palavras-chave
Crenças, atitudes, jovens, amamentação

O50 Perfil dos cuidadores informais: levantamento das necessidades no cuidado de idosos
Catarina Mangas1, Jaime Ribeiro2, Rita Gonçalves3
1Unidade de Investigação Inclusão e Acessibilidade em Acção "iACT" e Escola Superior Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria; 2411-901 Leiria, Portugal; 2Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria eCADR& Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 3Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Jaime Ribeiro (jaime.ribeiro@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria eCADR& Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal

Atualmente, em Portugal e no mundo, tem sido observado um aumento acentuado no número de idosos e na sua longevidade. Devido a esse fenômeno, mais estudos sobre o envelhecimento e todos os tópicos associados estão surgindo. Os cuidadores informais surgem devido à preocupação com o bem-estar e a saúde dos idosos. Eles dedicam seu tempo, muitas vezes em tempo integral, no cuidado de seus familiares.

Este estudo descritivo-exploratório teve como objetivo compreender e descrever as dificuldades enfrentadas por cada cuidador, suas motivações, preocupações e como superá-las. Para isso, por meio de uma abordagem de métodos mistos, foram realizadas 14 entrevistas com 14 cuidadores informais primários e questionários a 30 cuidadores informais secundários e terciários no município de Leiria.
Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva e os dados qualitativos foram submetidos à análise de conteúdo na perspectiva de Bardin, com codificação em categorias predeterminadas baseadas na literatura e também em categorias emergentes. Dessa forma, caracterizamos os cuidadores informais e os idosos sob seus cuidados e percebemos as necessidades econômicas e/ou sociais, as implicações causadas pela prestação de cuidados e o nível de treinamento de cada cuidador. Em conclusão, observamos que o treinamento não é a maior necessidade apontada pelos cuidadores informais, mas sim o apoio social, familiar e econômico que permitiria a esses cuidadores menor sobrecarga física e emocional, além de menores implicações pessoais e profissionais.
Palavras-chave
Cuidadores informais, idosos, implicações, dependência e treinamento
O51 Saúde visual em adolescentes
Amélia F Nunes1, Ana R. Tuna1, Carlos R. Martins2, Henriqueta D. Forte2
1Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001, Portugal; 2Unidade de Saúde Pública, Agrupamento de Centros de Saúde Cova da Beira, 6200-251 Covilhã, Portugal
Correspondência: Amélia F Nunes (amnunes@ubi.pt) – Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001, Portugal
Contexto
O avanço dos níveis de escolaridade causa um maior esforço visual nas exigências escolares e os adolescentes provavelmente apresentarão sinais e sintomas associados a distúrbios da visão. Isso pode ser reduzido ou evitado com a adoção de hábitos visuais saudáveis. Objetivo: Estimar a frequência das alterações visuais mais comuns na adolescência e elaborar estratégias que promovam a prevenção da saúde visual nessa faixa etária.
Métodos
Um estudo piloto implementado em duas escolas no centro do país: uma na cidade e outra no subúrbio. Foi aplicado um protocolo de triagem, projetado para identificar erros refrativos não corrigidos e alterações na visão binocular (sistema de foco e convergência). O tamanho da amostra foi de 303 adolescentes entre 12 e 15 anos, sendo 158 meninos e 145 meninas.
Resultados
Cerca de 10 % dos adolescentes apresentam erro refrativo não corrigido, 35 % apresentam distúrbios da visão binocular e 55 % apresentam visão binocular normal. As frequências entre áreas rurais e subúrbios são significativamente diferentes quando falamos de erros refrativos, havendo maiores frequências em áreas rurais.
Conclusões
Verificou-se que as alterações no sistema binocular são as alterações visuais mais comuns e estão intimamente relacionadas com o uso excessivo da visão de perto. Conhecendo a relação entre essas alterações e o maior risco de desenvolvimento de miopia, é importante implementar estratégias preventivas para adotar hábitos adequados de visão e postura para aliviar o estresse na visão de perto.
Palavras-chave
Visão binocular, Saúde visual, Cuidados com os olhos, Visão de adolescentes
O52 Mortalidade evitável e a acessibilidade geográfica aos cuidados de saúde em Portugal
Cláudia Costa1, José A. Tenedório2
1Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade de Coimbra, 3000-043 Coimbra, Portugal; 2Centro de Investigação em Geografia e Planeamento Regional, Universidade Nova de Lisboa, 1069-061 Lisboa, Portugal
Correspondência: Cláudia Costa (claudiampcosta@gmail.com) – Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade de Coimbra, 3000-043 Coimbra, Portugal
Introdução
A mortalidade evitável (mortes prematuras que não deveriam ter ocorrido dada a disponibilidade de cuidados de saúde) é um tema importante de saúde pública na Europa, e Portugal é um dos países europeus com as taxas mais elevadas. Uma das causas pode ser o tempo que as pessoas necessitam para chegar ao hospital mais próximo. O objetivo deste artigo é identificar a associação entre a acessibilidade geográfica ao hospital mais próximo em Portugal continental e a geografia da mortalidade evitável ocorrida entre 2009 e 2013.
Métodos
Três métodos foram aplicados: Para medir a acessibilidade geográfica, o Índice de Acessibilidade Temporal Municipal; para analisar a mortalidade evitável, um modelo bayesiano hierárquico foi utilizado para calcular a Razão de Mortalidade Padronizada suavizada. Finalmente, aplicamos um modelo de regressão ecológica para identificar a associação entre ambos.
Resultados
Três resultados principais emergiram deste estudo: 1. A mortalidade evitável por cuidados de saúde apresenta valores baixos no norte e valores altos no sul; 2. Em média, a população tem boa acessibilidade ao hospital mais próximo; e 3. Para cada dez minutos adicionais necessários para viajar até ao hospital mais próximo, o risco de morte por causa evitável aumenta em 0,3% e o risco relativo daqueles que vivem a mais de 30 minutos de um hospital é 13% maior.
Conclusões
A acessibilidade geográfica aos serviços de saúde tem um papel importante na saúde da população portuguesa. Assim, é importante implementar políticas e intervenções que reduzam a distância entre o local de residência e os serviços de saúde.
Palavras-chave
Mortalidade Evitável, acessibilidade geográfica, serviços de saúde
O53 Contaminação bacteriana de maçanetas em banheiros públicos da Catedral Metropolitana de São Paulo, Brasil
J. A. Andrade1, J. L. Pinto2, C. Campofiorito1, S. Nunes1, A. Carmo2, A. Kaliniczenco1, B. Alves3, F. Mendes4, C. Jesus4, F. Fonseca3, F. Gehrke1
1Departamento de Ciências Biomédicas, Universidade Paulista, São Paulo, 04026-002, Brasil; 2Departamento de Farmácia, Universidade Paulista, São Paulo, 04026-002, Brasil; 3Laboratório Molecular de Diagnóstico, Faculdade de Medicina do ABC, Santo André, São Paulo, 09080-650, Brasil; 4Departamento de Ciências Biomédicas, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: F. Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Departamento de Ciências Biomédicas, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Introdução
O aumento da incidência de surtos epidêmicos de certas doenças e sua taxa de propagação de uma comunidade para outra tornou-se uma grande preocupação de saúde pública. Maçanetas são fortemente contaminadas com micróbios de origem fecal. Enterobacteriaceae são uma grande família de bactérias gram-negativas, anaeróbias facultativas, em forma de bastonete, geralmente móveis. Em humanos, a doença é produzida por ação invasiva e produção de toxinas. Espécies normalmente não associadas a doenças são frequentemente patógenos oportunistas. Objetivo: Determinar a composição das comunidades de Enterobacteriaceae associadas a superfícies de maçanetas de banheiros.

Métodos
35 maçanetas foram analisadas utilizando swabs estéreis para obter espécimes das maçanetas, que foram semeados em placas de ágar MacConkey e CLED e incubados por um período de 24 h/48 h a 37 °C. Após a incubação, o número de colônias resultantes foi contado e caracterizado com base na margem, elevação e forma da colônia. O procedimento de coloração de Gram foi utilizado para auxiliar na separação das células bacterianas. Após a realização de um estudo macro e microscópico, as colônias foram analisadas quanto às suas características bioquímicas.

Resultados
Em 35 amostras de swab cultivadas, 80% foram positivas. O isolamento diferenciou as bactérias organizadas de acordo com sua porcentagem: Enterobacter 32%, Escherichia coli 25%, Edwardsiella sp. 14%, Proteus vulgaris 11%, Klebsiella sp. 7%, Klebsiella pneumoniae 4%, Citrobacter 4% e Morganella morgani 4%.

Conclusões
Estes resultados implicam que organismos gram-negativos podem ser transmitidos através de maçanetas. Três dessas espécies bacterianas são classificadas como coliformes fecais que podem causar doenças graves. Medidas preventivas e de inspeção devem ser reforçadas para que os perigos potenciais aos quais os indivíduos estão diariamente expostos possam ser evitados.

Palavras-chave
Infecções por Enterobacteriaceae, maçanetas, banheiros públicos, saúde pública, educação

O54 Adesão dos pacientes a programas de reabilitação
Carlos Albuquerque1, Rita Batista2, Madalena Cunha1, António Madureira1, Olivério Ribeiro1, Rosa Martins1
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 2Hospital Sousa Martins, 6300-858 Guarda, Portugal
Correspondência: Carlos Albuquerque (cmalbuquerque@gmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal

Introdução
A adesão a um programa de reabilitação continua a ser uma fonte de preocupação para todos os profissionais de saúde. No entanto, as taxas de abandono associadas à participação em programas de reabilitação ainda são muito elevadas. Assim, sobre este assunto, o principal objetivo deste estudo foi determinar a influência de fatores sociodemográficos e laborais na perceção dos profissionais de saúde sobre a adesão dos pacientes a tratamentos de reabilitação.
Assim, realizamos um estudo transversal, descritivo-correlacional, com uma amostra não probabilística de 98 profissionais de saúde, 58,16% do sexo feminino, com idade média de 39,80 anos. Eles responderam a perguntas sobre perfis sociodemográficos para medir a escala de adesão do paciente a programas de reabilitação.

Resultados
A pontuação dos profissionais de saúde em relação à adesão do paciente a programas de reabilitação é de 6,48, um valor acima da média. Os resultados do estudo também revelam que as estratégias utilizadas pelos enfermeiros especialistas têm maior probabilidade de melhorar a adesão do paciente do que as utilizadas pelos médicos. No que diz respeito aos métodos utilizados para promover a adesão do paciente, há uma pontuação mais alta na patologia cardiorrespiratória em comparação com os utilizados em trauma e reumatologia. Os profissionais de saúde que trabalham com pacientes neurológicos têm uma pontuação mais alta do que os que trabalham com pacientes traumatológicos e cardiorrespiratórios.

Conclusões
Os resultados do estudo sugerem que ainda há um longo caminho a percorrer no que diz respeito à descoberta de estratégias para melhorar a adesão do paciente a programas de reabilitação. Os achados do estudo também sugerem que os conteúdos acadêmicos devem ser revisados, bem como a promoção de campanhas de conscientização pública para incentivar os pacientes a manterem seus programas de reabilitação.

Palavras-chave
Adesão, programas de reabilitação, profissionais de saúde

O55 Prevalência de desnutrição entre idosos portugueses residentes em lares de idosos: resultados preliminares do projeto PEN-3S

Teresa Madeira1,2,3, Catarina Peixoto-Plácido1,2,3, Nuno Santos1,2, Osvaldo Santos1,2,3, Astrid Bergland4, Asta Bye4, Carla Lopes1,2, Violeta Alarcão1,2,3, Beatriz Goulão1,2, Nuno Mendonça1,5, Paulo Nicola1,2,3, João G. Clara1,2,3

1Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 2Instituto de Saúde Ambiental, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 3Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 4Oslo and Akershus University College of Applied Sciences, 0167 Oslo, Noruega; 5Newcastle University Institute for Ageing, Newcastle upon Tyne, NE4 5PL Reino Unido

Correspondência: Teresa Madeira (anateresamadeira@gmail.com) – Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal

Introdução
A desnutrição é um fator de risco modificável para várias doenças entre idosos. Para desenvolver políticas nutricionais adequadas para diminuir a desnutrição, são necessárias informações atualizadas sobre a dimensão do problema. Objetivo: Estimar a prevalência de desnutrição entre idosos portugueses (65+ anos) residentes em lares de idosos.
Este estudo transversal de representatividade nacional coleta dados por meio de entrevistas estruturadas presenciais assistidas por computador e medidas antropométricas. Instituições de longa permanência para idosos foram selecionadas aleatoriamente (amostragem nacional). Em cada instituição, todos os idosos sem patologias graves e que não estavam acamados foram entrevistados. O estado nutricional foi avaliado com a Mini Avaliação Nutricional (MNA®) e o índice de massa corporal foi calculado.
Resultados
No total, 660 idosos (idade média: 84,3 anos; DP = 6,9) participaram do estudo (60% do tamanho amostral alvo). A desnutrição afeta 5,6% (IC 95%: 3,9-7,4) deles e 38,9% (IC 95%: 35,2-42,7) estão em risco de desnutrição. A desnutrição foi significativamente mais prevalente entre mulheres (5,9%) do que entre homens (4,8%) e aumentou significativamente com a idade (1,2% para 65-74 anos, 4,6% para 75-84 anos e 7,6% para 85+ anos). Por outro lado, 27,4% (IC 95%: 24,0-30,8) dos idosos foram considerados obesos, com diferenças significativas entre sexos (33,3% para mulheres; 24,9% para homens) e faixas etárias (43,4% para 65-74 anos, 37,7% para 75-84 anos e 22% para 85+ anos).
Conclusões
Resultados preliminares revelam uma alta prevalência de desnutrição (tanto subnutrição quanto sobrenutrição) entre idosos que vivem em instituições de longa permanência. Isso destaca a importância de desenvolver um sistema de vigilância eletrônica para a detecção precoce da desnutrição em idosos.
Palavras-chave
Desnutrição, subnutrição, obesidade, idoso, instituição de longa permanência para idosos
O56 Relação entre inteligência emocional e doença mental em estudantes da área da saúde
João Gomes1,2, Ana Querido2, Catarina Tomás2, Daniel Carvalho1,2, Marina Cordeiro2
1Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: João Gomes (joao.gomes@ipleiria.pt) – Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
Introdução
A capacidade emocional de perceber, usar, compreender e gerenciar emoções tem sido associada à saúde mental. Objetivos: Analisar as diferenças na inteligência emocional (IE) devido à presença de doença mental; Correlacionar IE e conhecimento percebido sobre saúde mental.
Métodos
Estudo correlacional transversal, em uma amostra não probabilística de 672 estudantes portugueses da área da saúde dos cursos de Dietética, Enfermagem, Fisioterapia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional. Aplicamos um questionário sociodemográfico e a Escala de Inteligência Emocional (WLEIS-P). Os estudantes eram em sua maioria mulheres (85,4%), idade média de 21,16 (±4,17), 6,0% com diagnóstico de doença mental, 36,9% relatando familiares com doença mental.
Resultados
Globalmente, os estudantes revelaram boa IE. Estudantes com doença mental obtiveram pontuações mais baixas em IE na subescala de autoavaliação das emoções (p = 0.000) e regulação emocional (p = 0.015). No entanto, estudantes com doença mental revelaram maior “avaliação emocional dos outros” em comparação com aqueles sem doença mental (p = 0.000). Não há diferenças na IE relacionadas à doença mental na família. Correlações positivas significativas foram encontradas entre o conhecimento percebido em saúde mental e IE (p = 0.039), bem como regulação das emoções (p = 0.039).
Conclusões
Estudantes da área da saúde com doença mental têm menor autoavaliação emocional e regulação das emoções do que estudantes sem doença mental. No entanto, estudantes com doença mental também têm melhor capacidade de avaliação emocional dos outros, sugerindo uma maior consciência do sofrimento emocional alheio. A correlação entre conhecimento em saúde mental e IE aponta a necessidade de melhorar a educação em saúde mental para aprimorar a inteligência emocional.
Palavras-chave
Inteligência Emocional, saúde mental, estudantes
P1 Fatores de risco de queda em pessoas com mais de 50 anos – um relatório piloto
Marlene C. Rosa1, Alda Marques2
1Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Marlene C. Rosa (marlenerosa@ua.pt) – Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
As quedas são um grande problema de saúde pública mundial que tem sido principalmente estudado em pessoas com mais de 65 anos, no entanto, recentemente foi demonstrado que esse problema pode afetar pessoas em idade mais precoce. Objetivo: Determinar os fatores de risco de queda em uma faixa etária mais ampla.
Métodos
Pessoas com mais de 50 anos foram recrutadas em um centro de atenção primária de Portugal. Idade, sexo, histórico de quedas nos últimos 2 meses, comorbidades, necessidade de auxílio deambulatório e dificuldades de marcha foram coletados utilizando a escala de Morse. Testes t independentes e testes de qui-quadrado foram usados para examinar diferenças estatísticas (p < 0.05) nessas características entre caidores e não caidores. Um modelo de regressão logística foi construído usando como variáveis independentes as características estatisticamente diferentes entre os dois grupos e como variável dependente o status de queda (caidores ou não caidores).
Cento e quarenta participantes foram incluídos (90 mulheres; 71,33 ± 9,97 anos; 31,4% com histórico de quedas). Os participantes com quedas diferiram estatisticamente dos sem quedas em: idade (74,0 ± 9,9 anos vs 69,9 ± 9,9 anos, p = 0,03), sexo (77,3% vs 58,5% mulheres; p = 0,01); incidência de múltiplas comorbidades (70,5% vs 48,0%, p = 0,01); necessidade de auxílio para deambulação (55,0% vs 17,0%, p = 0,01) e incidência de dificuldades de marcha (79,5% vs 44,7%, p = 0,01). As chances de cair aumentaram 2,6 vezes em mulheres (IC 95% 1,1-6,5), 3,5 vezes em pessoas que necessitam de auxílio para deambulação (IC 95% 1,4-8,4) e 3,3 vezes em pessoas com dificuldades de marcha (IC 95% 1,3-8,6). Esses três fatores contribuíram significativamente para explicar 27,2% da variabilidade do histórico de quedas (p = 0,01).
Conclusões
Comprometimentos da marcha e o sexo feminino parecem explicar quase 30% do risco de quedas em pessoas com mais de 50 anos.
Palavras-chave
Quedas, fatores de risco, meia-idade, idosos
P2 E os muito idosos portugueses? Uma visão geral usando dados censitários
Daniela Brandão1,2, Óscar Ribeiro1,3, Lia Araújo1,4, Constança Paúl1,5
1Unidade de Investigação e Formação sobre Adultos e Idosos, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal; 2Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 3Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal e Instituto Superior De Serviço Social Do Porto, 44600-362 Sra. da Hora, Portugal; 4Escola Superior de Educação de Viseu, 3504-501 Viseu, Portugal; 5Center for Health Technology and Services Research, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Correspondência: Daniela Brandão (daniela.brandao@unifai.eu) – Unidade de Investigação e Formação sobre Adultos e Idosos, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
Introdução
A própria população idosa está envelhecendo, e alcançar uma idade avançada está se tornando mais comum em todo o mundo. Em Portugal, os indivíduos com 80 anos ou mais representam 5,6% da população total e 26,5% da população tinham 65 anos ou mais em 2011. Ter um perfil nacional desta população fornecerá informações importantes para desenvolver programas de intervenção e identificar as áreas que requerem mais atenção. Objetivo: Este estudo tem como objetivo fornecer um perfil dos muito idosos portugueses, conforme fornecido pelos últimos dados censitários nacionais.
Métodos
As características de todos os residentes com 80 anos ou mais (N = 532.219) foram analisadas considerando informações sociodemográficas (sexo, estado civil, escolaridade, tipo de residência, local de nascimento, renda) e a existência de dificuldades em atividades funcionais, sensoriais e cognitivas devido a problemas de saúde ou envelhecimento.
Resultados
A maioria dos mais idosos são mulheres (64,5%), viúvas (53,9%) e apresentam baixos níveis educacionais (46,1% nunca frequentaram a escola e 31,6% não sabem ler/escrever). As próprias pensões constituem a principal fonte de renda (96,3%) e a maioria vive em domicílios particulares (88,8%), com 43,2% residindo atualmente no local onde nasceram. A maioria (73,0%) relatou grandes dificuldades em pelo menos uma atividade funcional – tomar banho/vestir-se, andar/subir escadas, ver, ouvir, memória/concentração, compreender os outros/ser compreendido.

Conclusões
A alta porcentagem de idosos mais velhos vivendo em domicílios particulares e a presença de limitações funcionais apontam para a importância do cuidado informal e dos serviços de cuidado comunitário para apoiar essa população. Estudos adicionais que atentem para suas necessidades e utilização de serviços são necessários.

Palavras-chave
Idosos mais velhos, censo, português, perfil sociodemográfico

P3 Prevalência de lesões em atletas seniores amadores de voleibol em clubes do Alentejo e Algarve, Portugal: fatores associados

Beatriz Minghelli1,2, Sylvina Richaud2
1Research in Education and Community Intervention, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, Silves, 8300-025, Portugal; 2Escola Superior de Saúde Jean Piaget, Silves, 8300-025, Portugal
Correspondência: Beatriz Minghelli (beatriz.minghelli@silves.ipiaget.pt) – Research in Education and Community Intervention, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, Silves, 8300-025, Portugal

A prática do voleibol exige movimentos mais precisos e impõe um maior risco de lesão aos atletas. O estudo investiga a prevalência de lesões em atletas de voleibol em clubes amadores nas regiões do Alentejo e Algarve e os fatores associados.

A amostra foi composta por 52 atletas com idades entre 18 e 47 anos, dos quais 25 (48,1%) eram do sexo masculino.

Foi utilizado um questionário com perguntas sobre aspectos relacionados ao esporte, sobre o mecanismo da lesão e as técnicas a serem utilizadas no momento da lesão. O atleta respondeu sobre a lesão mais frequente (LF) relacionada à prática e/ou a lesão que mais limitou (LL) e/ou impediu a realização de sua atividade esportiva (AE).

Trinta e oito (73,1%) atletas relataram ter sofrido algum tipo de lesão, sendo que 29 (55,8%) referiram LF e 29 (55,8%) LL. O tipo de lesão mais prevalente foi ligamentar (27,6% para LF e 44,8% para LL). As áreas corporais mais afetadas na LF foram ombros, mãos e dedos e tornozelos (27,6% cada) e na LL foram o tornozelo (24,1%) e o joelho (20,7%).
O mecanismo de lesão mais comum foi o impacto com a bola e movimentos repetitivos (20,7% cada) para FI e LI. As mulheres apresentaram 1,33 vezes (IC 95%: 0,38-4,58; p = 0,648) mais probabilidade de ter uma lesão, e os atletas mais velhos (>25 anos) apresentaram 1,88 (IC 95%: 0,51-6,37; p = 0,362). Atletas com menos tempo de prática da atividade (até 5 anos) apresentaram 1,154 (IC 95%: 0,300-4,43; p = 0,835), aqueles que treinam mais de 2 horas apresentaram 1,289 (IC 85%: 0,324-5,122; p = 0,718), e aqueles que não estão em posições de rede apresentaram 1,174 (IC 95%: 0,329-4,189; p = 0,805).
Foi observada uma alta prevalência de lesões.
Agradecimentos
Os autores gostariam de reconhecer o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e do programa COMPETE - Programa Operacional Factores de Competitividade, QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Palavras-chave
Prevalência, lesão, voleibol, fatores de risco
P4 Sentimentos de vergonha e qualidade de vida: o papel da aceitação e do descentramento
Ana L. Mendes, Joana Marta-Simões, Inês A. Trindade, Cláudia Ferreira
Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana L. Mendes (analauramendes@live.com.pt) – Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
Introdução
A vergonha é destacada como um fenómeno patogénico no bem-estar e na saúde mental. De facto, embora a vergonha tenha sido considerada uma emoção adaptativa, níveis mais elevados deste afeto doloroso estão fortemente associados a várias dificuldades psicológicas e a diferentes condições de saúde mental. No entanto, a associação entre a vergonha externa e a qualidade de vida psicológica não parece ser linear. Objetivos: O presente estudo visa, portanto, clarificar o papel de dois processos de regulação emocional, o descentramento e a aceitação, na associação entre a vergonha externa e a qualidade de vida psicológica.
Métodos
A amostra foi composta por 359 participantes (131 do sexo masculino e 228 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.
Resultados
O modelo testado explicou 40% da qualidade de vida psicológica e apresentou excelentes índices de ajustamento do modelo. Os resultados mostraram que a vergonha externa impactou negativamente a qualidade de vida psicológica com um efeito direto, e também com um efeito indireto através dos mecanismos de aceitação e descentramento. Estes resultados sugerem que o impacto da vergonha externa na qualidade de vida psicológica é parcialmente atenuado pelos efeitos de níveis mais elevados de capacidades de aceitação e descentramento.
Conclusões
Essas descobertas parecem oferecer implicações significativas, enfatizando a importância de direcionar a vergonha na promoção da qualidade de vida psicológica de mulheres jovens, por meio de intervenções comunitárias que incluam o desenvolvimento da aceitação (a disposição para entrar em contato com experiências internas) e do descentramento (a capacidade de perceber as experiências internas como eventos transitórios e subjetivos). Além disso, pesquisas longitudinais devem estudar o papel protetor desses processos adaptativos de regulação emocional no bem-estar psicológico.

Palavras-chave
Vergonha, regulação emocional, aceitação, descentramento, qualidade de vida

P5 Avaliação do apoio social durante o destacamento em veteranos da guerra colonial portuguesa

Teresa Carvalho1,2, Marina Cunha1,2, José Pinto-Gouveia1
1Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal
Correspondência: Teresa Carvalho (teresacarvalho.psi@gmail.com) – Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal

Introdução
O apoio social durante o destacamento tem-se mostrado um fator protetor para a psicopatologia desenvolvida por veteranos de guerra. A Escala de Apoio Social no Destacamento (DSSS) do Inventário de Risco e Resiliência no Destacamento (DRRI) tem sido utilizada para avaliar a perceção de assistência e encorajamento recebidos no teatro de operações militares por parte dos colegas de unidade e líderes de unidade. Objetivos: Este estudo teve como objetivo traduzir e adaptar para o português a DSSS e explorar a sua estrutura fatorial.

Métodos
A tradução e adaptação da escala foram realizadas por psicólogos clínicos, oficiais do exército e um falante nativo de inglês. A adequação e compreensibilidade dos itens foram testadas primeiro numa amostra de 30 veteranos de guerra. Posteriormente, 306 veteranos da guerra colonial portuguesa preencheram a DSSS. A fiabilidade teste-reteste foi avaliada num subconjunto de 115 participantes. Este subgrupo preencheu a DSSS pela segunda vez aproximadamente três semanas após a primeira administração.

Resultados
A Análise Fatorial Exploratória (AFE) indicou que a DSSS apresentou uma estrutura unifatorial composta por 12 itens (os mesmos da versão original). As cargas fatoriais variaram entre 0,67 e 0,83. Foram obtidos valores adequados de consistência interna (α = 0,92), correlações item-total corrigidas (variaram de r = 0,59 a r = 0,79) e fiabilidade temporal (r = 0,88).

Conclusões
A versão portuguesa da DSSS apresenta propriedades psicométricas adequadas. Os resultados corroboraram a estrutura da DSSS encontrada na versão original. A escala é internamente consistente e tem boa estabilidade temporal.

Palavras-chave
Avaliação do apoio social, Escala de Apoio Social no Destacamento (DSSS), DRRI, Análise Fatorial Exploratória, Veteranos da Guerra Colonial Portuguesa
P6 Hospitalização por bronquiolite viral aguda de residentes na região metropolitana de Porto Alegre, Sul do Brasil, 2012 a 2014
Morgana C. Fernandes, Roger S. Rosa, Rita C. Nugem, Luís F. Kranz, Mariana S. Siqueira, Ronaldo Bordin
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 90050-170, Brasil
Correspondência: Roger S. Rosa (roger.rosa@ufrgs.br) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 90050-170, Brasil
Introdução
A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma doença caracterizada por inflamação aguda dos bronquíolos e aumento da produção e secreção de muco que pode estar associada a broncoespasmo. Acomete principalmente lactentes, sendo a causa mais comum de hospitalização pediátrica no primeiro ano de vida. Objetivo: Descrever as características das hospitalizações por BVA no sistema público de saúde (SUS) de residentes de 0 a 2 anos da região da Grande Porto Alegre (GPA), no sul do Brasil, 2012-2014.
Métodos
Análise das hospitalizações com diagnóstico principal listado como CID-10 J21.0 e J21.8 do Sistema de Informações Hospitalares (SIH)/SUS disponível publicamente. Cálculo de indicadores por sexo, faixas etárias, permanência, mortalidade e gastos.
Resultados
Houve 7.091 internações (2.364/ano) no SUS por BVA de residentes da GPA (153,6/10.000 habitantes/ano). O sexo masculino predominou (4.246 ou 59,9% vs. 2.845 ou 40,1% do sexo feminino). As internações de pacientes com até 1 ano de idade representaram 99,2%. A bronquiolite por vírus sincicial respiratório (CID-10 J21.0) foi responsável por 2.226 (31,4%) hospitalizações. O tempo médio de permanência foi breve (5,3 dias) e a taxa de mortalidade foi baixa (0,2%), com 12 pacientes falecidos (4/ano) (5 do sexo masculino e 7 do sexo feminino). O gasto médio anual foi de US$ 955,7 mil em PPC (Paridade do Poder de Compra) e o valor médio por internação foi de US$ 404,33 PPC.
Conclusões
Como as hospitalizações por condições de BVA são sensíveis a intervenções de atenção primária à saúde, esses dados podem servir de base para identificar fragilidades na rede básica local de serviços de saúde.
Palavras-chave
Bronquiolite viral aguda, hospitalização, sistema público de saúde, crianças, condições sensíveis à atenção primária

P7 Triagem de risco de queda – uma oportunidade para prevenção de quedas em idosos de Nordeste
Anabela C. Martins1, Anabela Medeiros2, Rafaela Pimentel2, Andreia Fernandes2, Carlos Mendonça2, Isabel Andrade1, Susana Andrade1, Ruth L. Menezes3
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 2Município de Nordeste, Açores, 9630 – Nordeste, Açores, Portugal; 3Universidade de Brasília, Brasília – Distrito Federal, 70910-900, Brasil
Correspondência: Anabela C. Martins (anabelacmartins@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Introdução
A Parceria Europeia para a Inovação em Envelhecimento Ativo e Saudável (EIP on AHA) emitiu vários documentos-chave para lançar e implementar uma parceria colaborativa visando aumentar a esperança média de vida saudável dos europeus em 2 anos até 2020. Através da cooperação entre todos os países da UE, devem ser implementados programas baseados em evidências para a prevenção, detecção precoce, minimização de riscos e gestão de quedas. Objetivo. Identificar a população em risco de queda (e de fraturas) que possa beneficiar de intervenções individuais eficazes.
Métodos
Foi realizado um estudo descritivo, exploratório com 213 participantes de uma população residente em domicílio (72,5% mulheres), com idade média de 75,85 anos, DP = 6,94.
Resultados
A população do Nordeste evidenciou uma probabilidade de mobilidade limitada na comunidade, com um valor médio de 13,45 seg no teste de velocidade da marcha. Um valor médio de 12,43 seg no teste Timed Up & Go indicou um risco moderado de queda. Até 36% dos participantes relataram ter caído nos últimos 12 meses.
Conclusões
Em conjunto, estes resultados representam uma oportunidade para o desenvolvimento de um programa de prevenção de quedas na comunidade, numa parceria que une organizações locais de saúde e sociais. Isto contribuirá para a implementação de programas adaptados às exigências funcionais e psicológicas destes idosos do Nordeste, e também às suas atividades de vida diária, de forma a melhorar a força, velocidade da marcha, flexibilidade, equilíbrio e resistência, no âmbito da iniciativa colaborativa "Dar Vida aos Anos" do município do Nordeste dedicada aos maiores de 65 anos.
Palavras-chave
Triagem de risco de quedas, Residência em domicílio, Idosos
P8 O envelhecimento provoca cronodisrupção em pessoas maduras no ritmo circadiano da temperatura
Rafael Bravo1, Marta Miranda2, Lierni Ugartemendia2, José Mª Tena3, Francisco L. Pérez-Caballero4, Lorena Fuentes-Broto5, Ana B. Rodríguez2, Barriga Carmen2
1Universidad de Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, España; 2Laboratório de Crononutrição, Departamento de Fisiologia, Faculdade de Ciências, Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, España; 3Departamento de Anestesiologia, Complexo Hospitalar Universitário de Badajoz, 06080 Badajoz, España; 4Centro de Saúde La Paz, Badajoz, 06011 Badajoz, España; 5Instituto Aragonês de Investigação em Saúde, Saragoça, 50009 Saragoça, España
Correspondência: Rafael Bravo (rbravo@unex.es) – Universidad de Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, España
A maioria das funções fisiológicas do corpo segue um ritmo circadiano. Existem várias patologias e processos biológicos, como obesidade ou envelhecimento, entre outros, que provocam cronodesregulação nesses ritmos. É bem sabido que pessoas idosas sofrem de cronodesregulação na maioria de seus ritmos circadianos. Nosso objetivo foi elucidar se essa tendência pode começar em estágios mais precoces. Trinta e duas pessoas (com idade entre 40 e 65 anos) participaram deste ensaio. Os voluntários usaram um registrador de temperatura do punho na mão não dominante por 3 dias. Os dados foram lidos em um computador e analisados através do software Circadianware. Os parâmetros cronobiológicos MESOR (o valor médio em torno do qual a variável oscila), amplitude (diferença entre o pico e o valor médio da onda) e acrofases (o momento em que ocorre o pico de um ritmo) foram calculados e correlacionados com a idade. Nossos resultados mostraram que MESOR (p < 0,05; R = 0,4586), amplitude (p < 0,05; R = -0,5178) mudaram com a idade, mas não a acrofase. Concluímos a partir do presente ensaio que os sintomas de cronodesregulação no ritmo circadiano da temperatura em idosos começam a se expressar em uma fase madura em humanos.

Palavras-chave
Cronobiologia, Cronodesregulação, Envelhecimento, Temperatura, Ritmo circadiano

P9 A influência dos fatores climáticos e de poluição nos casos de dengue na região do grande ABC, São Paulo

M. A. Carneiro1, J. N. Domingues2, S. Paixão2, J. Figueiredo2, V. B. Nascimento1, C. Jesus3, F. Mendes3, F. Gehrke4, B. Alves1, L. Azzalis5, F. Fonseca1

1ABC Medical School, Santo André, São Paulo, 09210-180, Brasil; 2Departamento de Ciências Complementares, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 3Departamento de Ciências Biomédicas, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 4Departamento de Ciências Biomédicas, Universidade Paulista, São Paulo, 04026-002, Brasil; 5Universidade Federal de São Paulo, campus Diadema, Diadema, São Paulo, 09913-030, Brasil

Correspondência: C. Jesus (gaspar_c94@hotmail.com) – Departamento de Ciências Biomédicas, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Contexto
A dengue é considerada um grande problema de saúde pública no mundo. Estima-se que 80 milhões de pessoas sejam infectadas anualmente em 100 países em todos os continentes. As mudanças globais que ocorreram interferem diretamente no ambiente natural; relacionando-as ao clima e às doenças tropicais, pode-se perceber que as alterações de temperatura modificam o ecossistema, influenciando diretamente o crescimento da transmissão de doenças causadas por vetores, o que inclui a dengue. Objetivos: Compreender as consequências da variabilidade temporal das condições climáticas na ocorrência de dengue na população da região metropolitana do Grande ABC de São Paulo e caracterizar a tendência temporal da dengue na região no período de 2010-2013.
Métodos
Análise dos números de casos de dengue notificados nos anos em estudo, complementada pelos dados meteorológicos (temperatura e umidade) e dados de concentração de poluentes (PM10). A dengue na região apresentou maior incidência em 2010 e menor incidência em 2012.
Resultados
Verificou-se que existe uma associação estatística entre umidade e PM10 com os casos de dengue notificados. Embora a temperatura não assuma estatisticamente uma associação com os casos de dengue notificados, constatou-se que os picos de temperatura coincidiram com o pico epidêmico da dengue.
Conclusões
A alta concentração de poluentes (PM10) está associada a uma diminuição no número de casos de dengue. Seria interessante realizar estudos futuros relacionados à poluição ambiental e sua influência no desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti em todas as fases do seu ciclo de vida e desenvolver estratégias para melhor monitoramento, campanhas e vigilância.
Palavras-chave
Casos de Dengue Notificados, Vetores, Fatores Climáticos e Ambientais, Poluentes Particulados
P10 Função visual e impacto da terapia visual em crianças com dificuldades de aprendizagem: um estudo piloto
Ana R. Martins1, Amélia Nunes1, Arminda Jorge2
1Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001, Portugal; 2Centro Hospitalar Cova da Beira, Covilhã, 6200-251, Portugal
Correspondência: Ana R. Martins (anarita.m91@gmail.com) – Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001 Covilhã, Portugal
Introdução
Disfunções visuais não detectadas afetam o desempenho acadêmico. Assim, é essencial a implementação de programas de avaliação/intervenção visual em crianças em idade escolar. Dado que crianças com dificuldades de aprendizagem na leitura (DAL) podem se beneficiar da intervenção precoce com terapia visual (TV), este estudo tem como objetivo estimar a frequência e distribuição da deficiência visual em crianças com DAL, avaliar o impacto das alterações visuais e a influência da TV na sua qualidade de vida.
Dezessete crianças com DTA (9 ± 1 anos), acompanhadas em terapia da fala/intervenção educativa no serviço de pediatria do "Centro Hospitalar Cova da Beira" (Portugal), participaram neste estudo. O grupo de controlo incluiu 103 crianças sem dificuldades de aprendizagem (10 ± 1 anos). A avaliação da função visual incluiu a aplicação do Inventário de Eficiência Visual (questionário COVD-QoL) e a medição optométrica de vários parâmetros da função visual. Todas as crianças com DTA com função visual alterada foram aconselhadas a realizar um plano de TV.
Resultados
As crianças com DTA apresentaram uma maior percentagem de alterações da função visual (função vergencial, acomodação e motilidade ocular) e relataram mais sintomas em comparação com o grupo de controlo. Após um plano de TV, registou-se uma melhoria significativa na maioria dos parâmetros visuais avaliados e observou-se uma redução significativa dos sintomas visuais.
Conclusões
Este estudo mostra que a melhoria dos parâmetros objetivos/subjetivos da função visual reduz os sintomas visuais, aumentando o conforto durante a realização de trabalhos escolares, melhorando a qualidade de vida em crianças com DTA. Este estudo sugere a importância da avaliação da função visual em crianças com DTA, bem como os benefícios da TV e a importância de uma abordagem multidisciplinar.
Palavras-chave
Dificuldades de aprendizagem, função visual, sintomas visuais, terapia visual, desempenho escolar
P11 Edentulismo e a necessidade de reabilitação oral em idosos institucionalizados
Nélio Veiga1,2, Ana Amorim1, André Silva1, Liliana Martinho1, Luís Monteiro1, Rafael Silva1, Carina Coelho1, Odete Amaral3,5, Inês Coelho4, Carlos Pereira3,5, André Correia1,2
1Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Viseu, 3504-505, Portugal; 2Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, Universidade Católica Portuguesa, 3504-505 Viseu, Portugal; 3Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 4Unidade de Saúde Familiar Grão Vasco, Viseu, 3500-177, Portugal; 5Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Correspondência: Nélio Veiga (nelioveiga@gmail.com) – Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Viseu, 3504-505, Portugal
Introdução
Uma dentição adequada é importante para o bem-estar e aumento da qualidade de vida. Apesar dos avanços na medicina dentária preventiva, o edentulismo continua a ser um importante problema de saúde pública em Portugal. Objetivos: Determinar a prevalência de edentulismo e avaliar a reabilitação oral e os hábitos de higiene oral/protética numa amostra de idosos institucionalizados.
Métodos
Realizamos um estudo transversal numa amostra de 68 idosos institucionalizados (79,4% do sexo feminino), com idade média de 78,3 ± 12,0 anos. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um questionário sobre comportamentos de saúde oral e de uma observação intraoral para determinar o estado oral e verificar a condição da reabilitação oral de cada participante.
Resultados
No presente estudo, 58,8% apresentavam edentulismo total, sem dentes naturais na cavidade oral, e 66,7% usavam prótese removível. Dos idosos que usavam prótese removível, apenas 42,9% apresentavam retenção e estabilidade protética satisfatórias. Apenas 44,1% referiam realizar higiene oral/protética diária pelo menos duas vezes ao dia. Da amostra total, 29,0% referiam dor de dente, 58,1% referiam boca seca e 67,7% referiam dificuldade em mastigar, mesmo no caso de usarem prótese removível. O nível de escolaridade dos idosos foi associado à dor dentária (p = 0,012) e à higiene oral/protética (p = 0,034).
Conclusões
Foi encontrada uma alta prevalência de perda dentária na amostra estudada, sendo fundamental a necessidade de melhoria da prótese removível. A melhoria dos cuidados de saúde oral e dos hábitos de higiene oral é essencial para promover uma melhor saúde oral e qualidade de vida entre os idosos institucionalizados.
Palavras-chave
Edentulismo, idosos institucionalizados, reabilitação oral, qualidade de vida.
P12 Adesão à terapêutica de utentes em regime de ambulatório nos serviços farmacêuticos de uma unidade hospitalar
Diana Rodrigues1, Nídia Marante1, Pedro Silva1, Sara Carvalho1, André Rts Araujo1,2, Maximiano Ribeiro1,2, Paula Coutinho1,2, Sandra Ventura1,2, Fátima Roque1,2
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico da Guarda, 6301-559 Guarda, Portugal; 2Unidade de Investigação para o Desenvolvimento do Interior, Instituto Politécnico da Guarda, 6301-559 Guarda, Portugal
Correspondência: Fátima Roque (froque@ipg.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico da Guarda, 6301-559 Guarda, Portugal
A baixa adesão à terapêutica de doentes crónicos em tratamento prolongado tem sido identificada como um fator major responsável pela falta de eficácia dos tratamentos prescritos.
No presente estudo, realizámos entrevistas a doentes com mais de 18 anos que adquiriram os seus medicamentos numa farmácia hospitalar da região norte de Portugal. A adesão ao regime terapêutico e a autoperceção do estado de saúde foram avaliadas através da aplicação da Escala de Adesão à Medicação de Morisky© (MMA-8-Item) e do Questionário Breve de Perceção da Doença© (IPQ-B), respetivamente.
A associação entre o género e alguns tipos de doença foi observada para a Artrite Psoriática e para a incidência de cancro da mama em mulheres e cancro do pulmão em homens. Dos 11 doentes, 3 relataram ter sofrido alterações terapêuticas desde o início do tratamento. Estes três correspondem a doentes com Hepatite B e Artrite Psoriática.
Os resultados da adesão à terapia mostram 90,9% de adesão, sendo que 5 dos 11 entrevistados apresentaram alto grau de adesão à terapia e apenas 1 revelou níveis mais baixos de adesão. De acordo com o MMA-8-Item (n = 11), os entrevistados não associam a não adesão ao esquecimento de tomar os medicamentos. No entanto, os fatores limitantes da adesão mais mencionados foram os efeitos adversos associados ao medicamento e os estados depressivos ligados ao impacto negativo que a doença tem na sociedade.

Embora este seja um estudo piloto, nossos resultados se mostraram promissores. Os pacientes relataram altas taxas de adesão e foi verificada uma relação entre a adesão à terapia e a autopercepção de saúde.

Palavras-chave
Adesão à terapia, estado de saúde, efetividade

P13 Acesso universal e cuidado integral em saúde bucal: um estudo de disponibilidade
Cristina Calvo, Manoela Reses
Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Saúde Pública, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 88040-900 Brasil
Correspondência: Cristina Calvo (cristina.clv@gmail.com) – Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Saúde Pública, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 88040-900 Brasil

O direito constitucional à saúde pode ser considerado como uma das maiores conquistas sociais do período pós-democracia no Brasil. Após 25 anos da implementação do Sistema Único de Saúde, embora inegáveis avanços tenham sido observados, as diretrizes de acesso universal e cuidado integral em saúde bucal ainda permanecem como desafios. Nesse sentido, realizamos um estudo de disponibilidade (EA) dos serviços de saúde bucal com foco no acesso universal e no cuidado integral.

O EA consiste em um conjunto de procedimentos que antecedem a etapa de avaliação para verificar em que medida o objeto pode ser avaliado. Neste estudo, foram realizadas as seguintes etapas: (a) descrição do cuidado em saúde bucal por meio da identificação de metas e atividades; (b) elaboração do modelo teórico e lógico; (c) desenvolvimento de uma matriz de avaliação; (d) identificação dos interessados na avaliação; e (e) obtenção de consenso sobre os procedimentos de avaliação.

A matriz avaliativa do cuidado em saúde bucal com foco no acesso universal e na integralidade foi composta por cinco dimensões: acessibilidade; disponibilidade; prioridade das ações de promoção e prevenção; articulação da promoção, prevenção e recuperação; e abordagem integral dos indivíduos e famílias. Para cada dimensão, foram discutidos indicadores relacionados ao nível de atenção odontológica: gestão, atenção primária, atenção especializada, serviços de urgência e emergência e atenção hospitalar.

O EA mostrou-se adequado e permitiu a identificação de áreas prioritárias do cuidado em saúde bucal para futuras avaliações.

Palavras-chave
Avaliação de serviços de saúde, acesso, serviços de saúde bucal, Integralidade em Saúde, saúde bucal

P14 A função respiratória das crianças é um preditor da qualidade do ar? Coimbra como estudo de caso
Jorge Conde, Ana Ferreira, João Figueiredo
Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, 340-162 Coimbra, Portugal
Correspondência: Jorge Conde (jconde@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, 340-162 Coimbra, Portugal

Introdução
As alterações respiratórias estão cada vez mais presentes, desde tenra idade, seja porque a vida é cada vez mais sedentária, seja porque a poluição das cidades está cada vez mais presente. Sabendo que os circuitos das crianças da cidade de Coimbra são aparentemente "limpos", avaliámos dois grupos de crianças, recorrendo à espirometria, na procura de alterações respiratórias indicadoras de doença. Objetivo: avaliar uma população de crianças representativa do município de Coimbra, de forma a compreender possíveis alterações respiratórias.

Métodos
Estudámos crianças que frequentam o 1.º ano e crianças que frequentam o 4.º ano, através de espirometria. As crianças foram selecionadas entre aquelas que não apresentavam historial de doença, nem sintomas evidentes, e que demonstraram colaboração adequada. Os resultados foram estratificados para serem representativos da população do município de Coimbra.

Resultados
Os resultados mostram uma população predominantemente saudável, com crianças do 1.º ano (6-7 anos) a apresentar alterações nas pequenas e médias vias aéreas em 7,0% dos casos, sendo que as raparigas representam 4,3% da amostra. Apenas em 0,4% das crianças estivemos na presença de alterações respiratórias do tipo obstrutivo. No grupo do 4.º ano (9 a 10 anos), os resultados mostraram 4,0% de alterações obstrutivas nas vias aéreas periféricas e apenas em 2,0% se observou alteração respiratória obstrutiva.

Conclusões
Podemos afirmar que a população entre os 6 e os 10 anos apresenta um bom nível de ausência de doença, o que não pode estar dissociado da boa qualidade do ar da cidade e do baixo nível de poluição.

Palavras-chave
Espirometria, poluição urbana, crianças

P15 Sentido de vida em estudantes universitários
David Silva, Luís Seiça, Raquel Soares, Ricardo Mourão, Teresa Kraus
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Teresa Kraus (teresa.kraus@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Introdução
A entrada na universidade e a vida académica representam um período particularmente suscetível de turbulência emocional. Este período pode ser exacerbado pela organização da identidade do estudante, resultado do desenvolvimento da maturidade. Neste contexto, o sentido de vida apresenta-se como uma variante com efeito promissor na concretização dos objetivos de vida. Objetivo: Caracterizar a amostra quanto aos seus objetivos de vida.

Métodos
Estudo descritivo simples, realizado durante 2015 com estudantes de uma universidade no centro de Portugal. A amostra respondeu a um inquérito no Google Docs com perguntas abertas e fechadas, tendo como base o objetivo do estudo. O tratamento dos dados foi realizado através de meios de estatística descritiva.

Resultados
A amostra teve 242 sujeitos, a maioria do sexo feminino (78,1 %, n = 189). À pergunta “Mais do que tudo, eu quero…”, as respostas foram “ser feliz” (59,5 %, n = 144); “terminar a faculdade” (4,1 %, n = 10); “constituir família” (2,9 %, n = 7); e “ajudar os outros” (2,5 %, n = 6). Podemos destacar que alguns sujeitos (12 %, n = 29) relataram que ainda não progrediram na busca de seus objetivos de vida, como “ser desejado(a)”, “ser amado(a)”, “ser feliz” e “aproveitar a vida”.

Conclusões
A maioria dos sujeitos da amostra reconhece que está alcançando seus objetivos. Apenas uma minoria admite sua falta de capacidade para ter sucesso. Apesar de serem poucos, eles necessitam de atenção holística para guiá-los em direção a uma descoberta de um sentido real na vida.

Palavras-chave
Sentido da vida, faculdade, estudantes

Educação e Formação de Profissionais de Saúde
O57 Necessidades de treinamento para enfermeiros em cuidados paliativos
Ana C. Abreu1, José M. Padilha2, Júlia M. Alves3
1Instituto Português de Oncologia do Porto FG, EPE, 4200-072 Porto, Portugal; 2Escola de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal; 3Hospital Central do Porto, 4099-001 Porto, Portugal
Correspondência: Ana C. Abreu (catarina.abreu19@gmail.com) – Instituto Português de Oncologia do Porto FG, EPE, 4200-072 Porto, Portugal

Introdução
As mudanças demográficas, sociais e de saúde estão na origem da mudança no local da morte. A caracterização das necessidades de cuidados de enfermagem precisa ser documentada no Sistema de Informação de Enfermagem (SIE) em uso, e pode representar uma estratégia eficaz para definir políticas de formação para enfermeiros, para a organização dos cuidados, bem como para a definição de áreas de foco para pesquisa. Objetivo: Descrever as principais necessidades de cuidados de enfermagem de pacientes paliativos encaminhados para a Equipe de Suporte Hospitalar em Cuidados Paliativos de um hospital no centro de Portugal.

Métodos
Conduzimos um estudo exploratório, descritivo e transversal, a partir da documentação dos cuidados de enfermagem no SIE em uso. Nossa amostra compreende a população acessível entre 1 de setembro de 2012 e 1 de setembro de 2013, totalizando 276 pacientes.

Resultados
Neste estudo, 53,99 % dos pacientes apresentam patologia oncológica, apesar do aumento de encaminhamento de patologias não oncológicas. Em relação às necessidades de cuidados de enfermagem documentadas no SIE, 68 % do foco de enfermagem é dado à dimensão da função e 32 % à dimensão da pessoa. O manejo e controle de sintomas é um dos principais focos nas evidências disponíveis, também encontrado no estudo com ênfase na função.

Conclusões
Apesar da relevância da dimensão física, ela representa apenas uma parte do cuidado total, expondo a oportunidade de melhoria da qualidade da assistência de enfermagem, no que diz respeito às dimensões psicológica, social, cultural e espiritual. Surge a necessidade de formação adequada nas outras áreas-chave dos Cuidados Paliativos, particularmente fadiga, luto, família, comunicação, conforto e espiritualidade.

Palavras-chave
Cuidados Paliativos, Cuidados de Enfermagem, Cuidado Total
O58 Impacto dos sistemas de informação computadorizados na carga de trabalho global dos enfermeiros: perceções dos enfermeiros e tempo real
Paulino Sousa1,2, Manuel Oliveira1, Joana Sousa3
1Escola Superior Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal; 2Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 3Centro Hospitalar do Porto, 4099-001 Porto, Portugal
Correspondência: Paulino Sousa (paulino@esenf.pt) – Escola Superior Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
Introdução
Durante a última década, as instituições de saúde têm estado envolvidas no processo de abandonar o suporte em papel e implementar informações eletrónicas de saúde para apoiar o cuidado ao paciente. A documentação é, de facto, uma parte essencial da prática de enfermagem, mas será, sem dúvida, responsável por uma parte substancial da carga de trabalho global dos enfermeiros. Somos confrontados com demasiada frequência com opiniões que contêm a perceção de que o uso de sistemas de informação computadorizados (SIC) tem um grande impacto na carga de trabalho global dos enfermeiros. Objetivo: Explorar as perceções dos enfermeiros e o tempo real do impacto dos SIC na carga de trabalho global dos enfermeiros.
Métodos
Um inquérito transversal foi aplicado para coletar dados de 190 enfermeiros que utilizam SIC num hospital. Para a análise do tempo real gasto no uso dos SIC, coletamos os tempos registados automaticamente dos utilizadores de enfermagem da enfermaria de medicina.
Resultados
Apenas um quarto (Q1) dos enfermeiros acredita que o tempo gasto com o uso de SIC é menor ou igual a 30 % da sua carga de trabalho global e 75 % dos enfermeiros (Q3) consideram que é menor ou igual a 50 %, existindo uma dispersão igual à direita e à esquerda da mediana (40 %). A média do tempo real gasto no uso dos SIC foi de 16,7 % da carga de trabalho dos enfermeiros (mediana: 17,1 % e desvio padrão: 3,4).
Conclusões
Os enfermeiros têm a perceção de que o tempo utilizado nos SIC tem um alto impacto na carga de trabalho. No entanto, a análise do “tempo real” mostra que o tempo gasto está sobrepondo os menores tempos referenciados na literatura.
Palavras-chave
Sistemas de Informação Computadorizados, informações eletrónicas de saúde, carga de trabalho de enfermagem, tempo gasto
O59 A perspetiva dos profissionais de saúde sobre o autocuidado na doença neurodegenerativa hereditária: um estudo qualitativo
Sónia Novais1, Felismina Mendes2
1Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, 1649-023 Lisboa, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de S. João de Deus, Universidade de Évora, 7004-516 Évora, Portugal
Correspondência: Sónia Novais (snovais@gmail.com) – Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, 1649-023 Lisboa, Portugal
A Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF) é uma doença rara, irreversível e fatal resultante de uma mutação genética com transmissão autossômica dominante. Esse distúrbio neurodegenerativo tem início tardio, após os 25 anos de idade, e é uma neuropatia autonômica, sensitiva e motora progressiva. Esta doença é caracterizada pela deposição de fibrilas amiloides insolúveis no tecido conjuntivo, causando alta dependência e morte prematura. As opções de tratamento para pacientes com PAF são muito limitadas. O tratamento sintomático pode controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida desses pacientes.
Este trabalho tem como objetivos: I) Compreender a perspectiva dos profissionais de saúde sobre o autocuidado na PAF; II) Compreender quais comportamentos e necessidades de autocuidado dos pacientes são percebidos pelos profissionais de saúde. Este é parte de um estudo etnográfico maior. Uma entrevista semiestruturada foi realizada com oito testemunhas privilegiadas. Os dados qualitativos coletados foram analisados de acordo com o método proposto por Miles, Huberman e Saldaña.
Os resultados obtidos pela análise das entrevistas nos permitem ter duas categorias, nomeadamente necessidades de autocuidado e comportamentos de autocuidado. As necessidades identificadas pelos profissionais de saúde relacionam-se principalmente com o aumento do nível de dependência que ocorre com a evolução desta doença.
Os comportamentos de autocuidado são identificados com a realização de testes pré-sintomáticos e o uso de técnicas de procriação medicamente assistida com teste pré-implantacional e seleção de embriões livres de mutação. A perspectiva dos profissionais de saúde sobre o autocuidado na doença genética hereditária é ampliada, mas deriva principalmente das necessidades de autocuidado e não dos comportamentos de autocuidado.
Palavras-chave
PAF, Autocuidado, doença hereditária, representação social da doença, profissional de saúde
O60 Contribuição para valores de referência de aptidão física relacionada à saúde em adolescentes saudáveis
Joana Pinto, Joana Cruz, Alda Marques
Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Alda Marques (amarques@ua.pt) – Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
A fisioterapia intervém na aptidão física relacionada à saúde (AFRS). No entanto, faltam valores normativos para prescrever exercício em populações saudáveis e não saudáveis, nomeadamente em adolescentes. Objetivo: O objetivo principal foi contribuir para o estabelecimento de valores normativos das medidas mais comumente utilizadas em fisioterapia para avaliar a AFRS. Os objetivos secundários foram examinar diferenças específicas de gênero e a relação entre AFRS e atividade física (AF).
Métodos
Um estudo transversal foi realizado com adolescentes portugueses. Dados sociodemográficos, antropométricos e sinais vitais foram coletados inicialmente. Em seguida, a APRS foi avaliada por meio de: índice de massa corporal (IMC), teste de caminhada de ida e volta incremental (TCITI), força muscular do quadríceps usando dinamometria manual (DM), teste de sentar e alcançar modificado (TSAM) e timed up and go (TUG). Os níveis de AF dos participantes foram avaliados usando o "Índice de Atividade Física" (IAF).

Resultados
Cento e quarenta e um (141) adolescentes participaram (14,33 ± 1,34 anos, 71 do sexo masculino). Os valores normativos propostos para a APRS foram: IMC 58,95 ± 2,44%; TCITI 1251,19 ± 26,25 m; DM 21,04 ± 0,69 Kgf; TSAM 38,09 ± 1,75 cm; TUG 4,31 ± 0,13 s. Adolescentes do sexo masculino foram significativamente (p < 0,001) mais rápidos na realização do TUG (masculino: 3,75 ± 0,43 s; feminino: 4,88 ± 0,87 s), percorreram uma distância superior no TCITI (masculino: 1409,00 ± 265,63 m; feminino: 1111,94 ± 251,10 m) e tiveram maior força muscular do quadríceps (masculino: 23,77 ± 7,13 kgf; feminino: 18,70 ± 6,28 kgf) do que as adolescentes. Os adolescentes apresentaram níveis moderados de AF. Níveis mais elevados de AF foram associados a melhores resultados no TSAM (r = 0,592, p < 0,001), TUG (r = -0,543, p < 0,001) e TCITI (r = 0,432, p < 0,001).

Conclusões
Os achados são uma contribuição para os valores normativos da APRS dos testes mais comumente utilizados na avaliação fisioterapêutica de adolescentes. As associações entre AF e APRS sugerem que trabalhos futuros devem incentivar os adolescentes a adotar estilos de vida mais ativos, a fim de melhorar seu desempenho na APRS.

Palavras-chave
Aptidão física, cardiorrespiratória, força muscular, neuromuscular, flexibilidade, índice de atividade física, adolescentes

O61 Percepção de aprendizagem, satisfação e autoeficácia de estudantes de enfermagem sobre a Simulação de Alta Fidelidade
Hugo Duarte, Maria Dos Anjos Dixe, Pedro Sousa
Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Hugo Duarte (hugoduarte2009@gmail.com) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Introdução
Nos últimos anos, o ensino de enfermagem tem sido progressivamente direcionado para o uso de novas metodologias, entre as quais destacamos a Simulação de Alta Fidelidade (SAF), que permite que os estudantes de enfermagem tenham seu primeiro contato com a prática clínica dentro do ambiente acadêmico. Objetivo: Avaliar e correlacionar a percepção de aprendizagem, satisfação e autoeficácia de estudantes de enfermagem sobre a SAF.

Métodos
Foi desenvolvido um estudo correlacional com 139 estudantes de enfermagem, utilizando a versão portuguesa da Nursing Students’ Perceptions of Learning and Learner Satisfaction with Simulation Tool.
Estudantes de enfermagem revelam uma percepção moderada de aprendizagem sobre a SFA (3,649 ± 0,513 em 5 pontos), um bom nível de satisfação (7,317 ± 1,065 em 10 pontos) e uma autoeficácia para a prática da SFA (31,590 ± 3,974 em 40 pontos). Todas as correlações entre percepção de aprendizagem, satisfação e autoeficácia dos estudantes em relação à SFA foram positivas e altamente significativas (p ≤ 0,001), com valores entre 0,991 e 0,385.

Conclusões
Este estudo revela que os estudantes de enfermagem estão satisfeitos com a prática da SFA, bem como mostra uma percepção positiva de aprendizagem e autoeficácia sobre a SFA. O fato de as correlações entre essas três variáveis serem altamente significativas e positivas demonstra a importância da prática da SFA no ambiente escolar, que permite o desenvolvimento de experiências de alto valor para os estudantes de enfermagem.

Palavras-chave
Simulação de Alta Fidelidade, estudantes de enfermagem, satisfação pessoal, autoeficácia, percepção de aprendizagem

O62 Análise das afirmações de diagnóstico sobre desvio de saúde em requisitos de autocuidado personalizados em um Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE®): Gestão do regime terapêutico

Inês Cruz, Fernanda Bastos, Filipe Pereira
Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072, Portugal
Correspondência: Inês Cruz (inescruz@esenf.pt) – Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072, Portugal

Introdução
Atualmente, as doenças crônicas são a principal causa de morte em Portugal e no mundo. Como a maioria dessas doenças tem determinantes comportamentais em sua origem, e seu controle depende de comportamentos de autocuidado, incluindo uma gestão eficaz do regime terapêutico, esta é uma área-chave na enfermagem. Objetivo: Identificar os termos utilizados pelos enfermeiros para descrever o conjunto de diagnósticos personalizados no Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE®), focados na gestão do regime medicamentoso.

Métodos
Um estudo qualitativo. Foi realizada uma análise de conteúdo da documentação de enfermagem no SAPE® centrada na gestão do regime medicamentoso. Utilizou-se um modelo de análise a priori – a norma ISO 18104:2003 – Informática em saúde: integração de um modelo de terminologia de referência para enfermagem.

Resultados
Foram identificadas 598 afirmações de diagnóstico de enfermagem centradas na "gestão do regime medicamentoso". Após o processo de análise de conteúdo, e após excluir toda a redundância conceitual, as afirmações de diagnóstico de enfermagem foram reduzidas a 30 sintaxes clinicamente úteis.
Foram encontrados trinta e dois termos diferentes para julgamentos sobre o foco. Após consenso, reduzimos estes a 2 termos: "comprometido" e "potencial para melhorar". Encontramos 20 "dimensões" para as quais o foco principal é colocado em perspectiva. Após análise, foram reduzidas a 6: conhecimento; habilidade; consciência; falta de significado; apoio, e apoio familiar. Foram encontrados oito julgamentos associados às dimensões.

Conclusões
A proliferação de diferentes declarações de diagnóstico reflete a mesma realidade, o que dificulta o gerenciamento de informações e a produção de indicadores. São necessários estudos que realizem uma análise conceitual da documentação de enfermagem.
Palavras-chave
Gerenciamento do regime terapêutico, Diagnóstico de Enfermagem, Sistemas de Informática em Enfermagem
O63 Gestão híbrida e governança hospitalar: médicos e enfermeiros como gestores
Francisco L. Carvalho, Teresa T. Oliveira, Vítor R. Raposo
Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal
Correspondência: Francisco L. Carvalho (edinaldo.lira@gmail.com) – Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal
Introdução
Os sistemas híbridos implicam multitarefa, como na produção enxuta pós-fordista [1-2], e são relevantes para organizações complexas, como hospitais universitários [3]. No entanto, levantam questões sobre níveis de liderança e responsabilidade [4], trabalho em grupo e coordenação relacional [5-7] em diferentes domínios de prática [8]. Além disso, há necessidade de compreender melhor como a eficácia operacional do grupo está associada à clareza das funções profissionais [9], cargas de trabalho e motivação [10], e seu impacto no clima e na qualidade do cuidado [11].
Métodos
Um estudo de caso em um hospital universitário europeu baseado na abordagem da teoria fundamentada. Dados longitudinais (2011 a 2015) de entrevistas semiestruturadas e gravadas em áudio (N = 64) com 41 profissionais de saúde como gestores (28 médicos e 13 enfermeiros). Análise de conteúdo com base em um sistema de codificação recentemente desenvolvido, utilizando o software MAXQDA. Originalidade: Localizar o conceito de gestão híbrida em termos do papel dos médicos como gestores no contexto de diferentes lógicas, ou seja, distinguindo a lógica institucional (um SNS) da lógica organizacional (um hospital) e da lógica operacional (nos níveis de unidade e serviço).
Resultados e Conclusões
Médicos e enfermeiros como gestores necessitam de autonomia relativa nos níveis operacionais, que deve ser reconhecida pelos administradores hospitalares.
Referências

  1. Womack JP, Jones DT. Lean Thinking. Nova York: Simon and Schuster; 1996.
  2. Womack JP, Jones DT. Lean Solutions: How Companies and Customers Can Create Wealth Together. Nova York: Simon Schuster; 2005.
  3. Joffe M, MacKenzie‐Davey K. The problem of identity in hybrid managers: who are medical directors?, International Journal of Leadership in Public Services. 2012, 8(3):161 - 174.
  4. Guest D, Bos-Nehles A. HRM and Performance: The Role of Effective Implementation. Londres: Department of Management King´s College London; 2011.
  5. Gittell JH. The Southwest Airlines Way - Using the Power of Relationships to Achieve High Performance. M.-H. Companies. Nova York: McGraw-Hill Companies; 2003.
  6. Gittell JH. Relational Coordination: Guidelines for Theory, Measurement and Analysis. EUA: Relational Coordination Research Collaborative; 2011.
  7. Gittell JH, Weinberg DB, Bennett A, Miller JA. “O médico está disponível?” Uma abordagem relacional ao design de cargos e à coordenação do trabalho. Gestão de Recursos Humanos. 2008; 47(4): 729-755.
  8. Mørk BE, Hoholm T, Maaninen-Olsson E, Aanestad M. Mudando a prática por meio da organização de fronteiras: Um caso em P&D médica. Relações Humanas. 2012; 65(2):263-288.
  9. Woodrow C, Guest DE. Violência pública, assédio aos funcionários e bem-estar da equipe de enfermagem: uma análise de dados de pesquisa nacional. Pesquisa em Gestão de Serviços de Saúde. 2012; 25(1): 24-30.
  10. Gungor P. A Relação entre Sistema de Gestão de Recompensas e Desempenho do Funcionário com o Papel Mediador da Motivação: Um estudo quantitativo sobre Bancos Globais. 7ª Conferência Internacional de Gestão Estratégica. 2011;1510-1520.
  11. Moran C M, Diefendorff JM, Kim TY, & Liu ZQ. Uma abordagem de perfil para as motivações da teoria da autodeterminação no trabalho. Revista de Comportamento Vocacional. 2012; 81(3), 354-363.
    Palavras-chave
    Reformas hospitalares, lógicas institucionais, organizacionais e operacionais, gestão híbrida
    O64 Gestão do tempo em profissionais de saúde
    Conceição Rainho1, José C. Ribeiro2, Isabel Barroso1, Vítor Rodrigues1
    1Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal; 2Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5000-508, Portugal
    Correspondência: Conceição Rainho (crainho@utad.pt) – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal
    Contexto
    A gestão do tempo afeta a produtividade e a saúde dos trabalhadores. Nas organizações de saúde, os profissionais estão expostos a uma elevada carga de trabalho e pressão de tempo, indicadores de demanda laboral, em um setor de saúde altamente competitivo e exigente. Portanto, a aplicação de técnicas de gestão do tempo apresenta-se como uma ferramenta essencial, com implicações na produtividade, no bem-estar dos trabalhadores e na qualidade dos cuidados de saúde. Objetivo: analisar as dimensões da escala de Comportamento de Gestão do Tempo (TMB) em profissionais de saúde.
    Métodos
    Estudo transversal descritivo, foi utilizada a escala TMB para avaliar as dimensões da gestão do tempo, composta por 25 itens respondidos em uma faixa variando entre 1 e 5, onde pontuações mais altas correspondem a níveis mais elevados.
    Resultados
    Dos 703 profissionais de saúde estudados, 76,0% eram do sexo feminino, com média de 41 anos. As dimensões da gestão do tempo apresentaram valores próximos ao ponto médio da escala, com a preferência pela organização apresentando a maior média (3,83) e a dimensão mecânica da gestão do tempo a menor média (2,85).
    Conclusões
    Os resultados mostraram que as dimensões da gestão do tempo: definição de metas e prioridades, mecânica da gestão do tempo e preferência pela organização, apresentam valores médios mais baixos em comparação com outros estudos e outras profissões, sinalizando que a gestão de recursos humanos da organização de saúde estudada possui informações relevantes para contribuir com a implementação de estratégias voltadas para a eficácia da gestão do tempo.
    Palavras-chave
    Gestão do tempo, Profissionais de saúde
    O65 Recompensas financeiras e bem-estar na atenção primária à saúde
    Carmo Neves, Teresa C. Oliveira
    Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal
    Correspondência: Carmo Neves (carmonevespt@gmail.com) – Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal
    Introdução
    A contratualização no setor privado pode incluir remuneração por desempenho [1]. Mas isso não era típico da Gestão de Recursos Humanos (GRH) no Serviço Nacional de Saúde (SNS) até as reformas ao estilo da Nova Gestão Pública (NGP) [2]. Este artigo baseia-se nas perceções de profissionais clínicos sobre sistemas de recompensas financeiras através da contratualização na Atenção Primária para explorar as relações entre clareza das funções laborais [3], cargas de trabalho e motivação [4] e o seu impacto no clima e na qualidade dos cuidados [5] e no bem-estar dos colaboradores.
    Métodos
    Utilizando uma abordagem de estudo de caso no âmbito da teoria fundamentada, foi realizada uma análise de conteúdo de seis entrevistas semiestruturadas integralmente transcritas e gravadas em áudio com 2 médicos, 2 enfermeiros e 2 administradores em dois Serviços de Cuidados de Saúde no norte de Portugal, recentemente sujeitos a reformas ao estilo da NGP.
    Resultados
    Embora os profissionais de saúde possam acolher favoravelmente aumentos salariais, não são motivados principalmente por recompensas financeiras, mas sim pelo compromisso com a saúde como serviço público. Quando a contratualização é apenas parcial para alguns, em vez de todos os colaboradores, o seu resultado pode ser negativo. Sistemas de recompensa baseados em critérios quantitativos de desempenho podem comprometer o clima e a qualidade dos cuidados devido à falta de clareza das funções laborais e ao bem-estar dos colaboradores.
    Conclusões
    Motivar os profissionais de saúde requer uma abordagem de GRH mais holística do que a remuneração por desempenho e o envolvimento dos gestores clínicos na sua conceção e implementação operacional.
    Referências
  12. Mehmood S, Ramzan M, Akbar MT. Managing Performance through Reward System. Journal of Education & Research for Sustainable Development. 2013; 1(1): 1-8.
  13. Oliveira TC, Fontes da Costa J, Lira de Carvalho FE. Hierarchies or Holdings? In C. Machado and J. P. Davim, (Eds). 2014. Effective Human Resource Management in Small and Medium Enterprises: Global Perspectives. IGI Global Associates, 342-376.
  14. Woodrow C, Guest DE. Public violence, staff harassment and the wellbeing of nursing staff: an analysis of national survey data. Health Services Management Research. 2012; 25(1): 24-30.
  15. Güngör P. The Relationship between Reward Management System and Employee Performance with the Mediating Role of Motivation: A Quantitative Study on Global Banks. The Proceedings of 7th International Strategic Management Conference. Procedia - Social and Behavioral Sciences. 2011; 24: 1510-1520.
  16. Moran CM, Diefendorff JM, Kim TY, Liu ZQ. A profile approach to self-determination theory motivations at work. Journal of Vocational Behavior. 2012; 81(3): 354-363.
    Palavras-chave
    Contratualização, Remuneração por desempenho, GRH, Motivação, Sistemas de recompensa, Funções laborais, Bem-estar, Atenção primária à saúde
    O66 Promoção da segurança do paciente no bloco operatório
    Bárbara Oliveira1, Mª Carminda Morais2,3, Pilar Baylina4
    1Centro Hospitalar do Porto, 4099-001 Porto, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-347 Viana do Castelo, Portugal; 3Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra, Portugal; 4Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330, Portugal
    Correspondência: Bárbara Oliveira (barbaroliveira@gmail.com) – Centro Hospitalar do Porto, 4099-001 Porto, Portugal
    Nos últimos anos, a segurança do paciente ganhou mais importância no campo da saúde pública. A segurança cirúrgica é particularmente relevante devido ao grande número de complicações perioperatórias que poderiam ser evitadas e podem causar danos ao paciente. Isso também implica custos elevados para a organização de saúde, causando um grande impacto em seu orçamento. Através da análise de uma cultura de segurança, é possível medir a segurança do paciente em uma instituição de saúde, uma vez que estão interligadas. Assim, o "Hospital Survey on Patient Safety Culture" (HSPSC) surge da necessidade de avaliar a segurança do paciente nos cuidados de saúde.
    O objetivo deste trabalho é avaliar e promover a segurança do paciente nas Salas de Operação (SO) do Centro Hospitalar do Porto (CHP).
    Este estudo descritivo foi realizado nas SO do CHP, onde a versão portuguesa do HSPSC foi aplicada aos trabalhadores, nomeadamente médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes de cuidados de saúde e secretários.
    Os resultados obtidos mostram que no CHP o trabalho em equipe dentro das unidades tem grande valor, pois esta dimensão apresentou a maior porcentagem de respostas positivas (63,4%). A menor porcentagem de respostas positivas é a dimensão frequência de eventos relatados (24,9%). A percepção dos trabalhadores sobre o grau de segurança do paciente está dividida entre "muito bom" (47,5%) e "aceitável" (39,7%). Os pontos fortes no CHP são o trabalho em equipe dentro das unidades, os esforços para a melhoria da segurança do paciente, as expectativas dos gestores e as ações de promoção da segurança do paciente. As áreas que necessitam de intervenção no CHP são aquelas relacionadas ao sistema de eventos relatados, ao pessoal e ao trabalho entre unidades.
    Palavras-chave
    Cultura de Segurança, Qualidade em Saúde, Segurança do Paciente
    O67 Dificuldades e necessidades de estudantes de enfermagem pré-graduados na área de Geriatria/Gerontologia
    Rogério Rodrigues1, Zaida Azeredo2, Corália Vicente3
    1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851, Portugal; 2Investigação em Educação e Intervenção Comunitária, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, 4405-678 Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, Portugal; 3Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
    Correspondência: Rogério Rodrigues (rogerio@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851, Portugal
    Introdução
    Em uma era de envelhecimento global, o aumento da proporção de pessoas idosas tem um impacto direto na prática de enfermagem e também na educação em enfermagem, apresentando oportunidades e desafios sem precedentes. Objetivo: Estudar as dificuldades e necessidades dos estudantes de enfermagem pré-graduados na área de Geriatria/Gerontologia.
    Métodos
    Estudo quantitativo, descritivo, com amostra não probabilística acidental, constituída por 238 estudantes de enfermagem do 4º ano da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Aplicação de questionários de autopreenchimento relacionados ao conhecimento sobre questões do envelhecimento, dificuldades no cuidado à pessoa idosa em contexto comunitário e hospitalar, após autorização da instituição e consentimento informado dos estudantes.
    Resultados
    O estudo enfatiza as dificuldades percebidas pelos estudantes e as consequentes necessidades de formação combinadas com a realidade dos diversos contextos de ensino clínico; destaca-se a inexistência de uma visão de cuidado que integre a avaliação multidimensional sistemática da pessoa idosa, para apoiar e sustentar condições de qualidade de vida do idoso na comunidade, no apoio familiar e social.
    Conclusões
    Este estudo apresenta dados relevantes sobre as dificuldades experienciadas pelos estudantes de enfermagem do 4º ano e suas necessidades de formação, relativamente ao cuidado da pessoa idosa, justificando a adequação dos currículos do 1º ciclo de estudos em enfermagem, especificamente a integração nos currículos da metodologia de avaliação funcional multidimensional da pessoa idosa. A sua utilização na formação de enfermagem de graduação será uma mais-valia para que os estudantes tenham uma visão integrada da pessoa idosa na comunidade.
    Palavras-chave
    Estudantes de enfermagem, Geriatria, Gerontologia
    O68 Ensino e aprendizagem da sexualidade na educação em enfermagem
    Hélia Dias1, Margarida Sim-Sim2
    1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Santarém, Santarém, 2005-075, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem S. João de Deus, Universidade de Évora, 7000-811 Évora, Portugal
    Correspondência: Hélia Dias (helia.dias@essaude.ipsantarem.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Santarém, Santarém, 2005-075, Portugal
    A sexualidade é reconhecida como parte do cuidado de enfermagem holístico, mas a sua inclusão na prática clínica e na formação em enfermagem é inconsistente. Com base na pergunta "Como os estudantes e professores reconhecem a sexualidade no ensino e aprendizagem?", desenvolvemos um estudo com o objetivo de caracterizar o processo de ensino e aprendizagem da sexualidade numa microperspetiva do desenvolvimento curricular.
    Utilizámos um design de métodos mistos com uma estratégia sequencial: QUAN → qual, de tipo descritivo e explicativo. Participaram 646 estudantes e professores. A componente quantitativa utilizou inquéritos por questionário. A análise documental foi utilizada na componente adicional.
    Uma dimensão curricular da sexualidade emerge guiada por uma linha behaviorista e baseada numa visão biológica. As questões consideradas seguras são destacadas e enquadradas em etapas da adolescência e idade adulta e mais ligadas à sexualidade feminina e ao aspeto procriativo. Há, em emergência, um currículo oculto por referência a conteúdos de outras dimensões da sexualidade, mas menos frequentemente expressos. A aprendizagem teórica segue um modelo comunicacional da realidade através de estratégias de abstração, o que infere um método dedutivo de aprendizagem, com uma abordagem behaviorista de avaliação. O ensino clínico aborda a sexualidade em combinação com a enfermagem de saúde reprodutiva. Os fatores influenciadores do ensino e aprendizagem da sexualidade também foram explorados.
    Concluímos que a visão da sexualidade feminina ensinada e aprendida em relação às mulheres tem uma projeção do cuidado na prática clínica baseada nos mesmos princípios.
    Palavras-chave
    Sexualidade, educação em enfermagem, processo de ensino e aprendizagem, desenvolvimento curricular, estudantes, professores
    O69 Questionário de Motivações Empreendedoras: AFC e CFA na academia
    Pedro Parreira1, Anabela Salgueiro-Oliveira1, Amélia Castilho1, Rosa Melo1, João Graveto1, José Gomes1, Marina Vaquinhas1, Carla Carvalho2, Lisete Mónico2, Nuno Brito3
    1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 3Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-347 Viana do Castelo, Portugal
    Correspondência: Pedro Parreira (parreira@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
    Contexto
    O empreendedorismo tem sido considerado essencial para criar valor, sendo um poderoso impulsionador do desenvolvimento económico e social. A academia deve investir no desenvolvimento de competências empreendedoras nos estudantes (“Academia Empreendedora”). Objetivo: Analisar as propriedades psicométricas do EMQ-Questionário de Motivações Empreendedoras.
    Métodos
    Amostra: 6.532 estudantes de 17 Institutos Politécnicos de Portugal. Medida: EMQ, composto por medidas de Motivos empreendedores para o negócio, Influências empreendedoras e Serviços de Apoio.
    Resultados
    Análise fatorial exploratória (AFE) para Motivos-Empreendedores-para-o-negócio (KMO = 0,921, X2 = 54387,94, p < 0,001) extraiu 4 fatores, explicando 53,81% da variância (VE): F1-Segurança familiar (19,92% VE; M = 4,07, DP = 0,67), F2-Prestígio (14,60% VE; M = 3,25, DP = 0,75), F3-Independência (13,13% VE; M = 3,33, DP = 0,75) e F4-Realização de uma oportunidade (11,15% VE; M = 4,08, DP = 0,56). Essa estrutura fatorial foi apoiada pela Análise Fatorial Confirmatória (AFC), com um ajuste aceitável: RMSEA = 0,084. AFE de Influências-Empreendedoras (KMO = 0,916, X2 = 60584,93, p < 0,001), extraiu 4 fatores, VE 60,08%: F1-Disponibilidade de recursos (21,25% VE; M = 3,86, DP = 0,68), F2-Clientes estáveis e incentivos (19,70% VE; M = 3,82, DP = 0,65), F3-Instabilidade social e econômica (11,11% VE; M = 2,96, DP = 1,06) e F4-Oportunidades no setor e área de residência (8,03% VE; M = 3,29, DP = 0,95). Essa estrutura fatorial foi apoiada pela AFC, com um ajuste aceitável: RMSEA = 0,073. AFE de Serviços-de-Apoio (KMO = 0,995, X2 = 57311,43, p < 0,001) extraiu 2 fatores, VE 58,43%: F1-Apoio financeiro (32,59% VE; M = 3,93, DP = 0,69) e F2-Prestígio (25,84% VE; M = 3,95, DP = 0,65). Essa estrutura fatorial foi apoiada pela AFC, com um ajuste aceitável: RMSEA = 0,090. O grupo saúde apresentou escores majoritariamente acima da média global nos fatores.

Conclusões
O EMQ apresentou propriedades psicométricas adequadas. O instrumento é útil para medir motivações empreendedoras em saúde.

Palavras-chave
Empreendedorismo, Motivações Empreendedoras, Questionário de Motivações Empreendedoras, Academia Empreendedora

O70 Intervenção de enfermagem ao paciente com Marcapassos Permanentes e Cardioversores Desfibriladores Implantáveis: uma análise qualitativa
Cassilda Sarroeira1,2,3, José Amendoeira1,2,3,4, Fátima Cunha1,2,3, Anabela Cândido1,2,3, Patrícia Fernandes5, Helena R. Silva5, Elsa Silva5
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Santarém, 2005-075 Santarém, Portugal; 2Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém, 2001-904 Santarém, Portugal; 3Unidade de Monitorização de Indicadores em Saúde, Instituto Politécnico de Santarém, 2005-075 Santarém, Portugal; 4Life Quality Research Centre, Instituto Politécnico de Santarém, 2001–904 Santarém, Portugal; 5Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca E.P.E., Amadora, 2720-276, Portugal
Correspondência: Cassilda Sarroeira (cassilda.sarroeira@essaude.ipsantarem.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Santarém, 2005-075 Santarém, Portugal
Introdução
O estudo decorre de um projeto da Unidade de Monitorização de Indicadores de Saúde (UMIS) da Escola Superior de Saúde de Santarém (ESSS), desenvolvido em parceria com o Serviço de Cardiologia de Enfermeiros de um Hospital Urbano na consulta de enfermagem (CE) a doentes com Pacemakers Permanentes (PPMs) e Cardiodesfibrilhadores Implantáveis (CDIs). Os enfermeiros, enquanto membros da equipa multidisciplinar, respondem às necessidades do doente com PPMs e CDIs, promovendo a capacidade para o autocuidado, seja no desenvolvimento de estratégias para prevenir desvios de saúde, seja na integração de novos comportamentos de autocuidado. Era imperativo conhecer como os enfermeiros desenvolvem a CE para realizar uma avaliação da eficácia dos resultados nestes doentes. Objetivo: Caracterizar e descrever as intervenções dos enfermeiros na CE com doentes portadores de PPMs e CDIs.

Métodos
Estudo descritivo, qualitativo e transversal, de design exploratório, desenvolvido com enfermeiros (CE) de doentes com PPMs e CDIs. Os dados das narrativas de ação dos enfermeiros e dos instrumentos de registo foram analisados com Análise de Conteúdo.

Resultados
Foram identificadas três dimensões: Avaliação Inicial, Intervenção do Enfermeiro e Avaliação da Intervenção (resultados). As categorias: Avaliação inicial – Função; Razão da ação; Ação de intervenção do Enfermeiro – Observar, Gerir, Atender; Informar. O resultado da avaliação da intervenção – integridade estrutural e funcional da pessoa e ação de autocuidado.

Conclusões
A intervenção de enfermagem na CE revela uma orientação para o cuidado centrado no doente na sua dimensão física e capacidade de autocuidado.
Foram identificadas diferentes formas de abordagem, mas a preocupação com o bem-estar, o conhecimento e a formação da pessoa são elementos transversais aos enfermeiros.

Palavras-chave
Intervenção de enfermagem, consulta de enfermagem, doente, pacemaker permanente/CDI, autocuidado, análise qualitativa

O71 Consumo de álcool entre estudantes de enfermagem: onde falha a educação?
Isabel Barroso, Leila Lapa, Cristina Antunes
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal
Correspondência: Isabel Barroso (imbarroso@utad.pt) – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal

Introdução
O comportamento de consumo de álcool dos estudantes universitários tornou-se motivo de preocupação devido à ocorrência de situações de consumo excessivo durante as festividades académicas, quando, hipoteticamente, os estudantes de enfermagem deveriam ter melhores comportamentos de saúde do que os seus pares. Objetivos: (I) descrever o comportamento de consumo de álcool dos estudantes de enfermagem; (II) determinar a prevalência do consumo regular de álcool nesta população; e (III) relacionar o consumo regular de álcool com o género e o ano de escolaridade.

Métodos
Os dados foram recolhidos através de questionários de autorrelato. Este foi um estudo descritivo e correlacional.

Resultados
Os participantes foram 226 estudantes, dos quais 219 eram do sexo feminino e 40 do sexo masculino. O consumo de álcool era elevado; 68,9% dos estudantes relataram consumir habitualmente bebidas alcoólicas. A maioria (96,9%) já havia consumido álcool em algum momento da vida e relatou consumir principalmente na companhia de amigos (99,1%). A maioria, 67,3%, já havia se embriagado pelo menos uma vez. Além disso, 27,2% dos estudantes haviam consumido mais de três bebidas alcoólicas em uma única ocasião. Entre os estudantes que relataram já terem se embriagado em algum momento, 2,2% relataram ter tido relações sexuais desprotegidas quando estavam embriagados.

Conclusões
Os resultados são discutidos dentro da questão de que esses estudantes, embora conhecedores dos efeitos nocivos que o consumo de bebidas alcoólicas pode causar, apresentam uma alta prevalência de consumo de álcool. Alguns comportamentos perigosos ocorrem juntamente com o abuso de álcool, como dirigir sob a influência do álcool ou ter relações sexuais desprotegidas. São discutidas as implicações para o planejamento de intervenções de enfermagem comunitária no âmbito da educação em saúde.

Palavras-chave
Consumo de álcool, estudantes de enfermagem, intervenções de enfermagem

O72 Estresse laboral em enfermagem
Ana Gonçalves1, Ana Galvão1, Mª José Gomes1, Susana R. Escanciano2
1Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal; 2Universidad de León, 24004 León, Espanha
Correspondência: Ana Gonçalves (velosogoncalves@gmail.com) – Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal

Introdução
Com base em evidências encontradas durante o estudo empírico, podemos afirmar que a profissão de enfermagem é afetada pelo estresse no trabalho. Objetivo: Avaliar os níveis de estresse e engajamento entre enfermeiros em unidades de saúde em Portugal e Espanha e descrever os fatores geradores de estresse entre os enfermeiros pesquisados.

Métodos
Estudo comparativo de nível transversal. Amostra de 867 enfermeiros (504 portugueses, 363 espanhóis), 83,6% do sexo feminino (78,6% em Portugal, 90,6% na Espanha) e idade média de 37 anos. 77,2% dos enfermeiros portugueses e 39,4% dos enfermeiros espanhóis trabalham em média 40 horas por semana. 60,6% e 57,7% dos enfermeiros espanhóis e portugueses, respetivamente, exercem a profissão há 10 anos. Foram utilizadas a Escala de Estresse em Enfermagem de Pamela Gray-Toft (1981) [1] e a Escala de Engajamento no Trabalho de Utrecht de Schaufeli & Bakker (2003) [2].

Resultados
Globalmente, os enfermeiros portugueses experienciam níveis de estresse mais elevados, embora a diferença em relação aos enfermeiros espanhóis não seja estatisticamente significativa. Existem diferenças estatisticamente significativas entre Portugal e Espanha em "Falta de ajuda dos colegas" e também no domínio psicológico em geral. Em relação ao Engajamento, existem diferenças estatisticamente significativas nas três dimensões, o valor p do teste t de Student foi inferior a 5%, destacando que os enfermeiros espanhóis são mais vigorosos, dedicados e absorvidos pelo seu trabalho.

Conclusões
Enfermeiros portugueses percebem mais estresse psicológico e mencionam ter menos ajuda dos colegas. Enfermeiros espanhóis sentem-se mais vigorosos, dedicados e absorvidos pelo seu trabalho.
Referências

  1. Pamela GT, James GA. The Nursing Stress Scale: Development of an Instrument. Journal of Behavioral Assessment. 1981; 3(1): 11-23.
  2. Schaufeli B, Bakker A. UWES – Utrecht Work Engagement Scale - Preliminary Manual. Utrecht: Occupational Health Psychology Unit - Utrecht University; 2003.
    Palavras-chave
    Engajamento, Enfermeiros, Estresse
    O73 A influência da equipe de enfermagem segura na satisfação do paciente com os cuidados de enfermagem
    Maria Freitas1, Pedro Parreira2, João Marôco3
    1Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 3Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, 1149-041 Lisboa, Portugal
    Correspondence: Maria Freitas (mjbsfreitas@gmail.com) – Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal
    A Enfermagem de Equipe Segura surge como condição para cuidados de enfermagem de qualidade. Integra uma dimensão quantitativa (número de enfermeiros) e uma dimensão qualitativa (combinação de competências dos enfermeiros). Pretendeu-se nesta pesquisa analisar a relação entre a Enfermagem de Equipe Segura e a satisfação do paciente com os cuidados de enfermagem.
    Foi realizado um estudo quantitativo e correlacional, com uma amostra de conveniência de 1.290 hóspedes, 43 enfermeiros chefes e 629 enfermeiros. Utilizamos a Escala de Avaliação da Satisfação do Paciente com os Cuidados de Enfermagem (EASCCE18) e, para identificar padrões de alocação de serviços/equipe de enfermagem, utilizamos a Técnica de Análise de Cluster.
    Dois padrões de alocação emergiram: o padrão de alocação mais seguro (Padrão A - 55,8% dos serviços) as equipes são mais desenvolvidas (enfermeiros com maior idade, maior experiência profissional, mais enfermeiros especialistas), e o número de enfermeiros observado é igual ou superior ao estimado (pela fórmula na Circular Normativa N.1, MH, 2006); padrão de alocação menos seguro (Padrão B - 44,2% dos serviços) caracterizado por equipes de enfermagem com perfis de competências menos desenvolvidos e o número de enfermeiros observado é inferior ao estimado.
    Os resultados mostraram que os pacientes nos serviços do Padrão A apresentam níveis de satisfação geral mais elevados (Média AP = 4,53) em comparação com o Padrão B (Média BP = 4,39), e as diferenças são estatisticamente significativas para p ≤ 0,05 (t (41) = 2,502; p = 0,016). Concluímos que a equipe de enfermagem segura é um fator que influencia positivamente a satisfação do paciente com os cuidados de enfermagem.
    Palavras-chave
    Enfermagem, satisfação do paciente, cuidados de enfermagem, recursos humanos de enfermagem
    O74 Intenção de usar estratégias de eHealth com estudantes de enfermagem
    Ana R. Fernandes, Cremilde Cabral, Samuel Alves, Pedro Sousa
    Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Correspondência: Pedro Sousa (pedro.sousa@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Contexto
    As Tecnologias de Informação e Comunicação vieram facilitar o acesso e a eficiência dos cuidados de saúde, e promover uma relação mais próxima entre os profissionais de saúde e os pacientes.
    Objetivos: Este estudo tem como objetivo avaliar a intenção de uso de eHealth com estudantes de enfermagem, e avaliar a influência de variáveis sociodemográficas, perfil de utilizador de internet e literacia em eHealth na intenção de uso de eHealth.
    Métodos
    Este estudo correlacional e transversal foi aplicado numa amostra de 67 estudantes de enfermagem de uma Escola Superior de Saúde portuguesa (85,1% do sexo feminino e 14,9% do sexo masculino), utilizando a “Escala de Literacia em eHealth” e o “Questionário de Intenção de uso de eHealth”, elaborado de acordo com a “Teoria Unificada de Aceitação e Uso de Tecnologia”. A análise estatística foi realizada com o software SPSS e foram utilizados testes não paramétricos para verificar a significância estatística dos dados, considerando significância estatística para p < 0,05.
    Resultados
    Foram encontrados escores moderados (de 2,88 a 3,97 em 5 pontos) em todas as dimensões da intenção de uso de eHealth (intenção comportamental, expectativa de desempenho, expectativa de esforço, influência social, condições facilitadoras e expectativa de dificuldades). Foram encontradas associações significativas entre a intenção de uso de eHealth e várias variáveis sociodemográficas (idade, sexo, escolaridade), perfil de utilizador de internet e índice de Literacia em eHealth.
    Conclusões
    A intenção de uso de eHealth por estudantes de enfermagem foi considerada apenas moderada, tendo sido encontrados vários preditores. Estes resultados oferecem implicações para o aprimoramento do currículo de enfermagem e para oportunidades de educação continuada. Aumentar a literacia em eHealth tem o potencial de mudar a adoção de eHealth e apoiar melhores resultados para os pacientes.
    Palavras-chave
    eHealth, enfermagem, Intenção de uso
    O75 Saúde Mental Comunitária: contribuições de um programa internacional interdisciplinar para estudantes do ensino superior em saúde
    António Ferreira1, Fernanda Príncipe1, Ulla-Maija Seppänen2, Margarida Ferreira1, Maribel Carvalhais1, Marilene Silva3
    1Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal; 2Universidade de Ciências Aplicadas de Oulu, 90250 Oulu, Finlândia; 3Unidade de Saúde Familiar - Espaço Saúde, Porto, 4100-503, Portugal
    Correspondência: António Ferreira (ferreira.esecvpoa@gmail.com) – Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal
    Contexto
    Os desafios atuais em saúde mental levaram as sociedades do conhecimento a promover uma revisão e discussão de políticas e estratégias de intervenção com impacto positivo na promoção da saúde mental das comunidades. A Saúde Mental Baseada na Comunidade (SMBC) é um programa internacional conjunto entre 8 países europeus e 9 instituições de ensino superior, desde 2011. Objetivo: Promover a aprendizagem colaborativa em saúde mental baseada na comunidade, bem como desenvolver ações e estratégias de intervenção comunitária focadas no cliente.

Métodos
A pesquisa teve como objetivo avaliar a eficiência do programa internacional (SMBC) com o uso de avaliação pós-programa e coleta de dados de relatórios individuais e do questionário online.

Resultados
O programa SMBC contou com a participação de 180 alunos de graduação de diferentes disciplinas, como enfermagem (25%), fisioterapia (20%), terapia ocupacional (15%), serviço social (15%), cardiopneumologia (12%), terapia da fala (8%), arte (3%), psicologia e outras áreas (2%). Os alunos referem como principais fatores: "o conteúdo das palestras principais", "uso diversificado e inovador de metodologias de ensino-aprendizagem", "trabalho em tutorias com grupos multidisciplinares" e "oficinas temáticas".

Conclusões
Os alunos que participaram deste programa afirmam expressivamente que ele teve um impacto muito positivo na compreensão dos fenômenos inerentes a uma abordagem comunitária da saúde mental, bem como permitiu a apropriação de conhecimentos e ferramentas que os tornam mais competentes na sua área e na cooperação com outras áreas. Altos níveis de satisfação dos alunos com o programa, bem como no desenvolvimento e aplicação de novos métodos de ensino, foram alguns dos pontos fortes mencionados.

Palavras-chave
Saúde Mental Baseada na Comunidade, Desenvolvimento profissional, Aprendizagem interdisciplinar, Aprendizagem intercultural.

O76 Estudo da satisfação no trabalho de licenciados em enfermagem: 2002-2014
Manuela Ferreira, Joana Silva, Jéssica Neves, Diana Costa, Bruno Santos, Soraia Duarte
Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal
Correspondência: Manuela Ferreira (ferreiramanuela75@gmail.com) – Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal

Introdução
O número crescente de enfermeiros licenciados, a redução das oportunidades de emprego no país e as más condições de trabalho/salário, fazem com que muitos licenciados iniciem a sua profissão de enfermagem encontrando-se num contexto menos positivo. Este contexto pode interferir negativamente na satisfação dos enfermeiros no trabalho e nos cuidados de enfermagem prestados. Objetivo: Caracterizar a satisfação no trabalho de licenciados em enfermagem.

Métodos
Este é um estudo descritivo em uma amostra de 141 graduados entre 2002 e 2014 em uma escola de enfermagem da Região Norte de Portugal. A "Escala de Satisfação com o Estatuto Profissional do Enfermeiro" foi criada e validada com base em revisão da literatura. É uma escala Likert de 1 a 5 pontos: 1 – muito insatisfeito e 5 – muito satisfeito. A escala possui cinco dimensões: condições de trabalho, salário, relações interpessoais e realização pessoal e profissional.

Resultados
Concluiu-se que os enfermeiros se sentem mais satisfeitos no trabalho na dimensão relações interpessoais (média = 3,46, DP = 0,60), seguida pelo grau de realização pessoal e profissional (média = 3,37; DP = 0,65) e pela qualidade das condições de trabalho (média = 3,13, DP = 0,51). A dimensão que apresentou menor satisfação no trabalho foi a remuneração (média = 2,85, DP = 0,79).

Conclusões
Os graduados em Enfermagem apresentam valores médios de satisfação no trabalho, mas insatisfação em relação à remuneração. Esta situação de satisfação no trabalho, para pessoas que estão iniciando sua carreira profissional, exige um olhar muito especial da profissão e da sociedade em geral. Também requer a realização de mais estudos de pesquisa para ampliar este estudo, e um estudo mais aprofundado de alguns aspectos relacionados aos menores níveis de satisfação apresentados e à qualidade dos cuidados de enfermagem prestados.

Palavras-chave
satisfação no trabalho, graduados em enfermagem, qualidade dos cuidados de enfermagem

O77 Atitudes dos profissionais de saúde em relação ao aleitamento materno
Sílvia Marques1, Sónia Ramalho2, Isabel Mendes3
1Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, 1749-096 Lisboa, Portugal; 2Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Correspondência: Sílvia Marques (silvimarques@gmail.com) – Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, 1749-096 Lisboa, Portugal

Contexto
O Plano Nacional de Política e Ação para o Aleitamento Materno 2015-2020 reconhece o direito que todas as mães têm de receber informações claras e imparciais para poderem fazer uma escolha totalmente informada sobre como alimentar o seu bebé (OMS, 2015) [1]. Objetivos: Identificar as variáveis sociodemográficas, profissionais e contextuais que influenciam as atitudes dos profissionais de saúde em relação ao aleitamento materno e avaliar a relação entre as atitudes dos profissionais e algumas variáveis sociodemográficas, profissionais e contextuais.

Métodos
Um estudo quantitativo, correlacional e transversal com uma amostra de 122 profissionais de saúde de Portugal. Foi aplicado um questionário sobre dados sociodemográficos, profissionais e contextuais e a “Escala de Atitudes dos Profissionais de Saúde em relação ao Aleitamento Materno” [2].
Profissionais de saúde com idade média de 42,75 anos (dp = 10,2), do sexo feminino (77,9 %), casados ou em união (79,5 %), atuando em Unidade de Saúde da Família (64,8 %). A maioria (88,5 %) não frequentou cursos de formação nesta área. Apresentaram atitude positiva em relação ao aleitamento materno (X = 183,77). Existem diferenças entre as atitudes: a profissão (χ2 = 8,863, p = 0,031), a área de atuação do enfermeiro (U = 24,00, p = 0,026), o tempo de experiência profissional (r = -0,231, p = 0,011) e a frequência de formação dos profissionais de saúde nesta área influenciaram atitudes mais favoráveis.

Conclusões
Este estudo confirma a necessidade de formação específica em aconselhamento sobre aleitamento materno para profissionais de saúde e de implementação de estratégias de promoção reparadas para o apoio ao aleitamento materno.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Política Nacional de Aleitamento Materno e Plano de Ação: 2015-2020. Malta: Direção de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças; 2015.
  2. Marinho C. Os Profissionais de Saúde e o Aleitamento Materno: Um estudo exploratório sobre as atitudes de médicos e enfermeiros [Dissertação]. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada; 2003.

Palavras-chave
Atitudes, profissionais de saúde, aleitamento materno

O78 Continuidade do cuidado de enfermagem à pessoa com diabetes tipo 2
Clarisse Louro¹, Eva Menino¹, Maria Dixe¹, Sara S. Dias¹,²
¹Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; ²Departamento de Saúde Pública & Centro de Estudos de Doenças Crónicas, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, 1169-056 Lisboa, Portugal

Correspondência: Eva Menino (eva.guilherme@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Introdução
A enfermagem tem demonstrado proporcionar continuidade do cuidado e a estrutura necessária para o manejo da doença crônica [1]. A continuidade do cuidado na área da diabetes assume particular importância, uma vez que o autocuidado é um pilar de um tratamento eficaz e requer apoio e supervisão contínuos por parte dos enfermeiros [2]. Objetivo: Avaliar a frequência das intervenções de enfermagem direcionadas à continuidade do cuidado na educação de pessoas com diabetes na atenção primária à saúde.

Métodos
Estudo transversal com 104 enfermeiros, na atenção primária à saúde, utilizando a Escala de Processo de Educação em Diabetes (DEP) [3]. Os resultados foram obtidos por meio de estatística descritiva. Todos os princípios éticos inerentes foram respeitados neste estudo.

Resultados
A amostra intencional incluiu 104 enfermeiros que concordaram em participar do estudo e que atualmente prestam cuidados de enfermagem a clientes com diabetes tipo 2 em unidades de atenção primária à saúde. A amostra tem idade média de 43 anos (DP = 7,5), com idade máxima de 62 anos e mínima de 29 anos, a maioria (95,9 %) do sexo feminino. Os respondentes, em média, desenvolvem tais intervenções com alta frequência, com valor médio de 3,80 (DP = 0,79), (4 corresponde à frequência máxima e 1 à mínima).
Conclusões
Estes enfermeiros, em média, considerando a frequência das intervenções, desenvolveram educação terapêutica respeitando a continuidade dos cuidados. Estas intervenções têm grande importância na promoção do autocuidado para o adequado controle da diabetes.
Referências

  1. Watts SA, Gee J, O’Day ME, Schaub K, Lawrence R, Aron D, Kirsh S. Nurse practitioner‐led multidisciplinary teams to improve chronic illness care: the unique strengths of nurse practitioners applied to shared medical appointments/group visits. Journal of the American Academy of Nurse Practitioners, 2009: 167-172.
  2. Haas L. et al. National standards for diabetes self-management education and support. Diabetes care, 2013, 36.Supplement 1: S100-S108.
  3. Menino EG, Dixe MA, Martins MC. Construction and Validation of “Diabetes Education Process (DEP)” Scale. International Journal of Health and Life-Sciences. 2015: 01-12.
    Palavras-chave
    Intervenção de enfermagem, cuidados de saúde comunitários, Diabetes
    O79 Estigma em relação à doença mental entre futuros profissionais de saúde
    Marina Cordeiro1, Catarina Tomás1, Ana Querido1, Daniel Carvalho1,2, João Gomes1,2
    1 Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2 Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
    Correspondência: Marina Cordeiro (marina.cordeiro@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Introdução
    O estigma em saúde mental ainda é um grande problema da nossa sociedade e representa uma grande fonte de angústia para os doentes. Este tipo de estigma é um fenómeno relativamente comum entre os profissionais de saúde e representa um grande obstáculo à prestação de cuidados de saúde qualitativos. Objetivos: Conhecer o nível de estigma em saúde mental entre estudantes de saúde e conhecer a sua correlação com a prevalência de transtorno mental diagnosticado e contacto com familiar com doença mental, nesta amostra.
    Métodos
    Foi realizado um estudo transversal, descritivo e correlacional. A amostra, selecionada por um método de amostragem não probabilístico por conveniência, é composta por 672 estudantes do ensino superior da área da saúde do distrito de Leiria. Os dados foram recolhidos através de um questionário de autopreenchimento, composto por questões sociodemográficas e pelo Questionário de Atribuição.
    Resultados
    Os níveis de estigma na amostra testada foram baixos a moderados. 33 estudantes têm diagnóstico de transtorno mental, a maioria deles transtorno depressivo (n=23), e 224 estudantes têm contacto com um familiar com doença mental. Não existem diferenças estatisticamente significativas no nível de estigma entre os estudantes que têm diagnóstico de transtorno mental ou têm contacto com familiar com doença mental e aqueles que não têm.
    Conclusões
    Baixo a moderado nível de estigma em estudantes da saúde é um achado semelhante quando comparado a outros estudos nesta área. Estudantes que possuem diagnóstico de transtorno mental ou contato com um parente com transtorno mental apresentam o mesmo nível de estigma quando comparados àqueles que não possuem. Este resultado mostra que a intervenção pedagógica visando reduzir este estigma deve ser uma prioridade no ensino superior em saúde para todos os estudantes.
    Palavras-chave
    Estigma, saúde mental, transtornos mentais
    O80 Trabalhando medos e ansiedades de estudantes de medicina em busca de um cuidado humanizado
    Frederico C. Valim, Joyce O. Costa, Lúcia G. Bernardes
    Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano, Divinópolis – Minas Gerais, 35502-634, Brasil
    Correspondência: Frederico C. Valim (fred.valim@gmail.com) – Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano, Divinópolis – Minas Gerais, 35502-634, Brasil
    Introdução
    O processo de globalização trouxe consigo ansiedade e angústia. Maior acesso e interatividade e o aumento da troca de informações substituem o núcleo da exposição do indivíduo ao medo e ao desconforto. A nova política curricular de educação é favorável a relações médico-paciente mais eficazes e humanas. A humanização pode ser estimulada com abordagens acadêmicas. Nos serviços de apoio psicopedagógico para estudantes de medicina (SAPEM), um dos propósitos é ajudar os acadêmicos a gerenciar o estresse e as frustrações e lidar com questões sociais. Objetivo: Analisar os processos ocorridos no SAPEM e suas possíveis contribuições para a humanização de estudantes de medicina à luz de uma análise reflexiva da literatura.
    Métodos
    Pesquisa qualitativa de entrevistas, experimentos e expressões de estudantes de medicina que foram desenvolvidos em atividades e discussões do SAPEM, registrados de forma sistemática. Uma revisão da literatura sobre conceitos e processos de humanização norteou a análise.
    Resultados
    O desenvolvimento de um indivíduo humanista é um processo complexo, consistindo em experimentos, fatores psicológicos individuais e contextos sociais que influenciam a construção da pessoa "humanizada". Observou-se que os eventos e desafios se tornaram um rico espaço de experiências. Experiências, responsabilidades, ansiedades e sucessos foram desenvolvidos entre os estudantes no contexto, na mente individual ou coletiva.
    Conclusões
    A educação médica envolve um processo em si, gerando medos e ansiedades específicos. O compartilhamento de soluções desenvolvidas pelo SAPEM e pelos estudantes para reduzir o estresse desta fase da vida foi considerado eficaz pelos próprios, reforçando a importância de ter uma abordagem de trabalho do SAPEM.
    Palavras-chave
    Cuidado humanizado, relação médico-paciente, estudante de medicina
    P16 Psicoprofilaxia de pacientes cirúrgicos pediátricos em um hospital universitário
    Helena Prebianchi
    Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, São Paulo, 13086-900, Brasil
    Psicoprofilaxia Cirúrgica ajuda o paciente a lidar e a aliviar sintomas e outros problemas específicos criados por situações de intervenção cirúrgica. Objetivo: conhecer os meios de atuação dos psicólogos hospitalares com pacientes cirúrgicos pediátricos em hospitais-escola, durante o período pré-operatório, bem como as percepções dos médicos cirurgiões sobre a psicoprofilaxia cirúrgica.
    Métodos
    Pesquisa qualitativa, com a participação de seis psicólogos e seis médicos cirurgiões que atuam em hospitais-escola no Brasil. O conteúdo dos depoimentos foi analisado por meio de três etapas sinérgicas: descrição, análise indutiva e análise crítica, e, em seguida, os pontos de convergência foram analisados.
    Resultados
    Tanto a descrição quanto a análise indutiva indicam que as atividades dos psicólogos se referem a consultas pós-cirúrgicas solicitadas pelos médicos e enfermeiros para as crianças operadas. A análise crítica destacou que a clareza que cada profissional tem sobre suas próprias funções e sua capacidade de se comunicar com os colegas são determinantes para a apropriação da ação multiprofissional. A análise de convergência revelou que psicólogos e médicos possuem concepções semelhantes sobre a necessidade de as intervenções terapêuticas envolverem os pais; por outro lado, diferem na concessão de legitimidade ao discurso especializado sobre a profilaxia cirúrgica para pacientes pediátricos.
    Conclusões
    É necessário aumentar a compreensão dos médicos sobre como as ações de psicoprofilaxia cirúrgica no referido hospital podem levar em conta as necessidades e desejos da população atendida e satisfazer os profissionais envolvidos.
    Palavras-chave
    Psicoprofilaxia, crianças, cirurgia
    P17 Desfechos percebidos pelo paciente em fisioterapia – um estudo piloto
    Marlene Cristina Rosa (marlenerosa@ua.pt)
    Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
    Introdução
    As percepções do paciente estão relacionadas a vários desfechos importantes de saúde, sendo determinantes para o sucesso do tratamento e uma consequente contribuição para a evidência em fisioterapia. No entanto, essa informação não tem sido fornecida pela maioria dos estudos em fisioterapia. Objetivo: Descrever os desfechos percebidos pelo paciente em fisioterapia.
    Pacientes em fisioterapia ambulatorial nos serviços de saúde privados e públicos foram incluídos. Dados sociodemográficos (idade, sexo) foram coletados. Ao final do tratamento, foi administrado um questionário com 10 tópicos sobre desfechos da fisioterapia: 3 tópicos sobre função geral (independência nas atividades diárias; mobilidade geral; fadiga e cansaço); 2 tópicos sobre alívio da dor (intensidade da dor; medicação antálgica); 5 tópicos sobre fatores psicossociais (padrão de sono; autoestima e confiança; participação em atividades recreativas; interação com amigos e familiares; participação em atividades físicas). Os pacientes foram solicitados a selecionar no máximo 2 tópicos que haviam melhorado. As frequências dos tópicos selecionados (%) foram relatadas, ou seja, função geral (FG), alívio da dor (AD), fatores psicossociais (FP) e as diferentes combinações entre eles.

Resultados
Setenta pacientes (53,63 anos ± 16,69; 41 do sexo feminino) foram incluídos. Sessenta e três pacientes (90,0%) referiram melhora na função geral, 48 (68,6%) referiram alívio da dor; 15 (21,4%) referiram impacto psicossocial positivo. Além disso, os pacientes relataram melhora simultânea em: AD e FG (N = 39; 55,71%), FG e FP (N = 10; 14,28%) e AD e FP (N = 5; 7,14%).

Conclusões
Na alta da fisioterapia, a melhora na FG é frequentemente percebida pelos pacientes e, na maioria das vezes, combinada com a percepção de alívio da dor. As percepções dos pacientes sobre a melhora psicossocial corroboram o impacto positivo da fisioterapia em uma ampla gama de domínios da vida.

Palavras-chave
Percepções do paciente, fisioterapia, desfechos

P18 Construindo competências para gestores em enfermagem

Narcisa Gonçalves1,2, Maria M. Martins1,2, Paulina Kurcgant3

1Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal; 3Universidade de São Paulo, 05403-000, São Paulo, Brasil

Correspondência: Narcisa Gonçalves (mnarcisa@esenf.pt) – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal

Introdução
O perfil mutável dos profissionais de enfermagem tem sido configurado historicamente em função de um mercado de trabalho dinâmico na saúde, que por sua vez é influenciado pelo contexto econômico, social e cultural. A crescente competitividade das organizações exige uma busca por profissionais de saúde cada vez mais qualificados e capazes. A necessidade de aprimorar habilidades assistenciais, gerenciais, de pesquisa e ensino está sendo gradualmente incorporada nas competências profissionais. Objetivos: Analisar competências expressas por enfermeiros gestores e identificar áreas de necessidade de aprendizagem em gestão.

Métodos
Estudo descritivo de abordagem qualitativa, com 20 entrevistas com enfermeiros gestores analisadas. Seguimos as orientações metodológicas reconhecidas por Bardin (2009) [1].

Resultados
A partir da análise das entrevistas, emergiram as seguintes categorias principais: práticas profissionais; gestão de recursos humanos; desenvolvimento de competências em enfermagem; recursos materiais e de equipamentos; treinamento e desenvolvimento da prática de enfermagem e a melhoria da qualidade. Os resultados apoiam o corpo de conhecimento que reconhece a ampla gama de responsabilidades financeiras, operacionais, clínicas e de recursos humanos do gerente de enfermagem.
Conclusões
Hoje é exigido que o gerente em enfermagem tenha uma combinação de conhecimentos, atitudes e comportamentos que sejam fluidos quando aplicados a diferentes tipos de organizações. Precisamos construir um plano de desenvolvimento profissional para gerentes de enfermagem, que seja ajustado em competências e leve em consideração as dimensões técnica, ético-política, comunicativa e o desenvolvimento da cidadania.
Referências

  1. Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009.
    Palavras-chave
    Gestão em enfermagem, competências, treinamento e desenvolvimento
    P19 Base teórica subjacente à prática de fisioterapia na reabilitação do AVC
    André Vieira (andrevieira@ipcb.pt)
    Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Castelo Branco, 6000-767, Portugal
    Contexto
    Os fundamentos utilizados pelos fisioterapeutas portugueses que apoiam as intervenções na reabilitação do membro superior não são conhecidos. Unir a prática clínica à evidência clínica é um desafio atual. O objetivo deste estudo é conhecer o estado da arte das crenças dos fisioterapeutas na reabilitação dos membros superiores no AVC.
    Métodos
    Um inquérito nacional baseado na web, focado em caracterizar o perfil profissional dos fisioterapeutas de Portugal que trabalham na reabilitação do membro superior de pacientes com AVC, foi realizado em 237 instituições de saúde (n = 462 fisioterapeutas). O período total de recrutamento foi de agosto a dezembro de 2014.
    Resultados
    Um total de 179 fisioterapeutas de 64 localidades diferentes de Portugal continental responderam ao inquérito, resultando numa taxa de resposta aproximada de 38,7 %. Para este estudo, 147 respostas foram elegíveis para análise estatística. A idade média dos respondentes foi de 30,95 (±7,02) anos e tinham em média 6,91 (±6,54) anos de experiência. Para esta amostra, o primeiro objetivo da reabilitação no AVC agudo e crônico foi normalizar o tônus. Em 13 questões sobre fundamentos científicos na reabilitação dos membros superiores pós-AVC, a maioria das respostas em 4 estava em desacordo com a evidência. Apenas 3 questões atingiram um consenso (mais de 90 % de concordância).
    Conclusões
    Os fundamentos para a reabilitação são o espelho da prática clínica em fisioterapia. É difícil encontrar concordância entre esses profissionais, e alguns apresentam elementos contraditórios de acordo com a evidência científica. Parece ser necessário alertar os profissionais e futuros profissionais para intervenções com resultados científicos apoiados.
    Palavras-chave
    Reabilitação do Membro Superior, AVC, base teórica, fisioterapia
    P20 Quando o ciclo de vida termina: a confrontação do enfermeiro com a morte
    Sandrina Bento, Sérgio Deodato, Isabel Rabiais
    Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023, Portugal
    Correspondência: Isabel Rabiais (raby@ics.lisboa.ucp.pt) – Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023, Portugal
    Contexto
    Com a transferência da morte e do morrer do lar para o hospital, no processo de morte hospitalar, os enfermeiros são inevitavelmente confrontados com a morte no seu contexto profissional. Acompanhar alguém no momento da morte pode ser um privilégio e uma oportunidade para dar sentido à vida, mas é também um momento de grande exaustão e sobrecarga emocional. Envolve ter a capacidade de lidar com o sofrimento das pessoas e com as próprias emoções, o que não é nada fácil e para o qual o enfermeiro não foi preparado nem profissional nem naturalmente. Com base nisto, a questão é como pode o enfermeiro desenvolver esta competência emocional e mobilizá-la no contexto dos cuidados, garantindo cuidados de qualidade e uma morte digna aos doentes em fim de vida? Objetivo: Identificar e compreender melhor as estratégias desenvolvidas pelos enfermeiros para lidar com o impacto emocional da morte e do morrer.
    Métodos
    Uma revisão integrativa da literatura com pesquisa na base de dados do Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa e do Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal.
    Resultados
    Racionalização, a situação de negação, avançar, evitação, falsa segurança, identificação projetiva, cessação da relação com o doente, foco nas rotinas e técnica, partilha em equipa, atividades fora do trabalho e estratégias de apoio familiar foram identificadas durante este estudo.
    Conclusões
    A intensa experiência emocional dos cuidados em fim de vida pode gerar uma carga de trabalho e stress desproporcionais com consequências negativas, pelo que é importante que os enfermeiros desenvolvam estratégias que os ajudem a lidar com estas experiências e a manter a sua saúde emocional e espiritual.
    Palavras-chave
    Enfermeiro, fim de vida, cuidados, emoções
    P21 Opinião dos estudantes de enfermagem sobre a relação de supervisão durante a sua primeira experiência clínica
    Laura Reis (laurareis@esenf.pt)
    Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
    Contexto
    O primeiro contacto com a realidade clínica tem sempre um forte impacto nos estudantes, na medida em que é a partir deste momento que as práticas desenvolvidas começam a ganhar significado. No contexto da relação que se estabelece entre o supervisor clínico e o estudante, é essencial que a interação pedagógica seja revestida, baseando-se numa relação de ajuda num ambiente de confiança e abertura, impulsionando assim o seu crescimento pessoal e profissional. Objetivo: Identificar as competências que os Estudantes de Enfermagem mais valorizam relacionadas com a relação supervisor-estudante.
    Métodos
    Escolhemos um estudo etnográfico no âmbito do paradigma qualitativo, numa abordagem longitudinal de acordo com a lógica do estudo de caso. Como técnica de coleta de dados, utilizamos as observações dos participantes e entrevistas semiestruturadas. O estudo foi realizado por uma turma do 2º ano de um Curso de Enfermagem numa Faculdade de Enfermagem Portuguesa que estava a passar pela sua primeira experiência clínica em contexto hospitalar: 10 semanas em medicina interna e 10 semanas em cirurgia geral.

Resultados

De acordo com a perspetiva dos estudantes, a relação de supervisão estabelecida divergiu em relação ao contexto clínico. Considera-se que no contexto da medicina, ao contrário do contexto da cirurgia, a relação de supervisão favoreceu uma relação de ajuda, escuta, confiança, respeito, compromisso, acessibilidade e desenvolvimento de diferentes áreas de saber-fazer.

Conclusões

Constataram-se que os estudantes valorizaram fundamentalmente os supervisores clínicos que possuíam competências relacionais e socioafetivas, e que foram capazes de proporcionar o desenvolvimento de afeto positivo.

Palavras-chave

Estudante de Enfermagem, educação clínica, processo de supervisão

P22 Laboratório Relacional de Enfermagem: Projeto pedagógico, dialógico e crítico

Ana Torres1, Sérgio Soares1, Margarida Ferreira1, Pedro Graça2

1Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal; 2Academia de Teatro, 4465-095 S. Mamede de Infesta, Portugal

Correspondência: Sérgio Soares (sergiosoares@ua.pt) – Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal

O desenvolvimento de competências relacionais é um processo complexo e exigente. Para a introdução de novas estratégias de ensino e aprendizagem no Curso de Licenciatura em Enfermagem, foi desenvolvido o Laboratório Relacional de Enfermagem com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian: trata-se de um projeto pedagógico, dialógico e crítico, utilizando a língua gestual, o teatro e a análise das emoções para desenvolver competências relacionais. Visa incentivar o desenvolvimento de competências relacionais dos estudantes através de uma ação pedagógica ativa e comunicação interacional.

Metodologia de investigação-ação em que os atores são 42 alunos do 1º ano. Sessões de autoscopia para perceber competências relacionais. Utilização de um grupo de controlo. Análise descritiva e conteúdo da autoscopia e instrumentos: Inventário de Relações Interpessoais; Termómetros emocionais, Questionário de Saúde do Paciente, Questionário de Assertividade e Escala de Autoeficácia Percebida.

Os alunos assinaram uma "Carta de Compromisso" para defender os princípios éticos da investigação. A primeira autoscopia foi analisada à luz de uma grelha definida. Existem diferenças entre a autoscopia dos alunos do grupo de controlo e aqueles que iniciaram o primeiro ano do curso. Implementaram também eficazmente um quadro de atividades conceptuais e, procuraram outras experiências semelhantes com uma visita à Manchester Metropolitan University.
Para Abreu (2001), as habilidades de uma pessoa não são inatas nem estáticas, mas possuem um forte toque pessoal e progridem ao longo das experiências que ocorrem no período formativo, em comparação com os outros e consigo mesmo, com a expectativa de que os alunos desenvolvam habilidades técnicas e científicas e habilidades relacionais.

Palavras-chave
Habilidades de relação e comunicação, língua de sinais, análise de emoções faciais, atuação

P23 Satisfação profissional de biociêntistas em um hospital de Lisboa
Céu Leitão, Renato Abreu, Fernando Bellém, Ana Almeida, Edna Ribeiro-Varandas, Ana Tavares
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, 1990-096 Lisboa, Portugal
Correspondência: Céu Leitão (mcleitao@estesl.ipl.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, 1990-096 Lisboa, Portugal

A satisfação profissional é um fenômeno importante devido à sua influência nos recursos mentais humanos e na saúde física, nas suas atitudes e no seu comportamento, tanto profissional quanto social. O objetivo deste estudo é avaliar o nível real de satisfação profissional de biociêntistas que trabalham em um hospital de Lisboa.

Foi utilizado um questionário modificado que permitiu a coleta de dados para cada sujeito, destinado a caracterizar a amostra, ordenar as oito dimensões da satisfação profissional, bem como determinar seus níveis por meio de uma escala de satisfação. Foi realizada uma análise estatística por métodos descritivos, teste de Friedman, teste t de Student para amostras independentes e ANOVA de uma via.

Em uma amostra de 30 técnicos (25,42% da população-alvo), a dimensão mais importante foi Status/Prestígio (7,12) e a menos importante foi Remuneração (3,12). A satisfação global mostra que eles não estão nem satisfeitos nem insatisfeitos, embora a dimensão Relação Profissional-Paciente tenha apresentado melhores resultados, em oposição à Remuneração, que teve o pior resultado.

O estudo concluiu que o nível de satisfação profissional da amostra não é afetado por gênero, qualificações, anos de experiência técnica e remuneração. Os resultados revelam um estado de acomodação e falta de interesse em relação ao trabalho, o que pode ser consequência da estagnação atual em suas carreiras. A replicação deste estudo em outras instituições públicas e privadas é da maior relevância, a fim de obter resultados representativos sobre a satisfação profissional dos biociêntistas a nível nacional.

Palavras-chave
Avaliação, Satisfação profissional, Motivação

P24 Perfil sociodemográfico e profissional dos enfermeiros e sua relação com a importância da família nas práticas de enfermagem
João G. Frade, Carolina Henriques, Eva Menino, Clarisse Louro, Célia Jordão
Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: João G. Frade (joao.frade@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Introdução
A enfermagem de saúde familiar tem sido influenciada por muitas variáveis que derivam de eventos históricos e atuais na sociedade e na profissão de enfermagem. Nessas variáveis estão incluídas questões relacionadas com a teoria, prática, educação e pesquisa em enfermagem [1]. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar a relação entre a importância da família nos cuidados de enfermagem e as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros.
Métodos
Estudo descritivo e correlacional de enfermeiros portugueses, através do questionário sobre a importância da família nos cuidados de enfermagem (Importância da Família nos Cuidados de Enfermagem - Atitude dos Enfermeiros, IFCE-AE). Os resultados foram obtidos utilizando testes estatísticos não paramétricos.
Resultados
Os respondentes foram 71 enfermeiros com idades entre 22 e 58 anos. A importância atribuída à família pelos enfermeiros inquiridos não variou com a idade (r = 0,181; p = 0,789) nem com a escolaridade (p = 0,190) ou com a especialidade dos enfermeiros (p = 0,963). Os enfermeiros de saúde infantil e pediátrica atribuíram maior importância à família (s = 18,5), e os enfermeiros de saúde mental foram os que atribuíram a menor (s = 9,25). Além disso, a ênfase na família não foi associada à categoria profissional (p = 0,963), ao tempo de exercício profissional (r = 0,231; p = 0,870), nem ao contexto da prestação de cuidados (p = 0,520). Embora os enfermeiros de cuidados de saúde primários (s = 30,23) tenham atribuído maior importância à presença da família do que os enfermeiros de cuidados de saúde diferenciados (s = 26,32).
Conclusões
As características sociodemográficas e profissionais avaliadas não foram associadas à importância que os enfermeiros atribuem à família.
Referências

  1. Kaakinen, Joanna Rowe, et al. Enfermagem de saúde familiar: Teoria, prática e pesquisa. USA: FA Davis, 2014.
    Palavras-chave
    Família, cuidados de enfermagem, cuidados de saúde
    P25 Satisfação profissional de enfermeiros de reabilitação
    Sofia Neco1, Carminda Morais2, Pedro Ferreira2
    1Hospital Santa Maria Maior de Barcelos, 4754-909 Barcelos, Portugal; 2Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal
    Correspondência: Sofia Neco (sofia3rrr@hotmail.com) – Hospital Santa Maria Maior de Barcelos, 4754-909 Barcelos, Portugal
    Introdução
    A satisfação profissional na enfermagem constitui um índice da qualidade dos cuidados prestados aos pacientes, e da avaliação do desempenho das organizações, sendo de particular relevância o estudo da satisfação dos enfermeiros de reabilitação no contexto das renovações nos serviços de saúde. Objetivo: Conhecer os fatores condicionantes (positivos e negativos) da satisfação; estudar a influência da área de cuidados prestados na satisfação profissional; e analisar a influência das características sociodemográficas e profissionais nas perceções de satisfação profissional.
    Métodos
    Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório, descritivo e correlacional. A amostra é constituída por 60 enfermeiros, exercendo funções em hospitais (47) e em ACES (13). Para a coleta de dados, foi utilizado o Instrumento de Avaliação da Satisfação Profissional (IASP, 5ª versão).

Resultados
Não foram encontradas diferenças significativas quanto à satisfação profissional dos enfermeiros, de acordo com a categoria profissional, entre enfermeiros especialistas e enfermeiros que, sendo habilitados com a especialidade, não acederam a esta categoria. Os homens foram os que apresentaram maior satisfação, principalmente na escala de qualidade do local de trabalho (t = -2,26, p < 0,05), e particularmente nas subescalas de política de recursos humanos (t = 2,24, p < 0,05) e moral (t = -2,23, p < 0,05). Além disso, os enfermeiros do CSP também estavam mais satisfeitos com a melhoria na qualidade do cuidado (F(2, 46) = 4,99, p < 0,01). O não reconhecimento da educação especializada e a subutilização das suas competências emergiram como fatores de insatisfação, a partir das questões abertas.

Conclusões
Estes resultados apontam para um investimento na rentabilidade/reconhecimento da educação, atravessado pela desconstrução das disparidades de género.

Palavras-chave
Enfermeiros de reabilitação, Satisfação profissional, cuidados de saúde

P26 A pessoa que vive com um estoma: a formalização do conhecimento em enfermagem
Carla R. Silva1,2, Alice Brito2, Antónia Silva2
1Universidade Católica Portuguesa/Porto, 4202-401 Porto, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
Correspondência: Carla R. Silva (enf_carlasilva@hotmail.com) – Universidade Católica Portuguesa/Porto, 4202-401 Porto, Portugal

Contexto
Os Sistemas de Informação em Enfermagem são o suporte da documentação de enfermagem e constituem repositórios de dados capazes de serem utilizados como matéria-prima para a formalização do conhecimento em enfermagem. O Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE), possui um formato eletrónico que integra a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) e permite aos enfermeiros documentar o seu processo de tomada de decisão em diferentes níveis de cuidados. Objetivos: Identificar e especificar diagnósticos de enfermagem que descrevem as necessidades e as intervenções de enfermagem que respondem às necessidades das pessoas com estoma, bem como especificar uma relação de integridade referencial entre eles.

Métodos
Com base num estudo de natureza exploratória, foi realizada a análise de conteúdo das personalizações nacionais ativas no SAPE em dezembro de 2011, posteriormente validadas por dois especialistas. O resultado final foi submetido a um grupo focal.

Resultados
Noventa e quatro (94) diagnósticos e 165 intervenções de enfermagem foram obtidos, bem como 323 ligações entre diagnósticos e intervenções de enfermagem relacionadas com a pessoa que vive com um estoma. Os diagnósticos documentados pelos enfermeiros têm como foco de enfermagem o conhecimento e a capacidade e, por vezes, careciam de integridade referencial entre estes e as intervenções de enfermagem.

Conclusões
Esta análise contribui para a sistematização do conhecimento relacionado ao assunto e, portanto, para a formalização desse conhecimento, possibilitando a futura construção de um Modelo Clínico Detalhado de Enfermagem relacionado à pessoa que vive com um estoma.
Palavras-chave
Enfermagem, Sistemas de Informação, Estoma, Formalização do conhecimento, Modelo Clínico Detalhado
P27 Validação das versões portuguesas das ferramentas de percepção de aprendizagem e satisfação do aluno com simulação de estudantes de enfermagem
Hugo Duarte, Maria Dos Anjos Dixe, Pedro Sousa
Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Hugo Duarte (hugoduarte2009@gmail.com) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
Uma das novas metodologias aplicadas ao ensino de enfermagem é a Simulação de Alta Fidelidade (SAF). Esse tipo de simulação permite que os estudantes de enfermagem desenvolvam sua prática clínica utilizando simuladores tecnológicos e sofisticados. Investigações recentes têm estudado a importância da SAF, por meio do nível de percepção de aprendizagem e de satisfação dos estudantes. Devido à falta de instrumentos em português, sentimos a necessidade de traduzir e validar duas escalas de avaliação da SAF. Objetivos: Traduzir, validar transculturalmente e analisar as características psicométricas de dois instrumentos: “Percepções de Aprendizagem dos Estudantes de Enfermagem usando um Simulador de Paciente Humano de Alta Fidelidade” e a “Ferramenta de Satisfação do Aprendiz com a Simulação”.
Métodos
Uma tradução linguística e cultural foi realizada com 139 estudantes portugueses de enfermagem. Foram realizadas análise de confiabilidade de consistência interna e análise fatorial exploratória.
Resultados
A Escala de Percepção de Aprendizagem dos Estudantes de Enfermagem sobre a SAF (EPAE-SAF) apresenta um Alfa de Cronbach de 0,942 e a Escala de Satisfação dos Estudantes de Enfermagem sobre a SAF (ESE-SAF) de 0,969. Os valores de correlação de cada item com a EPAE-SAF são superiores a 0,507, e da ESE-SAF superiores a 0,633. A EPAE-SAF mostra uma análise fatorial satisfatória, com estrutura unifatorial, e a ESE-SAF revelou dois fatores – Utilidade da Simulação (α = 0,956) e Funcionalidade da Simulação (α = 0,912).
Conclusões
As versões portuguesas de ambas as escalas são psicometricamente confiáveis, transculturalmente válidas e instrumentos de medida úteis para avaliar o impacto da Simulação de Alta Fidelidade em estudantes de enfermagem.
Palavras-chave
Estudos de validação, estudantes de enfermagem, Simulação de Alta Fidelidade, satisfação pessoal, percepção de aprendizagem
P28 Conhecimento percebido dos fisioterapeutas sobre tecnologias para registros eletrônicos de saúde em fisioterapia
Gabriela Postolache1, Raul Oliveira2, Isabel Moreira3, Luísa Pedro4, Sónia Vicente5, Samuel Domingos6, Octavian Postolache6
1Instituto de Medicina Molecular, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 2Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal; 3Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4200-319 Porto, Portugal; 4Escola Superior de Tecnologias da Saúde, Instituto Politécnico de Lisboa, 1990-096 Lisboa, Portugal; 5Escola Superior de Saúde, Universidade Atlântica, 2745-615 Barcarena, Portugal; 6Instituto de Telecomunicações, Lisboa, 1049-001, Portugal
Correspondência: Gabriela Postolache (pgpostolache@gmail.com) – Instituto de Medicina Molecular, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal

Introdução
Na última década, a quantidade de evidências aumentou indicando que o treinamento e a educação das partes interessadas são fundamentais para a adoção bem-sucedida de registros eletrônicos de saúde (RES). Além disso, foi demonstrado que a disponibilidade de suporte técnico e de treinamento durante a implementação inicial é essencial. Objetivo: Investigamos o conhecimento percebido sobre RES e a motivação para a adoção de RES na prática da fisioterapia.

Métodos
Um estudo transversal foi conduzido utilizando um questionário desenvolvido com 27 perguntas. Entre as variáveis estudadas estavam: conhecimento percebido de tecnologias para registros eletrônicos de saúde, número de sessões de treinamento para adoção de RES, motivação relacionada à adoção de RES.

Resultados
Uma amostra aleatória de 180 fisioterapeutas [média(DP) idade: 34,7(±10,3); 70,0% sexo feminino; média e amplitude de anos de prática: 11,5 (1-40)] de Portugal foi pesquisada. O conhecimento percebido de tecnologias para RES foi baixo e muito baixo para a maioria dos fisioterapeutas (72,2%). Além disso, a maioria dos fisioterapeutas (75,0%) relatou não ter recebido nenhum treinamento relacionado a tecnologias para RES na fisioterapia. A falta de treinamento relacionado a tecnologias para RES foi percebida pela maioria dos fisioterapeutas (82,2%) como uma barreira importante para a adoção de RES na fisioterapia. 75,0% dos fisioterapeutas (74,1% com idade ≤ 40 anos) relataram alta motivação para aprender sobre tecnologias relacionadas a RES para fisioterapia.

Conclusões
Os achados indicam que, de modo geral, as necessidades dos fisioterapeutas relacionadas ao treinamento em tecnologias para RES na fisioterapia não são atendidas. Fisioterapeutas com experiência em informática podem ajudar a projetar sistemas de RES que atendam às necessidades da fisioterapia e avaliar rigorosamente em que medida essas tecnologias melhoram o cuidado.

Palavras-chave
Treinamento, fisioterapeutas, registros eletrônicos de saúde

P29 Qualidade de vida e atividade física de estudantes de graduação em medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina, Brasil
Darlen Silva1, João G. Filho1, Nazare Nazario1, Marcia Kretzer1, Dulcineia Schneider2
1Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil; 2Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 88040-900 Brasil
Correspondência: Darlen Silva (darlendj@hotmail.com) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil

Introdução

A presença de estressores na formação médica interfere na qualidade de vida. A atividade física melhora a qualidade de vida geral das pessoas. As exigências de aprendizado de um curso de medicina podem interferir nos hábitos saudáveis e, consequentemente, na qualidade de vida do estudante. Objetivo: Analisar a relação entre os níveis de atividade física e a qualidade de vida de estudantes de graduação em Medicina.

Métodos

Estudo transversal, realizado na Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Brasil, com alunos do 1º e 6º ano do curso de medicina. Os dados foram coletados de março a julho de 2014, utilizando os instrumentos WHOQOL-bref e, para atividade física, o IPAQ. Análise no SPSS 18.0, comparada às médias pelo teste T, com p ≤ 0,05 e intervalo de confiança de 95%. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UNISUL.

Resultados

Cento e dezenove (119) estudantes de medicina participaram do estudo, sendo 72,30% do sexo feminino, entre 17 e 34 anos de idade, 87,40% solteiros. Em termos de atividade física, 36,10% eram ativos e 34,50% esporadicamente ativos. Melhor qualidade de vida social (60,40) e pior (63,76) psicológica. Os alunos do último ano apresentaram melhor qualidade de vida no domínio meio ambiente (p = 0,035). Os muito ativos apresentaram melhores escores de qualidade de vida em todos os domínios, sem significância estatística. Os sedentários apresentaram a menor média de qualidade de vida social.

Conclusões

Ao associarmos o padrão de atividade física com os diversos domínios da qualidade de vida, destaca-se que os indivíduos classificados como “Muito Ativos” apresentam melhores médias de escores de qualidade de vida em todos os domínios.

Palavras-chave

Qualidade de vida, atividade física, estudantes de medicina

P30 As competências curriculares para o ensino da tomada de decisão em um Curso de Licenciatura em Enfermagem

Fátima M. Marques (fmarques@esel.pt)

Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, 1700-063, Portugal

Introdução

Para que um estudante de enfermagem se torne um profissional qualificado, necessita de um conjunto diversificado de competências, onde a tomada de decisão é a pedra angular do cuidado de enfermagem. O ensino de competências deve estruturar o currículo de modo que este seja centrado na aquisição de competências. Objetivo: Identificar as competências curriculares para o ensino da tomada de decisão em um Curso de Licenciatura em Enfermagem de uma escola de Lisboa.

Métodos

Estudo exploratório de natureza qualitativa, realizado com coleta de dados por meio de entrevistas com professores e análise documental do currículo. Os critérios de inclusão para os 10 participantes foram: ser membro do grupo concebedor do plano de estudos da escola, ter experiência como professor do Curso de Licenciatura em Enfermagem da escola e ser regente de disciplina no Curso de Licenciatura em Enfermagem da escola. Para análise dos resultados, utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin. Foram garantidos o anonimato e a confidencialidade dos resultados.
A ordem das competências estruturais do currículo analisado (currículo e discurso do professor) começa com a categoria ‘considerar o conhecimento como um recurso a ser mobilizado’, ‘trabalhar através de problemas’ e termina na categoria de ‘orientação para uma menor compartimentalização disciplinar’.
Conclusões
O currículo parece estar focado no conhecimento e no pensamento crítico que apoiam a tomada de decisão eficaz. No entanto, a estrutura do curso pode atenuar o desenvolvimento da aprendizagem da tomada de decisão no processo de cuidado.
Palavras-chave
Competências curriculares, tomada de decisão, curso de enfermagem
P31 Efeito da mobilização dos enfermeiros na satisfação no trabalho e na rotatividade: Um estudo empírico no ambiente hospitalar
Pedro Parreira1, Carla Carvalho2, Lisete M. Mónico2, Carlos Pinto2, Sara Vicente1, São João Breda2
1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Correspondência: Pedro Parreira (parreira@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Contexto
As organizações de saúde são caracterizadas por um ambiente de trabalho complexo, sendo influenciadas pelo comportamento daqueles que ali trabalham. As estratégias de gestão desempenham um papel fundamental na gestão de recursos humanos, nomeadamente nos comportamentos de mobilização que podem promover a satisfação no trabalho e diminuir a rotatividade. Objetivo: Analisar se a mobilização dos enfermeiros no trabalho (colaboração; melhoria; lealdade organizacional; participação na vida cívica) influencia a satisfação no trabalho e a rotatividade.
Métodos
Amostra: 338 enfermeiros de um hospital público (média = 38,63 anos; 79,2 % do sexo feminino). Medidas: I) Comportamentos no trabalho [1]: F1-participação na vida cívica, F2-Colaboração; F3-Lealdade organizacional (37,58 %, 10,10 % e 8,75 % de variância explicada, respetivamente); II) Satisfação no trabalho [2] – unidimensional, 76,10 % de variância explicada; e III) Rotatividade [3]- unidimensional (67,90 % de variância explicada). Todas as escalas apresentaram boas propriedades psicométricas.
Resultados
O modelo de regressão ajustado dos comportamentos no trabalho explicou 20 % da satisfação geral e apenas 3 % da rotatividade. A lealdade organizacional (β = 0,29) e a participação na vida cívica (β = 0,18) foram preditores da satisfação no trabalho. A colaboração não foi um preditor significativo (p > 0,05). A lealdade organizacional previu negativamente a rotatividade (β = -0,12).
Conclusões
Os resultados contribuem para as melhores práticas e melhorias na qualidade dos cuidados de enfermagem. É importante olhar para a gestão de recursos humanos tendo em conta o seu papel ativo, o seu envolvimento no trabalho e o seu compromisso com a organização. Isso parece aumentar a satisfação no trabalho e diminuir a rotatividade. A mobilização dos enfermeiros no trabalho parece melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e a segurança dos pacientes.
Referências

  1. Tremblay M, Wils T, Guay P. O engajamento organizacional e os comportamentos discricionários: A influência das práticas de gestão de recursos humanos. Anais do 11° Congresso da Associação Francófona de Gestão de Recursos Humanos. Paris. 2000.
  2. Brayfield AH, Rothe HF. Um índice de satisfação no trabalho. Journal of Applied Psychology. 1951; 35: 307-311.
  3. Meyer JP, Allen NJ, Smith CA. Comprometimento com a organização e a ocupação: extensão e teste de uma conceituação de três componentes. Journal of Applied Psychology. 1993; 78(4): 538-551.
    Palavras-chave
    Comportamentos de mobilização, satisfação no trabalho, rotatividade, enfermagem, recursos humanos
    P32 Habilidades empreendedoras de estudantes do ensino superior politécnico em Portugal: Influências empresariais
    José H. Gomes, Rosa Melo, Pedro Parreira, Anabela Salgueiro, João Graveto, Marina Vaquinhas, Amélia Castilho
    Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851, Portugal
    Correspondência: José H. Gomes (herminio@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
    Introdução
    A maioria das ideias empreendedoras não surge pronta ou acabada. Qualquer oportunidade de negócio precisa ser desenvolvida e aprimorada ao longo do processo empresarial. As instituições de ensino podem facilitar a capacidade dos estudantes de empreender, identificar e construir oportunidades de negócio, aprimorando seus conhecimentos e experiências formativas ao longo do processo de aprendizagem. Objetivo: Avaliar as influências empresariais na capacidade empreendedora dos estudantes do Politécnico.
    Métodos
    Estudo quantitativo correlacional, realizado com 1.604 estudantes de 18 instituições do Politécnico de Portugal.
    A coleta de dados ocorreu entre julho e novembro de 2015, com um questionário para avaliar o perfil empreendedor, o Índice de Empreendedorismo de Carland (CEI) e variáveis sociodemográficas dos estudantes.
    Resultados
    Encontramos quatro fatores empresariais que influenciam o empreendedorismo: "disponibilidade de fundos" (4,13, DP = 0,67); "Ter clientes estáveis e incentivos" (3,99, DP = 0,58); "Instabilidade social e econômica" (3,08, DP = 1,17) e "Oportunidades no setor e área de residência" (3,36, DP = 1,05). Em uma escala variando entre 1 e 5, obtivemos uma pontuação geral de 3,86 (DP = 0,55) para as influências corporativas no empreendedorismo.
    Conclusões
    Para os estudantes, as influências empreendedoras são importantes, com um maior sentimento de medo em relação à instabilidade econômica, reforçando a necessidade de mais treinamento e investimento acadêmico em negócios.
    Palavras-chave
    Empreendedorismo, capacidade, estudantes, influências
    P33 Projeto e avaliação de módulos de e-learning para Farmacologia
    Ângelo Jesus1, Nuno Duarte1,2, José C. Lopes1,3, Hélder Nunes1,4, Agostinho Cruz1
    1Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Farmácia Outeiro do Linho, 4440-762 Valongo, Portugal; 3Hospital Militar Regional n.°1, Porto, 4150-113, Portugal; 4Centro Hospitalar do Porto, 4099-001 Porto, Portugal
    Correspondência: Ângelo Jesus (acj@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal

Contexto
O Ensino e a Aprendizagem por meio de plataformas de aprendizagem baseadas na web é um método complementar às abordagens convencionais de ensino e aprendizagem, que tem o potencial de proporcionar experiências de aprendizagem significativas. O estudo da Farmacologia na Licenciatura em Farmácia da Escola Superior de Tecnologia da Saúde é normalmente ministrado presencialmente. Com este artigo, pretendemos descrever uma abordagem online para o ensino desta disciplina. Objetivos: Desenvolver e avaliar dois módulos de e-learning para o ensino de Farmacologia.

Métodos
Utilizando o Modelo MIPO para design instrucional, o Moodle como LMS e software comercial, desenvolvemos vários objetos de aprendizagem que fazem parte de dois módulos diferentes de Farmacologia. Os módulos foram oferecidos como formação obrigatória para os alunos do terceiro ano. A retenção de conhecimento foi avaliada 10 semanas depois, num exame escrito.

Resultados
Dois módulos e cinco aulas foram desenvolvidos. A garantia de qualidade foi avaliada pelo Questionário de Ambiente de Aprendizagem Baseado na Web. Os alunos inscreveram-se em ambos os módulos e envolveram-se profundamente nas atividades e conteúdos de aprendizagem. Todos os alunos tiveram um bom desempenho nos questionários online. Após 10 semanas, a retenção de conhecimento foi analisada através de um teste escrito. Os alunos foram agrupados de acordo com o seu aproveitamento final na disciplina. Alunos com notas de aproveitamento alto e médio mostraram maior retenção de conhecimento do que outros grupos. Não houve diferença entre géneros.

Conclusões
Um ambiente online foi concebido e implementado com sucesso para complementar o ensino de Farmacologia. A retenção de conhecimento não parece estar associada à mudança de paradigma para a aprendizagem online, mas está provavelmente relacionada com características dos alunos ou motivações para a aprendizagem.

Palavras-chave
Educação a Distância, Tecnologia Educacional, Cursos Online, Instrução Baseada na Web, Design Instrucional, Farmacologia

P34 Perspectiva de enfermeiros envolvidos num estudo de investigação-ação sobre as mudanças observadas na prestação de cuidados: resultados de um grupo focal
Anabela Salgueiro-Oliveira1, Pedro Parreira1, Marta L. Basto1, Luciene M. Braga2
1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Universidade Federal de Viçosa, Viçosa - Minas Gerais, 36570-900, Brasil
Correspondência: Anabela Salgueiro-Oliveira (anabela@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
De acordo com o Modelo de Eficácia do Papel da Enfermagem, os componentes estruturais (enfermeiros, pacientes, variáveis organizacionais) podem influenciar direta ou indiretamente os resultados do cuidado através do processo (ações desenvolvidas pelos enfermeiros). Objetivos: Identificar as mudanças que, na perspectiva dos enfermeiros, ocorreram durante a prestação de cuidados a pacientes com cateteres venosos periféricos (CVP) entre a primeira e a segunda fase do estudo de Pesquisa-Ação (PA), e os componentes que influenciaram essas mudanças.
Métodos
Durante a segunda fase do estudo de PA (dezembro de 2011), foi realizado um grupo focal composto por seis enfermeiros em uma unidade de medicina de um hospital central. Foi utilizado um roteiro com seis perguntas abertas. Todos os procedimentos éticos foram seguidos.
Resultados
Foram identificadas mudanças positivas na prestação de cuidados de enfermagem a pacientes com CVP relacionadas ao tipo de curativo utilizado, monitoramento do paciente, cuidados assépticos e taxa de infusão. Os enfermeiros acreditaram que algumas variáveis do componente organizacional influenciaram essas mudanças, como a centralização do material utilizado para cateterização ou a disponibilidade de materiais, como curativos transparentes. Os enfermeiros também valorizaram os seguintes aspectos: conhecimento dos resultados da pesquisa da primeira fase; sessões de treinamento sobre o tema; e, acima de tudo, o engajamento dos enfermeiros ao longo do processo de mudança na prestação de cuidados.
Conclusões
Considerando o modelo de análise utilizado, constatamos que as mudanças identificadas no cuidado de enfermagem resultaram de diversos fatores, sendo o engajamento dos próprios profissionais no processo de mudança considerado um aspecto-chave.
Palavras-chave
Modelo de Eficácia do Papel da Enfermagem, cuidado de enfermagem, cateteres venosos periféricos
P35 Uso de feedback entre pares por estudantes de enfermagem durante o treinamento clínico: percepção do professor
António Ferreira1, Beatriz Araújo2, José M. Alves2, Margarida Ferreira1, Maribel Carvalhais1, Marilene Silva3, Sónia Novais4
1Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal; 2Universidade Católica Portuguesa, Porto, 4202-401, Portugal; 3Unidade de Saúde Familiar - Espaço Saúde, Porto, 4100-503, Portugal; 4Administração Regional de Saúde do Norte, Porto, 4000-447, Portugal
Correspondência: António Ferreira (ferreira.esecvpoa@gmail.com) – Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal
O feedback entre pares no campo do ensino superior tem sido definido como um processo vantajoso no desenvolvimento de habilidades interpessoais, melhorando os resultados de aprendizagem dos estudantes, refletidos nas competências profissionais a serem adquiridas. A implementação do feedback entre pares gera por si só um conjunto de dinâmicas individuais e de grupo, envolvendo ativamente estudantes e professores nesta metodologia, que simultaneamente atinge o propósito avaliativo e de aprendizagem.
Através de uma abordagem qualitativa utilizando o método de grupos focais, este estudo tem como objetivo apresentar a perceção dos professores sobre o conceito de feedback entre pares, a sua aplicabilidade no contexto de formação clínica em enfermagem, a sua influência na aquisição de competências pelos estudantes, e os pontos fortes e ameaças durante a implementação.
A perceção do feedback entre pares é descrita por professores (n = 8) envolvidos num grupo focal, que estabeleceu diretrizes para a realização de um projeto de investigação-ação participativa na formação clínica em enfermagem.
Concluímos que o feedback entre pares é um processo complexo que contribui para o aumento da responsabilidade dos estudantes, mas também dos professores, numa abordagem colaborativa e integradora da aprendizagem e da sua avaliação. É evidente que a preparação e o planeamento da implementação são fundamentais, sugerindo que o feedback entre pares contribuirá positivamente para o desenvolvimento dos estudantes, como a aprendizagem autodirigida e autorregulada, o pensamento crítico e reflexivo, a capacidade de autoavaliação, a tomada de decisão, o envolvimento, a responsabilidade e a autonomia.
Palavras-chave
feedback entre pares, aprendizagem, competências, perceção dos professores, enfermagem
P36 O que há de novo nas recomendações para aspiração endotraqueal
Ana S. Sousa1,2, Cândida Ferrito3
1Universidade Católica Portuguesa, Porto, 4202-401, Portugal; 2Centro Hospitalar De São João, E.P.E., Porto, 4200–319, Portugal; 3Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal
Correspondência: Ana S. Sousa (sabrinasousa72@hotmail.com) – Universidade Católica Portuguesa, Porto, 4202-401, Portugal
Introdução
Os doentes críticos intubados necessitam inevitavelmente de aspiração endotraqueal. Existem inúmeras complicações associadas a este procedimento, incluindo hipoxemia, atelectasia, trauma tecidual, hipertensão, colonização microbiana e broncospasmo. As melhores práticas podem reduzir os eventos adversos relacionados com a aspiração endotraqueal. Objetivo: O objetivo deste estudo é descrever as recomendações para aspiração endotraqueal em doentes adultos sob ventilação mecânica.
Métodos
Uma revisão integrativa. A pesquisa foi realizada na B-on, PUBMED e RCAAP entre 28 e 30 de dezembro de 2015, incluindo diretrizes e artigos originais dos últimos 5 anos. Foram encontrados 534 documentos e, após análise do resumo e da qualidade metodológica, cinco documentos foram selecionados. Os dados foram compilados numa tabela quanto ao grau de evidência, aceitação e aplicabilidade.
Resultados
Evidência forte foi encontrada nas seguintes recomendações: aspirar apenas quando necessário, pré-oxigenar antes do evento de aspiração, usar um cateter de aspiração com metade do tamanho do lúmen do tubo endotraqueal, usar a pressão de aspiração mais baixa possível, aspiração superficial, evitar instilação de soro fisiológico, usar técnica estéril, evitar a desconexão do ventilador, usar aspiração fechada quando houver FiO2 ou PEEP elevados ou risco de desrecrutamento pulmonar, duração da aspiração inferior a 15 segundos e monitorização.
Conclusões
Eventos adversos relacionados à aspiração endotraqueal são frequentes e podem ser reduzidos pela implementação de diretrizes de prática. Os enfermeiros precisam ter conhecimento das melhores evidências atuais para tomar decisões informadas. Esta revisão pretende ser um passo em direção a uma prática mais segura.
Palavras-chave
UTI, Aspiração endotraqueal, Recomendações de boas práticas, Instilação de soro fisiológico, Aspiração aberta, Aspiração fechada
P37 Avaliação da satisfação dos enfermeiros da Região Centro de Portugal
Pedro L. Ferreira1, Alexandre Rodrigues2, Margarida Ferreira3, Isabel Oliveira4
1Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal; 2Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal; 4Ordem dos Enfermeiros da zona Centro, Coimbra, 3000-076, Portugal
Correspondência: Isabel Oliveira (ijoliveira@sapo.pt) – Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal
Introdução
As mudanças ocorridas no trabalho nas últimas décadas consomem a energia física e mental dos trabalhadores. A satisfação profissional dos enfermeiros é de extrema importância, pois eles têm responsabilidades dentro da equipe multidisciplinar e está longe de ser uma preocupação secundária, já que está diretamente ligada à qualidade do cuidado, produtividade e realização pessoal. É um desafio para a segurança e saúde no trabalho, representando um impacto significativo na saúde, exigindo um envolvimento ativo e dinâmico do empregador, trabalhadores e seus representantes na gestão da satisfação profissional. Objetivo: Avaliar o nível de satisfação dos enfermeiros da região centro de Portugal.
Métodos
Este foi um estudo descritivo e transversal. Enfermeiros da Região Centro de Portugal foram solicitados a preencher um questionário de satisfação da equipe na internet baseado no Instrumento de Avaliação da Satisfação Profissional (IASP).
Resultados
Uma amostra de 1,126 enfermeiros respondeu ao questionário, sendo 71.8 % do sexo feminino. Em média, tinham 39.7 ± 9.8 anos de idade, variando de um mínimo de 22 a um máximo de 65. A maioria (69.0 %) era casada ou vivia em união com um parceiro e trabalhava no setor público (hospital: 59.1 %; cuidados primários: 26.5 %). Em geral, cerca de metade dos enfermeiros estava “satisfeito” ou “muito satisfeito” com a organização onde trabalha e 28.0 % estavam “insatisfeito” ou “muito insatisfeito”. Por fim, quase 5.0 % dos enfermeiros já haviam emigrado e retornado a Portugal e 15.0 % planejavam emigrar.
Conclusões
Evidenciamos uma satisfação significativamente baixa entre os enfermeiros e algumas recomendações foram extraídas deste estudo.
Palavras-chave
Trabalho, satisfação, enfermeiros
P38 Estudo da satisfação dos diplomados com a escola de enfermagem
Manuela Ferreira, Jéssica Neves, Diana Costa, Soraia Duarte, Joana Silva, Bruno Santos
Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal
Correspondência: Manuela Ferreira (ferreiramanuela75@gmail.com) – Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, 3720-126 Oliveira de Azeméis, Portugal

Introdução
O crescente número de enfermeiros graduados, a redução das oportunidades de emprego no país e as más condições de trabalho/salário fazem com que muitos graduados iniciem sua profissão de enfermagem em um contexto menos positivo. As escolas são um fator que pode influenciar esse contexto de iniciação na profissão. Objetivos: Caracterizar a satisfação com a escola de enfermagem.

Métodos
Trata-se de um estudo descritivo em uma amostra de 141 graduados entre 2002 e 2014 em uma escola de enfermagem da Região Norte de Portugal. A "Escala de Satisfação com o Estatuto Profissional do Enfermeiro" foi criada e validada com base em uma revisão da literatura. É uma escala Likert de 1 a 5 pontos: 1 – muito insatisfeito e 5 – muito satisfeito. A análise fatorial com rotação ortogonal do tipo Varimax da escala – composta por 25 itens – revela um bom valor para Kaiser-Meyer-Olkin (0,901) e alta consistência interna (α = 0,851). Foram diferenciadas três dimensões: carreira, autorrealização profissional e representação social da enfermagem.

Resultados
Todas as dimensões apresentam um grau de satisfação com a escola: desenvolvimento de habilidades (média = 4,05, DP =0,46); vínculo (média = 4,01, DP = 0,52); centralidade do aluno (média = 3,97, DP = 0,94); relações interpessoais (média = 4,10, DP = 0,59); e a referência na educação em enfermagem (média = 3,90, DP = 0,60).

Conclusões
Os Enfermeiros Graduados revelam-se satisfeitos com a escola, o que é um fator promotor para mitigar as dificuldades no mercado de trabalho. As escolas têm que se adaptar cada vez mais aos contextos atuais do processo de aprendizagem/educação e do trabalho dos enfermeiros.

Palavras-chave
Validação de escala, Satisfação com a Escola de Graduação, Graduados em Enfermagem

P39 Parceria entre a escola de enfermagem e o hospital: Perspetivas dos supervisores
Cristina Martins, Ana P. Macedo, Odete Araújo, Cláudia Augusto, Fátima Braga, Lisa Gomes, Maria A. Silva, Rafaela Rosário
Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057, Portugal

Correspondência: Cristina Martins (cmartins@ese.uminho.pt) – Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057, Portugal

Introdução
A parceria é comum na vida e caracteriza-se por um relacionamento e objetivos partilhados, bem como um propósito comum. A investigação sobre a parceria como fenómeno entre organizações é escassa e atualmente esta parceria é mais urgente do que nunca para trabalhar de forma mais eficaz e com um maior sentido de eficácia. Objetivo: Explorar, através de um grupo focal, as representações dos supervisores sobre a parceria entre a escola de enfermagem e o hospital.

Métodos
Realizou-se um grupo focal com 13 supervisores clínicos e 3 professores da escola de enfermagem. Os dados foram analisados tematicamente.

Resultados
Os resultados revelam que a parceria é uma realidade complexa e dinâmica, influenciada por fatores contextuais, relacionais e organizacionais. Os supervisores descrevem a parceria como uma relação baseada na confiança, respeito e comunicação, que promove a partilha de conhecimento e a integração teoria-prática. No entanto, também identificam barreiras como a falta de recursos humanos e de tempo, a sobrecarga de trabalho e a falta de reconhecimento.

Conclusões
A parceria entre a escola de enfermagem e o hospital é fundamental para a formação de enfermeiros competentes. A sua otimização requer investimento em recursos, reconhecimento e estratégias de comunicação eficazes.

Palavras-chave
Parceria, Supervisão clínica, Formação em enfermagem
Estudo qualitativo. Cinco sessões seguindo uma abordagem de grupo focal foram desenvolvidas com foco na discussão sobre a parceria entre a escola de enfermagem e o hospital. Dezoito supervisores (onze do hospital local e sete da academia) participaram deste grupo focal (nove supervisores alocados igualmente em dois grupos). A coleta de dados também incluiu entrevistas e notas de campo analisadas de acordo com a análise de conteúdo qualitativa.

Resultados
Três categorias emergiram como pilares de um referencial. Essas categorias são: expectativas relacionadas à supervisão clínica, compreensão da parceria entre a escola de enfermagem e o hospital, e uma abordagem colaborativa como forma de potencializar o desenvolvimento de referências de qualidade.

Conclusões
Este estudo fornece suporte adicional para a melhoria da parceria entre a escola de enfermagem e o hospital. Ele identifica a necessidade de uma parceria entre a escola e o hospital, que inclua preparação/planejamento conjunto e reuniões.

Palavras-chave
Parceria, supervisão, supervisão colaborativa, grupo focal
P40 Estratégias de enfrentamento de estudantes universitários
Luís Pimenta, Diana Carreira, Patrícia Teles, Teresa Barros
Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Teresa Barros (teresa.kraus@ipleiria.pt) – Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Introdução
Na faculdade, os estudantes são confrontados com eventos de vida potencialmente perturbadores e, para se adaptarem ao novo contexto, precisam utilizar estratégias de enfrentamento [1]. Objetivos: I) Compreender melhor as estratégias de enfrentamento utilizadas por estudantes universitários; II) Avaliar a relação entre as estratégias de enfrentamento utilizadas pelos estudantes com sua idade e gênero.

Métodos
Estudo correlacional realizado em 2015, com 242 estudantes de uma faculdade no centro de Portugal, que responderam a um questionário no Google Docs composto pela Escala Toulousaine de Enfrentamento [2] e um questionário sociodemográfico e acadêmico. Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva e inferência não paramétrica.

Resultados
A amostra do estudo foi composta por 242 estudantes com idade média de 21,78 anos (DP = 4,78), sendo a maioria do sexo feminino (n = 189/78,1%). A estratégia de enfrentamento utilizada por ambos os sexos, mas particularmente pelos homens, é o "controle", tendo sido verificada uma relação positiva e estatisticamente significativa entre o uso dessa estratégia e a idade (p = 0,004). Por outro lado, o sexo feminino utiliza o suporte social, com significância estatística (p = 0,001).

Conclusões
As estratégias de enfrentamento que os estudantes mais comumente utilizam são "controle" e "suporte social", onde os participantes do sexo masculino dependem mais do "controle", e as do sexo feminino do "suporte social". Também pudemos concluir que estudantes mais velhos usam "controle" com mais frequência e é verificada uma relação positiva entre "controle" e idade.

Referências

  1. Costa E, Leal I. Estratégias de Coping em Estudantes do Ensino Superior. Análise Psicológica. 2006; 2(24): 189-199.
  2. Tap P, Costa E, Alves M. Escala Toulousiana de Coping (ETC): Estudo de Adaptação à População Portuguesa. Psicologia, Saúde & Doenças, 2005; 6(1): 47-56.
    Palavras-chave
    Adaptação psicológica, estudantes, faculdade
    P41 Inteligência emocional e estigma de saúde mental em estudantes de saúde
    Catarina Tomás1, Ana Querido1, Daniel Carvalho1,2, João Gomes1,2, Marina Cordeiro1
    1Escola Superior de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
    Correspondência: Catarina Tomás (catarina.tomas@ipleiria.pt) – Escola Superior de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Introdução
    Os profissionais de saúde precisam de boa inteligência emocional para lidar com os pacientes e para ter uma comunicação eficaz, atendendo às necessidades físicas, mentais e emocionais dos pacientes. Ter uma boa inteligência emocional leva a uma atitude positiva em relação aos pacientes com saúde mental. Objetivos: O objetivo deste estudo é encontrar a relação entre o estigma de saúde mental e a inteligência emocional em estudantes de uma faculdade de saúde portuguesa.
    Métodos
    Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e correlacional, com uma amostra não probabilística de 672 estudantes de uma faculdade de saúde portuguesa numa região central, que inclui estudantes de Enfermagem, Dietética, Fisioterapia, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional. Para a recolha de dados, foi utilizado um questionário composto por questões sociodemográficas, a versão portuguesa do Questionário de Atribuição (AQ-27) e a Escala de Inteligência Emocional (WLEIS-P).
    Resultados
    A amostra é composta maioritariamente por estudantes do sexo feminino (82,7%) com idades compreendidas entre os 17 e os 56 anos. O estigma de saúde mental foi moderado (4,19; DP = 0,732) e a inteligência emocional é boa (3,62; DP = 0,422). Foi encontrada uma correlação negativa (R = -0,081; p = 0,037) entre a ajuda e a inteligência emocional. A ajuda (R = -0,152; p = 0,000) e a evitação (R = -0,121; p = 0,002) também têm uma correlação negativa com a avaliação emocional da outra pessoa, e a piedade está correlacionada com a autoavaliação emocional (R = -0,088; p = 0,022). A perigosidade e o uso das emoções estão positivamente correlacionados (R = 0,094; p = 0,015).
    Conclusões
    A inteligência emocional pode estar negativamente relacionada com o estigma de saúde mental, embora a perigosidade pareça envolver o uso das emoções. É importante melhorar a inteligência emocional nos estudantes de saúde, de forma a reduzir o estigma de saúde mental.
    Palavras-chave
    Saúde mental, estigmatização, inteligência emocional
    P42 Avaliação do estigma de saúde mental: Comparação entre cursos de saúde
    Daniel Carvalho1,2, Ana Querido2, Catarina Tomás2, João Gomes1,2, Marina Cordeiro2
    1Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal; 2Escola Superior de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Correspondência: Daniel Carvalho (drscarvalho@gmail.com) – Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
    Introdução
    Os profissionais de saúde estão entre os agentes estigmatizantes em relação à saúde mental. É importante analisar esta questão em futuros profissionais, pois podem desempenhar um papel nas mudanças futuras. Alguns estudos sobre profissionais de saúde mostram níveis ligeiramente mais elevados de estigma nas mulheres, enquanto o fator medo diminui com a idade. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar o nível de estigma em saúde mental entre estudantes de saúde de uma faculdade de saúde portuguesa e a sua relação com género, idade e curso.
    Métodos
    Foi realizado um estudo transversal, quantitativo, descritivo e correlacional, numa amostra não probabilística de conveniência de 672 estudantes dos cursos de dietética, enfermagem, fisioterapia, terapia da fala e terapia ocupacional. Para a recolha de dados, foi utilizado um questionário composto por questões sociodemográficas e a versão portuguesa do Questionário de Atribuição (AQ27).
    Resultados
    A amostra do estudo é maioritariamente composta por estudantes do sexo feminino (82,7%) com uma idade média de 21,16 anos (DP = 4,18). O nível de estigma em saúde mental da amostra é considerado moderado (4,19; DP = 0,73) e igual entre os géneros. Com a idade, observa-se um aumento nos fatores responsabilidade, ajuda e evitação (p < 0,05), com uma redução em compaixão, perigosidade e medo (p < 0,05). Os níveis de estigma são mais baixos nos estudantes de terapia ocupacional, tanto na pontuação total como nos fatores ajuda e evitação. Os estudantes de fisioterapia apresentaram os valores mais baixos de coerção e segregação. Todas as dimensões do estigma diminuem ao longo do curso (p = < 0,05), com exceção de ajuda e responsabilidade, cujo valor aumentou (p < 0,05).
    Conclusões
    Foram encontrados fatores na amostra que podem ser considerados estigmatizantes, o que levanta a necessidade de repensar estratégias pedagógicas para a redução do estigma.
    Palavras-chave
    Estigma Social, saúde mental, estudantes
    Eficácia de Programas de Intervenção em Saúde
    O81 Efeitos a curto e longo prazo da reabilitação pulmonar na DPOC ligeira
    Cristina Jácome1, Alda Marques2
    1Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer, Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 2Lab 3R – Laboratório de Investigação e Reabilitação Respiratória, Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
    Correspondência: Cristina Jácome (cristinajacome@ua.pt) – Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer, Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal
    Introdução
    Está bem estabelecido que a reabilitação pulmonar (RP) é eficaz na melhoria da dispneia e da qualidade de vida relacionada com a saúde de doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) moderada a muito grave. No entanto, os efeitos da RP em doentes com DPOC ligeira têm sido pouco explorados. Assim, este estudo investigou os efeitos a curto e longo prazo da RP em doentes com DPOC ligeira.
    Métodos
    Este foi um estudo longitudinal de braço único. Um programa de RP de 12 semanas com treinamento de exercícios e psicoeducação foi realizado na comunidade. As medidas de desfecho no início, após a RP, aos 3 e 6 meses foram: o teste de caminhada de 6 minutos (TC6) para tolerância ao exercício; o questionário modificado do Medical Research Council britânico para dispneia; a repetição máxima de 1 no supino e na extensão de pernas para força muscular periférica; a avaliação breve de atividade física para atividade física autorrelatada e o Questionário Respiratório de St. George (SGRQ) para qualidade de vida relacionada à saúde.
    Resultados
    Trinta e dois pacientes (65,94 ± 8,95 anos, VEF1 86,7 ± 5,17% do previsto) concluíram o programa. Após a RP, foram observadas melhorias significativas em todas as medidas (todos p < 0,004), com exceção dos escores de sintomas (p = 0,013) e impacto (p = 0,104) do SGRQ. Em comparação com o início, melhorias significativas no TC6, no exercício de extensão de pernas, na atividade física autorrelatada e nos escores total e de sintomas do SGRQ ainda foram observadas 6 meses após a RP (todos p < 0,002).
    Conclusões
    A RP melhora a tolerância ao exercício, a dispneia, a força muscular, a atividade física e a qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes com DPOC leve, e a maioria desses benefícios dura pelo menos 6 meses. Esses dados sugerem que a RP deve fazer parte do manejo de primeira linha de pacientes com DPOC leve. Mais estudos são necessários antes da implementação mais ampla.
    Palavras-chave
    DPOC, DPOC leve, GOLD 1, reabilitação pulmonar, treinamento de exercícios
    O82 Programa de consciência fonológica para crianças pré-escolares
    Sylvie Capelas1, Andreia Hall2, Dina Alves3, Marisa Lousada4
    1Unidade de Surdos, Escola de Referência para a Educação Bilíngue, 3830-195 Ílhavo, Portugal; 2Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações & Departamento de Matemática, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 3Escola de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal & Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, 1600-214 Lisboa, Portugal; 4Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
    Correspondência: Marisa Lousada (marisalousada@ua.pt) – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
    Introdução
    No domínio do transtorno fonológico, é comum observar habilidades pobres de consciência fonológica e, consequentemente, uma aprendizagem da lectoescrita tardia ou deficitária. Assim, é importante que os terapeutas da fala e linguagem estimulem precocemente a consciência fonológica para prevenir dificuldades de leitura e escrita em crianças com transtorno fonológico. Objetivo: Este estudo investigou a eficácia de um programa de consciência fonológica para crianças pré-escolares com transtorno fonológico. Sessenta e uma crianças portuguesas, com idades entre 4,0 e 6,2 anos participaram deste estudo. Vinte e uma crianças com transtorno fonológico e 40 crianças com desenvolvimento típico.
    Métodos
    As crianças receberam 10 sessões focadas nas habilidades de consciência fonológica, especificamente na consciência silábica e fonêmica (síntese, segmentação e manipulação). Por razões éticas, as crianças não foram designadas para um grupo de controle de intervenção. Em vez disso, todas as crianças de um jardim de infância foram convidadas a participar do programa. A avaliação fonoaudiológica e o diagnóstico foram realizados por um terapeuta da fala e linguagem. Medidas de resultado da habilidade de consciência fonológica (relacionadas a unidades silábicas e fonêmicas) foram tomadas antes e após a intervenção.
    Resultados
    Os resultados revelaram que ambos os grupos melhoraram significativamente após a intervenção (p = 0,041 para consciência silábica; p = 0,011 para consciência fonêmica). Apesar das diferenças significativas entre os grupos na avaliação pré-tratamento, as crianças com transtorno fonológico apresentaram uma melhora mais significativa para a consciência silábica (p = 0,004).
    Conclusões
    Os achados sugerem que o programa de consciência fonológica foi eficaz na melhora da consciência silábica e fonêmica.
    Palavras-chave
    Consciência silábica, consciência fonêmica, intervenção, crianças pré-escolares, transtorno fonológico

O83 REforma ATIVA: Um programa eficiente de promoção da saúde a ser implementado durante a aposentadoria
Mª Helena Loureiro1, Ana Camarneiro1, Margarida Silva1, Aida Mendes1, Ana Pedreiro2
1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Correspondência: Mª Helena Loureiro (hloureiro@ua.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Introdução
A aposentadoria é uma das principais transições da vida adulta que pode originar diferentes vulnerabilidades. A implementação de um programa de promoção da saúde nesta fase da vida pode evitar vulnerabilidades e contribuir para promover benefícios à saúde. O REATIVA, um projeto português financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), tem como objetivo criar um programa de promoção da saúde para aumentar a autoeficácia e a percepção de adaptação durante a transição para a aposentadoria. Neste trabalho, apresentamos a eficiência deste programa, chamado REforma ATIVA_Program.
Métodos
Estudo de desenho quase-experimental, envolvendo 3 grupos: 2 experimentais (GE1/GE2) e 1 grupo controle (GC). A população-alvo foi composta por recém-aposentados inscritos na Administração Regional de Saúde – Centro/Portugal. Os efeitos da implementação do programa foram avaliados por meio da aplicação de um instrumento que mediu autoeficácia (Escala Geral de Autoeficácia, GSE) e percepção de adaptação à transição para a aposentadoria (Escala de Posicionamento Face à Adaptação à Reforma, EPFAR). Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Os dados foram processados utilizando o Programa SPSS.

Resultados
Houve uma mudança positiva na GSE e na EPFAR em média, em todos os participantes que realizaram o Programa REforma ATIVA (GE1/GE2). A evidência mais notável de seu efeito foi observada na EPFAR, na qual se constatou, por meio de MANOVA (teste de Greenhouse-Geisser), que houve um efeito significativo do programa na adaptação à aposentadoria ao longo do tempo (F = 17,405, p = 0,001; ƞ2 = 0,554; PO = 0,982).

Conclusões
A eficiência do Programa REforma ATIVA demonstrou o valor agregado que uma intervenção desta natureza pode ter na promoção da saúde individual e familiar durante a transição para a aposentadoria, conduzindo a um processo de envelhecimento ativo e saudável.

Palavras-chave
Programa de Promoção da Saúde, aposentadoria, envelhecimento ativo

O84 Intervenção para homens que agridem mulheres, um relato de caso

Anne G.Silva, Elza S. Coelho
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 88040-900, Brasil
Correspondência: Anne G.Silva (anne_clg@hotmail.com) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 88040-900, Brasil

A violência por parceiro íntimo é uma das formas mais comuns de violência. Embora os homens sejam os principais autores da violência, é essencial incluir ações para ajudá-los a fim de produzir um resultado mais eficaz, pois acredita-se que eles são capazes de reconhecer e assumir a responsabilidade pela violência, utilizando diferentes formas de autoexpressão. No entanto, é difícil avaliar os resultados dessas ações.

Esta pesquisa tem como objetivo analisar a reincidência da violência após a participação em um programa de intervenção para agressores. Foi realizado um estudo de caso em um programa de intervenção para agressores, no qual 86 homens concordaram em participar. Foi utilizado o questionário de acompanhamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças - CDC, adaptado para uso no Brasil.

A maioria dos participantes (61%) tinha entre 30 e 40 anos, estudou 11 anos (26%), estava empregada (89%), 60% estavam separados, 56% tinham um novo relacionamento e 19% não tinham contato com a ex-esposa. Sobre a prática de violência nos últimos 3 meses, um relatou ter cometido agressão física, 9% psicológica e 21% relataram uma situação em que sentiram vontade de agredir a parceira.

A maioria dos participantes (84%) afirmou que nada os levaria a agredir a parceira, 31% descreveram mudanças comportamentais após a participação no programa e um relatou nenhuma mudança.
O estudo conclui que os programas de intervenção para agressores têm influência positiva nos participantes; no entanto, apesar da menor ocorrência de violência física, houve situações críticas e violência psicológica. São necessários acompanhamentos mais longos incluindo mulheres, mas essa intervenção pode ser uma forma de diminuir a violência contra as mulheres.
Palavras-chave
Violência contra a mulher, intervenção para agressores, homens
O85 Efeitos imediatos da Terapia Bowen no tônus muscular e flexibilidade
Flávio Melo1,2, Fernando Ribeiro1,3, Rui Torres4, Rui Costa1,5
1Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal; 2Peroneo Centro Terapêutico Ltda, Amieiro, Montemor-o-velho, 3140-021 Arazede, Portugal; 3Instituto de Investigação em Biomedicina, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-292, Portugal; 4Departamento de Fisioterapia, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, Gandra, 4585-116, Portugal; 5Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
Correspondência: Flávio Melo (flavio.melo.2010@gmail.com) – Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
Introdução
A Terapia Bowen é uma técnica não invasiva que utiliza uma série de movimentos suaves das mãos sobre músculos, tendões, ligamentos, articulações, nervos e fáscia para promover alívio de queixas musculoesqueléticas e neurológicas relacionadas. Embora poucos dados de eficácia baseados em pesquisa estejam disponíveis, alguns estudos mostraram efeitos positivos na percepção da dor, amplitude de movimento, funcionalidade e circulação linfática. Objetivo: Investigar os efeitos imediatos da Terapia Bowen nas propriedades mecânicas – tônus, elasticidade e rigidez – dos músculos eretores da espinha e bíceps femoral e na flexibilidade dos isquiotibiais.
Métodos
Vinte e um indivíduos saudáveis (idade média: 21,05 ± 3,79 anos), 9 homens e 13 mulheres, participaram de um estudo cruzado. Foram alocados aleatoriamente para uma intervenção placebo ou uma sessão de Terapia Bowen com intervalo de 8 dias. Antes e após a intervenção, a flexibilidade dos isquiotibiais foi avaliada pelo teste de "Sentar e Alcançar"; e as propriedades mecânicas – tônus, elasticidade e rigidez – dos músculos eretores da espinha e bíceps femoral foram medidas bilateralmente usando um dispositivo miotonométrico portátil baseado em impulso mecânico.
Resultados
Não foram observadas alterações significativas no tônus, elasticidade ou rigidez muscular com a aplicação da sessão de Terapia Bowen, mas uma melhora significativa foi observada na flexibilidade dos isquiotibiais (34 a 42 cm, p < 0,001) em comparação com a sessão placebo.
Conclusões
Uma única sessão de Terapia Bowen aumenta imediatamente a flexibilidade dos isquiotibiais, mas não altera o tônus, elasticidade e rigidez muscular em indivíduos saudáveis.
Palavras-chave
Terapia Bowen, tônus muscular, elasticidade, MyotonPRO, fáscia
O86 Equação preditiva para o teste de caminhada de vaivém incremental em adolescentes
Tânia Pinho1, Cristina Jácome2, Alda Marques1
1Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer, Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Correspondência: Alda Marques (amarques@ua.pt) – Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Contexto
O teste de caminhada de vai e vem incremental (ISWT) é uma das medidas mais utilizadas para avaliar a aptidão cardiorrespiratória em contextos clínicos e de pesquisa. Equações de referência para prever a distância do ISWT (ISWD) em diferentes populações adultas foram estabelecidas. No entanto, equações para adolescentes têm sido menos exploradas. Objetivo: Este estudo desenvolveu uma equação de referência para prever a ISWD para adolescentes.
Métodos
Foram incluídos adolescentes portugueses saudáveis com idades entre 12 e 17 anos. Dados sociodemográficos e antropométricos (índice de massa corporal [IMC]) foram coletados inicialmente. A função pulmonar foi avaliada com espirometria e a força muscular do quadríceps (FMQ) com dinamometria manual. O nível de atividade física foi avaliado através do Índice de Atividade Física (IAF). O ISWT foi realizado duas vezes e a melhor ISWD foi utilizada para análise.
Resultados
Um total de 125 participantes (56 do sexo masculino; 14,6 ± 1,3 anos) com função pulmonar normal (volume expiratório forçado no primeiro segundo 104,8 ± 14,9 % previsto) completou a avaliação. De acordo com o IAF, 54,4 % (n = 63) dos participantes eram moderadamente ativos e a FMQ média foi de 20,7 ± 6,8 kgf. Os participantes caminharam em média 1254,0 ± 280,9 m [760–2250] no ISWT. Um modelo de regressão múltipla mostrou que sexo, IMC, FMQ e IAF foram contribuintes independentes para a ISWD, explicando 54 % da variabilidade (p < 0,05). A equação de referência foi: ISWD = 814,49 + (286,80 × sexo) - (3,05 × IMC) + (8,83 × FMQ) + (22,30 × IAF), sexo: feminino = 0, masculino = 1.
Conclusões
Sexo, IMC, FMQ e IAF foram preditores da ISWD em adolescentes, fornecendo uma referência simples para avaliar sua aptidão cardiorrespiratória. Esta equação é uma ferramenta valiosa para interpretar a ISWD obtida de adolescentes portugueses, com ou sem condição de saúde.
Palavras-chave
Aptidão cardiorrespiratória, Teste de Caminhada de Vai e Vem Incremental, equação preditiva, adolescentes
O87 Satisfação com a vida e psicopatologia em idosos institucionalizados: Os resultados de um programa adaptado de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness
Bárbara Cruz1, Daniel Seabra2, Diogo Carreiras3, Maria Ventura1
1Irmandade da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, 3850-069 Albergaria-a-Velha, Portugal; 2Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 3Gabinete de Apoio Psicológico, Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal
Correspondência: Daniel Seabra (daniel_seabra_@hotmail.com) – Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802, Portugal
Contexto
Idosos tendem a experimentar níveis mais elevados de depressão, ansiedade, dor subjetiva e evitação experiencial quando comparados com pessoas mais jovens. Recentemente, vários estudos têm dado suporte empírico à prática de mindfulness como uma forma de melhorar o bem-estar e a satisfação com a vida. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo testar os benefícios de um programa de Redução de Estresse Baseada em Mindfulness (MBSR) em idosos institucionalizados portugueses, como forma de melhorar a satisfação com a vida e reduzir a psicopatologia.
Métodos
A presente amostra incluiu 12 idosos institucionalizados, 9 do sexo feminino (75 %) e 3 do sexo masculino (25 %), com idades entre 65 e 91 anos (M = 82,58 anos; DP = 7,87), que preencheram vários questionários de autorrelato e foram avaliados com o Mini Exame do Estado Mental. Nossos critérios de exclusão foram a presença de comprometimento cognitivo ou sensorial, analfabetismo e idade inferior a 65 anos. Eles participaram de um programa de Redução de Estresse Baseada em Mindfulness adaptado, com 48 sessões (16 semanas) e foram avaliados antes e após a intervenção.
Resultados
A análise comparativa (teste de soma de postos de Wilcoxon) revelou que a depressão, ansiedade, evitação experiencial e dor subjetiva diminuíram significativamente após o programa. Pelo contrário, a satisfação com a vida aumentou significativamente.
Conclusões
Os resultados sugerem que o programa MBSR é uma intervenção útil para reduzir a psicopatologia e aumentar a satisfação com a vida em idosos institucionalizados. A aplicação dessas intervenções pode ser muito útil em instituições de cuidados para idosos. Pesquisas futuras devem ampliar a amostra, incluir um grupo de controle e avaliar seguimentos.
Identificador ClinicalTrials.gov: NCT02774018.
Palavras-chave
Idosos institucionalizados, mindfulness, satisfação com a vida, depressão, ansiedade, dor subjetiva
O88 Mudanças nos resultados da reabilitação da DPOC: explorando a relação entre atividade física e resultados relacionados à saúde
Joana Cruz1, Dina Brooks2, Alda Marques1
1Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Rehabilitation Science Institute and Department of Physical Therapy, University of Toronto, Toronto, Ontario M5S 1A1 Canadá
Correspondência: Joana Cruz (joana.cruz@ua.pt) – Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
Níveis reduzidos de atividade física (AF) estão associados a resultados ruins relacionados à saúde em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Intervenções focadas em AF complementares à reabilitação pulmonar (RP) foram desenvolvidas para aumentar a AF dos pacientes. No entanto, não se sabe se as mudanças na AF estão relacionadas à melhora dos resultados relacionados à saúde. Este estudo explorou a relação entre mudanças na AF e resultados relacionados à saúde em pacientes com DPOC.
Métodos
Treze pacientes com DPOC (65,6 ± 10,6 anos) participaram de um programa de RP de 12 semanas mais uma intervenção focada em AF. A AF diária foi medida por acelerômetros nas semanas (S) 1, 7 e 12 e o feedback foi dado aos participantes nas semanas seguintes em relação a: passos diários; tempo gasto em atividades sedentárias, leves e moderadas a vigorosas (AFMV). A capacidade de exercício (teste de caminhada de 6 minutos), equilíbrio funcional (teste Timed Up-and-Go (TUG)) e qualidade de vida relacionada à saúde (Questionário Respiratório de St George (SGRQ) – Sintomas, Atividades, Impacto) foram avaliados na S1/S12. Correlações entre dados de AF e desfechos relacionados à saúde foram realizadas na S1 e usando os escores de mudança (S12-S1).

Resultados

Na S1, o tempo gasto em AFMV foi correlacionado com a capacidade de exercício (r = 0,817, p = 0,001) e TUG (r = -0,692, p = 0,009). As mudanças no tempo de AFMV foram correlacionadas com mudanças no TUG (r = -0,653, p = 0,016) e nos Sintomas do SGRQ (r = -0,588, p = 0,035). Este último também foi correlacionado com mudanças no tempo sedentário (r = 0,760, p = 0,003). Nenhuma outra correlação significativa foi encontrada.

Conclusões

Pacientes com melhor capacidade de exercício e equilíbrio funcional também eram mais fisicamente ativos na S1. No entanto, os achados sugerem que melhorias relacionadas à intervenção nos sintomas e no equilíbrio funcional podem contribuir para mudanças na AF em maior extensão do que a capacidade de exercício. Mais pesquisas são necessárias.

Palavras-chave

Estilo de vida ativo, monitoramento de atividade, doença respiratória crônica, DPOC

O89 Avaliando a efetividade de uma Intervenção de Enfermagem Complexa

M Rosário Pinto1, Pedro Parreira2, Marta Lima-Basto3, Miguel Neves4, Lisete M. Mónico5
1Escola Superior de Saúde de Santarém, Santarém, 2005-075, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851, Portugal; 3Unidade de Investigação & Desenvolvimento em Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, 1700-063, Portugal; 4Hospital Distrital de Santarém, EPE, Santarém, 2005-177, Portugal; 5Universidade de Coimbra, 3004-504 Coimbra, Portugal
Correspondência: M Rosário Pinto (mrosariopinto.essaude@gmail.com) – Escola Superior de Saúde de Santarém, Santarém, 2005-075, Portugal

Introdução

Enfermeiros estão engajados na educação do paciente, pois uma abordagem centrada no paciente que o capacita aumenta o autogerenciamento e o autocontrole, tornando essa atividade uma das mais significativas na prática de enfermagem. Objetivo: Avaliar o efeito de um programa de educação sobre estilo de vida ministrado por enfermeiros no controle metabólico e nos comportamentos de autocuidado de pacientes com diabetes tipo 2.
Um estudo experimental controlado do tipo antes e depois foi conduzido para avaliar a eficácia do programa composto por uma sequência de intervenções educativas individuais, em grupo e por telefone, aplicadas ao longo de 24 semanas. 64 sujeitos concluíram o estudo no grupo experimental (GE) e 58 no grupo de comparação (GC) (processo CES RLVT número 039/CES/INV/2014). Como o objetivo era mudar os comportamentos de autocuidado e aumentar o controle metabólico, a hemoglobina glicosilada, o Índice de Massa Corporal (IMC) e as atividades de autocuidado (Escala Resumo das Atividades de Autocuidado em Diabetes) foram avaliados antes e depois do programa de intervenção.

Resultados
A variação percentual média na hemoglobina glicosilada foi mais significativa no GE (–0,79 %, DP = 1,3) do que no GC (-0,05 %, DP = 0,65), enquanto os IMCs diminuíram no GE (-0,50 kg/m2, DP = 1,5) e aumentaram no GC (+0,04 kg/m2, DP = 1,2). As atividades de autocuidado mostraram mudanças positivas, mais significativas no grupo experimental. Os comportamentos esperados em relação à alimentação aumentaram em média 2 dias/semana e a atividade física 1 dia/semana no GE, enquanto no GC as mudanças foram menores (+0,6 dias/semana e +0,28 dias/semana, respectivamente). O exame diário dos pés aumentou 1,8 dias/semana no GE e apenas 0,14 dias/semana no GC.

Conclusões
O programa educativo de enfermagem desenvolvido foi eficaz em pessoas com diabetes tipo 2, resultando em maior controle metabólico e comportamentos de autocuidado mais frequentes após a conclusão da intervenção.

Palavras-chave
Eficácia de intervenção complexa, enfermagem, Diabetes mellitus, Programa Educativo de Estilo de Vida

O90 Intervenção psicoterapêutica em transtornos de dependência: Mudança nos sintomas psicopatológicos e estados emocionais
Carla Bizarro1, Marina Cunha1, Ana Galhardo1, Couto Margarida1, Ana P. Amorim1, Eduardo Silva2
1Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal; 2Centro de Tratamento Internacional VillaRamadas, 2460-355 Cela, Alcobaça, Portugal
Correspondência: Carla Bizarro (bizarro.carla@gmail.com) – Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal

Introdução
A dependência é considerada um fenômeno complexo, inserido em um quadro de igual complexidade, dada a quantidade de variáveis que interferem e, ao mesmo tempo, são influenciadas por ele. Objetivo: Este estudo tem como objetivo explorar a existência de mudanças nos sintomas psicopatológicos e nos estados emocionais em pacientes em tratamento em uma comunidade terapêutica (aplicando o Modelo Terapêutico Change & Grow), especializada no tratamento de transtornos de dependência.

Métodos
A amostra é composta por 32 pacientes com idades entre 15 e 55 anos de ambos os sexos. Os pacientes preencheram um questionário sociodemográfico e os seguintes questionários de autorrelato: Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse, Escala de Afeto Positivo e Negativo, Escala de Vergonha Internalizada, Outro como Envergonhador Breve, Questionário de Agressividade e a Escala de Impulsividade de Barratt. Esses instrumentos foram administrados em dois momentos distintos, com um intervalo de cinco meses.

Resultados
Os resultados revelaram diferenças significativas entre as variáveis estudadas ao comparar a avaliação basal e a segunda avaliação. Após cinco meses de tratamento, houve uma melhora significativa em termos de sintomas psicopatológicos, incluindo menos sintomas de ansiedade, depressão e estresse. Houve uma diminuição do afeto negativo, da vergonha interna e externa, bem como de comportamentos agressivos e impulsivos. Também foi encontrado um aumento do afeto positivo.
Conclusões
Este é um estudo inovador, pois aborda e conscientiza sobre a intervenção com o Modelo Terapêutico Change & Grow. Este programa mostra resultados promissores em relação aos sintomas psicopatológicos e aos estados emocionais.
Palavras-chave
Transtornos por dependência, change & grow, comunidade terapêutica
O91 Impacto econômico de um programa de intervenção de enfermagem para promover o autocuidado na DPOC
Susana Cruz1, José M. Padilha2, Jorge Valente3
1Administração Regional de Saúde do Norte, Porto, 4000-447, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072, Portugal; 3Faculdade de Economia, Universidade do Porto, 4200-464 Porto, Portugal
Correspondência: Susana Cruz (susanacruz.ermesinde@gmail.com) – Administração Regional de Saúde do Norte, Porto, 4000-447, Portugal
Introdução
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma das principais causas de morbidade e morte em todo o mundo. Manter a qualidade de vida, autonomia e controle sobre a doença envolve o desenvolvimento de habilidades de autocuidado. Objetivo: Determinar o custo-benefício de um programa de intervenção de enfermagem para promover o autocuidado na DPOC em comparação com o tratamento convencional.
Métodos
Foi desenvolvido um estudo quantitativo e retrospectivo baseado em uma análise documental pós-factual. Foi realizada uma análise descritiva e exploratória e uma simulação para avaliar a robustez dos resultados. Entre 2010-2013, foram analisados 2.469 casos de pacientes com DPOC atendidos em um hospital central português.
Resultados
Este estudo evidenciou que pacientes com mais habilidades de autocuidado apresentam custos mais baixos e menos episódios de internação e emergência. Embora se observe um aumento nos custos e no número de consultas de enfermagem, estes têm um impacto menor nos custos totais de cuidado. No geral, o grupo sob o programa de intervenção registrou uma redução de 67% nos custos hospitalares entre 2010-2013. O programa é custo-benefício para a instituição de saúde e tem impacto positivo no custo de oportunidade relacionado à economia de tempo na busca por serviços de prestação de cuidados de saúde.
Conclusões
Os programas de intervenção de enfermagem voltados para o desenvolvimento de habilidades de autocuidado mostram impacto positivo na condição de saúde dos pacientes e nos custos de cuidados de saúde. Espera-se um aumento das vantagens decorrentes deste tipo de programa a longo prazo nos próximos anos.
Palavras-chave
DPOC, autocuidado, custos, custo-efetividade, custo-benefício, análise econômica
O92 Manejo multimodal da dor aguda durante a embolização da artéria uterina no tratamento de miomas uterinos
José T. Guerrero1, Francisco P. Caballero2, Rafael B. Santos3, Estefania P. Gonzalez1, Fátima M. Monago4, Lierni U. Ugalde3, Marta M. Vélez1, Maria J. Tena2
1Complexo Hospitalar Universitário de Badajoz, Badajoz, 06080, Espanha; 2Centro de Saúde La Paz, Badajoz, 06011, Espanha; 3Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071, Espanha; 4Centro de Saúde San Fernando, Badajoz, 06006, Espanha
Correspondência: José T. Guerrero (tenaguerrero@hotmail.com) – Complexo Hospitalar Universitário de Badajoz, Badajoz, 06080, Espanha

Contexto
A embolização arterial uterina seletiva pode ser seguida por dor, náusea, vômito e catabolismo induzido pelo estresse. O desenvolvimento de alívio da dor aprimorado com analgesia multimodal e redução do estresse por técnicas anestésicas regionais proporcionou possibilidades importantes para a recuperação aprimorada. Objetivo: Avaliar a eficácia de um protocolo de analgesia multimodal para o manejo da embolização da artéria uterina em mulheres para o alívio da dor aguda.

Métodos
Estudo observacional, prospectivo de 40 pacientes submetidas à embolização arterial uterina seletiva, com cateter peridural implantado e administração intravenosa de analgesia para o manejo da dor pós-operatória. A intensidade da dor foi medida pela escala visual analógica (EVA) durante as primeiras 24-48 horas após o procedimento.

Resultados
A idade média das pacientes foi de 39,1 ± 6,79 anos; utilizamos uma técnica anestésica regional com anestesia peridural ou anestesia combinada raquiperidural para o período perioperatório em combinação com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e paracetamol. 75% das pacientes relataram pontuação de dor na EVA abaixo de 3 pontos 24 horas após o procedimento. 15% das pacientes necessitaram de administração em bolus de morfina e 10% das pacientes necessitaram de um bolus de anestésico local de lidocaína a 2% para um controle adequado da dor. O tempo médio de permanência na área de reanimação foi de 1,07 ± 0,26, com EVA < 3 para alta. O grau de satisfação das pacientes após a embolização arterial uterina seletiva foi de 7,8 ± 1,6.

Conclusões
A dor é uma sensação complexa que requer uma abordagem interdisciplinar. A analgesia multimodal inclui a associação de analgésicos e anestésico local administrados por diferentes vias para alcançar alívio eficaz. Essa abordagem aumenta a satisfação das pacientes.

Palavras-chave
Dor, analgesia, multimodal

O93 Estratégias de administração de fluidos em cirurgia de grande porte: Terapia guiada por objetivos
José T. Guerrero1, Rafael Bravo2, Francisco L. Pérez-Caballero3, Isabel A. Becerra1, Mª Elizabeth Agudelo1, Guadalupe Acedo1, Roberto Bajo1
1Departamento de Anestesiologia, Complexo Hospitalar Universitário de Badajoz, 06080 Badajoz, Espanha; 2Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071, Espanha; 3Centro de Saúde La Paz, Badajoz, 06011, Espanha
Correspondência: Rafael Bravo (rbravo@unex.es) – Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071, Espanha
Contexto
O manejo inadequado de fluidos durante cirurgias de grande porte pode resultar em sobrecarga de fluidos ou hipoperfusão sistêmica. A terapia guiada por objetivos no perioperatório baseada em parâmetros hemodinâmicos, em comparação com a administração “liberal” de fluidos, parece ter efeitos diferentes nos desfechos perioperatórios. Objetivo: Investigamos se a terapia guiada por objetivos individualizada reduziria a administração de fluidos e melhoraria os desfechos pós-operatórios.
Métodos
Pacientes submetidos a cirurgia intraabdominal eletiva foram aleatoriamente designados para um grupo controle (GC) com cuidados intraoperatórios de rotina e um grupo de administração de fluidos com terapia guiada por objetivos (grupo TGO), onde o manejo de fluidos foi guiado por medidas hemodinâmicas. O comitê de ética local aprovou o estudo. Um total de 60 pacientes foi incluído no estudo.
Resultados
Os grupos foram semelhantes em relação à demografia e variáveis hemodinâmicas basais. A mediana da duração da permanência na área de reanimação foi significativamente reduzida no grupo TGO (p < 0,05) e menos pacientes desenvolveram complicações do que no grupo controle (p > 0,05). A mediana da quantidade de fluidos intravenosos foi significativamente menor no grupo TGO (p < 0,01). O número total de complicações foi reduzido no grupo TGO (p > 0,05). Não houve diferenças significativas na mortalidade entre os grupos.
Conclusões
Em pacientes submetidos a cirurgia abdominal de grande porte, a implementação de estratégias hemodinâmicas intraoperatórias guiadas por objetivos foi associada a uma redução no tempo de permanência na área de reanimação, com uma quantidade reduzida de fluidos intravenosos permitindo evitar sobrecarga de fluidos e reduzir a incidência de complicações em comparação com a administração “liberal” de fluidos.
Palavras-chave
Terapia guiada por objetivos, fluidoterapia, cirurgia de grande porte
O94 Desenvolvimento e implementação de um programa educativo de autogestão usando liderança de leigos em adolescentes com Espinha Bífida: Um estudo piloto
Isabel Malheiro1, Filomena Gaspar1, Luísa Barros2
1Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 1700-063 Lisboa, Portugal; 2Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, 1649-013 Lisboa, Portugal
Correspondência: Isabel Malheiro (mmalheiro@esel.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 1700-063 Lisboa, Portugal
Contexto
Os desafios do desenvolvimento de um adolescente baseiam-se na busca pela identidade e independência parental. Para adolescentes com Espinha Bífida (EB), esses desafios tornam-se particularmente difíceis de superar. O desenvolvimento de habilidades funcionais na realização de atividades da vida diária e autogestão são cruciais para facilitar sua transição para a vida adulta. O principal objetivo deste estudo foi desenvolver um programa educativo de autogestão para adolescentes com EB e avaliar seu efeito.
Métodos
Cinquenta e seis (56) adolescentes com EB, com idades entre 10 e 18 anos, realizaram o programa em um ambiente de Acampamento de Verão, com uma avaliação antes e depois do programa e 6 meses depois. A Medida de Independência Funcional e a escala de funcionalidade de Autoavaliação foram utilizadas como instrumentos de coleta de dados (abordagem quantitativa) e 12 entrevistas em grupos focais, 8 com os adolescentes no último dia do programa e 4 com seus pais 6 meses depois (abordagem qualitativa).
Resultados
Os resultados revelaram que o programa induziu diferenças estatisticamente significativas nas dimensões autocuidado, eliminação, transferências e cognição social que persistiram 6 meses após o programa. Das estratégias psicoeducativas utilizadas no programa, destacaram a técnica de resolução de problemas, o roleplaying, a mentoria e a modelagem por programas liderados por pares como as que mais contribuíram para as mudanças no comportamento de autogestão desses adolescentes.
Conclusões
Os resultados sugerem benefícios claros na melhora da funcionalidade e no desenvolvimento de habilidades de autogestão e sugerem que o programa foi altamente eficaz. Esses resultados reforçam a importância do uso de estratégias psicoeducativas dentro da intervenção de enfermagem para promover o domínio e as competências de autogestão em jovens com EB.
Palavras-chave
Adolescentes, Espinha Bífida, Intervenção de Enfermagem, Programa Educacional de Autogestão, Estratégias Psicoeducativas, Programas Liderados por Pares
O95 Influência de exercícios de ioga na cadeira sobre proteínas antimicrobianas salivares em mulheres idosas frágeis institucionalizadas: um estudo preliminar
Guilherme Furtado1,2, Mateus Uba-Chupel1,2, Mariana Marques1, Luís Rama1, Margarida Braga1,3, José P. Ferreira1, Ana Mª Teixeira1
1Centro de Investigação do Desporto e da Atividade Física, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, 3040-156 Coimbra, Portugal; 2Fundação Capes, Ministério da Educação, 70.040-020, Brasília, Distrito Federal, Brasil; 3Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, 4200-450, Portugal
Correspondência: Guilherme Furtado (furts2001@yahoo.com.br) – Centro de Investigação do Desporto e da Atividade Física, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, 3040-156 Coimbra, Portugal
Introdução
O exercício tem sido relatado como uma forma de atenuar os efeitos da imunossenescência. Reduções nos níveis de proteínas antimicrobianas salivares (PAM) refletem uma redução na proteção imune mucosal das vias aéreas, levando a infecções do trato respiratório superior. A prática de ioga pode ser utilizada como terapia, pois não requer esforço extenuante e pode ser facilmente adaptável às necessidades dos idosos frágeis. Objetivo: Com este estudo, propomos analisar se a prática de ioga na cadeira pode ser usada para atenuar os efeitos da imunossenescência em mulheres idosas pré-frágeis.
Métodos
A amostra final consistiu em trinta e quatro idosos (idade média 84,21 ± 6,9 anos) que participaram do estudo e foram divididos em dois grupos: um grupo de exercício (GE, n = 22) e um grupo controle (GC, n = 14). Todos os sujeitos foram avaliados antes e depois do programa de exercícios. O GE praticou exercício 2-3 vezes por semana durante 14 semanas, e o GC não esteve envolvido em nenhum programa de exercícios. Amostras de saliva foram coletadas antes e depois de 28 semanas. As diferenças entre os momentos foram analisadas usando o teste t de Student.
Resultados
De acordo com os resultados, não houve diferenças estatisticamente significativas nos indivíduos do GE após o programa de exercícios de 14 semanas nas concentrações de AMP, no entanto os participantes do GC apresentaram uma diminuição dos níveis de IgA e lisozima (p ≥ 0,05).
Conclusões
Nossos resultados revelaram que a prática de yoga em cadeira foi capaz de manter os parâmetros imunológicos da mucosa em mulheres idosas frágeis, possivelmente prevenindo uma diminuição na qualidade de vida, e que pode ser usada como terapia para atenuar os efeitos da imunossenescência.
Palavras-chave
Idosos, Yoga, Sistema imunológico
O96 Treinamento intervalado de alta intensidade vs treinamento contínuo de intensidade moderada impacto no diabetes tipo 2
João Cruz1,2, Tiago Barbosa1, Ângela Simões1, Luís Coelho1,2
1Escola de Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Centro de Investigação em Qualidade de Vida – Ramo IPLeiria, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: João Cruz (joaocruz@ipleiria.pt) – Escola de Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
O diabetes é uma doença metabólica que surge como uma ameaça à saúde humana. A Atividade Física é apresentada como uma estratégia para o tratamento e controle desta doença. Objetivos: Comparar os benefícios do Treinamento Intervalado de Alta Intensidade (HIIT) versus Treinamento Contínuo de Intensidade Moderada (MICT) em vários marcadores de diabetes, nomeadamente HbA1c.
Métodos
A amostra foi composta por 10 indivíduos diabéticos, com idade de 61,7 ± 9,37 anos; massa corporal de 88,39 ± 2,54 kg; altura de 163,7 ± 9,13 cm; massa gorda de 29,84 ± 12,74 kg; massa magra de 55,63 ± 14,47 kg, classificação de gordura visceral 14,4 ± 6,6 e circunferência da cintura de 109,8 ± 16,92 cm. O Grupo 1 (HIIT, n = 5) realizou uma caminhada de 30 minutos a uma intensidade de FCR60-65%, e o Grupo 2 (MICT, n = 5) realizou uma caminhada/corrida de 20 minutos alternando 1 minuto de corrida a FCR70-75% com 1 minuto de recuperação ativa a FCR50-60% durante sete semanas, duas vezes por semana. Foram determinados fibrinogênio, HbA1c, colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos, proteína C-reativa, homocisteína, circunferência da cintura e VO2 máximo para os dois grupos.
Resultados
Não foram encontradas diferenças entre o tipo de exercício realizado entre os grupos. A HbA1c no MICT foi significativamente reduzida (p = 0,043) no pós versus pré-teste; A homocisteína e a massa gorda também foram significativamente reduzidas (p = 0,043) ao final do protocolo HIIT.
Conclusões
O tipo de exercício (HIIT vs. MICT) não parece induzir diferentes resultados nos marcadores de diabetes, nomeadamente na HbA1c.

Palavras-chave
Qualidade de vida, diabetes, doença metabólica, HbA1c, exercício físico

O97 Cuidador familiar de pessoas com úlcera por pressão: Plano de intervenção de enfermagem
Alexandre Rodrigues1, Juan-Fernando Jiménez-Díaz2, Francisco Martinez-Hernandez2, Bienvenida Rodriguez-De-Vera2, Pedro Ferreira3, Alexandrina Rodrigues4
1Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, 35001 Las Palmas de Gran Canaria, Espanha; 3Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra, Portugal; 4Unidade de Cuidados na Comunidade da Ponte da Barca, 4980-620 Ponte da Barca, Portugal
Correspondência: Alexandre Rodrigues (rodriguesalexandr@gmail.com) – Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal

Contexto
As rotinas diárias e os cuidados específicos com a úlcera por pressão (UP) podem causar diferentes necessidades para o cuidador. Isto decorre dos resultados de um estudo (2015) onde foram identificadas as principais necessidades dos cuidadores familiares de pessoas com úlceras por pressão. Neste trabalho são definidas as intervenções de enfermagem para cada necessidade. Objetivo: Definir as intervenções de enfermagem associadas às necessidades dos cuidadores de pessoas com úlceras por pressão.

Métodos
Um estudo qualitativo. Questionário com perguntas abertas a doze enfermeiros de cuidados domiciliários. Análise do discurso com o programa WEBQDA. Todos os aspetos éticos verificados.

Resultados
Para as dificuldades no posicionamento, as intervenções de enfermagem são: ensinar, instruir, demonstrar, treinar, auxiliar e supervisionar o posicionamento, fornecer materiais e suporte literário. Quando recusam o contacto com a UP, é importante conhecer as razões, explicar a importância do tratamento, reforçar positivamente o seu desempenho e verificar se existe um cuidador secundário com competências para realizar o tratamento. O baixo nível de qualidade de vida e o elevado nível de sobrecarga exigem apoio de saúde e social, o uso de escalas de avaliação, a disponibilização de um cuidador secundário e a definição de estratégias para descansar. Quando os cuidadores necessitam de ser reconhecidos, os enfermeiros podem fortalecer a sua importância e incentivá-los a ter tempo para si.

Conclusões
As principais intervenções estão integradas na área autónoma de enfermagem. Para obter ganhos em saúde para o cuidador, as intervenções de enfermagem podem ser direcionadas não apenas ao cuidador, mas também ao melhor cuidado do paciente e à procura de recursos de saúde e sociais para ambos.

Palavras-chave
Cuidador, Úlcera por pressão, Cuidados de enfermagem

O98 Efeitos crónicos do exercício na consolidação da memória motora em idosos
André Ramalho1, João Petrica1,2, Pedro Mendes1, João Serrano1,2, Inês Santo3, António Rosado4
1Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal; 2Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 3Studio Osteopatico Franchi, 6512 Giubiasco, Suíça; 4Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal
Correspondência: André Ramalho (andreramalho361@gmail.com) – Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Estudos recentes mostraram que uma única sessão de exercício aeróbico melhora a consolidação da memória motora. No entanto, poucos estudos exploraram os efeitos crônicos do exercício na consolidação da memória motora em idosos. O principal objetivo deste estudo foi investigar se um período de seis meses de exercício físico poderia melhorar a consolidação da memória motora em idosos.
Trinta e oito (38) sujeitos de ambos os sexos, com uma idade média de 71 anos, participaram do estudo. Os sujeitos foram divididos em dois grupos: um grupo controle e um grupo experimental. Antes da intervenção de um programa de exercício físico, os sujeitos realizaram uma Sequência de Batidas de Dedos para medir o desempenho basal. Após a intervenção, a avaliação do impacto do exercício na consolidação da memória motora foi realizada em três etapas: Treino, 1 hora após o treino e 24 horas após o treino. Para a análise dos resultados, foram utilizadas estatísticas descritivas e inferenciais.
O teste de Shapiro-Wilk foi aplicado à distribuição de normalidade dos dados e o teste ANOVA de uma via para estatísticas paramétricas. Quando comparado com o grupo controle, os resultados mostraram um melhor desempenho na consolidação da memória motora 1 hora e 24 horas após o treino no grupo experimental. No entanto, essas diferenças não foram significativas (p ≥ 0,05). Parece, portanto, que o exercício físico regular não melhora significativamente a capacidade de consolidação da memória motora em idosos.
Identificador ClinicalTrials.gov: NCT02731261.
Palavras-chave
Exercício Físico, Consolidação da Memória Motora, Sequência de Batidas de Dedos, Aprendizagem, Envelhecimento
O99 Citologia de impressão da superfície ocular: Técnica de coleta e processamento de amostras
Paula Mendonça, Kátia Freitas
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
Correspondência: Paula Mendonça (paula.mendonca@estesl.ipl.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
Contexto
A citologia de impressão da superfície ocular é uma técnica minimamente invasiva que permite a análise de células conjuntivais e corneais, como alternativa a esfregaços, biópsias e punções. Objetivo: O objetivo deste estudo foi apresentar uma técnica de coleta, fixação e coloração para citologia de impressão de amostras oculares.
Cinquenta (50) amostras de conjuntiva bulbar colhidas de 50 voluntários da ESTeSL foram analisadas. O material foi coletado em uma tira de acetato de celulose da Millipore, fixado e corado com a coloração de Papanicolaou. As lâminas foram analisadas por três avaliadores independentes, utilizando uma grade de avaliação com os seguintes parâmetros: tamanho celular, detalhe e membrana nuclear, detalhe e membrana citoplasmática, relação N/C e afinidade tintorial. A pontuação final por lâmina foi obtida através da soma de todos os parâmetros considerados (escala de 0 a 41).

Resultados
O papel de filtro com ápice ajudou a posicionar corretamente o papel no olho, e o procedimento aplicado permitiu uma coleta eficaz de células, com 50‑70 % da superfície do filtro preenchida, sem necessidade de anestesia tópica. O fixador SureThin apresentou qualidade na preservação celular, além de ser mais econômico. A técnica de coloração de Papanicolaou mostrou-se ideal na coloração das células epiteliais oculares. Essa metodologia desenvolvida apresentou uma pontuação máxima de 41 valores em uma resposta de 74 %.

Conclusões
O método apresentado mostrou-se muito eficaz na avaliação de amostras celulares oculares, ao mesmo tempo que se revelou uma técnica muito barata e confortável para o paciente.

Palavras-chave
Citologia de impressão, Método de coleta, Fixação, SureThin, Coloração de Papanicolaou

O100 A prática esportiva afeta o tempo de reação na atividade neuromuscular?
Dora Ferreira, António Brito, Renato Fernandes
Escola Superior Desporto De Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal
Correspondência: Dora Ferreira (dferreira@esdrm.ipsantarem.pt) – Escola Superior Desporto De Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal
Atualmente, a prática regular de esporte é uma forma importante de preservar a saúde da população. Um dos benefícios da prática esportiva está relacionado à manutenção e melhora das funções neuromusculares, especialmente a capacidade de reagir a estímulos externos e promover o movimento. O presente estudo teve como objetivo identificar os efeitos do treinamento no Tempo de Reação Neuromuscular (TRN) em caratecas e não atletas de caratê com várias idades e níveis de experiência.
O TRN foi considerado como o tempo entre a aplicação do estímulo auditivo e o início da ativação elétrica do primeiro músculo ativado no membro inferior para realizar um chute frontal contra um alvo fixo (Mae-geri). Os dados foram coletados com eletromiografia de superfície. O TRN foi medido, analisado e comparado em n = 46 participantes divididos em quatro grupos.
Os resultados revelaram que o primeiro músculo a ser ativado em todos os grupos foi o Tibial Anterior (TA). No entanto, não houve diferenças significativas entre os grupos em relação ao TNR deste músculo. Contudo, foram encontradas diferenças significativas entre os grupos no TNR nos músculos Bíceps Femoral (BF) e Gastrocnêmio (GA). Os resultados mostram um tempo neuromuscular de recrutamento diferenciado em resposta ao estímulo em alguns músculos, o que pode estar associado aos benefícios da prática desportiva na atividade neuromuscular. Podemos supor que os indivíduos que se mantêm ativos nas atividades diárias da vida quotidiana provavelmente não declinam ao nível do processo cognitivo. Eles mudam e adaptam-se devido ao processo natural de envelhecimento.
Palavras-chave
Tempo de Reação, Neuromuscular, Karaté
O101 Eficácia da administração enteral de fibras no tratamento da obstipação crónica
Sofia Gomes1, Fernando Moreira1,2, Cláudia Pinho1,3, Rita Oliveira1,3,4, Ana I. Oliveira1,3
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330, Portugal; 2Departamento de Medicina Legal e Ciências Forenses, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4200-319 Porto, Portugal & Serviços Farmacêuticos, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE, Vila Nova de Gaia, 4400-129, Portugal; 3Núcleo de Investigação e Intervenção em Farmácia, Centro de Investigação em Saúde e Ambiente, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330, Portugal; 4Secção Autónoma de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Sofia Gomes (sofiasilvagomes93@gmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330, Portugal
Estima-se que a obstipação afete 20% da população nos países ocidentais, levando a um impacto significativo na qualidade de vida das pessoas. A administração de alguns tipos de fibras melhorou significativamente os sintomas de obstipação durante períodos de administração de 4 semanas, aparentemente aumentando a frequência de defecação e tendo um efeito protetor na flora intestinal. Além do seu efeito nesta patologia, as fibras têm sido associadas a resultados benéficos em doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, cancro colorretal e hemorroidas. Este estudo foca-se na avaliação de curto prazo dos benefícios das fibras na motilidade intestinal em pacientes obstipados.
Foi realizado um estudo piloto quase experimental, consistindo na administração de 6,3 g de um suplemento misto de seis fibras solúveis e insolúveis (contendo polissacarídeo de soja, celulose, amido resistente, goma arábica, oligofrutose e inulina) tanto ao almoço como ao jantar, durante 15 dias. A amostra incluiu 5 pacientes diagnosticados com obstipação crónica que usam laxantes com frequência, com idades entre 50 e 83 anos, e que não necessitavam de uma dieta restrita em fibras.
Os participantes obtiveram fezes do tipo 3 e 4, de acordo com a escala de Bristol de forma das fezes. A média diária de evacuações intestinais diminuiu e todos os participantes acabaram tomando laxantes após uma breve pausa inicial. A suplementação com o produto enriquecido com fibras não causou quaisquer sintomas adversos.
De acordo com este estudo, a suplementação de pacientes com constipação crônica com fibras é ineficaz na redução da obstipação, durante um período de curto prazo de 15 dias. Além disso, a dependência gerada pelo uso de laxantes é claramente demonstrada.
Palavras-chave
Suplemento, inulina, oligossacarídeos, intestino, prebióticos
O102 Descalcificador rápido em osso compacto e osso esponjoso
Paula Mendonça1, Ana P. Casimiro2, Patrícia Martins1, Iryna Silva3
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal; 2Hospital SAMS – Serviços de Assistência Médico-social do Sindicato dos Bancários, 1849-017 Lisboa, Portugal; 3North Tyneside General Hospital, Tyne and Wear NE29 8NH, Newcastle, Reino Unido
Correspondência: Paula Mendonça (paula.mendonca@estesl.ipl.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
Introdução
Este estudo avalia a eficácia do processo de descalcificação, comparando descalcificadores aquosos – Ácido Nítrico a 10%, para osso compacto, e Surgipath® Decalcifier® II (SD® II), para osso esponjoso – e a nova fórmula comercial, Fast Decalcifier, para ambos os tipos. Objetivo: Comparar a eficácia dos descalcificadores através do estudo da morfologia, preservação e qualidade das amostras biológicas ósseas.
Métodos
Cento e quarenta (140) blocos de amostras histológicas de osso compacto e esponjoso de suínos, previamente fixados em formalina a 10% e impregnados em parafina, foram utilizados. O processo de descalcificação foi avaliado para osso compacto por pesagem após 24 horas, corte com bisturi e por som, enquanto o osso esponjoso foi avaliado a cada hora dentro de 24 horas por meio da avaliação por palpação com pinça. A preservação da morfologia foi avaliada pela coloração de Hematoxilina-Eosina e a presença de cálcio foi verificada pelas colorações de Von Kossa e Vermelho de Alizarina S.
Resultados
O teste ANOVA de uma via indica que não houve diferenças estatisticamente significativas em comparação com Fast Decalcifier (valor p > α = 0,05) com SD® II para ossos esponjosos. O osso com Fast Decalcifier não revelou bons resultados no osso compacto, o que significa que o descalcificador é agressivo e não preserva a arquitetura tecidual nos casos com alto nível de cálcio.
Conclusões
A nova fórmula comercial, Fast Decalcifier, apresentou melhor desempenho na remoção de cálcio, na preservação da morfologia e um tempo adequado de desempenho, mostrando-se o melhor descalcificador para osso esponjoso em comparação com SD® II.
Palavras-chave
Ácido nítrico a 10%, Fast decalcifier, Osso compacto, Osso esponjoso
O103 Prevenção de distúrbios musculoesqueléticos através de um protocolo de exercício realizado em contexto laboral
Catarina Leitão1, Fábia Velosa2, Nélio Carecho3, Luís Coelho1,2
1Centro de Investigação em Qualidade de Vida, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal; 2Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 88040-900, Brasil
Correspondência: Catarina Leitão (catarinaleitao.pt@gmail.com) – Centro de Investigação em Qualidade de Vida, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Os distúrbios musculoesqueléticos (LME) são bem reconhecidos como doenças relacionadas ao trabalho (DORT). A atividade física pode desempenhar um papel importante na prevenção de DORT e na melhoria dos sintomas de dor relacionados à atividade laboral.
Esta pesquisa teve como objetivo analisar a influência de um programa de exercícios de 10 semanas (duas vezes por semana) (ginástica e fitness) realizado no contexto laboral, na redução dos sintomas musculoesqueléticos e no bem-estar de trabalhadores de fábrica.
Foi realizado um estudo longitudinal exploratório com uma amostra de 20 trabalhadores de fábrica. O Questionário Nórdico de sintomas musculoesqueléticos e testes físicos de força e flexibilidade foram utilizados para coletar dados em dois momentos diferentes, T0 (antes da intervenção) e T1 (após a intervenção). Houve uma diminuição das queixas de dor (25% na região cervical, 20,8% nos ombros, 16,7% nos cotovelos, 8,4% nos punhos, 12,5% na região lombar, 20,8% nos joelhos e 8,3% nos tornozelos/pés) e um aumento da sensação de bem-estar (sentir-se otimista = 58,3% e sentir-se ativo = 66,7%). Houve também melhorias estatisticamente significativas na flexibilidade, respetivamente na flexão do tronco (p = 0,000) e no teste de Alcance do Membro Superior Esquerdo (p = 0,000).
O exercício tornou-se um elemento essencial na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida, reduzindo o risco de desenvolver doenças crónicas.
Palavras-chave
Protocolo de exercício, distúrbios musmusculoesqueléticos, prevenção de distúrbios musmusculoesqueléticos
O104 Conhecimento de professores e outros agentes educativos sobre diabetes tipo 1: Eficácia de um programa de intervenção
Eva Menino1, Anjos Dixe1, Helena Catarino1, Fátima Soares2, Ester Gama3, Clementina Gordo1
1Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Unidade de Saúde Pública, ACES Pinhal Litoral, ARS Centro, 3100-462 Pombal, Portugal; 3Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
Correspondência: Eva Menino (eva.guilherme@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Contexto
O diabetes tipo 1 é uma das doenças crônicas mais prevalentes em idade escolar, necessitando, portanto, de pessoal capacitado para garantir um ambiente escolar seguro. Recomenda-se que o enfermeiro de saúde escolar seja o profissional responsável por planejar, preparar e assegurar (coordenar) o treinamento da equipe escolar (ADA, 2014) [1]. Objetivos: Avaliar a eficácia de um programa de intervenção focado no desenvolvimento do conhecimento da equipe educacional sobre diabetes tipo 1.

Métodos
Trata-se de um estudo quase-experimental, com delineamento pré e pós-intervenção sem grupo controle, que incluiu 81 educadores. Foi implementado um programa de intervenção por um enfermeiro escolar com componentes teóricos e práticos. Antes e após a intervenção, foi aplicado um questionário com dados socioeconômicos e a versão portuguesa da escala “Questionário de Conhecimento sobre Diabetes” [2] sobre diabetes tipo 1.

Resultados
O conhecimento melhorou com a intervenção. A pontuação total (variando de 0 a 17) obtida antes da intervenção foi de 11,10 ± 2,69 e após, essa média subiu para 13,84 ± 1,87, apresentando diferença estatisticamente significativa (p < 0,001). Menos conhecimento foi identificado em alimentação saudável e monitoramento da glicemia, antes da intervenção. Após a intervenção, os piores escores foram identificados na detecção de sinais de hipoglicemia e na intervenção durante a hipoglicemia.

Conclusões
O conhecimento é uma condição básica para o monitoramento e para uma intervenção correta nas complicações do diabetes tipo 1, como a hipoglicemia grave. É, portanto, necessário desenvolver programas de intervenção eficazes para a aquisição de conhecimento pela equipe escolar que supervisiona alunos com diabetes.

Referências

  1. American Diabetes Association. Cuidados com diabetes no ambiente escolar e de creche. Diabetes care, 2012; 35. Suplemento 1: S76-S80.
  2. Menino E, Roque S, Dixe M. Adaptação transcultural do "Teste de Conhecimento sobre Diabetes para Professores". 2015.

Palavras-chave
Diabetes mellitus tipo 1, enfermagem, conhecimento, saúde escolar

O105 Tratamento da dor neuropática periférica diabética: uma revisão sistemática de ensaios clínicos de fase II e III
Eliana Moreira, Cristiana Midões, Marlene Santos
Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
Correspondência: Marlene Santos (mes@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
A Dor Neuropática Periférica Diabética (DNPD) é uma complicação comum do diabetes, que afeta uma ampla fração de pacientes, e é provável que aumente devido à prevalência do Diabetes. A neuropatia diabética é uma complicação associada à idade do paciente, curso da doença e gravidade da hiperglicemia. O tratamento farmacológico da DNPD inclui antidepressivos, anticonvulsivantes e opioides, entre outros. No entanto, dadas as diferentes opções farmacológicas, o alívio da dor é atualmente insatisfatório na maioria dos casos.
O objetivo deste estudo foi revisar sistematicamente ensaios clínicos randomizados de farmacoterapia oral e tópica para DPNP, incluindo estudos publicados em periódicos revisados por pares no PUBMED e ensaios não publicados recuperados do ClinicalTrials.gov, relatando desfechos de eficácia e segurança pré-definidos, publicados a partir de 2010.
Os participantes desses ensaios incluíram pessoas com diabetes mellitus e neuropatia periférica diabética que receberam qualquer tratamento para neuropatia periférica diabética. Os dados dos ensaios foram revisados por dois autores de forma independente e extraídos usando formulários padronizados de extração de dados.
Dos 29 ensaios selecionados, 11 foram eleitos após a aplicação dos critérios de exclusão; esses ensaios incluíram medicamentos com diferentes perfis farmacoterapêuticos. Melhora significativa da dor foi relatada apenas para dois ensaios: um com um inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina e outro com um agonista colinérgico dos receptores nicotínicos. Ambos os medicamentos apresentam diferenças estatisticamente significativas na intensidade da dor quando comparados ao placebo.
Mais investigação é necessária para explicar completamente os mecanismos da lesão nervosa, a fim de desenvolver uma terapia-alvo para DPNP, com controle mais eficiente da dor.
Palavras-chave
dor neuropática, dor neuropática periférica diabética, diabetes mellitus, medicamento, tratamento
O106 Novos medicamentos para tratamento da osteoporose: Revisão sistemática de ensaios clínicos de fase II e III
Sara Machado, Vânia P. Oliveira, Marlene Santos
Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
Correspondência: Marlene Santos (mes@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura óssea. É uma condição altamente prevalente nos países ocidentais, e estima-se que afete 5 % da população portuguesa. Avanços na pesquisa sobre a fisiopatologia da doença têm sido utilizados para o desenvolvimento de novas moléculas. Além disso, vários ensaios clínicos têm sido desenvolvidos para determinar a eficácia de novos medicamentos no tratamento da osteoporose.
O objetivo deste estudo foi revisar sistematicamente ensaios clínicos randomizados de medicamentos orais para o tratamento da osteoporose. A revisão sistemática foi realizada em bases de dados eletrônicas, particularmente no ClinicalTrials (www.clinicaltrials.gov) e PubMed (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed), dos quais foram selecionados apenas ensaios clínicos de fase II e III, em pacientes do sexo feminino, publicados nos últimos cinco anos, que abordaram qualquer medicamento para o tratamento da osteoporose.
Após os critérios de inclusão e exclusão, dos 132 estudos, 34 foram selecionados para inclusão na revisão sistemática. Esses ensaios incluíram medicamentos de diferentes perfis farmacológicos. Em relação aos medicamentos com efeitos anabólicos, moléculas que estimulam a formação óssea, os ensaios clínicos mostram eficácia para Romosozumabe e BA 058, enquanto para MK-5442 os resultados foram insatisfatórios. Em relação aos medicamentos antirreabsortivos ósseos, o Denosumabe foi relatado em vários estudos como tendo alta eficácia. Outros medicamentos promissores incluíram ONO-5334 e Odanacatibe, que mostraram resultados positivos em vários ensaios clínicos.
Apesar da ampla diversidade de medicamentos em ensaios clínicos, novas opções farmacológicas devem ser desenvolvidas para reverter a perda óssea nesta doença crônica altamente prevalente.
Palavras-chave
Osteoporose, medicamentos, ensaios clínicos, densidade mineral óssea
O107 Promovendo esperança no fim da vida: Eficácia de um Programa de Intervenção
Ana Querido1, Anjos Dixe1, Rita Marques1,2, Zaida Charepe3
1Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal; 3Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023, Portugal
Correspondência: Ana Querido (ana.querido@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
A esperança é essencial à vida e uma estratégia de enfrentamento para pessoas com doença crônica avançada que enfrentam o fim da vida. Objetivos: Testar o efeito de um Programa de Promoção da Esperança (PPE) na esperança, qualidade de vida (QV) e conforto de pessoas em situação paliativa.
Métodos
Cinquenta e seis (56) pacientes paliativos foram aleatoriamente designados para um grupo de intervenção (n = 28) e um grupo controle (n = 28). O grupo de intervenção recebeu 3 sessões do PPE (1 hora) durante uma semana, enquanto o grupo controle foi submetido ao tratamento regular. Todos os pacientes foram avaliados com as versões portuguesas do Herth Hope Index, McGill Quality of Life Questionnaire e Holistic Comfort Questionnaire no pré-teste/pós-teste, e no seguimento de um mês. As desistências resultaram em n = 11 no grupo de intervenção e 12 no grupo controle. Os resultados foram analisados usando estatística não paramétrica.
Resultados
Os pacientes experimentaram bons níveis de esperança, QV e conforto. Não houve diferença significativa no pré-teste das medidas de desfecho (p > 0,05). Após a intervenção, existiram diferenças significativas entre os 2 grupos na Esperança e QV, mas nenhuma diferença nos níveis de conforto. Os níveis de esperança no seguimento diminuíram com diferenças significativas entre os grupos (p < 0,05). Diferenças na QV não foram encontradas. Os níveis de conforto foram significativamente diferentes no seguimento, com níveis mais altos de conforto experimentados pelo grupo de intervenção.
Conclusões
Um programa de intervenção estrutural de esperança em pacientes paliativos em ambiente comunitário teve um efeito positivo na melhora da esperança, qualidade de vida e conforto. Mais estudos precisam ser desenvolvidos para testar a intervenção em uma amostra maior.
Palavras-chave
Esperança, qualidade de vida, conforto, fim da vida, programa de intervenção
P43 Efeitos da terapia psicomotora no comportamento adaptativo e proficiência motora de adultos com deficiência intelectual
Ana Antunes1, Sofia Santos2
1Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, 6200-050 Covilhã, Portugal; 2Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal
Correspondência: Sofia Santos (sofiasantos@fmh.ulisboa.pt) – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, 6200-050 Covilhã, Portugal
Pessoas com deficiência intelectual (DI) geralmente apresentam limitações no comportamento adaptativo e habilidades motoras, que constituem uma barreira para seu funcionamento independente diário. Nosso objetivo foi analisar a eficácia de um programa de Intervenção Psicomotora (PMT) em adultos com DI, em termos de comportamento adaptativo e habilidades de proficiência motora.
A amostra foi composta por 15 participantes divididos em 3 grupos de 5 indivíduos cada (A = DI, B = Síndrome de Down e C = desenvolvimento típico). As idades variaram de 22 a 31 anos (26,5 ± 3,76), sendo 6 do sexo feminino e 9 do sexo masculino. Todos os adultos com DI eram institucionalizados e os adultos sem DI foram selecionados por conveniência. Foram aplicadas as versões portuguesas da Escala de Comportamento Adaptativo [1] e do Teste de Proficiência Motora Bruininks-Oseretsky [2]. Após estabelecer uma linha de base, um programa de IPM de 3 meses foi desenhado para participantes com DI, focado em equilíbrio, habilidades motoras globais/finas, atividades econômicas/vocacionais e habilidades acadêmicas/verbais. Um teste de Kruskall-Wallis comparando os escores pré, pós e de retenção de todos os grupos foi calculado e para comparar diferenças intra-grupos foi realizado um teste de Wilcoxon.
Os resultados mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos com e sem DI, com estes últimos apresentando escores mais altos após o programa de IPM. As avaliações mostraram grandes melhorias nas habilidades motoras e adaptativas dos participantes com DI.
Os achados podem indicar que a IPM poderia fortalecer e melhorar as áreas avaliadas, embora esses achados devam ser interpretados com cautela, devido à amostra reduzida.
Referências

  1. Santos S, Morato, P. Comportamento Adaptativo – 10 anos depois. Lisboa: Edições FMH; 2012.
  2. Bruininks R, Bruininks B. PMBO 2 Bruininks-Oseretsky Test of Motor Proficiency 2nd edition. San Antonio, USA: Pearson Assessments; 2005.
    Palavras-chave
    Comportamento adaptativo, proficiência motora, deficiências intelectuais e do desenvolvimento, intervenção psicomotora
    P44 O efeito da terapia por exercício na esclerose múltipla – um estudo de caso único
    Marlene C. Rosa (marlenerosa@ua.pt)
    Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
    Esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, frequentemente incapacitante, do sistema nervoso central. A incapacidade na EM está relacionada ao declínio no funcionamento geral (ex.: mobilidade, marcha, equilíbrio). Sabe-se que a terapia de exercício reduz a taxa de declínio funcional em outras doenças; no entanto, seu efeito no tratamento da EM permanece relativamente inexplorado. Objetivo: Determinar o efeito da terapia de exercício na EM.

Métodos
Um paciente com EM foi incluído em um programa de exercícios de 6 semanas (2 sessões/semana: força muscular progressiva, equilíbrio e exercícios aeróbicos) conduzido por um fisioterapeuta. Dados antropométricos (altura; peso) e sociodemográficos (idade; sexo), estágio da doença (Escala de Status de Incapacidade Expandida Abreviada - AED) e testes funcionais (teste de caminhada de 5 metros em velocidade confortável – 5mWT; teste de alcance funcional – FRT; teste de levantar e sentar 5 vezes – 5STS) foram coletados no início (T0) e no final (T1) do programa de exercícios. As médias de duas tentativas para cada teste funcional foram comparadas entre T0 e T1, e o comprometimento funcional remanescente foi calculado como uma porcentagem dos valores normativos ajustados por idade (%).

Resultados
Uma mulher (52 anos; 48 kg; 1,59 m) em estágio 4 da escala AED (deambulando sem auxílio por 12 h) participou deste estudo. De T0 a T1, a participante aumentou o desempenho em: 5mWT (0,51 m/s ± 0,08 vs 0,64 m/s ± 0,01; 36,69% vs 46,04%); FRT (20,5 cm ± 2,12 vs 25 cm ± 0,71; 47,99% vs 58,53%); 5STS (19,45 s ± 1,62 vs 16,55 s ± 2,47; 36,5% vs 42,9%).

Conclusões
A terapia de exercício melhorou o funcionamento geral em um paciente com EM, obtendo escores funcionais próximos/acima de 50% do valor esperado.

Palavras-chave
Exercício, terapia, esclerose múltipla
P45 Condição física e autoeficácia em pessoas com risco de queda – um estudo preliminar
Marlene C. Rosa1, Silvana F. Marques2
1Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Unidade de Cuidados na Comunidade, Centro de Saúde de Anadia, 3780-780 Anadia, Portugal
Correspondência: Marlene C. Rosa (marlenerosa@ua.pt) – Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
Em pessoas com risco de queda, a percepção de ineficiência em lidar com quedas contribui grandemente para restrições no movimento e, portanto, pode interferir na condição física. No entanto, essa relação tem sido relativamente inexplorada. Objetivo: Explorar a associação entre condição física e autoeficácia em pessoas com risco de queda.
Métodos
Pessoas com mais de 50 anos de idade com risco moderado de queda (escala de Morse) foram incluídas em um programa de exercícios de prevenção de quedas. Foram coletados idade, sexo e Índice de Massa Corporal (IMC). Ao final do programa, a autoeficácia (SE) foi avaliada, a condição física foi caracterizada (% dos valores normativos ajustados por idade - % N) e foram exploradas correlações entre elas (teste de Spearman, p < 0,05). Quatro questões (pontuação: 0-nada confiante – 2-muito confiante) foram utilizadas para avaliar a autoeficácia em: movimentar-se em ambientes fechados; movimentar-se ao ar livre; caminhar em superfícies irregulares; e participar de atividades físicas. A condição física foi avaliada considerando: (I) mobilidade (teste de caminhada de 5 metros em velocidade confortável – TC5m), (II) equilíbrio (Teste de Alcance Funcional – TAF) e (III) resistência (teste de sentar e levantar – TSL).

Resultados
Seis mulheres e um homem (66,43 ± 11,70 anos; 42,56 ± 4,24 kg/m2) foram incluídos. Ao final do programa, os pacientes apresentaram: melhor autoeficácia em movimentar-se em ambientes fechados (1,33 ± 0,81) e na participação em atividades físicas (1,17 ± 0,75); velocidade de caminhada a 0,66 ± 0,17 m/s (51,10%N); 23,78 ± 4,65 cm no TAF (66,07%N); 14,70 ± 2,04 seg no TSL (58,97%N). As correlações foram significativas apenas entre os resultados do TSL e o escore total de AE (r = 0,87; p = 0,01).

Conclusões
A alta capacidade de resistência parece ser determinante para a melhora da autoeficácia em pessoas com risco de queda.

Registro do ensaio
NCT02746835.

Palavras-chave
Condição física, autoeficácia, risco de queda

P46 Ondas de choque: sua eficácia na melhora dos sintomas da tendinite calcificante do ombro

Beatriz Minghelli1, Eulália Caro1,2
1Pesquisa em Educação e Intervenção Comunitária, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, Silves, 8300-025, Portugal; 2Fisiatris - Recuperação Física, Lda, Sacavém, 2685-010, Portugal

Correspondência: Beatriz Minghelli (beatriz.minghelli@silves.ipiaget.pt) – Pesquisa em Educação e Intervenção Comunitária, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, Silves, 8300-025, Portugal

Introdução
Este artigo tem como objetivo avaliar a eficácia das ondas de choque na melhora dos sintomas da tendinite calcificante do ombro.

Métodos
A amostra foi composta por 6 pacientes diagnosticados com tendinite calcificante do ombro, com idades entre 38 e 70 anos (55,00 ± 12,93 anos), 4 (66,7 %) do sexo feminino. Foram avaliados a amplitude de movimento do ombro (com goniômetro), a força muscular (Teste Muscular), a dor (Escala Numérica de Dor) e a funcionalidade do ombro (escala Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH)). Foram realizadas cinco sessões de ondas de choque.
Os valores inicial e final da amplitude de movimento foram: flexão – 156,67 ± 8,16 e 169,17 ± 5,84 (p = 0,020); extensão – 31,67 ± 2,58 e 57,50 ± 42,98 (p = 0,026); abdução – 141,67 ± 28,57 e 160,00 ± 20,00 (p = 0,012); rotação interna – 44,17 ± 10,21 e 65,00 ± 5,48 (p = 0,001); rotação externa – 73,33 ± 12,11 e 82,50 ± 12,55 (p = 0,020); adução horizontal – 65,83 ± 13,57 e 80,00 ± 10,95 (p = 0,03) e abdução horizontal – 29,17 ± 8,01 e 37,50 ± 4,18 (p = 0,105). Em relação ao Teste Muscular, o valor inicial foi 3,00 ± 0,00 e o valor final foi 3,83 ± 0,41 (p = 0,025) para todos os movimentos. Os valores inicial e final das avaliações de dor foram, respectivamente: 6,67 ± 0,82 e 3,17 ± 1,17 (p < 0,001). Os valores inicial e final do DASH foram 49,31 ± 15,24 e 20,00 ± 10,13 (p = 0,005).

Conclusões
Verificou-se que a terapia por ondas de choque melhorou os sintomas em pacientes com tendinite calcificada.

Agradecimentos
Os autores desejam agradecer o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e do programa COMPETE - Programa Operacional Factores de Competitividade, QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.

Palavras-chave
Ondas de Choque, tendinite calcificada, ombro

P47 Chupeta – construção e aplicação piloto de uma intervenção parental para pais de bebés até seis meses nos cuidados de saúde primários
Mª José Luís, Teresa Brandão
Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal
Correspondência: Mª José Luís (mariaa.pluis@gmail.com) – Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal
Este trabalho teve como principal objetivo a construção e teste piloto de um programa parental preventivo e universal com dez sessões designado como - Chupeta - para implementação nos cuidados de saúde primários, com pais de crianças dos 0 aos 6 meses, baseado num formato de visita domiciliária.
A fundamentação conceptual e o design basearam-se na revisão da literatura e em práticas baseadas em evidências relacionadas com a parentalidade positiva e programas de educação parental. Para explorar a sua aplicabilidade e impacto, utilizámos uma abordagem qualitativa baseada em estudos de caso múltiplos. Quatro mães e dois pais – dois casais e duas mães – residentes na região de Castelo de Vide concordaram em participar.
Estas quatro famílias mostraram grande satisfação com o programa e recomendá-lo-iam a outras famílias. O sentido de competência dos pais também mostra melhorias para a maioria dos pais. Esta intervenção parece ter um bom potencial para aumentar o nível de informação e consciencialização dos pais sobre o desenvolvimento infantil. Necessita de mais análises e pode ser um instrumento interessante para melhorar o conhecimento e a competência dos pais nos cuidados de saúde primários.

Palavras-chave
Intervenção Parental, Cuidados de Saúde Primários, Chupeta

P48 A influência da Imagética Motora nas habilidades motoras finas de indivíduos com deficiência
Pedro Mendes1, Daniel Marinho2, João Petrica1,3, Diogo Monteiro4, Rui Paulo1,5, João Serrano1,3, Inês Santo6
1Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal; 2Research Centre of Sports Sciences, Health Sciences and Human Development, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001 Covilhã, Portugal; 3Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 4Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal; 5Research, Education and Community Intervention, Instituto Piaget, 3515-776 Galifonge, Viseu, Portugal; 6Studio Osteopatico Franchi, 6512 Giubiasco, Suíça
Correspondência: Pedro Mendes (pedromendes@ipcb.pt) – Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
A imagem mental é um processo cognitivo que pode desempenhar um papel importante no planeamento e execução de diferentes movimentos ou ações. O principal objetivo deste estudo foi verificar se a aplicação da Imagem Motora juntamente com a prática normal melhorava as habilidades motoras finas em indivíduos com deficiência.
Quarenta e dois (42) indivíduos com deficiência participaram neste estudo, com uma idade média de 37,0 (DP = 12,0), e de ambos os sexos. Os indivíduos foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um grupo de controlo e um grupo experimental. Os procedimentos do estudo foram aplicados em cinco tarefas diferentes da Bateria Psicomotora de habilidades motoras finas (BPM). Este instrumento foi aplicado em duas fases, no início do estudo (pré-teste) e no final de 4 semanas (pós-teste). Ambos os grupos realizaram as tarefas duas vezes por semana durante um mês.
Sessões de imagem motora foram adicionadas no grupo experimental. Os participantes do grupo experimental foram solicitados a imaginar mentalmente a recriação de tarefas que tinham realizado anteriormente na avaliação inicial. Para a análise dos resultados, foram utilizadas estatísticas descritivas e inferenciais. O teste T para amostras independentes e o teste T para amostras emparelhadas foram aplicados.
Os resultados mostram uma diferença significativa em todas as 5 tarefas realizadas pelo grupo experimental (p ≤ 0,05), portanto, os sujeitos deste grupo melhoraram as suas habilidades motoras finas. O grupo de controlo, no entanto, teve apenas diferenças estatísticas em duas tarefas. Estes resultados mostram que a imagem motora, quando usada juntamente com a repetição física do movimento imaginado, pode melhorar as habilidades motoras finas em indivíduos com deficiência.
Identificador ClinicalTrials.gov: NCT02725490.
Palavras-chave
Imagem, imagem motora, habilidades motoras finas, deficiência
P49 Avaliação dos efeitos de um programa de caminhada sobre os fatores de risco de queda em idosos – um estudo piloto longitudinal
Lina Monteiro1, Fátima Ramalho1,2, Rita Santos-Rocha1,2, Sónia Morgado1,3, Teresa Bento1,4
1Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal; 2Centro Interdisciplinar de Estudo da Performance Humana, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Nova de Lisboa, 1499-002 Cruz Quebrada, Portugal; 3Centro de Investigação e Qualidade de Vida, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal; 4Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal
Correspondência: Teresa Bento (teresabento@esdrm.ipsantarem.pt) – Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal
Introdução
As quedas são a principal razão para a elevada taxa de mortalidade e morbidade entre os idosos, e são a principal causa de imobilidade e perda de autonomia. Os programas de caminhada são uma forma positiva de prevenir quedas em idosos aparentemente saudáveis. Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos de um programa de caminhada sobre os fatores de risco de quedas em idosos, nomeadamente, a força, o equilíbrio e a agilidade.
Métodos
Cinco idosos (63 e 83 anos) integraram um grupo experimental que participou numa atividade de caminhada semanal supervisionada por um especialista em exercício durante um período de sessenta minutos, ao longo de nove meses. As avaliações ocorreram em três momentos, consistindo em testes de aptidão funcional e atividade física.
Resultados
Os resultados mostraram um aumento no escore de atividade vigorosa, escore de caminhada, escore de movimento e escore de posição em pé entre o primeiro e o segundo momento de avaliação. Houve também uma diminuição significativa no escore de posição sentada, o que confirmou a diminuição do comportamento sedentário dos participantes. O pedómetro mostrou-nos um aumento significativo do número de passos, entre os dois momentos, e a variável relacionada à caminhada indicou resultados médios positivos na avaliação longitudinal (0,026 ≤ 0,05).
Conclusões
O programa de caminhada induziu resultados positivos em alguns dos fatores de risco de quedas em idosos, como a atividade física e a aptidão cardiorrespiratória, portanto acreditamos que a qualidade de vida dos participantes foi melhorada. Finalmente, a diminuição observada no comportamento sedentário pode ser uma mensagem importante para intervenções com atividade de caminhada.
Palavras-chave
Programa de caminhada, saúde, quedas, qualidade de vida
P50 Programa de intervenção de enfermagem nos estilos de vida de adolescentes
Gilberta Sousa, Otília Freitas, Isabel Silva, Gregório Freitas, Clementina Morna, Rita Vasconcelos
Universidade da Madeira, 9000-082 Funchal, Portugal
Correspondência: Gilberta Sousa (gfranca@uma.pt) – Universidade da Madeira, 9000-082 Funchal, Portugal
Introdução
O Plano Nacional de Saúde refere-se à promoção da saúde ao longo do ciclo de vida e, durante a adolescência, o ambiente escolar é um ponto de referência para a aquisição e consolidação de comportamentos saudáveis. As intervenções relacionadas com a educação para a saúde permitem a realização e um melhor controlo do bem-estar. Objetivo: Diagnosticar os estilos de vida e implementar intervenções de enfermagem promotoras de comportamentos saudáveis.
Métodos
Numa perspetiva de investigação-ação, foi desenvolvido um estudo descritivo (2012), numa escola de ensino básico da Ilha da Madeira (n = 270), utilizando um questionário adaptado do "Health behaviour in school-aged children" da OMS (α = 0,72). Após a priorização das áreas, o programa de intervenção de enfermagem integrou sessões educativas; uma feira e um site com conteúdos educativos e interativos sobre exercício físico; nutrição; hábitos de higiene oral e conhecimento de substâncias psicoativas. Em 2014, avaliamos a eficácia da intervenção.
Resultados
Houve uma variação positiva nas mudanças percentuais para comportamentos mais saudáveis, especificamente: realização de 5 ou mais refeições diárias (22,7%); ingestão de água várias vezes ao dia (75,4%); escovagem dos dentes após a refeição (1,6%); uso de fio dental (23,0%); prática de desporto fora do horário escolar, 4 a 6 vezes por semana (6,5%) e 2 a 3 vezes por semana (3,6%) e uma diminuição de 4,6% em relação a ver TV 5 ou mais horas por dia. Houve também um aumento percentual significativo no conhecimento sobre substâncias psicoativas (56,0%).
Conclusões
Os resultados expressam a importância e contribuição do projeto para ganhos significativos em conhecimento e alguns comportamentos saudáveis, sendo necessário prolongar o período de intervenção para aumentar outras modificações comportamentais e estender a populações semelhantes.
Agradecimentos
Os autores desejam reconhecer a colaboração útil dada a este estudo pelos estudantes de Enfermagem.
Palavras-chave
Comportamentos de saúde, adolescentes, promoção da saúde, intervenção de enfermagem
P51 A pessoa submetida a artroplastia da anca reabilitação, em casa
Tatiana Azevedo1, Salete Soares2, Jacinta Pisco3
1Lar Cantinho dos Avós - Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, 4960-570 Melgaço, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-347 Viana do Castelo, Portugal; 3Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE, 4904-858 Viana do Castelo, Portugal
Correspondência: Tatiana Azevedo (tatiana.azevedo@scmmelgaco.pt) – Lar Cantinho dos Avós - Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, 4960-570 Melgaço, Portugal
Contexto
Uma pessoa submetida a artroplastia da anca, após alta hospitalar para o seu domicílio, enfrenta algumas dificuldades relacionadas com a capacidade de realizar atividades diárias, mobilidade e equilíbrio. Objetivos: Avaliar o nível de dependência nas atividades diárias; grau de mobilidade e equilíbrio; perceção da qualidade de vida e o efeito do programa de reabilitação.
Métodos
Um estudo quase-experimental, com avaliações antes/depois da implementação do programa, durante um mês. Trinta participantes. Instrumentos de coleta de dados: questionário sociodemográfico/clínico; Índice de Barthel; Teste de Tinetti; WHOQOL-bref.

Resultados
Os participantes apresentam distribuição semelhante quanto à variável sexo; a idade média foi de 69,67 anos e o IMC estava acima do nível normal na maioria dos casos. O nível de dependência foi maior para as seguintes atividades: tomar banho; vestir-se; usar escadas e mover-se para uma cama/cadeira; níveis mais baixos de mobilidade e percepção de qualidade de vida antes da implementação do programa de reabilitação. Após a implementação, houve evidência significativa de que o nível de independência funcional para todas as atividades diárias, mobilidade e equilíbrio e percepção de qualidade de vida aumentou.

Conclusões
Após a implementação do programa, a maioria dos participantes era independente em suas atividades diárias; apresentaram uma evolução positiva quanto ao equilíbrio e mobilidade e tiveram uma percepção positiva da evolução de sua qualidade de vida. A única variável que interferiu no nível de dependência funcional e no domínio de relações sociais da qualidade de vida foi o nível de dor. Implementar um programa de reabilitação com pessoas com prótese de quadril, em seu domicílio, aumenta sua capacidade de realizar atividades diárias, melhora sua mobilidade e equilíbrio e sua percepção de qualidade de vida.

Palavras-chave
Prótese de quadril, artroplastia de quadril

P52 Efeitos do uso de Melatonina no tratamento de doenças neurovegetativas
Paulo P. Ferreira1, Efrain O. Olszewer2, Michelle T. Oliveira3, Anderson R. Sousa4, Ana S. Maia4, Sebastião T. Oliveira4
1Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Salvador, Bahia, 41745-900, Brasil; 2Fundação de amparo à pesquisa e inovação do Espírito Santo, Vitória, Espírito Santo, 29066-380, Brasil; 3Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, Bahia, 44036-900, Brasil; 4Faculdade Nobre, Feira de Santana, Bahia, 44001-008, Brasil
Correspondência: Paulo P. Ferreira (paulopanelli@gmail.com) – Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Salvador, Bahia, 41745-900, Brasil
O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios contemporâneos da saúde pública. Com a mudança do perfil demográfico e populacional, terapias eficazes devem ser avaliadas para proporcionar melhor monitoramento e modulação das abordagens terapêuticas visando minimizar os efeitos das doenças degenerativas.
Este artigo estuda os efeitos da melatonina na doença neurodegenerativa e novas possibilidades de atuação profissional. Trata-se de um estudo descritivo, baseado em revisão de literatura, utilizando abordagem qualitativa e de caráter exploratório. A revisão de literatura baseou-se nos critérios de inclusão: artigos relacionados ao tema, publicados entre 2004 e 2014, contendo os descritores: melatonina, doenças neurodegenerativas, Alzheimer e Parkinson. Optou-se pela técnica de análise de conteúdo para análise dos dados.
O estudo mostrou a eficácia do uso de melatonina no tratamento de doenças neurodegenerativas e sua capacidade de minimizar os efeitos neurológicos do Alzheimer e do Parkinson. A melatonina é capaz de interagir com receptores nucleares, exercendo ação genômica direta, alterando a expressão de genes apoptóticos e, assim, inibindo a morte celular. Tem ainda potencial atividade neuroprotetora, com achados sugerindo a eficácia desta terapia.
Os mecanismos celulares e moleculares para esta atividade permanecem pouco compreendidos. A administração de melatonina dentro desta nova abordagem profissional parece uma prática viável para minimizar a agressividade das doenças neurodegenerativas. Em conclusão, notou-se que existem poucos profissionais que têm conhecimento da diversidade desses métodos terapêuticos existentes, e há falta de estudos para estabelecer esta prática terapêutica.
Palavras-chave
Melatonina, doenças neurodegenerativas, Alzheimer, Parkinson
P53 Revisão de Fitoterapia e outras substâncias naturais no abuso de álcool e alcoolismo
Erica Santos1, Ana I. Oliveira1,2, Carla Maia1,3, Fernando Moreira1,4, Joana Santos1,5, Maria F. Mendes1,3, Rita F. Oliveira1,2, Cláudia Pinho1,2
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330, Portugal; 2Centro de Investigação em Saúde e Ambiente, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330, Portugal; 3Hospital de Santo António, Centro Hospitalar do Porto, EPE, 4099-001 Porto, Portugal; 4Departamento de Medicina Legal e Ciências Forenses, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4200-319 Porto, Portugal & Serviços Farmacêuticos, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE, Vila Nova de Gaia, 4400-129, Portugal; 5Centro Hospitalar de São João, EPE, Porto, 4200-319, Portugal
Correspondência: Cláudia Pinho (clp@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330, Portugal
Introdução
O alcoolismo e o abuso de álcool representam um problema mundial, associado a considerável morbidade e mortalidade. Várias plantas medicinais são relatadas como tendo efeitos preventivos e terapêuticos no alcoolismo e no abuso de álcool. A presente revisão resume as substâncias naturais mais comuns utilizadas nos transtornos por uso de álcool.
Métodos
Todas as bases de dados de literatura relevantes foram pesquisadas até março de 2015. Os termos de busca foram 'abuso de álcool', 'alcoolismo', 'medicina herbal', 'produtos naturais', 'fitomedicina'. Estudos em humanos, animais e revisões foram incluídos.
Resultados
Recentemente, algumas plantas chamaram a atenção de pesquisadores, nomeadamente, danshen (Salvia miltiorrhiza Bge.), ginseng (Panax ginseng C.A. Mey.), ibogaína (Tabernanthe iboga Baill.), kudzu [Pueraria lobata (Willd.) Ohwi] e erva-de-são-joão (Hypericum perforatum L.). A redução da absorção de álcool parece ser uma característica comum entre a maioria das plantas citadas. Uma formulação padronizada de kudzu produziu efeitos colaterais mínimos e resultou em uma modesta redução no consumo de álcool em jovens bebedores pesados que não buscavam tratamento. O extrato de Hypericum também reduziu significativamente a ingestão voluntária de álcool em modelos de ratos. O Danshen não possui dados de eficácia, mas pode reduzir a ingestão de álcool em modelos animais. Outras plantas como Banisteriopsis caapi (Spruce ex Griseb.) Morton, Lophophora williamsii (Lem. ex Salm-Dyck) J.M. Coult. e Thymus vulgaris L. também são sugeridas como tendo efeitos benéficos nos transtornos por uso de álcool. A carnosina, um dipeptídeo natural, parece ser um composto promissor para a terapia do alcoolismo.
Conclusões
Os dados sugerem que algumas plantas e outras substâncias naturais podem constituir abordagens novas e eficazes para o tratamento de transtornos por uso de álcool.
Palavras-chave
Abuso de álcool, alcoolismo, fitoterapia, plantas medicinais, produtos naturais, fitomedicina
P54 Impacto do programa dietético nos marcadores bioquímicos em diabéticos: revisão sistemática
Eduarda Barreira, Ana Pereira, Josiana A. Vaz, André Novo
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal
Correspondência: Eduarda Barreira (edubarreira4@hotmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal
Contexto
Dada a alta prevalência de diabetes na população e em idosos, é crucial conscientizar sobre a necessidade de as pessoas mudarem seus hábitos alimentares e adotarem estilos de vida mais saudáveis. Intervenções nutricionais que enfatizam a promoção de uma alimentação saudável mostraram-se um ponto importante no tratamento do Diabetes Mellitus, pois promovem um melhor controle glicêmico. Objetivos: Determinar a eficácia da implementação de um programa dietético nos níveis de glicose e no perfil lipídico em pacientes com Diabetes mellitus.
Métodos
Uma revisão sistemática da literatura publicada em 2015 na base de dados PubMed/Medline. Pretende-se responder à pergunta de pesquisa: "Qual é a eficácia da implementação de um programa dietético nos valores de glicose sanguínea e no perfil lipídico de idosos com Diabetes Mellitus?" Após a aplicação dos critérios de inclusão, 6 artigos foram selecionados de um total de 622.
Resultados
A implementação de um programa baseado em uma maior ingestão dietética de ácidos graxos poli-insaturados, restrição calórica e ingestão de probióticos melhora significativamente os níveis glicêmicos, bem como o perfil lipídico em pacientes com Diabetes Mellitus.
Verificou-se que a implementação de programas dietéticos que visam uma alimentação saudável e equilibrada são pilares fundamentais no tratamento do diabetes mellitus, e sua implementação deve ser incentivada.
Palavras-chave
Nutrição, diabetes mellitus, dislipidemia
P55 Abordagens biológicas para osteoartrite do joelho: plasma rico em plaquetas e ácido hialurônico
Luís D. Silva1,2, Bruno Maia1, Eduardo Ferreira1, Filipa Pires1, Renato Andrade2,3, Luís Camarinha1
1Unidade Local de Saúde da Guarda, E.P.E, 6300-858 Guarda, Portugal; 2Clínica Espregueira-Mendes Sports Centre, FIFA Medical Centre of Excellence; 4350-415 Porto, Portugal; 3Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Correspondência: Luís D. Silva (luisduartesilva1985@gmail.com) – Unidade Local de Saúde da Guarda, E.P.E, 6300-858 Guarda, Portugal
Introdução
O aumento da prevalência da osteoartrite do joelho tornou-se uma preocupação mundial. Além disso, as lesões da cartilagem articular, devido à falta de autorreparação, representam um desafio clínico ainda a ser superado. Nesse sentido, diversas abordagens biológicas surgiram como tratamento alternativo. Objetivo: Resumir a literatura científica atual no que diz respeito à eficácia do plasma rico em plaquetas (PRP) autólogo e do ácido hialurônico (AH) nos desfechos clínicos, radiológicos e funcionais em pacientes com osteoartrite do joelho.
Métodos
Foi realizada uma revisão abrangente da literatura para buscar estudos humanos de nível I e II que avaliaram que avaliaram a eficácia clínica, radiológica ou funcional das injeções intra-articulares de PRP ou AH na osteoartrite do joelho. A busca foi realizada de 2005 a 2015 e as bases de dados utilizadas foram: PubMed, Cochrane Library, Scopus, CINAHL e SPORTDiscus.
Resultados
No geral, a maioria dos estudos relatou que as injeções intra-articulares de PRP autólogo proporcionaram melhores resultados quando comparadas às injeções intra-articulares de AH. Ambas as abordagens biológicas mostraram resultados superiores quando comparadas ao placebo. No entanto, quando comparadas entre si, o PRP autólogo apresentou melhores resultados quanto à redução da dor e à ingestão de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, melhorando a qualidade de vida e a funcionalidade do joelho. Ambas as abordagens biológicas mostraram-se seguras, sem efeitos colaterais significativos.
Conclusões
Essas abordagens biológicas apresentadas mostraram-se seguras e eficazes na redução da sintomatologia e no aumento da qualidade de vida em pacientes com osteoartrite do joelho. Portanto, sugere-se a implementação de injeções intra-articulares de PRP autólogo e AH na prática clínica atual.
Palavras-chave
Abordagens biológicas, Joelho, Osteoartrite, Ácido Hialurônico, Plasma Rico em Plaquetas, Medicina Complementar
P56 Injeções intra-articulares de plasma rico em plaquetas e ácido hialurônico para o tratamento da osteoartrite do tornozelo
Luís D. Silva1,2, Bruno Maia1, Eduardo Ferreira1, Filipa Pires1, Renato Andrade2,3, Luís Camarinha1
1Unidade Local de Saúde da Guarda, E.P.E, 6300-858 Guarda, Portugal; 2Clínica Espregueira-Mendes Sports Centre, FIFA Medical Centre of Excellence; 4350-415 Porto, Portugal; 3Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Correspondência: Luís D. Silva (luisduartesilva1985@gmail.com) – Unidade Local de Saúde da Guarda, E.P.E, 6300-858 Guarda, Portugal
Introdução
O aumento da prevalência da osteoartrite do joelho tornou-se uma preocupação mundial. Além disso, as lesões da cartilagem articular, devido à falta de autorreparação, representam um desafio clínico ainda a ser superado. Nesse sentido, diversas abordagens biológicas surgiram como tratamento alternativo. Objetivo: Resumir a literatura científica atual no que diz respeito à eficácia do plasma rico em plaquetas (PRP) autólogo e do ácido hialurônico (AH) nos desfechos clínicos, radiológicos e funcionais em pacientes com osteoartrite do joelho.
1Unidade Local de Saúde da Guarda, E.P.E, 6300-858 Guarda, Portugal; 2Clínica Espregueira-Mendes Sports Centre, FIFA Medical Centre of Excellence; 4350-415 Porto, Portugal; 3Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Correspondência: Luís D. Silva (luisduartesilva1985@gmail.com) – Unidade Local de Saúde da Guarda, E.P.E, 6300-858 Guarda, Portugal
Introdução
A carga associada à osteoartrite do tornozelo tem aumentado na comunidade idosa. Várias terapias biológicas têm sido sugeridas como um tratamento eficaz para esta condição patológica. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia das injeções intra-articulares de plasma rico em plaquetas (PRP) autólogo e ácido hialurônico (AH) em pacientes com osteoartrite do tornozelo.
Métodos
Uma busca computadorizada em bases de dados de 2005 a 2015 foi realizada nas bases de dados PubMed, Cochrane Library, Scopus, CINAHL e SPORTDiscus. Incluiu estudos em humanos que avaliaram a eficácia das injeções intra-articulares de PRP autólogo ou AH em pacientes com osteoartrite do tornozelo. Os critérios de exclusão foram os seguintes: revisões e meta-análises; comentários clínicos ou notas técnicas; estudos de caso único; estudos em animais. As listas de referências dos artigos mais relevantes foram examinadas em busca de estudos adicionais.
Resultados
Ambas as terapias mostraram-se seguras e eficazes na redução da dor e na melhora dos resultados clínicos e funcionais quando comparadas aos grupos controle ou placebo. Houve uma ligeira superioridade das injeções intra-articulares de PRP autólogo sobre AH, no que diz respeito à redução da dor e melhora da funcionalidade do tornozelo. Diversas limitações metodológicas foram apontadas na literatura, tais como: diferentes momentos, concentrações e modos de preparo das injeções; diferentes escores de resultados utilizados; diferentes períodos de acompanhamento; falta de grupos controle ou alocação randomizada.
Conclusões
As injeções de PRP autólogo e AH mostraram resultados promissores em pacientes com osteoartrite do tornozelo. Estudos de alto nível de evidência (ensaios clínicos randomizados) são necessários para avaliar a superioridade clínica entre as injeções intra-articulares de PRP e AH para tratar a osteoartrite do tornozelo.
Palavras-chave
Tornozelo, Osteoartrite, Ácido Hialurônico, Plasma Rico em Plaquetas, Medicamentos biológicos complementares
P57 O impacto das medidas preventivas na incidência de úlceras do pé diabético: uma revisão sistemática
Ana F. César1, Mariana Poço2, David Ventura3, Raquel Loura4, Pedro Gomes5, Catarina Gomes6, Cláudia Silva7, Elsa Melo8, João Lindo8
1Centro de Ação Social do Concelho de Ílhavo, 3830-201 Ílhavo, Portugal; 2Zelar, Serviços de Apoio Domiciliário, 3810-232 Aveiro, Portugal; 3Walk'In Clinics, Esgueira, 3800-042 Aveiro, Portugal; 4Clínica São João de Deus, 1749-098, Lisboa, Portugal; 5Hospital da Arrábida, 4400-346 Vila Nova de Gaia, Portugal; 6 Residência Yasmin, 2500 – 064 Caldas da Rainha; 7Unidade de Faro, Hospital do Algarve, 8000-386 Faro, Portugal; 8Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
Correspondência: Ana F. César (afilipacesar@gmail.com) – Centro de Ação Social do Concelho de Ílhavo, 3830-201 Ílhavo, Portugal
Contexto
A Diabetes Mellitus é uma doença crónica com repercussões a nível global. A úlcera do pé diabético é uma das principais complicações do pé diabético, e aquela com maiores repercussões a nível socioeconómico. A atuação da enfermagem em conjunto com a equipa multidisciplinar é essencial para obter ganhos em saúde. Objetivo: Analisar o impacto das medidas de prevenção primária na incidência de úlcera do pé diabético em pacientes com Diabetes Mellitus.
Métodos
Este estudo é uma revisão sistemática da literatura, que segue o método Cochrane, revendo artigos publicados entre 2004 e 2014.
Resultados
Foram incluídos três estudos randomizados, um estudo não randomizado e três estudos quantitativos transversais. Eles destacaram o autocuidado com os pés e a educação em saúde como uma prática de prevenção primária da úlcera do pé diabético. O método de avaliação da temperatura é um procedimento simples com extrema importância. Embora os enfermeiros orientem os seus pacientes para a prevenção, ainda existem assuntos não estudados. É fundamental avaliar todas as estratégias de educação em saúde, bem como os registos de enfermagem. O paciente e a família devem ser treinados para o autocuidado e para a vigilância dos membros inferiores.
Conclusões
Existem fatores biopsicossociais que afetam a incidência de úlceras do pé diabético em pacientes. O conhecimento adquirido pelos pacientes nem sempre se traduz na prática do autocuidado. Os registos de enfermagem são fundamentais para garantir a continuidade dos cuidados.
Palavras-chave
Diabetes Mellitus, Úlcera do pé, Pé diabético, Prevenção primária.
P58 Violência no namoro entre jovens adolescentes
Joana Domingos1, Zaida Mendes1, Susana Poeta1, Tiago Carvalho1, Catarina Tomás1,2, Helena Catarino1,2, Mª Anjos Dixe1,2
1Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, 2411-901, Portugal; 2Unidade de Investigação em Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, 2411-901, Portugal
Correspondência: Mª Anjos Dixe (maria.dixe@ipleiria.pt) – Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, 2411-901, Portugal
A violência é um fenómeno complexo e a adoção de comportamentos aceitáveis ou não é influenciada pela cultura e pela sociedade, portanto, uma intervenção precoce é extremamente importante. Este estudo é do tipo quantitativo, longitudinal e quase-experimental, pré-teste e pós-teste, sem grupo de controlo. Objetivamos: I) avaliar o conhecimento que os alunos têm sobre violência no namoro; II) avaliar os conflitos existentes nas relações de namoro entre jovens adolescentes; e III) avaliar a eficácia da intervenção por pares utilizando o teatro do oprimido no conhecimento sobre violência no namoro.
No primeiro momento (M1), foi aplicado um protocolo de pesquisa composto por: Grupo I - Inventário de Conflitos em Relacionamentos de Namoro na Adolescência (CADRI) [1] e Grupo II - Conhecimento sobre violência nos relacionamentos de namoro. O Grupo II foi avaliado no segundo momento (M2). Uma amostra de conveniência não probabilística foi composta por 49 estudantes, 17 do sexo feminino e 32 do sexo masculino, com idades entre 14 e 21 anos. Em geral, os estudantes não possuem relações afetivo-sexuais pautadas pela violência, seja como vítima ou como agressor.
O nível de conhecimento sobre violência no namoro aumentou após a conclusão da intervenção pelo teatro do oprimido (M1 = 32,8, SD = 6,1 e M2 = 37,1, SD = 6,1) e há diferenças estatisticamente significativas, comprovando sua eficácia (t = 4,265, p < 0,005). Os resultados do estudo destacam a relevância desta intervenção e a importância de tomar consciência do fenômeno da violência no namoro.
Referências

  1. Saavedra, RMM Prevenir antes de remediar: prevenção da violência nos relacionamentos íntimos juvenis. Tese de Doutoramento em Psicologia. 2010; Braga: Universidade do Minho.
    Palavras-chave
    Violência, namoro, adolescentes
    P59 Atividade física e memória motora na destreza pedal
    André Ramalho1, António Rosado2, Pedro Mendes1, Rui Paulo1,3, Inês Garcia4, João Petrica1,5
    1Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal; 2Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 3Investigação, Educação e Intervenção Comunitária, Instituto Piaget, 3515-776 Galifonge, Viseu, Portugal; 4Studio Osteopatico Franchi, 6512 Giubiasco, Suíça; 5Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
    Correspondência: André Ramalho (andreramalho361@gmail.com) – Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
    A atividade física regular tem um impacto positivo na cognição e na função cerebral. Estudos recentes mostraram que mesmo uma única sessão de exercício aeróbico pode melhorar a memória e a aprendizagem declarativa. O objetivo principal deste estudo foi investigar se um período de seis meses de exercício físico poderia melhorar a consolidação da memória motora em idosos na destreza dos pedais. Participaram do estudo 34 indivíduos de ambos os sexos, com idade média de 71 anos. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: um grupo controle e um grupo experimental. Antes da intervenção do programa de exercício físico, os indivíduos realizaram um Teste de Tapping com o Pedal para medir o desempenho basal. Após a intervenção, a avaliação do impacto do exercício na consolidação da memória motora foi realizada em três etapas: Treino, 1 hora após o treino e 24 horas após o treino. Para a análise dos resultados, foram utilizadas estatísticas descritivas e inferenciais. O teste de Shapiro-Wilk foi aplicado à distribuição de normalidade dos dados e o teste ANOVA de uma via para estatísticas paramétricas. Quando comparados com o grupo controle, os resultados mostraram melhor desempenho na consolidação da memória motora 1 hora e 24 horas após o treino no grupo experimental. No entanto, essas diferenças não foram significativas (p ≥ 0,05). Parece, portanto, que o exercício físico regular não melhora significativamente a capacidade de consolidação da memória motora na destreza dos pedais em idosos.
    Registro do estudo ISRCTN 31900.
    Identificador ClinicalTrials.gov: NCT02731274.
    Palavras-chave
    Exercício Físico, Consolidação da Memória Motora, Teste de Tapping com o Pedal, Aprendizagem, Envelhecimento
    P60 Os efeitos da vibração de corpo inteiro na atividade eletromiográfica dos músculos da coxa
    Sandra Rodrigues, Rui Meneses, Carlos Afonso, Luís Faria, Adérito Seixas
    Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004, Portugal
    Correspondência: Sandra Rodrigues (sandrar@ufp.edu.pt) – Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004, Portugal
    Introdução
    Os exercícios de vibração de corpo inteiro consistem em realizar exercícios em uma plataforma que transmite estímulos mecânicos (vibração) para a área anatômica em contato com a plataforma e que se propagam por todo o corpo. Objetivo: O objetivo do presente estudo é analisar a resposta eletromiográfica dos músculos da coxa expostos a diferentes frequências vibracionais, quando comparados a uma condição sem vibração.
    Métodos
    Oito participantes do sexo masculino (idade média 24,13 ± 1,55) foram expostos aleatoriamente a duas frequências de vibração síncrona (25 Hz e 50 Hz) e a um procedimento de controle sem vibração durante o agachamento, enquanto monitorados com EMG de superfície.
    Resultados
    Para os músculos semitendinosos dominante e não dominante, há um aumento significativo na atividade muscular na exposição a 50 Hz. Para o músculo bíceps femoral dominante, a atividade mioelétrica aumentou significativamente tanto nas condições de 25 quanto de 50 Hz, em comparação com o controle. Não houve influência estatisticamente significativa da vibração na atividade dos músculos vasto medial oblíquo e vasto lateral, tanto para os sítios dominante quanto não dominante, e para o músculo bíceps femoral não dominante.
    Conclusões
    A exposição à vibração não tem influência sobre os músculos do quadríceps (tanto vasto medial quanto vasto lateral) e o músculo bíceps femoral não dominante. No entanto, foi encontrado um aumento na atividade dos isquiotibiais no lado dominante e no músculo semitendinoso do lado não dominante. O principal achado desta investigação é que o agachamento isométrico em condição vibracional não alterou a atividade do músculo agonista, mas teve algum grau de alteração na atividade do músculo antagonista ou sinergista.
    Registro do ensaio
    Australian New Zealand Clinical Trials Registry: 370389.
    Identificador ANZCTR.org.au: ACTRN12616000580471.
    Palavras-chave
    Vibração de Corpo Inteiro, Eletromiografia, Atividade Muscular
    P61 Promoção da saúde mental no local de trabalho
    Marina Cordeiro1, Paulo Granjo2, José C. Gomes1
    1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Universidade de Lisboa, 1600-189 Lisboa, Portugal
    Correspondência: Marina Cordeiro (marina.cordeiro@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Introdução
    O trabalho pode contribuir para a saúde mental positiva, proporcionando apoio financeiro, um objetivo de vida e um sentimento de utilidade, ou para a sua deterioração, devido a más condições de trabalho. Isso significa que o trabalho, que geralmente envolve tarefas estressantes, pode causar perturbações na saúde mental ou agravar doenças mentais pré-existentes. Existem várias políticas e entidades que defendem a necessidade de programas de promoção da saúde mental, que capacitem as pessoas a lidar com o sofrimento no trabalho e melhorem as condições do local de trabalho. Objetivo: Identificar intervenções eficazes de promoção da saúde mental no local de trabalho.
    Métodos
    Esta revisão sistemática foi realizada de acordo com as orientações do Joanna Briggs Institute, utilizando os principais descritores "saúde mental", "promoção da saúde mental", "saúde ocupacional", "saúde do trabalhador" e "local de trabalho", nas bases de dados MEDLINE, CINAHL e Cochrane. Apenas foram consideradas publicações entre fevereiro de 2009 e fevereiro de 2014. Após cumprir os critérios de inclusão e exclusão, seis artigos foram selecionados e foi realizada uma síntese narrativa dos dados.
    Resultados
    Todas as intervenções eficazes realizadas foram desenvolvidas em ambiente de grupo, utilizando uma variedade de técnicas psicoterapêuticas e psicoeducacionais (principalmente terapia cognitivo-comportamental, técnicas de gerenciamento de estresse, estratégias de enfrentamento e técnicas de resolução de problemas). Nenhuma das intervenções foi desenvolvida considerando a exposição dos funcionários às suas próprias necessidades, e alguns estudos enfatizaram possíveis limitações ao considerar diferentes contextos.

Conclusões
As evidências mostram que existem intervenções eficazes no local de trabalho para promover a saúde mental; no entanto, há uma lacuna em considerar as reais necessidades dos funcionários em seu desenvolvimento. É necessário desenvolver intervenções personalizadas para promover a saúde mental com base nas opiniões dos funcionários e em suas próprias necessidades.

Palavras-chave
Promoção da Saúde Mental, local de trabalho, saúde ocupacional

P62 Influência do exercício físico na autopercepção da imagem corporal em mulheres idosas: Uma revisão sistemática de estudos qualitativos

Nelba R. Souza1, Guilherme E. Furtado1, Saulo V. Rocha2, Paula Silva3, Joana Carvalho3

1Centro de Investigação do Desporto e da Atividade Física, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, 3040-156 Coimbra, Portugal; 2Núcleo de Estudos em Saúde da População, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Itapetinga, Bahia, 45700-000, Brasil; 3Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal

Correspondência: Nelba R. Souza (nelbaef@yahoo.com.br) – Centro de Investigação do Desporto e da Atividade Física, Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, 3040-156 Coimbra, Portugal

Introdução
A percepção da imagem corporal em pessoas idosas parece ser realizada de forma especial. No entanto, os aspectos ligados à saúde 'física e funcional' e ao bem-estar psicológico associado à saúde mental parecem ser mais preponderantes. Objetivo: Esta revisão sistemática tem como objetivo relatar a eficácia da participação em programas de exercícios na autopercepção da imagem corporal em mulheres idosas.

Métodos
Uma busca sistemática da literatura de estudos de pesquisa qualitativa (RQ) foi realizada utilizando as principais bases de dados eletrônicas e fontes especializadas como PubMed, SciELO, SPORTDiscus e PsycINFO, artigos publicados entre 2006 e 2016. Os seguintes descritores foram utilizados no idioma inglês: 'Elderly OR Older adults', 'Physical activity or Motor activity' or Physical Exercise, 'Body Image', 'Qualitative research OR Qualitative study OR Qualitative'. As declarações PRISMA e TREND foram utilizadas para obter e avaliar a qualidade das informações. Dos 58 artigos encontrados, 6 foram incluídos por atenderem aos critérios de inclusão. Uma análise de conteúdo indutiva foi realizada nos achados extraídos para identificar elementos emergentes sobre a autopercepção da imagem corporal em mulheres idosas.

Resultados
Três temas relacionados à autopercepção da imagem corporal em mulheres idosas emergiram: empoderamento, contatos sociais, autoestima.
A adesão a programas de exercícios parece ser eficaz para uma autopercepção positiva da avaliação da imagem corporal em idosos. Os resultados mostraram que a pesquisa qualitativa pode fornecer informações aprofundadas sobre os elementos que influenciam a avaliação da imagem corporal em mulheres idosas. Estudos multidisciplinares de métodos mistos são recomendados para estabelecer relações quantitativas complementadas com informações qualitativas aprofundadas.
Palavras-chave
Idosos, exercício físico, imagem corporal
Saúde dentro e fora: Cuidando na Diversidade
O109 Propriedades psicométricas da versão portuguesa do Éxamen Geronto-Psychomoteur (P-EGP)
Marina Ana Morais1, Sofia Santos1, Paula Lebre1, Ana Antunes2
1Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal; 2Casa de Saúde da Idanha, Instituto das Irmãs Hospitaleiras, 2605-077 Belas, Portugal
Correspondência: Marina Ana Morais (arodriguesmorais@gmail.com) – Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal
Introdução
O envelhecimento envolve alterações no desempenho psicomotor, como equilíbrio e habilidades motoras finas/grossas. Poucos estudos estão focados nas habilidades psicomotoras entre a população idosa devido à ausência de instrumentos psicomotores válidos. Objetivo: Este artigo tem como objetivo descrever os procedimentos de tradução e validação da versão portuguesa do Éxamen Geronto-Psychomoteur (P-EGP), [1].
Métodos
O P-EGP foi aplicado a 497 participantes, com e sem demência, de acordo com as diretrizes originais: todos os aplicadores eram terapeutas psicomotores especificamente treinados para a administração do P-EGP. Dados sociodemográficos foram coletados entre janeiro de 2013 e setembro de 2014.
Resultados
Os resultados demonstraram excelente consistência interna (α > .90) e a pontuação total do P-EGP (α = .92) foi superior à original (α = .83). Os coeficientes de estabilidade (teste-reteste) foram acima de .60, mostrando forte estabilidade. A análise fatorial revelou três estruturas principais de componentes (restrições físicas, prevalência motora e cognitiva) respondendo por 48% da variância total. Todos os domínios foram fortemente correlacionados. O P-EGP diferenciou pessoas com e sem demência nos diferentes domínios, exceto na Mobilização Articular de Membros Superiores e Inferiores. Os perfis psicomotores dos participantes são apresentados, com foco nas habilidades mais influenciadas pelo processo de demência e que podem ser o alvo da terapia psicomotora.
Conclusões
O P-EGP demonstrou escores adequados de confiabilidade e validade. Foi necessário fazer alterações específicas em alguns itens para esclarecer as instruções e adaptá-lo ao contexto português. Os domínios do P-EGP são altamente correlacionados, o que reforça o "construto psicomotor" e a sensibilidade à presença de demência. Mais pesquisas devem ser conduzidas nesta área. Recomendações práticas serão fornecidas.
Referências

  1. Michel S, Soppelsa R, Albaret, J. Examen Géronto Psychomoteur-Manuel D'Aplication. Paris: Hogrefe, 2011.
    Palavras-chave
    Envelhecimento, avaliação geriátrica, desempenho psicomotor, demência
    O110 Sintomas de depressão na população idosa de Portugal, Espanha e Itália
    António Calha
    Instituto Politécnico de Portalegre, 7301-901 Portalegre, Portugal
    A depressão é um dos transtornos mentais mais comuns que afetam a qualidade de vida dos indivíduos. Devido à sua especificidade, a população idosa é particularmente vulnerável. O objetivo desta comunicação é avaliar a prevalência de sintomas depressivos na população idosa de três países do sul da Europa: Portugal (PT), Espanha (ES) e Itália (IT).
    No presente estudo, utilizamos uma versão reduzida do teste do Centro de Estudos Epidemiológicos - Escala de Depressão (CES-D8), usando dados das amostras de idosos portugueses, espanhóis e italianos da sexta ronda do European Social Survey: PT (N = 647); ES (N = 371); IT (N = 188).
    A CES-D8 é uma escala destinada a avaliar a frequência de sintomas depressivos experimentados durante a semana anterior à entrevista e consiste em oito itens medidos numa escala Likert com pontuação variando de 0 a 3.
    A análise focou-se em dois indicadores extraídos da escala: I) número de "sintomas depressivos elevados" contabilizados em situações onde 5 ou mais sintomas da pesquisa se manifestaram "todo ou quase todo o tempo" durante a semana anterior à entrevista; II) pontuação da escala, determinada pela soma dos resultados em cada uma das respostas, variando entre 0 e 24.
    Os resultados revelam uma percentagem relativamente elevada da população idosa com "sintomas depressivos elevados" (PT = 2,2%; ES = 3,4%; IT = 4,4%). Os valores médios das pontuações obtidas na CES-D8 foram os seguintes: PT (M = 7,66; DP = 4,69); ES (M = 7,28; DP = 5,07); IT (M = 7,37; DP = 5,16). As diferenças observadas não são estatisticamente significativas F (2, 2374) = 0,509; p = 0,601).
    Palavras-chave
    Sintomas depressivos, envelhecimento, qualidade de vida
    O111 Estratégias de regulação emocional e sintomas psicopatológicos: Uma comparação entre adolescentes com e sem autolesão deliberada
    Ana Xavier1, Marina Cunha2, José Pinto-Gouveia1
    1Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal
    Correspondência: Ana Xavier (ana.mj.xavier@gmail.com) – Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
    A automutilação deliberada (AD) é um grave problema de saúde pública devido à sua alta prevalência durante a adolescência e sua ligação com comprometimentos psicológicos. Apesar da ênfase teórica no papel da desregulação emocional na AD, poucos estudos analisaram essa relação em uma amostra comunitária de adolescentes. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo comparar adolescentes com e sem AD em processos de regulação emocional e sintomas psicopatológicos, e examinar a contribuição de processos de regulação emocional desadaptativos para predizer a AD.
    Métodos
    A amostra é composta por 180 adolescentes com AD e 180 adolescentes sem histórico de AD. A amostra total tem idade entre 12 e 18 anos (M = 14,98, DP = 1,77) e foi recrutada em escolas de ensino fundamental e médio (média de anos de escolaridade = 9,54, DP = 1,63).
    Resultados
    Uma ANOVA de um fator mostrou que adolescentes com AD relataram níveis mais elevados de processos de regulação emocional desadaptativos, como dissociação, ruminação, evitação experiencial e autocrítica do que adolescentes sem AD. Adolescentes com AD também apresentam níveis mais elevados de sintomas de depressão, ansiedade e estresse do que adolescentes sem AD. Os resultados das análises de regressão logística mostraram que o modelo completo foi responsável por entre 26% e 35% da AD. Os melhores preditores de AD são sintomas depressivos, ser do sexo feminino e a forma mais severa de autocrítica (ódio próprio). Quando essa forma de autocrítica não foi incluída na análise da equação, outros fatores emocionais de risco para AD emergiram, nomeadamente dissociação e níveis mais baixos de autocompaixão.
    Conclusões
    Estes achados revelam os fatores de risco emocionais para a AD na adolescência.
    Palavras-chave
    Adolescência, Automutilação deliberada, processos de regulação emocional

O112 Prevalência de incapacidade física em pessoas com hanseníase
Liana Alencar1,2, Madalena Cunha1,2, António Madureira2
1Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Correspondência: Madalena Cunha (madalenacunhanunes@gmail.com) – Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Introdução
A hanseníase é uma entidade nosológica curável causada pelo Mycobacterium Leprae com predileção pelo sistema nervoso periférico, que está associada a incapacidades, com maior prevalência entre homens. Dado que é uma doença infectocontagiosa, as seguintes estratégias são úteis para diminuir suas sequelas: diagnóstico precoce, monitoramento de pacientes e contatos domiciliares, promoção de campanhas educativas. Objetivo: Avaliar o grau de incapacidade em pessoas com hanseníase.
Um estudo observacional realizado em 104 brasileiros diagnosticados com doença de Hansen. A maioria era do sexo masculino (60,6 %) com idade média de 37 anos, pele escura (49,0 %) e havia concluído o ensino fundamental (34,6 %). A coleta de dados foi autorizada e apoiada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

Resultados
A classificação operacional e clínica da doença de Hansen revelou que 47,1 % eram paucibacilares e 52,9 % eram multibacilares. 32,0 % foram diagnosticados com o tipo borderline e 26,0 % com o tipo tuberculoide. No momento do diagnóstico, 25,0 % apresentavam incapacidade física. O grau de incapacidade física (GIF) foi o seguinte: Grau 0 – 73 (70,19 %); grau I – 17 (16,35 %) e 9 (8,65 %) apresentavam deformidades de grau II. O GIF não foi registrado em 5 casos.

Conclusões
A incapacidade física associada à doença de Hansen é significativa e constitui um problema de saúde pública no Brasil. Assim, é urgente implementar medidas para a erradicação dessa endemia e para o controle de suas sequelas.

Palavras-chave
Física, Incapacidade, Hanseníase

O113 Qualidade de vida e autoestima em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2
Ilda Cardoso1,2, Ana Galhardo1,3, Fernanda Daniel1,4, Vítor Rodrigues1,2
1Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal; 2Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-548 Coimbra, Portugal; 3Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo Comportamental, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 4Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ilda Cardoso (ildamassano@ismt.pt) – Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal

Introdução
O diabetes mellitus (DM) é uma das doenças crônicas mais prevalentes, sendo responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade. Em Portugal, sua prevalência é de cerca de 12,7 %. A qualidade de vida (QV) pode ser influenciada pela saúde física e mental do indivíduo, ambiente social e crenças pessoais. A autoestima está relacionada ao senso de valor pessoal e pode ser um aspecto relevante no enfrentamento da doença crônica. Objetivos: Explorar a existência de diferenças entre pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 em relação à qualidade de vida e autoestima. Diferenças de gênero nesses dois grupos de pacientes também foram investigadas.

Métodos
Os participantes foram 333 com diagnóstico de DM há mais de um ano que preencheram o World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-Bref) e a Escala de Autoestima de Rosenberg (RSE). O estudo teve um desenho transversal.

Resultados
Pacientes com DM tipo 1 apresentam escores significativamente maiores em todas as dimensões de QV, bem como na autoestima (p < 0,05) quando comparados aos pacientes com DM tipo 2. Em relação às diferenças de gênero, pacientes do sexo masculino com DM tipo 1 e pacientes do sexo feminino com DM tipo 1 não diferem. Ao considerar o DM tipo 2, os homens pontuam significativamente mais alto do que as mulheres em autoestima (p = 0,002) e em QV geral (p = 0,036), nas dimensões física (p = 0,008), psicológica (p < 0,001) e ambiental (p = 0,001).
Conclusões
Independentemente de serem do sexo masculino ou feminino, pacientes com DM tipo 1 apresentam melhor QV e maior autoestima. Em relação ao DM tipo 2, parece importante integrar a QV e a autoestima na abordagem geral do tratamento, particularmente com as mulheres.
Palavras-chave
Diabetes mellitus, autoestima, qualidade de vida, diferenças de gênero
O114 Comparação transcultural da coordenação motora grossa em crianças do Brasil e de Portugal
Leonardo Luz1, Tatiana Luz1, Maurício R. Ramos2, Dayse C. Medeiros3, Bruno M. Carmo1, André Seabra4, Cristina Padez5, Manuel C. Silva5
1Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 57072-900, Alagoas, Brasil; 2Instituto Federal de Alagoas, Maceió, 57035-660, Alagoas, Brasil; 3Centro Universitário Cesmac, Maceió, 57051-160, Alagoas, Brasil; 4Universidade do Porto, Porto, 4099-002, Portugal; 5Universidade de Coimbra, Coimbra, 3004-504, Portugal
Correspondência: Leonardo Luz (ltluz@ig.com.br) – Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 57072-900, Alagoas, Brasil
Introdução
A coordenação motora é um importante preditor de atividade física e saúde na infância. No entanto, os níveis de competência na infância em muitos países são inferiores ao desejado. Devido aos muitos instrumentos de habilidades motoras diferentes em uso, a coordenação motora das crianças entre os países raramente é comparada. Objetivo: Este estudo teve como objetivo examinar a coordenação motora grossa de crianças do Brasil e de Portugal.
Métodos
A amostra transversal incluiu 121 meninos (61 do Brasil) com 8 anos de idade, de escolas no Brasil e em Portugal. Os sujeitos realizaram medidas morfológicas. A coordenação motora foi avaliada usando uma bateria de 4 itens (Körperkoordinationstest für Kinder-KTK): andar para trás em vigas de equilíbrio (WB), deslocar-se lateralmente sobre caixas (MS), saltar lateralmente sobre uma ripa de madeira (JS) e saltar em altura com uma perna (HH). A porcentagem da estatura madura prevista foi usada para avaliar a maturação somática. MANOVA e MANCOVA (com circunferência da cintura como covariável) foram usadas para examinar o efeito independente do país nas variáveis morfológicas, maturação somática e itens do KTK. O nível de significância foi estabelecido em 5% para todas as estatísticas inferenciais.
Resultados
Nossos resultados mostraram um efeito significativo do país (Wilks’λ = 0,547; F = 23,993; p < 0,05) e sugeriram que os meninos portugueses obtiveram um desempenho melhor em comparação com os meninos brasileiros no JS e HH. Os resultados atuais sugerem que eles estão relacionados ao país e não são substancialmente explicados pela maturação biológica.
Conclusões
Os baixos níveis relatados por meninos brasileiros em JS e HH podem ser resultado do estado de maturidade e de diferenças culturais nos contextos de atividade física, como educação física e participação esportiva.

Palavras-chave
Coordenação motora, KTK, crianças, comparação transcultural

O115 Diferenças eletrocardiográficas entre pessoas africanas e caucasianas

António Rodrigues, Patrícia Coelho, Alexandre Coelho
Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Castelo Branco 6000-767, Portugal
Correspondência: António Rodrigues (afrodrigues6@gmail.com) – Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Castelo Branco 6000-767, Portugal

Introdução
Na segunda metade do século XX, a expectativa de vida das pessoas africanas era consideravelmente menor do que a dos caucasianos, identificando a necessidade de estudar as diferenças entre grupos raciais e étnicos para que medidas de saúde possam ser tomadas. Objetivo: Verificar se existem diferenças eletrocardiográficas entre indivíduos africanos e caucasianos.

Métodos
A amostra inclui um total de 122 indivíduos, coletados entre outubro de 2011 e janeiro de 2012. Todos os indivíduos responderam a um questionário pessoal e realizaram um eletrocardiograma convencional de 12 derivações. O estudo incluiu indivíduos de ambas as raças e sexos, com estilo de vida sedentário, sem hábitos alcoólicos, não fumantes, não obesos, com condições sociodemográficas semelhantes, sem nenhum tipo de doença associada, com idades entre 19 e 35 anos, e que concordaram em participar do estudo assinando um termo de consentimento informado.

Resultados
Com este estudo, conseguimos confirmar que indivíduos de raça africana apresentam maior prevalência de ondas T negativas e/ou bifásicas em V1 (p < 0,001), V2 (p = 0,014) e V3 (p = 0,043), maior prevalência de elevação do segmento ST em V1 (p < 0,001), V2 (p = 0,001), V3 (p = 0,010) e V4 (p = 0,027), maior dispersão do intervalo QT (p = 0,001) e maior prevalência de hipertrofia ventricular esquerda (índice de Sokolow-Lyon – p < 0,001).

Conclusões
Embora tenhamos encontrado diferenças estatísticas nos valores médios e na prevalência, não verificamos efetivamente diferenças eletrocardiográficas entre os grupos raciais. Apesar de todos os resultados do estudo, concluímos que eles não têm valor patológico, sendo, portanto, considerados variações normais.

Palavras-chave
Eletrocardiografia, Africano, Caucasiano

O116 Fatores associados à violência doméstica, sexual e outros tipos de violência na cidade de Palhoça - Brasil

Madson Caminha1, Filipe Matheus1, Elenice Mendes2, Jony Correia2, Marcia Kretzer1
1Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil; 2Secretaria Municipal de Saúde de Palhoça, Palhoça, Santa Catarina, 88132-149, Brasil
Correspondência: Madson Caminha (madsoncaminha@hotmail.com) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil

Introdução
Violência é o uso intencional de força ou poder na forma de ameaça ou efetivamente, contra si mesmo, outra pessoa, grupo ou comunidade, que leva ou tem maior probabilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico ou distúrbios do desenvolvimento. O Brasil apresenta uma tendência aumentada de notificações em todos os tipos de violência. Objetivo: Analisar os fatores relacionados aos tipos de violência notificados no município de Palhoça, Brasil, durante o período de 2010 a 2015.
Métodos
Estudo transversal, com análise de 890 registros de notificação/investigação pessoal de violência doméstica, sexual e/ou outros tipos de violência. Dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Análises no SPSS 20.0, teste Qui-quadrado com p ≤ 0,05. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Sul de Santa Catarina nº 1.370.313.
Resultados
Prevalente em mulheres (53,1 %), maiores de 18 anos (99,7 %), brancas (66,2 %), baixo nível educacional (38,7 %), solteiras (40,5 %), zona urbana (98,2 %) ocorrência no domicílio (54,0 %), já sofreram violência outras vezes (32,2 %), possuem deficiências/transtornos (13,7 %), gestantes (2,7 %). Agressor do sexo masculino (75,7 %), parceiro/namorado (20,3 %), uso de álcool (24,5 %). Maior incidência de violência física (83,1 %), seguida por violência sexual (10,8 %) e psicológica (9,4 %). Força física como meio de agressão (58,7 %), ferimento cortante/trauma contuso (58,2 %), automutilação por 19,7 %. Óbito em 1,4 %. Correlação significativa (p ≤ 0,05) entre violência física com deficiência física/mental e doença mental, sofrer violência outras vezes, sexo masculino e abuso de álcool.
Conclusões
Houve maior relato de violência física em mulheres adultas praticada por familiares, associada a agressores do sexo masculino e abuso de álcool.
Palavras-chave
Violência, Violência doméstica, Violência social
O117 Estudo de prevalência de zumbido em usuários de um hospital de gestão pública - Espanha
Francisco J. Hernandez-Martinez1, Juan F. Jimenez-Diaz2, Bienvendida C. Rodriguez-De-Vera2, Carla Jimenez-Rodriguez2, Yadira Armas-Gonzalez3
1Cabildo de Lanzarote, 35500, Arrecife, Lanzarote, Las Palmas, Espanha; 2Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, 35001 Las Palmas de Gran Canaria, Las Palmas, Espanha; 3Serviço Canário da Saúde, 35500, Arrecife, Lanzarote, Las Palmas, Espanha
Correspondência: Francisco J. Hernandez-Martinez (fjhernandez@denf.ulpgc.es) – Cabildo de Lanzarote, 35500, Arrecife, Lanzarote, Las Palmas, Espanha
Introdução
O zumbido ou tinnitus é a percepção subjetiva de um ruído contínuo nos ouvidos ou na cabeça na ausência de ruído que o justifique. Afeta 25 % da população geral e na maioria dos casos está associado à perda auditiva. Objetivo: Determinar a prevalência de zumbido em usuários que frequentam consultas de otorrinolaringologia e examinar as características sociodemográficas da população estudada.
Métodos
Estudo observacional descritivo, transversal e quantitativo entre usuários do Serviço de Saúde das Canárias (Espanha), submetidos a "audiometria total ou tonal" após encaminhamento ao ORL do Hospital José Molina Orosa. O período de coleta de dados foi de janeiro a abril de 2015, respeitando o direito à confidencialidade, privacidade e liberdade, bem como a natureza voluntária da participação.
Resultados
Dos 412 pacientes que compareceram à consulta de Otorrinolaringologia, 84 pacientes com zumbido foram incluídos na amostra. O estudo determinou que a prevalência é de 20,3%, com predomínio de mulheres no grupo etário de 41 a 60 anos. 77,3% dos pacientes apresentavam perda auditiva associada ao zumbido e, em média, a adaptação aos sintomas nos pacientes estava associada a hipertensão, depressão e insônia.
Conclusões
O grau de adaptação do paciente com zumbido requer uma aceitação de conviver com ele. Recomendam-se programas de educação em saúde para prevenção e melhoria da qualidade de vida das pessoas que sofrem deste sintoma.
Palavras-chave
Zumbido, prevalência, hospital público, Espanha
O118 Dificuldades vivenciadas pelos pais de crianças com diabetes mellitus em idade pré-escolar no manejo terapêutico e nutricional
Cátia Rodrigues, Rosa Pedroso
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Correspondência: Cátia Rodrigues (catialexrodrig@gmail.com) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Introdução
A literatura nacional e internacional tem demonstrado que a incidência da Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) em crianças aumentou significativamente, tornando-se a doença crónica com maior incidência em crianças e adolescentes em Portugal. Objetivo: Descrever as dificuldades que os pais experienciam no manejo da terapia e nutrição, avaliar as dificuldades no manejo da doença dos seus filhos, descrever as estratégias utilizadas pelos pais no manejo da terapia e alimentação dos seus filhos.
Métodos
Foi desenvolvido um estudo descritivo exploratório de natureza qualitativa, realizado através de entrevistas semiestruturadas. Utilizou-se uma amostra intencional composta por dez pais, acompanhados em consulta de endocrinologia do Hospital Pediátrico de Coimbra de julho a agosto de 2014. Os dados foram analisados utilizando a técnica de análise de conteúdo, segundo Bardin (2009) [1].
Resultados
Através da análise feita do discurso dos pais, emergiram cinco categorias principais correspondentes às dificuldades vivenciadas no manejo terapêutico e nutricional dos seus filhos: controlo da nutrição e cálculo das unidades de insulina na creche, sentimentos negativos que as crianças associam à doença, sentimentos negativos vivenciados pelos pais, complexidade dos cálculos e, por fim, opiniões e sugestões dos pais.
Conclusões
A dificuldade dos pais nos cálculos inerentes a esse processo foi evidente. Os pais raramente delegam funções associadas ao manejo terapêutico e nutricional aos profissionais de cuidado infantil, alegando insegurança e falta de conhecimento. Também foi notável a experiência de sentimentos negativos tanto por parte das crianças quanto dos pais associados à doença.

Referências

  1. Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009.

Palavras-chave
Diabetes mellitus tipo 1, crianças pré-escolares, dificuldades, nutrição, terapêutico

O119 Saúde mental eletrônica - "bom ter" ou "obrigatório ter"? Explorando as atitudes em relação à saúde mental eletrônica na população geral

Jennifer Apolinário-Hagen, Viktor Vehreschild
Departamento de Psicologia da Saúde, FernUniversität in Hagen, 58084 Hagen, Alemanha

Correspondência: Jennifer Apolinário-Hagen (jennifer.apolinario-hagen@fernuni-hagen.de) – Departamento de Psicologia da Saúde, FernUniversität in Hagen, 58084 Hagen, Alemanha

Introdução
Na literatura de pesquisa atual, a saúde mental eletrônica é associada a benefícios como melhoria do acesso ao cuidado em saúde mental, incluindo serviços de autoajuda online e psicoterapia [1]. No entanto, a base de evidências sobre as atitudes em relação às e-terapias na perspectiva dos usuários é muito limitada [2]. Objetivo: O objetivo do estudo foi explorar as atitudes em relação à saúde mental eletrônica na população geral. Um objetivo adicional foi identificar a utilização de serviços de saúde online publicamente disponíveis.

Métodos
Para medir as atitudes em relação à e-terapia guiada padronizada, 436 pessoas de língua alemã (M = 29 anos, DP = 10,13; 78% do sexo feminino) preencheram um questionário de 17 itens que contém itens sobre diferentes aspectos das e-terapias, incluindo afirmações que refletem benefícios e riscos comumente propostos. A análise fatorial (método de extração: Promax) resultou em uma estrutura bidimensional da medida, ou seja, "utilidade (das e-terapias)" e "comparabilidade (com terapias presenciais)". A viabilidade da medida foi confirmada por um estudo piloto recente (n = 1.546). Além disso, foram examinados hábitos online relacionados a questões de saúde.

Resultados
As atitudes em relação às e-terapias guiadas foram, no geral, neutras ("utilidade") ou tenderam a ser pessimistas ("comparabilidade"). A maioria dos participantes relatou nunca ter ouvido falar de e-terapias antes (57%), enquanto a e-consultoria foi frequentada por 11%. Adicionalmente, 57% relataram buscar informações de saúde online apenas raramente ou ocasionalmente. Sites de médicos ou psicólogos foram vistos como as fontes mais confiáveis.

Conclusões
A pesquisa com foco nas atitudes em relação à saúde mental eletrônica está em um estágio inicial. Os resultados podem ser enviesados devido à amostra seletiva. O desenvolvimento e validação adicionais de medidas são fortemente recomendados.

Referências

  1. Musiat P, Goldstone P, Tarrier N. Understanding the acceptability of e-mental health - attitudes and expectations towards computerised self-help treatments for mental health problems. BMC Psychiatry, 2014; 14:109. doi: 10.1186/1471-244X-14-109.
  2. Casey LM, Joy A, Clough BA. The Impact of Information on Attitudes Toward E-Mental Health Services. Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking. 2013; 16(8): 593-598.
    Palavras-chave
    Atitudes, e-terapia, autoajuda online, e-saúde mental, letramento em saúde, atenção à saúde mental, acesso ao cuidado, psicoterapia online, e-aconselhamento, medida de autorrelato
    O120 Violência contra crianças e adolescentes e o papel dos profissionais de saúde: Saber identificar e cuidar
    Milene Veloso, Celina Magalhães, Isabel Cabral, Maira Ferraz
    Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, 66075-110, Brasil
    Correspondência: Milene Veloso (mveloso@ufpa.br) – Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, 66075-110, Brasil
    A violência contra crianças e adolescentes é um grave problema de saúde pública em todo o mundo e os profissionais de saúde têm um papel importante na identificação e tratamento dos casos. Este trabalho investigou a percepção dos profissionais de saúde sobre a violência contra crianças e adolescentes, para propor possibilidades de ação e a elaboração de um folheto a ser utilizado na formação desses profissionais.
    O estudo foi desenvolvido em Belém-Pará-Brasil no período de 2011 a 2014, a partir da aplicação de dois questionários estruturados com 174 profissionais de saúde. Os dados foram analisados através do programa BioEstat 5.3.
    Os resultados apontaram que cerca de 30,00% dos profissionais de saúde nunca identificaram crianças ou adolescentes vítimas de violência. A negligência foi percebida por 60,74% dos profissionais; no entanto, apenas 19,05% destes relataram tê-la notificado. A violência sexual foi a menos referida (24,14%), mas apresentou uma maior taxa de notificação (50,00%). A violência física foi notificada por 39,47% dos profissionais que a identificaram, e a violência psicológica por 34,88%. Entre os profissionais de nível superior, 50,00% afirmaram não conhecer os meios de notificação e 86,11% nunca os utilizaram. As principais dúvidas descritas pelos profissionais de saúde foram: como identificar sinais e sintomas de violência (48,61%), o processo de notificação dos casos (27,77%) e como lidar com as vítimas e as famílias (25%).
    Os resultados demonstraram a necessidade urgente de uma política de educação continuada voltada para os profissionais de saúde, garantindo assim a proteção integral de crianças e adolescentes. O guia está em fase de finalização e aplicação.
    Palavras-chave
    Violência, crianças e adolescentes, Profissionais de saúde
    O121 Violência conjugal. Um estudo na população algarvia
    Filipe Nave, Emília Costa, Filomena Matos, José Pacheco
    Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, Faro, 8000-510, Portugal
    Correspondência: Filipe Nave (fnave@ualg.pt) – Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, Faro, 8000-510, Portugal
    A violência conjugal é um grave problema de saúde pública em todo o mundo e os profissionais de saúde têm um papel importante na identificação e tratamento dos casos. Este trabalho investigou a perceção dos profissionais de saúde sobre a violência conjugal, para propor possibilidades de ação e a elaboração de um folheto a ser utilizado na formação desses profissionais.
    A violência conjugal pode ser incluída na violência doméstica (VD), pois é um tipo de violência que ocorre em uma relação íntima entre dois parceiros ou cônjuges e que, por acontecer em um espaço íntimo, não é facilmente identificável. Afeta múltiplas dimensões da saúde em todos os membros de uma família.
    Este estudo tem como objetivo avaliar e caracterizar a violência conjugal na população do Algarve. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, correlacional e transversal, utilizando uma metodologia quantitativa. Além de um questionário sociodemográfico, utilizamos o Inventário de Violência Conjugal (IVC).
    Entre os 504 homens e mulheres entrevistados na região do Algarve, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas em nenhum dos tipos de violência sofrida. Em termos de incidência de violência doméstica nesta amostra, constatamos que 49,4% sofreram violência psicológica, 10,1% relataram ter sofrido algum episódio de violência física grave, 30,8% relataram ter sofrido violência física leve, 42,9% afirmaram ter sido abusados no contexto socioeconômico e 42,9% nunca foram vítimas de violência sexual.
    Cerca de 60% dos participantes afirmaram já ter sido vítimas de alguma forma de violência. A violência psicológica e a violência socioeconômica são as que apresentam valores mais elevados, ultrapassando 40% dos entrevistados. A violência física leve e a violência sexual também apresentaram valores baixos, tendo ambas sido relatadas por mais de 30% dos entrevistados. A violência física grave é a menos relatada, com um valor aproximado de 10% dos participantes.
    Palavras-chave
    Violência doméstica, violência conjugal, Inventário de Violência Conjugal (IVC).
    O122 Fatores clínicos e adesão ao tratamento na doença cardíaca isquêmica
    António Dias, Carlos Pereira, João Duarte, Madalena Cunha, Daniel Silva
    Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
    Correspondência: António Dias (madureiradias@gmail.com) – Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
    Introdução
    A não adesão ao tratamento é um motivo de preocupação para a comunidade científica, pois é considerada um importante problema de saúde pública. Aproximadamente 50% dos pacientes com doença cardíaca isquêmica (DCI) não obtêm benefício clínico devido à baixa adesão ao tratamento (AT). Objetivos: Determinar a prevalência de AT e relacionar a influência de vários fatores clínicos na AT.
    Métodos
    Um estudo transversal, envolvendo 254 pacientes com DCI, que compareceram à consulta de acompanhamento no hospital. Os pacientes tinham uma idade média de 66,9 ± 11,6 anos; 74,0% eram do sexo masculino; 73,2% eram “casados”; 69,3% tinham escolaridade até a “4ª série”. Utilizamos questionário sociodemográfico e clínico e a Medida de Adesão ao Tratamento.
    A prevalência de não adesão de pacientes com DIC foi de 50,4 %. Pacientes que aderiram mais ao tratamento foram aqueles que: I) foram diagnosticados com “infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST” em comparação com aqueles que tiveram “angina instável”; II) tinham a doença “há 1 ano” em comparação com aqueles que tinham “há 4 anos”; III) tiveram o primeiro episódio de síndrome coronariana aguda em comparação com aqueles que recidivaram; IV) apresentavam “1 fator de risco” em comparação com aqueles que apresentavam “4 e 5 fatores de risco”; V) foram tratados com “angioplastia primária” em comparação com aqueles que receberam tratamento “conservador”; VI) eram assintomáticos em comparação com aqueles que relataram “limitação ou limitação grave às atividades”.
    Conclusões
    Os resultados são consistentes com estudos anteriores, confirmando a baixa prevalência de AT em relação à medicação cardioprotetora. Alguns fatores clínicos na AT mostraram-se preditores de adesão.
    Palavras-chave
    Adesão ao tratamento, doença isquêmica do coração, fatores clínicos
    O123 A religiosidade pode melhorar o otimismo em participantes em estados de doença, controlando a satisfação com a vida?
    Lisete M. Mónico1, Valentim R. Alferes1, Mª São João Brêda1, Carla Carvalho1, Pedro M. Parreira2
    1Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851, Portugal
    Correspondência: Lisete M. Mónico (lisete_monico@fpce.uc.pt) – Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
    Introdução
    Considerando a literatura clássica sobre os efeitos da religiosidade na saúde, bem-estar e comportamentos de risco, a questão da influência da religiosidade no otimismo tem sido menos estudada, especialmente quando se controla a satisfação com a vida. Em estados de doença, variáveis como otimismo e satisfação com a vida assumem um papel importante. Objetivos: Analisar o papel da religiosidade nos fatores de otimismo (externalidade vs. internalidade) em grupos caracterizados por estados de doença ou saúde, controlando a satisfação com a vida.
    Métodos
    A amostra é composta por 264 pacientes com doenças crônicas ou hospitalizados devido a uma determinada patologia (M = 52,49; DP = 17,69 anos; 64,4 % do sexo feminino), e um grupo de comparação composto por 315 indivíduos saudáveis (M = 40,63; DP = 16,63 anos; 78,8 % do sexo feminino). Todos os participantes responderam ao Questionário CRSV (2011) composto por várias medidas de religiosidade, otimismo e satisfação com a vida (com boas propriedades psicométricas).
    Resultados
    Para participantes doentes, não encontramos associação entre medidas de religiosidade e otimismo ao controlar a satisfação com a vida, tanto para otimismo de externalidade (β = 0,02) quanto para otimismo de internalidade (β = 0,00); nesses pacientes, a satisfação com a vida previu o otimismo de internalidade (β = 0,65) mais do que o otimismo de externalidade (β = 0,25). Para participantes saudáveis, a religiosidade previu a satisfação com a vida (β = 0,19) e o otimismo (β = 0,16 para otimismo de externalidade; β = 0,14 para otimismo de internalidade); tanto o otimismo de internalidade (β = 0,86) quanto o de externalidade (β = 0,88) foram associados à satisfação com a vida.

Conclusões
A religiosidade só influencia o otimismo em indivíduos saudáveis. Para participantes doentes, o otimismo esteve ancorado apenas na satisfação com a vida, e o otimismo de internalidade foi mais promovido pela satisfação com a vida do que o otimismo baseado em causas externas. Para indivíduos saudáveis, a satisfação com a vida promove igualmente o otimismo de internalidade e de externalidade.

Palavras-chave
Religiosidade, otimismo, satisfação com a vida, internalidade, externalidade

O124 Empoderamento, conhecimento e qualidade de vida de pessoas com diabetes tipo 2 na Unidade Local de Saúde do Alto Minho
Mª Carminda Morais1,2, Pedro Ferreira1, Rui Pimenta1, José Boavida3
1Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-347 Viana do Castelo, Portugal; 3Direção-Geral da Saúde (DGS), 1049-005 Lisboa, Portugal
Correspondência: Mª Carminda Morais (carmindamorais@ess.ipvc.pt) – Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal

Contexto
A diabetes mellitus tipo 2 é uma das doenças não transmissíveis com prevalência crescente, associada a fortes repercussões físicas, emocionais e socioeconómicas. Portanto, requer novas abordagens integradas para prevenir e combater a doença, baseadas nas evidências já produzidas. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento, o empoderamento e a qualidade de vida de pessoas com diabetes tipo 2, acompanhadas na Região do Alto Minho, Portugal.

Métodos
Este estudo descritivo correlacional foi realizado numa amostra aleatória de 537 indivíduos, 277 deles em cuidados primários (agrupamentos de centros de saúde, ACES). O questionário incluiu uma parte de caracterização sociodemográfica e clínica, juntamente com as escalas DES-SF (empoderamento), DKT (conhecimento) e EQ-5D (qualidade de vida).

Resultados
A idade média dos indivíduos foi de 64,7 ± 11,7 (ACES) e 62,3 ± 12,9 (hospital). Em relação ao empoderamento e à qualidade de vida, encontramos escores médios semelhantes em ambos os contextos: 3,7 ± 0,9 e 0,6 ± 0,3 no ACES, e 3,7 ± 0,7 e 0,6 ± 0,3 no hospital. Por outro lado, o conhecimento foi maior no hospital (66,7 ± 12,4) em comparação com a atenção primária (59,7 ± 16,3), especialmente em indivíduos não tratados com insulina. Homens acompanhados no hospital também apresentaram maior empoderamento do que as mulheres, embora tivessem conhecimento semelhante. Os maiores déficits de conhecimento estavam relacionados ao manejo da hipoglicemia, ao significado da hemoglobina HbA1C, aos sinais de cetoacidose entre os tratados com insulina e aos cuidados com os pés. Indivíduos mais jovens e com menor escolaridade apresentaram maior conhecimento sobre qualidade de vida e empoderamento.
Conclusões
Há falta de conhecimento em aspectos fundamentais do manejo da doença, seguido por um sentimento irrealista de empoderamento, levando em conta as evidências produzidas. As estratégias de intervenção local devem considerar esses achados.
Palavras-chave
Diabetes tipo 2, empoderamento, conhecimento, qualidade de vida
O125 Adesão à terapia anti-hipertensiva entre pacientes hipertensos do município de Bragança, Portugal
Isabel C. Pinto1, Tânia Pires1,2, Catarina Silva1
1Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal; 2Centro de Investigação de Montanha, Escola Superior Agrária, 5300-253 Bragança, Portugal
Correspondência: Isabel C. Pinto (isabel.pinto@ipb.pt) – Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal
Introdução
A hipertensão aumenta o risco de doenças cardiovasculares e é altamente prevalente em todo o mundo, atingindo mais de um quarto da população portuguesa. A baixa adesão à terapia anti-hipertensiva tem sido identificada como a principal causa de falha no controle da hipertensão. Objetivo: Estimar a prevalência da adesão à terapia anti-hipertensiva e fatores relacionados.
Métodos
Este estudo transversal baseou-se em um questionário, com a escala MAT (medida de adesão à terapia) validada para a população portuguesa [1], aplicado a 122 pacientes hipertensos do município de Bragança, no norte de Portugal. Para avaliar a adesão à terapia, aqueles cujos níveis médios de adesão eram ≥ 5 foram considerados aderentes. Estatísticas descritivas foram utilizadas, correlações foram avaliadas utilizando o teste qui-quadrado, com um nível de significância de 5 %.
Resultados
A amostra foi composta principalmente por mulheres (59,1 % vs. 40,9 %), com idades entre 31 e 92 anos (média 69,8). Os participantes mostram alto nível de adesão à terapia anti-hipertensiva (82,8 %). Apenas o estado civil está relacionado à adesão à terapia, sendo que pessoas casadas ou viúvas foram as que menos aderiram ao tratamento anti-hipertensivo (p = 0,04).
Conclusões
Este estudo mostra que uma alta prevalência de pacientes hipertensos aderiu à terapia anti-hipertensiva prescrita, sendo os casados ou viúvos os que menos aderiram ao tratamento.
Referências

  1. Delgado AB, Lima ML. Contributo para validação concorrente de uma medida de adesão aos tratamentos. Psicologia, Saúde & Doenças. 2001; 2(2): 81-100.
    Palavras-chave
    Adesão à terapia anti-hipertensiva, pacientes hipertensos, adesão à terapia, não adesão à terapia
    O126 Percepção subjetiva de realização sexual - Um estudo exploratório em pessoas com sobrepeso
    Maria Ribeiro1,2, Maria Viega-Branco3, Filomena Pereira4, Ana Mª Pereira3
    1Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal; 2Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5000-801 Vila Real, Portugal; 3Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal; 4Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal
    Correspondência: Maria Ribeiro (xilote@ipb.pt) – Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal
    A literatura relata que as alterações no Índice de Massa Corporal (IMC) estão diretamente relacionadas ao interesse sexual. Indivíduos com sobrepeso e obesidade autorrelatam menos parceiros sexuais e são menos propensos a ter um relacionamento romântico em comparação com seus pares não obesos.
    Os objetivos deste trabalho são conhecer o nível de percepção de realização sexual, em pessoas com sobrepeso com a Escala de Compulsão Alimentar Periódica (BES) e estudar a associação entre idade e a percepção da qualidade do sexo em pessoas com sobrepeso são os objetivos deste trabalho.
    Um estudo exploratório e quantitativo foi desenvolvido, baseado em uma amostra de 218 pacientes de ambos os sexos, com idades entre 18 e 65 anos. Os dados foram coletados em vários hospitais do norte e centro de Portugal, sendo utilizado para este fim o Índice de Satisfação Sexual (ISS).
    De todos os participantes, 64,5% expressaram sobrepeso. Em uma escala de 0 a 100, o ISS foi, em média, 26,7 (DP = 14,6). Em média, indivíduos com escores graves e baixos na BES registraram o maior nível de insatisfação sexual. Houve diferenças estatisticamente significativas no ISS entre indivíduos com e sem sobrepeso. A insatisfação é maior quanto mais avançada é a idade dos participantes. Contrariamente ao que é relatado na literatura, não houve diferença entre indivíduos com e sem sobrepeso de acordo com o número de parceiros sexuais.
    Os resultados obtidos com esta pesquisa são consistentes com a literatura, exceto no que diz respeito ao número de parceiros sexuais.
    Palavras-chave
    Percepção, realização sexual, sobrepeso, Portugal
    O127 Nível de atividade física e fatores associados em hipertensos cadastrados na estratégia de saúde da família de uma unidade básica de saúde do município de Palhoça, Santa Catarina, Brasil
    Fabrícia M. Almeida, Gustavo L. Estevez, Sandra Ribeiro, Marcia R. Kretzer
    Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
    Correspondência: Marcia R. Kretzer (marcia.kretzer1@gmail.com) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
    Introdução
    A hipertensão é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, enquanto a atividade física está associada à redução do risco de desenvolver hipertensão. Objetivo: Avaliar o nível de atividade física e fatores associados em hipertensos cadastrados na Estratégia Saúde da Família em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no município de Palhoça, Santa Catarina, Brasil.
    Métodos
    Estudo transversal com 134 pacientes hipertensos em uma UBS no período de junho a novembro de 2015. Foi aplicado o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). As análises foram realizadas no SPSS 18.0, as médias foram comparadas com o teste t (p ≤ 0,05) e estabelecido um intervalo de confiança de 95%. Foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unisul.
    Resultados
    Mulheres (59,8%), idade média de 64,94 anos (DP 12,7), não trabalhando (78,4%), tabagismo (16,4%), dos quais 68,2% fumam mais de 20 cigarros por dia. Ativos em atividade física (42,6%), irregularmente ativos (41,5%) e 6,2% sedentários. Hipertensão inferior a 159/99 mmHg (78,8%), diabéticos (38,8%), obesidade (32,8%), doença renal (20,9%), doença cardíaca (17,9%). 76,8% usam até 2 anti-hipertensivos. Nos fumantes, o maior nível de atividade física está associado ao consumo de menos de 20 cigarros por dia (p = 0,008).
    Conclusões
    Os hipertensos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família no município de Palhoça, Brasil, praticam atividade física regular, mantêm pressão arterial baixa e usam até dois medicamentos anti-hipertensivos. Fumantes com consumo superior a 20 cigarros por dia são mais sedentários.
    Palavras-chave
    Nível de atividade física, hipertensão, fatores associados
    O128 Percepção da aptidão funcional e saúde em idosos não institucionalizados de áreas rurais
    Paulo V. João1, Paulo Nogueira2, Sandra Novais2, Ana Pereira1,3, Lara Carneiro2, Maria Mota1
    1Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal; 2Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal; 3Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761, Portugal
    Correspondência: Paulo V. João (pvicente@utad.pt) – Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801, Portugal
    O exercício é uma forma importante de promover a saúde e a qualidade de vida dos idosos, retardando o declínio funcional associado ao envelhecimento, que tende a estar relacionado a uma percepção de saúde mais positiva. Este estudo teve como objetivo examinar como alguns indicadores de funcionalidade estão associados à percepção de saúde de idosos residentes em áreas rurais envolvidos em um programa municipal.
    A amostra foi composta por duzentos e setenta e nove (279) indivíduos (237 mulheres e 42 homens, 72,0 ± 7,6 anos; 28,8 ± 4,3 kg/m²), participantes do programa municipal "Celorico a Mexer". Foram medidos: relação cintura-quadril (RCQ), pressão arterial (PA), aptidão funcional e perceção do estado de saúde ("Saúde atual" e "Saúde comparada com outros da mesma idade").

A RCQ foi de 0,96 ± 0,06, com as mulheres apresentando os valores mais elevados (t = 10,902; p = 0,000). A média da PA foi de 136,7 ± 9,7 mmHg para PAS e 76,5 ± 10,4 mmHg para PAD. Considerando a Perceção de Saúde, 13,6% dos idosos sentem que têm saúde má, 29,0% têm saúde fraca, 45,5% saúde razoável, 11,1% saúde boa e 0,7% acham que é muito boa.

Os homens consideram a sua saúde significativamente mais positiva do que as mulheres (U = 3577,5, p = 0,002). Em comparação com outros indivíduos da mesma idade, 17,6% não sabem, 17,6% consideram a sua saúde pior, 48,2% acham a sua saúde idêntica e 16,5% afirmam ter melhor saúde. Os homens percecionam a sua saúde melhor do que as mulheres (U = 3821,5, p = 0,010). Na capacidade funcional, as mulheres apresentaram um melhor desempenho físico do que os homens. É necessário desenvolver campanhas para a manutenção de consultas médicas regulares, bem como a adoção de um estilo de vida melhor.

Palavras-chave
Autarquia, Capacidade funcional, Exercício, Idosos, Homens, Mulheres
O129 Adesão à medicação em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 tratados nos cuidados de saúde primários em Coimbra
Rui Cruz1, Luiz Santiago2, Carlos Fontes-Ribeiro3
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 2Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001, Portugal; 3Departamento de Farmacologia e Terapêutica, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3000-548, Portugal
Correspondência: Rui Cruz (ruic@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Introdução
A prevalência da diabetes mellitus está a aumentar globalmente e tornou-se um importante problema de saúde pública. Em Portugal, a prevalência mais recente indica mais de 1 milhão de pessoas a viver com diabetes com idades entre os 20 e os 79 anos. A diabetes mellitus tipo 2 é mais prevalente em 80% a 90% dos casos. Para prevenir as complicações associadas à diabetes tipo 2, a terapêutica inclui frequentemente também medicamentos para controlo da pressão arterial, dislipidemia e outras perturbações, sendo essencial que exista uma boa adesão ao regime de tratamento. Objetivo: Caracterizar a adesão à medicação de pacientes com diabetes tipo 2.
Métodos
Desenvolvemos um estudo transversal numa amostra de 357 pacientes de centros de cuidados de saúde primários em Coimbra. A recolha de dados foi realizada através do questionário adaptado de Morisky Green.
Resultados
No total, 160 homens (44,8%) e 197 mulheres (55,2%) participaram do estudo. A idade média foi de 67,48 (DP ± 9,5). Obtivemos bons resultados de participação, com 88% das pessoas apresentando alta adesão, 10% adesão intermediária e apenas 2% baixa adesão.

Conclusões
Nossa amostra de diabéticos apresenta alta adesão à terapêutica. Apesar desses resultados, encontramos alguns fatores que interferem na adesão à terapêutica, incluindo idade, situação profissional e sexo.

Palavras-chave
Diabetes mellitus tipo 2, adesão à medicação, atenção primária

O130 Associação multivariada entre índice de massa corporal e multicomorbidades em idosos residentes em contexto de baixo nível socioeconômico

Guilherme Furtado1,2, Saulo V. Rocha3, André P. Coutinho4, João S. Neto4, Lélia R. Vasconcelos3, Nelba R. Souza2, Estélio Dantas5

1Fundação Capes, Ministério da Educação, 70.040-020, Brasília, Distrito Federal, Brasil; 2Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, Universidade de Coimbra, 3040-248 Coimbra, Portugal; 3Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Itapetinga, Bahia, 45700-000, Brasil; 4Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 88040-900 Brasil; 5Universidade Tiradentes, Aracaju, Sergipe & Laboratório de Biociências da Motricidade Humana, 49030-620 Aracaju, Brasil

Correspondência: Guilherme Furtado (furts2001@yahoo.com.br) – Fundação Capes, Ministério da Educação, 70.040-020, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Introdução
O aumento da expectativa de vida tem sido acompanhado pelo aumento da incidência de doenças crônicas. A multicomorbidade (MC) surge como uma condição frequente na população, especialmente em idosos. A epidemia de obesidade parece ser o fator agravante mais significativo dessa população. Objetivo: Investigar a associação entre índice de massa corporal (IMC) e multicomorbidades (MC) em idosos residentes em áreas rurais e urbanas.

Métodos
Trata-se de um estudo transversal realizado na cidade de Ibicuí-Bahia, Brasil. A amostra foi composta por n = 310 participantes idosos (≥60 anos), cadastrados no Programa de Estratégia Saúde da Família, residentes nos contextos urbano e rural da cidade, selecionados aleatoriamente, sendo 56,5% do sexo feminino e 43,5% do sexo masculino (71,62 DP = 8,15 anos). O IMC foi calculado através da fórmula padrão. As MC foram identificadas por autorrelato do indivíduo e consulta ao prontuário médico. Além disso, aplicamos um questionário biossocial para obter informações sobre sexo, idade, estado civil, condições familiares e uso de medicamentos.

Resultados
A análise de regressão linear múltipla por sexo revelou que apenas associações estatisticamente significativas surgiram entre “IMC”, “hipertensão”, “doença coronariana” e “hipercolesterolemia” em mulheres (p ≤ 0,001). Para o sexo masculino, apenas “hipertensão” está associada significativamente ao IMC (p ≤ 0,005).

Conclusões
Evidências sugerem que o “IMC” apresenta associações estatisticamente significativas com “doenças cardiometabólicas”, reforçando seu papel como preditor de risco cardiovascular e sua associação com MC’s, especialmente em mulheres idosas de baixo nível socioeconômico.
Palavras-chave
Idosos, multicomorbidades, massa gorda corporal, IMC
O131 Metacognição, ruminação e esquiva experiencial no Transtorno de Personalidade Borderline
Alexandra Dinis, Sérgio Carvalho, Paula Castilho, José Pinto-Gouveia
Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Correspondência: Alexandra Dinis (alexandra.m.b.dinis@gmail.com) – Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Introdução
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é essencialmente conceituado como um transtorno de desregulação emocional caracterizado por um padrão persistente de relacionamentos interpessoais voláteis, identidade pessoal instável, afeto intenso e lábil, impulsividade e comportamentos autolesivos. Muitos dos comportamentos generalizados e graves presentes no TPB foram recentemente conceituados como formas de esquiva experiencial. Objetivos: I) Explorar se os indivíduos com TPB são significativamente diferentes dos indivíduos com Fobia Social Generalizada (FSG) e dos indivíduos da população geral em vários processos psicológicos (metacognição e ruminação) e no afeto negativo. II) Testar se o impacto desses processos psicológicos no afeto negativo ocorre por meio da esquiva experiencial nas três amostras em estudo.
Métodos
A amostra de TPB consistiu em 73 pacientes psiquiátricos ambulatoriais com idade média de 28,99 (DP = 7,61), a FSG compreendeu 69 pacientes psiquiátricos ambulatoriais com idade média de 27,51 (DP = 7,79) e a amostra não clínica incluiu 49 indivíduos com idade média de 31,31 (DP = 10,61).
Resultados
A análise de variância multivariada mostrou que existe pelo menos uma diferença significativa entre duas ou mais amostras em todas as variáveis estudadas. A Análise de Caminhos mostrou: a) um efeito indireto da ruminação no afeto negativo por meio da esquiva experiencial, tanto no TPB quanto na FSG; b) um efeito indireto da metacognição no afeto negativo por meio da esquiva experiencial nas três amostras em estudo. A análise multigrupo indicou a invariância dos modelos estruturais analisados.
Conclusões
A ruminação, a metacognição e a esquiva experiencial estão presentes em maior grau no TPB. É possível que a esquiva experiencial represente uma função de regulação emocional que pode incorporar diferentes processos cognitivos penetrantes, como a ruminação e a metacognição.
Palavras-chave
Ruminação, Metacognição, Esquiva Experiencial, Transtorno de Personalidade Borderline, Fobia Social Generalizada, Análise de variância multivariada, Análise de Caminhos
O132 Problemas de saúde em uma população vulnerável: consulta de enfermagem em um balneário público em Lisboa
Alexandra Sarreira-Santos1,2, Amélia Figueiredo1,2, Lurdes Medeiros-Garcia1,2, Paulo Seabra1,2
1Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, 1700-063, Portugal; 2Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023, Portugal
Correspondência: Alexandra Sarreira-Santos (alexantos@ics.lisboa.ucp.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, 1700-063, Portugal
Contexto
A vulnerabilidade, exclusão social e status de transtorno mental identificados em um estudo exploratório realizado em 2014, que caracterizou os usuários de balneários públicos na cidade de Lisboa, bem como seu estado de saúde, levaram à necessidade da criação, em março de 2015, de uma consulta de enfermagem comunitária em saúde mental. Objetivo: Analisar as necessidades de cuidados de enfermagem na população que utiliza balneários públicos.
Métodos
Este é um estudo exploratório, retrospectivo, descritivo e documental. Análise documental de registros clínicos de pacientes que foram consultados de março de 2015 a janeiro de 2016 (partindo do modelo de análise de um dos pesquisadores).
Resultados
Vinte e sete pacientes estão em registros clínicos e 47 consultas foram realizadas. Trata-se de uma população com idade média de 52 anos [26-84]; Sexo – 16 (59,0%) masculino e 11 (41,0%) feminino; Estado civil – 13 (48,0%) solteiros, 6 divorciados, 4 casados/união consensual, 2 viúvos e 2 desconhecidos; Situação profissional – 16 (59,0%) desempregados, 6 aposentados, 3 (11,1%) empregados e 2 desconhecidos; 12 (44,4%) estão em situação de rua. Nesta consulta de enfermagem, os diagnósticos de enfermagem de maior frequência em ordem decrescente foram os seguintes: Bem-estar psicológico diminuído, 17 (63,0%); Hipertensão, 14 (52,0%); Autoestima reduzida e comportamento de saúde ineficaz, 11 (41,0%); Uso de substâncias, 8 (29,6%); Ansiedade, 8 (29,6%).
Conclusões
A visão geral dos diagnósticos de enfermagem confirma, como resultado da vulnerabilidade e exclusão social, evidências de sofrimento mental e dificuldade em desenvolver estratégias adaptativas.
Palavras-chave
Vulnerabilidade, diagnóstico de enfermagem, consulta de enfermagem, sofrimento mental
O133 A percepção da qualidade de vida em pessoas com esclerose múltipla acompanhadas em Consulta Externa da Unidade Local de Saúde do Alto Minho
Rosa Rodrigues1, Mª Carminda Morais1, Paula O. Fernandes2
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-347 Viana do Castelo, Portugal; 2Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal
Correspondência: Rosa Rodrigues (rmilir@hotmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-347 Viana do Castelo, Portugal
Contexto
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crônica desmielinizante, autoimune, inflamatória e degenerativa com desenvolvimento imprevisível. Objetivos: Este estudo tem como objetivo avaliar a Qualidade de Vida (QV) de pessoas com EM, analisar seu perfil sociodemográfico e clínico e a relação entre essas variáveis e a QV.
Métodos
Este é um estudo transversal do tipo correlacional, utilizando métodos quantitativos. Apresenta a QV percebida como variável dependente e como variáveis independentes foram considerados os perfis sociodemográfico e clínico. A coleta de dados foi realizada por meio de um formulário sociodemográfico e de um instrumento de avaliação de QV relacionada à saúde – MOS SF-36v2.

Resultados
Sessenta e sete pessoas com EM estão envolvidas neste trabalho, de ambos os sexos (82% mulheres) com média de idade ± desvio padrão (DP) de 42,0 ± 11,7 anos (entre 20 e 71). Os resultados mostram que os participantes obtiveram escores mais altos de QV na dimensão Saúde Mental (M = 58,96) e mais baixos na dimensão Vitalidade (M = 42,07) do SF-36v2. Diferenças estatisticamente significativas, moderadas e negativas entre idade e QV foram encontradas em Função Física (r = -0,568, p ≤ 0,05) e Desempenho Físico (r = -0,438, p ≤ 0,05).

Conclusões
Os resultados mostram que pessoas mais velhas têm escores de QV mais baixos nas dimensões Função Física e Desempenho Físico e que pessoas com sentimentos de fadiga e perda de equilíbrio apresentam baixa QV, significativamente menor em todas as dimensões do SF-36v2. Tomados em conjunto, os resultados deste estudo parecem promissores em termos de compreensão da percepção de QV em pessoas com EM.

Palavras-chave
Plantas aromáticas e medicinais, Fitoterápicos, Produtos fitoterápicos, Uso

O134 Representação da interação estabelecida entre mulheres imigrantes e enfermeiro durante a gestação até o pós-parto, na perspectiva das mulheres imigrantes
Conceição Santiago1, Mª Henriqueta Figueiredo2, Marta L. Basto3
1Escola Superior de Saúde de Santarém, Santarém, 2005-075, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, 1700-063, Portugal
Correspondência: Conceição Santiago (cfs65@gmail.com) – Escola Superior de Saúde de Santarém, Santarém, 2005-075, Portugal

Contexto
Os cuidados de saúde na gestação/maternidade no país de acolhimento tendem a não atender às expectativas e necessidades de saúde das mulheres imigrantes, justificando a necessidade de práticas de cuidado de enfermagem mais ajustadas às necessidades deste grupo-alvo. Objetivo: Identificar elementos que caracterizam a interação entre mulheres imigrantes e enfermeiros durante o pré-natal até o pós-parto, na perspectiva das mulheres imigrantes.

Métodos
Em um paradigma interpretativo, utilizando a Teoria Fundamentada, foram realizadas 30 entrevistas semiestruturadas com mulheres imigrantes grávidas (de vários países) até 6 meses pós-parto em Unidades de Saúde, de fevereiro a março de 2015, após aprovação da Comissão de Ética para a Saúde ARSLVT.

Resultados e conclusões
A partir dos resultados da codificação focada, emergiram cinco categorias: a comunicação estabelecida entre enfermeira-mulher imigrante; o significado atribuído à informação/orientação de enfermagem sobre gravidez/maternidade; a resposta emocional ao comportamento e às intervenções de enfermagem; a confiança construída entre mulheres imigrantes e enfermeiras; colocando as diretrizes de enfermagem em prática. A partir de uma análise abrangente da inter-relação dessas categorias, surgiu o reconhecimento e a segurança das mulheres nas atitudes e intervenções de enfermagem em relação ao bem-estar materno e fetal, à informação e à adesão aos comportamentos de saúde. Mas a anfitriã também precisa de aceitação, ser respeitada e compreendida durante a interação com a enfermeira. Considerando que essa interação é influenciada pela situação da gestante/mãe, com características culturais e mudanças de personalidade, ajustes e dificuldades, esses resultados permitirão a continuidade deste estudo, a fim de construir uma teoria abrangente sobre a interação entre as enfermeiras e as mulheres migrantes.
Palavras-chave
Mulheres migrantes, cuidados de enfermagem na gravidez e pós-parto, interação
O135 Percepções da doença e adesão à medicação na hipertensão
Teresa Guimarães, André Coelho, Anabela Graça, Ana M. Silva, Ana R. Fonseca
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
Correspondência: Teresa Guimarães (tguimaraes@estesl.ipl.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
Introdução
A hipertensão arterial constitui um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e comprometimento cognitivo, que a medicação anti-hipertensiva pode prevenir ou minimizar. As crenças dos pacientes sobre sua doença desempenham um papel importante no controle da pressão arterial, pois podem determinar os comportamentos que os pacientes adotam para lidar com sua doença, nomeadamente a adesão à medicação anti-hipertensiva. Objetivo: Identificar as percepções dos pacientes sobre a hipertensão e avaliar associações entre essas crenças e a adesão à medicação.
Métodos
63 pacientes hipertensos, 69,8 % do sexo feminino, com idades entre 54 e 95 anos (M = 69,02; DP = 10,07), dos quais 96,8 % foram diagnosticados há mais de um ano e com prescrição de medicação anti-hipertensiva, completaram o Questionário Revisado de Percepção da Doença (IPQ-R) e uma medida de adesão à medicação de 7 itens (Medida de Adesão aos Tratamentos – MAT).
A maioria dos pacientes percebia sua hipertensão como uma condição crônica e cíclica que pode ser controlada pelo próprio comportamento e pela ingestão de medicamentos, e que provoca respostas afetivas negativas. Os pacientes relataram um alto nível de adesão à medicação (M = 5,41; DP = 0,55, sendo 7 a pontuação máxima possível) e uma baixa frequência de comportamentos não aderentes, com 20,6% afirmando que não tomaram o medicamento porque esqueceram. Encontramos correlações negativas significativas entre adesão e curso temporal (cíclico) da hipertensão (rs(63) = -0,27; p < 0,05), consequências da hipertensão (rs(63) = -0,50; p < 0,01) e representações emocionais (rs(62) = -0,37; p < 0,01).

Conclusões
Esses achados, que sugerem uma associação entre percepções de doença e comportamentos de não adesão na hipertensão, reforçam a importância de intervenções centradas no paciente a partir das crenças, preferências e necessidades dos pacientes, o que poderia levar a uma melhor compreensão da doença e ao aumento do engajamento ativo dos pacientes no controle da pressão arterial.

Palavras-chave
Percepções de doença, adesão à medicação, hipertensão, envelhecimento

O136 Um estudo português sobre violência por parceiro íntimo em adultos, confiança interpessoal e esperança
Luz Vale-Dias, Bárbara Minas, Graciete Franco-Borges
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Correspondência: Luz Vale-Dias (valedias@fpce.uc.pt) – Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal

Introdução
De acordo com resultados da Organização Mundial da Saúde (2002), a violência nas relações íntimas é um fenômeno cuja incidência abrange as mais diversas populações em escala universal, com graves consequências para a saúde, incluindo a morte. Sendo um problema complexo, há uma necessidade crescente de pesquisa e prevenção/intervenção. Objetivos: Considerando pesquisas anteriores, este estudo exploratório tem como objetivo examinar a relação entre violência por parceiro íntimo, confiança interpessoal no parceiro íntimo e esperança no futuro. Além disso, será abordada a prevalência da violência nas relações íntimas.

Métodos
A amostra inclui 302 sujeitos (202 mulheres e 100 homens), com idades entre 18 e 63 anos (M = 29, DP = 10,78). A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário sociodemográfico, a adaptação portuguesa da Escala de Confiança Específica de Rotenberg para Adultos, Escala de Crenças sobre Violência Conjugal, o Inventário de Violência Conjugal e a Escala do Futuro.

Resultados
Os resultados mostram a existência de associações negativas fracas entre confiança interpessoal e violência. Embora modestas, algumas relações positivas significativas entre certos fatores de esperança e confiança interpessoal foram encontradas. Idade, sexo e nível socioeconômico desempenham um papel interessante. Os resultados também revelam uma prevalência preocupante de violência nas relações íntimas, seja em relacionamentos atuais ou passados.
Em suma, o estudo caracteriza a qualidade dos relacionamentos íntimos, mostrando algumas associações negativas da confiança interpessoal com a violência e associações positivas da confiança interpessoal com a esperança. A interpretação desses achados e limitações dos resultados, bem como sugestões de seu possível uso em pesquisas futuras, também são apresentadas e discutidas.
Palavras-chave
Confiança interpessoal, Esperança, Parceiro íntimo, Violência
P63 Preditores de QV das pessoas com deficiência intelectual e população geral
Cristina Simões, Sofia Santos
Universidade de Lisboa, 1649-003 Lisboa, Portugal
Correspondência: Cristina Simões (cristina-ferreira@iol.pt) – Universidade de Lisboa, 1649-003 Lisboa, Portugal
Contexto
A qualidade de vida (QV) é uma medida de resultado fundamental e está sendo progressivamente utilizada no campo da deficiência intelectual (DI). Há um corpo emergente de evidências sobre as características pessoais-ambientais que influenciam a QV. Os fatores pessoais com impacto na QV foram identificados como variáveis demográficas (ex., sexo, idade) e de funcionamento humano (ex., QI, comportamento adaptativo). Os fatores ambientais envolvem suportes sociais percebidos, ambientes residenciais, inclusão, situação de emprego, interações comunitárias, localização geográfica e cultura organizacional. Identificar preditores de QV é crucial para saber como esses determinantes podem ser usados por profissionais para melhorar os resultados pessoais e focar nas interações pessoa-ambiente que influenciam a QV de cada indivíduo. Nosso objetivo foi examinar fatores que influenciam a QV em pessoas com e sem DI. Esta informação é importante para enfrentar desafios e superar barreiras que as pessoas com DI enfrentam. Dois grupos de características foram analisados, nomeadamente: determinantes pessoais (sexo, diagnóstico, idade, estado de saúde) e ambientais (arranjo de moradia, situação de emprego, nível educacional).
Métodos
Os dados foram coletados de 1.929 adultos portugueses: 1.264 indivíduos com DI e 665 participantes sem DI. A QV foi avaliada pela “Escala Pessoal de Resultados (EPR)”, a versão portuguesa da Personal Outcomes Scale (POS).
Resultados
Os resultados apoiaram que a QV é influenciada por fatores individuais e ambientais e o estado de saúde foi o maior preditor de QV entre todos os participantes.
Conclusões
Os achados incentivam um trabalho forte em Portugal, destacando mudanças nas políticas e serviços baseados na estrutura da QV. Além disso, os suportes devem permitir a participação de adultos com DI em ambientes comunitários, reconhecendo seus talentos pessoais.
Palavras-chave
Qualidade de vida, deficiência intelectual, população geral, preditores
P64 Validação de conteúdo do Communication Disability Profile (CDP) - Versão Portuguesa
Ana Serra, Maria Matos, Luís Jesus
Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
Correspondência: Ana Serra (acserra@ua.pt) – Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
Contexto
A avaliação de pessoas com afasia (PCA) deve incluir a avaliação de distúrbios específicos da linguagem e o impacto da afasia nas suas atividades e na sua participação na sociedade. O Perfil de Incapacidade de Comunicação (CDP) foi assim traduzido e adaptado para o português europeu. Objetivo: validação do conteúdo da Versão Portuguesa do CDP.
Métodos
Foi consultado um painel de especialistas composto por onze PCA. A metodologia adotada (oficinas participativas) promoveu a integração do grupo do painel, de forma a potenciar o espírito crítico e a discussão. Os dados foram processados por um programa de análise qualitativa.
Resultados
Relativamente à Forma, o painel de especialistas foi unânime em considerar que o CDP não é adequado para as PCA portuguesas, e, portanto, parte das sugestões referem-se à sua adaptação à sociedade e cultura portuguesas. Em termos de Conteúdo, o painel considerou as categorias de Ambiguidade e Relevância do CDP como válidas, constituídas por itens importantes que refletem a realidade das PCA, abrangendo as suas necessidades. Na categoria de Clareza, o CDP foi considerado claro, mas incompleto nas áreas de Atividades e Participação.
Conclusões
A Versão Portuguesa do CDP está incompleta nas áreas acima mencionadas. No entanto, as consequências da afasia em termos de Atividade, Participação, Fatores Contextuais e Emoções podem ser medidas com ele. As sugestões propostas pelo painel de especialistas complementaram as lacunas do instrumento, tendo sido integradas numa nova versão do CDP.
Palavras-chave
Perfil de Incapacidade de Comunicação, CDP, afasia, avaliação da afasia, pessoas com afasia
P65 Estudo das alterações bioquímicas e hematológicas em jogadores de futebol
Ana S. Tavares, Ana Almeida, Céu Leitão, Edna Varandas, Renato Abreu, Fernando Bellém
Escola superior de tecnologia da saúde de Lisboa, 1990-096 Lisboa, Portugal
Correspondência: Ana Almeida (ana.almeida@estesl.ipl.pt) – Escola superior de tecnologia da saúde de Lisboa, 1990-096 Lisboa, Portugal
Introdução
Os jogadores de futebol desenvolvem, ao longo da sua prática, um exercício do tipo resistência. Sabe-se que este tipo de prática causa alterações tanto a nível celular como nas enzimas musculares. Também se observam modificações no perfil lipídico, devidas à taxa mais rápida de metabolismo destas moléculas. O objetivo deste trabalho foi estudar a variação de parâmetros bioquímicos e hematológicos em jogadores de futebol.
Métodos
Foram colhidas amostras de sangue de 18 jogadores de futebol submetidos a um programa de treino de 8 horas por semana. Foram testados os seguintes parâmetros: perfil lipídico, creatina quinase (CK), lactato desidrogenase (LDH), aspartato aminotransferase (AST); glóbulos vermelhos (GV) e seus índices, hemoglobina e hematócrito.
O perfil lipídico mostrou que a média de HDL-Colesterol (=53,33 mg/dL) estava acima do valor definido como alvo (37,00 mg/dL). A média de LDL-Colesterol estava abaixo do valor-alvo, assim como a dos triglicerídeos. Não houve diferenças significativas entre a média real e o valor-alvo para o colesterol total. Todos os valores de creatina quinase (CK) estavam acima do valor-alvo de 77 UI/L. Os valores obtidos nos testes de lactato desidrogenase (LDH) e aspartato aminotransferase (AST) não mostraram diferença significativa em relação aos valores-alvo. Não foram observadas grandes diferenças em relação aos valores-alvo nos parâmetros hematológicos.

Conclusões
Os resultados deste estudo mostraram que a prática de exercício físico causou uma modificação no perfil lipídico do indivíduo, especialmente nos valores de HDL-C. Em relação às enzimas musculares, o único valor alterado encontrado foi o da creatina quinase (CK). A chamada anemia esportiva não foi confirmada.

Palavras-chave
Perfil lipídico, dano muscular, anemia esportiva, atletas, futebol

P66 Insatisfação com a imagem corporal na doença inflamatória intestinal: explorando o papel da vergonha relacionada à doença crônica
Inês A. Trindade, Cláudia Ferreira, José Pinto-Gouveia, Joana Marta-Simões
Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
Correspondência: Joana Marta-Simões (joana_simoes_@hotmail.com) – Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal

Introdução
A doença inflamatória intestinal (DII) é caracterizada por uma inflamação crônica e recidivante do sistema intestinal, que causa sintomas como dor abdominal, distensão abdominal, diarreia e perda de peso. Embora a maioria dos pacientes com DII experimente insatisfação com a imagem corporal, o que apresenta implicações substanciais para a qualidade de vida dos pacientes, os mecanismos associados a essa relação não são claramente compreendidos. Objetivos: O objetivo deste estudo foi, portanto, explorar o papel da vergonha relacionada à doença crônica na associação entre a sintomatologia da DII e a insatisfação com a imagem corporal, controlando idade, IMC e cirurgia.

Métodos
Os participantes incluíram 161 pacientes adultos com DII (52 homens e 109 mulheres), que relataram dados demográficos e médicos e preencheram medidas de autorrelato.

Resultados
Os resultados das análises de caminhos revelaram que a idade e a sintomatologia da DII previram significativamente a vergonha relacionada à doença, com efeitos de -0,23 (p < 0,01) e 0,43 (p < 0,001), respectivamente. Além disso, a sintomatologia da DII apresentou um efeito total de 0,43 na insatisfação com a imagem corporal: um efeito direto de 0,23 (p < 0,001) e um efeito indireto por meio dos mecanismos de vergonha relacionada à doença de 0,20 (I.C. de 0,13 a 0,29). O modelo explicou 22% da vergonha relacionada à doença crônica e 38% da insatisfação com a imagem corporal, e revelou um excelente ajuste do modelo.

Conclusões
Esses achados sugerem que uma maior sintomatologia da DII leva a níveis mais elevados de insatisfação com a imagem corporal em pacientes com DII. Além disso, parte desse efeito parece ser mediada pela experiência de vergonha relacionada à doença crônica. Portanto, parece que, para diminuir a insatisfação com a imagem corporal dos pacientes com DII, os programas de tratamento devem abordar os sentimentos de vergonha e promover habilidades de autocompaixão.

Palavras-chave
Doença Inflamatória Intestinal, doença crônica, insatisfação com a imagem corporal, vergonha relacionada à doença crônica

P67 Obesidade e sono na população adulta - uma revisão sistemática
Odete Amaral1, Cristiana Miranda1, Pedro Guimarães1, Rodrigo Gonçalves1, Nélio Veiga2, Carlos Pereira1
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 2Universidade Católica Portuguesa, Viseu, 3504-505, Portugal
Correspondência: Odete Amaral (mopamaral@gmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal

Introdução
A evidência científica atual tem relatado associações entre padrões inadequados de sono e excesso de peso/obesidade. Estudos epidemiológicos mostram uma relação curvilínea em "forma de U" entre sono inadequado e obesidade, resultando em consequências nos níveis individual e de saúde pública. Objetivos: Identificar a associação entre excesso de peso/obesidade e padrões inadequados de sono em adultos.

Métodos
Realizamos uma revisão sistemática da literatura, utilizando uma pesquisa no PubMed, Cochrane Library, SciELO e Google Scholar. Identificamos estudos publicados entre janeiro de 2008 e novembro de 2015. Critérios de inclusão foram previamente definidos, em seguida os estudos selecionados foram avaliados quanto à sua qualidade e posteriormente analisados. Ao aplicar a "Escala para avaliar criticamente um artigo que descreve um ensaio clínico prospectivo, randomizado e controlado" nos estudos incluídos, constatou-se que dos quatro estudos que formaram o corpus textual, três foram considerados de qualidade (nota final ≥ 75 %).

Resultados
Padrões inadequados de sono aumentam o risco de ganho de peso e, consequentemente, de excesso de peso e obesidade em adultos. Este foi um resultado apoiado pelos dados apresentados nos estudos analisados (revisão sistemática da literatura, estudos longitudinais de intervenção clínica, ensaios randomizados e controlados, estudos analíticos transversais). Excesso de peso/obesidade estão associados a padrões inadequados de sono-vigília, nomeadamente a duração "curta" do sono em adultos.

Conclusões
Sugere-se uma associação entre a diminuição da duração do sono e o aumento de peso. Estudos longitudinais e experimentais, utilizando medidas objetivas e repetidas do sono, são importantes para definir uma relação causal entre privação de sono e obesidade.

Palavras-chave
Sono, privação de sono, obesidade, excesso de peso, adultos

P68 Frequência de sonolência diurna e risco de apneia obstrutiva do sono em pacientes com DPOC
Tânia C. Fleig, Elisabete A. San-Martin, Cássia L. Goulart, Paloma B. Schneiders, Natacha F. Miranda, Lisiane L. Carvalho, Andrea G. Silva
Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, 96815-900, Brasil
Correspondência: Tânia C. Fleig (tcmfleig@gmail.com) – Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, 96815-900, Brasil
Contexto
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por limitação persistente e progressiva do fluxo aéreo associada a manifestações multissistêmicas e comorbidades, resultando em má qualidade do sono ou Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) com prevalência de cerca de 10%. Objetivo: Identificar a frequência de distúrbios do sono em pacientes com DPOC.
Métodos
Estudo transversal que avaliou 23 pacientes com DPOC no Programa do Hospital Santa Cruz. Todos foram submetidos ao questionário de Berlim (QB) para avaliar a probabilidade de AOS e à Escala de Sonolência de Epworth (ESE) que avalia a possibilidade de cochilar em oito situações cotidianas e estabelece o diagnóstico de sonolência excessiva diurna (SED). Os resultados foram expressos como média ± desvio padrão e analisados com o teste t de Student.
Resultados
A idade média foi de 63,22 ± 8,4 anos, índice de massa corporal (IMC) 26,3 ± 5,7 Kg/m², 57% do sexo masculino, volume expiratório forçado no primeiro segundo 36,46 ± 16,12% do previsto e classificação da DPOC como muito grave (43,5%). A frequência de SED foi de 8,7% (n = 02) e 22% apresentaram alta probabilidade de AOS (n = 05). A análise das variáveis clínicas na DPOC estratificada por alta probabilidade de AOS e ausência de AOS não mostrou diferença significativa entre os grupos, mas houve uma tendência ao sobrepeso na DPOC com alta probabilidade de AOS (IMC 30,16 ± 6,31 Kg/m² vs. 25,24 ± 5,24 Kg/m², p = 0,08).
Conclusões
Pacientes com DPOC apresentaram alta probabilidade de AOS em comparação com a literatura, onde a prevalência desse distúrbio do sono é de cerca de 10%.
Palavras-chave
DPOC, Apneia Obstrutiva do Sono, Sonolência excessiva diurna
P69 Trabalhando com clientes de origem imigrante: discursos e práticas de profissionais de saúde
Joana Topa1,2, Conceição Nogueira3, Sofia Neves1,2
1Instituto Superior da Maia, 4475-690 Avioso São Pedro, Portugal; 2Centro Interdisciplinar de Estudos de Género, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1300-663 Lisboa, Portugal; 3Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Correspondência: Joana Topa (joana.topas.07@hotmail.com) – Instituto Superior da Maia, 4475-690 Avioso São Pedro, Portugal
Contexto
Em Portugal, há uma falta de reflexão científica sobre os cuidados de saúde materna preconizados para mulheres imigrantes [1]. Sabendo que em 2009 nasceram 1,0350 filhos de mulheres estrangeiras residentes em nosso país [2], surge a necessidade de compreender não apenas as dificuldades das populações imigrantes no acesso e uso dos serviços, mas também os discursos, práticas e desafios que os profissionais de saúde enfrentam na prestação de cuidados de maternidade a essas mulheres.
O presente estudo adotou uma metodologia qualitativa para coleta (entrevistas semiestruturadas) e análise dos dados (análise temática). Este estudo baseou-se em informações privilegiadas obtidas de catorze profissionais de saúde que prestam assistência a gestantes imigrantes.

Resultados e conclusões

Os dados mostram que os profissionais de saúde tinham informações incorretas sobre os direitos legais dos imigrantes e o acesso gratuito aos serviços de saúde materna, enfrentam muitos dilemas ao prestar assistência a mulheres que seguem seus valores culturais, crenças e percepções, especialmente se o comportamento apresentado não estiver de acordo com as normas do sistema de saúde. Ao enfrentar essa situação, eles sabem que precisam responder usando uma abordagem culturalmente sensível, incorporando a competência cultural em sua prática, mas muitas vezes não sabem como fazê-lo. Eles também enfrentam dificuldades de comunicação, especialmente quando as mulheres imigrantes não falam ou entendem a língua portuguesa. Alguns dos entrevistados apresentaram discursos de estigmatização e regulação do conhecimento em favor do conhecimento biomédico. Esses discursos, práticas e desafios podem aumentar a vulnerabilidade dessas mulheres.

Referências

  1. Dias S, Gama A, Silva A, Cargaleiro H, Martins M. Barreiras no acesso e utilização dos serviços de saúde entre imigrantes: a perspectiva dos profissionais de saúde. Acta Med Port. 2011; 24(4): 511-516.
  2. Instituto Nacional de Estatística. Estatísticas demográficas 2010. Lisboa: INE; 2011.

Palavras-chave

Imigração, Serviços de Saúde Materna, Profissionais de Saúde

P70 Lúpus Eritematoso Sistêmico – quais são as alterações audiovestibulares?

Rita Ventura, Cristina Nazaré

Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Correspondência: Rita Ventura (ritaventura_91@hotmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Introdução

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune que pode desenvolver distúrbios auditivos e vestibulares, explicados por uma alteração associada à doença autoimune e justificada por vasculite na cóclea que pode envolver a estria vascular, o ligamento espiral ou a artéria auditiva interna, ou por complexos imunes, que, em vez de vasculite, são a causa de pequenos acidentes vasculares dos capilares ou arteríolas no osso temporal. Objetivo: Estudar os distúrbios auditivos e vestibulares em indivíduos com LES e identificar as variáveis na doença LES que poderiam justificar possíveis alterações audiovestibulares.
Uma revisão da literatura de artigos desde 2007 foi realizada com uma pesquisa em bases de dados científicas como Elsevier, B-on, Medline, PubMed e Google Scholar utilizando as palavras-chave “doença autoimune, lúpus, lúpus eritematoso sistêmico, sistema auditivo, sistema vestibular, perda auditiva, vertigem, tontura” em inglês e em português. Após as estratégias de busca, cinco artigos de acordo com critérios de inclusão pré-estabelecidos foram selecionados.
Resultados
Os testes audiovestibulares realizados em pacientes com LES indicaram perda auditiva neurossensorial bilateral com maior incidência nas altas frequências e distúrbios vestibulares unilaterais. Deve-se notar que vertigem e zumbido foram os sintomas mais comumente relatados e a duração da doença parece influenciar a integridade do sistema auditivo e vestibular.
Conclusões
Pela análise dos artigos foi possível concluir que o envolvimento do sistema auditivo e vestibular deve ser considerado como um dos elementos do quadro clínico do LES, e a questão deve ser explorada pela comunidade científica.
Palavras-chave
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Doença autoimune, Sistema auditivo, Sistema vestibular, perda auditiva, vertigem
P71 Transtornos mentais em idosos mais velhos: descobertas do banco de dados nacional de hospitalizações de Portugal
Daniela Brandão1,2, Alberto Freitas2,3, Óscar Ribeiro1,4, Constança Paúl1,3
1Unidade de Investigação e Formação sobre Adultos e Idosos, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal; 2Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 3Center for Health Technology and Services Research, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 4Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal e Instituto Superior De Serviço Social Do Porto, 44600-362 Sra. da Hora, Portugal
Correspondência: Daniela Brandão (daniela.brandao@unifai.eu) – Unidade de Investigação e Formação sobre Adultos e Idosos, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
Introdução
Problemas de saúde mental têm sido relatados como uma das principais causas de incapacidade e morbidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 15% dos adultos com 60 anos ou mais em nível global sofrem de um transtorno mental, e demência e depressão são os transtornos neuropsiquiátricos mais comuns nessa faixa etária. Na população de idosos mais velhos, espera-se uma deterioração maior, o que se pensa aumentar o risco de incidência de problemas mentais. Objetivos: O objetivo deste estudo é examinar episódios de internação com transtorno mental como diagnóstico primário entre 2000 e 2014 em pacientes muito idosos em Portugal continental.
Métodos
Todos os episódios de internação hospitalar de pacientes com 80 anos ou mais devido a transtornos mentais durante o período do estudo foram considerados. Análises descritivas exploratórias dos dados sobre o número e tipo de diagnóstico de transtorno mental na admissão foram realizadas.
Resultados
Um total de 16.430 episódios de internação foram analisados. Delirium, demência e transtornos amnésticos e outros cognitivos (60,1 %), transtornos relacionados ao álcool (17,7 %) e transtornos do humor (8,6 %) foram os diagnósticos mais comuns. Uma análise por faixa etária revelou que em octogenários e nonagenários, delirium, demência e transtornos amnésticos e outros cognitivos foram os diagnósticos mais comuns, mas em centenários estes foram superados pelos transtornos relacionados ao álcool.
Conclusões
Os achados deste estudo documentam a alta taxa de demência como principal motivo de hospitalização em idosos mais velhos e corroboram dados anteriores sobre saúde mental na população idosa em geral. Estudos adicionais devem examinar a prevalência de comorbidades médicas em pacientes com transtornos mentais.
Palavras-chave
idosos mais velhos, transtornos mentais, episódios de internação
P72 Análise de recorrência no controle postural em crianças com paralisia cerebral
Cristiana Mercê, Marco Branco, Pedro Almeida, Daniela Nascimento, Juliana Pereira, David Catela
Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal
Correspondência: Cristiana Mercê (cristianamerce@esdrm.ipsantarem.pt) – Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal
Introdução
A paralisia cerebral (PC) é o distúrbio motor mais comum entre crianças [1]. O objetivo do estudo consiste em analisar e comparar o controle postural em crianças com PC durante a posição sentada nas seguintes tarefas: I) sentar simplesmente (linha de base); II) observar a modelagem de uma bola de massinha; III) moldar uma bola de massinha; e IV) idem III) com olhos fechados.
Métodos
Cinco crianças de ambos os sexos foram analisadas, com 12 ± 1 anos de idade, e níveis de PC I e II [2]. Os dados foram obtidos por filmagem a 240 Hz nos pontos vértice e C7, para análise cinemática (Kinovea) e de recorrência [3].
Resultados e conclusões
Comparado à condição I), na condição II) as crianças foram mais determinísticas, periódicas e complexas, mas menos estáveis. O foco nos movimentos implicou uma reorganização do controle postural. Nas condições III) e IV) as crianças foram menos determinísticas, periódicas, estáveis e completas em C7, mas mais periódicas, estáveis e complexas no vértice, provavelmente devido à necessidade de estabilizar a cabeça. Ao realizar uma tarefa motora funcional (condições III e IV), as crianças mudaram seu padrão de controle postural, com provável aumento nos graus de liberdade, ancorado na estabilização da cabeça.
A introdução de um foco visual (condição II) causou um ajuste postural provavelmente resultante da atividade dos neurônios-espelho. Ao realizar uma tarefa funcional (condições III e IV), o ajuste postural foi ancorado na fixação da cabeça e liberação do tronco.

Referências

  1. Herskind A, Greisen G, Nielsen JB. Early identification and intervention in cerebral palsy. Dev Med Child Neurol. 2015; 57(1): 29-36.
  2. Eliasson A, Krumlinde-Sundholm L, Rosblad B, Beckung E, Arner M, Ohrvall A, Rosenbaum P. The Manual Ability Classification System (MACS) for children with cerebral palsy: scale development and evidence of validity and reliability. Dev Med Child Neurol. 2006; 48(7): 549-554.
  3. Webber C, Zbilut J. Recurrence Quantification Analysis of Nonlinear Dynamical Systems. In: Tutorials in Contemporary Nonlinear Methods for the Behavioral Sciences. Arlington: National Science Foundation. 2005. p. 26-94.

Palavras-chave
Análise de recorrência, Controle postural, Crianças, Paralisia Cerebral

P73 A experiência do autocuidado em idosos com DPOC: contribuições para refletir o cuidado de proximidade
Helga Rafael (hrafael@esel.pt)
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, 1700-063, Portugal

Introdução
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) leva a mudanças em diferentes áreas da vida e impõe diversos desafios no autocuidado. Apresenta-se como um recurso para que os idosos permaneçam em suas próprias casas, contendo, ao mesmo tempo, uma importante fonte de conhecimento da identidade pessoal. Objetivamos compreender a importância do lar no manejo do autocuidado em pacientes idosos vivendo com DPOC e colocar o cuidado de proximidade em perspectiva.

Métodos
Segue uma abordagem fenomenológico-hermenêutica, baseada em 16 entrevistas realizadas com pessoas entre 65 e 100 anos. As narrativas foram interpretadas de acordo com a Teoria da Interpretação de Paul Ricoeur, seguindo as etapas de compreensão ingênua, análise estrutural e compreensão abrangente.

Resultados e conclusões
Um dos temas que emergiu foi "Limitar o espaço de vida ao lar". Através dessa experiência, os idosos viveram em descontinuidade e continuidade. O lar está ligado à experiência de descontinuidade do autocuidado quando é sentido como um espaço limitado, de fechamento. O lar está ligado à experiência de continuidade quando significa (re)construção da identidade pessoal, capacidade de preservar, adquirir ou adaptar hábitos de autocuidado, mantendo a integridade. Os idosos interagem dinamicamente com suas casas, num movimento entre sentimentos opostos.

Para esses participantes, o lar é um lugar de cuidado muito importante. As diretrizes políticas devem incluir o cuidado de proximidade, o cuidado centrado no paciente ou o cuidado em suas casas, pelo maior tempo possível, priorizando a preservação dos elementos de identidade de cada um. A experiência do autocuidado deve ser vivida com congruência com o desenho de saúde individual e continuidade com integridade, identidade pessoal e dignidade humana.

Palavras-chave
Autocuidado, Idosos, Cuidado Centrado no Paciente, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
P74 Enfermeiros culturalmente competentes: gerenciando a imprevisibilidade na prática clínica com imigrantes
Alcinda C. Reis (alcinda.reis22@gmail.com)
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Santarém, 2005-075 Santarém, Portugal
Contexto
Nesta apresentação, abordaremos o processo de construção da competência cultural em enfermagem, a partir do estudo da prática clínica com imigrantes em contextos de cuidados de saúde primários, em Portugal.
Métodos
Desenvolvemos um estudo indutivo de orientação etnográfica, com observação participante; foi realizada a análise de material discursivo de entrevistas etnobiográficas e narrativas de 52 enfermeiros e imigrantes, e dois grupos focais com estes diferentes tipos de participantes – em momentos distintos.
Resultados
Identificámos dificuldades na contextualização cultural das pessoas cuidadas por enfermeiros, mais visíveis ao nível do conhecimento das particularidades no processo de comunicação, no uso de familiares como intérpretes, na diversidade de crenças religiosas e sobre saúde e doença, papéis e controlo sociofamiliar.
Conclusões
Independentemente da motivação individual dos enfermeiros para cuidar de imigrantes, eles têm capacidade para uma gestão adequada da imprevisibilidade nos encontros culturais. Esta gestão emerge como um elemento central do desenvolvimento profissional e da construção de competências culturais – num distanciamento gradual dos enfermeiros do seu próprio etnocentrismo. No entanto, a gestão da imprevisibilidade é feita especialmente com um "avanço" para a avaliação inicial e planeamento dos cuidados, de acordo com os padrões profissionais e a cultura organizacional dominante, e por vezes há um desajuste cultural. A gestão da imprevisibilidade em momentos sucessivos promove ajustes na prática clínica com imigrantes; ocorre juntamente com um processo de consciencialização por parte dos profissionais, explorando como vivenciar as transições saúde-doença de diferentes formas.
Palavras-chave
Competência cultural, Enfermeiros, Imigrantes, Prática clínica
Instrumentos e Indicadores de Saúde
O137 Triagem de fala e linguagem pediátrica: Um instrumento para profissionais de saúde
Ana Mendes1,2, Ana R. Valente2,3, Marisa Lousada4
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal; 2Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 3Departamento de Educação, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 4Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde & Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Marisa Lousada (marisalousada@ua.pt) – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde & Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Contexto
Desenvolver e validar um instrumento de rastreio de fala e linguagem (Rastreio de Linguagem e Fala, RALF), que visa identificar rapidamente crianças que possam estar em risco de um distúrbio de fala e linguagem e necessitem ser encaminhadas para uma avaliação detalhada de fala e linguagem.

Métodos
Uma amostra de 203 crianças portuguesas (n = 109 do sexo masculino, 94 do sexo feminino) com idades entre 3,0 e 5,11 anos foi recrutada. 133 apresentavam desenvolvimento típico da linguagem e 70 um distúrbio primário da linguagem. As avaliações e diagnósticos de fala e linguagem foram realizados por um terapeuta da fala licenciado e certificado. Os critérios de seleção dos sujeitos para as crianças com distúrbio incluíram: I) pontuação de linguagem abaixo de -1,5 DP, a média do Teste de Linguagem-ALPE (Teste de Linguagem – TL-ALPE), um instrumento de linguagem padronizado; II) distúrbio dos sons da fala identificado por meio de uma amostra de fala espontânea; III) ausência de outra condição, como deficiência auditiva, dificuldades emocionais ou comportamentais, autismo, comprometimento neurológico ou dificuldades gerais de desenvolvimento. Os escores do RALF e do TL-ALPE foram cruzados. A sensibilidade e a especificidade foram calculadas para três faixas etárias (3, 4 e 5 anos).

Resultados
Os valores de sensibilidade foram 95 %, 96 %, 83 % e os valores de especificidade foram 85 %, 84 %, 71 % (para os grupos etários de 3, 4 e 5 anos, respectivamente). Os resultados revelaram que o RALF foi capaz de discriminar crianças com desenvolvimento típico de crianças com desenvolvimento de fala e linguagem alterado.

Conclusões
O RALF é um instrumento válido que pode ser utilizado por profissionais de saúde para auxiliar no rastreio e identificação de crianças que possam necessitar de uma avaliação detalhada da fala e linguagem.

Palavras-chave
Rastreio, desenvolvimento da fala e linguagem, validade, crianças

O138 Avaliação antropométrica e nutricional em fisiculturistas
Diana Sousa, Ana L. Baltazar, Mª Helena Loureiro
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Diana Sousa (dianasousa18@hotmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Introdução
No esporte, a nutrição deve garantir a oferta de requisitos nutricionais, para fornecer calorias suficientes para suprir os altos custos energéticos associados ao esporte diário, seja no treino ou na competição. Eles devem lidar com as altas necessidades nutricionais dos atletas, promovendo e mantendo um alto nível de bem-estar físico e mental, para que o atleta possa se dedicar à sua disciplina esportiva.
O objetivo deste estudo é caracterizar os hábitos nutricionais e a composição corporal de praticantes de fisiculturismo, a fim de obter hipertrofia muscular.

Métodos
Esses indivíduos foram selecionados dos ginásios de São Martinho do Bispo, em Coimbra. A amostra foi composta por 17 atletas do sexo masculino, com idades entre 19 e 39 anos. A avaliação nutricional foi realizada utilizando o questionário de frequência alimentar (QFA), fornecido pelo Departamento de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto, e também pelo questionário de 24 horas. A composição corporal foi determinada por meio de dobras cutâneas, peso, circunferência da cintura e altura do indivíduo.
As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa estatístico SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), versão 19.0.
Resultados e conclusões
A análise dos dados concluiu que os atletas apresentam uma elevada ingestão proteica com baixo consumo de carboidratos. No entanto, apresentam uma ingestão energética e de gordura dentro da faixa recomendada pela literatura.
Palavras-chave
Nutrição, esportes, musculação, hipertrofia
O139 Sons respiratórios adventícios computadorizados em crianças com infecções do trato respiratório inferior
Ana Oliveira1, José Aparício2, Alda Marques1
1Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Departamento de Emergência Pediátrica, Hospital Lusíadas, Porto, 4050-113 Porto, Portugal
Correspondência: Alda Marques (amarques@ua.pt) – Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
A avaliação objetiva de infecções do trato respiratório inferior (ITRI) em crianças é desafiadora. Os sons respiratórios adventícios computadorizados (SRA) são valiosos para avaliar doenças respiratórias em adultos; no entanto, sua aplicação em crianças com ITRI é desconhecida. Objetivo: Este estudo transversal explorou o potencial dos SRA para identificar uma ITRI e monitorar sua gravidade em crianças com idade inferior a anos.
Métodos
Vinte e duas (22) crianças com idade ≤ 2 anos (G1: 11 saudáveis; G2: 11 ITRI) e 18 com idade 3-5 anos (G3: 9 saudáveis; G4: 9 ITRI) foram recrutadas de três instituições de saúde. O desconforto respiratório foi avaliado com o Escore de Wang modificado. Os sons respiratórios computadorizados foram gravados seguindo as diretrizes internacionais. Parâmetros de sibilo (taxa de ocupação e frequência) e crepitação (número médio e duração de dois ciclos - 2CD) foram analisados por fase respiratória usando algoritmos desenvolvidos. As comparações foram estabelecidas usando os testes de Mann-Whitney e correlações com os testes de Spearman.
Resultados
Crianças com ITRI apresentaram maior taxa de ocupação de sibilo expiratório [G1: 2,15 (1,67-3,11) vs. G2: 4,73 (2,59-9,31) p = 0,001; G3: 2,80 (1,89-5,16) vs. G4: 5,17 (2,64-18,63) p = 0,07] e mais crepitações inspiratórias [G1: 0,25 (0,14-0,44) vs. G2: 0,52 (0,22-0,92); p < 0,001; G3: 0,50 (0,25-0,72) vs. G4: 0,70 (0,33-1,55) p = 0,03] do que crianças saudáveis. Não foram encontradas diferenças para outros parâmetros de SRA. Correlações moderadas a fortes foram encontradas entre SRA e o desconforto respiratório das crianças (0,35 < r < 0,51; p < 0,05).
A taxa de ocupação de sibilos e o número médio de crepitações foram os parâmetros que mais diferiram entre crianças saudáveis e crianças com IVRI e que mais se correlacionaram com o escore de desconforto respiratório. Esses parâmetros podem ser úteis para diagnosticar e monitorar objetivamente crianças com IVRI.
Palavras-chave
Infecções do trato respiratório inferior, sons respiratórios computadorizados, pediatria
O140 Papel dos sons respiratórios computadorizados como marcador na IVRI
Alda Marques1, Ana Oliveira1, Joana Neves2, Rodrigo Ayoub2
1Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro, 3814-501, Portugal
Correspondência: Alda Marques (amarques@ua.pt) – Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
Os sons respiratórios computadorizados, especialmente os sons respiratórios adventícios (SRA), têm sido cada vez mais utilizados para monitorar infecções do trato respiratório inferior (IVRI). Embora essa medida tenha se mostrado confiável em pacientes com doenças crônicas estáveis, sua variabilidade e confiabilidade em condições agudas são desconhecidas. Este estudo transversal avaliou a variabilidade e confiabilidade dos sons respiratórios computadorizados em pacientes com IVRI.
Métodos
Noventa e sete pacientes com IVRI (57 mulheres; 54,82 ± 17,18 anos) foram recrutados de um hospital central. Três gravações repetidas de sons respiratórios foram realizadas simultaneamente em sete locais anatômicos. A intensidade do som respiratório normal (SRN), o número médio de crepitações e a taxa de ocupação de sibilos (Wh%) foram analisados com algoritmos validados. A confiabilidade intra-sujeito foi avaliada com o coeficiente de correlação intraclasse (CCI 1.3) e gráficos de Bland-Altman. A variabilidade inter-sujeito foi avaliada com o coeficiente de variação (CV).
Resultados
A confiabilidade relativa foi moderada a excelente para a intensidade do SRN e o número médio de crepitações (0,42 < CCI < 0,80), exceto na traqueia (0,29 < CCI < 0,74), e de baixa a excelente para Wh% (0,18 < CCI < 0,86). A confiabilidade absoluta não demonstrou viés sistemático entre as medidas. A variabilidade inter-sujeito foi aceitável para a intensidade do SRN (14% < CV < 25%) e alta para os parâmetros de crepitações e sibilos (49% < CV < 211%).
Conclusões
A intensidade do SRN parece ser o marcador mais confiável para monitorar pacientes com IVRI. Mais pesquisas são necessárias com fluxos e volumes controlados para confirmar esses resultados, uma vez que os SRN são sempre produzidos durante a respiração, enquanto os SRA são eventos sobrepostos aos SRN; portanto, o tempo pode não ser perfeitamente repetível de respiração para respiração.
Palavras-chave
Sons respiratórios computadorizados, infecções do trato respiratório inferior, variabilidade, confiabilidade
O141 Análise fatorial confirmatória do Índice de Bem-Estar Pessoal em pessoas com doença renal crônica
Luís Sousa1, Cristina Marques-Vieira2, Sandy Severino1, Helena José3
1Hospital Curry Cabral, Centro Hospitalar Lisboa Central, 1069-166 Lisboa, Portugal; 2Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023, Portugal; 3Centro de Formação Multiperfil, Luanda, PR - 56Q, Angola
Correspondência: Luís Sousa (luismmsousa@gmail.com) – Hospital Curry Cabral, Centro Hospitalar Lisboa Central, 1069-166 Lisboa, Portugal
Contexto
O Personal Wellness Index/Satisfaction with life in general (PWI/SLG) é um questionário desenvolvido para medir o bem-estar subjetivo (BES). O PWI foi baseado na Comprehensive Quality of Life Scale [1] e é validado para a população portuguesa [2]. Objetivo: Confirmar a estrutura unifatorial do "Personal Wellbeing Index" em pessoas com doença renal crônica (DRC) em hemodiálise.
Métodos
A amostra aleatória incluiu 159 pessoas com DRC em hemodiálise em um Serviço de Nefrologia e duas clínicas na região de Lisboa, Portugal. A coleta de dados foi realizada entre março e junho de 2015. O software AMOS foi utilizado para uma análise fatorial confirmatória (AFC), com o método de máxima verossimilhança. Foram utilizados os índices de ajuste: razão do Qui-Quadrado e graus de liberdade (X2/gl); índice de qualidade de ajuste (GFI); índice de ajuste comparativo (CFI), índice de Tucker-Lewis (TLI) e raiz do erro quadrático médio de aproximação (RMSEA) [3-4].
Resultados
Os resultados deste estudo [X2/gl = 1,871; GFI = 0,96; CFI = 0,97; TLI = 0,95; RMSEA = 0,07] mostram um bom ajuste à hipótese da solução de um fator, o que confirma a solução proposta na versão original [1] e na versão portuguesa [2].
Conclusões
A versão portuguesa do "Personal Wellbeing Index" em pessoas com DRC tem um único fator. O Personal Wellbeing Index ou satisfação com a vida em geral é adequado para medir o impacto das intervenções de enfermagem em pessoas com DRC.
Referências

  1. Cummins RA, McCabe MP, Romeo Y, Gullone E. The Comprehensive Quality of Life Scale: Instrument development and psychometric evaluation on tertiary staff and students. Educ psychol measur. 1994; 54: 372-382.
  2. Ribeiro JP, Cummins R. O bem-estar pessoal: estudo de validação da versão portuguesa da escala. In: Leal I, Pais-Ribeiro J, Silva I, Marques S, Editors. Actas do 7° Congresso Nacional de Psicologia da Saúde. Lisboa: ISPA; 2008. 505-508.
  3. Marôco J. Análise de equações estruturais: fundamentos teóricos, software e aplicações. Pero Pinheiro: ReportNumber. 2010
  4. Sousa LMM, Marques-Vieira CMA, Carvalho ML, Veludo F, José, HMG. Fidelidade e validade na construção e adequação de instrumentos de medida. Enformação. 2015; 5:25-32.
    Palavras-chave
    Insuficiência Renal Crônica, Diálise Renal, Qualidade de vida, Estudos de validação, Psicometria
    O142 Habilidades de consciência fonológica em crianças em idade escolar
    Inês Cadorio1, Marisa Lousada1,2
    1Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Escola de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
    Correspondência: Inês Cadorio (inescadorio@ua.pt) – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193, Portugal
    Contexto
    O desenvolvimento da consciência fonológica é crucial no início do processo de escolarização, pois é um precursor chave das habilidades de leitura e escrita. No entanto, os dados sobre o desenvolvimento da consciência fonológica em crianças em idade escolar falantes do Português Europeu (PE) são escassos. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo determinar quais habilidades fonológicas são adquiridas por crianças em idade escolar (6,00 - 6,11 anos) e se existem ou não diferenças entre os níveis de consciência fonológica.
    Métodos
    Participaram deste estudo um total de 80 crianças com desenvolvimento típico, falantes do PE, com idades entre 6,00 e 6,11 anos. Utilizámos um instrumento válido e padronizado – Teste de Linguagem: Avaliação da Linguagem Pré-Escolar (TL-ALPE) – para recolher dados sobre habilidades de consciência fonológica. Foram utilizadas estatísticas descritivas para determinar quais habilidades foram adquiridas na faixa etária considerada. Além disso, foi realizado o teste de Wilcoxon para amostras emparelhadas para detetar diferenças entre o desempenho na consciência silábica e na consciência fonémica, uma vez que os dados da amostra não seguiam uma distribuição normal.
    Resultados
    A identidade silábica é considerada uma habilidade adquirida e estabelecida, pois as crianças apresentaram 86,88% de precisão nesta tarefa. A segmentação silábica, bem como a identidade fonémica, são adquiridas mas não estabelecidas, com 68,75% e 71,25% de precisão, respetivamente. As pontuações mais baixas foram obtidas na segmentação fonémica (15,25% de precisão) e esta habilidade foi considerada não adquirida aos 6 anos de idade. Foram encontradas diferenças significativas entre os níveis de consciência silábica e consciência fonémica (p = 0,000), apresentando a primeira vantagem sobre a segunda.
    Conclusões
    O presente estudo é uma contribuição valiosa, pois expande a literatura sobre o desenvolvimento da consciência fonológica em crianças em idade escolar.
    Palavras-chave
    Consciência silábica, consciência fonémica, desenvolvimento típico, crianças
    O143 Avaliação das memórias precoces de calor e segurança na interação com os pares: sua relação com a psicopatologia na adolescência
    Marina Cunha, Diogo Andrade, Ana Galhardo, Margarida Couto
    Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal
    Correspondência: Marina Cunha (marina_cunha@ismt.pt) – Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal
    Contexto
    Considerando que a crescente autonomia em relação aos pais e a interação com os pares são aspectos particularmente importantes para o desenvolvimento da autoidentidade, é crucial avaliar memórias precoces associadas a sentimentos de segurança ou ameaça na interação com os pares. Objetivos: I) Examinar as características psicométricas da Escala de Memórias Precoces de Calor e Segurança na interação com pares (EMWSS-Pares); II) explorar a relação entre a EMWSS-Pares e a medida global de memórias positivas precoces com figuras de apego (EMWSS); III) investigar o impacto das memórias emocionais positivas nos sintomas depressivos e de ansiedade.
    Métodos
    Trezentos e cinquenta e cinco (355) adolescentes (152 meninos), com idades entre 12 e 18 anos, preencheram a Escala de Memórias Precoces de Calor e Segurança (EMWSS – medida global), a EMWSS nas interações com pares e as Escalas de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21).
    Resultados
    A EMWSS-Pares apresentou uma estrutura de fator único, excelente consistência interna (α = 0,93) e confiabilidade teste-reteste (r = 0,86). As memórias de calor e segurança em relação à interação com pares mostraram correlações negativas moderadas com sintomas de ansiedade e depressão, e uma associação positiva moderada com memórias de calor e segurança relativas à interação com figuras de apego. Além disso, as memórias positivas precoces revelaram uma contribuição significativa e independente para a predição de sintomas de ansiedade e depressão.
    Conclusões
    A EMWSS-Pares mostrou-se um instrumento confiável e válido para a avaliação dos sentimentos de calor e segurança no contexto da interação com pares. Estes resultados sugerem que memórias emocionais positivas podem atuar como fatores protetores em relação a sintomas psicopatológicos.
    Palavras-chave
    Adolescência, instrumento de autorrelato, memórias emocionais precoces entre pares
    O144 Efeitos moleculares induzidos por irradiação de dose única em uma linhagem celular de linfoma difuso de grandes células B
    Fernando Mendes1, Cátia Domingues2, Susann Schukg3, Ana M. Abrantes4, Ana C. Gonçalves5, Tiago Sales4, Ricardo Teixo4, Rita Silva4, Jéssica Estrela1, Mafalda Laranjo4, João Casalta-Lopes6, Clara Rocha1, Paulo C. Simões6, Ana B. Sarmento-Ribeiro7, Mª Filomena Botelho4, Manuel S. Rosa8
    1Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 2Centro de Investigação em Ambiente, Genética e Oncobiologia, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-548 Coimbra, Portugal; 3Departamento de Ciências Biomédicas Laboratoriais, Universidade de Gotemburgo, S-405 30 Gotemburgo, Suécia; 4Instituto de Biofísica e Biomatemática, Instituto de Imagiologia Biomédica e Ciências da Vida, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal; 5Laboratório de Oncobiologia e Hematologia de Biologia Molecular Aplicada & Universidade Clínica de Hematologia, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal; 6Departamento de Radioterapia Oncológica, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, 3000-075 Coimbra, Portugal; 7Universidade Clínica de Hematologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, 3000-075 Coimbra, Portugal; 8Instituto de Imunologia, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Fernando Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
    Introdução
    Em 2012, ocorreram cerca de 386.000 casos de linfoma não Hodgkin (LNH) (2,7 % de todos os cancros). O linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) é um grupo heterogéneo de neoplasias hematológicas e constitui o tipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo. Objetivo: Avaliar os efeitos celulares e moleculares da radiação X em altas doses em células de LDGCB.
    Métodos
    As células Farage foram expostas a 0,5-60 Gy de radiação ionizante (RI). A viabilidade e proliferação celular foram avaliadas pelo teste de azul de tripano e a sobrevivência celular pelo ensaio clonogénico. A morte celular foi avaliada por citometria de fluxo (CF) e microscopia óptica. O ciclo celular, o potencial de membrana mitocondrial, as espécies reativas de oxigénio, a GSH e a razão BAX/BCL-2 foram medidos por CF. O dano no ADN foi avaliado utilizando o ensaio cometa. A P53 total e fosforilada foi avaliada por western blot.
    Resultados
    A RI induziu efeitos citotóxicos e citostáticos nas células Farage de forma dependente da dose e do tempo, com uma DL50 de 1,73 Gy. A morte celular ocorre principalmente por apoptose, com um aumento da razão BAX/BCL-2 e um aumento significativo na produção de espécies reativas de oxigénio (ERO). Observou-se paragem do ciclo celular na fase G2/M e um aumento significativo no dano no ADN e nos níveis de expressão de P53 total e fosforilada.
    Conclusões
    Altas doses de RI induzem uma resposta dependente do tempo e da dose que leva ao aumento da produção de ERO, dano no ADN com aumento da expressão de P53 e ativação expressa por níveis elevados de pP53, resultando em paragem do ciclo celular em G2/M e aumento da morte celular por apoptose/necrose tardia. Os nossos resultados mostraram que a RI em dose única induz efeitos em diferentes componentes celulares e a sua compreensão é essencial para a escolha do planeamento do tratamento.
    Palavras-chave
    Linfoma difuso de grandes células B, Radioterapia, Genotoxicidade, Stress oxidativo, Morte celular, P53
    O145 Caracterização morfo-funcional das câmaras cardíacas por Ecocardiografia Transtorácica, em jovens atletas de ginástica de competição
    Virgínia Fonseca, Diogo Colaço, Vanessa Neves
    Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
    Correspondência: Virgínia Fonseca (virginia.fonseca@estesl.ipl.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
    Fundamentação
    O treino físico intenso e prolongado provoca adaptações cardiovasculares estruturais e funcionais, no entanto estas modificações podem ser mal interpretadas como patológicas. O objetivo deste estudo foi descrever a estrutura e funcionalidade cardiovascular, por ecocardiografia transtorácica, em jovens atletas de ginástica artística competitiva.
    Métodos
    Este estudo foi realizado numa população de atletas de ginástica artística feminina, com idades entre os 12 e os 15 anos. Todos os indivíduos foram submetidos a ecocardiografia transtorácica, seguindo o protocolo de estudo definido. A análise estatística das variáveis do estudo foi feita utilizando estatística descritiva, teste de Shapiro-Wilk, teste T, teste de Wilcoxon e correlação de Pearson. Os resultados foram considerados estatisticamente significativos quando p valor < 0,05.
    Resultados e conclusões
    No que diz respeito à estrutura e funcionalidade cardíaca esquerda, não se verificaram alterações estatisticamente significativas, no entanto as atletas apresentavam uma maior área auricular esquerda (15,35 cm2), o que é comum devido ao aumento de pressão durante a prática de exercício, especialmente num treino isométrico e isotónico combinado.
    Na função diastólica, a velocidade da onda E mitral (1,08 m/s) e a relação E/A mitral (2,31) foram significativamente mais elevadas. Houve uma correlação entre os anos de prática e tanto a velocidade da onda A mitral como a relação E/A mitral. Estes achados sugerem uma função diastólica supranormal como consequência do relaxamento ventricular esquerdo e do aumento da complacência.
    Com este estudo foi possível verificar que todas as variáveis utilizadas para analisar as adaptações estruturais e funcionais cardiovasculares, medidas por ecocardiograma transtorácico, se encontravam dentro dos valores normais, tendo em consideração as Diretrizes pediátricas e para adultos. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas para a área auricular esquerda e função diastólica esquerda.
    Palavras-chave
    Ecocardiografia transtorácica, coração de atleta, treino isométrico, treino isotónico
    O146 Prevalência dos anticorpos do novo sistema histo-sanguíneo – sistema FORS
    Carlos Jesus1, Camilla Hesse2, Clara Rocha3, Nádia Osório1, Ana Valado1, Armando Caseiro1, António Gabriel1, Lola Svensson2, Fernando Mendes1, Wafa A. Siba4, Cristina Pereira5, Jorge Tomaz5
    1Departamento de Ciências Biomédicas, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 2Departamento de Química Clínica e Medicina Transfusional, Hospital Universitário Sahlgrenska, Gotemburgo, 413 45 Gotemburgo, Suíça; 3Departamento de Ciências Complementares, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 4Departamento de Ciências Laboratoriais Médicas, Universidade Al-Quds, Abu Dis, Caixa Postal 89 Abu Dis, Autoridade Nacional Palestina; 5Serviço de Banco de Sangue, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, 3000-075 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Fernando Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Departamento de Ciências Biomédicas, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
    Introdução
    Em 1987, três famílias inglesas não aparentadas foram relatadas com um suposto subgrupo denominado Apae. Os membros da família Apae positivos apresentavam um padrão divergente de reação de anticorpos e lectinas nos eritrócitos. A lectina Helix Pomatia apresentou reação forte, os anticorpos (Ac) policlonais anti-A tiveram resposta fraca e os Ac monoclonais anti-A não reagiram, sugerindo uma controvérsia. Pesquisadores suecos encontraram evidências que levaram à abolição do subgrupo Apae e ao estabelecimento, em vez disso, do sistema de grupo sanguíneo FORS (aceito pela ISBT em 2012 como sistema de grupo sanguíneo 31). É importante conhecer a prevalência do Ac para tomar decisões corretas em medicina transfusional. Por esse motivo, são necessárias células contendo o sacarídeo Fs, como eritrócitos de ovelha, para pesquisar o Ac. Objetivo: Estudar a frequência do anticorpo anti-Forssman (anti-Fs).
    Métodos
    O plasma de um total de 800 doadores de sangue foi incluído no estudo. Eritrócitos de ovelha foram cruzados com plasma de doadores de sangue utilizando a técnica em tubo. O plasma de um indivíduo Apae foi usado como controle negativo e o anti-Fs (sobrenadante da linhagem celular M1/22.25.8HL) foi usado como controle positivo.
    Resultados
    Em 800 doadores de sangue, um foi negativo para a presença do Ac anti-Fs.
    Conclusões
    Os eritrócitos de ovelha são adequados para pesquisar o anti-Fs humano. Nesta população de doadores de sangue (n = 811), encontramos um indivíduo sem o anti-Fs. Esses resultados contribuem para os dados de que se trata de um grupo sanguíneo raro. Seria interessante estudar as células do indivíduo sem o anti-Fs para entender se é um indivíduo FORS+ e se pode ter impacto na medicina transfusional.
    Palavras-chave
    Grupo Sanguíneo, Novo Sistema Histossanguíneo, Sistema FORS, Antígeno Forssman, Anti-Forssman
    O147 Avaliação da ameaça percebida relacionada à guerra em Veteranos da Guerra Colonial Portuguesa
    Teresa Carvalho1,2, José Pinto-Gouveia1, Marina Cunha1,2
    1Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132, Portugal
    Correspondência: Teresa Carvalho (teresacarvalho.psi@gmail.com) – Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
    Contexto
    A percepção de ameaça (o medo pela própria segurança e bem-estar) durante a exposição à guerra mostrou ser um importante fator de risco para o desenvolvimento de psicopatologia desenvolvida por veteranos de guerra. A Escala de Percepção de Ameaça (PTS) do Inventário de Risco e Resiliência de Implantação (DRRI) é um dos instrumentos de autorrelato mais amplamente utilizados para avaliar esse construto. Objetivo: Este estudo teve como objetivo testar a estrutura latente bifatorial (Ameaças de Combate e Não Ameaças de Combate) da PTS adaptada para veteranos da Guerra Colonial Portuguesa (versão modificada), previamente encontrada por meio de Análise Fatorial Exploratória (AFE). A consistência interna e a validade discriminante desta escala também foram analisadas.
    Métodos
    Trezentos e dez (310) homens da população geral de veteranos da Guerra Colonial Portuguesa completaram a PTS-MV (Versão Modificada da PTS), a Lista de Verificação de TEPT - Versão Militar (PCL-M), o Inventário de Depressão de Beck (BDI) e as Escalas de Ansiedade e Estresse do DASS-21.
    Resultados
    A Análise Fatorial Confirmatória (AFC) mostrou que o modelo de primeira ordem bifatorial reespecificado tem um bom ajuste aos dados (GFI = .92; TLI = .93; CFI = .94; RMSEA = .06; PCFI = .79) e validade fatorial adequada. Também foi obtida uma consistência interna adequada (Ameaças de Combate: α = .82; Não Ameaças de Combate: α = .83) e uma boa capacidade discriminante em relação aos sintomas de TEPT, depressão, ansiedade e estresse.
    Conclusões
    A AFC corrobora a estrutura bifatorial da Versão Portuguesa da PTS previamente encontrada pelos autores. A escala é internamente consistente e tem boa capacidade discriminante.
    Palavras-chave
    Avaliação da percepção de ameaça, Escala de Percepção de Ameaça (PTS), DRRI, Análise Fatorial Confirmatória, Veteranos da Guerra Colonial Portuguesa
    O148 Estimativa do tempo de trânsito de pulso para medição contínua da pressão arterial: Um estudo comparativo
    Diana Duarte1, Nuno V. Lopes1,2, Rui Fonseca-Pinto1,3
    1Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Centro de Investigação e Tecnologia das Ciências Agroambientais e Biológicas, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001-801 Vila Real, Portugal; 3Instituto de Telecomunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Correspondência: Diana Duarte (rui.pinto@ipleiria.pt) – Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Contexto
    O monitoramento contínuo da pressão arterial (PA) fornece informações importantes sobre a condição do sistema cardiovascular. Os métodos invasivos são precisos, mas denotam risco aumentado. Os métodos não invasivos são seguros, porém menos confiáveis e não fornecem informações contínuas. Uma abordagem alternativa para a medição contínua e não invasiva da PA baseia-se nas mudanças no tempo de trânsito de pulso (PTT). O PTT é definido como o atraso de tempo entre a onda R do eletrocardiograma (ECG) e o valor de pico do sinal de fotopletismografia (PPG) adquirido no dedo do paciente no mesmo ciclo cardíaco.

O principal objetivo deste trabalho é estimar o PTT utilizando diferentes metodologias encontradas na literatura, como abordagens baseadas em derivadas e as transformadas Discreta de Wavelet (DWT) e Hilbert-Huang (HHT), e comparar os resultados com os valores de referência obtidos manualmente.

Métodos

Vários sinais de ECG e PPG foram obtidos de um banco de dados público de sinais fisiológicos e de dados reais utilizando pacientes in vivo. Uma abordagem baseada em derivadas para encontrar as ondas R e os valores de pico do PPG foi implementada para estimar o PTT. Em seguida, foi aplicado um processamento prévio do sinal utilizando DWT e HHT. Os resultados fornecidos por cada metodologia foram comparados com os valores de referência.

Resultados e conclusões

Globalmente, todos os métodos apresentaram resultados semelhantes ao utilizar os sinais do banco de dados. No entanto, com dados reais, a abordagem baseada em derivadas teve um desempenho fraco. Devido à natureza ruidosa, não estacionária e não linear dos sinais fisiológicos, as metodologias que incorporam DWT ou HHT fornecem resultados precisos.

Palavras-chave

Pressão Arterial, Tempo de Trânsito de Pulso, Transformada Wavelet, Transformada Hilbert-Huang

O149 Avaliação da pressão arterial durante manobras clínicas padrão: Uma abordagem não invasiva baseada no PPT

Diana Duarte1, Nuno V. Lopes1,2, Rui Fonseca-Pinto1,3

1Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Centre for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences, University of Trás-os-Montes and Alto Douro, 5001-801 Vila Real, Portugal; 3Instituto de Telecomunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Correspondência: Rui Fonseca-Pinto (rui.pinto@ipleiria.pt) – Instituto de Telecomunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Contexto

O monitoramento contínuo e confiável da pressão arterial (PA) durante manobras clínicas padrão fornece informações importantes sobre a condição do sistema cardiovascular. Os métodos invasivos comuns são precisos, mas denotam risco aumentado. Uma abordagem alternativa baseia-se nas mudanças no tempo de trânsito de pulso (PTT), definido como o atraso de tempo entre a onda R do eletrocardiograma (ECG) e o valor de pico do sinal de fotopletismografia (PPG) no mesmo ciclo cardíaco.
O objetivo principal deste trabalho é estimar as variações da PA derivadas das mudanças no TPP durante manobras autonômicas clínicas típicas associadas a variações da PA (por exemplo, elevação dos membros inferiores, mudanças ortostáticas e Valsalva). Além disso, a validação dessas variações da pressão arterial também foi abordada.
Métodos
Utilizando o equipamento comercial BIOPAC MP35, um conjunto de sinais de ECG e PPG foram adquiridos de indivíduos saudáveis durante as manobras, e o TPP é calculado. Posteriormente, as variações da PA foram computadas usando uma relação matemática e uma curva de variação da pressão arterial foi obtida.
Para validar a precisão deste método, as curvas de PA derivadas do TPP foram comparadas com mudanças de variação de pressão bem conhecidas associadas às manobras autonômicas, das quais o perfil de pressão é bem documentado em estudos fisiológicos. As variações da PA se comportam de acordo com as respostas dos mecanismos de feedback para manter a homeostase.
Conclusões
Este trabalho estabelece uma abordagem diversificada para avaliar as mudanças na PA, que se mostrou confiável e precisa. O uso desta metodologia é uma alternativa aos métodos invasivos e desconfortáveis.
Palavras-chave
Pressão Arterial, Tempo de Trânsito de Pulso, Manobras autonômicas clínicas
O150 Desenvolvimento e validação inicial do Perfil de Atividades e Participação relacionado à Mobilidade (APPM)
Anabela C. Martins (anabelacmartins@estescoimbra.pt)
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Contexto
A participação social tem sido amplamente utilizada em pesquisas e relatórios de políticas na saúde e assistência social como um resultado, desde que a Organização Mundial da Saúde publicou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em 2001. Objetivo: Descrever o desenvolvimento e validação de um questionário para medir a participação de adultos (Perfil de Atividades e Participação relacionado à Mobilidade; APPM) em suas atividades cotidianas.
Métodos
O instrumento foi construído dentro dos quadros da CIF; os itens são apoiados por resultados de estudos anteriores e grupos focais. A consistência interna do instrumento foi avaliada usando o coeficiente alfa de Cronbach. A validade de conteúdo do questionário foi avaliada vinculando os 18 itens à CIF. Para validade de construto, conjecturou-se que a necessidade de tecnologias assistivas (TA) ajuda dos braços para levantar de uma cadeira, ser sedentário e a presença de quedas eram um espelho para um desempenho mais severamente prejudicado, levando a uma grande limitação de atividades e restrições na participação relacionadas à mobilidade. A validade de critério foi investigada pela correlação com a FES.
Resultados
Cento e cinquenta adultos residentes na comunidade (idade média 68,71 +/- 9,09 anos) participaram do estudo. O APPM demonstrou boa confiabilidade interna (alfa 0,90), indicando boa homogeneidade. Todas as hipóteses predefinidas envolvendo diferenças esperadas entre grupos e correlações significativas entre FES e APPM foram confirmadas.
Conclusões
O APPM demonstrou boas propriedades psicométricas e pode ser utilizado como uma medida confiável e válida para avaliar a participação social de adultos residentes na comunidade com mais de 55 anos.
Palavras-chave
Atividades e Participação, adultos residentes na comunidade, medidas de desfecho, estudo de validação
O151 MEASYCare-2010 Standard – Um sistema de avaliação geriátrica na atenção primária à saúde: Confiabilidade e validade da versão mais recente em Portugal
Piedade Brandão1,2, Laura Martins1, Margarida Cardoso3,4
1Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Centro de Investigação em Tecnologia e Serviços de Saúde, Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 3Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, Porto, 4050-313 Porto, Portugal; 4Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, Universidade do Porto, 4050-123 Porto, Portugal
Correspondência: Laura Martins (laura.martins@ua.pt) – Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
O EASYCare é um instrumento multidimensional para avaliar a autopercepção das necessidades de cuidados de saúde da população idosa na atenção primária à saúde. A versão mais recente desta ferramenta é o EASYCare-2010 Standard. Objetivo: Este estudo teve como objetivo validar o EASYCare-2010 Standard em idosos portugueses.
Métodos
A amostra é composta por 244 participantes com 65 anos ou mais recrutados em Centros de Atenção Primária à Saúde do Serviço Nacional de Saúde Português. O Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde - Versão Curta e o teste de Tinetti foram considerados para a validade de construto.
Resultados
Os resultados deste estudo revelaram um modelo de dois fatores através da Análise de Componentes Principais para Dados Categoriais. A consistência interna deste instrumento apresentou níveis altamente aceitáveis. Os resultados também mostraram que nos itens politômicos do EASYCare-2010 Standard algumas das categorias não foram consideradas ou foram consideradas apenas por um pequeno número de participantes.
Resultados
Os fatores do EASYCare-2010 Standard foram denominados “mobilidade e atividades da vida diária” e “bem-estar geral e segurança” e foram associados a medidas de qualidade de vida com uma correlação moderada com equilíbrio e marcha. O instrumento poderia ser simplificado, substituindo itens politômicos por dicotômicos.
Conclusões
Este estudo mostrou que o EASYCare-2010 Standard em Portugal é um instrumento de avaliação geriátrica abrangente válido e confiável para idosos residentes na comunidade. No entanto, a redução e simplificação dos itens devem ser equacionadas numa nova versão revista. Mais estudos são necessários noutros países utilizando o EASYCare-2010 Standard para certificar os resultados obtidos.
Palavras-chave
Avaliação geriátrica, Cuidados de saúde primários, Questionários, Confiabilidade e validade
O152 Confiabilidade e concordância interavaliador e intraavaliador da amplitude de flexão do ombro na posição ortostática através de avaliação fotográfica
Nuno Morais1, Joana Cruz2
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Nuno Morais (nuno.morais@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Contexto
A avaliação da amplitude de flexão do ombro em contextos clínicos é geralmente realizada em posição supina. No entanto, esta posição de avaliação pode não refletir com precisão as limitações na mobilidade do ombro observadas em várias situações da vida real que envolvem posições sentadas ou ortostáticas. Este estudo teve como objetivo avaliar a confiabilidade e concordância interavaliador e intraavaliador da amplitude de flexão do ombro na posição ortostática através de avaliação fotográfica.
Métodos
Dez voluntários assintomáticos (4 homens, 70,50 ± 10,29 anos) participaram no estudo. Foram fotografados no plano sagital enquanto realizavam flexão máxima do ombro. O ângulo de flexão do ombro foi então determinado com software de digitalização assistida por computador. Os avaliadores 1 e 2 realizaram independentemente as medições uma e duas vezes (respetivamente) utilizando os marcos padronizados de goniometria: epicôndilo lateral do úmero, linha média lateral do tórax e o centroide da região virtual da articulação glenoumeral. A confiabilidade interavaliador e intraavaliador foi calculada usando Coeficientes de Correlação Intraclasse (CCI2,1) e os parâmetros de concordância usando os limites de concordância de 95% (LoA), erro padrão da medição (EPM) e mudança mínima detectável (MDC95).
Resultados
Foram encontrados excelentes resultados de confiabilidade e concordância interavaliador (CCI2,1 = 0,98; intervalos de confiança de 95% [IC95%] = 0,93–0,99; EPM = 1,54°; MDC95 = 4,28°) e intraavaliador (CCI2,1 = 0,99; IC95% = 0,98–0,99; EPM = 0,85°; MDC95 = 2,36°). Os LoA seguiram a mesma tendência (LoA intraavaliador: -2,80°–1,91°; LoA interavaliador: -2,04°–6,51°).
Conclusões
A avaliação da amplitude de flexão do ombro na posição ortostática utilizando análise fotográfica é altamente confiável e fornece um erro de medição aceitável para ser utilizada na prática clínica. Mais pesquisas são necessárias para validar esta medição em relação a medidas de 'padrão ouro' (por exemplo, dispositivo de rastreamento de movimento 3D).
Palavras-chave
deslocamento angular, propriedades de medição, mobilidade, membro superior
O153 Técnicas de biofabricação tridimensional para regeneração de tecidos
Nuno Alves, Paula Faria, Artur Mateus, Pedro Morouço
Centro de Desenvolvimento de Produto Rápido e Sustentável, Instituto Politécnico de Leiria, 2430-028 – Marinha Grande, Portugal
Correspondência: Nuno Alves (nuno.alves@ipleiria.pt) – Centro de Desenvolvimento de Produto Rápido e Sustentável, Instituto Politécnico de Leiria, 2430-028 – Marinha Grande, Portugal
A perda de tecido humano ou falência de órgão em estágio terminal resultante de uma lesão ou doença é um grande problema de saúde no mundo, pois o transplante de tecidos ou órgãos nesses pacientes é severamente limitado pela disponibilidade de doadores compatíveis. Neste contexto, as técnicas de biofabricação tridimensional surgiram como ferramentas poderosas para produzir substitutos (scaffolds) funcionais homogêneos/heterogêneos, que têm um enorme potencial para cumprir os requisitos biológicos e mecânicos, a fim de alcançar a regeneração total do tecido.
Dessa forma, várias técnicas de biofabricação 3D foram desenvolvidas e testadas para produzir substitutos biologicamente corretos anatomicamente através do uso de dispositivos 3D controlados por computador para depositar com precisão biomateriais, drogas/fatores de crescimento/células em geometrias precisas.
Considerando a multiplicidade de aplicações de scaffolds 3D, desde estudos in vitro utilizando uma combinação de estruturas 3D biocompatíveis e biodegradáveis com drogas/fatores de crescimento/células vivas até a implantação in vivo para buscar a regeneração total do tecido, as técnicas de biofabricação 3D podem ter um impacto significativo no futuro da saúde e do bem-estar.
Vantagens, desvantagens, resultados e capacidades deste tipo de scaffolds 3D, técnicas, estudos ex vivo e in vivo são detalhados. Novas direções na pesquisa em biofabricação para regeneração total de tecidos também são apontadas.
Palavras-chave
Substitutos biológicos, Técnicas de biofabricação 3D, Regeneração de tecidos, Estudos in vitro
O154 Uma nova ferramenta computacional para biofabricação aplicada à engenharia de tecidos
Nuno Alves, Nelson Ferreira, Artur Mateus, Paula Faria, Pedro Morouço
Centro de Desenvolvimento de Produto Rápido e Sustentável, Instituto Politécnico de Leiria, 2430-028 – Marinha Grande, Portugal
Correspondência: Nuno Alves (nuno.alves@ipleiria.pt) – Centro de Desenvolvimento de Produto Rápido e Sustentável, Instituto Politécnico de Leiria, 2430-028 – Marinha Grande, Portugal
Tradicionalmente, a manufatura aditiva (AM) utiliza informações digitais de um arquivo de projeto auxiliado por computador (CAD) que posteriormente é convertido para um formato de arquivo de estéreo-litografia (STL) para produzir uma peça física. As superfícies de um modelo computacional 3D são aproximadas por um conjunto de facetas triangulares e depois fatiadas para gerar uma série de camadas para fabricação. O formato de arquivo STL tornou-se o padrão para a entrada de dados em sistemas de AM.
As informações digitais contidas no formato padrão STL estão relacionadas às coordenadas dos vértices, que definem cada triângulo e sua normal externa. Apesar de algumas melhorias em arquivos STL focadas em resolver superfícies sobrepostas, lacunas e interseções entre facetas, isso não é adequado para a biofabricação aditiva multimaterial. Embora outras abordagens também tenham sido desenvolvidas, principalmente focadas em processos de biofabricação, elas não são capazes de lidar com arcabouços multimateriais.
Para superar as desvantagens mencionadas acima, uma nova abordagem computacional multidimensional para biofabricação é apresentada, permitindo a produção de substitutos biológicos multimateriais com propriedades personalizadas, melhorando o desempenho mecânico e biológico em aplicações de engenharia de tecidos.
Palavras-chave
Biofabricação, ferramentas computacionais, arcabouços multimateriais, engenharia de tecidos
O155 Desenvolvimento e qualidades psicométricas de uma escala para medir a independência funcional de adolescentes com deficiência motora
Isabel Malheiro1, Filomena Gaspar1, Luísa Barros2
1Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 1700-063 Lisboa, Portugal; 2Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, 1649-013 Lisboa, Portugal
Correspondência: Isabel Malheiro (mmalheiro@esel.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 1700-063 Lisboa, Portugal
Introdução
Há uma escassez de instrumentos validados para avaliar a eficácia de intervenções de reabilitação em adolescentes com deficiência motora. O objetivo deste estudo foi desenvolver um instrumento para medir a independência funcional percebida por adolescentes com deficiência motora e avaliar suas qualidades psicométricas.
Métodos
Com base na escala Medida de Independência Funcional (MIF), desenvolvemos um instrumento multidimensional de autorrelato para avaliar a independência funcional em adolescentes. As classificações são feitas em um formato orientado com cinco pontos: 1 (não consigo), 2 (consigo com muita ajuda) a 5 (consigo sem ajuda). A versão final do instrumento (16 itens) foi testada em uma amostra de conveniência de 101 adolescentes com deficiência motora. O teste piloto serviu não apenas para testar sua compreensibilidade, mas também para avaliar suas qualidades psicométricas (sensibilidade, confiabilidade e validade).
Resultados
As qualidades psicométricas da versão final da SSFIA com 16 itens (Domínio Motor) foram avaliadas por consistência interna (α de Cronbach = 0,938, split-half usando correção de Spearman & Brown α = 0,869). A validade de construto foi avaliada usando o método de análise fatorial principal com rotações ortogonais varimax, e revelou uma estrutura tridimensional e explicou 74,6% da variância (eliminação, autocuidado e transferências). Encontramos bom suporte para validade convergente (escala MIF rp = 0,83 e rp > 0,5 entre itens) e validade discriminante (variância média extraída).
As boas qualidades psicométricas evidenciaram claramente que o instrumento recentemente desenvolvido fornece uma ferramenta sensível, confiável e válida para avaliar a funcionalidade (domínio motor) em adolescentes com deficiência motora.

Palavras-chave
Adolescentes, Instrumento Multidimensional de Autoavaliação, Independência Funcional, Qualidades Psicométricas, Validade

O156 Confiança Organizacional em serviços de Saúde: Análise fatorial exploratória e confirmatória do Inventário de Confiança Organizacional – Versão Reduzida (OTI-SF)

Pedro Parreira1, Andreia Cardoso2, Lisete Mónico3, Carla Carvalho3, Albino Lopes4, Anabela Salgueiro-Oliveira1
1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Birmingham Hospitals, Birmingham B15 2GW, Reino Unido; 3Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 4Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1300-663 Lisboa, Portugal
Correspondência: Pedro Parreira (parreira@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal

Introdução
A Confiança Organizacional é um conceito central para a eficácia das organizações de serviços de Saúde. O conceito tem grande importância para a dinâmica dos profissionais quando trabalham em grupo, influenciando a qualidade dos cuidados de saúde. Instrumentos com boa validade e confiabilidade são úteis para os serviços de saúde portugueses. Objetivo: Analisar as propriedades psicométricas do Inventário de Confiança Organizacional – Versão Reduzida (OTI-SF) nos serviços de saúde portugueses.

Métodos
Estudo quantitativo com uma amostra de N = 687 (89,2% enfermeiros e 10,8% médicos de 50 unidades de serviços médicos e cirúrgicos de hospitais portugueses, idade > 35 anos, 75,8% do sexo feminino). Medida: Inventário de Confiança Organizacional – Versão Reduzida (OTI-SF), escala Likert de 7 pontos.

Resultados
De acordo com eigenvalue >1, dois fatores foram extraídos com Análise Fatorial Exploratória (AFE) para Confiança Organizacional (KMO = 0,891, X2(66) = 2424,11, p < 0,001) explicando 60,87% da variância (VE): F1-Honestidade (33,70% VE; M = 4,62, DP = 0,90), F2-Evitar oportunismo (27,17% VE; M = 3,52, DP = 1,10). A confiabilidade foi boa (α de Cronbach = 0,88 e α = 0,85 para F1 e F2, respetivamente). As correlações item-fator apresentaram valores superiores a 0,74, consistentes com a validade de construto. Esta estrutura fatorial foi suportada pela Análise Fatorial Confirmatória (AFC), com um bom ajuste: CMIN/50 = 1,92, RMSEA = 0,047 (LO90 = 0,033, HI90 = 0,061), NFI = 0,955, CFI = 0,978. Tanto a “Honestidade” (F1) como “Evitar oportunismo” (F2) foram equivalentes entre géneros, F(1, 397) = 0,39 e 0,52, respetivamente, p > 0,40, e também entre enfermeiros e médicos, F(1, 322) = 1,72 e 0,25, p > 0,25. “Honestidade” e “Evitar oportunismo” partilharam 28% da variância e não foram influenciadas pelos anos de trabalho.

Conclusões
O Inventário de Confiança Organizacional – Versão Reduzida (OTI-SF) nos serviços de saúde apresentou propriedades psicométricas adequadas. O instrumento é útil para medir a confiança organizacional nos serviços de saúde.

Palavras-chave
Confiança organizacional, serviços de saúde, inventário de confiança organizacional, profissionais de saúde
O157 Simetria térmica: Um indicador de assimetrias de tarefas ocupacionais em fisioterapia
Adérito Seixas1, Valter Soares1, Tiago Dias1, Ricardo Vardasca2, Joaquim Gabriel2, Sandra Rodrigues1
1Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004 Porto, Portugal; 2Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto, 4200-465 Porto, Portugal
Correspondência: Adérito Seixas (aderito@ufp.edu.pt) – Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004 Porto, Portugal
Introdução
O fardo associado aos distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho está aumentando e a necessidade de pesquisas sobre tecnologias que permitam uma melhor compreensão desse problema é bem identificada. O uso da termografia em pesquisas de saúde ocupacional tem aumentado, mas não para avaliar tarefas relacionadas à fisioterapia. A simetria térmica reflete a fisiologia normal e é definida como o grau de similaridade entre a temperatura da pele de duas regiões de interesse espelhadas ao longo do eixo longitudinal do corpo humano.
Métodos
Quinze (15) estudantes do último ano de graduação em fisioterapia (idade: 25,5 ± 5,4 anos; IMC: 22,9 ± 2,8 Kg.m-2) foram submetidos a avaliação termográfica antes, imediatamente após e 5 minutos após uma tarefa de mobilização passiva de hiperextensão do quadril realizada a uma taxa de 20 mobilizações por minuto, durante 4 minutos. A região de interesse selecionada para análise estava localizada na área de ambos os músculos trapézios superiores. As imagens térmicas foram obtidas usando uma câmera FLIR A325 calibrada com resolução de 320 x 240, sensibilidade de 70 mK e precisão de ± 2 %. Recomendações publicadas anteriormente foram seguidas para capturar as imagens térmicas.
Resultados
A tarefa de mobilização passiva induziu alterações estatisticamente significativas na temperatura da pele. Os valores de simetria térmica aumentaram de 0,1 ± 0,1 °C antes da tarefa de mobilização para 0,4 ± 0,2 °C imediatamente após a tarefa e 0,5 °C 5 minutos após. Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas entre os valores de simetria térmica antes e 5 minutos após a tarefa (p < 0,01).
Conclusões
Os achados deste estudo forneceram dados interessantes sobre a assimetria de tarefas. Os valores de simetria térmica refletiram o aumento na temperatura da pele observado no lado dominante como resultado da tarefa de mobilização.
Palavras-chave
Termografia, simetria térmica, mobilização passiva, fisioterapia
O158 Um estudo sobre a adoção de monitoramento ativo de TIC na reabilitação de AVC
Hugo Paredes1,2, Arsénio Reis1, Sara Marinho1, Jorge Lains3, Vítor Filipe1,2, João Barroso1,2
1Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal; 2Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, 4200 - 465 Porto, Portugal; 3Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais, 3064-908 Tocha, Portugal
Correspondência: Hugo Paredes (hparedes@utad.pt) – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal
Introdução
Todo ano, 15 milhões de pessoas sofrem um episódio de AVC, em todo o mundo. Durante a terapia de recuperação, a avaliação do progresso dos pacientes é realizada por médicos e terapeutas especializados. A aplicação da tecnologia na saúde tem atraído a atenção da engenharia para o apoio às práticas de terapia de recuperação. Atualmente, os avanços nas tecnologias de informação e comunicação permitem a criação de sistemas para apoiar e avaliar a recuperação física das pessoas, que ajudam os profissionais de saúde a avaliar a recuperação de seus pacientes. Objetivos: O principal objetivo deste trabalho é reunir os requisitos para implementar um sistema focado no monitoramento da reabilitação de membros superiores de pacientes pós-AVC, estabelecendo uma ligação entre os principais hospitais e os pacientes quando estão se recuperando em casa ou em centros de proximidade.
Métodos
Utilizamos metodologia etnográfica para examinar as rotinas diárias dos pacientes em processo de recuperação. As informações coletadas foram combinadas com entrevistas com terapeutas e médicos sobre o monitoramento do processo de recuperação e as práticas de terapia.
Resultados
Foi realizada a caracterização das rotinas diárias dos pacientes no processo de reabilitação, dos exercícios realizados e dos principais dados fisiológicos necessários para o monitoramento dos instrumentos de recuperação da reabilitação. Uma perspectiva e análise combinadas do processo de reabilitação está em um formato pronto para engenharia para implementação de protótipo e implantação piloto.
Conclusões
Os resultados deste estudo permitem a especificação de uma plataforma digital inovadora para reabilitação de AVC e monitoramento de pacientes, utilizando tecnologias pervasivas incorporadas à vida diária dos pacientes sem exigir interação explícita dos pacientes ou mudanças nas rotinas diárias.
Palavras-chave
Reabilitação de AVC, TIC, monitoramento ativo, tecnologia na saúde
O159 Paranoia Checklist (Versão Portuguesa): Estudos preliminares em uma amostra mista de pacientes e controles saudáveis
Carolina Da Motta1,2, Célia B. Carvalho1,2, José Pinto-Gouveia1, Ermelindo Peixoto2
1Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Universidade dos Açores, São Miguel, 9501-855 Ponta Delgada, Portugal
Correspondência: Carolina Da Motta (carolina.d.motta@uac.pt) – Universidade dos Açores, São Miguel, 9501-855 Ponta Delgada, Portugal
Fundamentação
A ideação paranoide é consistentemente encontrada como um processo de pensamento que está presente ao longo do contínuo populacional, e um tema que a maioria das pessoas encontra em seus pensamentos cotidianos. No entanto, é importante ser capaz de distinguir formas subclínicas ou menos severas deste fenômeno das manifestações mais clínicas de crenças paranoides. Objetivo: Fornecer dados preliminares sobre as propriedades psicométricas da versão portuguesa do Paranoia Checklist em uma amostra mista (47 pacientes e 157 controles saudáveis).
Métodos
Questionários de autorrelato foram preenchidos por 202 participantes, com auxílio de um psicólogo quando necessário.

Resultados
O PC demonstrou excelente consistência interna (subescalas de frequência, convicção e sofrimento α > 0,96) e é uma medida breve e simples capaz de distinguir entre um grupo clínico e não clínico de participantes quanto às dimensões de frequência e convicção de pensamentos paranoicos. Participantes dos grupos clínico e não clínico não apresentaram diferenças estatisticamente significativas quanto ao sofrimento resultante dos pensamentos paranoicos.

Conclusões
No geral, a população clínica apresentou escores aumentados em todas as dimensões de paranoia em comparação com os controles saudáveis, de forma semelhante aos estudos originais com a versão em inglês da lista de verificação. A avaliação da paranoia mostrou ser um processo contínuo comum a grupos clínicos e não clínicos. O PC é uma medida psicometricamente sólida para avaliar diferentes pensamentos paranoicos em uma perspectiva multidimensional e com sensibilidade para distinguir grupos de pacientes e indivíduos saudáveis, sendo adequado para uso tanto em contextos clínicos quanto de pesquisa.

Palavras-chave
Paranoia, esquizofrenia, avaliação

O160 Confiabilidade e validade da Escala Composta de Matutinidade: versão portuguesa europeia, em adolescentes e jovens adultos
Ana A. Gomes1,2, Vanessa Costa3,4, Diana Couto1,4, Daniel R. Marques1,5, José A. Leitão3,6, José Tavares1, Maria H. Azevedo5, Carlos F. Silva1,2
1Departamento de Educação e Psicologia, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 3Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal; 4Centro de Investigação em Educação e Ciências do Comportamento, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 5Instituto de Imagem Biomédica e Ciências da Vida, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3000-548 Coimbra, Portugal; 6Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo Comportamental, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001 - 802 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana A. Gomes (ana.allen@ua.pt) – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Introdução
Matutinidade-vespertinidade, também conhecida como cronotipo, reflete diferenças interindividuais demonstráveis nos horários de pico (mas não na quantidade) de diversos ritmos circadianos. A Escala Composta de Matutinidade (CSM) de Smith et al. (1989) [1] é um dos instrumentos mais amplamente utilizados para avaliá-la. Há muito tempo é utilizada em pesquisas em Portugal, mas existem poucos relatos detalhados sobre suas propriedades psicométricas em faixas etárias mais jovens e em amostras de estudantes em nosso país. Objetivo: relatar dados de confiabilidade e validade sobre a versão portuguesa (Pt) da CSM em estudantes do ensino médio e universitários.

Métodos
Trezentos e oitenta e sete (387) estudantes do ensino médio (7º ao 12º ano, 51,5% F) e 1654 universitários (1º ao 3º ano, 55,0% F) preencheram a versão CMS-Pt [2], além de um conjunto de perguntas de autorrelato sobre padrões de sono para examinar a validade do questionário.

Resultados
Quanto à consistência interna, os coeficientes alfa de Cronbach foram de 0,81 em cada amostra (estudantes do ensino médio e universitários). As correlações item-total corrigidas variaram de 0,27 a 0,55 (estudantes do ensino médio) e de 0,31 a 0,59 (universitários). Quanto à validade, pontuações mais baixas de matutinidade foram associadas, conforme esperado, a horários de sono-vigília mais tardios e pontos médios do sono. As correlações entre os escores de matutinidade-vespertinidade e os padrões de sono foram geralmente maiores para as variáveis de horários de sono do que para o tempo na cama ou duração do sono, sugerindo validade convergente e discriminante, respectivamente. A estrutura da escala concordou com relatos anteriores da literatura.

Conclusões
A versão CSM-Pt é um instrumento confiável e válido para medir matutinidade-vespertinidade em adolescentes e jovens adultos estudantes com idades entre 12 e 25 anos.

Referências

  1. Smith CS, Reilly C, Midkiff K. Evaluation of three circadian rhythm questionnaires with suggestions for an improved measure of morningness. J Appl Psychol. 1989; 74: 728-738.
  2. Silva CF, Azevedo MHP, Dias MRVC. Estudo padronizado do trabalho por turnos - versão portuguesa do SSI. [Standard Shiftwork Index - Portuguese version of the SSI]. Psychologica. 1995; 13: 27-36.

Palavras-chave
Matutinidade-vespertinidade, cronotipo, escala composta, CSM, adolescentes, jovens adultos, diferenças interindividuais
O161 Escala de avaliação da satisfação do paciente com cuidados de enfermagem: Avaliação das propriedades psicométricas
João Freitas1, Pedro Parreira2, João Marôco3
1Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 3Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, 1149-041 Lisboa, Portugal
Correspondência: João Freitas (mjbsfreitas@gmail.com) – Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal
Introdução
A satisfação do paciente com os cuidados de enfermagem surge como um indicador importante para a avaliação dos fatores de Estrutura – alocação de enfermeiros, e fatores de Processo – prestação de cuidados de enfermagem. A pesquisa teve como objetivo avaliar as propriedades psicométricas da Escala de Satisfação do Paciente com os Cuidados de Enfermagem (SUCEH21) em um Hospital, e também a reconstrução e validação da nova versão da escala.

Métodos
Realizamos um estudo quantitativo, transversal, com uma amostra de 1.290 pacientes internados em 43 serviços, de 8 hospitais portugueses. A análise fatorial confirmatória (AFC) não permitiu a confirmação da estrutura fatorial.
O modelo original era composto por 6 fatores e 21 itens e revelou uma qualidade de ajuste inaceitável (χ2(176) = 5050,132; p = 0,000; χ2/gl = 28,694; GFI = 0,765; PGFI = 0,583; RMSEA = 0,147). O modelo é válido apenas com 3 fatores, totalizando 13 itens (χ2/gl = 6,017; p = 0,000; GFI = 0,958; PGFI = 0,600; RMSEA = 0,062).

Resultados
Os estudos de análise fatorial exploratória (AFE) confirmam o número de fatores encontrados (Qualidade do Cuidado, Qualidade da Informação, Qualidade dos Cuidados de Enfermagem) e 18 itens. Constatamos que os 3 fatores são individualmente mais abrangentes, abrangendo os aspetos que incluíam os 6 fatores iniciais. A versão final da Escala de Avaliação da Satisfação do Paciente com os Cuidados de Enfermagem (EASCCE18) apresenta um índice de fiabilidade (α = 0,875) e validade (variância total explicada de 71,5%) superiores aos apresentados pela SUCEH21.

Conclusões
Os estudos psicométricos demonstram que esta é uma ferramenta potencial para a investigação e monitorização da satisfação do paciente com os cuidados de enfermagem.

Palavras-chave
Enfermagem, cuidados de enfermagem, avaliação da satisfação do paciente

O162 Impacto da fibromialgia na qualidade de vida: Comparando resultados de instrumentos genéricos e FIQR
Miguel A. Garcia-Gordillo1, Daniel Collado-Mateo1, Gang Chen2, Angelo Iezzi3, José A. Sala1, José A. Parraça4, Narcis Gusi1
1Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, Espanha; 2Flinders Health Economics Group, Universidade Flinders, Adelaide 5001, Austrália; 3Centro de Economia da Saúde, Universidade Monash, Victoria, 3800, Austrália; 4Universidade de Évora, 7004-516 Évora, Portugal
Correspondência: Miguel A. Garcia-Gordillo (miguelgarciagordillo@gmail.com) – Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, Espanha

Introdução
A análise de custo-utilidade (ACU) não pode ser desenvolvida quando as medidas específicas da condição não permitem o cálculo de anos de vida ajustados pela qualidade (QALYs), uma vez que não fornecem scores de utilidade. A versão revista do Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQR) é o questionário específico para fibromialgia mais comum. O principal objetivo do presente estudo foi desenvolver um algoritmo de mapeamento que permita transformar os scores do FIQR em scores de utilidade que possam ser utilizados em análises económicas.

Métodos
Dados foram obtidos de 192 mulheres espanholas com fibromialgia com idades entre 23 e 83 anos. Vários instrumentos de utilidade multi-atributo (MAU) (EQ-5D-5L, AQoL-8D, 15D e SF-6D) foram selecionados para desenvolver um algoritmo de mapeamento a partir do FIQR. A "abordagem de regressão de transferência para utilidade" foi a técnica selecionada para a análise de mapeamento. Dois modelos foram calculados: I) usando o escore total do FIQR como variável independente e II) usando o escore nos três domínios do FIQR. A idade foi incluída em ambos os modelos.

Resultados
Houve diferenças relevantes entre os escores de utilidade dos quatro instrumentos MAU analisados. Todas as subescalas do FIQR estavam significativamente correlacionadas com o escore de utilidade de todos os questionários MAU (p < 0,0001). As utilidades médias previstas usando mínimos quadrados ordinários (OLS) ou modelo linear generalizado (GLM) foram sempre idênticas (até três casas decimais) às médias observadas. Tanto OLS quanto GLM apresentaram bom desempenho, com valores de erro relativamente baixos. O melhor modelo para estimativa das utilidades do FIQR a partir dos instrumentos MAU difere dependendo do questionário MAU.

Conclusões
O presente estudo possibilita a CUA utilizando dados do questionário específico para fibromialgia mais utilizado.

Palavras-chave
QVRS, Utilidade multi-atributo, Saúde, Algoritmo de mapeamento

O163 Estudo preliminar da adaptação e validação da Escala de Avaliação do Self Resiliente: Resiliência, automutilação e ideação suicida em adolescentes

Jani Sousa1, Mariana Marques1,2, Jacinto Jardim3, Anabela Pereira4, Sónia Simões1, Marina Cunha1

1Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132 Coimbra, Portugal; 2Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, 3000-075 Coimbra, Portugal; 3Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, Universidade de Lisboa, 1600-214 Lisboa, Portugal; 4Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal

Correspondência: Jani Sousa (janims@live.com.pt) – Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132 Coimbra, Portugal

Introdução
Em Portugal, existem poucos instrumentos validados para avaliar a resiliência na população adolescente. O nosso principal objetivo foi uma adaptação e validação preliminar da Escala de Avaliação do Self Resiliente (RSRS) para adolescentes portugueses. Adicionalmente, na mesma amostra, explorámos as associações entre resiliência, automutilação e ideação suicida na adolescência.

Métodos
226 adolescentes (sexo masculino, n = 139, 61,5%; faixa etária = 12-18 anos) preencheram um protocolo composto por um questionário sociodemográfico, a Escala de Avaliação do Self Resiliente (RSRS), o Questionário de Impulso, Automutilação e Ideação Suicida para Adolescentes e a Escala de Autoconceito.

Resultados
O RSRS apresentou boa consistência interna (α = 0,857) e boa estabilidade temporal (r = 0,720). Uma análise de componentes principais mostrou que o RSRS possui três fatores: suporte externo; pontos fortes pessoais internos; estratégias de enfrentamento. A resiliência foi correlacionada negativamente com automutilação e ideação suicida e positivamente com autoconceito, confirmando a validade divergente e convergente do RSRS. Houve níveis elevados de resiliência nesta amostra (M = 58,69, DP = 6,67). Na amostra total, 61,5% (n = 139) apresentaram ideação suicida e 26,5% (n = 60) comportamentos de automutilação.
Conclusões
O RSRS apresentou boas propriedades psicométricas. Pode ser considerado um instrumento válido e útil, e pode ser utilizado com segurança na avaliação da resiliência em adolescentes portugueses. Com este estudo, ampliamos o leque de instrumentos válidos para a medição da resiliência em adolescentes e contribuímos para o avanço da investigação na área da adolescência em Portugal.
Palavras-chave
Resiliência, RSRS, automutilação, ideação suicida, adolescência, avaliação
O164 Desenvolvimento da primeira úlcera por pressão em ambiente hospitalar: Foco no tempo de internamento
Pedro Sardo1, Jenifer Guedes2, João Lindo1, Paulo Machado3, Elsa Melo1
1Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro, 3814-501 Aveiro, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072 Porto, Portugal
Correspondência: Pedro Sardo (pedro.sardo@ua.pt) – Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
A incidência de úlceras por pressão representa um indicador da qualidade dos cuidados de saúde. Vários instrumentos são utilizados na prática clínica para avaliar e identificar doentes em risco de desenvolver úlceras por pressão, no entanto, as intervenções preventivas nem sempre foram totalmente implementadas e a incidência de úlceras por pressão em ambiente hospitalar ainda é elevada. Alguns estudos relataram uma correlação entre o desenvolvimento de úlceras por pressão e o tempo de internamento. Objetivos: Identificar o dia do primeiro desenvolvimento de úlcera por pressão em ambiente hospitalar.
Métodos
Análise de coorte retrospetiva da base de dados de registos de saúde eletrónicos de doentes adultos, admitidos em áreas médicas e cirúrgicas num hospital português durante 2012, sem qualquer úlcera por pressão no momento da admissão. O desenvolvimento da primeira úlcera por pressão foi associado ao tempo de internamento.
Resultados
De uma amostra de 6.572 participantes, 153 (2,3%) desenvolveram a sua primeira úlcera por pressão durante o tempo de internamento. A mediana do tempo de internamento foi de 6 dias (Q25 = 3 dias; Q75 = 10 dias), sendo o máximo de 134 dias. Durante a primeira semana, 80 participantes (52,3%) desenvolveram a sua primeira úlcera por pressão. A maior frequência de participantes que desenvolveram a sua primeira úlcera por pressão ocorreu no 5º dia (mínimo 2º dia; máximo 82º dia) e a mediana foi no 7º dia.
Conclusões
Nosso estudo mostrou que a primeira semana foi particularmente crítica para o desenvolvimento de úlceras por pressão e deve ser um período de maior vigilância de enfermagem e intervenções preventivas. No entanto, mais estudos são necessários para entender melhor a correlação entre tempo e desenvolvimento de úlceras por pressão.
Palavras-chave
Tempo de internação, avaliação de enfermagem, úlcera por pressão, avaliação de risco
O165 Escala de Formas de Autocrítica e Autotranquilização: Adaptação e resultados preliminares em uma amostra de crianças portuguesas
Célia B. Carvalho1,2, Joana Benevides1, Marina Sousa1, Joana Cabral1, Carolina Da Motta1,2
1Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Universidade dos Açores, São Miguel, 9501-855 Ponta Delgada, Portugal
Correspondência: Célia B. Carvalho (celia.mo.carvalho@uac.pt) – Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Introdução
A autocrítica é caracterizada pela autoculpabilização e julgamentos negativos sobre si mesmo, frequentemente associada ao surgimento de psicopatologia e dificuldades interpessoais. Duas formas de autocrítica foram conceituadas: o eu inadequado (sentimentos de inadequação ou deficiência) e o eu odiado (sentimentos mais intensos de autodesprezo e agressividade dirigidos ao eu). Por outro lado, o eu tranquilizado foi conceituado como a aceitação de falhas e erros passados, acreditando-se ser um fator de proteção contra problemas psicológicos. Objetivo: Este estudo tem como objetivo adaptar e apresentar resultados preliminares da Escala de Formas de Autocrítica e Autotranquilização para crianças portuguesas (FSCSR-C).
Métodos
Uma amostra de 127 crianças participou deste estudo e foi submetida a um protocolo de pesquisa que incluía a FSCSR-C. Resultados: após a exclusão de itens que apresentaram problemas de confiabilidade e saturação, a análise fatorial exploratória com rotação ortogonal produziu uma solução de 3 fatores que explicou 49,33% da variância total dos escores da FSCRS-C. A medida revelou uma boa consistência interna dos 3 fatores encontrados na análise exploratória: eu inadequado (α = 0,66), eu odiado (α = 0,73), eu tranquilizado (α = 0,69). A validade convergente e divergente foram estabelecidas com medidas de vergonha e inteligência emocional.
Conclusões
A autocrítica pode tornar os indivíduos mais vulneráveis à psicopatologia na vida adulta, e que tais modelos internos de relacionamento podem surgir precocemente na infância. Os resultados indicam que a FSCRS-C é uma medida adequada para avaliar a autocrítica e a autotranquilização em crianças com 8 anos ou mais. A FSCRS-C pode constituir uma contribuição importante para pesquisas futuras e no desenvolvimento de estratégias preventivas e de intervenção para crianças.
Palavras-chave
Autocrítica, propriedades psicométricas, crianças
O166 Capacidade preditiva da Ferramenta de Rastreio e Prevenção da Depressão Perinatal – Resultados preliminares da abordagem dimensional
Ana T. Pereira1, Sandra Xavier1, Julieta Azevedo1, Elisabete Bento1, Cristiana Marques1, Rosa Carvalho2, Mariana Marques3, António Macedo1
1Departamento de Medicina Psicológica, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal; 2Unidade de Saúde Familiar – Topázio, Eiras, 3020-171 Coimbra, Portugal; 3Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana T. Pereira (bemestarperinatal.fmuc@gmail.com) – Departamento de Medicina Psicológica, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-354 Coimbra, Portugal
Introdução
Os especialistas recomendam que o rastreio da depressão perinatal combine a avaliação dos sintomas depressivos e dos fatores de risco psicossociais. Objetivo: Analisar a capacidade preditiva da Ferramenta de Rastreio e Prevenção da Depressão Perinatal (PDSP Tool) avaliando tanto os sintomas de DP como os fatores de risco previamente identificados pela nossa equipa (história de depressão ao longo da vida/HDLV, insónia pré-natal, aumento dos sintomas depressivos e afeto negativo/AN na gravidez) para identificar a depressão pós-parto clinicamente relevante.
Métodos
Noventa e duas (92) grávidas (Idade média: 32,64 ± 4,59 anos) no segundo trimestre de gravidez (21,38 ± 2,41 semanas de gestação) preencheram a PDSP Tool; às seis (6,34 ± 1,66) semanas pós-parto preencheram a Escala de Rastreio de Depressão Pós-Parto (PDSS-21), de forma a determinar se pontuavam acima ou abaixo do ponto de corte da PDSS-21 para depressão clínica (>40).
Resultados
Dezoito mulheres (19,6%) apresentaram pontuações na PDSS-21 > 40. A taxa global de classificação correta da PDSP Tool foi de 65,2%. A taxa de falsos negativos foi de 4,3%, a taxa de falsos positivos foi de 35,9%, a taxa de verdadeiros negativos foi de 44,6% e a taxa de verdadeiros positivos foi de 15,2%. Considerando os componentes da PDSP Tool, 61,0% das mulheres com pontuação PDSS-24 > 43 na gravidez (X2 = 14,24, OR = 7,37); 38,9% das mulheres com HDLV (X2 = 14,24, OR = 7,37) e 66,7% das mulheres com AN elevado na gravidez (X2 = 17,64, OR = 9,38) (todos p < 0,001) apresentaram PDSS-21 > 40 no pós-parto.
Conclusões
Clinicamente, é uma tarefa muito difícil identificar as grávidas que terão sintomas depressivos significativos no pós-parto. Os nossos resultados preliminares são encorajadores, ao mostrar que a utilização da PDSP Tool pode ajudar a identificar aproximadamente dois terços destas mulheres.
Palavras-chave
Depressão perinatal, avaliação de saúde, rastreio
O167 Propriedades psicométricas da BaSIQS-Escala Básica de Sintomas de Insónia e Qualidade do Sono, em adultos e idosos
Ana M. Silva1, Juliana Alves1, Ana A. Gomes1,2, Daniel R. Marques1,3, Mª Helena Azevedo3, Carlos Silva1,2
1Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, 4200-450 Porto, Portugal; 3Instituto de Imagem Biomédica e Ciências da Vida, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, 3000-548 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana A. Gomes (ana.allen@ua.pt) – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Contexto
O sono insatisfatório e os sintomas de insônia (por exemplo, dificuldades em iniciar ou manter o sono, despertares precoces pela manhã, sono leve) estão entre as queixas de sono mais comuns na população adulta, e especialmente em idades mais avançadas. A Escala Básica de Queixas de Insônia e Qualidade do Sono (BaSIQS) [1] foi desenvolvida como um instrumento breve para acessar a qualidade do sono e as queixas de insônia, em alternativa tanto a questionários mais longos (como o PSQI, Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh) quanto a avaliações de item único, e já demonstrou propriedades psicométricas adequadas em amostras de ensino superior. Objetivo: Avaliar a confiabilidade e validade da BaSIQS em adultos não estudantes com diferentes faixas etárias e em idosos.
Métodos
A Amostra 1 foi composta exclusivamente por 60 idosos (65 % mulheres) com idades entre 66 e 89 anos, 30 institucionalizados e 30 não institucionalizados. A Amostra 2 foi composta por 227 participantes (52,2 % homens) com idades entre 20 e 79 anos. Os participantes preencheram a BaSIQS e dois questionários relevantes para insônia, a fim de examinar a validade da escala (GSES – Escala de Esforço do Sono de Glasgow e GCTI – Inventário de Conteúdos de Pensamento de Glasgow).
Resultados
Quanto à consistência interna, os coeficientes alfa de Cronbach foram 0,73 (amostra 1) e 0,84 (amostra 2). As correlações item-total corrigidas variaram de 0,28 a 0,61 (amostra 1) e de 0,52 a 0,69 (amostra 2). Associações moderadas a fortes foram encontradas entre a BaSIQS, a GSES e a GCTI, apoiando a validade de construto. Como esperado, mulheres e indivíduos mais velhos apresentaram maiores dificuldades de sono em todas as escalas.
Conclusões
A BaSIQS demonstra confiabilidade e validade adequadas em adultos jovens, de meia-idade e idosos, de modo que pode constituir uma ferramenta prática para avaliar brevemente a qualidade do sono percebida e as queixas de insônia.
Referências

  1. Allen Gomes A, Ruivo Marques D, Meia-Via AM, Meia-Via M, Tavares J, Fernandes da Silva C, Pinto de Azevedo MH. Basic Scale on Insomnia complaints and Quality of Sleep (BaSIQS): reliability, initial validity and normative scores in higher education students. Chronobiol Int. 2015; 32(3):428-440.
    Palavras-chave
    Qualidade do sono, sintomas de insônia, questionário, adulto, idoso, BaSIQS, confiabilidade e validade da escala
    O168 Esclarecendo a decisão humana em saúde: O desafio da classificação melanocítica da pele
    Ana Mendes1, Huei D. Lee2,3, Newton Spolaôr2, Jefferson T. Oliva2, Wu F. Chung2,3, Rui Fonseca-Pinto1,4
    1Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Laboratório de Bioinformática, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Computação, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, Paraná, 85819-110, Brasil; 3Universidade Estadual de Campinas, Campinas – São Paulo, 13083-970, Brasil; 4Instituto de Telecomunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Correspondência: Ana Mendes (aimendes@ipleiria.pt) – Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Introdução
    O câncer de pele está se tornando cada vez mais relevante devido às suas altas taxas de incidência e mortalidade, sendo a detecção precoce de marcadores cutâneos a chave para o tratamento bem-sucedido. As técnicas de processamento digital de imagens (PDI) podem descrever quantitativamente imagens dermatoscópicas, reduzindo os efeitos das diferenças inter e intra individuais na classificação, decorrentes da subjetividade das avaliações do olho humano. Além disso, marcadores quantitativos possibilitam o uso de classificadores automáticos, que devem ser considerados como uma ferramenta adicional no diagnóstico. Objetivos: Este trabalho emprega descritores de imagem e algoritmos de classificação, visando descrever e diferenciar imagens de pele cancerígenas de não cancerígenas.
    Métodos
    Características de textura e forma de 104 imagens foram extraídas, representando 166 atributos. Subsequentemente, quatro grupos foram definidos: Textura, Forma e Padrões Binários Locais (TSL); Textura e Forma (TS); Textura e Padrões Binários Locais (TL); e Textura (T). Em seguida, o algoritmo de seleção de atributos ReliefF foi empregado para classificar os atributos. Para cada grupo, foram selecionados 10 %, 20 %, 40 % e 80 % dos melhores atributos. Todos os subconjuntos foram usados para construir modelos utilizando quatro métodos de aprendizado de máquina (AM) implementados no framework Weka: Árvore de Decisão J48, Máquinas de Vetores de Suporte, Vizinho Mais Próximo e Floresta Aleatória.
    Resultados e conclusões
    Dentre os algoritmos de AM utilizados, os classificadores J48 foram considerados promissores após alcançar a maior pontuação em uma métrica derivada da sensibilidade (14,01 em 16,00) quando comparados com os demais. Uma vez que a classificação de AM obtida se mostra competitiva, quando comparada com outros trabalhos relacionados, os resultados fortalecem a ideia de que o PDI pode ser útil para fornecer uma segunda opinião em relação ao diagnóstico de câncer de pele.
    Palavras-chave
    Câncer de Pele, Dermatoscopia, Processamento Digital de Imagens, Algoritmos de Aprendizado de Máquina
    O169 Confiabilidade teste-reteste do questionário de estudo da vida doméstica e saúde de Pomerode (SHIP-BRAZIL)
    Keila Bairros, Cláudia D. Silva, Clóvis A. Souza, Silvana S. Schroeder
    Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau - Santa Catarina, 89012-900, Brasil
    Correspondência: Keila Bairros (ship.keila@gmail.com) – Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau - Santa Catarina, 89012-900, Brasil
    Introdução
    A pesquisa em saúde populacional tem como principal objetivo encontrar respostas para diversos problemas de saúde, e a integridade dos resultados é amplamente determinada pela qualidade das informações produzidas. Objetivos: Avaliar a confiabilidade teste-reteste dos dados coletados durante entrevistas domiciliares realizadas por entrevistadores de campo no Estudo de Saúde em Pomerode (SHIP-BRAZIL) em parceria com a Universidade Ernst-Moritz-Arndt de Greifswald, na Alemanha.
    Métodos
    Oito questões do questionário domiciliar do estudo SHIP - BRAZIL foram aplicadas duas vezes, com um intervalo de 15 a 20 dias, de maio a agosto de 2015, com 85 participantes. A confiabilidade teste-reteste das respostas foi estimada pela estatística kappa.
    Resultados
    Os coeficientes kappa variaram de 0,59 a 0,90. Os valores de kappa para estratificação por sexo variaram de 0,71 a 0,92 em mulheres e de 0,64 a 0,94 em homens. Para faixas etárias, variaram entre 0,54 e 0,90 em participantes com 40 anos ou mais e de 0,77 a 1,0 em participantes com 39 anos ou menos. Por nível de escolaridade, variaram de 0,48 a 0,88 em participantes com ensino fundamental e de 0,82 a 0,92 em participantes com ensino médio e superior. Não houve variação significativa na concordância entre os subgrupos sociodemográficos.
    Conclusões
    Os altos valores de kappa indicam boa confiabilidade e reprodutibilidade dos dados coletados com o questionário domiciliar do estudo SHIP - BRAZIL entre maio e agosto de 2015, variando de concordância moderada a perfeita, garantindo a aplicabilidade desses dados em futuras ações de promoção e prevenção da saúde.
    Palavras-chave
    Confiabilidade, Reprodutibilidade dos resultados, Questionário, Epidemiologia
    O170 Caracterização dos comportamentos de exposição solar entre estudantes de medicina da Nova Medical School
    Elsa Araújo1, Helena Monteiro1, Ricardo Costa1, Sara S. Dias1,2,3, Jorge Torgal1
    1Departamento de Saúde Pública, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, 1169-056 Lisboa, Portugal; 2Centro de Estudos de Doenças Crónicas, Universidade Nova de Lisboa 1150-082 Lisboa, Portugal; 3Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Correspondência: Sara S. Dias (sara.dias@fcm.unl.pt) – Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Introdução
    A exposição à radiação ultravioleta solar tem implicações importantes na saúde pública. A exposição solar intensa e intermitente está associada a complicações bem documentadas, e a população mais jovem é um alvo devido ao aumento da patologia maligna da pele. O objetivo deste estudo foi caracterizar o comportamento de proteção solar e exposição solar entre estudantes de medicina da Nova Medical School (Lisboa).
    Métodos
    Realizamos um estudo exploratório, descritivo e transversal. Este estudo incluiu 186 estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Nova Medical School, Universidade Nova de Lisboa, com idades entre 17 e 39 anos. As informações foram adquiridas por meio de questionários autoadministrados que coletaram informações sobre variáveis sociodemográficas e comportamentais, incluindo exposição solar e os métodos utilizados para se proteger da exposição solar.
    Resultados
    Foi verificada alta prevalência de exposição solar entre os estudantes. A associação entre variáveis sociodemográficas e o uso de protetor solar não foi comprovada, exceto no que diz respeito à “idade”. Houve evidência de associação entre fototipo mais baixo e o uso de Fator de Proteção Solar (FPS) 6-10. A prática mais utilizada foi “procurar sombra” e a menos utilizada foi “uso de chapéu, boné ou lenço na cabeça”.
    Conclusões
    Este estudo revelou uma alta prevalência de exposição solar no verão, queimaduras solares e baixa adesão às medidas de proteção, exceto pelo uso de protetor solar. No entanto, o padrão de uso é insatisfatório quando comparado às diretrizes recomendadas, prenunciando um potencial risco de desenvolvimento de complicações associadas. Diante disso, destaca-se a necessidade de mudança no comportamento de exposição solar e proteção dos estudantes.
    Palavras-chave
    Exposição solar, proteção solar, protetor solar, estudantes
    O171 Espiritualidade em gestantes
    Carolina G. Henriques1,2, Luísa Santos2, Elisa F. Caceiro2, Sónia A. Ramalho1,2
    1Unidade de Investigação em Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Correspondência: Carolina G. Henriques (carolina.henriques@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Contexto
    A espiritualidade é utilizada pelas gestantes como uma estratégia de enfrentamento e inclui: a necessidade de respeito; a busca do indivíduo pela realização individual; e o significado da vida e das experiências às quais estão sujeitas. Objetivos: Identificar as características sociodemográficas das gestantes; determinar o nível de espiritualidade das gestantes e avaliar a relação entre o nível de espiritualidade e algumas variáveis sociodemográficas, obstétricas e clínicas.
    Métodos
    Um estudo quantitativo, correlacional e transversal, com uma amostra de 143 gestantes em consulta pré-natal na região central de Portugal. Foi aplicado um questionário sobre dados sociodemográficos, obstétricos e clínicos e utilizada a "Escala de avaliação da espiritualidade em contextos de saúde" de Pinto e Pais-Ribeiro (2007).
    Resultados
    Participantes/gestantes tinham idade média de 32,13 anos (s = 4,93), são casadas/têm parceiros (74,1 %), portuguesas (95,8 %), católicas (86,0 %), com ensino secundário (42,7 %) e vivem com o pai do feto (93,0 %). A amostra incluiu mulheres na primeira gravidez (31,5 %), que desejavam a gravidez (98,6 %), com doença diagnosticada (18,2 %) e aborto anterior (16,1 %). O seu nível de espiritualidade é 14,94 (s = 3,0), acima do valor médio do intervalo (Xmed = 12,5). Verificou-se que existem diferenças significativas entre o nível de espiritualidade e: nacionalidade (U = 203,0; p = 0,035) e escolaridade (X2 = 7,89; p = 0,019).
    Conclusões
    Este estudo mostrou a necessidade da espiritualidade como foco do cuidado de enfermagem, a importância desta no processo de transição, justificando a necessidade de incluir instrumentos de avaliação do bem-estar espiritual em contextos clínicos.
    Referências
  2. Pinto C, Pais-Ribeiro J. Construção de uma escala de avaliação da espiritualidade em contextos de saúde. ArquiMed. 2007; 21 (2): 47-53.
    Palavras-chave
    Gravidez, Espiritualidade, Enfermagem
    O172 Polifarmácia em pacientes idosos com cancro
    Rita Oliveira1,2, Vera Afreixo2, João Santos1, Priscilla Mota1, Agostinho Cruz1, Francisco Pimentel2
    1Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
    Correspondência: Rita Oliveira (rfo@estsp.ipp.pt) – Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
    Introdução
    A polifarmácia está associada a interações medicamentosas, eventos adversos a medicamentos, hospitalização, aumento da mortalidade e custos crescentes. Os pacientes idosos com cancro são potencialmente vulneráveis à polifarmácia porque o tratamento oncológico envolve frequentemente exposição a quimioterapia e outros medicamentos adjuvantes ou de suporte. Além disso, a maioria dos pacientes idosos com cancro tem condições médicas pré-existentes que requerem farmacoterapia. Este estudo permitiu-nos caracterizar os medicamentos administrados a pacientes idosos submetidos a tratamentos de quimioterapia e investigar a prevalência de polifarmácia.
    Método
    Este foi um estudo observacional e transversal de pacientes idosos com cancro internados em três centros médicos diferentes, de ambos os sexos, com idade > 65 anos, em tratamento quimioterápico. A revisão da medicação incluiu autorrelato do paciente e registos médicos. Este estudo incluiu 559 pacientes idosos. A idade média foi de 71,9 anos (DP = 0,2). 44 % eram mulheres. O número médio de medicamentos relatados foi de 5.
    O número total de medicamentos utilizados para os 559 pacientes foi de 2699, sendo que 58 % correspondiam a medicamentos administrados fora do contexto do tratamento oncológico.
    Resultados
    Quando analisados individualmente, os medicamentos mais prescritos foram Inibidores da Bomba de Prótons (261/559; 47%); Inibidores da HMG-CoA redutase (161/559; 29%); Ansiolíticos, derivados de benzodiazepínicos (149; 27%); Medicamentos para Distúrbios Funcionais Gastrointestinais, Propulsivos (106/559; 19%) e Analgésicos e Antitérmicos, Anilidas (96/559; 17%). A prevalência de polifarmácia (> = 5 medicamentos) foi de 48%.
    Conclusões
    A polifarmácia é prevalente em idosos com câncer. Uma avaliação cuidadosa da medicação utilizada em pacientes idosos precisa fazer parte da avaliação de rotina para minimizar os riscos associados à polifarmácia. No entanto, mais pesquisas são necessárias para identificar estratégias para simplificar os regimes de medicação dos pacientes.
    Palavras-chave
    Pacientes idosos, pacientes mais velhos, polifarmácia, câncer, quimioterapia
    O173 Qualidade de vida de cuidadores de pessoas com doença crônica avançada: Tradução e validação da qualidade de vida em doença terminal - versão para cuidador familiar (QOLLTI-C-PT)
    Rita Marques1, Mª Anjos Dixe2, Ana Querido2, Patrícia Sousa3
    1Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal; 2Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal
    Correspondência: Rita Marques (ritamdmarques@gmail.com) – Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal
    Introdução
    Os cuidadores estão frequentemente sujeitos a enormes exigências físicas, emocionais, psicológicas, espirituais, sociais e financeiras, que podem comprometer seriamente sua qualidade de vida (QV). Objetivo: Traduzir, adaptar e validar a versão do Questionário de qualidade de vida em doença terminal - cuidador familiar (QOLLTI-C) de Cohen et al (2006) [1], para a cultura portuguesa, para cuidadores de pessoas com doença crônica e avançada.
    Métodos
    Aplicamos um questionário composto por dados demográficos e o QOLLTI-C a 314 cuidadores de pacientes com necessidades paliativas. A amostra é predominantemente feminina (84,1%; 264), com idade média de 63 anos (±11). Através do processo de validação e adaptação cultural, seguimos os passos metodológicos recomendados pelas diretrizes internacionais. O estudo dos itens e respectiva confiabilidade foi feito de acordo com dois critérios: determinação do coeficiente de correlação de Pearson e do alfa de Cronbach (α). A validação de construto foi realizada por análise fatorial. Ao longo do estudo, foram seguidos os Princípios da Declaração de Helsinque.
    Resultados
    O QOLLTI-C-PT apresenta consistência interna com 13 itens, α = 0,780, um KMO de 0,736 e um teste de esfericidade de Bartlett de 1189,967 (p < 0,001). Utilizando o critério de Kaiser, obtivemos quatro fatores que explicam 61,89% da variância total: Fator 1 – domínio social (itens 1, 12, 13, 14, 15); Fator 2 – domínio espiritual (itens 9, 10, 11); Fator 3 – domínio psicológico (itens 3, 4, 5) e Fator 4 – domínio físico e emocional (itens 7, 8).
    Conclusões
    O instrumento apresentou validade fatorial e confiabilidade adequadas na amostra em estudo, podendo ser utilizado para avaliar a QV em cuidadores portugueses.
    Referências
  3. Cohen R, Leis A, Kuhl D, Charbonneau C, Ritvo P, Ashbury F. QOLLTI-F: Medindo a Qualidade de Vida do Cuidador Familiar. Palliative Medicine. 2006; 20:755-767.
    Palavras-chave
    Qualidade de vida, cuidadores, pessoas com doença crônica avançada, validação, escala
    O174 As propriedades psicométricas da breve Other as Shamer Scale para Crianças (OAS-C): estudos preliminares de validação em uma amostra de crianças portuguesas
    Joana Benevides1, Carolina Da Motta1,2, Marina Sousa1, Suzana N. Caldeira1,3, Célia B. Carvalho1,2
    1Universidade dos Açores, São Miguel, 9501-855 Ponta Delgada, Portugal; 2Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 3Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Universidade dos Açores, São Miguel, 9501-855 Ponta Delgada, Região Autónoma dos Açores, Portugal
    Correspondência: Joana Benevides (joana.c.benevides@uac.pt) – Universidade dos Açores, São Miguel, 9501-855 Ponta Delgada, Portugal
    Contexto
    A vergonha é uma emoção social com funções específicas e adaptativas, envolvida em comportamentos humanos complexos e interações sociais. O estudo da vergonha ganhou interesse crescente em várias áreas de pesquisa, particularmente na saúde mental, como uma resposta involuntária associada à autoconsciência, perda de status e autodesvalorização. Experiências precoces de vergonha têm sido consistentemente relatadas como um fator importante no desenvolvimento de psicopatologia, enfatizando a importância de avaliar a vergonha e as representações negativas do self desde cedo. Objetivos: O objetivo deste estudo é adaptar e apresentar dados psicométricos preliminares da Other as Shamer Scale para crianças portuguesas (8 anos ou mais), uma escala desenvolvida para avaliar a vergonha externa (como o indivíduo acredita que aparece aos olhos dos outros).
    Métodos
    Uma amostra de 127 crianças participou deste estudo e foi administrado um protocolo de pesquisa que incluía a OAS adaptada para crianças (OAS-C).
    Resultados
    A Análise Fatorial Exploratória (AFE) foi calculada e a solução de um fator explicou 48,85% da variância total da escala. A medida também apresentou boa consistência interna (α = 0,84). Foram encontradas validade convergente e divergente com medidas de autocrítica e autocompaixão, e inteligência emocional.
    Conclusões
    A OAS-C é uma medida breve e adequada de vergonha externa em crianças, com potencial para ser utilizada por profissionais em contextos clínicos e de pesquisa. Além disso, a disponibilidade de uma medida amplamente utilizada de vergonha externa também facilitará estudos transnacionais e transculturais, garantindo a comparabilidade das pontuações em vários países e também ao longo da vida.
    Palavras-chave
    vergonha externa, propriedades psicométricas, crianças
    O175 Medindo a inteligência emocional em estudantes de saúde – Revalidação da WLEIS-P
    Ana Querido1, Catarina Tomás1, Daniel Carvalho1,2, João Gomes1,2, Marina Cordeiro1
    1Escola Superior de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
    Correspondência: Ana Querido (ana.querido@ipleiria.pt) – Escola Superior de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Contexto
A inteligência emocional (IE) tem sido associada à comunicação eficaz em ambientes educacionais, melhores habilidades de estudo, gestão de estresse e conflitos, e sucesso acadêmico e profissional. Medir a IE poderia fornecer informações para acessar e monitorar habilidades emocionais. Objetivo: Testar as propriedades psicométricas da versão portuguesa da Escala de Inteligência Emocional de Wong e Low (WLEIS-P) em uma amostra de estudantes da área da saúde.

Métodos
Aplicamos um questionário composto por dados demográficos e WLEIS-P a uma amostra de 672 estudantes da área da saúde em Dietética, Enfermagem, Fisioterapia, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional, maioritariamente do sexo feminino (85,4 %), M = 21,6 anos (±4,17). O processo de validação seguiu as etapas metodológicas recomendadas pelas diretrizes internacionais. O estudo dos itens e da respetiva confiabilidade foi realizado pela determinação do coeficiente de correlação de Pearson e do alfa de Cronbach (α). A validação do construto foi feita por análise fatorial. Os Princípios da Declaração de Helsinque foram atendidos.

Resultados
O WLEIS-P aplicado aos estudantes apresenta uma boa consistência interna com 16 itens, α = 0,825, um KMO de 0,825 e um teste de esfericidade de Bartlett de 3691,523 (p < 0,001). Utilizando o critério de Kaiser, obtivemos quatro fatores que explicam 61,52 % da variância total: Fator 1 - Autoavaliação emocional (itens 1,2,3,4); Fator 2 - Avaliação emocional dos outros (itens 5,6,7,8); Fator 3 - Uso da emoção (itens 9,10,11,12) e Fator 4 - Regulação da emoção (itens 13,14,15,16).

Conclusões
O WLEIS-P revelou uma validade fatorial e confiabilidade adequadas na amostra de estudantes da saúde, melhor do que a validação portuguesa anterior, portanto pode ser usado para acessar a Inteligência Emocional em estudantes portugueses.

Palavras-chave
Inteligência emocional, estudantes, validação, escala

O176 Indicadores de saúde na assistência pré-natal: O impacto da informatização e da subprodução em centros básicos de saúde
Joyce O. Costa, Frederico C. Valim, Lígia C. Ribeiro
Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosario Vellano, Divinópolis – Minas Gerais, 35502-634, Brasil
Correspondência: Joyce O. Costa (joyceoliveiramed@gmail.com) – Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosario Vellano, Divinópolis – Minas Gerais, 35502-634, Brasil
Contexto
O uso inovador e transformador da tecnologia da informação melhora a prática profissional, auxilia na gestão e estabelecimento de políticas públicas e na criação de conhecimento. A plataforma SISREDE, criada em 2002, armazena o cartão médico dos cidadãos do sistema público e foi considerada a plataforma mais avançada do país. Além do monitoramento e notificação de doenças prevalentes, como hipertensão, ela permite até o acesso ao SISPRENATAL, parte do sistema que recebe os dados de gestantes. Objetivos: Comparar os indicadores de assistência pré-natal dos dados do SISREDE/SISPRENATAL com o volume total de atendimentos registrados nos computadores gerenciados por profissionais para o uso desses recursos no Centro de Saúde Etelvina Carneiro, localizado na região Norte de Belo Horizonte.
Métodos
Técnicos da Prefeitura de Belo Horizonte e pesquisadores criaram treinamento específico para médicos e enfermeiros envolvidos na assistência pré-natal da unidade. Após essa preparação, a produtividade de um trimestre foi comparada com a assistência pré-natal nacional e estadual.
Resultados
A minoria dos profissionais recebeu treinamento prévio para usar o sistema e/ou desconhecia o que era necessário dentro do protocolo de assistência pré-natal e para gerar indicadores confiáveis. Os números após a intervenção demonstraram uma melhora exponencial dos indicadores de assistência pré-natal.
Conclusões
A elaboração de indicadores de saúde contribui para políticas públicas e gestão de recursos. Existem várias limitações para que tais dados reflitam efetivamente a assistência do Centro de Saúde. A especialização profissional para a gestão do sistema e os atrasos intrínsecos relacionados a isso resultam em um índice inferior ao número real de atendimentos.
Palavras-chave
Informatização, indicadores de saúde, cuidado pré-natal
O177 Genograma da esperança: Avaliação de recursos e padrões de interação na família da criança com paralisia cerebral
Zaida Charepe1, Ana Querido2, Mª Henriqueta Figueiredo3
1Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal; 2Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072 Porto, Portugal
Correspondência: Zaida Charepe (zaidacharepe@ics.lisboa.ucp.pt) – Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal
Contexto
A esperança tem sido definida como uma força vital dinâmica, um fenômeno importante na promoção, manutenção e sustentação da vida. Nesse nível, existem várias estratégias que promovem a esperança descritas na literatura, incluindo o envolvimento da família extensa, especialmente em sua relação com a angústia das experiências em pais de crianças com necessidades especiais de saúde. Objetivo: Identificar os recursos e as interações de esperança numa perspectiva intergeracional na família da criança com paralisia cerebral.
Métodos
Este estudo qualitativo foi realizado com uma amostra de pais de crianças com paralisia cerebral na área de influência da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo. Para a coleta e tratamento dos dados, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo, respectivamente.
Resultados
Na perspectiva dos pais, o genograma da esperança foi coconstruído. Eles identificaram a família como uma rede de apoio e encorajamento. O otimismo, a autoeficácia das mães no cuidado de seus filhos e a aceitação de sua condição de saúde foram valorizados como fatores psicológicos positivos. Da análise dos indicadores emergiram atributos pessoais, relacionamentos e vínculo estabelecido com outros membros da família. A esperança foi valorizada no processo de enfrentamento, desempenhando um papel significativo na adaptação das mães à saúde dos filhos.
Conclusões
O genograma da esperança é um instrumento que facilita a avaliação da estrutura interna e externa da família de crianças com paralisia cerebral. Ele permitiu a identificação de histórias de esperança, bem como atributos pessoais e padrões promotores de esperança, como as interações estabelecidas entre os membros.
Palavras-chave
Paralisia Cerebral, criança, relações familiares, esperança
O178 A influência do tipo de parto na qualidade de vida no pós-parto
Priscila S. Aquino1, Samila G. Ribeiro2, Ana B. Pinheiro1, Paula A. Lessa3, Mirna F. Oliveira4, Luísa S. Brito2, Ítalo N. Pinto2, Alessandra S. Furtado2, Régia B. Castro1, Caroline Q. Aquino1, Eveliny S. Martins1
1Universidade Federal do Ceará, Fortaleza - Ceará, 60020-181, Brasil; 2Universidade Federal do Piauí, Teresina - Piauí, 64049-550, Brasil; 3Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Fortaleza – Ceará, 60040-531, Brasil; 4Universidade Federal do Cariri, Juazeiro do Norte - Ceará, 63048-080, Brasil
Correspondência: Priscila S. Aquino (priscilapetenf@gmail.com) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza - Ceará, 60020-181, Brasil
Introdução
A qualidade de vida relacionada à saúde no pós-parto é influenciada por vários fatores. Objetivo: O objetivo é analisar a qualidade de vida relacionada à saúde de mulheres no pós-parto imediato.
Métodos
Trata-se de um estudo transversal, correlacional, realizado em um hospital público de referência no Piauí, Brasil. Duzentas e setenta e duas (272) mulheres no pós-parto imediato foram entrevistadas entre fevereiro e junho de 2015. Foram utilizados um questionário com dados clínicos e a escala de avaliação da qualidade de vida - Short Form Health Survey (SF-36).
Resultados
A amostra foi composta por mães jovens, vivendo com um parceiro (76,8 %); com média de 10 anos de estudo; 74,3 % não exerciam atividade remunerada. Na avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde pelo SF-36, a pontuação total média foi de 69,94. A associação entre tipo de parto, profissionais atendentes e as pontuações médias do Short Form Health Survey (SF-36) mostrou que os domínios de limitações físicas (41,37), dor (67,53), vitalidade (62,75), aspectos sociais (74,78), limitações por problemas emocionais (58,05) e saúde mental (75,86) apresentaram pontuações médias mais altas para o parto vaginal realizado por enfermeira, sendo os domínios estatisticamente significativos dor, vitalidade e saúde mental. Houve associação significativa com a idade e os domínios de capacidade funcional e estado geral de saúde, bem como com a escolaridade e o domínio "funcionamento".
Conclusões
Os resultados indicaram que o parto vaginal realizado pela enfermeira promove melhores escores na qualidade de vida relacionada à saúde das mães.
Palavras-chave
Período Pós-Parto, enfermagem, qualidade de vida
O179 Crenças das mulheres sobre o exame de Papanicolau e câncer cervical: influência dos determinantes sociais
Ana B Pinheiro1, Priscila S. Aquino1, Lara L. Oliveira1, Patrícia C. Pinheiro1, Caroline R. Sousa1, Vívien A. Freitas1, Tatiane M. Silva1, Adman S. Lima1, Caroline Q. Aquino1, Karizia V. Andrade1, Camila A. Oliveira1, Eglidia F. Vidal2
1Universidade Federal do Ceará, Fortaleza - Ceará, 60020-181, Brasil; 2Universidade Federal do Cariri, Juazeiro do Norte - Ceará, 63048-080, Brasil
Correspondência: Priscila S. Aquino (priscilapetenf@gmail.com) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza - Ceará, 60020-181, Brasil
Introdução
O câncer cervical é considerado um grave problema de saúde pública. Objetivo: Analisar a influência entre os determinantes sociais e as crenças das mulheres sobre o Papanicolau e o câncer cervical utilizando a escala Health Belief Model Scale for Cervical Cancer and Pap Smear Test.
Métodos
Estudo transversal realizado em uma unidade de atenção primária em Fortaleza, Brasil, com 175 mulheres. Para a coleta de dados, utilizou-se o formulário de caracterização sociodemográfica e ginecológica baseado no Modelo de Determinantes Sociais da Saúde envolvendo determinantes individuais, proximais, intermediários e influência das redes sociais, além da escala. Os dados foram coletados em maio de 2015.
Resultados
Mulheres com mais de 30 anos tiveram melhor percepção sobre a gravidade do câncer cervical (p = 0,024); mulheres com menarca após os 11 anos apresentaram alta motivação para a saúde (p = 0,052); mulheres com menor escolaridade tiveram muitas barreiras para realizar o exame preventivo (p = 0,000) e melhor percepção da gravidade do câncer cervical (p = 0,000). Em relação à percepção da gravidade do câncer cervical, destacaram-se mulheres com parceiro (p = 0,030), gestantes (p = 0,010), aquelas que mantêm relações sexuais atualmente (p = 0,029) e aquelas que possuem parceiro atualmente (p = 0,020). Aquelas com renda inferior a um salário tiveram muitas barreiras para realizar o exame preventivo (p = 0,000).

Conclusões
Os determinantes sociais da saúde influenciaram as crenças de saúde para o câncer cervical. Portanto, intervir em tais determinantes pode contribuir para reduzir a morbidade e mortalidade causadas por esta doença.

Palavras-chave
Neoplasias do Cólon, Promoção da Saúde, Teste de Papanicolaou

O180 Validade da versão portuguesa da ASI-3: A sensibilidade à ansiedade é um construto unidimensional ou multidimensional?
Ana Ganho-Ávila1, Mariana Moura-Ramos2, Óscar Gonçalves1, Jorge Almeida2,3
1Centro de Investigação em Psicologia, Escola de Psicologia, Universidade do Minho, 4710-057 Braga, Portugal; 2Cognitive and Behavioural Centre for Research and Intervention, Faculty of Psychology and Educational Sciences, University of Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal; 3PROACTION Laboratory, 3001-802 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana Ganho-Ávila (anaganho@gmail.com) – Centro de Investigação em Psicologia, Escola de Psicologia, Universidade do Minho, 4710-057 Braga, Portugal

Introdução
Objetivamos testar a estrutura fatorial da versão portuguesa da Escala de Sensibilidade à Ansiedade 3 – ASI-3-PT, comparando o ajuste dos dados para uma abordagem unidimensional e uma abordagem hierárquica multidimensional.

Métodos
Recrutamos uma amostra de 322 estudantes universitários (idade média = 22,26; DP = 5,75) dos quais 76,3% eram mulheres. Testamos a qualidade do ajuste de dois modelos, realizando uma análise fatorial confirmatória (AFC). No Modelo 1, propusemos que a Sensibilidade à Ansiedade deve ser entendida como um construto unidimensional, com os itens contribuindo diretamente para um escore global. No Modelo 2, propusemos que a Sensibilidade à Ansiedade está organizada em diferentes domínios (preocupações sociais, preocupações cognitivas e preocupações físicas), com os itens contribuindo para o construto global, mas também, até certo ponto, operando de forma independente.

Resultados
Os resultados mostraram que o Modelo 2 foi o melhor ajustado, onde os itens carregaram em um fator de primeira ordem que, por sua vez, carregou em um fator de segunda ordem que representa a sensibilidade à ansiedade. O Modelo 1 apresentou ajuste pobre aos dados (χ2 135 = 787,08, p < 0,001, CFI = 0,79; RMSEA = 0,12 (90%, IC = 0,11; 0,13), enquanto os índices de ajuste do Modelo 2 foram satisfatórios (χ2 132 = 402,26, p < 0,001) CFI = 0,91, RMSEA = 0,08; (90% IC = 0,07; 0,09).
Conclusões
Em suma, o ASI-3-PT é um instrumento que visa medir o construto de Sensibilidade à Ansiedade. A análise fatorial sugere que pode ser utilizado como ferramenta de triagem, avaliando um Índice Global de Sensibilidade à Ansiedade, bem como as subescalas de Sensibilidade à Ansiedade para Preocupações Físicas, Sociais e Cognitivas.
Palavras-chave
Índice de Sensibilidade à Ansiedade-3-PT, Análise Fatorial Confirmatória, Avaliação
O181 Estilos de vida de estudantes do ensino superior: a influência da autoestima e do bem-estar psicológico
Armando Silva1, Irma Brito1, João Amado2
1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Universidade Católica Portuguesa – Porto, 4202-401 Porto, Portugal
Correspondência: Armando Silva (armandos@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Contexto
A transição para o ensino superior pode afetar fatores relacionados ao estilo de vida. Objetivos: Identificar os estilos de vida de estudantes do ensino superior e analisar a influência da autoestima e do bem-estar psicológico.
Métodos
Estudo correlacional transversal. Participaram no estudo 4.314 estudantes. Foram utilizados questionários online: Estilo de Vida Fantástico (Fantastic Lifestyle Assessment) [1]; Questionário de Bem-estar Psicológico (Psychological General Well-Being Questionnaire) [2] e Escala de Autoestima de Rosenberg (Rosenberg Self-Esteem Scale) [3].
Resultados
A maioria dos estudantes (85,3%) apresenta um estilo de vida saudável. O estilo de vida está fortemente correlacionado com a autoestima e o bem-estar psicológico (p < 0,001). Ao analisar a associação entre autoestima e bem-estar psicológico e os vários domínios do estilo de vida de acordo com o sexo, foi encontrada uma correlação positiva e significativa (p < 0,001) entre as estudantes do sexo feminino, exceto para o domínio Tabagismo (p = 0,393); em relação ao bem-estar psicológico, foram encontradas correlações positivas em todos os domínios. Entre os estudantes do sexo masculino, foram encontradas correlações positivas e significativas (p < 0,001) na maioria dos domínios do estilo de vida e autoestima, exceto para os domínios Tabagismo (p = 0,992), Álcool e outras drogas (p = 0,181) e Outros comportamentos (p = 0,442); em relação ao bem-estar psicológico, foram encontradas correlações positivas e significativas (p < 0,001) na maioria dos domínios do estilo de vida, exceto para os domínios Tabagismo (p = 0,458) e Outros comportamentos (p = 0,128).
Conclusões
Com base nos resultados, as instituições de ensino superior devem apoiar projetos de intervenção para manter níveis elevados de bem-estar psicológico e autoestima, promovendo estilos de vida saudáveis.
Referências

  1. Silva A, Brito I, Amado J. Tradução, adaptação e validação do questionário Fantas¬tic Lifestyle Assessment em estudantes do ensino superior. Ciência & Saúde Coletiva. 2014; 19(6): 1901-1909.
  2. Rainho M, Antunes M, Carvalho A, Barroso I, Monteiro M, Mateus S. Bem--estar psicológico e perceção de saúde geral em estudantes do ensino superior. Revista de Enfermagem Referência. 2012; 3(Supl.): 344.
  3. Santos PJ, Maia J. Análise factorial confirmatória e validação preliminar de uma versão portuguesa da escala de auto-estima de Rosenberg. Psicologia: Teoria, Investigação e Prática. 2003; 2: 253-28.
    Palavras-chave: estilo de vida, autoestima, estudantes
    P75 Avaliação da qualidade de vida de pessoas com deficiência intelectual significativa: versão portuguesa da Escala de San Martín
    António Rodrigo, Sofia Santos, Fernando Gomes
    Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz Quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal
    Correspondência: Sofia Santos (sofiasantos@fmh.ulisboa.pt) – Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz Quebrada, 1499-002 Lisboa, Portugal
    Introdução
    Reconhecida como uma medida importante de resultado de intervenção em saúde, a avaliação da qualidade de vida (QV) só agora está a ser utilizada em Portugal no campo da deficiência intelectual (DI) e nunca foi dirigida a pessoas com necessidades de apoio permanentes/deficiências significativas. Portanto, e com a permissão do autor, a Escala de San Martín [1] foi traduzida para português e um estudo psicométrico foi iniciado.
    Método
    Medir a validade de conteúdo dos instrumentos foi um dos primeiros passos a realizar, que foi estudado usando evidências descritivas (revisão da literatura) e empíricas (análise quantitativa de especialistas). Após os processos de tradução e retroversão, os produtos foram comparados e discutidos por 10 especialistas que concordaram (após dúvidas e esclarecimentos linguísticos) numa versão pré-final, que foi pré-testada com uma amostra de 50 adultos institucionalizados (com mais de 18 anos de idade) com deficiência intelectual grave/profunda/necessidades de apoio permanentes. 2-3 semanas depois, a escala foi reaplicada aos mesmos participantes. Os dados obtidos do comité de especialistas foram analisados.
    O Índice de Validade de Conteúdo (IVC) foi determinado para cada item, bem como para toda a escala e sua média. Foi utilizado um mínimo de 0,75.
    Resultados e conclusões
    Os resultados apontaram a relevância de todos os itens, com uma concordância moderada/forte entre os especialistas. Os resultados do estudo também são discutidos em termos de confiabilidade e validade. Mais pesquisas sobre propriedades psicométricas estão a ser realizadas.
    Referências
  4. Verdugo M, Gomez L, Arias B, Santamaría M, Navallas E, Fernandez S, Hierro, I. Escala San Martín Evaluación de la Calidad de Vida de Personas con Discapacidades Significativas. Santander, España: Fundación Obra San Martin/INICO; 2014.
    Palavras-chave
    Qualidade de vida, deficiência intelectual grave, adaptação transcultural, propriedades psicométricas
    P76 Obesidade infantil e amamentação - Uma revisão sistemática
    Marlene C. Rosa1, Silvana F. Marques2
    1Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Unidade de Cuidados na Comunidade, Centro de Saúde de Anadia, 3780-780 Anadia, Portugal
    Correspondência: Marlene C. Rosa (marlenerosa@ua.pt) – Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
    Introdução
    A obesidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde como a epidemia global do século XXI e é muito comum entre crianças. A obesidade afeta a qualidade de vida das crianças e as intervenções específicas relacionadas são muito caras e ineficazes. Portanto, há uma necessidade urgente de entender melhor os determinantes da obesidade na infância. A hipótese de que a amamentação tem um efeito protetor contra a obesidade tem sido discutida e precisa ser mais esclarecida. Objetivo: Sistematizar e discutir as pesquisas mais recentes sobre obesidade infantil e amamentação.

Métodos
As seguintes palavras-chave “amamentação” E “desmame precoce” E “obesidade” foram pesquisadas nas bases de dados Web of Knowledge, B-On, CINAHL, Nursing Centre, EBSCO-HOST, PubMed, Web of Science, Medline e Lilacs. Apenas literatura publicada entre 2004 e 2014 foi considerada.

Resultados
Um total de 158 estudos foram triados, mas apenas seis correlacionaram amamentação com obesidade infantil (<18 anos) e, portanto, foram incluídos. Esses seis estudos demonstraram que há uma associação entre amamentação e obesidade infantil (ou seja, o desmame precoce aumenta as chances da criança ser obesa), apesar da grande importância de outros fatores de risco multifatoriais (por exemplo, genéticos, fisiológicos, ambientais, comportamentais, culturais e psicológicos).

Conclusões
Esta revisão sistemática demonstrou a importância da amamentação para a prevenção da obesidade infantil, mas também destaca a relevância de explorar modelos etiológicos multifatoriais da obesidade em pesquisas futuras relacionadas.

Palavras-chave
Amamentação, desmame precoce, obesidade

P77 Adaptação transcultural do Foot and Ankle Ability Measure (FAAM) para a população portuguesa
Sara Luís1,2, Luís Cavalheiro2,4, Pedro Ferreira3,4, Rui Gonçalves2,4
1Cáritas Diocesana de Coimbra - Centro Rainha Santa Isabel, 3030-382 Coimbra, Portugal; 2Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 3Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra, Portugal; 4Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra, Portugal
Correspondência: Sara Luís (sararluis@gmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Introdução
As medidas de resultado relatadas pelo paciente são instrumentos únicos para avaliar o impacto de uma condição em um paciente, bem como a eficácia de um tratamento. O Foot and Ankle Ability Measure (FAAM) é uma medida autorrelatada específica da região do pé/tornozelo que avalia a função física em condições musculoesqueléticas. Pelo nosso conhecimento, existe apenas uma outra medida autorrelatada desta região adaptada para Portugal. Objetivo: Adaptar cultural e linguisticamente o FAAM para a população portuguesa.
A adaptação cultural e linguística do FAAM seguiu uma metodologia sequencial. Após a obtenção da autorização do autor original, foram realizadas uma sequência de traduções e retrotraduções, e versões de consenso foram obtidas. A última versão de consenso, semelhante à versão original em termos semânticos, foi entregue a um comitê de dois especialistas na área, que analisaram a versão alvo quanto às equivalências semântica, idiomática, experiencial e conceitual, produzindo uma versão pré-final. Esta versão pré-final foi utilizada em um comitê de 10 pacientes com problemas no pé/tornozelo, para avaliar a equivalência dos conteúdos em uma situação aplicada.

Resultados
A equivalência semântica foi obtida por meio das traduções, retrotraduções e revisão clínica. A equivalência de conteúdo foi obtida pelo comitê de pacientes, com 10 indivíduos (37,5 anos [27-52], 60% homens, com diferentes condições, ocupações e qualificações acadêmicas), que descreveram o instrumento como "apropriado" e "fácil de entender". O tempo médio de preenchimento foi de 5 minutos.

Conclusões
A versão portuguesa do FAAM foi obtida, com equivalência semântica e validade de conteúdo em relação à versão original. As restantes propriedades psicométricas estão a ser analisadas.

Palavras-chave
FAAM, adaptação transcultural, pé, tornozelo, resultados relatados pelo paciente

P78 Adaptação transcultural do Patient-Rated Wrist Evaluation score (PRWE) para a população portuguesa

Rui S. Lopes1,2, Luís Cavalheiro2,3, Pedro Ferreira3, Rui Gonçalves2,3
1Cáritas Diocesana de Coimbra - Centro Rainha Santa Isabel, 3030-382 Coimbra, Portugal & Fundação Mário da Cunha Brito, 3360-908 S. Pedro de Alva, Portugal; 2Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 3Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade Coimbra, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra, Portugal

Correspondência: Rui S. Lopes (ftruisousa@gmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Introdução
A importância dos resultados relatados pelo paciente (PRO) na avaliação do estado de saúde dos indivíduos é reconhecida. O Patient-Rated Wrist Evaluation Score (PRWE) é um PRO específico para avaliar o impacto da dor e funcionalidade relacionadas a problemas no complexo articular punho/mão. Objetivo: Traduzir e validar linguisticamente o PRWE para a população portuguesa.

Métodos
A adaptação cultural do PRWE seguiu a metodologia sequencial. Com a autorização do autor da medida original, procedemos com as traduções, retrotradução e chegamos a um consenso das diferentes versões produzidas, a fim de obter uma medida idêntica à original do ponto de vista semântico. A versão final de consenso, criada neste processo, foi submetida a um painel de revisão clínica (2 especialistas na área) para verificar os termos técnicos e semitécnicos do questionário. Posteriormente, a versão final foi analisada em um debriefing cognitivo que incluiu 9 pacientes com problemas nas articulações do punho/mão.

Resultados
A equivalência semântica foi obtida pelo consenso alcançado nas traduções, retrotraduções e revisão clínica. A validade de conteúdo resultou da análise e consenso do painel de pacientes (43,8 ± 22,3 anos; 55,5% do sexo masculino, com diversas condições clínicas do punho/mão, e diferentes profissões e qualificações) que descreveram a medida como "acessível", "adequada", "fácil de preencher e entender", levando em média 3 minutos para ser concluída.

Conclusões
A versão portuguesa do PRWE foi obtida, com equivalência semântica e validade de conteúdo em relação à medida original. As demais características psicométricas devem ser analisadas.

Palavras-chave
PRWE, mão, punho, avaliação, adaptação transcultural

P79 Adaptação transcultural da Escala de Avaliação Dimensional do Infarto do Miocárdio (MIDAS) para a língua portuguesa do Brasil

Bruno H. Fiorin1,2,3, Marina S. Santos3, Edmar S. Oliveira3, Rita L. Moreira1, Elizabete A. Oliveira3, Braulio L. Filho1
1Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 04021-001, Brasil; 2Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Vitória- Espírito Santo, 29045-402 Brasil; 3Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo, Vitória- Espírito Santo, 29017-950, Brasil
Correspondência: Bruno H. Fiorin (bfiorin@salesiano.br) – Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo, Vitória- Espírito Santo, 29017-950, Brasil

Introdução
A qualidade de vida é uma questão importante para a saúde pública, especialmente por envolver aspectos inerentes ao indivíduo. A MIDAS consiste em 35 questões, que apresentam sete domínios distintos associados a pacientes com IAM. Objetivos: Realizar a adaptação transcultural do instrumento "Myocardial Infarction Dimensional Assessment Scale" (MIDAS) para a língua portuguesa do Brasil.

Métodos
Trata-se de um estudo metodológico, segundo a metodologia de Guillemin, referente à tradução e adaptação transcultural do instrumento MIDAS. Etapas: tradução, retrotradução, avaliação de unificação dos autores, um painel de juízes e pré-teste foram utilizados para testar a técnica de validade aparente no pré-teste. Este estudo foi aprovado pelo CEP UFES (191425/2012).

Resultados
Na tradução, duas traduções foram obtidas e, ao compará-las, houve concordância em mais de 90% dos termos; onze termos foram discutidos e avaliados novamente. A retrotradução foi enviada aos autores; após essa avaliação, a versão mais recente foi encaminhada a um painel de juízes para verificar as características semânticas, conceituais, culturais e idiomáticas. Sete itens foram discutidos pelos juízes. O pré-teste envolveu 20 pacientes, nenhum dos quais questionou qualquer uma das questões. Além da equivalência declarada pelos juízes, teve validade aparente.
Conclusões
Pode-se dizer que o MIDAS está culturalmente adaptado para ser aplicado à população de língua portuguesa do Brasil, sendo um instrumento de fácil aplicação, útil para a prática clínica e de boa compreensão pela população, com cobertura de vários campos que permeiam a qualidade de vida do paciente após o infarto.
Palavras-chave
Qualidade de vida, estudos de validação, questionário
P80 A versão portuguesa revisada do Three-Factor Eating Questionnaire: Uma análise fatorial confirmatória
Lara Palmeira1, Teresa Garcia1, José Pinto-Gouveia1, Marina Cunha2
1Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132 Coimbra, Portugal
Correspondência: Lara Palmeira (larapalmeira@gmail.com) – Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Contexto
O Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ) é um dos instrumentos mais utilizados para avaliar comportamentos alimentares não saudáveis. Embora a versão original do TFEQ compreendesse 51 itens, a análise fatorial exploratória da versão portuguesa revelou que vários itens eram problemáticos. Em 2000, Karlsson [1] e colaboradores desenvolveram uma versão mais curta composta por 18 itens (TFEQ-18) que melhorou significativamente as propriedades psicométricas do instrumento. O TFEQ-18 compreende três subescalas: restrição cognitiva – tendência a restringir a ingestão de alimentos; alimentação descontrolada – tendência a comer em excesso como resultado de uma perda de controle sobre a ingestão e sentimentos subjetivos de fome; alimentação emocional – tendência a comer em excesso em resposta a estados emocionais negativos. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo realizar uma análise fatorial confirmatória (AFC) da versão portuguesa do TFEQ-R18 e analisar suas propriedades psicométricas.
Métodos
A amostra incluiu 282 mulheres com sobrepeso e obesidade em busca de tratamento nutricional, com idade média de 44 anos (DP = 11,30) e 11,54 (DP = 3,92) anos de escolaridade. O Índice de Massa Corporal (IMC) médio foi de 31,40 (DP = 4,53).
Resultados
A CFA confirmou a estrutura de três fatores do TFEQ. Três itens da dimensão de restrição cognitiva apresentaram ajuste local inferior e foram excluídos. O modelo final revelou um ajuste aceitável aos dados (GFI = 0.90, CFI = 0.93, TLI = 0.91, RMSEA = 0.075). Além disso, todas as três dimensões apresentaram boas propriedades psicométricas.

Conclusões

A versão portuguesa do TFEQ é composta por 15 itens e é um instrumento útil, confiável e robusto para avaliar padrões distintos de comportamentos alimentares não saudáveis em indivíduos que buscam tratamento nutricional.

Referências

  1. Karlsson J, Persson LO, Sjöström L, Sullivan M. Psychometric properties and factor structure of the Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ) in obese men and women. Results from the Swedish Obese Subjects (SOS) study. International Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders: Journal of the International Association for the Study of Obesity. 2000; 24(12), 1715–1725.

Palavras-chave

TFEQ-R18, alimentação emocional, alimentação descontrolada, restrição cognitiva, Análise Fatorial Confirmatória (AFC)

P81 Avaliando a inflexibilidade psicológica relacionada ao peso: Uma análise fatorial exploratória da versão portuguesa do AAQW

Sara Cardoso1, Lara Palmeira1, Marina Cunha2, José Pinto-Gouveia1

1Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, 3000-132 Coimbra, Portugal

Correspondência: Lara Palmeira (larapalmeira@gmail.com) – Centro de Investigação Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal

Introdução

A esquiva experiencial está amplamente associada a problemas de saúde mental e física e à diminuição da qualidade de vida. No entanto, os padrões de esquiva experiencial relacionados ao peso ainda são pouco explorados. Além disso, a pesquisa sugere a importância de desenvolver medidas específicas de conteúdo para capturar conteúdos relevantes para populações específicas. O Questionário de Aceitação e Ação para Dificuldades Relacionadas ao Peso (AAQW) foi desenvolvido para abordar padrões de esquiva experiencial relacionados a pensamentos, sentimentos e ações sobre o peso. Dados preliminares sugeriram uma estrutura de cinco fatores e propriedades psicométricas adequadas. No entanto, a estrutura fatorial do AAQW ainda requer mais investigação. Objetivo: Este estudo tem como objetivo explorar a estrutura fatorial da versão portuguesa do AAQW e analisar suas propriedades psicométricas.

Métodos

A amostra foi composta por 249 mulheres adultas com sobrepeso e obesidade em busca de tratamento nutricional, com um Índice de Massa Corporal (IMC) médio de 30.88 (DP = 4.22). A idade média da amostra foi de 44.45 (DP = 11.03), com uma média de 11.87 anos de escolaridade (DP = 3.89).

Resultados
A estrutura original de cinco fatores não foi replicada. Na verdade, uma estrutura de três fatores foi a melhor solução, explicando 50,94% da variância total do AAQW. A versão portuguesa do AAQW é composta por 15 itens distribuídos em três fatores (comida como controle, evitação emocional e autoestigma), idênticos aos encontrados no estudo original. Além disso, o AAQW apresentou boa consistência interna (α = 0,81) e validade convergente. De fato, o AAQW estava relacionado à psicopatologia geral e inflexibilidade psicológica, sintomas psicopatológicos alimentares, incluindo compulsão alimentar e diminuição da qualidade de vida relacionada à obesidade.

Conclusões
Em conjunto, os nossos resultados sugerem que a versão portuguesa do AAQW parece ser um instrumento útil e fiável para avaliar a evitação experiencial relacionada ao peso.

Palavras-chave
Evitação experiencial relacionada ao peso, excesso de peso e obesidade, análise fatorial exploratória, propriedades psicométricas

P82 Validação da Escala de Apreciação Corporal-2 para mulheres portuguesas
Joana Marta-Simões, Ana L. Mendes, Inês A. Trindade, Sara Oliveira, Cláudia Ferreira
Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
Correspondência: Joana Marta-Simões (joana_simoes_@hotmail.com) – Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal

Contexto
O conceito de imagem corporal positiva marca uma mudança no estudo da imagem corporal. Baseado no amor e respeito holísticos pelo corpo, este conceito envolve aceitar as características únicas do próprio corpo, atender às necessidades do corpo de forma promotora da saúde e resistir à internalização dos ideais de beleza prescritos pela sociedade. Objetivos: Dada a falta de instrumentos validados em português sobre imagem corporal positiva, este estudo teve como objetivo validar a versão portuguesa da Escala de Apreciação Corporal-2 (BAS-2).

Métodos
O presente estudo utilizou uma amostra feminina grande, com idades entre 18 e 50 anos. Uma Análise Fatorial Exploratória (AFE) e uma Análise Fatorial Confirmatória (AFC) foram conduzidas para analisar a estrutura da BAS-2.

Resultados
Os resultados da AFE demonstraram que a BAS-2 é uma escala unifatorial de 10 itens, que explicou aproximadamente 70% da variância. Além disso, todos os itens revelaram boas cargas fatoriais e a escala apresentou excelente consistência interna. A BAS-2 também apresentou confiabilidade temporal e boas validades convergente (com autocompaixão) e divergente (com IMC, autojulgamento, evitação experiencial relacionada à imagem corporal, psicopatologia alimentar e depressão). Além disso, a AFC revelou bons ajustes local e global.

Conclusões
A versão portuguesa da BAS-2 parece ser uma medida válida e fiável para a avaliação da imagem corporal positiva em mulheres adultas portuguesas.
O BAS-2 foi revelado como uma medida curta e confiável de imagem corporal positiva, ou seja, a capacidade de amar e aceitar o próprio corpo (incluindo os aspectos inconsistentes com os ideais prescritos pela sociedade) e apreciar sua singularidade. Esta medida parece fornecer uma contribuição importante para a pesquisa e o desenvolvimento de intervenções focadas no cultivo de uma relação equilibrada, confortável, confiante e feliz com o próprio corpo.
Palavras-chave
Escala de Apreciação Corporal, imagem corporal positiva, validação de escala, análise fatorial confirmatória, AFC
P83 A validação portuguesa da Escala de Intenção Dietética
Ana L. Mendes, Joana Marta-Simões, Inês A. Trindade, Cláudia Ferreira
Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana L. Mendes (analauramendes@live.com.pt) – Centro de Investigação e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Coimbra, 3000-115 Coimbra, Portugal
Introdução
A restrição alimentar, a restrição intencional da ingestão calórica com o objetivo de perda de peso, é considerada de particular preocupação devido à sua associação com transtornos alimentares e ao seu efeito prejudicial na saúde e no bem-estar psicológico, mesmo em níveis subclínicos. Objetivos: Este estudo teve como objetivo validar para a população portuguesa a Escala de Intenção Dietética (DIS), uma medida de restrição alimentar.
Métodos
A amostra foi composta por 1.077 participantes (415 homens e 662 mulheres), com idades entre 14 e 34 anos.
Resultados
Os resultados revelaram que a DIS apresentou um alfa de Cronbach de 0,92 e que três itens não contribuíram para a consistência interna da escala. Portanto, e como seu conteúdo era semelhante ao de outros itens, esses itens foram excluídos. Uma análise fatorial confirmatória revelou a adequação da DIS final com 6 itens, mostrando bons ajustes locais (SRWs entre 0,64 e 0,94) e globais (χ2(8)=12,07, p=0,148; CFI=1,00; TLI=1,00; RMSEA=0,03, p=0,876). Além disso, o modelo mostrou invariância entre os gêneros. Finalmente, a DIS revelou validade temporal (r=0,82) e boa validade convergente (psicopatologia alimentar, restrição alimentar, alimentação inflexível, evitação experiencial relacionada à imagem corporal e fusão cognitiva, depressão, ansiedade e estresse).
Conclusões
A DIS parece ser uma medida válida de restrição alimentar, altamente correlacionada (r=0,73) com o instrumento que é considerado a medida “padrão ouro” para triagem e diagnóstico de psicopatologia alimentar (EDE-Q). Além disso, como a DIS apresenta apenas 6 itens, permitindo administrações rápidas, pode representar uma vantagem em relação a outras medidas existentes para pesquisa comunitária no campo das dificuldades alimentares.
Palavras-chave
Escala de Intenção Dietética, restrição alimentar, validação de escala, análise fatorial confirmatória
P84 Construção e validação do Inventário de Violência Conjugal (IVC)
Filipe Nave (fnave@ualg.pt)
Centro de Estudos em Saúde, Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, 8000-510 Faro, Portugal
Contexto
A violência conjugal é provavelmente uma das formas específicas mais frequentes de violência doméstica. Seu impacto na funcionalidade, relacionamento e afetividade das famílias é inquestionável, assim como suas repercussões. O principal objetivo deste estudo é construir e validar um instrumento para avaliar o tipo e a intensidade da violência conjugal, por meio de medidas breves, com respostas objetivas e fáceis para a população em geral.
Métodos
O inventário de violência conjugal (MVI) é o resultado de uma triangulação de métodos, na primeira etapa qualitativa na coleta de unidades significativas por meio de entrevistas com pessoas com e sem histórico de violência e na segunda etapa com o uso de métodos quantitativos e transformação dessas unidades em 39 itens distribuídos em uma escala tipo Likert de frequência, em seis níveis de resposta distribuídos em quatro escalas (domínios): psicológica, física, socioeconômica e sexual.
Resultados
A partir da análise fatorial dos resultados de 504 participantes (183 homens e 321 mulheres) da população geral, 32 itens foram mantidos para estudo e obtiveram uma estrutura de cinco fatores com o surgimento da separação do domínio físico em dois fatores que nomeamos Físico Maior e Menor; estes mostraram boas capacidades psicométricas com um KMO entre 0,759 e 0,921. Na análise de confiabilidade (consistência interna, alfa de Cronbach), obtivemos valores entre 0,82 e 9,25.
Resultados
Os resultados do desenvolvimento e teste de validação do inventário indicam que este é um instrumento de fácil resposta, com capacidades diagnósticas avaliativas no contexto da saúde e que pode ser aplicado na Atenção Primária e/ou Diferenciada à Saúde, ou mesmo por agências sociais e de aplicação da lei.
Palavras-chave
Violência conjugal, construção e validação, inventário
P85 Sistema portátil de monitoramento contínuo da pressão arterial
Mariana Campos1, Iris Gaudêncio1, Fernando Martins1, Lino Ferreira1,2, Nuno Lopes1,3, Rui Fonseca-Pinto1,2
1Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Instituto de Telecomunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Centro de Investigação e Tecnologia em Ciências Agroambientais e Biológicas, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001-801 Vila Real, Portugal
Correspondência: Rui Fonseca-Pinto (rui.pinto@ipleiria.pt) – Instituto de Telecomunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Avaliações não invasivas das variações contínuas da pressão arterial, impostas por mecanismos homeostáticos, constituem um grande desafio na instrumentação médica. O uso de dispositivos portáteis e de baixo custo, aliado à capacidade de integrar sinais fisiológicos, permite a monitorização contínua durante as tarefas diárias. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo apresentar um dispositivo para medir as variações da pressão arterial por meio de sinais de eletrocardiograma (ECG) e fotopletismograma (PPG). Além disso, a validação dos valores derivados de pressão arterial também foi abordada.
Métodos
O protótipo, baseado numa plataforma de desenvolvimento de baixo custo (Arduino), adquire os sinais de ECG e PPG do paciente para calcular automaticamente o PTT (tempo de trânsito do pulso). O sinal de pressão arterial é influenciado pela espessura, diâmetro e elasticidade da parede do vaso e pela densidade sanguínea, cujas variações são percebidas pelo PTT. Os valores instantâneos de batimento cardíaco e pressão podem ser exibidos no display do protótipo ou enviados para um dispositivo móvel remoto. Toda essa informação é armazenada num cartão de memória padrão, num formato que permite a leitura e análise subsequentes por diversas aplicações de software.
Resultados
Para validar o sistema de aquisição, o dispositivo foi testado num conjunto de indivíduos saudáveis durante tarefas diárias. A robustez do sistema foi comparada com um equipamento comercial BIOPAC MP35, e ambos os resultados coincidem.
Conclusões
De acordo com os resultados, este sistema pode ser uma alternativa de baixo custo e portátil para avaliar as variações contínuas da pressão arterial, a ser utilizado em diversas avaliações clínicas relacionadas com alterações da pressão arterial.
Palavras-chave
Monitor de pressão arterial, PTT, avaliações não invasivas, Dispositivo de Baixo Custo, Dispositivo Médico Portátil
P86 Construção e validação da Escala de Perceção das Dificuldades no Cuidar do Idoso (EPDCI)
Rogério Rodrigues1, Zaida Azeredo2, Corália Vicente3
1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Research in Education and Community Intervention, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, 4405-678 Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, Portugal; 3Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
Correspondência: Rogério Rodrigues (rogerio@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Introdução
A prática clínica influencia as perceções dos estudantes de enfermagem sobre as necessidades dos idosos e também as dificuldades no cuidado de pessoas idosas. Objetivo: Desenvolver um questionário de autorresposta que explore as perceções dos estudantes de enfermagem sobre as dificuldades no cuidar do idoso (EPDCI).
Métodos
O desenvolvimento da escala ocorreu em três fases: a primeira fase foi uma revisão da literatura e entrevista exploratória com alunos após o treinamento clínico. A segunda fase esteve relacionada à definição das dimensões teóricas e elaboração do instrumento; a revisão dos instrumentos por um painel de especialistas e o pré-teste fizeram parte da terceira fase. O estudo foi desenhado para selecionar itens, identificar dimensões, medir confiabilidade, validade de conteúdo e de construto.

Resultados
O SPDCE foi composto por 34 itens. A análise fatorial agrupou os itens em três categorias que definem áreas para o idoso: a) subescala de saúde física, saúde mental e atividades de vida diária, b) subescala de recursos sociais e econômicos, c) subescala de uso de serviços. O alfa de Cronbach foi de 0,98 para o questionário completo. A solução fatorial explicou 75,8% da variância.

Conclusões
O SPDCE parece medir com confiabilidade e validade adequadas os atributos de explorar a percepção dos estudantes de enfermagem sobre as dificuldades no cuidado ao idoso no ambiente clínico. O instrumento é fácil de preencher, tornando-se um instrumento adequado para que os professores de enfermagem avaliem as dificuldades autopercebidas pelos estudantes de enfermagem no cuidado ao idoso, como forma de apoiar e sustentar condições para a qualidade do cuidado prestado aos idosos.

Palavras-chave
Estudantes de enfermagem, Geriatria, Gerontologia

P87 Desenvolvimento e validação de uma escala de conforto para idosos hospitalizados com doença crônica
Joana Silva1, Patrícia Sousa1, Rita Marques1,2
1Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal; 2Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal
Correspondência: Joana Silva (jo.cunhaesilva@gmail.com) – Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal

Introdução
A crescente demanda de idosos pelos serviços de saúde e o número crescente de idosos vivendo com doenças crônicas nos faz refletir sobre a importância de oferecer cuidados de enfermagem que respondam às reais necessidades do idoso no contexto hospitalar. O conforto é uma das necessidades do idoso hospitalizado com doença crônica [1] e a falta de um instrumento para medir o nível de conforto foi a principal motivação para o desenvolvimento deste estudo. Objetivos: Desenvolver e validar um instrumento capaz de medir o conforto de pacientes idosos hospitalizados com doença crônica.

Métodos
Foi conduzido um estudo de pesquisa metodológica. A amostra foi composta por 70 pacientes hospitalizados com pelo menos uma doença crônica. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário descrevendo questões demográficas e de saúde social e da aplicação da escala de classificação de conforto construída por nós.

Resultados
Os pacientes tinham entre 65 e 99 anos; 54,3% eram mulheres e 45,7% eram homens. A maioria dos pacientes (65%) apresentava doença cardíaca e 37,1% considerava sua situação de saúde como ruim. O medo de permanecer doente e de se tornar um fardo para a família diminuiu o nível de conforto dos pacientes. Por outro lado, a esperança de melhorar e a oportunidade de conversar com outros pacientes foram fatores que tiveram um efeito positivo no nível de conforto.
Conclusões
Os resultados destacam que os pacientes idosos hospitalizados com doença crônica têm várias necessidades de conforto, e que é crucial medi-las com a escala apropriada.
Referências

  1. Sousa P. O Conforto da Pessoa Idosa. Lisboa. Lisboa: Universidade Católica Editora; 2014.
    Palavras-chave
    Conforto, Doença Crônica, Escala de Validação, Idoso, Hospitalizado
    P88 Construção e validação do Questionário de Qualidade de Vida Paterna no Pós-Parto (PP-QOL)
    Isabel Mendes1, Rogério Rodrigues1, Zaida Azeredo2, Corália Vicente3
    1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Research in Education and Community Intervention, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, 4405-678 Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, Portugal; 3Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, Porto, 4050-313 Porto, Portugal
    Correspondência: Isabel Mendes (isabelmendes@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
    Introdução
    A qualidade de vida paterna no pós-parto é atualmente uma prioridade nos estudos do ciclo familiar, com o objetivo de definir e facilitar intervenções integrativas para sua adaptação ao papel parental. Objetivo: desenvolver um questionário autoaplicável para avaliar a qualidade de vida paterna no pós-parto.
    Métodos
    O desenvolvimento da escala procedeu-se em três fases: I) revisão da literatura e entrevista exploratória com estudantes após treinamento clínico; II) definição das dimensões teóricas e elaboração do instrumento; II) revisão dos instrumentos por um painel de especialistas e o pré-teste constituíram a terceira fase. O estudo foi desenhado para selecionar itens, identificar dimensões, medir a confiabilidade, validade de conteúdo e de construto.
    Resultados
    O Questionário de Qualidade de Vida Paterna no Pós-Parto (PP-QOL) consistiu em 35 itens. Uma análise fatorial agrupou os itens em cinco categorias de qualidade de vida paterna: a) psicológica/bebê; b) socioeconômica; c) relacional/parceira; d) relacional família/amigos; e) estado de saúde/funcional. O alfa de Cronbach foi de 0,74 para todo o questionário. A solução fatorial explicou 51,8% da variância.
    Resultados emergentes do estudo preliminar validam o instrumento do questionário de qualidade de vida paterna no pós-parto (PP-QOL) e permitem sua utilização no contexto da prática clínica, especificamente no âmbito da atenção primária à saúde, a fim de identificar as reais necessidades dos pais e a alocação de serviços a esse grupo específico de cuidado na área da saúde reprodutiva, com implicações para sua qualidade de vida após o nascimento de seus filhos.
    Palavras-chave
    Qualidade de vida, pós-parto, estado paterno, validação
    P89 Termografia infravermelha: Uma ferramenta para avaliar úlceras do pé diabético
    Ricardo Vardasca1, Ana R. Marques1, Adérito Seixas2, Rui Carvalho3, Joaquim Gabriel1
    1Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto, 4200-465 Porto, Portugal; 2Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004 Porto, Portugal; 3Centro Hospitalar do Porto, Porto, 4099-001 Porto, Portugal
    Correspondência: Ricardo Vardasca (ricardo.vardasca@fe.up.pt) – Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto, 4200-465 Porto, Portugal
    Introdução
    A Diabetes Mellitus é uma condição que afeta 14% da população portuguesa. Um em cada 4 pacientes desenvolve úlceras do pé diabético (UPD) devido ao fluxo sanguíneo deficiente, o que pode levar à morte celular e consequentes amputações. Isso afeta severamente a qualidade de vida dos pacientes e contribui para custos significativos aos sistemas de saúde. São necessários métodos objetivos de monitoramento para prever sua ocorrência e avaliar tratamentos.
    Métodos
    A termografia infravermelha é uma modalidade para capturar e registrar a temperatura da superfície cutânea (TSC) de forma sem contato, não invasiva, não ionizante, de baixo custo e rápida. A TSC está associada ao fluxo sanguíneo periférico, que é controlado pelo sistema nervoso autônomo. Incidências plantares do pé foram obtidas de 40 controles saudáveis e 80 pacientes com diferentes tipos de úlceras do pé diabético: isquêmicas, neuropáticas e neuroisquêmicas. Regiões de interesse (ROI) foram medidas e simetrias térmicas calculadas em relação ao membro não afetado.
    Resultados
    Os resultados demonstraram que em pacientes que desenvolvem e com UPD há um valor maior de simetria térmica do que em controles saudáveis na mesma localização das ROI (p < 0,05).
    Conclusões
    Os achados deste estudo fornecem informações indicativas valiosas para utilizar este método na triagem de pacientes em risco de desenvolver úlceras do pé diabético, uma vez que há um processo inflamatório que aumenta a TSC antes da ocorrência da ferida e para avaliação do tratamento, já que a TSC diminui significativamente quando não há atividade neuropática e vascular em uma situação necrótica. Este método pode ser usado para reduzir a ocorrência de úlceras do pé diabético e consequente diminuição dos custos colaterais para os sistemas de saúde.
    Palavras-chave
    Diabetes, Úlceras do Pé, Termografia Infravermelha, Temperatura da Pele
    P90 Úlceras por pressão em uma unidade de terapia intensiva: Um relato de caso
    Paulo P. Ferreira1, Michelle T. Oliveira2, Anderson R. Sousa3, Ana S. Maia3, Sebastião T. Oliveira3, Pablo O. Costa3, Maiza M. Silva3
    1Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Salvador - Bahia, 41745-900, Brasil; 2Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana - Bahia, 44036-900, Brasil; 3Faculdade Nobre, Feira de Santana - Bahia, 44001-008, Brasil
    Correspondência: Paulo P. Ferreira (paulopanelli@gmail.com) – Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Salvador - Bahia, 41745-900, Brasil
    Introdução
    As úlceras por pressão (UP) se desenvolvem devido a alterações patológicas na perfusão sanguínea da pele e dos tecidos subjacentes. O risco de desenvolver úlceras torna-se maior em pacientes na UTI, pois além das limitações de mobilidade impostas aos pacientes por sua condição clínica, da necessidade de controles mais rigorosos, associados a terapias mais complexas, existem outros fatores de risco adicionais, como sedativos, alterações no nível de consciência, uso de drogas vasoativas e instabilidade hemodinâmica.
    O objetivo deste estudo é relatar a experiência no manejo de UP em uma UTI de um hospital público no interior da Bahia.
    Métodos
    Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, sobre a experiência profissional de terapia intensiva em uma UTI do Hospital Geral, Feira de Santana, Bahia. O relato aborda as experiências do ano de 2015.
    Resultados
    Observou-se uma alta taxa de incidência e prevalência de UP na UTI, sendo as regiões mais afetadas a sacral e o trocânter. Também foi identificada a ocorrência em locais com baixa prevalência em estudos populacionais, como a região occipital e as panturrilhas.
    Conclusões
    Esses dados alarmantes remetem a um senso de dever que o profissional tem de estar ciente das consequências que a UP pode desencadear para o paciente, sua família e a instituição. Ela prolonga as internações hospitalares, dificulta a recuperação, aumenta o risco de desenvolvimento de complicações e representa um aumento no sofrimento físico e emocional dos pacientes, reduzindo sua independência na realização das atividades diárias.
    Palavras-chave
    Úlceras por pressão, unidade de terapia intensiva, prevalência
    P91 Validação de figuras utilizadas em evocações: instrumento para capturar representações
    Cristina Arreguy-Sena1, Nathália Alvarenga-Martins1, Paulo F. Pinto1, Denize C. Oliveira2, Pedro D. Parreira3, Antônio T. Gomes2, Luciene M. Braga4
    1Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, 36036-330, Brasil; 2Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 20550-900, Brasil; 3Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851, Portugal; 4Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais, 36570-900, Brasil
    Correspondência: Cristina Arreguy-Sena (cristina.arreguy@ufjf.edu.br) – Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, 36036-330, Brasil
    Introdução
    A dificuldade de implementação da técnica de associação, utilizando o termo indutor (palavra ou frase) ativado pela fala, pode inviabilizar um acordo, quando há empobrecimento ou discordância no vocabulário/entendimento do termo utilizado, ou restrição cognitiva temporária ou permanente, por parte de quem evoca. Objetivos: Criar e adaptar culturalmente imagens para apoiar a preparação da técnica de associação livre de palavras, validando-as para uso entre idosos com baixa escolaridade na perspectiva da incontinência urinária no processo de envelhecimento.
    Métodos
    Validação cultural de imagens para a realidade contextual, operacionalizada em: I) criação de imagens para retratar as situações cotidianas escolhidas; II) obtenção de consenso para essas imagens por um comitê de especialistas e pessoas da comunidade, utilizando a técnica Delphi e III) Aplicação técnica da associação livre de palavras com e sem suporte de imagem (Técnica de Associação Livre de Palavras Iniciada por Imagens – “TALPDI”).
    Resultados
    Cinco slides foram elaborados com imagens abrangendo diversidade temática após um consenso ≥ 90% para garantir total concordância entre os avaliadores. Cinquenta (50) idosos participaram. A comparação do não uso/uso de imagens entre os participantes melhorou a evocação em 93,2%.
    Conclusões
    A criação e validação cultural de imagens favoreceu a captura do conteúdo representacional utilizando a TALPDI.
    Palavras-chave
    Idoso, métodos, enfermagem, incontinência urinária, representação social, validação
    P92 Assistência telefônica para reduzir a sobrecarga em cuidadores informais de idosos pós-AVC: Monitoramento e avaliação diagnóstica
    Odete Araújo1, Isabel Lage1, José Cabrita2, Laetitia Teixeira3
    1Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal; 2Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa, 1649-003 Lisboa, Portugal; 3Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
    Correspondência: Odete Araújo (odete.araujo@ese.uminho.pt) – Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal
    Introdução
    Após a alta hospitalar, muitos sobreviventes de AVC retornam para casa e precisam de apoio em pelo menos uma atividade da vida diária. A maioria deles necessita de ajuda de cuidadores informais que muitas vezes não estão preparados para as demandas de prestar cuidados. Evidências têm mostrado que combinar habilidades práticas aprimoradas dos cuidadores informais, intervenções presenciais e suporte telefônico pode reduzir consequências negativas para os cuidadores, como sobrecarga ou depressão. Objetivo: Avaliar o impacto de uma intervenção para reduzir a sobrecarga por meio do suporte telefônico oferecido a cuidadores informais, que cuidam de idosos após um AVC, em casa.
    Métodos
    Um método quase-experimental, que incluiu 3 meses de acompanhamento, foi conduzido com 174 pacientes. O grupo controle (n = 89) recebeu o cuidado usual disponibilizado pelas unidades de saúde e o programa InCARE foi implementado no grupo experimental (n = 85), com suporte telefônico em 1 semana, 1 e 3 meses, e aconselhamento aos cuidadores na 3ª, 6ª, 8ª e 10ª semanas em casa. Objetivou facilitar a adaptação do cuidador às demandas do AVC, aumentando o conhecimento e as habilidades práticas para apoiar sua tomada de decisão. A coleta de dados ocorreu entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2014.

Resultados
O grupo experimental apresentou um nível significativamente menor de sobrecarga em comparação com o grupo controle 1 e 3 meses após a intervenção InCARE.

Conclusões
O suporte telefônico não substitui as intervenções presenciais implementadas com base em programas estruturados, no entanto, são uma ajuda para o diagnóstico e um complemento importante para todos os tipos de intervenções que promovem ganhos de saúde desse grupo de cuidadores informais e sobreviventes de AVC.

Registro do ensaio
Current Controlled Trials NCT02074501

Palavras-chave
Sobreviventes de AVC, idosos, cuidadores informais, sobrecarga, estudo piloto

P93 Esperança de cuidadores informais de pessoas com doença crônica e avançada
Rita Marques1, Mª Anjos Dixe2, Ana Querido2, Patrícia Sousa3
1Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal; 2Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023, Portugal
Correspondência: Rita Marques (ritamdmarques@gmail.com) – Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal

Contexto
A esperança é um fator crucial na vida daqueles que cuidam de pessoas com doença crônica e avançada. Portanto, o objetivo principal deste estudo foi identificar os preditores de esperança de cuidadores informais de pessoas com doença crônica e avançada.

Métodos
Este é um estudo correlacional realizado com 314 cuidadores de pessoas com doença avançada e crônica que estavam internados em serviços médicos ou em regime ambulatorial em hospitais portugueses. Realizamos uma entrevista estruturada para coletar dados demográficos, experiência de cuidado e saúde do paciente e do cuidador, esperança (Hope Herth Index, HHI-C), conforto (Holistic Comfort Questionnaire, HCQ-C) e qualidade de vida (Quality of Life in Life Threatening Illness, QOLLTI-C). Durante todo o estudo, foram seguidos os Princípios da Declaração de Helsinque.

Resultados
Os 314 cuidadores, em sua maioria do sexo feminino (84,1 %) com média de 63 anos (±11) apresentaram bons níveis de esperança (3,06 ± 0,49), conforto (4,23 ± 0,83) e qualidade de vida (6,15 ± 1,12). Os cuidadores entrevistados cuidavam de pacientes principalmente com neoplasias (85,0 %) e dependência grave, por cerca de 17,2 meses (±16,25) e passavam cerca de 6,2 (±3,79) horas por dia cuidando deles. Consideravam sua saúde como ruim (7,83 ± 1,8) e sentiam-se bastante cansados (7,75 ± 1,79). Após realizar uma regressão linear múltipla, verificamos que as variáveis explicativas da esperança dos cuidadores foram: conforto, qualidade de vida, tempo gasto no cuidado, estado de saúde, fadiga e autopercepção da própria saúde.

Conclusão
As intervenções de enfermagem devem ser focadas no conforto, qualidade de vida e estado de saúde dos cuidadores, a fim de manter sua esperança enquanto cuidam de seus familiares.

Palavras-chave
Esperança, cuidadores informais, pessoa com doença avançada e crônica, variáveis influenciadoras

P94 Funcionalidade e qualidade da informação do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica Português
Sara Silva, Eugénio Cordeiro, João Pimentel
Unidade de Saúde Pública, Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro, 3814-501, Portugal

Correspondência: Sara Silva (sararebelo.silva@gmail.com) – Unidade de Saúde Pública, Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro, 3814-501, Portugal

Contexto
Em Portugal, o Sistema Nacional de Vigilância de Doenças Transmissíveis é um sistema de informação em saúde para a monitorização de uma série de doenças transmissíveis e outros riscos para a saúde pública. A existência de uma lista de doenças transmissíveis, agora atualizada, remonta a 1949. Com a introdução de um novo sistema de informação de doenças transmissíveis em junho de 2014, seria apropriado avaliar sua funcionalidade e qualidade. Objetivo: O objetivo deste estudo foi identificar a qualidade da informação registrada no Sistema Nacional de Vigilância de Doenças Transmissíveis.

Métodos
A avaliação do preenchimento dos dados foi feita com base em atributos adaptados das regras utilizadas para avaliar sistemas de vigilância em Saúde Pública dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Resultados
Com base nos atributos "Simplicidade/Aceitabilidade" e "Completude", verificou-se que a informação completa foi preenchida em 77,4 % dos casos; em relação à "Qualidade dos Dados", verificou-se que em 65,0 % dos casos a informação foi devidamente preenchida. Em 90,5 % dos casos observou-se "Consistência da Informação" e em 51,8 % dos casos "Conformidade da Informação". Quanto à informação "Transmissão Oportuna", constatou-se que, dependendo da entrada do usuário, deveria ser mais rápida.

Conclusões
Pode-se concluir que é um sistema inovador com grande potencial de melhoria e muito útil para a rápida transmissão de informações, comunicação entre os diferentes níveis e validação da qualidade, e futuras revisões e atualizações do sistema são esperadas.

Palavras-chave
Atributos, doenças transmissíveis, sistema de informação em saúde
P95 Taxa metabólica de repouso medida objetivamente vs. fórmula de Harris e Benedict
Vera Ferro-Lebres, Juliana A. Souza, Mariline Tavares
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal
Correspondência: Vera Ferro-Lebres (vferrolebres@gmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253, Portugal
Introdução
A Taxa Metabólica de Repouso (TMR) é a energia gasta em atividades necessárias para manter a homeostase normal e as funções corporais. No século XX, Harris e Benedict conduziram um estudo utilizando calorimetria para a medição da taxa metabólica basal. Esse estudo analisou variáveis físicas (idade, peso, altura) e dados fisiológicos, expressando os resultados em duas fórmulas, uma para homens e outra para mulheres. Estudos indicam que os dados obtidos nas equações são os mesmos obtidos por calorimetria indireta, no entanto, outros estudos questionam esses resultados. Objetivo: Estudar a correlação entre a TMR usando calorimetria indireta e a fórmula de Harris-Benedict em um grupo de trabalhadores da indústria do granito.
Métodos
Foi desenvolvido um estudo transversal quantitativo. A coleta de dados foi realizada com uma amostra de 30 homens de duas empresas da indústria do granito. A coleta de dados foi feita por meio de medidas antropométricas e da TMR avaliada usando o Fitmate, Cosmed®. A análise estatística dos dados foi realizada utilizando o software estatístico Statistical Package for Social Sciences versão 22.
Resultados
A amostra foi composta por 30 homens, com idade média de 39,8 (DP = 13,9) anos. A TMR medida foi em média de 1.741,0 (DP = 281,7) Kcal, e a fórmula de Harris e Benedict resultou em uma média de 1.785,0 (DP = 229,2) Kcal. As TMRs medidas objetivamente e calculadas variaram em média 4,1 (DP = 14,6) % e foram significativamente correlacionadas (=0,539; valor-p = 0,01).
Conclusões
A fórmula de Harris-Benedict superestima o valor da TMR em cerca de 4,1%, conforme mencionado anteriormente.
Palavras-chave
Taxa metabólica de repouso, Fitmate, fórmula de Harris e Benedict
Cuidado integrado e sustentável centrado no usuário
O182 Características de pacientes não urgentes: Estudo transversal de um serviço de emergência
Mª Anjos Dixe1, Pedro Sousa1, Rui Passadouro2, Teresa Peralta2, Carlos Ferreira2, Georgina Lourenço2
1School of Health Sciences, Polytechnic institute of Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Hospital de Santo André, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
Correspondência: Pedro Sousa (pedro.sousa@ipleiria.pt) – School of Health Sciences, Polytechnic institute of Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
O uso dos Serviços de Emergência (SE) por pacientes não urgentes tem apresentado um aumento significativo, criando grandes desafios para o sistema de saúde, bem como restrições políticas e financeiras. Objetivos: a) caracterizar o perfil dos usuários não urgentes do SE; b) identificar os determinantes do uso não urgente do SE.
Métodos
Este estudo transversal incluiu 357 usuários não urgentes de um Serviço de Urgência (SU) português. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário e prontuários eletrônicos. Os resultados foram analisados utilizando estatística descritiva e testes paramétricos. Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética do hospital.
Resultados
A análise dos dados mostrou que os usuários não urgentes são majoritariamente do sexo feminino, aposentados, com baixos níveis de escolaridade e com idade média de 54,51 anos. A maioria dos usuários visitou o SU por iniciativa própria, e apenas 18,3% procuraram previamente a atenção primária à saúde. A maioria deles tinha acesso a um médico de família e as motivações clínicas para a visita ao SU duraram 18,8 dias. Os pacientes que consideraram o SU como o serviço mais adequado para tratar sua situação tiveram um número maior de admissões anteriores no SU (p < 0,05). O uso abusivo do SU parece estar associado a um alto padrão de consumo global de cuidados de saúde. Várias razões para o uso não urgente do SU foram identificadas.
Conclusões
Uma discussão pública envolvendo partes interessadas clínicas, políticas e comunitárias é imperativa. As características dos usuários não urgentes devem ser levadas em consideração ao projetar um programa contra o uso inadequado do SU, nomeadamente em relação à identificação oportuna de hiperutilizadores e à adequação da acessibilidade aos cuidados de saúde.
Palavras-chave
Pacientes não urgentes, Serviço de Urgência, Saúde
O183 Aptidão física e saúde em crianças do 1º Ciclo de Ensino
João Serrano, João Petrica, Rui Paulo, Samuel Honório, Pedro Mendes
Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Correspondência: João Serrano (j.serrano@ipcb.pt) – Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Contexto
O interesse dos pesquisadores na avaliação da aptidão física de crianças é crucial em uma sociedade onde as restrições de atividade/movimento são maiores e podem afetar sua saúde. Objetivos: I) estudar o impacto de um programa orientado de atividade física por meio de “Atividades de Enriquecimento Curricular” na aptidão física de crianças e II) observar se os resultados estão dentro de parâmetros saudáveis regulares.
Métodos
Utilizamos como instrumento de medição a bateria de testes do Fitnessgram©, com procedimentos metodológicos de acordo com o Manual de Aplicação do The Cooper Institute for Aerobics Research [1]. A amostra foi composta por setenta crianças frequentando o 1º Ciclo de Ensino, com idades entre 6 e 9 anos, com dados coletados em 2 momentos distintos com intervalo de três meses. Os procedimentos estatísticos utilizados na comparação das variáveis foram realizados por meio dos testes qui-quadrado e McNemar.
Resultados
Em ambos os momentos de avaliação, a maioria das crianças obteve resultados de testes que podem ser considerados adequados, em termos de funções orgânicas saudáveis e boas. Os resultados dos testes evidenciaram uma melhora estatisticamente significativa entre os dois momentos de avaliação.
Conclusões
As crianças melhoraram os seus níveis de aptidão física do 1.º para o 2.º momento de avaliação. Assim, isto leva-nos a concluir que a intervenção desenvolvida durante o programa de "Atividades de Enriquecimento Curricular" trouxe benefícios e um impacto positivo nos seus níveis de saúde.

Referências

  1. The Cooper Institute for Aerobics Research. Fitnessgram. Manual de aplicação de testes. Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana Ed. 2002.

Palavras-chave
Aptidão Física, motricidade infantil, atividade física e saúde, estudos da criança

O184 O impacto da atividade física na qualidade do sono, em crianças
Alexandra Simões, Lucinda Carvalho, Alexandre Pereira
Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Correspondência: Alexandra Simões (alexandraalsimoes@hotmail.com) – Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal

Introdução
Vários fatores contribuem, positiva ou negativamente, para a qualidade do sono. Um dos fatores positivos é a atividade física regular. A atividade física deve ser percecionada como tendo múltiplos benefícios e não ser reduzida aos resultados evidentes e comprovados para o corpo e para o coração. Objetivo: Estimar o impacto da atividade física na qualidade do sono em crianças em idade escolar dos 7 aos 9 anos.

Métodos
A amostra foi recolhida nos vários centros de aprendizagem existentes na cidade de Almeirim, constituída por 128 indivíduos (55,5% do sexo feminino e 44,5% do sexo masculino) em 2014. A recolha de dados para o estudo consistiu na utilização de dois questionários: Children Sleep Habits Questionnaire e Sleep Self Report.

Resultados
90,6% da amostra pratica atividade física semanalmente e 60,9% apresenta uma perturbação do sono, sendo mais prevalente no género feminino. Foi possível inferir que quanto mais velhas eram as crianças, menor a probabilidade de terem uma perturbação do sono.

Conclusões
Não existe qualquer relação positiva entre a prática semanal de atividade física e uma perturbação do sono. As crianças que praticam atividade física ligeira, moderada ou vigorosa podem apresentar uma redução na qualidade dos seus padrões de sono. No entanto, os resultados destacam uma percentagem considerável de crianças com algum tipo de perturbação, o que pode sinalizar uma possível subnotificação da falta de qualidade do sono desta população.

Palavras-chave
Qualidade do sono, atividade física, crianças em idade escolar, centros de aprendizagem, questionário

O185 Qual o potencial de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação na autogestão da Hipertensão Arterial?
Sara Silva1, Paulino Sousa2,3, José M. Padilha2
1Centro Hospitalar do Porto, Porto, 4099-001, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072, Portugal; 3Center for Health Technology and Services Research, Faculty of Medicine, University of Porto, Porto, 4099-002, Portugal
Correspondência: Sara Silva (sara_pereira_s@hotmail.com) – Centro Hospitalar do Porto, Porto, 4099-001, Portugal

Introdução
A Hipertensão Arterial (HAS) é uma doença crónica com elevada morbilidade, mortalidade e impacto socioeconómico. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) facilitam o acesso à informação necessária para a autogestão da HAS. Atualmente, há falta de conhecimento sobre a utilidade, facilidade e interesse manifestado por pessoas com HAS na utilização das TIC no acesso à informação para a autogestão da doença. Objetivo: Caracterizar o potencial das TIC e as necessidades globais de informação dos doentes com HAS.

Métodos
Estudo quantitativo, exploratório, descritivo e transversal, com recurso a entrevistas telefónicas e uma amostra probabilística aleatória estratificada de 391 doentes da lista do Programa Nacional de Prevenção de Doenças Cardiovasculares de uma Unidade Local de Saúde Portuguesa.

Resultados
As pessoas com HAS manifestam uma maior necessidade de informação não só para integrar a autogestão no seu quotidiano, mas também para motivar as pessoas significativas a ajudá-las na sua vida diária e para aumentar o seu conhecimento sobre os recursos disponíveis na comunidade. Pessoas com menor nível de escolaridade apresentam, em última análise, menor literacia tecnológica, menor acesso, menor utilização e maior dificuldade na utilização de recursos de informação, preferindo o uso de dispositivos de voz e imagem. Pessoas com maior nível de escolaridade e literacia tecnológica são mais jovens e admitem utilizar e valorizar mais as tecnologias baseadas na Web.

Conclusões
Pessoas mais jovens e com maior escolaridade apresentam um maior potencial de utilização das TIC. Embora demonstrem uma maior intenção no uso de dispositivos de voz, pessoas mais velhas e com menor escolaridade mencionam ter pessoas significativas que podem ajudá-las no acesso à informação de saúde através das TIC.

Palavras-chave
Hipertensão Arterial, eSaúde, literacia tecnológica, literacia em saúde, Tecnologias de Informação e Comunicação, Autogestão

O186 Explorando fatores psicossociais associados ao risco de queda em pacientes idosos submetidos à hemodiálise
Daniela Figueiredo, Carolina Valente, Alda Marques
Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Daniela Figueiredo (daniela.figueiredo@ua.pt) – Escola Superior de Saúde, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal

Introdução
As taxas de queda são mais elevadas em pacientes em hemodiálise (HD) do que na população idosa em geral. Fadiga pós-diálise, polifarmácia, hipotensão relacionada à diálise, distúrbio mineral e ósseo da doença renal crónica, foram reconhecidos como fatores de risco para quedas peculiares à HD. No entanto, pouca atenção tem sido dada aos fatores psicossociais relacionados ao risco de queda nessa população. Objetivos: Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre risco de queda e variáveis psicossociais (ansiedade, depressão e isolamento social) entre idosos submetidos à HD.
Um estudo transversal foi conduzido. Dados sociodemográficos e relacionados à saúde foram coletados por meio de um questionário estruturado. O risco de queda foi avaliado com o teste Five Times Sit to Stand (FTSS) e a força muscular isométrica (FMI). A ansiedade e a depressão foram avaliadas com a Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar. O isolamento social foi medido com a Escala de Redes Sociais de Lubben-6 (LSNS-6). Análises descritivas e inferenciais foram realizadas.

Resultados
Setenta e dois pacientes em HD (idade média: 62,29 ± 14,5; 69,4% do sexo masculino) participaram. O risco de queda variou de acordo com idade, escolaridade, saúde física e mental autorreferida, deficiência visual e auditiva e histórico de quedas. Diferenças estatísticas significativas foram encontradas entre ansiedade e FMI (p = 0,011) e entre depressão e FTSS (p < 0,01) e escores de FMI (p = 0,033) (ou seja, o risco de queda aumenta com sintomas de ansiedade e depressão). Uma correlação significativa foi observada entre FMI e LSNS-6 (rs = 0,368; p < 0,01).

Conclusões
Os achados sugeriram que fatores psicossociais estão relacionados ao aumento do risco de queda entre pacientes idosos em HD. Estratégias preventivas de quedas também devem incluir apoio psicológico e social aos pacientes em hemodiálise.

Palavras-chave
Risco de queda, hemodiálise, idosos, ansiedade, depressão, isolamento social

O187 Desenvolvimento de úlceras por pressão na face em pacientes submetidos à ventilação não invasiva
Patrícia Ribas1, Joana Sousa1, Frederico Brandão2, Cesar Sousa2, Matilde Martins1,3
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal; 2Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, Penafiel, 4564-007 Penafiel, Portugal; 3Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal
Correspondência: Patrícia Ribas (patriciasofiaribas@gmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal

Introdução
O uso da Ventilação Não Invasiva (VNI) tem aumentado na prática clínica, no entanto, as evidências têm mostrado que sua implementação pode levar ao desenvolvimento de úlceras na face. Objetivo: determinar a prevalência de úlceras na face de pacientes internados em uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) submetidos à VNI e identificar os fatores associados ao seu desenvolvimento.

Métodos
Um estudo prospectivo conduzido em uma UCI entre setembro e dezembro de 2015. Os critérios de inclusão: idade ≥ 18 anos, pacientes internados na UCI, submetidos à VNI e sem úlceras na face no momento da admissão, nos levaram a uma amostra de 30 participantes. Os dados foram coletados por meio de um questionário, as escalas de Braden e Glasgow.

Resultados
A prevalência de úlceras na face foi de 26,7% com um tempo médio de início de 3,3 ± 1,1 dias. Os participantes eram maioritariamente do sexo masculino (70%), com idade média de 74,2 ± 10,3 anos. Aqueles que desenvolveram úlcera apresentaram idade média mais avançada de 76,5 anos, 16,7% estavam com alteração de sensibilidade, 16,7% tinham a pele facial intacta e seca, 26,7% usavam máscaras reutilizadas e 16,7% apresentavam úlcera Grau II. Houve uma correlação positiva estatisticamente significativa entre o desenvolvimento de úlcera com o número de horas diárias de VNI, o número de dias de VNI, dias de hospitalização, e uma correlação negativa com o nível de consciência.
Conclusões
Observamos uma alta prevalência de úlceras. Assim, isso enfatiza a necessidade de mais pesquisas para aumentar o conhecimento para subsidiar intervenções de prevenção de úlceras em pacientes com VNI.
Palavras-chave
Ventilação não invasiva, úlceras nasais, úlceras faciais, úlceras por pressão
O188 O idoso hospitalizado: Fatores limitantes do conforto
Patrícia Sousa1, Rita Marques2
1Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal; 2Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal
Correspondência: Patrícia Sousa (patriciapontificesousa@gmail.com) – Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal
Introdução
A hospitalização causa mudanças significativas na vida dos idosos, devido a fatores como o ambiente, mudanças nas rotinas, perda da capacidade funcional, entre outros. Portanto, é crucial identificar os fatores contextuais que emergem como desconfortáveis. Objetivos: Identificar os fatores limitantes para o conforto em idosos hospitalizados.
Métodos
Trata-se de um estudo descritivo utilizando métodos qualitativos de coleta de dados, guiado pelo método etnográfico. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 20 pacientes idosos, gravadas em áudio e submetidas à análise de conteúdo [1]. Os pacientes foram selecionados a partir de admissões nos serviços médicos de um Hospital Central, em Lisboa. Houve observação participante para compreender as experiências situacionais, com base em roteiros previamente estruturados [2].
Resultados
Em relação ao contexto de ação, os fatores que emergiram, que causam desconforto, incluíram condições ambientais (luz, ruído, equipamentos, cor, temperatura, elementos naturais ou artificiais do ambiente); qualidade da alimentação; a ausência de atividades, bem como a falta de recursos humanos e tempo para cuidar.
Conclusões
O cuidado de enfermagem voltado ao conforto é desafiado pela imprevisibilidade das circunstâncias que envolvem a satisfação de múltiplas necessidades de saúde e recursos para o cuidado. O contexto de ação, relacionado a todos os seus elementos, pode ser limitante da humanização e integralidade no cuidado de conforto geriátrico, o que impacta negativamente a experiência de conforto do idoso hospitalizado.
Referências

  1. Huberman M, Miles, M. Analyse des donnés qualitative. Recueil de nouvelles méthodes. Bruxeles: De Beock; 1991.
  2. Spradley JP. A observação participante. Nova York: Holt Rinehart and Winston; 1980.
    Palavras-chave
    Idosos, hospitalização, fatores limitantes, conforto
    O189 Atividade física e autopercepção do estado de saúde por adultos portugueses
    Francisco Mendes1, Rosina Fernandes1, Emília Martins1, Cátia Magalhães1, Patrícia Araújo2
    1Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Educação de Viseu, 3504-501 Viseu, Portugal; 2Universidade Católica Portuguesa – Porto, 4202-401 Porto, Portugal
    Correspondência: Rosina Fernandes (rosina@esev.ipv.pt) – Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Educação de Viseu, 3504-501 Viseu, Portugal
    Introdução
    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2015) [1], a atividade física se traduz em benefícios significativos para a saúde e a falta de sua prática constitui um fator de risco fundamental em doenças não transmissíveis. Objetivos: determinar os níveis de atividade física em adultos que frequentam (N = 150) ou não frequentam (N = 206) uma academia e relacioná-los com a autopercepção de saúde (de medíocre a muito boa).
    Métodos
    Os dados foram coletados por meio do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e analisados usando o SPSS 23 para Windows.
    Resultados
    De acordo com o referencial mínimo semanal de prática vigorosa (75´) e moderada (150´) recomendado pela OMS, constatamos que 98,6 % dos praticantes atingiram as recomendações, contra 54,8 % dos não praticantes. Apenas 27,6 % dos não praticantes contra 63,3 % dos praticantes atingem ou superam o referencial semanal de atividade moderada recomendado pela OMS para benefícios adicionais à saúde (300´).
    Em contraste com diferentes estados de saúde dos participantes, algumas diferenças significativas se manifestam (p < 0,05) na frequência e duração de diversos tipos de atividade física, mas não no tempo sentado. Além disso, na mesma análise, dividida em subgrupos de praticantes e não praticantes, não foram observadas diferenças significativas (p < 0,05).
    Os estados de saúde Bom e Muito Bom revelaram-se estatisticamente em contraste (p > 0,05) de frequência e duração das atividades moderadas e vigorosas, entre praticantes e não praticantes, com os primeiros tendo vantagem, o mesmo não ocorrendo em atividades leves e no tempo sentado.
    Conclusões
    Os resultados confirmam estudos recentes [2, 3] e destacam a necessidade urgente de promover a atividade física como fator de promoção da saúde e do bem-estar nas populações.
    Referências
  3. World Health Organization. Health topics physical activity. WHO: 2015.
  4. Carvalho ED, Valadares AL, da Costa-Paiva LH, Pedro AO, Morais SS, Pinto-Neto AM. Physical activity and quality of life in women aged 60 or older: associated factors. Rev Bras Ginecol Obstet. 2010; 32(9): 433-440.
  5. Ogwumike OO, Kaka B, Adegbemigun O, Abiona T. Health-related and socio-demographic correlates of physical activity level amongst urban menopausal women in Nigeria. Maturitas. 2012; 73(4): 349-353.
    Palavras-chave
    Estado de saúde, atividade física, IPAQ
    O190 Satisfação com o suporte social em idosos do distrito de Bragança
    Carla Grande1, Mª Augusta Mata2, Juan G. Vieitez3
    1Unidade Local de Saúde do Nordeste, Bragança, 5301-852 Bragança, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal; 3Universidad de León, 24004 León, Espanha
    Correspondência: Carla Grande (carlagrande1@sapo.pt) – Unidade Local de Saúde do Nordeste, Bragança, 5301-852 Bragança, Portugal
    Introdução
    Trata-se de um cenário de transição demográfica com implicações em todas as áreas da vida social: é inaceitável enfrentar o envelhecimento sem refletir sobre os problemas relacionados às oportunidades para os idosos, incluindo a satisfação com o suporte social. O suporte social é particularmente importante para facilitar uma vida independente e satisfatória na comunidade para os idosos. Objetivos: Avaliar a satisfação dos idosos com o suporte social (indivíduos com mais de 65 anos) residentes no distrito de Bragança, através da aplicação de um questionário sociodemográfico e da Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) de Ribeiro (2011) [1].
    Métodos
    Partindo da população idosa residente no distrito de Bragança, desenvolvemos um estudo observacional, analítico e transversal com abordagem quantitativa, com uma amostra de 517 sujeitos, maioritariamente do sexo feminino (54,9 %; n = 284); com idades entre 65 e 74 anos (45,3 %; n = 234); casados ou em união de facto (61,9 %; n = 320); residentes em zonas rurais (69,8 %; n = 361); com filhos e filhas (89,0 %; n = 460); e analfabetos (50,7 %; n = 262).
    Resultados e conclusões
    A amostra em estudo apresenta suporte social médio, o que nos permite inferir que o idoso está, em geral, satisfeito com o suporte social que possui, sendo o apoio recebido dos amigos aquele que lhe proporciona maior satisfação, expressando menor satisfação com o apoio familiar. Observa-se que a maioria das variáveis é, no caso dos idosos, determinante para a sua satisfação com o suporte social.
    Palavras-chave
    Idosos, Suporte Social, Satisfação
    Referências
  6. Ribeiro JLP. Escala de Satisfação com o Suporte Social. 2011; Lisboa: Placebo Editora.
    O191 Prevalência de óbito por traumatismo cranioencefálico e fatores associados em unidade de terapia intensiva de um hospital geral, Brasil
    Bruna Bianchini, Nazare Nazario, João G. Filho, Marcia Kretzer
    Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
    Correspondência: Nazare Nazario (nazare.nazario@unisul.br) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
    Introdução
    O traumatismo cranioencefálico é uma das principais causas de lesão cerebral aguda e a principal causa de morte entre pessoas com menos de 50 anos. A lesão cerebral é um problema de saúde pública que exige estudo epidemiológico contínuo, maiores esforços para prevenir a ocorrência de lesões e pesquisas para avançar nas opções médicas e intervenções terapêuticas. Objetivo: Avaliar os fatores associados ao óbito por Traumatismo Cranioencefálico em um Hospital Geral.
    Métodos
    Estudo transversal, realizado no Hospital Regional de São José, Brasil, com 75 pacientes diagnosticados com traumatismo cranioencefálico internados na Unidade de Terapia Intensiva de janeiro/2010 a dezembro/2011. Análise pelo SPSS 20.0, teste Qui-quadrado com p ≤ 0,05 e intervalo de confiança de 95%. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Sul de Santa Catarina, nº 855.750.
    Resultados
    Prevalência em homens (81,3%), idade média de 36,09 anos (DP 15,35). A principal causa dos acidentes foram os acidentes de trânsito (54,1%). O tempo de permanência na unidade de terapia intensiva foi de 6 a 15 dias (35,8%), com classificação grave na Escala de Coma de Glasgow (77,1%), complicações de pneumonia (16,0%) e óbito em 37,1%. Associações significativas foram encontradas entre óbito e classificação grave (p = 0,022), período de tempo na unidade de terapia intensiva de 1 a 15 dias (p = 0,051), uso de cateter para avaliação da pressão intracraniana (p = 0,002) e traqueostomia (p = 0,044).
    Conclusões
    O óbito por traumatismo cranioencefálico está associado a aspectos relacionados à gravidade da condição, uso de cateter para avaliação da pressão intracraniana e traqueostomia.
    Palavras-chave
    Traumatismo cranioencefálico, óbito, traumatismo craniocerebral
    O192 Relação entre a sobrecarga dos cuidadores familiares e o estado de saúde de idosos dependentes
    Tânia Costa1,2, Armando Almeida1,2, Gabriel Baffour1,2
    1Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Porto, 4202-401 Porto, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
    Correspondência: Tânia Costa (tcosta@porto.ucp.pt) – Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Porto, 4202-401 Porto, Portugal
    Introdução
    A incapacidade do Serviço Nacional de Saúde e as mudanças sociodemográficas contribuíram para aumentar o número de idosos que são beneficiários de cuidados informais no domicílio. No entanto, a literatura revela associação entre o exercício do papel de cuidador e a sobrecarga, que por sua vez é influenciada pelo estado de saúde do receptor. Objetivo: Avaliar a sobrecarga dos cuidadores familiares de idosos dependentes no autocuidado e correlacionar a sobrecarga dos cuidadores familiares com o estado de saúde do receptor.
    Métodos
    Estudo transversal analítico. Foram elegíveis 30 díades de cuidado compostas por cuidadores familiares e idosos dependentes no autocuidado. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas estruturadas e análise pelo SPSS.
    Resultados
    A maioria dos cuidadores é do sexo feminino (77%), com média de 74 anos, casados (73%), com escolaridade inferior ao 4º ano (76%). Predominou a classe média baixa (73%). Em relação à sobrecarga, 63% apresentavam moderada, 30% grave e 7% extremamente alta. O coeficiente de Pearson revelou uma correlação estatisticamente significativa entre a sobrecarga dos cuidadores e diversas variáveis dos receptores, como número de feridas (r = -0,499; p = 0,009); número de complicações de saúde (r = -0,645; p = 0,003); complexidade medicamentosa (r = 0,326; p = 0,035); dependência nas AVDs (r = 0,355; p = 0,021); AIVDs (r = -0,349; p = 0,025); risco de úlcera por pressão (r = 0,292; p = 0,041) e comprometimento cognitivo (r = 0,578; p = 0,011).

Conclusões
Cuidadores familiares com níveis mais elevados de sobrecarga cuidam de receptores com menor número de feridas, menor número de complicações de saúde, menor risco de úlceras por pressão, menor dependência nas Atividades de Vida Diária/Atividades Instrumentais de Vida Diária (AVDs/AIVDs), regimes medicamentosos mais complexos e comprometimento cognitivo. Estes dados revelaram a necessidade de elaborar instrumentos de avaliação e programas de intervenção personalizados/eficientes.

Palavras-chave
Cuidador Familiar, Sobrecarga, Idoso, Estado de Saúde

O193 Fenómenos sensíveis aos cuidados de enfermagem em centro de dia
Armando Almeida1,2, Tânia Costa1,2, Gabriel Baffour1,2
1Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Porto, 4202-401 Porto, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
Correspondência: Armando Almeida (enfarmandoalmeida@gmail.com) – Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Porto, 4202-401 Porto, Portugal

Introdução
Os centros de dia acolhem idosos com problemas de autocuidado, mas geralmente não dispõem de cuidados de enfermagem. Por este motivo, desconhecem-se quais as necessidades/problemas potencialmente sensíveis aos cuidados de enfermagem. Objetivo: Realizar um diagnóstico multidimensional de saúde, centrado nos idosos que frequentam centros de dia.

Métodos
Estudo quantitativo, observacional, transversal, que incidiu sobre 68 utentes, com mais de 65 anos, de três centros de dia do Porto.

Resultados
Trata-se de uma população muito idosa (média de 80 anos), predominantemente do sexo feminino (86,8%), com baixa escolaridade e socialmente isolada. Dominada por situações de suspeita de comprometimento cognitivo (51,5%), dependência nas atividades instrumentais de vida diária (91,2%), atividades básicas (41,2%) e mobilidade (17,6%). No entanto, os fenómenos considerados mais relevantes para a prática de enfermagem foram: a presença de dor (66,9%); o risco de queda associado à perda de equilíbrio (64,7%), com relação direta com o número de quedas em seis meses (n = 59); o medo de cair associado à inatividade física (70,6%); a polifarmácia (75,0%) e a incapacidade de gerir o regime medicamentoso associada à perda de capacidade cognitiva e mobilidade, bem como à vulnerabilidade de caráter social e financeiro.

Conclusões
Observamos um conjunto de fenômenos sensíveis aos cuidados de enfermagem que devem ser vistos como oportunidades para desenvolver projetos de intervenção e, contratualmente, novos indicadores de saúde direcionados a essas instalações sociais.

Palavras-chave
Idosos, centro de dia, indicadores de enfermagem

O194 Fragilidade: o que pensam os idosos?
Zaida Azeredo, Carlos Laranjeira, Magda Guerra, Ana P. Barbeiro
Investigação em Educação e Intervenção Comunitária, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, 4405-678 Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, Portugal
Correspondência: Zaida Azeredo (zaida.azeredo@gmail.com) – Investigação em Educação e Intervenção Comunitária, Escola Superior de Saúde Jean Piaget, 4405-678 Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, Portugal

Introdução
Com o envelhecimento demográfico e o aumento de pessoas muito idosas, surge um novo conceito com maior importância na saúde dos idosos e nos cuidados familiares: a fragilidade. Entre os idosos (com ou sem patologia), o envelhecimento pode diminuir as suas reservas biológicas e psicológicas para lidar com o stress ou com alguns eventos. Os idosos frágeis necessitam de mais apoio social e de saúde, pois o perigo de institucionalização ou morte é elevado. Objetivo: Estudar como os idosos compreendem a fragilidade.

Métodos
Trata-se de um estudo exploratório numa amostra de 113 pessoas com 65 anos ou mais, de ambos os sexos, que quiseram e puderam participar. Realizámos entrevistas até à saturação dos dados.

Resultados
A maioria (93,8%) tem 80 anos ou mais. 65,5% eram do sexo feminino, 54,0% consideravam-se uma pessoa frágil. Idade, limitações de mobilidade, problemas de saúde, perda de capacidades, solidão, fraqueza, menor capacidade para lidar com o stress, luto e perdas são mencionados como situações envolvidas na definição de fragilidade.

Conclusões
Cinquenta e quatro (54%) dos idosos sentiam-se frágeis. As razões pelas quais pensam que uma pessoa é frágil estão de acordo com o conceito de fragilidade na literatura e expressas em algumas escalas para medir a fragilidade. Será interessante continuar este estudo e inquirir os idosos que vivem noutras situações (por exemplo, em casa).

Palavras-chave
Idosos, fragilidade, prevenção

O195 O autocuidado terapêutico como resultado sensível aos cuidados de enfermagem: Um estudo correlacional
Regina Ferreira
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Santarém, Santarém, 2005-075 Santarém, Portugal

Introdução
A teoria do autocuidado é uma referência para a prática dos cuidados de enfermagem. Uma alteração no estado de saúde da pessoa compromete a sua capacidade de cuidar de si mesma. O autocuidado é um resultado sensível aos cuidados de enfermagem. Objetivo: Avaliar o autocuidado terapêutico como resultado sensível aos cuidados de enfermagem.

Métodos
Estudo correlacional; amostra aleatória simples com aplicação de uma escala de autocuidado terapêutico.

Resultados
Duzentos e oitenta e oito (288) clientes participaram do estudo, sendo 53,8% do sexo feminino, com idades entre 19 e 95 anos e apenas 18,4% com ensino superior. Por meio da análise fatorial, obtivemos dois fatores (gerenciamento de medicamentos e sintomas e realização de atividades da vida diária) com 52,8% da variância total explicada e com boa consistência interna (α = 0,87). Os mais jovens (F = 5,27; sp ≤ 0,006) e com maior nível de escolaridade (F = 4,91; p ≤ 0,000) avaliam mais positivamente o "gerenciamento de medicamentos e sintomas". Aqueles que possuem o 2º ciclo ou ensino superior apresentam valores médios mais elevados (F = 3,88; p ≤ 0,002) para "atividades da vida diária". O menor número de horas necessárias para o cuidado ao cliente corresponde ao maior valor médio em ambas as dimensões obtidas (F = 2,41; p ≤ 0,02 e F = 3,32; p ≤ 0,001). Usando regressão linear múltipla, verificou-se que a centralidade do cuidado explica 19,0% da variância do autocuidado terapêutico (R² = 0,19; F = 58,20; gl = 248; p = 0,000).
Conclusões
O autocuidado terapêutico é um resultado sensível aos cuidados de enfermagem. Os resultados das variáveis sociodemográficas parecem estar relacionados com a qualidade do cuidado, a partir da qual emerge o foco do cliente e que, acreditamos, não depende apenas das horas de cuidado de enfermagem. O cuidado centrado prediz o autocuidado terapêutico.
Palavras-chave
Autocuidado terapêutico, resultados sensíveis aos cuidados de enfermagem, cuidado centrado
O196 Aquisição fonético-fonológica para o Português Europeu dos 18 meses aos 6 anos e 12 meses
Sara Lopes, Liliana Nunes, Ana Mendes
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal
Correspondência: Sara Lopes (sara.rf.lopes@gmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal
Introdução
A aquisição fonético-fonológica varia de acordo com a língua falada. Para o Português Europeu (PE), a maioria dos fonemas é adquirida antes dos 3 anos (A) e os processos fonológicos diminuem progressivamente ao longo do desenvolvimento até os 5-6 anos. Objetivos: O presente estudo definiu a aquisição de fonemas, os processos fonológicos utilizados e determinou se existiam diferenças entre sexos e entre idades, dos 18 meses (M) aos 6A 12M, divididos em 11 grupos etários, de 6M cada.
Métodos
Novecentas e três (963) crianças participaram, 469 do sexo masculino e 494 do sexo feminino, falantes de PE, com idades entre 18M e 6A 12M, frequentando o jardim de infância e residindo em Portugal continental ou ilhas. Elas nomearam 67 imagens do Teste Fonético-Fonológico (TFF-ALPE). As produções foram transcritas usando o Alfabeto Fonético Internacional. A frequência de ocorrência de fonemas e processos fonológicos foi calculada com o Microsoft Office Excel 2013.
Resultados e conclusões
Ordem de aquisição dos fonemas foi: vogais orais < vogais nasais < oclusivas orais < oclusivas nasais < fricativas < líquidas e a frequência de ocorrência dos fonemas aumentou com o crescimento da idade. A frequência dos processos fonológicos diminuiu com o crescimento da idade. Processos de estrutura silábica foram mais frequentes do que processos de substituição. Resultados estatísticos inferenciais serão apresentados na Convenção de Saúde.
Palavras-chave
Aquisição fonético-fonológica, Português Europeu, 18 meses a 6 anos e 12 meses
O197 Qualidade de vida de pacientes submetidos a cirurgia de transplante hepático
Julian Martins1, Dulcineia Schneider2, Marcia Kretzer1, Flávio Magajewski1
1Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil; 2Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis – Santa Catarina, 88040-900 Brasil
Correspondência: Julian Martins (julianrodrigues1@hotmail.com) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
Contexto
O transplante hepático é indicado mundialmente para o tratamento de doenças hepáticas em estágios avançados e é o transplante de órgão sólido de maior sucesso, com sobrevida de um ano de 83-91%. Após o transplante, ocorre uma melhora na percepção do paciente em relação à sua saúde e qualidade de vida (QV). Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de pacientes submetidos a cirurgia de transplante hepático em um hospital especializado em Santa Catarina em 2009, em comparação com pacientes que estão na lista de espera para o mesmo tipo de transplante.
Métodos
Estudo caso-controle com 38 casos e 54 controles. Dados coletados nos transplantes de Santa Catarina, Brasil, em dezembro de 2013. Excluídos pacientes submetidos a transplante hepático intervivos; transplante duplo fígado-rim; transplantados ou em fila com teste HIV positivo. Instrumento específico Liver Disease Quality of Life (LDQOL). Análises no SPSS 20.0, teste Qui-quadrado e teste t de Student com p ≤ 0,05, Odds ratio e Intervalo de Confiança de 95%. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Sul de Santa Catarina nº 384.389.
Resultados
Frequência em casos do sexo masculino (89,5%), idade acima de 50 anos (65,8%) e aposentados (72,4%). Significância estatística (p ≤ 0,05) em quase todos os domínios de qualidade de vida no transplante: sintomas hepáticos, sono, memória, função sexual, esperança, interação social, concentração, preocupação com a doença, efeitos da doença e estigmas hepáticos.
Conclusões
A qualidade de vida em pacientes submetidos a transplante hepático foi alta em todos os aspectos em comparação com pacientes na lista de espera para transplante.
Palavras-chave
Transplante de Fígado, Qualidade de Vida, Transplante
O198 Competências profissionais em saúde: visões de idosos de diferentes países europeus
Célia Soares, António Marques
Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal
Correspondência: Célia Soares (celia.soares@ess.ips.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal
Contexto
A experiência inovadora relacionada com a promoção do envelhecimento positivo é crucial para lidar com o rápido crescimento da população idosa nas sociedades modernas. O ensino superior desempenha um papel essencial no desenvolvimento de novos modelos de formação nas profissões de saúde. No entanto, as perspetivas e a diversidade de necessidades dos destinatários dos cuidados podem enriquecer a (re)conceptualização da educação sobre envelhecimento e saúde. Objetivos: O principal objetivo deste estudo foi explorar as opiniões das pessoas idosas sobre as competências dos profissionais de saúde que trabalham com populações idosas em diferentes países europeus.
Métodos
Foi realizado um estudo qualitativo na Áustria, Finlândia, Lituânia, Portugal, Turquia e Reino Unido. Uma amostra de conveniência de 16 participantes foi selecionada em cada país (N = 96). Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas para recolha de dados, de acordo com um guião de entrevista comum. Foi realizada uma análise temática ao longo das 96 entrevistas.
Resultados
As opiniões das pessoas idosas estruturam-se em torno de quatro grandes temas. Estes enfatizam a individualidade e a dignidade dos utilizadores dos serviços, bem como o seu contexto pessoal e social; a comunicação eficaz e a orientação relacional dos profissionais também são destacadas. A experiência técnica, a formação em gerontologia e envelhecimento, a vocação, o compromisso e as recomendações éticas também fazem parte dos discursos dos participantes.
Conclusões
Apesar das diferenças culturais que podem ser encontradas nos países europeus, a sensibilidade interpessoal e o cuidado centrado na pessoa representam um aspeto relevante para as pessoas idosas quando se concentram nas competências dos profissionais de saúde. Assim, algumas mudanças podem de facto ser necessárias para melhorar a educação e formação em saúde na Europa num futuro próximo.
Palavras-chave
Envelhecimento, Competências Profissionais, Europa
O199 Satisfação com a vida de adultos trabalhadores devido ao número de horas de exercício semanal
Marco Batista1,2, Ruth J. Castuera3, Helena Mesquita1, António Faustino1, Jorge Santos1, Samuel Honório1,2
1Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal; 2Research in Education and Community Intervention, Instituto Piaget, 3515-776 Galifonge, Viseu, Portugal; 3Universidad de Extremadura, 10003 Cáceres, España
Correspondência: Marco Batista (marco.batista@ipcb.pt) – Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
Contexto
O construto de bem-estar, medido pela satisfação com a vida, é entendido como um processo de avaliação no qual os indivíduos geralmente estimam a qualidade de suas respectivas vidas com base em seus próprios critérios. Para a avaliação da satisfação com a vida, esta é inseparável da avaliação dos sentimentos positivos e negativos de cada indivíduo.
Objetivo: O objetivo foi analisar as diferenças e correlações dependendo do número de horas de exercício e contexto de prática, satisfação com a vida e sentimentos de adultos portugueses ativos.
Métodos
A amostra do estudo foi composta por 560 adultos portugueses de ambos os sexos, com idades entre 30 e 64 anos. Foram utilizadas a Escala de Satisfação com a Vida (ESV) e a Escala de Afeto Positivo e Negativo. Foram utilizados os testes paramétricos ANOVA de uma via e o coeficiente de correlação linear de Pearson.
Resultados
Os resultados revelaram uma tendência crescente nos níveis de satisfação com a vida e sentimentos positivos com o aumento do volume de horas de exercício semanal, apresentando uma relação inversa em relação aos sentimentos negativos. Também foram observadas diferenças significativas quando comparados entre grupos nos níveis de satisfação com a vida e sentimentos positivos e negativos.
Conclusões
Aparentemente, o aumento do volume de horas de exercício semanal promove um aumento na satisfação com a vida e nos sentimentos positivos, com benefícios para os indivíduos que praticam exercício tanto em contextos de grupo quanto individuais.
Palavras-chave
Satisfação com a vida, Exercício, Bem-estar
O200 Itinerário terapêutico de mulheres com câncer de mama na cidade de Santa Maria/RS
Betina P. Vizzotto1, Leticia Frigo1, Hedioneia F. Pivetta2
1Centro Universitário Franciscano, Santa Maria, Rio Grande do Sul, 97010-032 Brasil; 2Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul, 97105-900, Brasil
Correspondência: Betina P. Vizzotto (be_vizzotto@hotmail.com) – Centro Universitário Franciscano, Santa Maria, Rio Grande do Sul, 97010-032 Brasil
A incidência de novos casos de câncer de mama aumenta a cada ano no Brasil, assim como as taxas de mortalidade que são mais altas possivelmente porque essa doença é diagnosticada em estágios avançados. O objetivo deste estudo foi investigar o itinerário terapêutico de mulheres diagnosticadas com câncer de mama na cidade de Santa Maria-RS.
Trata-se de um estudo documental transversal retrospectivo no qual foram analisados prontuários de mulheres diagnosticadas com câncer de mama.
A coleta de dados foi realizada de agosto de 2013 a janeiro de 2015 em dois centros públicos de referência no diagnóstico e tratamento do câncer de mama municipal. Foram analisados quatrocentos e setenta e cinco (475) prontuários e, destes, 91 continham todas as informações necessárias.
Observou-se que o diagnóstico predominante no itinerário terapêutico foi seguido por cirurgia, quimioterapia e radioterapia. O intervalo entre os procedimentos geralmente seguiu o prazo estabelecido pelo Ministério da Saúde e os tipos histológicos de maior prevalência no presente estudo foram ductal invasivo e lobular invasivo.
Observou-se que o itinerário terapêutico dos pacientes confirma os achados da literatura sobre melhor prognóstico da doença e que o tempo decorrido entre o diagnóstico e o início do tratamento está de acordo com as recomendações das políticas públicas.
Palavras-chave
Neoplasias da mama, itinerário terapêutico, saúde pública
O201 A prevalência da amamentação aos 4 meses: Experiência materna como fator determinante
Dolores Sardo
Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
Introdução
A proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno (AM) é uma prioridade de saúde pública, tendo em conta os benefícios para a criança, a mãe e a sociedade. A prevalência do AM depende de fatores psicológicos, culturais e sociais da mãe [1]. O conhecimento e a experiência prévia da mãe são fundamentais para o sucesso do AM. Objetivos: Identificar a prevalência do AM aos 4 meses e avaliar o efeito da experiência materna prévia na prevalência do AM.
Métodos
Realizou-se um estudo quantitativo, descritivo e transversal numa população portuguesa. A amostra foi não probabilística, intencional (n = 286) de mães que eram casadas ou viviam em união estável (86,7 %) e a idade média foi de 31 anos. Os dados foram coletados por meio de um questionário autorrelatado aos 4 meses após o parto.
Resultados
A prevalência do AM aos 4 meses é de 72,7 %, mas apenas 51,0 % o fazem exclusivamente. 20,3 % das mães têm experiência prévia de AM. As mulheres com experiência anterior de amamentação tendem a amamentar por mais tempo agora, com diferenças estatisticamente significativas (U = 19,500, p = 0,000). No entanto, das variáveis estudadas, apenas a experiência prévia e a duração do AM foram estatisticamente significativas (U = 19,500, p = 0,000).
Conclusões
A experiência materna prévia influencia positivamente a prevalência da amamentação aos 4 meses, embora esta ainda seja baixa segundo as diretrizes da OMS [2]. Como profissionais de saúde, devemos ser capazes de identificar precocemente as dificuldades e apoiar as mães lactantes, independentemente da sua decisão.
Referências

  1. Pak-Gorstein S, Haq A, Graham E. Cultural influences on infant feeding practices. Pediatrics Revue. 2009; 30:11-21.
  2. World Health Organization. Global Strategy on infant and young child feeding. WHO: 2002.
    Palavras-chave
    Aleitamento materno, prevalência, experiência materna
    O202 O impacto da transição para a parentalidade na saúde e bem-estar
    Cristina Martins1, Wilson Abreu2, Mª Céu Figueiredo2
    1Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
    Correspondência: Cristina Martins (cmartins@ese.uminho.pt) – Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal
    Contexto
    Embora seja comum, normativa, previsível e geralmente desejada, a parentalidade é uma das transições de desenvolvimento mais dramáticas no ciclo de vida familiar, suscetível de causar desequilíbrio e vulnerabilidade. Objetivo: Este estudo teve como objetivo explorar as influências na saúde e bem-estar dos pais durante os primeiros 6 meses de transição para o exercício do papel parental.
    Métodos
    Teoria Fundamentada. Coleta de dados a partir de entrevistas semiestruturadas (total de 60 entrevistas). Uso do método comparativo constante e amostragem teórica no processo de coleta e análise de dados, realizados de forma simultânea e recursiva. Participação de cinco pais e cinco mães (casais).
    Resultados
    Eles descrevem a categoria de viver no limite das próprias capacidades, que é composta pelas subcategorias de sentir exaustão e cansaço, perceber exaustão e cansaço na esposa, liberar emoções e sentir menos exaustão e cansaço, que explicam as consequências da descoberta do impacto que o nascimento do filho tem na vida dos pais, e ao perceber todas as tarefas e responsabilidades da parentalidade.
    Conclusões
    A adaptação à parentalidade não é fácil, linear e rápida. Envolve inúmeras situações que geram estresse e perturbação emocional, ligadas ao cansaço, distúrbios do sono, sobrecarga de trabalho e reajustes na dinâmica da vida, que afetam especialmente a mãe. A preparação pré-natal e pós-natal para esse impacto deve, portanto, ser incentivada e eficaz, como foco da intervenção de enfermagem.
    P96 Motivação autodeterminada e bem-estar em adultos ativos portugueses de ambos os sexos
    Marco Batista1, Ruth Jimenez-Castuera2, João Petrica1, João Serrano1, Samuel Honório1, Rui Paulo1, Pedro Mendes1
    1Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal; 2Universidad de Extremadura, 10003 Cáceres, Espanha
    Correspondência: Marco Batista (marco.batista@ipcb.pt) – Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
    Contexto
    A teoria da autodeterminação sugere que os humanos têm várias necessidades psicológicas básicas que são inatas, universais e essenciais para a saúde e o bem-estar, nomeadamente autonomia, competência e percepção de relacionamento. O constructo de bem-estar, medido pela satisfação com a vida, é entendido como um processo de julgamento no qual os indivíduos geralmente estimam a qualidade de suas vidas com base em seus próprios critérios. Objetivo: O objetivo foi analisar as diferenças por gênero dos níveis de motivação autodeterminada e bem-estar de adultos ativos portugueses.
    Métodos
    A amostra do estudo foi composta por 560 portugueses ativos de ambos os sexos, com idades entre 30 e 64 anos. Os instrumentos utilizados foram o Questionário de Regulação Comportamental no Esporte (BRSQ), a Escala de Necessidades Psicológicas Básicas no Exercício (BPNES) e também a Escala de Satisfação com a Vida (SWLS).

Resultados

A análise descritiva revelou que os indivíduos do sexo feminino apresentaram níveis médios mais elevados de regulação externa, regulação identificada e regulação integrada, bem como de autonomia, competência, percepção de relacionamento e satisfação com a vida. Os homens apresentaram valores médios mais elevados de desmotivação, regulação introjetada e motivação intrínseca.

Conclusões

Não identificamos diferenças significativas de gênero nas dimensões motivacionais. No entanto, ao comparar as dimensões das necessidades psicológicas básicas e a satisfação com a vida entre os sexos, as mulheres apresentaram níveis significativamente mais elevados de percepção de autonomia, competência e percepção de relacionamento, bem como de bem-estar, em comparação com os homens.

Palavras-chave

Autodeterminação, exercício, bem-estar

P97 O cuidado geriátrico: formas e meios de confortar

Patrícia Sousa1, Rita Marques2

1Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal; 2Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, 1649-035 Lisboa, Portugal

Correspondência: Patrícia Sousa (patriciapontificesousa@gmail.com) – Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1649-023 Lisboa, Portugal

Contexto

É necessário refletir sobre as formas que levam à compreensão e prática do cuidado geriátrico, bem como identificar as ações dos profissionais de saúde, exigindo uma compreensão do significado/significância do cuidado. Objetivo: conhecer as formas e meios de proporcionar conforto percebidos pelos idosos hospitalizados.

Métodos

Estudo descritivo com abordagem qualitativa, orientado pelo método etnográfico. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 20 pacientes idosos, gravadas em áudio e submetidas à análise de conteúdo. Os pacientes foram escolhidos deliberadamente, estando internados em um serviço médico de um hospital em Lisboa. Houve observação participante para compreender as experiências situacionais, com base em roteiros previamente estruturados [1].

Resultados

As formas e meios de proporcionar conforto são contextualizados na resiliência da pessoa e ajudam a manter e restaurar capacidades, permitindo melhor suporte em momentos de desconforto. Entre as formas e meios de proporcionar conforto utilizados pelos enfermeiros, emergiram aspectos relacionados à comunicação (toque, sorrisos, humor, silêncio/presença incondicional), informação/esclarecimento; relação de empatia/complicidade; respeito à decisão/vontade do indivíduo; alívio do desconforto por meio de massagem. Este estudo também destaca momentos particulares de conforto, como visitas familiares, o contato inicial e a higiene e arranjos pessoais.

Conclusões
O cuidado geriátrico baseia-se no encontro/interação entre os atores sob a influência do contexto em que surge. A finalidade das diferentes maneiras e formas de buscar conforto é facilitar/potencializar o conforto, aliviar o desconforto e/ou investir no conforto potencial.
Referências

  1. Spradley JP. The participant observation. New York: Holt Rinehart and Winston; 1980.
    Palavras-chave
    Cuidado Geriátrico, paciente idoso, hospitalização, maneiras e formas de confortar
    P98 A influência da idade relativa, adiposidade subcutânea e crescimento físico em jogadores de futebol sub-15 de Castelo Branco em 2015
    António Faustino, Paulo Silveira, João Serrano, Rui Paulo, Pedro Mendes, Samuel Honório
    Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
    Correspondência: António Faustino (a.faustino@ipcb.pt) – Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
    O objetivo do nosso estudo foi analisar a influência da Idade Relativa (IR), Adiposidade Subcutânea e Crescimento Físico de jogadores de futebol de Castelo Branco. Para caracterizar a amostra de 49 jogadores de futebol, nascidos em 2000 e 2001 [ARC Bairro do Valongo (11), CD Alcains (16) CD Castelo Branco (11) e SB Castelo Branco (11)], as datas de nascimento foram enquadradas em trimestres.
    Os dados recolhidos foram: (i) Idade Relativa; (ii) Variáveis Morfológicas - Antropométricas [A- Altura, P- Peso, E- Envergadura, Pregas Cutâneas (TRIP- tricipital, SUBP- subescapular, SUPRP- suprailíaca, CRUP- crural e GEMP- geminal), Perímetros Musculares (antebraço, braquial com contração, crural e geminal), Diâmetros Ósseos (DBU- diâmetro bicondilar umeral, DBF- diâmetro bicondilar femoral, DBA- diâmetro biacromial, DBC- diâmetro bicristal, DP- punho e DT- tornozelo)] e Somáticas (IMC).
    Para o estudo utilizámos estatística descritiva e o coeficiente de correlação de Pearson.
    Os resultados mostram: (I) Correlação para A, P, E e IMC é negativa, quanto maior o ano/trimestre de nascimento, menores são estas medidas; (II) As correlações entre IR e Pregas Cutâneas são fracas e não significativas para TRIP, SUBP, SUPRP e CRUP. Mas a GEMP é superior à anterior e, embora não forte, é estatisticamente significativa; (III) A correlação entre IR e Perímetros é moderada e todas estatisticamente significativas. Quanto mais jovem o jogador, menor é cada um dos perímetros; (IV) As correlações entre IR e Diâmetros Ósseos são fracas e não significativas para DBU, DBF, DBA e DBC, mas com o DP e DT é maior do que as anteriores e, embora não forte, é estatisticamente significativa.
    Palavras-chave
    Idade relativa, Adiposidade subcutânea, Crescimento físico, Jogadores de futebol sub-15
    P99 Dados para o processo de diagnóstico centrado no autocuidado – gestão do regime medicamentoso: Uma revisão integrativa da literatura
    Catarina Oliveira1, Fernanda Bastos2, Inês Cruz2
    1Unidade de Transplante Hepático e Pancreático, Centro Hospitalar do Porto, 4099-001 Porto, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
    Correspondência: Catarina Oliveira (olive.enf@gmail.com) – Unidade de Transplante Hepático e Pancreático, Centro Hospitalar do Porto, 4099-001 Porto, Portugal
    Contexto
    A atividade diagnóstica de enfermagem envolve a obtenção de um conjunto de dados necessários para interpretar, organizar, sistematizar e atribuir significado para constituir informações úteis. Essa abordagem é importante no início do processo de tomada de decisão clínica. É importante que os enfermeiros compreendam melhor a complexidade do fenômeno “gerenciamento do regime terapêutico”, particularmente o regime medicamentoso. Objetivo: Identificar os dados necessários para a descrição dos Diagnósticos de Enfermagem sobre "Autocuidado: gerenciamento do regime medicamentoso”.
    Métodos
    Revisão integrativa da literatura utilizando as bases de dados EBSCOhost com as seguintes palavras-chave: “Medication” e “Therapeutic” de um universo de pesquisa anterior. Critérios de inclusão: idioma; texto completo; data de publicação de 01/01/2007 a 31/12/2012; descritores em pelo menos uma das partes (TI), (AB), (MM), (MH), (SU); artigos revisados por pares.
    Resultados
    Dos 408 artigos analisados, foi possível identificar dados essenciais ao processo diagnóstico. Após um processo de análise de conteúdo, esses dados assumiram diferentes status: dados que são manifestações, ou seja, dados que surgem como premissa e são indispensáveis para a identificação do diagnóstico (ex.: não toma medicação) e dados que são fatores concorrentes para o diagnóstico. Esses dados são aqueles que frequentemente têm uma relação causal com o diagnóstico (ex.: características da pessoa, da doença e do regime medicamentoso). Também constatamos que muitos dos dados estão mais relacionados com a adesão do que com o gerenciamento do regime terapêutico.
    Conclusões
    Como a coleta de dados é o primeiro passo do processo de diagnóstico de enfermagem, os enfermeiros devem aprimorar seus conhecimentos com base em evidências científicas, para melhor identificar as necessidades de cuidados de enfermagem nesta área.
    Palavras-chave
    Processo diagnóstico, autocuidado – gerenciamento do regime medicamentoso, revisão integrativa da literatura
    P100 Arteterapia como promoção de saúde mental para crianças
    Cláudia K. Rodriguez1, Márcia R. Kretzer2, Nazaré O. Nazário2
    1Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho", 01049-010, São Paulo, Brasil; 2Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
    Correspondência: Nazaré O. Nazário (nazare.nazario@unisul.br) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, Santa Catarina, 88137-270 Brasil
    Contexto
    O mundo contemporâneo instigado pelas novas tecnologias está resultando em mudanças em nossas percepções e, consequentemente, na sociedade. Esse fato predispõe medos crescentes e conflitos mentais, especialmente em crianças. O trabalho fundamentado de Carl G. e Maurice Merleau-Ponty reflete isso hoje, com suas preocupações sobre o ser em sua totalidade. O psicológico, o cultural e o social tornam a arte uma experiência terapêutica, onde a criança pode lidar com suas habilidades sociais e pessoais. Objetivo: Permitir experiências terapêuticas em arteterapia que promovam a saúde mental de crianças e possam ser utilizadas como ferramenta para reabilitação social.
    Métodos
    Estudo qualitativo fenomenológico, aplicado a um grupo de 27 crianças de 9 a 10 anos em uma escola pública estadual de São Paulo, Brasil, em 2013. Registro e compreensão por meio de gravações em câmera de entrevistas e relatos. As técnicas e materiais artísticos foram variados de acordo com o engajamento estabelecido com cada criança. Aspectos éticos foram respeitados.
    Resultados
    As relações com percepção e espaço foram conceitos-chave para as atividades arteterapêuticas, colaborando em sua conexão cognitiva e afetiva. A expansão do conceito de terapias expressivas utilizando técnicas e materiais colaborou com a externalização do ser simbólico. O processo desenvolvido levou à união e confiança no grupo, ajudando as crianças a compartilhar seus medos, ansiedades e sentimentos guardados, e a se posicionar positivamente em relação aos seus conflitos.
    Conclusões
    As atividades terapêuticas artísticas vivenciadas pelas crianças possibilitaram a significação dos símbolos, prevenindo e promovendo a saúde mental.
    Palavras-chave
    Arteterapia, saúde mental, crianças, cultural
    P101 Caracterização química de quitosana fúngica para aplicações industriais
    Pedro Cruz1, Daniela C. Vaz1,2, Rui B. Ruben3, Francisco Avelelas4, Susana Silva4, Mª Jorge Campos4
    1Centro de Química de Coimbra, Departamento de Química, Universidade de Coimbra, 3004-535 Coimbra, Portugal; 2Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 4MARE, Instituto Politécnico de Leiria, Peniche, 2520–641 Peniche, Portugal
    Correspondência: Daniela C. Vaz (dvaz@ci.uc.pt) – Centro de Química de Coimbra, Departamento de Química, Universidade de Coimbra, 3004-535 Coimbra, Portugal
    Biofilmes de quitosana têm sido objeto de estudo e de aplicação em diversas áreas industriais e de pesquisa, como na produção de vinhos, ciência de alimentos, engenharia de tecidos, liberação de fármacos e reabilitação clínica, entre outros. A quitosana pode ser obtida pela desacetilação da quitina, presente naturalmente nos exoesqueletos de crustáceos, invertebrados, insetos e nas paredes celulares de alguns fungos. O uso de quitosana de diferentes fontes apresenta não apenas vantagens importantes em termos de extração e purificação desse polissacarídeo, mas também em relação às diferentes propriedades químicas e biomecânicas exibidas pelos biofilmes de quitosana.

Com o objetivo de avaliar as propriedades da quitosana extraída de fungos e compará-las com as características apresentadas pela quitosana obtida de fontes de crustáceos, analisamos as propriedades químicas apresentadas pela quitosana extraída de dois fungos, a saber: Absidia coerulea e Cunninghamella sp., cultivados em diferentes meios de cultura (YM e PDB). Soluções de quitosana foram analisadas por refratometria, dicroísmo circular (CD), espectroscopia UV-visível e RMN de 1H em solução, enquanto os biofilmes de quitosana foram analisados por calorimetria diferencial de varredura (DSC) e microscopia óptica.

A quitosana fúngica apresenta propriedades químicas e físicas exclusivas, no que diz respeito ao grau de desacetilação das cadeias poliméricas, viscosidade, resistência térmica e conformação estrutural em solução. Características que também são influenciadas pela composição dos meios de crescimento utilizados para o cultivo celular, e que podem ser usadas industrialmente como vantagens.

Palavras-chave
Quitosana, fungos, biofilmes, caracterização química

P102 O impacto de cuidar de idosos em casa
Maria Almeida¹, Liliana Gonçalves², Lígia Antunes³
¹Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; ²Hospital Arcebispo João Crisóstomo, Cantanhede, 3060-000 Cantanhede, Portugal; ³Hospital José Luciano de Castro, Anadia, 3780-226 Anadia, Portugal
Correspondência: Maria Almeida (mlurdes@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal

Introdução
O envelhecimento progressivo da população e a crescente dificuldade das famílias em estar disponíveis para prestar cuidados estão criando uma nova realidade: idosos como cuidadores de idosos dependentes. O aumento do número desses cuidadores, as consequências para sua própria saúde e a importância do seu papel tornaram o cuidado informal uma área de grande relevância para a enfermagem, particularmente no que diz respeito à educação familiar na prestação de cuidados domiciliares. Objetivo: Este estudo tem como objetivo identificar as razões pelas quais os cuidadores informais assumem a prestação de cuidados a idosos dependentes em casa, bem como o impacto da prestação de cuidados sobre os cuidadores informais.

Métodos
Foi utilizado um desenho qualitativo, combinado com processos de investigação fenomenográfica. O estudo foi realizado no distrito de Coimbra com nove cuidadores informais idosos de pessoas idosas dependentes. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semiestruturadas e observação. Os aspetos éticos foram seguidos e as autorizações formais foram obtidas.
Resultados
Na maioria dos casos, o cuidado domiciliar é prestado por mulheres na faixa etária dos 71-80 anos. As seguintes dimensões emergiram da análise das entrevistas: motivação para cuidar do familiar e tarefa de cuidar: necessidades percebidas. Os cuidadores destacaram a sobrecarga física, social, económica e emocional. No entanto, também apontaram aspetos positivos, como a satisfação pessoal, o sentido de dever e o reconhecimento familiar e social.
Conclusões
Este estudo revela que as mulheres são quem geralmente presta cuidados aos idosos dependentes. A tarefa de cuidar tem um impacto negativo na vida dos cuidadores devido à sua sobrecarga.
Palavras-chave
Idoso, idoso dependente, cuidador informal, tarefa de cuidar
P103 Desenvolvimento da primeira úlcera por pressão em contexto de internamento: Foco nas características dos doentes
Pedro Sardo1, Jenifer Guedes2, João Simões1, Paulo Machado3, Elsa Melo1
1Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Hospital de Aveiro, Centro Hospitalar do Baixo Vouga E.P.E., Aveiro, 3814-501 Aveiro, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072 Porto, Portugal
Correspondência: Pedro Sardo (pedro.sardo@ua.pt) – Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Introdução
As úlceras por pressão continuam a ser um desafio e representam um indicador da qualidade dos cuidados de saúde. Objetivos: Analisar a incidência dos participantes que desenvolveram a sua primeira úlcera por pressão durante o tempo de internamento em associação com as suas características demográficas e clínicas.
Métodos
Uma análise de coorte retrospetiva das bases de dados de registos de saúde eletrónicos de doentes adultos, admitidos em áreas médicas e cirúrgicas num hospital português durante 2012, sem qualquer úlcera por pressão à admissão. O desenvolvimento da primeira úlcera por pressão foi associado à idade, sexo, tipo de admissão, unidades de especialidade, primeira pontuação na Escala de Braden, tempo de internamento e diagnóstico CID-9.
Resultados
De uma amostra de 6.572 participantes, 153 (2,3%) desenvolveram a sua primeira úlcera por pressão e as probabilidades foram significativamente maiores para aqueles admitidos através do serviço de urgência [OR = 3,64 (IC 95%, 2,20-6,05)], com pontuações na Escala de Braden ≤ 16 [OR = 4,82 (IC 95%, 3,45-6,73)] e/ou com tempo de internamento superior a 20 dias [OR = 8,35 (IC 95%, 5,92-11,78)]. Participantes mais velhos, no grupo etário 70-79 [OR = 9,87 (IC 95%, 1,35-71,84)] e ≥ 80 [OR = 17,75 (IC 95%, 2,46-128,19)] também apresentaram probabilidades mais elevadas. Participantes com "traumatismos e fraturas" e "doenças infeciosas" tiveram uma incidência mais elevada (6,6% e 5,3%, respetivamente).
Conclusões
Os participantes que desenvolveram a primeira úlcera por pressão durante o período de internação diferem daqueles que permaneceram sem úlceras por pressão nas variáveis “admissão”, “pontuação da Escala de Braden”, “tempo de internação” e “idade”. Não houve diferenças entre “gênero” e “unidades especializadas”. O diagnóstico CID-9 pode ser um fator de risco importante para o desenvolvimento de úlcera por pressão.
Palavras-chave
Incidência, Classificação Internacional de Doenças, Enfermagem, Avaliação de Enfermagem, Úlcera por Pressão, Avaliação de Risco
P104 Associação entre Autoeficácia Geral e Atividade Física em Adolescentes
Susana Cardoso1, Osvaldo Santos2, Carla Nunes1, Isabel Loureiro1
1Escola Nacional de Saúde Pública, Lisboa, 1600-560 Lisboa, Portugal; 2Instituto de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina de Lisboa, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal
Correspondência: Susana Cardoso (suscardoso@yahoo.com.br) – Escola Nacional de Saúde Pública, Lisboa, 1600-560 Lisboa, Portugal
Introdução
A sociedade tecnológica frequentemente acarreta um aumento do sedentarismo entre os adolescentes. Estes podem integrar exercícios em seu tempo livre, com claros benefícios para a saúde. A autoeficácia, descrita pela primeira vez por Bandura (1982), pode ser descrita como sentimentos de adequação, eficiência e competência para enfrentar os problemas e fundamenta as escolhas e o esforço despendido em atividades ou realizações. Objetivo: investigar associações entre autoeficácia e atividade física em adolescentes.
Métodos
Este é um estudo transversal, com dados coletados por meio do IPAQ (Questionário Internacional de Atividade Física) autoaplicável e do Questionário de Autoeficácia Geral (GSQ - General Self Efficacy Questionnaire, adaptado por Ribeiro (2011)) [1]. Duas escolas participaram do estudo (amostra de conveniência). Foi possível distribuir os alunos (n = 358, com idades entre 14 e 18 anos) em três grupos: com comportamentos sedentários, com atividade física moderada e apresentando atividade física intensa. Os escores obtidos na escala de Autoeficácia Geral permitiram avaliar esse parâmetro, especificamente em áreas como resistência à adversidade, iniciativa e persistência e eficácia social.
Resultados
Uma diferença estatisticamente significativa na autoeficácia foi encontrada entre os adolescentes sedentários (GSQ: 38-101, média 73,7) e os adolescentes com atividade física intensa (GSQ: 33-105, média 80,4). Os adolescentes com atividade física intensa apresentam maior autoeficácia (ANOVA com correção de Bonferroni = 0,02).
Conclusões
Uma maior autoeficácia pode estar associada a mais atividade física. Estratégias de promoção da saúde que promovam a autoeficácia podem ser adequadas para impulsionar hábitos saudáveis.
Referências

  1. Ribeiro JP. Adaptação de uma Escala de Avaliação da Auto-eficácia Geral. Porto, Universidade do Porto; 2011.
    Palavras-chave
    atividade física, adolescentes, autoeficácia
    A cultura de segurança em saúde
    O203 Caracterização dos hábitos de aquisição online de medicamentos em Portugal
    Flávia Santos1, Gilberto Alves1,2,3
    1Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6200-506 Covilhã, Portugal; 2Centro de Investigação em Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6200-506 Covilhã, Portugal; 3Centro de Neurociências e Biologia Celular, Universidade de Coimbra, 3004-504 Coimbra, Portugal
    Correspondência: Flávia Santos (flaviapasantos@sapo.pt) – Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6200-506 Covilhã, Portugal
    Contexto
    A tecnologia tem progressivamente mudado muitos processos convencionais, desde o registro e monitoramento de pacientes até a aquisição de medicamentos. De fato, a compra de produtos médicos online é agora uma realidade emergente, incluindo medicamentos sujeitos a receita médica sem restrições. Embora possa trazer vantagens (conveniência, economia de tempo e dinheiro), a aquisição de produtos médicos online também apresenta riscos importantes (por exemplo, medicamentos falsificados). Objetivo: Este trabalho pretende caracterizar os hábitos de consumidores online de medicamentos/suplementos médicos em Portugal.
    Métodos
    Um questionário estruturado foi aplicado a 872 pessoas com perguntas sobre o conhecimento e as práticas de aquisição de produtos medicinais online.
    Resultados
    A maioria dos entrevistados (75,5 %) conhecia essa possibilidade, mas apenas 8,4 % realizavam atividades de compra online. Os entrevistados que nunca compraram medicamentos online apontaram razões como preferência pela farmácia comunitária e falta de confiança em farmácias virtuais. Entre aqueles que recorreram à aquisição online de produtos medicinais, os melhores preços e a conveniência foram as principais razões citadas. As preparações para emagrecimento e os produtos para melhoria das capacidades físicas foram os mais frequentemente adquiridos. Uma preocupação particular é o fato de muitos entrevistados não terem tomado nenhuma precaução ao escolher um site (43,8 %).
    Conclusões
    De acordo com esses achados, a população portuguesa tem grande confiança nos profissionais de saúde e ainda apresenta uma baixa adesão à aquisição de produtos medicinais online. No entanto, as pessoas precisam ser educadas para esse novo paradigma, já que a Internet e os sites de redes sociais têm um impacto crescente no marketing de produtos medicinais.
    Palavras-chave
    Produtos medicinais, compra online, saúde pública, preocupações de segurança
    O204 Sala de espera – Um espaço para educação em saúde
    Cláudia Soar, Teresa O. Marsi
    Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, São Paulo, 12244-000, Brasil
    Correspondência: Cláudia Soar (claudiasoar@hotmail.com) – Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, São Paulo, 12244-000, Brasil
    Para promover ações que incentivem práticas alimentares saudáveis, autonomia e autocuidado, foram desenvolvidas oficinas de nutrição/culinária na sala de espera ambulatorial de um hospital universitário. Elas incluíram uma apresentação oral pelos alunos de Nutrição, utilizando um flip chart como auxílio visual. Os benefícios de vários ingredientes utilizados nas receitas foram discutidos, assim como os métodos de preparo e armazenamento. A apresentação oral foi seguida por uma degustação do alimento preparado no dia. Cinquenta e quatro (54) oficinas ocorreram entre 2014 e 2015, totalizando 1.775 participantes.

Diversos tópicos foram abordados, como suplementos energéticos caseiros, como utilizar leguminosas, azeites de oliva saudáveis e saborosos, e produtos orgânicos.

O público foi composto por pacientes e seus familiares, professores, alunos e funcionários. Os participantes indicaram que a degustação foi a parte preferida da oficina (40%), seguida pelas palestras (32%) e pelos folhetos (28%). Uma média de 99% dos participantes considerou que as informações foram relevantes e estimulantes para a adoção de hábitos mais saudáveis. Todos os participantes de todas as oficinas recomendariam as oficinas para outras pessoas.

Por fim, 96% dos participantes declararam estar altamente satisfeitos com a atividade. Os alunos puderam trocar experiências com os participantes e ampliar suas habilidades como educadores. Para os participantes, foi um momento de construção de hábitos mais saudáveis em um ambiente descontraído que favoreceu uma maior integração entre todos os envolvidos.

Palavras-chave
Educação em saúde, nutrição, sala de espera
O205 Avaliação da cultura de segurança em crianças hospitalizadas
Ernestina Silva1, Dora Pedrosa2, Andrea Leça3, Daniel Silva1
1Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 2Maternidade Daniel de Matos, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, 3000-075 Coimbra, Portugal; 3 Hospital Dr. Nélio Mendonça, Região Autónoma da Madeira, Funchal, 9004-514 Funchal, Portugal
Correspondência: Ernestina Silva (ernestinabatoca@sapo.pt) – Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Introdução
A cultura de segurança de uma organização tem um significado especial para pacientes, pagadores, gestores e cuidadores, sendo um fenômeno passível de ser avaliado nas diversas dimensões que a integram. Objetivo: Avaliar a cultura de segurança do paciente pediátrico percebida pelos profissionais de saúde.
Métodos
Estudo quantitativo de natureza descritiva. Uma amostra não probabilística foi composta por 258 profissionais de saúde em funções nos serviços de pediatria e neonatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e do Hospital Dr. Nélio Mendonça, Região Autónoma da Madeira (RAM). O instrumento baseou-se no Hospital Survey on Patient Safety Culture.
Resultados
A maioria dos profissionais considera a segurança do paciente “boa” ou “muito boa”. A dimensão “trabalho em equipe” destacou-se positivamente, sendo o “apoio da gestão à segurança do paciente” e a “resposta ao erro não punitivo” considerados problemáticos. Mais de 79 % dos profissionais não notificaram eventos/ocorrências nos últimos 12 meses.

Conclusões
Estes dados sugerem que é necessário investir em uma cultura de segurança que promova a notificação voluntária e o erro não punitivo e eventos adversos.

Palavras-chave
Segurança do paciente, Qualidade da assistência à saúde, Erros médicos, Serviços de saúde da criança

O206 Autoconsciência Sexual e Imagem Corporal
Ana Galvão1, Maria Gomes1, Paula Fernandes2, Ana Noné1
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal; 2Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal
Correspondência: Maria Gomes (mgomes16mgomes@gmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal; Ana Galvão – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal

Introdução
A imagem corporal é entendida como uma construção multidimensional que descreve amplamente as representações internas da estrutura corporal e da aparência física do indivíduo em relação a si mesmo e aos outros. A autoconsciência sexual (ACS) pode ser entendida como a avaliação que cada um de nós faz de seus sentimentos e ações relacionados à sua sexualidade e comportamento sexual, descrevendo o que cada um pensa sobre sexo e o que sente sobre os comportamentos. Objetivo: Identificar dimensões da autoconsciência sexual e imagem corporal na satisfação sexual dos jovens.

Métodos
Estudo descritivo correlacional, amostra de conveniência de 84 estudantes de uma escola de saúde (29,8 % homens, 20,2 % mulheres), com idades entre 19 e 34 anos. Como instrumento de coleta de dados, utilizou-se uma enquete através de questionário, incorporando uma Escala de Satisfação com a Imagem Corporal e uma Escala Multidimensional de Autoconsciência Sexual.

Resultados
A maioria dos sujeitos da amostra indica ter um parceiro (59,5 %), percebe-se como tendo o peso ideal (75,0 %), a altura ideal (65,5 %) e uma aparência normal (76,2 %). Globalmente, observou-se uma ACS alta e estatisticamente significativa (t-Student = 12,520; GL = 83; valor p < 0,001) e existem diferenças estatísticas significativas entre ter/não ter parceiro e a ACS (t de Student = 2,965; GL = 82; valor p = 0,004), mostrando que aqueles que mencionam ter um parceiro têm uma média de ACS maior (média = 3,812; DP = 0,412) em comparação com aqueles sem (média = 3,496; DP = 0,563). Não foram observadas correlações estatisticamente significativas entre ACS e Imagem Corporal.

Conclusões
A Satisfação com a Imagem Corporal e a Autoconsciência Sexual mostram-se positivas.

Palavras-chave
Autoconsciência sexual, imagem corporal, jovens
Jaime Combadão, Cátia Ramalhete, Paulo Figueiredo, Patrícia Caeiro
Universidade New Atlântica, 2745-615 Barcarena, Portugal
Correspondência: Jaime Combadão (jcombadao@uatlantica.pt) – Universidade New Atlântica, 2745-615 Barcarena, Portugal
Introdução
Os alimentos já não são reconhecidos apenas pelo seu papel em fornecer nutrientes essenciais para a atividade e função normal do corpo. Desde o final da década de 1980, ênfase tem sido atribuída ao seu conteúdo em substâncias capazes de promover a saúde e o bem-estar. Esses alimentos funcionais (AF) podem beneficiar as funções corporais para além dos efeitos nutricionais, de forma a melhorar o estado de saúde e bem-estar. Para melhorar as intervenções, é vantajoso compreender a perceção do consumidor, nomeadamente a nível regional, em relação aos AF. Objetivos: Avaliar as atitudes dos consumidores relativamente aos AF, bem como caracterizar os aspetos sociais, demográficos e económicos associados ao consumo de AF, numa população portuguesa.
Métodos
Foi realizado um inquérito, numa população portuguesa (N = 120), de forma a recolher informações sobre o seu perfil socioeconómico e sobre os construtos conhecimento, motivação e atitude relacionados com os AF. Os construtos foram modelados como variáveis latentes, divididas nos seus fatores, com a avaliação estatística feita por análise fatorial (AF).
Resultados
A AF validou dois construtos diferentes, o atitudinal e o motivacional. Esses construtos foram fatorizados da seguinte forma: um focado nos alimentos, um segundo com o grau de conhecimento sobre os benefícios para a saúde e o terceiro relativo à fortificação e suplementação de alimentos.
Conclusões
Estes resultados podem ser utilizados como base para melhorar os esforços de comunicação relativos ao consumo de AF como forma de melhorar a saúde e o bem-estar.
Palavras-chave
Alimento funcional, conhecimento do consumidor, bem-estar, análise fatorial
O208 O processo de trabalho na atenção primária à saúde: avaliação em municípios do sul do Brasil
Karine C. Fontana, Josimari T. Lacerda, Patrícia O. Machado
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 88040-900 Brasil
Correspondência: Josimari T. Lacerda (jtelino@gmail.com) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 88040-900 Brasil
O processo de trabalho da atenção primária no Brasil deve ser baseado na integralidade, longitudinalidade e coordenação do cuidado nas redes de atenção à saúde. No Brasil, a gestão municipal garante as condições estruturais e processuais para a implementação de ações coordenadas, baseadas nesses princípios.
Esta pesquisa avaliou o processo de trabalho da atenção primária à saúde de 271 municípios e 1.399 equipes de saúde de um estado do sul do Brasil. Foi desenvolvido um modelo composto por 22 indicadores, agregados em duas dimensões. A dimensão Condições Estruturais abrange Infraestrutura, Pessoal e Apoio Tecnológico e Logístico para que as equipes possam realizar suas atividades. A dimensão Condições Processuais analisa: Vínculo e Territorialização, organização do trabalho e Coordenação do Cuidado. O modelo validado e acordado por especialistas da área permitiu a identificação de fortalezas e fragilidades sujeitas a intervenção. Foram utilizados dados da Avaliação Externa do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (conhecido como PMAQ-AB), fase 2.
O universo avaliado representou 91,9% dos municípios do estado brasileiro. O estudo identificou avanços gerenciais nas condições estruturais, especialmente na educação permanente e na oferta tecnológica e especializada. Quanto às condições processuais, foram observadas barreiras na continuidade do cuidado e na organização do trabalho com destaque para: participação popular, ações intersetoriais e compartilhadas, monitoramento e responsabilização do usuário. Esforços devem ser feitos na sensibilização e capacitação dos profissionais no exercício de suas funções orientadas pelos princípios da Atenção Primária à Saúde.
Palavras-chave
Atenção Primária à Saúde, Avaliação em Saúde, Avaliação de Processos (Cuidados de Saúde)
O209 Exploração e avaliação de potenciais bactérias lácticas probióticas isoladas do leite de búfala amazônico
Raphaelle Borges1, Flávio Barbosa2, Dayse Sá1
1Universidade Federal do Amapá, Macapá - Amapá, 68903-419, Brasil; 2Universidade Federal do Sergipe, São Cristóvão - Sergipe, 49100-000, Brasil
Correspondência: Raphaelle Borges (raphaellebio@yahoo.com.br) – Universidade Federal do Amapá, Macapá - Amapá, 68903-419, Brasil
Introdução
O trato intestinal humano apresenta importantes microrganismos não patogênicos relevantes para a saúde. A desregulação dessa microbiota pode causar doenças e estado nutricional inadequado. Os probióticos são usados para regulação intestinal e prevenção de doenças, seja como suplementos ou como componentes alimentares. Objetivos: Os propósitos deste estudo foram isolar, selecionar e caracterizar os lactobacilos presentes no leite de búfala amazônico. Isso visou a produção e avaliação do potencial probiótico deste produto, a fim de produzir um alimento probiótico no futuro.
Métodos
Amostras de leite de duas búfalas foram utilizadas neste estudo, em Macapá-AP, Brasil. Os lactobacilos foram isolados em laboratórios da Merck Research, e foram caracterizados por testes de respiração, coloração de Gram e teste de catalase, e identificados por Reação em cadeia da polimerase (PCR). Eles foram submetidos a simulação de estocagem, viabilidade, curvas de crescimento, sensibilidade a antimicrobianos, testes de adesão à superfície celular e antagonismo in vitro.
Com base em amostras de leite de búfala, foram isolados 21 microrganismos de seis espécies de lactobacilos: Lactobacillus acidophilus (33,33 %), Lactobacillus ruminis (23,80 %), Lactobacillus reuteri (14,28 %), Lactobacillus johnsonii (9,53 %), Lactobacillus mucosae (9,53 %) e Lactobacillus salivarius (9,53 %). Todas as espécies apresentaram resultados satisfatórios em relação às curvas de crescimento e testes de sensibilidade. Nos testes de adesão, simulação de estocagem e antagonismo, a presença de L. acidophilus foi mais pronunciada quando comparada às outras espécies.

Conclusões

L. acidophilus é considerado um microrganismo probiótico e é amplamente utilizado na indústria de laticínios. Este fato apoia a possibilidade de produzir um alimento probiótico, feito a partir do leite de búfala amazônica, em um futuro próximo.

Palavras-chave

Lactobacillus, alimentos probióticos, búfalos

O210 Segurança rodoviária para crianças: Usando a observação das crianças, como passageiro

Germana Brunhoso¹, Graça Aparício², Amâncio Carvalho³

¹Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5000-508 Vila Real, Portugal; ²Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; ³Escola Superior de Enfermagem de Vila Real, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5000-232 Lordelo, Vila Real, Portugal

Correspondência: Graça Aparício (gaparicio5@hotmail.com) – Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal

Introdução

Os acidentes rodoviários são uma das principais causas de morte de crianças portuguesas. O uso correto de sistemas de retenção para transporte em automóvel pode contribuir para uma redução de até 90 % das lesões em caso de acidentes de trânsito. Objetivo: Analisar se as características sociodemográficas e o comportamento do condutor influenciam a proteção da criança, como passageiro.

Métodos

Estudo observacional e transversal realizado numa amostra de 119 condutores e 152 crianças em idade escolar. Realizámos uma operação STOP em parceria com agentes da polícia, recorrendo a um registo de caracterização sociodemográfica e a uma lista de verificação (check-list) para observar as condições de transporte das crianças de e para a escola numa área circundante de um centro escolar numa cidade portuguesa.

Resultados

O transporte foi feito em 92,8 % dos casos por mães que, na sua maioria, assumiram ter conhecimentos de segurança rodoviária (66,4 %). A observação das condições de transporte das crianças revelou que 70,4 % usavam sistema de retenção para crianças, 27,6 % cinto de segurança e que 2,0 % viajavam soltas no carro. Com proteção adequada viajavam 51,3 % das crianças. A análise inferencial mostrou que a mãe, condutores com idade ≤ 40 anos, com ocupações intelectuais e científicas e ensino superior, influencia significativamente a proteção adequada das crianças no transporte rodoviário.

Conclusões
O uso de sistemas de retenção rodoviária para crianças é elevado, mas a intenção de proteção mostrou-se maior do que a proteção adequada, destacando a necessidade de manter o aconselhamento de enfermagem nesta área prioritária de promoção da segurança infantil, especialmente entre as famílias portuguesas mais desfavorecidas.
Palavras-chave
Segurança rodoviária, crianças como passageiras, sistemas de retenção infantil
O211 Perceção e aplicação do quality-by-design pela indústria farmacêutica em Portugal
Ana P. Garcia1, Paula O. Fernandes2, Adriana Santos1
1Centro de Investigação em Ciências da Saúde, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001, Portugal; 2Unidade de Investigação Aplicada em Gestão, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-253 Bragança, Portugal & Unidade de Investigação em Ciências Empresariais, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001 Covilhã, Portugal
Correspondência: Ana P. Garcia (acatarinagarcia@gmail.com) – Centro de Investigação em Ciências da Saúde, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001 Covilhã, Portugal
Introdução
A abordagem Quality-by-Design (QbD) é obrigatória no desenvolvimento de genéricos para os EUA e incentivada noutros locais. Como as empresas farmacêuticas em Portugal a estão a integrar é desconhecido. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a perceção e a experiência das indústrias farmacêuticas portuguesas com o QbD.
Métodos
Um inquérito estruturado foi validado por três especialistas e enviado a 27 empresas farmacêuticas que produzem substâncias ativas ou medicamentos (exceto gases medicinais) em Portugal entre 16/12/2013 e 1/06/2014.
Resultados
Doze empresas responderam ao inquérito. Onze implementaram o QbD, que é considerado de maior importância entre as indústrias com atividades de I&D (valor-p = 0,024). A implementação aumentou nos últimos anos, e 36 % já o utilizavam de forma sistemática e contínua. A ferramenta de QbD mais utilizada foi “Avaliação e Gestão de Risco da Qualidade” (27 %), e os âmbitos de implementação mais frequentes foram “desenvolvimento e melhoria de métodos analíticos” e “melhorias de processo” (28 %). 32 % das empresas indicaram “maior robustez na qualidade do produto final e redução dos riscos de não conformidade e custos” como benefício do QbD, e o principal obstáculo à implementação do QbD foi “incapacidade/dificuldade de alocar tempo e pessoal qualificado” (43 %).
Conclusões
Em Portugal existem empresas com longa experiência em QbD e a sua implementação está a aumentar. Um obstáculo importante à implementação do QbD é a exigência de pessoal qualificado, por isso é essencial que a academia portuguesa acompanhe as exigências profissionais e forneça aos alunos as competências necessárias para trabalhar com o conceito e as ferramentas do QbD.
Palavras-chave
Quality-by-design, inquérito, indústria farmacêutica
O212 Saúde oral entre crianças e adolescentes portugueses: uma questão de saúde pública
Nélio Veiga1,2, Carina Brás1, Inês Carvalho1, Joana Batalha1, Margarida Glória1, Filipa Bexiga1,2, Inês Coelho3, Odete Amaral4, Carlos Pereira4
1Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Viseu, 3504-505 Viseu, Portugal; 2Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, Universidade Católica Portuguesa, 3504-505 Viseu, Portugal; 3Unidade de Saúde Familiar Grão Vasco, Viseu, 3500-177 Viseu, Portugal; 4Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504 - 510 Viseu, Portugal
Correspondência: Nélio Veiga (nelioveiga@gmail.com) – Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Católica Portuguesa, Viseu, 3504-505 Viseu, Portugal
Introdução
Hábitos de higiene oral, como escovagem dentária, uso de fio dental e consultas odontológicas, são fatores importantes na determinação de uma boa saúde oral. Objetivos: Determinar a prevalência de cárie dentária e avaliar os comportamentos de saúde oral numa amostra de crianças e adolescentes portugueses.
Métodos
Foi realizado um estudo transversal com uma amostra de 1.575 crianças e adolescentes (50,3% do sexo feminino) com idades entre 2 e 18 anos, de Viseu, Portugal. A recolha de dados foi realizada através da aplicação de um questionário sobre comportamentos de saúde oral (respondido pelos pais e adolescentes) e através de observação intraoral para determinação do índice de dentes permanentes cariados, perdidos e obturados (CPOD) e do índice de dentes decíduos (ceod).
Resultados
Neste estudo, obtivemos um índice CPOD de 1,80 ± 2,47, com um componente cariado de 1,26 ± 1,94, e um índice ceod de 2,46 ± 3,23, com um componente cariado de 2,01 ± 2,88. Cerca de 79,2% da amostra revelou escovagem dentária pelo menos duas vezes por dia. Em relação às consultas odontológicas, 60,9% referiram ter ido ao dentista nos últimos 12 meses e 48,6% referiram o consumo de lanches açucarados entre as refeições. Foi encontrada uma associação estatisticamente significativa entre a prevalência de cárie dentária e a quantidade de escovagem diária (p = 0,033) e o consumo de lanches açucarados entre as refeições (p = 0,037).
Conclusões
A presença de doenças orais e comportamentos inadequados de saúde oral entre crianças e adolescentes ainda é um importante problema de saúde pública em Portugal. Tem-se verificado uma melhoria nos últimos anos; no entanto, continua a ser essencial realizar medidas preventivas primárias nos cuidados de saúde oral entre crianças e adolescentes.
Palavras-chave
Cárie dentária, saúde oral, crianças, adolescentes, prevenção primária, índice CPOD
O213 Espécies vegetais como recurso medicinal em Igatu-Chapada Diamantina (Bahia, Brasil)
Cláudia Pinho1†,3, Nilson Paraíso2†, Ana I. Oliveira1, Cristóvão F. Lima1, Alberto P. Dias1
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Universidade Federal da Bahia, Salvador da Bahia, 0170-115, Brasil; 3Centro de Investigação e de Tecnologias Agro-Ambientais e Biológicas, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001-801 Vila Real, Portugal & Universidade do Minho, 4704-553 Braga, Portugal
Correspondência: Cláudia Pinho (clp@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
Contexto
Estudos etnobotânicos e etnofarmacológicos são importantes para documentar o conhecimento tradicional e contribuíram para a descoberta de muitos medicamentos derivados de plantas. Objetivos: Este estudo tem como objetivo documentar o uso de plantas medicinais na comunidade de Igatu (Bahia, Brasil), bem como determinar espécies com potencial de bioprospecção.
Métodos
Os dados etnobotânicos foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas. As plantas registradas estão listadas juntamente com seu nome popular, uso tradicional, parte utilizada, método de preparo e valor de uso (UV). O fator de consenso do informante (FCI) e o nível de fidelidade (FL) das plantas também foram determinados.
Resultados
Um total de 80 espécies pertencentes a 73 gêneros e 36 famílias foram citadas. As famílias Lamiaceae (27,8 %), Fabaceae (25,0 %) e Asteraceae (19,4 %) são de maior importância. As folhas foram a parte da planta mais frequentemente utilizada, enquanto a infusão foi a principal forma de preparo. O maior número de espécies medicinais foi indicado para doenças do sistema digestivo. De acordo com o UV, as espécies mais importantes foram Lantana camara L. (2,88) e Polygala multiceps Mart. ex A.W. Benn. (2,75). Os valores de FCI obtidos refletem a concordância sobre o uso de plantas para o tratamento de doenças do olho e anexos, neoplasmas-tumores e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas.
Conclusões
Plantas com altos valores de UV, FCI e FL são boas candidatas para futuras investigações farmacológicas e fitoquímicas na busca de novos medicamentos. Uma comparação dos resultados em plantas com alto UV com outros estudos mostrou que algumas das indicações tradicionais são apoiadas por dados disponíveis na literatura científica.
Palavras-chave
Conhecimento tradicional, Etnobotânica, Etnofarmacologia, Chapada Diamantina
O214 Caracterização do desempenho cognitivo e funcional em tarefas cotidianas: Implicações para a saúde em idosos institucionalizados
Pedro Silva1,2, Mário Espada3,4, Mário Marques1,5, Ana Pereira1,5
1Universidade da Beira Interior, Covilhã, 6201-001 Covilhã, Portugal; 2Associação de Melhoramentos Pró Outeiro, Oliveira de Azeméis, 3720-514 Santiago de Riba-Ul, Portugal; 3School of Education, Polytechnic Institute of Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal; 4Centro Interdisciplinar da Performance Humana, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, 1499-002 Cruz Quebrada, Portugal; 5Research Centre Sports Sciences, Health Sciences and Human Development, University of Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal
Correspondência: Ana Pereira (anapereiraphd@gmail.com) – Research Centre Sports Sciences, Health Sciences and Human Development, University of Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal
Dificuldades funcionais e cognitivas têm sido associadas ao declínio cognitivo precoce em idosos e ao aumento do risco de conversão para demência no comprometimento cognitivo, mas nossa compreensão desse declínio tem sido limitada pela escassez de métodos objetivos. O objetivo principal deste estudo foi investigar o desempenho funcional e cognitivo em idosos institucionalizados.
Dez sujeitos [(78,1 anos (9,5), 158,4 cm (9,6), 68,2 kg (13,2), 27 IMC (3,9)] realizaram uma bateria de testes de capacidade funcional. Esses testes incluíram medidas funcionais como o teste de levantar da cadeira (CTS), teste de caminhada de 6 minutos (6MWT) e teste de levantar e ir (GUG). O comprometimento cognitivo foi avaliado pelo teste do mini-exame do estado mental (MEEM), atividades de vida diária pelo índice de Barthel (IB) e avaliação do equilíbrio pelo Teste de Tinetti (TT). Os resultados mostraram desempenho inferior em todos os testes (p ≤ 0,05): teste de levantar da cadeira (9,8 ± 3,0 repetições), 6MWT (226,4 ± 114 metros), GUG (14,0 ± 10,9 segundos), MEEM (21,4 ± 5,9 pontuação total), IB (95 ± 5,5 pontuação total) e TT (21,9 ± 5,0 pontuação total) no início do estudo. Os resultados sugerem que a eficácia de programas de intervenção em saúde com dupla tarefa parece ser a nova forma estratégica de melhorar a capacidade funcional e o desempenho cognitivo, podendo ser útil na redução do declínio funcional em idosos institucionalizados. Atividades voltadas para a memória episódica podem ser mais eficazes no tratamento do comprometimento funcional precoce na velhice.
Palavras-chave
Cognição, dupla tarefa, marcha, desempenho muscular, instituição, promoção da saúde
O215 IMC e a percepção da importância atribuída à sexualidade em pessoas obesas e com sobrepeso
Ana Mª Pereira1, Mª Veiga-Branco1, Filomena Pereira2, Maria Ribeiro1
1Escola Superior de Saúde de Bragança, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal; 2Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal
Correspondência: Ana Mª Pereira (amgpereira@ipb.pt) – Escola Superior de Saúde de Bragança, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal
Contexto
A literatura tem apontado a obesidade como a variável moderadora de um ciclo vicioso depressivo de autoestima e autoimagem, com isolamento social, ansiedade e depressão. Isso, por sua vez, leva as pessoas a canalizar o prazer sexual para o prazer da comida, agravando ainda mais sua condição de obesidade e, consequentemente, causando um grande impacto negativo na vida sexual do indivíduo.
Objetivo: Avaliar a importância atribuída à sexualidade em indivíduos obesos e com sobrepeso, bem como avaliar a existência de correlação entre essas variáveis.
Métodos
Um estudo exploratório quantitativo foi realizado com 218 pacientes de ambos os gêneros (68,3% mulheres e 31,7% homens) com idades entre 18 e 65 anos. A coleta de dados foi realizada em vários hospitais do centro e norte do país. Os dados foram coletados utilizando o Índice de Satisfação Sexual (ISS).
Resultados
Entre os participantes, 82,2% eram obesos ou com sobrepeso. Entre os obesos, 38,1% registraram obesidade tipo I; 16,4% tinham obesidade tipo II (grave); e 8,7% tinham obesidade tipo III (mórbida). Os obesos revelaram ser os que mais importância atribuíram à sexualidade, apesar de também serem os que apresentam a maior insatisfação sexual. Finalmente, os resultados mostram que existe uma correlação positiva, embora fraca, entre a insatisfação sexual e o IMC.
Conclusões
Indivíduos obesos são os que revelaram a maior insatisfação sexual. Portanto, a causa dessa insatisfação deve ser buscada e valorizada como uma questão relacionada à obesidade.
Palavras-chave
Sexualidade, obesos, índice de massa corporal
O216 Análise e comparação de contaminações microbiológicas de dois chupetas de composição diferente
Vera Lima1, Ana I. Oliveira1,2, Cláudia Pinho1,2, Graça Cruz1, Rita F. Oliveira1,2,3, Luísa Barreiros4, Fernando Moreira1,5
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Centro de Investigação em Saúde e Ambiente, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 3Secção Autónoma das Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 4UCBIO-REQUIMTE Rede de Química e Tecnologia, 4051-401 Porto, Portugal & Departamento de Ciências Químicas, Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto, Porto, 4050-313 Porto, Portugal; 5Department of Legal Medicine and Forensic Sciences, Faculty of Medicine, University of Porto, Porto, 4200-319 Porto, Portugal & Pharmaceutical Services, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE, Vila Nova de Gaia, 4400-129 Vila Nova de Gaia, Portugal
Correspondência: Fernando Moreira (ffm@estsp.ipp.pt) – Departamento de Medicina Legal e Ciências Forenses, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, 4200-319 Porto, Portugal & Serviços Farmacêuticos, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE, Vila Nova de Gaia, 4400-129 Vila Nova de Gaia, Portugal
Chupetas são dispositivos importantes durante o desenvolvimento e crescimento de bebês e crianças pequenas, principalmente devido à possível prevenção da síndrome de morte súbita e ao fornecimento de uma sensação de conforto em relação ao estresse e à ansiedade. No entanto, o contato permanente entre a chupeta e a microflora oral leva à criação de um biofilme na superfície da chupeta. Além disso, a contaminação da parte externa das chupetas fora da boca das crianças não pode ser desconsiderada, pois são derrubadas e imediatamente usadas pelos bebês, permitindo a entrada de bactérias patogênicas que podem gerar infecções sistêmicas relevantes e eventuais.

Os principais objetivos deste estudo foram desenvolver um método para analisar quantitativamente a contaminação de chupetas usadas por bebês e comparar a suscetibilidade à contaminação de dois materiais diferentes: borracha natural e silicone. Dez amostras foram coletadas em uma creche no Norte de Portugal e devidamente mantidas em sacos estéreis durante o transporte para o laboratório. Posteriormente, foi realizada uma coleta microbiológica das chupetas em placas de Petri previamente preenchidas com ágar nutriente. Após incubação por 48 h, as colônias bacterianas foram contadas.

Foi possível confirmar a presença de várias colônias nas amostras estudadas e, de acordo com os resultados obtidos, houve uma tendência a uma maior contaminação em chupetas de silicone do que em chupetas de borracha.

O presente estudo demonstra que é importante definir estratégias para garantir a limpeza e esterilização adequadas das chupetas, devido à sua contaminação massiva. Estudos adicionais, com um número maior de amostras, seriam importantes para concluir sobre a composição mais adequada das chupetas, no que diz respeito à prevenção da contaminação.

Palavras-chave
Silicone, borracha, cuidado infantil, biofilme, medição
O217 Experiências de relacionamentos conjugais na transição para a reforma
Ana Camarneiro1, Mª Helena Loureiro2, Margarida Silva1
1Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 2Universidade de Aveiro, Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Correspondência: Ana Camarneiro (pcamarneiro@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal

Introdução
A transição para a reforma requer uma adaptação eficaz aos novos papéis e funções nos indivíduos e nos seus parceiros. O casal vive momentos especiais nesta transição, talvez com uma nova dinâmica conjugal. Objetivos: Analisar as experiências de relacionamentos conjugais no processo de adaptação à reforma e as estratégias adotadas para lidar com ela.

Métodos
Este é um estudo qualitativo e descritivo. A amostra foi composta por 32 casais em que pelo menos um dos cônjuges estava reformado há menos de cinco anos. Os participantes estavam inscritos em unidades de saúde de uma Administração Regional de Saúde da região centro de Portugal. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e análise temática com o programa NVivo10®.

Resultados
Entrevistas semiestruturadas e análise temática com o programa NVivo10® foram utilizadas.
As experiências de relacionamentos conjugais na transição para a aposentadoria mostraram os seguintes tópicos: Recursos; Vulnerabilidades; Expectativas e idealizações futuras. Os recursos da conjugalidade e a idealização conjugal no futuro revelaram-se estratégias de adaptação à aposentadoria. Relacionamentos conjugais positivos são assumidos como uma condição importante na transição para a aposentadoria, o que se reflete na saúde e no bem-estar. Os casais apresentam diferentes vulnerabilidades e recursos conjugais. O cônjuge parece ser um recurso fundamental para o indivíduo aposentado. Os casais idealizam momentos felizes, mas também esperam dificuldades futuras.
Conclusões
A transição para a aposentadoria é um momento que, pela sua importância conjugal e social, necessita de maior investimento em termos de cuidados com a saúde psicológica e física.
Palavras-chave
Casal, aposentadoria, transição
O218 Tratamento preventivo e corretivo da deficiência de cálcio induzida por medicamentos: uma análise em ambiente de farmácia comunitária
Catarina Duarte, Ângelo Jesus, Agostinho Cruz
Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
Correspondência: Ângelo Jesus (acj@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
Introdução
As interações medicamento-nutriente nem sempre são valorizadas na prática clínica. Essas interações podem resultar em deficiência nutricional induzida por medicamentos e, portanto, tratamentos preventivos e corretivos podem ser necessários. Os Técnicos de Farmácia desempenham um papel importante na identificação de pacientes em risco. Objetivos: Determinar e caracterizar os valores da densidade mineral óssea de pacientes utilizando medições ultrassônicas quantitativas do calcâneo; analisar o uso de tratamento preventivo ou corretivo de deficiências nutricionais induzidas por medicamentos e suas consequências.
Métodos
Estudo observacional analítico transversal realizado em uma Farmácia Comunitária no Porto com 103 indivíduos (82,5% do sexo feminino) com mais de 40 anos. A coleta de dados foi obtida por meio de questionário estruturado. A densidade mineral óssea dos participantes foi avaliada quantitativamente por ultrassom do calcâneo. Os dados foram analisados usando SPSS.
Resultados
Os valores de densidade mineral óssea foram significativamente menores em mulheres (0,405 ± 0,107 g/cm³ vs. 0,510 ± 0,142 g/cm³). Houve também uma diminuição mais acentuada com a idade. Sessenta e seis por cento dos pacientes estavam medicados com pelo menos um medicamento que poderia induzir deficiência de cálcio. Dos pacientes em risco, apenas 24,5% tomam algum tipo de suplementação oral. Cerca de 30% dos pacientes em risco nunca foram rastreados ou tratados para osteoporose.
Conclusões
A avaliação quantitativa da densidade mineral óssea por ultrassonografia do calcâneo na farmácia permite o monitoramento de indivíduos de alto risco. Os Técnicos de Farmácia e outros profissionais de saúde devem proporcionar uma maior consciencialização sobre as deficiências nutricionais induzidas por medicamentos e adotar medidas para prevenir e evitar efeitos negativos na saúde do paciente.
Palavras-chave
Interações Alimento-Medicamento, osteoporose, cálcio, serviços de farmácia comunitária
O219 Perfil de estados de humor em idosos fisicamente ativos: Existe relação com a percepção de saúde?
Maria Mota1, Sandra Novais2, Paulo Nogueira2, Ana Pereira1,3, Lara Carneiro2, Paulo V. João1
1Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal; 2Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal; 3Instituto Politécnico de Setúbal, 2910-761 Setúbal, Portugal
Correspondência: Maria Mota (mpmota@utad.pt) – Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal
As mudanças psicológicas relacionadas à idade frequentemente expressam um aumento de sintomas depressivos e perda de vigor. Uma vasta literatura descreve os benefícios do exercício físico regular na saúde mental. No entanto, no que diz respeito aos idosos, os resultados são escassos. Este estudo teve como objetivo caracterizar o Perfil de Estados de Humor (POMS) em idosos fisicamente ativos regulares. Além disso, pretendemos também verificar como a percepção do estado de saúde estava associada ao POMS e se existem diferenças entre os sexos.
A amostra do estudo foi composta por 279 idosos (237 do sexo feminino e 42 do sexo masculino), com idades entre 65 e 92 anos, praticantes de exercício físico. O questionário POMS foi utilizado para medir variáveis positivas (vigor) e negativas (tensão, depressão, hostilidade, fadiga e confusão). Um questionário de histórico de caso foi utilizado para medir a percepção do seu estado de saúde. O teste t e o teste de Mann-Whitney foram utilizados para comparar variáveis por sexo. O teste de Spearman foi utilizado para testar a associação das variáveis. O nível de significância foi estabelecido em 0,05.
De acordo com o POMS, os resultados revelaram que o perfil iceberg positivo típico existe nesta amostra, com valores mais altos obtidos no vigor e valores mais baixos nas variáveis negativas. Este perfil foi ainda melhor nos homens em comparação com as mulheres (p < 0,05). A percepção de saúde foi maior nos homens e foi associada positivamente à escala de vigor do POMS e negativamente associada às variáveis negativas do POMS.
Estes resultados sugerem que a atividade física regular pode contribuir para a manutenção do bem-estar psicológico dos idosos, que se mostrou relacionado com a percepção de saúde.
Palavras-chave
Idosos, exercício físico, POMS, saúde
O220 Comportamento (in)seguro no trabalho: o papel da educação para uma cultura de saúde e segurança
Teresa Maneca Lima (tmaneca@gmail.com)
Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra, 3000-995 Coimbra, Portugal
Os acidentes de trabalho são uma realidade constante e fatal em todos os países. As principais causas estão relacionadas com condições de trabalho precárias e com o comportamento inadequado dos trabalhadores. Existe uma ligação óbvia entre o comportamento e a prevenção de riscos no trabalho. No entanto, o comportamento nem sempre é o elemento mais importante na prevenção de acidentes de trabalho. Portanto, para promover uma cultura de saúde e segurança entre os trabalhadores, é fundamental compreender não só o papel da educação na promoção de um comportamento consciente, propenso a seguir os procedimentos de segurança, mas também as características individuais de cada trabalhador. Em Portugal, os acidentes de trabalho ocorrem frequentemente entre trabalhadores com baixos níveis de educação e formação.
O objetivo deste artigo é explorar a correlação entre programas de educação e formação e a estratégia de prevenção de riscos laborais em Portugal. Desde o início da década de 1990, vários planos nacionais foram concebidos e implementados para garantir a integração efetiva nos currículos escolares de conteúdos relacionados com riscos laborais e saúde e segurança no trabalho. O Programa Nacional de Educação para a Segurança e Saúde no Trabalho (PNESST), implementado em 2000, é o principal exemplo da estratégia nacional de educação e formação para uma cultura de saúde e segurança.
Ao examinar a implementação do PNESST e analisar as estatísticas de acidentes de trabalho em Portugal, é possível determinar que o comportamento de segurança no trabalho está relacionado com o nível de informação e formação dos trabalhadores em segurança e saúde. Sem dúvida, esta abordagem pode contribuir para reduzir o número de acidentes de trabalho.
Palavras-chave
acidentes de trabalho, comportamentos dos trabalhadores, educação e formação, cultura de saúde e segurança
O221 Análise do perfil empreendedor dos estudantes do ensino superior em Portugal: aplicação do Carland Entrepreneurship Index
Anabela Salgueiro-Oliveira, Marina Vaquinhas, Pedro Parreira, Rosa Melo, João Graveto, Amélia Castilho, José H. Gomes
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Correspondência: Anabela Salgueiro-Oliveira (anabela@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Introdução
As mudanças societais criaram novas necessidades em termos de cuidados de saúde e de profissionais com competências diversificadas. As instituições de ensino superior devem promover o desenvolvimento de um perfil empreendedor nos estudantes que possa impulsionar a exploração de novas oportunidades. Objetivos: Identificar o perfil empreendedor nos estudantes do ensino superior e a sua relação com algumas características pessoais e formação.
Estudo quantitativo correlacional, realizado com 1.604 alunos de 18 instituições dos Institutos Politécnicos de Portugal. A coleta de dados ocorreu entre julho e novembro de 2015. O questionário de habilidades empreendedoras Carland Entrepreneurship Index (CEI) foi aplicado, juntamente com a aquisição de variáveis sociodemográficas dos alunos. Os dados foram analisados com o SPSS 23.0. O estudo seguiu os requisitos éticos.

Resultados

A aplicação do (CEI) permitiu observar que 75,7% dos alunos apresentaram perfil empreendedor, 20,8% perfil Microempreendedor e 3,4% perfil Macroempreendedor. Além disso, verificamos que os alunos mais velhos (r = 0,193, p < = 0,000), do sexo masculino (Feminino = 0,55; Masculino, M = 0,580 p < 0,000), que já trabalharam ou gostariam de trabalhar para outros, apresentaram o maior potencial empreendedor (Sim M = 0,60; Não 0,54; p < 0,000), juntamente com aqueles que participaram de conteúdos empreendedores durante sua formação (Não participou M = 0,53; Participou 0,58; p < 0,000).

Conclusões

O perfil empreendedor está relacionado com algumas características sociodemográficas dos alunos; no entanto, as instituições de ensino podem ter um papel preponderante no desenvolvimento desse perfil, o que pode contribuir para uma maior contribuição no bem-estar das populações.

Palavras-chave

perfil empreendedor, alunos, ensino superior

O222 Avaliação do bem-estar e qualidade de vida de gestantes trabalhadoras em relação à idade da gestante

María S. Medina1, Valeriana G. Blanco2

1GyM Prevención, Burgos, 09007 Burgos, Espanha; 2Universidad de Burgos, 09001 Burgos, Espanha

Correspondência: María S. Medina (mariasierra3@hotmail.com) – GyM Prevención, Burgos, 09007 Burgos, Espanha

A situação laboral das gestantes tem conotações especiais, tanto na situação física quanto psicológica, e isso pode influenciar seu bem-estar. Ciente disso, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a qualidade de vida percebida por gestantes trabalhadoras em diferentes momentos da gestação.

Este trabalho contou com uma amostra de conveniência de 165 gestantes residentes em Burgos (Espanha) e trabalhadoras de diferentes semanas de gestação e uma ampla faixa etária.

O estudo tem caráter transversal e a coleta de dados foi realizada com o questionário WHOQOL-BREF e um questionário ad hoc para coleta de dados de identificação e semanas de gestação.

As variáveis critério foram: qualidade de vida percebida, satisfação com a saúde e qualidade de vida nas dimensões física, saúde, saúde psicológica, relações sociais e meio ambiente. As variáveis preditoras foram semanas de gestação e idade.
Os resultados mostram que, em geral, as mulheres estão bastante satisfeitas com sua qualidade de vida e saúde. A relação entre as variáveis que medem a qualidade de vida e o estágio da gravidez não se torna significativa, embora se observe uma tendência a pontuações mais altas na avaliação global e nas diferentes dimensões em mulheres que estão na faixa entre 31 e 35 anos.
Palavras-chave
Grávida, Qualidade de vida, Mulheres trabalhadoras
O223 Proteção do bem-estar psicológico entre trabalhadores desempregados e temporários: Descobrindo intervenções comunitárias eficazes com um painel Delphi
Osvaldo Santos1,2, Elisa Lopes1,2, Ana Virgolino1,2, Alexandra Dinis3, Sara Ambrósio3, Inês Almeida3, Tatiana Marques3, Mª João Heitor3,4
1Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 2Instituto de Saúde Ambiental, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 3Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal; 4Hospital Beatriz Ângelo, Loures, 2674-514 Loures, Portugal
Correspondência: Osvaldo Santos (osvaldorsantos@gmail.com) – Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 1649-028 Lisboa, Portugal
Introdução
As crises econômicas têm um impacto deletério na saúde mental. O desemprego e as condições de trabalho precárias representam um risco aumentado para o bem-estar psicológico. Intervenções comunitárias eficazes precisam ser desenvolvidas no contexto de programas orientados para a equidade em saúde mental. Objetivos: Identificar intervenções comunitárias eficazes de curto prazo para a proteção do bem-estar psicológico entre trabalhadores desempregados e temporários. Mais especificamente, objetivamos identificar quais competências psicossociais, modelos de referência terapêutica e formatos de intervenção devem ser utilizados nessas intervenções.
Métodos
Realizamos uma revisão de escopo para mapear intervenções conceitualmente orientadas (através do PubMed e SciELO). Os resultados desta revisão foram submetidos à opinião de um painel Delphi de especialistas, selecionados por amostragem intencional, nas áreas de: promoção da saúde mental, saúde pública, intervenção psicológica e gestão de recursos humanos. Os critérios de consenso foram definidos como 90 % das pontuações por item superiores a 3 (escala Likert de 5 pontos) e média superior a 3,5 (coeficiente de variação inferior a 0,35).
Resultados
O painel Delphi envolveu 46 especialistas (taxa de participação ao final de 2 rodadas: 90 %). O consenso foi alcançado para 5 sessões de intervenção com grupos de tamanho médio (15-20 pessoas). Os especialistas propuseram diferentes modelos terapêuticos (por exemplo, inspirados na psicodinâmica, sistêmicos, cognitivo-comportamentais) como adequados para os fins indicados. Estratégias cognitivo-comportamentais e psicoeducacionais para a promoção da literacia em saúde mental, competências psicossociais e regulação emocional foram consideradas como maximizando a possibilidade de efeitos positivos.
Conclusões
Independentemente da estrutura conceitual, o aumento do conhecimento sobre saúde mental e competências psicossociais básicas (empatia, escuta ativa, assertividade) e de regulação emocional emergiu como necessário para a proteção do bem-estar e para aumentar a resiliência entre populações vulneráveis.

Palavras-chave
Bem-estar psicológico, Promoção da saúde mental, Intervenção comunitária, Saúde do desemprego, Estudo Delphi

O224 Normas populacionais chilenas derivadas da qualidade de vida relacionada à saúde SF-6D

Miguel A. Garcia-Gordillo1, Daniel Collado-Mateo1, Pedro R. Olivares2, José A. Parraça3, José A. Sala1

1Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, Espanha; 2Universidade Autônoma do Chile, Talca, 1670 Talca, Chile; 3Universidade de Évora, 7004-516 Évora, Portugal

Correspondência: Miguel A. Garcia-Gordillo (miguelgarciagordillo@gmail.com) – Universidade da Extremadura, Badajoz, 06071 Badajoz, Espanha

Introdução
A classificação SF-6D fornece valores de utilidade para o estado de saúde. As utilidades geradas têm uma série de aplicações potencialmente valiosas em avaliações econômicas, não apenas para garantir a comparabilidade entre estudos. Os valores de referência podem ser úteis para estimar o efeito das intervenções na qualidade de vida relacionada à saúde dos pacientes na ausência de grupos de controle. Assim, o objetivo seria fornecer os valores normativos do SF-6D na população chilena.

Métodos
Foi realizado um estudo transversal. Um total de 5.293 pessoas concordou em participar do estudo. As utilidades do SF-6D foram derivadas das questões do SF-12.

Resultados
O índice de utilidade médio do SF-6D para toda a amostra foi de 0,74. Foi melhor para homens (0,78) do que para mulheres (0,71). O efeito teto foi muito maior para homens (11,16%) do que para mulheres (5,31%). As mulheres eram mais propensas a apresentar problemas em qualquer dimensão do que os homens.

Conclusões
As normas populacionais chilenas para o SF-6D são apresentadas neste artigo para auxiliar na tomada de decisões em políticas de saúde. Os homens relataram um estado de saúde mais elevado do que as mulheres em todas as subcategorias analisadas. Da mesma forma, os homens também relataram pontuações mais altas do que as mulheres em todas as dimensões do SF-6D no geral.

Palavras-chave
Valores de referência, QVRS, Utilidade, Saúde

O225 Motivação de estudantes universitários para o empreendedorismo: A influência da instabilidade social e econômica

Amélia Castilho, João Graveto, Pedro Parreira, Anabela Oliveira, José H. Gomes, Rosa Melo, Marina Vaquinhas

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal

Correspondência: Amélia Castilho (afilomena@esenfc.pt) – Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal

Introdução
O conceito de empreendedorismo subdivide-se em empreendedorismo de oportunidade e empreendedorismo de necessidade, evidenciando que a instabilidade no mercado de trabalho tem um papel importante na decisão de o prosseguir (Global Entrepreneurship Monitor, 2013). A recente crise financeira mundial levou à instabilidade social e laboral em Portugal, com potencial influência na motivação para participar em empreendimentos. Objetivos: Analisar a relação entre a Perceção de Instabilidade Social e Económica (PSEI) e selecionar variáveis contextuais e sociodemográficas em estudantes universitários politécnicos.
Métodos
Um estudo quantitativo correlacional realizado com 1.604 estudantes de 18 diferentes instituições politécnicas superiores portuguesas (Portugal continental). Foi aplicado um inquérito sobre motivação empresarial de Parreira, Pereira e Brito (2011). A amostra consiste em estudantes do sexo feminino (65,2 %), estudantes casados (11,1 %) e trabalhadores-estudantes (19,7 %). Os dados foram analisados através do SPSS.
Resultados
Os estudantes com aspirações empreendedoras sentem-se capazes de iniciar um negócio e contrastam com os trabalhadores-estudantes, que têm menor PSEI, respetivamente (Mcom_ideia = 2,97, DP = 1,20; Msem_ideia = 3,21, DP = 1,12, t(1601) = 4,10, p < ,000); (Mcapaz_criar = 3,01, DP = 1,16; Mnao_capaz_criar = 3,19, DP = 1,17, t(1601) = 2,97, p < ,003); (Maluno = 3,12, DP = 1,17; Mtrabalhador_estudante = 2,92, DP = 1,17, t(1599) = 2,74, p < ,006), relação entre a aspiração ao mercado internacional e PSEI (Minternacional = 2,95, DP = 1,24; Mnao_internacional = 3,11, DP = 1,15, t(1601) = 2,31, p < ,021); as mulheres demonstram mais PSEI (Mmasculino = 2,93, DP = 1,13; Mfeminino = 3,16, DP = 1,18, t(1601) = 3,17, p < ,000); os estudantes casados mostram menor PSEI (Mcasado/união = 2,91, DP = 1,17; Moutro = 3,10, DP = 1,17, t(1601) = 2,11, p < ,035).
Conclusões
Algumas variáveis sociodemográficas revelam ter influência neste processo. A realidade socioeconómica e a perceção de instabilidade em diferentes contextos condicionam a perceção do estudante como empreendedor.
Palavras-chave
Perfil empreendedor, Motivação de estudantes universitários, Instabilidade social e económica
O226 Utilização de plantas aromáticas e medicinais, drogas e produtos fitoterápicos na cidade de Bragança
Mónica Cheio1, Agostinho Cruz1, Olívia R. Pereira2
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal
Correspondência: Olívia R. Pereira (oliviapereira@ipb.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal
A fitoterapia caracteriza-se pela utilização de plantas aromáticas e medicinais (PAM) em diferentes formas farmacêuticas para fins terapêuticos. O presente estudo tem como objetivo caracterizar a utilização de PAM, drogas e produtos fitoterápicos na cidade de Bragança.
Um estudo transversal foi conduzido por meio da aplicação de um questionário a 404 indivíduos de ambos os sexos e com idades entre 18 e 89 anos.
As AMP foram utilizadas terapeuticamente por 53,7%, principalmente por “serem naturais” (43,9%), enquanto 33,8% usam medicamentos e/ou produtos fitoterápicos principalmente “porque faz bem à saúde” (53,5%). As AMP mais utilizadas foram Cidreira (n=149) e Camomila (n=117) e, em relação aos medicamentos e/ou produtos fitoterápicos, Valdispert® (n=48) e Daflon® 500 (n=41) foram os mais relatados.
No geral, os usos relatados de AMP, medicamentos e produtos fitoterápicos estavam corretos, de acordo com o relatado na literatura. O uso de AMP é motivado pelo autoconhecimento (55,4%), enquanto os medicamentos e/ou produtos fitoterápicos são utilizados principalmente por prescrição médica (44,1%). As AMP foram obtidas por cultivo próprio (44,1%) e os medicamentos e/ou produtos fitoterápicos em farmácias (89,0%). De todos os usuários, cerca de 90% não combinaram esses produtos com medicamentos convencionais e foi identificada apenas uma potencial ocorrência de interações medicamentosas relacionada ao uso de Hipericão. A ocorrência de efeitos adversos foi observada após o uso de AMP Sene (11,8%), Hipericão (9,1%) e Ginkgo Biloba (8,3%). O uso desses produtos é uma prática comum entre os moradores da cidade de Bragança, que utilizam uma ampla diversidade de AMP e produtos à base de plantas.
Palavras-chave
Plantas aromáticas e medicinais, medicamentos fitoterápicos, produtos fitoterápicos
O227 Flores comestíveis como novo conceito de alimentos para promoção da saúde
Sara Pinto1, Adriana Oliveira1, M. Conceição Manso1,2, Carla Sousa1, Ana F. Vinha1,2
1Unidade de Investigação UFP em Energia, Ambiente e Saúde & Centro de Estudos em Biomedicina, Fundação Fernando Pessoa, Porto, 4249-004 Porto, Portugal; 2REQUIMTE/LAQV, Departamento de Ciências Químicas, Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
Correspondência: Ana F. Vinha (acvinha@ufp.edu.pt) – REQUIMTE/LAQV, Departamento de Ciências Químicas, Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto, 4050-313 Porto, Portugal
Flores comestíveis são comumente utilizadas na nutrição humana e seu consumo aumentou nos últimos anos. Na Europa, a aplicação mais comum das pétalas de flores na nutrição humana é na preparação de bebidas quentes (tisana ou infusão), proporcionando bem-estar devido às propriedades medicinais já reconhecidas. Assim, é fundamental conhecer sua composição nutricional, bem como outras propriedades funcionais e benéficas frequentemente relacionadas aos seus compostos bioativos e propriedades antioxidantes.
Rosa (Rosa canina L.), calêndula (Calendula officinalis L.) e camélia (Camellia L.) foram comparadas quanto aos seus teores de fenóis totais, flavonoides e carotenoides. Além disso, sua capacidade antioxidante foi avaliada.
No que diz respeito aos compostos bioativos e à atividade antioxidante (DPPH•), foram obtidos níveis promissores, apresentando diferenças significativas entre as amostras (p < 0,001). C. officinalis apresentou os maiores teores de fenólicos totais e carotenoides (35,4 mg GAE/g, 15,6 mg/g, respectivamente). Aqui, os melhores resultados para o teor de flavonoides foram obtidos em pétalas de rosa (~95 mg ECE/g), indicando potencialmente a presença de uma alta porcentagem de polifenóis glicosilados que são prontamente solúveis em água. Como a atividade antioxidante é frequentemente correlacionada com os teores de compostos bioativos totais, os coeficientes de correlação entre compostos bioativos e atividade antioxidante também foram estudados.
A atividade antioxidante mostrou-se positivamente e significativamente altamente correlacionada com os fenólicos totais (rs = 0,917, p = 0,001) e carotenoides (rs = 0,900, p = 0,001). Esses achados podem ter aplicações práticas no que diz respeito ao aprimoramento de flores comestíveis, tanto para consumo imediato quanto para o desenvolvimento de suplementos alimentares ou produtos farmacêuticos relacionados.

Palavras-chave
Rosa (Rosa canina L.), Calêndula (Calendula officinalis L.), Camélia (Camellia L.), compostos bioativos, atividade antioxidante (DPPH), promoção da saúde

O228 A influência das atividades de lazer na saúde e bem-estar de idosos que vivem em lares de idosos
Mª Manuela Machado1, Margarida Vieira2
1Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal; 2Universidade Católica Portuguesa – Porto, 4202-401 Porto, Portugal
Correspondência: Mª Manuela Machado (mmachado@ese.uminho.pt) – Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal

Introdução
As atividades de lazer, muitas vezes deixadas em segundo plano ao longo da vida, desempenham um papel importante para os idosos. São atividades que eles gostam de realizar, de acordo com as preferências individuais, que facilitam a manutenção de uma vida ativa, a nível físico, mental e social, melhorando a sua saúde. Objetivos: I) Identificar os hábitos de lazer dos idosos que vivem em lares de idosos; II) Descrever a oferta de atividades de lazer dos lares de idosos; III) Identificar relações entre as atividades de lazer e a condição de saúde dos idosos.

Métodos
Um estudo correlacional descritivo transversal, em 12 lares de idosos no norte de Portugal com uma amostra de 1.131 idosos. Realizamos uma análise estatística descritiva e inferencial dos dados utilizando SPSS/PC para Windows, versão 22.

Resultados
Os participantes eram majoritariamente mulheres, viúvas, com idade média de 84 anos. A atividade de lazer mais comum é assistir TV. Deficiência visual e analfabetismo são as causas mais frequentes de não adesão dos idosos às atividades de lazer. Atividades de lazer: jogos de cartas/tabuleiro, artesanato e leitura estão associados a melhor desempenho cognitivo; passeios turísticos e leitura estão associados a maior independência no autocuidado; assistir televisão está associado a maior comprometimento dos processos corporais e maior dependência no autocuidado; realizar trabalho manual está associado a menos depressão; caminhar está associado a menor comprometimento dos processos corporais e menor risco de queda.
Conclusões
Os hábitos de lazer são importantes para manter a saúde de idosos que vivem em instituições de longa permanência.
Palavras-chave
Idosos, Hábitos de lazer, Instituições de longa permanência, Estado de saúde
O229 Risco de queda, medo de cair e funcionalidade em idosos residentes na comunidade
Beatriz Fernandes, Teresa Tomás, Diogo Quirino
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
Correspondência: Beatriz Fernandes (beatriz.fernandes@estesl.ipl.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, 1549-020 Lisboa, Portugal
Introdução
O envelhecimento da população portuguesa está levando a um aumento na proporção de idosos. As mudanças relacionadas à idade são responsáveis por altos níveis de incapacidade, problemas de equilíbrio e alto risco de quedas. A fisioterapia pode identificar idosos em risco de queda e fornecer estratégias para prevenir quedas nessa população, contribuindo para manter a funcionalidade. O objetivo deste estudo foi caracterizar o risco de queda em uma amostra de idosos residentes na comunidade e investigar as associações entre funcionalidade e equilíbrio. Objetivo: Identificar o risco de queda em idosos residentes na comunidade e suas relações com o medo de cair e a capacidade funcional.
Métodos
Estudo transversal. Sessenta e um (61) sujeitos participaram do estudo, 40 (65,6%) do sexo feminino e 21 (34,4%) do sexo masculino, com idade de 74 ± 7,5 anos. As medidas de desfecho foram equilíbrio avaliado pela Berg Balance Scale (BBS); medo de cair pela Falls Efficacy Scale (FES); funcionalidade pela Composite Physical Function (CPF).
Resultados
Os resultados do nosso estudo mostraram que para a BBS a mediana foi 54, para a FES foi 96 e para a CPF foi 20 pontos. O risco de queda para esta amostra foi de 11%. Associações positivas foram encontradas entre BBS e FES (R = 0,589; p = 0,00), CPF e BBS (R = 0,723; p = 0,00) e CPF e FES (R = 0,613; p = 0,00).
Conclusões
O risco de queda está presente entre os participantes do nosso estudo. As associações positivas entre equilíbrio, confiança e funcionalidade indicam que o equilíbrio e a confiança na realização das atividades de vida diária são importantes para ter altos níveis de função, sugerindo que a fisioterapia focada no treino de equilíbrio pode contribuir para aumentar a independência.
Palavras-chave
Envelhecimento, equilíbrio, risco de queda, função, fisioterapia
O230 Dor musculoesquelética e hábitos posturais em crianças e estudantes adolescentes
Gustavo Desouzart1, Rui Matos2, Magali Bordini1, Pedro Mouroço3
1Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Centro de Investigação em Qualidade de Vida, Instituto Politécnico de Santarém, 2001–904 Santarém, Portugal & Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentável de Produtos, Instituto Politécnico de Leiria, 2430-028 – Marinha Grande, Portugal
Correspondência: Gustavo Desouzart (gustavodesouzart@gmail.com) – Escola de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
O estudo da relação entre a dor musculoesquelética e os hábitos posturais em crianças e adolescentes do 2º e 3º ciclos do ensino básico (107 do sexo masculino e 97 do sexo feminino) pode estabelecer critérios nos cuidados de saúde em indivíduos durante o crescimento. Uma escala de desconforto de partes do corpo foi adotada para verificar as referências de nível e localização da dor. Os resultados indicaram uma variação de 0 (sem dor) a 5 (dor máxima), com uma média de 2.40 ± 0.96 (dor moderada a grave), e maior tempo de presença de dor (39.2% de dor crônica) quanto maior a intensidade média da dor (2.59 ± 0.87). 67.3% (148) dos participantes indicaram dor musculoesquelética, 53.4% relataram dor em pelo menos dois locais diferentes e 27% referiram dor em três ou mais locais. Os participantes do 5º ano indicaram dor crônica com 27.3% sendo 25% (subaguda) e 47.7% (aguda). Em contraste, a quantidade de participantes do 9º ano que referiram dor no corpo diminuiu (58.8%), mas a dor média (2.50 ± 0.89) e a sua duração aumentaram (56.7% de dor crônica). O valor médio de maior dor entre as mulheres (2.57 ± 0.93) em ambos os anos de escolaridade foi maior em comparação com os homens que tiveram um valor médio de dor de 2.18 ± 0.97. Este estudo teve como objetivo apresentar a 1ª fase de um estudo desenvolvido no ambiente escolar, a fim de contribuir para o aprofundamento da discussão sobre educação postural. Estes resultados mostraram uma prevalência de dor moderada/grave, o maior nível de dor no sexo feminino e em alunos do ensino superior.
Registo do ensaio
Current Controlled Trials ANZCTR370295
Palavras-chave
Dor musculoesquelética, Hábitos posturais em estudantes, Educação postural
O231 O que é diferente no Sul da Europa? A questão da participação dos cidadãos nos sistemas de saúde
Ana R. Matos, Mauro Serapioni
Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra, 3000-995 Coimbra, Portugal
Correspondência: Ana R. Matos (amatos@ces.uc.pt) – Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra, 3000-995 Coimbra, Portugal
A governança contemporânea exige interdependência mútua dos atores por meio de dispositivos participativos para lidar competentemente com os problemas públicos e melhorar a qualidade das decisões. Este debate está ativamente presente no sistema de saúde, onde várias organizações internacionais têm exortado os governos nacionais a desenvolver espaços públicos dentro da sociedade civil como os locais adequados para a melhoria de seus sistemas de saúde. Até o momento, várias iniciativas foram propostas e recursos substanciais foram investidos no desenho e implementação de exercícios de participação dos cidadãos no domínio da saúde.

O foco principal deste artigo é o envolvimento da sociedade civil com os sistemas de saúde. Analisa as características dos sistemas de saúde grego, italiano, português e espanhol e as principais etapas de seus processos de reforma. As iniciativas mais relevantes de participação cidadã são identificadas, destacando suas principais características e potencial, bem como as principais questões críticas levantadas.

A evolução dos serviços nacionais de saúde nos países analisados compartilha uma história comum, bem como modelos semelhantes para a prestação de serviços de saúde no caso da Itália, Portugal e Espanha.

Com exceção da Grécia, onde a participação está em estágio inicial, as atividades participativas implementadas nos outros três países revelaram características comuns: I) uma lacuna entre o discurso sobre a importância da participação dos cidadãos que permeou os processos de reforma e as práticas implementadas nos serviços de saúde; II) a maioria das experiências ocorre apenas em nível local ou regional; III) as mudanças de governo têm afetado negativamente a consolidação das experiências participativas.

Palavras-chave
Serviço Nacional de Saúde, Participação cidadã, Países do sul da Europa

O232 Estresse ocupacional em policiais portugueses
Teresa Guimarães, Virgínia Fonseca, André Costa, João Ribeiro, João Lobato
Escola superior de tecnologia da saúde de Lisboa, 1990-096 Lisboa, Portugal
Correspondência: Teresa Guimarães (tguimaraes@estesl.ipl.pt) – Escola superior de tecnologia da saúde de Lisboa, 1990-096 Lisboa, Portugal

Contexto
O estresse ocupacional ocorre quando os indivíduos percebem as demandas do trabalho como excedendo seus recursos e habilidades para lidar com elas, induzindo um conjunto de respostas físicas e emocionais e afetando a satisfação no trabalho. O policiamento é frequentemente associado a altos níveis de estresse ocupacional, resultante de estressores encontrados no ambiente de trabalho e na vida familiar do indivíduo. Objetivos: Avaliar os níveis de estresse ocupacional percebido em policiais e identificar os estressores mais relevantes.
Métodos
Quinze (15) policiais (de uma delegacia com 45 profissionais), 93,3% homens, 24 - 46 anos (M = 33,27; DP = 6,24), com uma média de 9,07 anos de experiência (DP = 6,72), 66,7% trabalhando mais de 40 horas/semana e 86,7% fazendo trabalho em turnos, completaram o “Questionário de Estresse Operacional Policial” (PSQ-Op) e o “Questionário de Estresse Organizacional Policial” (PSQ-Org).

Resultados
Os participantes apresentaram níveis moderados de estresse para PSQ-Org (M = 3,45; DP = 1,18) e PSQ-Op (M = 3,62; DP = 1,01), sem diferenças significativas entre os escores. Não foram encontradas diferenças significativas nos níveis de estresse em relação a variáveis demográficas ou ocupacionais. As principais fontes de estresse estão relacionadas à falta de recursos, burocracia, jornada de trabalho, trabalho em turnos, risco de ferimentos ou testemunhar eventos traumáticos.

Conclusões
Nossos achados sugerem uma percepção de nível moderado de estresse ocupacional em policiais, tanto no nível organizacional quanto operacional. O fato de que estressores de intensidade moderada afetam os indivíduos de forma crônica e podem desencadear respostas físicas e emocionais, afetando a saúde e o bem-estar, reforça a importância de intervenções que melhorem a capacidade dos policiais de lidar com estressores, ajudando a preservar a satisfação no trabalho e a qualidade de vida.

Palavras-chave
Estresse ocupacional, Estresse policial, Saúde ocupacional

O233 A terapia ocupacional é culturalmente relevante para promover a saúde mental em Burkina Faso?
Inmaculada Z. Martin, Anita Björklund
Jönköping University Foundation, 551 11 Jönköping, Suécia
Correspondência: Inmaculada Z. Martin (zainma@ju.se) – Jönköping University Foundation, 551 11 Jönköping, Suécia

Contexto
Os processos de globalização têm um impacto claro na terapia ocupacional. Consequentemente, há um interesse crescente em aspectos relacionados à saúde e à cultura em muitas sociedades. O desenvolvimento de um centro de terapia ocupacional para promover a saúde mental em Houndé, Burkina Faso (África Ocidental), deve ir além das questões terminológicas usuais, e aprofundar e refinar novas diretrizes em relação à construção e consolidação do conhecimento e também aos aspectos práticos no país. Objetivos: O principal objetivo deste estudo qualitativo foi analisar a cultura profissional da terapia ocupacional e seu impacto na prática, tendo como referência o desenvolvimento do centro de terapia ocupacional para promover a saúde mental em Burkina Faso.

Métodos
Foi utilizado um delineamento qualitativo baseado em uma etnografia duplamente reflexiva, um modelo heurístico tridimensional composto por dimensões sintáticas, pragmáticas e semânticas. Dessa forma, a metodologia baseia-se em dez entrevistas semiestruturadas com profissionais e líderes locais que estiveram envolvidos na fase piloto deste projeto.

Resultados
Os resultados mostram que é necessário e urgente desenvolver consciência e responsabilidade pelas relações de poder que são implícitas, mas também explícitas, na teoria e prática da terapia ocupacional.

Conclusões
Esta apresentação destacará a necessidade de co-reflexão entre os diferentes atores envolvidos na terapia ocupacional, pois é conclusiva para o desenvolvimento de uma perspectiva intercultural da terapia ocupacional que possa ser terapeuticamente eficaz. A abordagem etno-ocupacional pode ser proposta como uma alternativa à intervenção ocupacional etnocêntrica.

Palavras-chave
Abordagem etno-ocupacional, Reflexividade, Saúde Mental, Cultura, Etnografia

P105 Satisfação com o pagamento por desempenho e qualidade nos cuidados primários
Aida I. Tavares1, Pedro Ferreira1,2, Rui Passadouro3
1Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal; 2Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal; 3ACES Pinhal Litoral, ARS Centro, Coimbra, 3001-553 Coimbra, Portugal
Correspondência: Aida I. Tavares (aitavar@gmail.com) – Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 3004-512 Coimbra Portugal

Introdução
O pagamento por desempenho tem sido cada vez mais utilizado nos sistemas de saúde. A reforma dos cuidados primários em Portugal introduziu a possibilidade de pagamento por desempenho para os profissionais de saúde. Assim, coexistem dois tipos de pagamento: o salário fixo e o pagamento por desempenho. Este trabalho pretende testar se o tipo de esquema de pagamento determina a satisfação com o pagamento, identificar fatores que explicam a satisfação com o pagamento e também testar se o tipo de esquema de pagamento influencia a qualidade autopercebida dos cuidados de saúde prestados nas unidades de cuidados primários.

Métodos
Adota-se uma abordagem quantitativa. Os dados de um inquérito são analisados estimando regressões tobit.

Resultados
A satisfação com o pagamento é explicada pelo tipo de incentivos pagos; ser enfermeiro diminui a satisfação com o pagamento; a qualidade da unidade de cuidados de saúde tem uma relação positiva com o tipo de incentivos pagos.

Conclusões
Este é o primeiro trabalho deste tipo para os cuidados primários de saúde portugueses e contribui para a discussão em curso sobre o pagamento por desempenho no setor da saúde.

Palavras-chave
Incentivos, pagamento por desempenho, cuidados primários, tobit

P106 Desenvolvimento económico através das lentes da esperança de vida
Sónia Morgado (soniamorgado2006@gmail.com)
Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Instituto Politécnico de Santarém, 2040-413 Rio Maior, Portugal & Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, 1349-040 Lisboa, Portugal

Introdução
O artigo tem como objetivo definir a associação entre o desenvolvimento da saúde, medido pela esperança de vida, e o desenvolvimento económico, com foco em Portugal, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB). Desejamos testar se é possível a causalidade entre crescimento e saúde medida pela esperança de vida, atestando assim a adequação das políticas de saúde, no que diz respeito ao aumento da qualidade e dos anos de vida da população.

Métodos
Para realizar o teste, utiliza-se uma Análise de Modelo Vetorial Autorregressivo – modelo VAR, e o teste de causalidade de Granjer [1], aplicado a dados de séries temporais portuguesas de 6 décadas. Além disso, é aplicada uma análise univariada e bivariada.

Resultados
A evolução positiva do PIB, ao longo dos anos até 2010, antes do início da crise económica, a uma taxa positiva de 14,0 %, foi acompanhada por um aumento da esperança de vida. Embora a regressão linear evidencie uma relação direta significativa entre as variáveis (valor-p = 0,002), a causalidade não se sustenta.

Conclusões
Embora os resultados no período não mostrem interdependência das variáveis, as condições de saúde são apoiadas pelo crescimento [2], e a saúde contribui para o desenvolvimento económico [3-7]. Portanto, políticas relativas ao envelhecimento produtivo devem ser consideradas.

Referências

  1. Granjer, CWJ. Some Recent Developments in a Concept of Casuality. Journal of econometrics. 1988; 39:199-211.
  2. Egger, G. Health “Iilth”, and Economic Growth: Medicine, Environment and Economics at the Crossroads. American Journal of Preventive Medicine. 2009; 37(1):78-83.
  3. Ashraf, QH, Weil, DN. When Does Improving Health Raise GDP?. National Bureau of Economic Research. 2012; 14449:1-46.
  4. Bloom, DE, Canning, D, Sevilla, J. The Effect of Health on Economic Growth: A production Function Approach. World Development. 2004; 32(1):1-13.
  5. Deaton, AS, Paxson. CH. Aging and Inequality in Income and Health. The American Economic Review. 2005; 88:248-253.
  6. Morgado, SMA. Does health promote economic growth? Portuguese case study: from dictatorship to full democracy. The European Journal of Health Economics. 2014; 15(6):591-598.
  7. Morgado, SMA. Is Infant Mortality an Evidence of Economic Development. Revista de Saúde Pública. 2014; 48(n.esp):239.

Palavras-chave
Esperança de vida, crescimento económico, modelo VAR, Produto Interno Bruto, Portugal

P107 Qual é a eficácia do exercício na cessação tabágica para prevenir complicações clínicas do tabagismo?
Nuno Tavares, João Valente, Anabela C. Martins
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Nuno Tavares (ftnunotavares@gmail.com) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Contexto
O tabagismo é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de complicações clínicas como doenças cardiovasculares, cancro ou hipertensão. Atualmente, os métodos mais comuns para deixar de fumar são o aconselhamento comportamental e a terapia farmacológica, no entanto a sua taxa de sucesso permanece bastante baixa. Objetivos: Analisar qual é a eficácia do exercício na cessação tabágica e descobrir qual é o tipo de exercício e as suas características que levam a melhores resultados.
Métodos
PubMed, Cochrane Library, PEDro e ScienceDirect foram consultados durante os meses de março e abril de 2015. A pesquisa foi limitada a diretrizes, metanálises, revisões sistemáticas e ensaios clínicos randomizados, escritos em inglês e publicados em periódicos científicos nos últimos 5 anos. Para ser válido, o artigo deveria ter como população fumantes que realizaram um programa de exercícios como intervenção em comparação com sua não aplicação. O desfecho desejado foi a porcentagem de indivíduos que pararam de fumar a longo prazo.

Resultados
Foram considerados válidos para análise oito ensaios clínicos randomizados que testaram a eficácia de programas de exercícios aeróbicos, resistência muscular e ioga.

Conclusões
O exercício tende a melhorar a porcentagem de cessação do tabagismo a longo prazo. Recomenda-se a aplicação de um programa de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, 100 a 150 minutos por semana, durante 12 semanas de abstinência do tabagismo.

Palavras-chave
Exercício, Cessação do tabagismo, Tabagismo, Prevenção primária

P108 Uma revisão sistemática dos efeitos da ioga na saúde mental
Patrícia Araújo¹, Rosina Fernandes², Francisco Mendes², Cátia Magalhães², Emília Martins²
¹Universidade Católica Portuguesa – Porto, 4202-401 Porto, Portugal; ²Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Educação de Viseu, 3504-501 Viseu, Portugal
Correspondência: Rosina Fernandes (rosina@esev.ipv.pt) – Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Educação de Viseu, 3504-501 Viseu, Portugal

Introdução
A psicologia positiva está mudando a forma como pesquisamos a saúde mental na sociedade ocidental, trazendo um foco para práticas com mais de 5.000 anos na cultura oriental, especificamente com raízes na Índia, como a ioga. Objetivos: O objetivo deste artigo é explorar os efeitos documentados da ioga na saúde mental, por meio de uma revisão sistemática da literatura (independentemente do ano de publicação, país ou idioma).

Métodos
A base de dados Scopus foi utilizada e 29 publicações foram recuperadas, 10 foram excluídas (como artigos teóricos, livros e pesquisas que não relataram efeitos na saúde mental).

Resultados
Quarenta e oito (48) efeitos da ioga na saúde mental foram encontrados nas 19 publicações analisadas, os quais foram sistematizados em três grandes categorias. Impactos na personalidade e estilo de vida (11), a primeira categoria, incluiu diminuições nos traços de neuroticismo e psicoticismo, mudanças no estilo de vida e aumento da qualidade de vida, entre outros. Aumento da memória espacial e capacidade de atenção, bem como diminuição da ruminação de afeto negativo são exemplos dos 15 efeitos incluídos na segunda categoria, denominada impactos cognitivo-perceptuais. Finalmente, 22 efeitos emocionais (terceira categoria) foram encontrados, como diminuição dos níveis de raiva, depressão e ansiedade. No geral, os efeitos positivos foram predominantes e apenas um efeito pode ser interpretado como de alguma forma negativo (paixão obsessiva pela ioga).

Conclusões
Como existem vários tipos de yoga e diversas técnicas de yoga, estudos adicionais deveriam analisar seus impactos específicos na saúde mental. No entanto, esperamos que este estudo permita uma melhor compreensão dos benefícios do yoga e, possivelmente, a integração de estratégias de yoga nas intervenções de saúde mental.
Palavras-chave
Yoga, saúde mental, revisão sistemática
P109 Estilo de vida saudável: comparação entre estudantes do ensino superior que viveram até a idade adulta em ambiente rural e urbano
Pedro Mendes1, Rui Paulo1,2, António Faustino1, Helena Mesquita1, Samuel Honório1,2, Marco Batista1,2
1Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal; 2Research, Education and Community Intervention, Instituto Piaget, 3515-776 Galifonge, Viseu, Portugal
Correspondência: Pedro Mendes (pedromendes@ipcb.pt) – Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-767 Castelo Branco, Portugal
O ambiente e o estilo de vida têm sido reconhecidos como determinantes importantes dos problemas de saúde das populações de países economicamente desenvolvidos. Em particular, esses dois fatores parecem desempenhar um papel nas doenças crônico-degenerativas, doenças súbitas e acidentes. O objetivo do nosso estudo é comparar estilos de vida entre estudantes do ensino superior que viveram em ambientes rurais e urbanos até a idade adulta.
Cento e trinta e dois (132) estudantes de ambos os sexos (85 homens; 47 mulheres) participaram do estudo. A idade média foi de 21,81 anos (DP = 3,78). Os sujeitos foram divididos em dois grupos (grupo 1 - aqueles que viveram até a idade adulta em ambiente rural e grupo 2 - os estudantes que viveram em ambiente urbano até a idade adulta). Para caracterizar a amostra, foi aplicada uma adaptação do questionário de Telama et al. [1]. O Questionário de Avaliação do Estilo de Vida Fantástico - versão portuguesa foi aplicado para avaliar o estilo de vida. Para a análise do estudo, foram utilizadas estatísticas descritivas e inferenciais. Um teste de Kolmogorov-Smirnov foi aplicado para distribuição normal dos dados e um teste de Mann-Whitney para estatísticas não paramétricas.
Os resultados mostram uma diferença significativa em apenas uma dimensão (insight) do questionário (p ≤ 0,05). As demais dimensões e os escores totais do questionário não apresentam diferenças estatisticamente significativas. Esses resultados mostram que o tipo de ambiente (rural ou urbano) vivido até a idade adulta não parece revelar diferenças significativas em um estilo de vida saudável.
No geral, os sujeitos avaliados apresentaram resultados de "Bom" e "Muito Bom" no escore total do questionário, revelando estilos de vida saudáveis.
Referências

  1. Telama R, Yang X, Laakso L, Viikari J. Physical activity in childhood and adolescence as predictor of physical activity in young adulthood. American Journal of Preventive Medicine.1997; 13(4): 317-323
    Palavras-chave
    Estilo de vida, ambiente, Questionário de Avaliação do Estilo de Vida Fantástico
    P110 Avaliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Brasil
    Josimari T. Lacerda1, Angela B. Ortiga2, Mª Cristina Calvo1, Sônia Natal1
    1Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 88040-900 Brasil; 2Secretaria de estado da saúde de Santa Catarina, Florianópolis – Santa Catarina, 88015-130, Brasil
    Correspondência: Josimari T. Lacerda (jtelino@gmail.com) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 88040-900 Brasil
    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Brasil realiza atendimento pré-hospitalar na busca pela redução de danos, mortes e aumento da sobrevida. Atua como ordenador da rede de atenção às urgências e elo entre diferentes serviços.
    Trata-se de uma pesquisa avaliativa do serviço de atendimento móvel de urgência com análise de 80 centrais de regulação e 87 municípios de um estado brasileiro que sediam unidades de suporte básico e avançado. Utilizou-se um modelo teórico-lógico e matriz avaliativa, validados por meio de oficinas com especialistas. O modelo incluiu duas dimensões. A dimensão gestão das urgências analisa infraestrutura, financiamento, processo regulatório e articulação do SAMU com todo o sistema. A atenção às urgências analisa infraestrutura, suporte diagnóstico e terapêutico e adequação do atendimento. Utilizamos diferentes estratégias de coleta: revisão documental e bibliográfica; entrevistas com informantes-chave e observação direta.
    A análise permitiu identificar potencialidades, bem como fragilidades que podem ser prevenidas. Nenhuma região apresentou bom desempenho, todas as dimensões foram classificadas como regulares e quase metade das unidades de gestão das urgências requer atenção urgente. O SAMU organiza parcialmente a rede, que deve evoluir para uma maior integração interna de suas unidades e regulação dos chamados serviços de bombeiros e resgate. É reconhecido como um serviço rápido e de qualidade, mas houve resistência à aceitação após o encaminhamento dos pacientes.
    Mecanismos de coordenação e comunicação interna e externa precisam ser implementados. A qualidade das unidades é motivo de preocupação. O modelo foi considerado factível para contemplar atribuições municipais, regionais e estaduais, podendo ser replicado em outros contextos.
    Palavras-chave
    Avaliação de Serviços de Saúde, Socorro de Urgência, Serviços Médicos de Emergência, Atendimento pré-hospitalar.
    P111 Compostos bioativos - atividade antioxidante de frutas tropicais
    Marta Pereira (msofpereira@gmail.com)
    Instituto Politécnico de Leiria; 2411-901 Leiria, Portugal
    O consumo de frutas tornou-se uma forma de melhorar a nossa saúde. Os compostos bioativos têm um papel importante na atividade antioxidante, uma vez que são responsáveis pela proteção das células ao estabilizar ou desativar os radicais livres. A avaliação e quantificação dos compostos bioativos de dezenas de frutas tropicais permitiu destacar três frutas com atividade antioxidante significativa: camu-camu, acerola e açaí. No entanto, os subprodutos também apresentaram quantidades impressionantes de compostos bioativos, que podem ser úteis para o desenvolvimento de novos produtos.
    Além disso, a correlação identificou os compostos fenólicos como principais contribuintes para a atividade antioxidante, embora não tenha sido conclusiva sobre qual composto fenólico específico tinha mais influência.
    Palavras-chave
    compostos bioativos, antioxidantes, atividade antioxidante, frutas tropicais
    P112 Uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor no trabalho de parto
    Manuela Ferreira1, Ana R. Prata2, Paula Nelas1, João Duarte1
    1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 2Hospital Pêro da Covilhã, Centro Hospitalar Cova da Beira EPE, 6200-251 Covilhã, Portugal
    Correspondência: Manuela Ferreira (mmcferreira@gmail.com) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
    Introdução
    A dor do trabalho de parto é o resultado de interações complexas, semelhante à dor aguda, mas com características específicas de natureza neurofisiológica, obstétrica, psicológica e sociológica envolvidas no seu limiar. Nesse sentido, os métodos não farmacológicos podem ajudar a mãe no alívio da dor, reduzir os níveis de estresse e ansiedade e, assim, promover maior satisfação. Objetivos: Determinar as variáveis contextuais da gravidez e do parto que interferem no uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor.
    Métodos
    Uma revisão sistemática da literatura seguida de um estudo quantitativo e descritivo simples, transversal, de acordo com uma análise não probabilística de 382 registros clínicos de puérperas.
    Resultados
    Os métodos não farmacológicos utilizados para alívio da dor durante o trabalho de parto são mais eficazes em comparação com não usar nenhum método, placebo ou qualquer outro método. Em uma amostra de 382 mulheres com idade média de 30,95 anos (±5,45 anos), em 34,6% dos casos foram aplicados métodos não farmacológicos para alívio da dor no trabalho de parto, destacando-se a respiração e o relaxamento (86,3%). Em alguns casos, embora em menor escala, foi aplicada hidroterapia, isolada (6,9%) ou associada à respiração e relaxamento (5,3%) e hipnose (0,8%) e a associação entre respiração e massagem (0,8%).
    Conclusões
    De acordo com os resultados obtidos e com base nas evidências científicas disponíveis, deve-se notar que é essencial que o cuidado de alívio não farmacológico da dor no parto seja explorado, pois é mais seguro e tende a acarretar menos intervenções e, possivelmente, uma maior humanização do parto e uma maternidade mais segura.
    Palavras-chave
    Trabalho de parto, dor, terapias complementares,
    P113 Segurança mecânica de chupetas vendidas em farmácias e lojas de artigos infantis portuguesas
    Juliana Carneiro1, Ana I. Oliveira1,2, Cláudia Pinho1,2, Cristina Couto1,3, Rita F. Oliveira1,2, Fernando Moreira1,4
    1Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Centro de Investigação em Saúde e Ambiente, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 3Serviços farmacêuticos, Hospital Pedro Hispano, Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE, 4454 509 Senhora da Hora, Portugal; 4Department of Legal Medicine and Forensic Sciences, Faculty of Medicine, University of Porto, 4200-319 Porto, Portugal & Pharmaceutical Services, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE, Vila Nova de Gaia, 4400-129 Vila Nova de Gaia, Portugal
    Correspondência: Fernando Moreira (ffm@estsp.ipp.pt) – Department of Legal Medicine and Forensic Sciences, Faculty of Medicine, University of Porto, 4200-319 Porto, Portugal & Pharmaceutical Services, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE, Vila Nova de Gaia, 4400-129 Vila Nova de Gaia, Portugal
    Perigos potenciais decorrentes do uso de chupetas por crianças têm sido relatados nas últimas décadas. Os casos repetidos de lesões e até mesmo mortes possivelmente devido a chupetas mal projetadas justificaram a elaboração de diretrizes que assegurassem a segurança mecânica desses dispositivos nos Estados Unidos da América, Brasil e União Europeia.
    Este estudo experimental é o primeiro a descrever a submissão de um grupo de chupetas vendidas em um país europeu a um conjunto de testes e determinações que permitem a avaliação de sua segurança mecânica, após a entrada em vigor da EN1400. Os métodos adotados incluíram determinações da resistência da tetina, tamanho total do dispositivo, presença e tamanho dos orifícios de ventilação, realização de teste de risco de deglutição e análise de rótulo.
    Todas as 13 amostras foram compradas em farmácias e lojas de artigos infantis no norte de Portugal e pertenciam a cinco marcas diferentes. Os resultados obtidos revelaram que todas as amostras analisadas apresentavam os orifícios de ventilação mínimos exigidos, com tamanhos adequados e colocação correta. Além disso, todas as amostras mostraram ter tetinas com resistência adequada ao estiramento e nunca excederam o tamanho máximo permitido. Nenhuma das amostras passou pelo dispositivo de politetrafluoroetileno (PTFE) que imitava a boca de uma criança. É bastante claro que as chupetas vendidas em farmácias e lojas de artigos infantis portuguesas apresentam altos padrões de segurança mecânica, provavelmente devido à implementação da EN1400. No entanto, seria importante realizar testes semelhantes em chupetas vendidas em sites da internet.
    Palavras-chave
    Crianças pequenas, EN1400, prevenção de asfixia
    P114 A importância da consulta pré-natal: Informações às gestantes em uma unidade de atenção primária
    Ana S. Maia1, Michelle T. Oliveira1, Anderson R. Sousa1, Paulo P. Ferreira2, Géssica M. Souza1, Lívia F. Almada1, Milena A. Conceição1, Eujcely C. Santiago3
    1Faculdade Nobre, Feira de Santana - Bahia, 44001-008, Brasil; 2Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Salvador - Bahia, 41745-900, Brasil; 3Hospital Estadual da Criança, Vila Valqueire, Rio de Janeiro, Brasil
    Correspondência: Ana S. Maia (anamargarette@yahoo.com.br) – Faculdade Nobre, Feira de Santana - Bahia, 44001-008, Brasil
    Introdução
    O desenvolvimento da assistência pré-natal requer ações multidisciplinares voltadas para a saúde da mulher. A humanização e a assistência de qualidade são cruciais para a saúde do binômio mãe-filho. O estudo teve como objetivo analisar o conhecimento das gestantes sobre a importância da consulta pré-natal.
    Métodos
    Trata-se de um estudo de campo, descritivo com abordagem qualitativa. Foi realizado na Unidade de Saúde da Família do bairro Jussara, na cidade de Feira de Santana, Bahia, Brasil. Os sujeitos da pesquisa foram 18 gestantes em acompanhamento pré-natal na unidade. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas para este estudo. As entrevistas foram submetidas à análise temática de conteúdo.
    Resultados
    A maioria das mulheres relatou que a importância de completar o acompanhamento pré-natal baseava-se principalmente na detecção de algumas doenças e também no cuidado com a saúde da criança. A primeira consulta pré-natal deve ocorrer nas primeiras doze semanas de gestação, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde, e esse período foi respeitado pela maioria das gestantes.
    Conclusões
    O pré-natal influencia diretamente o processo gestacional, e tal assistência deve ser realizada adequadamente, por profissionais que possuam o conhecimento que deve ser transmitido às gestantes. O papel positivo do pré-natal durante a gravidez foi reconhecido por todas as entrevistadas. No entanto, é importante ressaltar a necessidade de realizar um pré-natal de qualidade, pois quando conduzido de forma inadequada, pode trazer inúmeros prejuízos à saúde tanto da mãe quanto da criança.
    Palavras-chave
    Pré-natal, gestantes, consulta
    P115 Influência de diferentes condições de carga de mochila na atividade dos músculos do pescoço e lombar de crianças do ensino fundamental
    Sandra Rodrigues, Gabriela Domingues, Irina Ferreira, Luís Faria, Adérito Seixas
    Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004 Porto, Portugal
    Correspondência: Sandra Rodrigues (sandrar@ufp.edu.pt) – Universidade Fernando Pessoa, Porto, 4249-004 Porto, Portugal
    Introdução
    O objetivo do presente estudo é analisar a influência de quatro condições de carga de mochila (0, 10, 15 e 20% do peso corporal) na atividade eletromiográfica dos músculos do pescoço e lombar de crianças do ensino fundamental.
    Métodos
    Quatorze (14) crianças em idade escolar participaram do presente estudo, 5 do sexo masculino e 9 do sexo feminino, com idades entre 8 e 10 anos. Os músculos esternocleidomastóideo, reto abdominal e eretor da espinha foram registrados bilateralmente por meio de eletromiografia de superfície (EMG de superfície), enquanto testados para o efeito de quatro condições de carga de mochila randomizadas.
    Resultados
    Os resultados mostraram um aumento na atividade do músculo eretor da espinha cervical, enquanto o eretor da espinha lombar diminuiu na presença de carga pesada. A atividade do reto abdominal também aumentou e o músculo esternocleidomastoideo não alterou sua atividade na presença de carga. Parece haver uma ativação assimétrica dos músculos axiais, com preferência pelo lado direito do corpo, em condição de carga. Uma mochila com 20% do peso corporal causa as alterações musculares mais significativas; no entanto, diferenças estatisticamente significativas também foram encontradas em condições de 15% do peso corporal.
    Conclusões
    A análise dos presentes achados sugere a escolha de 10% do peso corporal como o limite superior recomendado para a carga de mochila para crianças em idade escolar.
    Identificador ClinicalTrials.gov: NCT02725645.
    Palavras-chave
    Eletromiografia de superfície, crianças, mochila
    P116 Eficácia e segurança do extrato seco de Hedera helix no tratamento da tosse produtiva
    Ana R. Costa1, Ângelo Jesus1, Américo Cardoso1,2, Alexandra Meireles1,3, Armanda Colaço1,4, Agostinho Cruz1
    1Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Instituto Português de Oncologia do Porto FG, EPE, Porto, 4200-072 Porto, Portugal; 3Centro Hospitalar do Porto, Porto, 4099-001 Porto, Portugal; 4Centro Hospitalar São João, Porto, 4200–319 Porto, Portugal
    Correspondência: Ângelo Jesus (acj@estsp.ipp.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Vila Nova de Gaia, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
    Introdução
    Um dos sintomas mais frequentes na prática médica é a tosse. Consequentemente, existe uma ampla gama de produtos disponíveis para o seu tratamento, não apenas medicamentos, mas também alguns produtos fitoterápicos. Este trabalho foca-se no extrato seco de Hedera helix, que ganha cada vez mais popularidade. Objetivo: Sistematizar a evidência científica sobre a eficácia e segurança do extrato de Hedera helix no tratamento da tosse produtiva.
    Métodos
    Revisão sistemática, utilizando as bases de dados Pubmed, EBSCO e Science Direct. Foram selecionados artigos em inglês, espanhol e português e com no máximo vinte anos desde a publicação.
    Resultados
    Dez estudos foram selecionados, constituídos por 69310 indivíduos com idades variadas. Um estudo foi controlado por placebo. Quatro estudos compararam diferentes formulações com extrato. Um estudo analisou diferenças entre o tratamento com o extrato seco de Hedera helix comparado com a terapia convencional. Três ensaios abertos, não comparativos e multicêntricos também foram incluídos, bem como um estudo retrospetivo.
    Resultados
    Todos os estudos mostram evidência da eficácia e tolerabilidade do extrato de Hedera helix no tratamento da tosse produtiva. Devido à incidência mínima de efeitos adversos, os autores puderam admitir uma boa tolerabilidade do extrato de hera.
    Os estudos incluídos nesta revisão indicam que as preparações de extrato seco de Hedera helix têm efeitos positivos na tosse produtiva, mostrando melhora em termos de função respiratória em pacientes com doenças do trato respiratório. No entanto, são necessários estudos mais robustos para uma avaliação estruturada da segurança e tolerabilidade deste extrato na tosse produtiva.

Palavras-chave
Hedera helix, tosse, hera, alfa-hederina

P117 Um retrato dos processos de avaliação de grupos educativos na atenção primária à saúde
Viviane L. Vieira, Kellem R. Vincha, Ana Mª Cervato-Mancuso
Universidade de São Paulo, São Paulo, 05403-000, Brasil
Correspondência: Viviane L. Vieira (vivianevieira26@gmail.com) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 05403-000, Brasil

Introdução
O desenvolvimento de ações educativas em grupos tem sido recomendado pelas políticas de saúde pública devido à construção de conhecimento e à transformação do cuidado em saúde. No entanto, a avaliação do processo educativo para obter uma análise crítica do grupo e seus efeitos é um desafio para os profissionais. Objetivo: Analisar a percepção dos profissionais – trabalhadores da Atenção Primária à Saúde – sobre os processos de avaliação dos grupos relacionados à alimentação e nutrição.

Métodos
Uma pesquisa qualitativa com 48 profissionais foi realizada em São Paulo, Brasil, (2012-2014) por meio de entrevistas semiestruturadas. Para os processos de avaliação, foi utilizado o Discurso do Sujeito Coletivo e oito Ideias Centrais foram identificadas.

Resultados
A presença de características que promovem o processo educativo foi encontrada nos grupos, como participação, vínculos, empoderamento e autonomia em saúde. Por outro lado, foram encontrados obstáculos na realização e sistematização da avaliação do processo educativo dos grupos, devido à naturalização de variáveis quantitativas (mudanças no peso e em parâmetros bioquímicos), relacionadas à aquisição de conhecimento e de abordagens individuais.

Conclusões
Há necessidade de maior reflexão sobre critérios de análise de grupos coerentes com os pressupostos da educação em saúde, a fim de incentivar o desenvolvimento profissional e a qualificação do cuidado.

Palavras-chave
grupos educativos, atenção primária à saúde, avaliação, educação alimentar e nutricional

P118 Benefícios das vitaminas C e E na perda auditiva neurossensorial: uma revisão
Melissa Faria, Cláudia Reis
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Cláudia Reis (creis@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

A perda auditiva neurossensorial é um problema tendencialmente crescente e tem sido associada aos efeitos tóxicos dos radicais livres, como as espécies reativas de oxigênio (ERO) e o óxido nítrico (NO) no sistema auditivo. Com isso em mente, estudos têm mostrado que a administração de vitaminas tem efeitos positivos e pode diminuir a perda auditiva neurossensorial.
Nesse sentido, por meio de uma revisão sistemática, pretendemos examinar a literatura científica disponível sobre a eficácia do uso das vitaminas C e E na melhora do desempenho do sistema auditivo em indivíduos com perda auditiva neurossensorial.
Foram definidas palavras-chave e realizada uma pesquisa de artigos científicos em bases de dados eletrônicas, sendo selecionados quatro estudos de acordo com critérios definidos e centrados na questão em estudo. A comparação dos resultados dos artigos escolhidos revela evidências concretas de uma diminuição dos limiares auditivos proporcionada pela ingestão das vitaminas C e E, alcançando um ganho auditivo de 30 dB.
Palavras-chave
Vitamina C, vitamina E, tratamento da perda auditiva, perda auditiva neurossensorial
P119 BODY SNAPSHOT – um sistema de avaliação antropométrica integrado à web
Marco P. Cova1, Rita T. Ascenso2,3, Henrique A. Almeida3, Eunice G. Oliveira3,4
1VOID – Desenvolvimento de Software, 2415-767 Leiria, Portugal; 2Centro de Investigação em Informática e Comunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 3Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 4Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra, 3000 - 033 Coimbra, Portugal
Correspondência: Marco P. Cova (mc@void.pt) – VOID – Desenvolvimento de Software, 2415-767 Leiria, Portugal
Fundamentação
A antropometria refere-se à caracterização do indivíduo humano que envolve a medição sistemática das propriedades físicas do corpo humano para a descrição da composição corporal e morfologia do indivíduo. Hoje, a antropometria desempenha um papel importante no design industrial, design de vestuário, ergonomia e arquitetura, onde dados estatísticos sobre a distribuição das dimensões corporais na população são usados para otimizar produtos. Mudanças nos estilos de vida, nutrição e composição étnica das populações levam a mudanças na distribuição das dimensões corporais (por exemplo, a epidemia de obesidade) e exigem atualização regular das coleções de dados antropométricos. Objetivos: Este projeto visa desenvolver uma aplicação web com o intuito de auxiliar e organizar o estudo antropométrico e o acompanhamento de pacientes quanto à avaliação de sua composição corporal e morfologia por profissionais e pesquisadores em diversas áreas como saúde, esportes e estética corporal.
Métodos
Esta avaliação é realizada por meio do cálculo de vários índices: Índice de Massa Corporal, Índice de Conicidade, Relação Cintura-Quadril, Densidade Corporal, Percentual de Massa Gorda, Massa Muscular, Massa Óssea, e também o cálculo do Somatotipo, que é o método mais completo para caracterizar indivíduos quanto à sua aparência física, morfologia e composição corporal.
O aplicativo desenvolvido é um sistema integrado totalmente antropométrico disponível na web, permitindo uma utilização global em todo o mundo. Como resultado, o uso contínuo do aplicativo refletirá na quantidade de dados disponíveis na plataforma, aumentando um impacto valioso em futuros estudos e pesquisas em todo o mundo (http://bodysnapshot.dei.estg.ipleiria.pt).
Palavras-chave
Antropometria, morfologia e composição corporal, sistema integrado de avaliação, fácil utilização, aplicação Web
P120 Avaliação antropométrica e variação durante a gravidez
Miguel Santana1, Rafael Pereira1, Eunice G. Oliveira1,2, Henrique A. Almeida1, Rita T. Ascenso1,3
1Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra, 3000 - 033 Coimbra, Portugal; 3Centro de Investigação em Informática e Comunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Rita T. Ascenso (rita.ascenso@ipleiria.pt) – Centro de Investigação em Informática e Comunicações, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
Embora a gravidez seja um dos eventos de vida mais comuns, surpreendentemente pouca informação científica está disponível na literatura quando se considera a antropometria. Estudos sobre a variação do tamanho corporal da mulher grávida, nomeadamente para o design de roupas durante a gestação, são bastante comuns. Mas a antropometria é muito mais do que isso: é também uma ciência que ajuda a caracterizar a morfologia e composição corporal. Objetivos: Atualmente, existem dados padrão de parâmetros antropométricos para grupos específicos como crianças, idosos e atletas. No entanto, valores ou dados específicos para mulheres grávidas parecem não existir, nem qualquer indicação sobre se é ou não possível usar os valores de outros dados fornecidos. Portanto, o principal objetivo deste estudo é avaliar se os dados padrão e as ferramentas antropométricas atuais são apropriados para uso em mulheres grávidas.
Métodos
Neste estudo, analisámos e avaliámos a caracterização morfológica e a composição corporal de sete mulheres grávidas usando métodos de perfil antropométrico restrito existentes. As ferramentas consideradas neste estudo foram: Índice de Massa Corporal, Somatótipo, Índice de Conicidade, Relação Abdominal-Quadril e Relação Cintura-Altura.
Resultados e conclusões
Algumas ferramentas não demonstram eficiência na avaliação antropométrica, como o Índice de Massa Corporal, ao colocar as mulheres grávidas em níveis de risco que não correspondem à realidade. No entanto, outros métodos são plausíveis de serem utilizados, como o Índice de Conicidade, as Relações Abdominal-Quadril e Cintura-Altura, onde os valores obtidos estão dentro da faixa esperada. Em conclusão, as ferramentas antropométricas existentes necessitam de mais estudos ao caracterizar mulheres grávidas.
Palavras-chave
Antropometria, Grávida, Somatótipo, Perfil antropométrico restrito, Morfologia e composição corporal
P121 Conhecimento dos estudantes universitários sobre as alterações dos seus hábitos alimentares e índice de atividade física na transição para o ensino superior
Rita Jesus1, Rodrigo Tapadas1, Carolina Tim-Tim1, Catarina Cezanne1, Matilde Lagoa1, Sara S. Dias2, Jorge Torgal1
1Nova Medical School, Universidade Nova de Lisboa, 1169-056 Lisboa, Portugal; 2Centro de Estudos de Doenças Crónicas, Universidade Nova de Lisboa 1150-082 Lisboa, Portugal e Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Sara S. Dias (sara.dias@ipleiria.pt) – Centro de Estudos de Doenças Crónicas, Universidade Nova de Lisboa 1150-082 Lisboa, Portugal e Unidade de Investigação em Saúde, Escola Superior de Saúde de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
O período de transição do ensino secundário para a universidade é crítico, pois os alunos sofrem grandes mudanças nos seus padrões de vida, adotando frequentemente atitudes de comportamento de risco, como dietas desequilibradas e inatividade física, que podem ter repercussões na sua saúde a longo prazo. Esta investigação tem como objetivo estudar a perceção dos alunos do primeiro ano de licenciatura em relação aos seus hábitos alimentares e índices de atividade física em comparação com os seus hábitos no ensino secundário.
Métodos
Foi realizado um estudo descritivo transversal de alunos do primeiro ano de licenciatura (primeira matrícula) de universidades de Lisboa. A informação foi recolhida através de questionários online. Os dados recolhidos foram analisados considerando um nível de significância de 5,0%.
Resultados
Da amostra final de 223 alunos das faculdades de Lisboa, 65,0% (n=145) eram do sexo feminino e 35,0% (n=78) do sexo masculino, com idades entre os 18 e os 21 anos. A totalidade da amostra admite ter diminuído os seus índices de atividade física e 50,7% piorou os seus hábitos alimentares. 61,0% da amostra está aparentemente satisfeita com o seu peso atual, mas deseja melhorar os seus hábitos alimentares e atividade física.
Conclusões
Viver longe da família está estritamente relacionado com horários mais rigorosos e difíceis de gerir, levando a piores hábitos alimentares e de exercício. Os alunos do sexo masculino têm mais comportamentos de risco, embora sejam os que mais facilmente adotam comportamentos considerados saudáveis no que diz respeito à atividade física. Os estudantes da área da saúde são mais conscientes em relação à sua própria saúde e são os mais penalizados pela falta de tempo. As estratégias de prevenção passam por aumentar a consciencialização sobre estas questões e fornecer meios para implementar mudanças.
Palavras-chave
Estudantes universitários, atividade física, hábitos alimentares, perceção, saúde
P122 Atividade muscular de um piloto de carro de rali
João Lopes1, Henrique Almeida1, Sandra Amado2, Luís Carrão2
1Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Luís Carrão (luis.carrao@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
Rally é uma forma de automobilismo que ocorre em vias públicas ou privadas com carros especialmente construídos. Diferencia-se por não ser disputado em um circuito, mas sim em um formato ponto a ponto, no qual os participantes e seus copilotos dirigem entre um conjunto de pontos de controle (etapas especiais), saindo em intervalos regulares de um ou mais pontos de partida. Esse tipo de evento esportivo impõe uma enorme carga física aos pilotos, onde os níveis de fadiga são muito elevados. Objetivos: O principal propósito do presente projeto é medir a ativação muscular de um piloto de rally durante uma corrida. O estudo consiste em avaliar a força das mãos antes e depois de um exercício de direção e avaliar a atividade muscular durante a condução.
Métodos
Dois métodos foram utilizados para obter os dados. A primeira etapa consistiu em obter os dados de força das mãos com o uso de um dinamômetro, após o que a eletromiografia foi utilizada para avaliar a atividade muscular durante a condução. O estudo foi composto por 5 tarefas: primeiramente o teste de força das mãos, em seguida uma vibração vertical, oscilação lateral, um teste de direção e, finalmente, outro teste de força das mãos.
Resultados e conclusões
A partir dos resultados, é possível concluir que os músculos-chave durante a atividade de direção são o deltoide anterior, uma vez que esta atividade requer muitas rotações e movimentos dos membros superiores. Essa atividade é mais evidente durante as curvas ao dirigir. Ao passar por esse tipo de avaliação, é possível ter uma melhor compreensão das demandas às quais os pilotos de rally estão submetidos.
Palavras-chave
Eletromiografia, atividade muscular, biomecânica, rally
Educação Terapêutica/Alfabetização em Saúde
O234 Alfabetização e resultados em saúde
Madalena Cunha1, Luís Saboga-Nunes2, Carlos Albuquerque1, Olivério Ribeiro3
1Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 2Escola Nacional de Saúde Pública, Lisboa, 1600-560 Lisboa, Portugal; 3Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Correspondência: Madalena Cunha (madalenacunhanunes@gmail.com) – Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Introdução
A Alfabetização em Saúde (AS), considerada como um mediador de resultados clínicos que pode ser associada a campanhas de promoção da saúde focadas na educação, é um foco atual de pesquisa sobre o manejo comportamental da saúde individual. Diferenças nos níveis de alfabetização em saúde estão associadas tanto a uma menor capacidade de interpretar rótulos de medicamentos e mensagens de saúde quanto a piores indicadores de saúde. Objetivos: Determinar a correlação entre a AS e o Perímetro Abdominal (PA), o Perímetro Circunferencial do Pescoço (PCP), o nível de glicose no sangue e o Índice de Massa Corporal (IMC) em indivíduos saudáveis.
Métodos
Um estudo com foco observacional em uma amostra de 508 pessoas, com idade média de 44,48 anos. A literacia em saúde foi avaliada através do Inquérito Europeu de Literacia em Saúde [1] e foram determinados o AP, o CPN, o nível de glicose no sangue e o IMC.
Resultados
A maioria dos participantes (73,62%) revelou um défice de literacia em saúde. O risco de doença cardiovascular demonstrou estar correlacionado com a literacia em saúde. Pacientes com literacia inadequada apresentaram um perímetro abdominal maior (AP χ2=101,65; p=0,000), um perímetro cervical maior (CPN χ2=10,34; p=0,016), pior estado nutricional/IMC mais elevado (χ2=78,09; p=0,000) e níveis mais elevados de glicose no sangue. Contrariamente, a literacia excelente foi associada a níveis mais baixos de glicose (χ2=112,038; p=0,000).
Conclusões
A prioridade é monitorizar consistentemente as variáveis de saúde anteriormente mencionadas e o significado da evidência examinada, determinando a relação custo-efetividade e os efeitos das políticas e práticas educativas nos resultados clínicos.
Referências

  1. Saboga-Nunes L. Hermenêutica da Literacia em Saúde e sua avaliação em Portugal (HLS-EU-PT). in 40 anos de democracia(s): progressos, contradições e prospetivas. Atas do VIII Congresso Português de Sociologia. Lisboa: Associação Portuguesa de Sociologia; 2014.
    Palavras-chave
    Literacia, resultados, saúde
    O235 Promoção da literacia e capacitação de idosos diabéticos tipo 2 em quatro unidades de saúde familiar do agrupamento de centros de saúde de Dão Lafões
    Suzete Oliveira1, Mª Carminda Morais2
    1Escola Superior de Tecnologia e Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal; 2Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-347 Viana do Castelo, Portugal
    Correspondência: Suzete Oliveira (suzt.oliveira@gmail.com) – Escola Superior de Tecnologia e Saúde, Instituto Politécnico do Porto, 4400-330 Vila Nova de Gaia, Portugal
    Contexto
    A Diabetes Mellitus tipo 2 (DM) é um grave problema de saúde pública que afeta principalmente pessoas idosas. Esta doença tem um enorme custo humano, social e económico, parte do qual poderia ser prevenido. Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a capacidade de autocontrole, o conhecimento e a Qualidade de Vida (QV) de pessoas com diabetes tipo 2, com 65 anos ou mais, inscritas em quatro Unidades de Saúde Familiar, pertencentes ao Agrupamento de Centros de Saúde de Dão Lafões.
    Métodos
    Um estudo exploratório e descritivo-correlacional foi aplicado a 137 sujeitos da amostra, que responderam a um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica e à versão portuguesa da Diabetes Empowerment Scale - Short Form (DES-SF), do Diabetes Knowledge Test (DKT) e do EQ-5D.
    Resultados
    Os resultados apontam para: alta percepção da capacidade de autocuidado do DM; baixo conhecimento sobre a doença, sem diferenças estatísticas entre indivíduos com diabetes não tratados com insulina e tratados com insulina; com pontuações médias ± DP de 3,52 ± 0,69 no DES-SF, 54,34 ± 17,72 no DKT e 0,63 ± 0,30 no EQ-5D. Detectamos uma correlação positiva e significativa entre a capacidade de controlar o DM, o conhecimento e a QV. Além disso, também encontramos algumas diferenças estatisticamente significativas no DES-SF, DKT e EQ-5D antes da escolaridade (t = -3,688, p < 0,001; t = -5,835, p < 0,001; t = -2,302, p < 0,05, respectivamente) e complicações do DM (t = -2,355, p < 0,05; t = -2,578, p < 0,05; t = -2,261, p < 0,05).

Conclusões
As evidências fornecidas são cruciais para uma melhor adaptação dos processos que promovem a literacia em saúde e o empoderamento de pessoas com diabetes.

Palavras-chave
Empoderamento, Conhecimento, Qualidade de vida, Indivíduos com diabetes tipo 2

O236 Dieta mediterrânea, saúde e qualidade de vida em crianças portuguesas

Emília Martins1, Francisco Mendes1, Rosina Fernandes1, Cátia Magalhães1, Patrícia Araújo2
1Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Educação de Viseu, 3504-501 Viseu, Portugal; 2Universidade Católica Portuguesa – Porto, 4202-401 Porto, Portugal
Correspondência: Emília Martins (emiliamartins@esev.ipv.pt) – Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde, Escola Superior de Educação de Viseu, 3504-501 Viseu, Portugal

Introdução
O Plano de Ação Global para Doenças Crônicas 2013-2020, da OMS (2013) [1], denota a relevância da implementação urgente de estratégias que promovam uma alimentação saudável. A Dieta Mediterrânea (DM), reconhecida em 2013 pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, é cada vez mais considerada na literatura como um padrão alimentar fundamental na prevenção de doenças não transmissíveis e com impacto positivo na qualidade de vida. Objetivos: Compreender os níveis de adesão à DM em 230 crianças portuguesas com idades médias de 10,09 ± 1,32, e também analisar sua relação com a percepção do estado de saúde (muito ruim a muito bom) e qualidade de vida (incluindo dimensões de saúde física e psicológica, autoconceito e relações com pares e família).

Métodos
Foram utilizados questionários de caracterização geral, KIDMED e KINDL como instrumentos de coleta de dados, com posterior análise no SPSS (IBM 23).

Resultados
Apenas 1,7% revelaram baixos níveis de adesão à DM, em contraste com 34,8% em nível médio e 62,6% em nível alto. Encontramos correlações positivas estatisticamente significativas (p < 0,05) entre a adesão à DM e a percepção do estado de saúde (r = 0,29), saúde física (r = 0,48), saúde psicológica (r = 0,35), autoconceito (r = 0,36), relações com pares (r = 0,33) e qualidade de vida geral (r = 0,54).

Conclusões
Os resultados reforçam a relevância deste padrão alimentar na qualidade de vida infantil, bem como nos indicadores de saúde. A implementação de estratégias de promoção da educação alimentar baseadas neste património, também característico da cultura portuguesa, revela-se fundamental.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Plano de ação global para a prevenção e controlo de doenças não transmissíveis. OMS: 2013.

Palavras-chave
Dieta Mediterrânica, Saúde, Qualidade de vida, Crianças

O237 Literacia em saúde, dos dados à ação - tradução, validação e aplicação do Inquérito Europeu de Literacia em Saúde em Portugal (HLS-EU-PT)

Ana R. Pedro¹, Odete Amaral², Ana Escoval¹
¹Escola Nacional de Saúde Pública, Lisboa, 1600-560 Lisboa, Portugal; ²Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal

Correspondência: Ana R. Pedro (rita.pedro@ensp.unl.pt) – Escola Nacional de Saúde Pública, Lisboa, 1600-560 Lisboa, Portugal

Nos últimos anos, vários estudos demonstraram que níveis inadequados de literacia em saúde podem ter implicações significativas nos resultados de saúde, na utilização dos serviços de saúde e, consequentemente, nos custos de saúde. O conceito de literacia em saúde evoluiu de uma definição puramente cognitiva para uma definição que inclui as componentes pessoais e sociais do indivíduo, assumindo a capacidade de tomar decisões informadas no seu quotidiano.

Este estudo transversal analítico tem como objetivo validar e utilizar o Inquérito Europeu de Literacia em Saúde (HLS-EU) para a população portuguesa (HLS-EU-PT).

O HLS-EU-PT foi aplicado em todo o país, incluindo regiões autónomas, por uma rede académica. A recolha de dados foi realizada através de entrevista pessoal. A amostra final foi composta por 1.004 indivíduos com idade ≥ 16 anos.

O HLS-EU-PT é um instrumento adequado para medir os níveis de literacia em saúde da população portuguesa e apresenta propriedades psicométricas comparáveis às versões utilizadas nos outros países.

Em Portugal, 61,0% da população inquirida apresenta um nível de literacia em saúde geral problemático ou inadequado, considerando que a média dos nove países testados com o HLS-EU é de 49,2%. Relativamente à dimensão Cuidados de Saúde, apenas 44,2% apresentam um nível de literacia em saúde suficiente ou excelente. Em termos de prevenção de doenças, cerca de 45,0% dos inquiridos revelam um nível de literacia em saúde suficiente ou excelente, e a média situa-se nos 54,5%.

Na dimensão Promoção da Saúde, cerca de 60,2% da população auscultada apresenta um nível de literacia em saúde problemático ou inadequado, e a média situa-se nos 52,1%. Portanto, é fundamental implementar uma Estratégia Nacional para a Literacia em Saúde.

Palavras-chave
Literacia em saúde, educação para a saúde, estudos de validação, inquéritos

O238 Avaliação da literacia em saúde oral numa população militar portuguesa

Victor Assunção¹, Henrique Luís², Luís Luís³
1Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Portalegre, Portalegre, 7301-901 Portalegre, Portugal; 2Faculdade de Medicina Dentária, Universidade de Lisboa, Lisboa, 1649-003 Lisboa, Portugal; 3Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria; 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Victor Assunção (victorassuncao@essp.pt) – Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Portalegre, Portalegre, 7301-901 Portalegre, Portugal
Contexto
A alfabetização em saúde bucal é crucial para o empoderamento dos pacientes. Essa alfabetização é fundamental para que as pessoas compreendam os procedimentos e as instruções fornecidas pelos profissionais de saúde. Também é importante dotar os indivíduos de habilidades para participar na escolha dos tratamentos. Em um contexto comunitário, é crucial avaliar os níveis de alfabetização em saúde bucal antes da implementação de um programa de promoção da saúde, para que este se torne eficaz na transmissão de temas educativos. Objetivos: O principal objetivo deste estudo é avaliar a alfabetização em saúde bucal e o conhecimento em saúde bucal de alunos matriculados em uma escola de polícia militar e de oficiais militares.
Métodos
Para atingir este objetivo, foi utilizada a versão portuguesa do Instrumento de Alfabetização em Saúde Bucal (OHLI-POR) com 274 alunos matriculados e 12 oficiais militares.
Resultados
A percentagem de alunos com alfabetização adequada em saúde bucal é de 54 %; 38 % têm alfabetização marginal e 7,3 % têm alfabetização inadequada. Em relação aos oficiais militares, 58,3 % têm alfabetização adequada, 33,3 % marginal e 8,4 % alfabetização inadequada. Ao analisar o conhecimento em saúde bucal numa escala de 0 a 100, os alunos e os oficiais militares apresentam uma média positiva de 63,81 e 75,98, respetivamente.
Conclusões
A alfabetização em saúde bucal pertence a um campo da ciência em saúde bucal que necessita de intervenção urgente. Os resultados deste estudo mostram que há necessidade de desenvolver estratégias educativas e trabalhar para aumentar a alfabetização em saúde bucal desta população.
Palavras-chave
Saúde bucal, alfabetização em saúde bucal, alfabetização em saúde, militar, educação em saúde
O239 Preferências pela terapia cognitivo-comportamental baseada na Internet – as orientações de apego importam?
Jennifer Apolinário-Hagen, Viktor Vehreschild
Departamento de Psicologia da Saúde, FernUniversität in Hagen, 58084 Hagen, Alemanha
Correspondência: Jennifer Apolinário-Hagen (jennifer.apolinario-hagen@fernuni-hagen.de) – Departamento de Psicologia da Saúde, FernUniversität in Hagen, 58084 Hagen, Alemanha
Contexto
As representações de apego foram consideradas preditores relativamente estáveis para o comportamento de saúde e atitudes relacionadas, por exemplo, adesão à psicoterapia, e a relação ser mediada pelo estresse percebido [1-2]. No entanto, o papel do apego nas e-terapias não é bem compreendido. Objetivo: O estudo visa identificar preditores de preferências pela TCC baseada na Internet guiada (ICBT) e avaliar associações entre preferências pela ICBT, orientações de apego e estresse.
Métodos
Um total de 436 participantes saudáveis recebeu descrições dos três tipos mais comuns de e-terapias para indicar sua preferência. Os tipos variavam quanto ao envolvimento de orientação de um terapeuta (ou seja, ICBT não guiada versus guiada versus ambiente de videoconferência). As atitudes em relação à ICBT foram determinadas por meio de uma medida de autorrelato de 17 itens. Além disso, o estresse nas últimas quatro semanas foi medido com o Questionário de Estresse Percebido (PSQ-20) [3]. Para avaliar as orientações de apego, foi utilizada uma versão global de 9 itens do ECR–Estruturas de Relacionamento (ECR-RS) [4].

Resultados
A maioria dos respondentes (39%) preferiu a ICBT guiada à ICBT não guiada (20%), à psicoterapia por videoconferência (23%) ou a nenhuma delas (18%). Metade dos respondentes tinha experiência com psicoterapia convencional, enquanto 12% estavam atualmente em tratamento e 7% estavam buscando ajuda. As preferências corresponderam às atitudes gerais em relação à ICBT. As análises de regressão não indicaram que o apego ou o estresse prediziam significativamente as atitudes em relação à ICBT. Tanto a ansiedade de apego quanto a evitação foram positivamente correlacionadas com o estresse percebido (tamanhos de efeito médios).

Conclusões
A maioria dos respondentes preferiu a ICBT guiada. Definir preditores específicos para a utilização e aceitação da ICBT continua sendo um desafio.

Referências

  1. Vogel DL, Wei M. Adult attachment and help-seeking intent: the mediating roles of psychological distress and perceived social support. Journal of Counseling Psychology, 2005; 52(3):347-357.
  2. Petronzi GJ, Masciale JN. Using personality traits and attachment styles to predict people’s preference of psychotherapeutic orientation. Counselling and Psychotherapy Research, 2015; 15(4):298–308.
  3. Fliege H, Rose M, Arck P, Levenstein S, Klapp BF. Validierung des "Perceived Stress Questionnaire" (PSQ) an einer deutschen Stichprobe. Diagnostica, 2011; 47(3):142-152.
  4. Fraley RC, Heffernan ME, Vicary AM, Brumbaugh CC. The Experiences in Close Relationships-Relationship Structures questionnaire: A method for assessing attachment orientations across relationships. Psychological Assessment, 2011; 23:615-625.

Palavras-chave
Preferências, atitudes, e-terapia, e-saúde mental, ICBT, orientações de apego, estresse percebido, cuidados de saúde mental, psicoterapia

O240 Um estudo comparativo transnacional sobre literacia em saúde entre Áustria e Portugal
Ulrike Fotschl1, Gerald Lirk2, Anabela C. Martins3, Isabel Andrade3, Fernando Mendes3
1Departamento de Ciências Biomédicas, Universidade de Ciências Aplicadas de Salzburgo, A-5412 Puch/Salzburgo, Áustria; 2Departamento de Bioinformática Médica, Universidade de Ciências Aplicadas da Alta Áustria, Hagenberg A-4232 Hagenberg, Áustria; 3Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Fernando Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Departamento de Ciências Biomédicas, Universidade de Ciências Aplicadas de Salzburgo, A-5412 Puch/Salzburgo, Áustria
Contexto
Literacia limitada em saúde (LS) está associada a piores resultados em saúde, maiores custos de saúde e leva ao comprometimento do sucesso do estudante. Objetivo. O estudo teve como objetivo obter conhecimento sobre o nível de LS em inglês de estudantes não nativos de cursos de Ciências da Saúde, para avaliar a sua compreensão de informações relacionadas à medicina.
Métodos
Um projeto de pesquisa conjunto ERASMUS foi realizado para comparar o nível de LS de estudantes de dois países não nativos de língua inglesa (N = 185): Áustria, Universidade de Ciências Aplicadas, Salzburgo (FHS) e Portugal, ESTeSC-Escola Superior de Saúde de Coimbra (CHS). Uma ferramenta validada de avaliação de LS (Pfizer, The Newest Vital Sign) foi utilizada em conjunto com um questionário para descobrir se existem correlações entre fatores de estilo de vida e LS.
Resultados
Um total de 140 estudantes completou o questionário. A confiabilidade foi aceitável com alfa de Cronbach igual a 0,656. Os estudantes da FHS e CHS apresentaram uma pontuação média de LS de 5,18 e 3,45 (em 6), respetivamente (T = 6,68; df = 111; p < 0,001). Melhores hábitos de estilo de vida foram relacionados com maiores pontuações de LS. Existe uma correlação positiva intermediária entre a pontuação de LS e a educação em inglês (ρ = 0,37, p < 0,001). Os estudantes do sexo masculino apresentam um nível significativamente mais alto de LS (5,09) (T = 2,1; df = 135; p = 0,04). Até 86 % dos estudantes foram capazes de compreender/interpretar corretamente uma informação sobre questões de saúde, mas apenas até 50 % conseguiram resolver corretamente todas as tarefas matemáticas e analítico-lógicas.
Conclusões
O questionário pode ser utilizado como uma ferramenta de avaliação confiável e adicional nos procedimentos de candidatura para programas de intercâmbio de estudantes internacionais (p. ex., Erasmus) ou programa de Mestrado Europeu em Ciências Biomédicas.
Palavras-chave
Literacia em saúde, estudantes de ciências da saúde, transnacional
O241 Literacia em saúde e comportamentos sociais: relação com doenças sexualmente transmissíveis?
Verónica Mendonça, Sandra Antunes, Isabel Andrade, Nádia Osório, Ana Valado, Armando Caseiro, António Gabriel, Anabela C. Martins, Fernando Mendes
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Correspondência: Fernando Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Contexto
A Literacia em Saúde (LS) codifica a capacidade de obter, processar e compreender informações básicas de saúde e agir de forma adequada. Um nível adequado de LS pode capacitar os estudantes do ensino superior no processo de tomada de decisão sobre a sua própria saúde. Além disso, os comportamentos sociais influenciam a taxa crescente de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) nesta população. Objetivo. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre LS, comportamentos sociais e DST em estudantes do ensino superior frequentando o primeiro ano de cursos de ciências da saúde (HSc) e ciências não saúde (NHSc).
Métodos
Participantes (N = 50 ASc; N = 33 ANSc) preencheram um questionário para avaliar histórico sexual, satisfação, autoestima/autoeficácia; atitude/intenção de uso de preservativo; controle sobre eventos sexuais; relação parental; heurísticas sobre HIV; consumo de álcool; além do nível de LS (Newest Vital Sign-PT). Adicionalmente, uma amostra de sangue foi coletada para triagem de DST.

Resultados
Os estudantes ASc tendem a ter um nível mais elevado de LS, usar mais preservativos e consumir menos álcool antes de uma relação sexual em comparação com os estudantes ANSc. O uso de preservativo é reduzido no caso de contracepção com pílula e quando a parceria sexual é estável. Uma prevalência de 2,4% para HSV 2 foi encontrada nesta população, juntamente com uma associação entre casos positivos e menor nível de LS, menor uso de preservativos e maior consumo de álcool antes de uma relação sexual.

Conclusões
Observou-se uma tendência nesta população de estudantes do ensino superior mostrando uma associação entre maior nível de LS, menos comportamentos de risco social e menor prevalência de DST.

Palavras-chave
Literacia em saúde, Doenças sexualmente transmissíveis, Comportamentos sociais, Estudantes do ensino superior

O242 Estilos parentais e vinculação aos pais: que relações?

Paula A. Silva1, Lisete M. Mónico2, Pedro M. Parreira3, Carla Carvalho2
1Universidad de Extremadura, 10003 Cáceres, España; 2Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Correspondência: Paula A. Silva (paula.almeida.silva0209@gmail.com) – Universidad de Extremadura, 10003 Cáceres, España

Introdução
Os estilos parentais e de vinculação têm implicações nas relações interpessoais e na psicopatologia adulta, sendo determinantes para os modelos internos de funcionamento. Objetivos: Explorar as associações entre estilos parentais e vinculação aos pais.

Métodos
Amostra: 600 participantes (M = 27,0; DP = 10,6 anos, 68,7% do sexo feminino). Medidas: I) ECR-RS – The Experiences in Close Relationships – Relationships Structures Questionnaire para avaliar vinculação disfuncional (F1-Evitação na vinculação à mãe e ao pai; F2-Ansiedade na vinculação à mãe e ao pai); II) EMBU – o questionário de autorrelato Egna Minnen av Barndoms Uppfostran para medir a memória das experiências de criação parental (F1-Suporte emocional da mãe e do pai, F2-Rejeição da mãe e do pai, F3-Superproteção da mãe e do pai). Ambas as medidas mostraram boas propriedades psicométricas.

Resultados
Em relação à mãe, o apego evitativo (M = 2,69, DP = 1,14) foi negativamente correlacionado com suporte emocional (M = 2,98, DP = 0,63; r = -,55), rejeição (M = 1,40, DP = 0,44; r = ,41) e superproteção (M = 1,95, DP = 0,54; r = ,14) estilos parentais. Considerando o pai, o apego evitativo (M = 3,33, DP = 1,42) foi negativamente correlacionado com suporte emocional (M = 2,65, DP = 0,73), rejeição (M = 1,31; DP = 0,46) e superproteção (M = 1,78; DP = 0,51) estilos parentais. A ansiedade no apego à mãe (M = 2,41, DP = 1,65) foi negativamente correlacionada com suporte emocional (r = -,15) e positivamente correlacionada com rejeição (r = ,26) e superproteção (r = ,16). A ansiedade no apego ao pai (M = 2,46, DP = 1,67) foi negativamente correlacionada com suporte emocional (r = -,16) e positivamente correlacionada com rejeição (r = ,18) e superproteção (r = ,20).
Conclusões
Estilos parentais negativos (superproteção e rejeição) foram positivamente associados aos tipos de apego ansioso e evitativo. O suporte emocional da mãe e do pai foi negativamente associado aos tipos de apego ansioso e evitativo.
Palavras-chave
Estilos parentais, apego, apego aos pais, estilos de apego, ECR-RS, EMBU
O243 Equilíbrio trabalho-vida em profissionais de saúde e professores: estudo comparativo de trabalhadores com turnos e horário fixo
Carla Carvalho1, Pedro M. Parreira2, Lisete M. Mónico1, Joana Ruivo1
1Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal
Correspondência: Carla Carvalho (ccarvalho@fpce.uc.pt) – Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, 3001-802 Coimbra, Portugal
Introdução
O trabalho por turnos é geralmente mencionado na literatura como um fator de peso no que diz respeito à perceção de conflito ou facilitação na gestão familiar e laboral, especialmente em profissionais de saúde. Objetivo: Avaliar até que ponto o horário de trabalho (fixo/turnos) interfere no equilíbrio trabalho-vida.
Métodos
Utilizámos a escala T-F para avaliar o conflito e a facilitação no trabalho-família e família-trabalho. O instrumento foi traduzido e adaptado por Carvalho e Peralta (2009). Foi aplicado a 96 profissionais de saúde (turnos) e 594 professores universitários (horário fixo). Foram testados: a validade de construto e a fiabilidade (subescalas conflito, facilitação e consequências); se as três subescalas têm representações equivalentes nas duas amostras; o efeito do horário (fixo/variável) nas três dimensões.
Resultados
As subescalas apresentaram propriedades psicométricas adequadas (variância explicada > 50 %; s > 0,40; 0,77 < α < 0,91), sendo invariantes nas duas amostras (coeficientes de congruência de 0,936 a 0,976). Contrariamente à hipótese de que o trabalho por turnos interfere negativamente no equilíbrio trabalho-vida, o horário (fixo/turnos) não parece influenciar a perceção de interferência (positiva e/ou negativa) entre família e trabalho (lambda de Wilk = 0,99, p > 0,05; F univariada(6, 683) < 1:50, p > 0,05).

Conclusões
Os resultados destacam a importância de continuar a investigação, dada a complexidade das variáveis intervenientes no equilíbrio trabalho-vida e considerando as amostras em análise. Dado que existe vida para além do trabalho e porque pessoas satisfeitas/felizes produzem mais, com maior qualidade, bem-estar e saúde, é importante promover o equilíbrio trabalho-vida.

Palavras-chave
Equilíbrio trabalho-vida, Conciliação trabalho-família, Conflito trabalho-família, Facilitação trabalho-família, Trabalho por turnos

O244 Literacia tecnológica na autogestão da diabetes
Vânia Silva1, Paulino Sousa1,2, José M. Padilha1
1Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal; 2Center for Health Technology and Services Research, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, 4099-002 Porto, Portugal
Correspondência: José M. Padilha (miguelpadilha@esenf.pt) – Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal

Introdução
A diabetes é um grave problema de saúde pública global com elevada mortalidade e morbilidade. Viver e controlar a doença implica desenvolver competências de autogestão. No entanto, pouco se sabe sobre o potencial de uso das TIC nesta população. Objetivo: Descrever e analisar o potencial de uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no desenvolvimento de competências de autogestão.

Métodos
Estudo quantitativo, exploratório, descritivo e correlacional, utilizando uma amostra aleatória estratificada probabilística de pessoas inscritas no Programa Nacional de Controlo da Diabetes em Centros de Saúde de uma Unidade Local de Saúde. Os dados foram recolhidos com um formulário baseado nos modelos teóricos de Davis e Venkatesh, aplicado através de contacto telefónico.

Resultados
A amostra é constituída por 388 utentes, 53,4 % do sexo feminino, com uma idade média de 65,7 anos; 6,2 % dos participantes não têm escolaridade, mais de metade dos participantes (52,3 %) completou apenas o primeiro ciclo do ensino básico, e apenas 9,8 % completou o ensino superior. As pessoas de maior idade e com menor escolaridade são as que apresentam menor literacia tecnológica, acesso limitado a recursos de informação, bem como menor utilização e maior dificuldade de utilização. Apresentam também uma menor intenção de usar TIC e fazem menos solicitações de informação de saúde na Internet. Ao mesmo tempo, estes participantes mostraram mais necessidades de informação e menor literacia em saúde. Já os participantes mais jovens e os mais escolarizados preferiram o uso de recursos eletrónicos como fonte de informação de saúde.

Conclusões
A avaliação do potencial usuário mostra-se uma ferramenta altamente útil para o desenvolvimento de recursos informacionais disponíveis em linha com a alfabetização tecnológica e adequados às necessidades informacionais das pessoas.
Palavras-chave
Tecnologias de Informação e Comunicação, Alfabetização Tecnológica, Alfabetização em Saúde, Diabetes
O245 Satisfação com a educação terapêutica e sua relação com variáveis clínicas em crianças com diabetes tipo 1
Vera Ferraz1, Graça Aparício2, João Duarte2
1Centro Hospitalar de Trás–os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5000-508 Vila Real, Portugal; 2Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Correspondência: Graça Aparício (gaparicio5@hotmail.com) – Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
Contexto
O diabetes tipo 1 é uma doença crônica que requer educação terapêutica para capacitar crianças/adolescentes no gerenciamento de seu processo saúde-doença. A relação estabelecida e o nível de satisfação com o cuidado prestado sustenta a adesão ao tratamento, melhorando o controle metabólico. Objetivos: Analisar o nível de satisfação de crianças/jovens com as consultas de educação terapêutica e sua relação com as variáveis clínicas.
Métodos
Estudo transversal e descritivo-correlacional com uma amostra não probabilística de 135 crianças/adolescentes entre 8-18 anos (Média: 13:45; DP = 2,83), com diabetes tipo 1. Foi utilizado um questionário composto por caracterização sociodemográfica e clínica, bem como uma adaptação do “Inquérito sobre a Satisfação do Paciente com a educação terapêutica em Diabetes”.
Resultados
Na amostra, 54,1% eram meninos, 36,3% tinham menos de 12 anos, a média de diagnóstico foi de 4,15 anos (DP = 46,19 meses), variando de 1 mês a 15 anos, e 83,0% relataram a mãe como cuidadora principal. Para cada subescala, foram encontradas maiores taxas de satisfação na dimensão "orientação" (média = 93,55%; DP = 9,47), e menor satisfação na dimensão "relacionamento/comunicação" (média = 79,55%; DP = 19,17). Em relação às variáveis clínicas, crianças/jovens acompanhados em um hospital central, com menos episódios de hipoglicemia e menor tempo de diagnóstico apresentam maior satisfação com a educação terapêutica (p < 0,05).
Conclusões
Identificar o nível de satisfação de crianças/jovens com a educação terapêutica e as situações clínicas que afetam sua satisfação pode contribuir para uma melhor compreensão de suas expectativas e necessidades, permitindo o ajuste da educação terapêutica.
Palavras-chave
Crianças/adolescentes, Diabetes tipo 1, Educação terapêutica, Satisfação
O246 Conhecimento relacionado à nutrição em pacientes de meia-idade e idosos com diabetes tipo 2
Carlos Vasconcelos1,2, António Almeida2,3, Joel Neves2, Telma Correia2, Helena Amorim2, Romeu Mendes2,3,4
1Instituto Politécnico de Viseu, Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal; 2Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal; 3Centro de Investigação em Ciências do Desporto, Ciências da Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal; 4Unidade de Saúde Pública, ACES Douro I, Marão e Douro Norte, Administração Regional de Saúde do Norte, 5000-524 Vila Real, Portugal
Correspondência: Carlos Vasconcelos (romeuduartemendes@gmail.com) – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal
Introdução
Compreender o impacto das escolhas alimentares na nossa saúde é uma condição básica para ter um padrão alimentar saudável – um pilar do tratamento e controlo da diabetes tipo 2. Objetivos: Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento relacionado com a nutrição em doentes de meia-idade e idosos com diabetes tipo 2 (DT2) e analisar os seus determinantes.
Métodos
O conhecimento relacionado com a nutrição foi avaliado através da versão reduzida portuguesa do Questionário de Conhecimento Nutricional [1] em 46 indivíduos com DT2 (29 mulheres; 62,96 ± 7,15 anos de idade; alfabetizados [47,8% até ao 4.º ano; 28,3% entre o 5.º e o 9.º ano; e 23,9% acima do 9.º ano]) candidatos ao Diabetes em Movimento®, um programa de intervenção no estilo de vida baseado na comunidade desenvolvido em Vila Real, Portugal (NCT02631902). Esta versão do questionário consiste em três secções (recomendações alimentares [RA, 0-6 pontos]; fontes de nutrientes [FN, 0-34 pontos]; relação dieta-doença [RDD, 0-16 pontos]), totalizando um score máximo de 56 pontos.
Resultados
O score total foi de 25,89 ± 7,21 pontos (58,7% com score inferior a 28 pontos); RA 4,59 ± 1,11 pontos; FN 15,30 ± 5,37 pontos; e RDD 6,04 ± 2,22 pontos. Não foram observadas diferenças significativas entre géneros no score total, nem associação com a idade. Foram encontradas diferenças significativas entre os indivíduos menos e mais escolarizados.
Conclusões
Estes doentes apresentam défices no conhecimento relacionado com a nutrição, particularmente nas áreas de FN e RDD. O género e a idade não parecem determinar este conhecimento, ao contrário do nível de escolaridade.
Referências

  1. Parmenter K, Wardle J. Development of a general nutrition knowledge questionnaire for adults. Eur J Clin Nutr. 1999; 53:198-308.
    Palavras-chave
    Conhecimento Relacionado com a Nutrição, Literacia em Saúde, Diabetes Tipo 2
    O247 Validação do questionário HLS-EU-(PT) para medir a literacia em saúde em adolescentes (projeto CrAdLiSa: HLS-EU-PT)
    Luís Saboga-Nunes1, Madalena Cunha2, Carlos Albuquerque2
    1Centro de Investigação em Saúde Pública, Escola Nacional de Saúde Pública, 1600-560 Lisboa, Portugal; 2Centro de estudos em educação, tecnologias e saúde, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, 3504-510 Viseu, Portugal
    Correspondência: Luís Saboga-Nunes (saboga@hotmail.com) – Centro de Investigação em Saúde Pública, Escola Nacional de Saúde Pública, 1600-560 Lisboa, Portugal
    Introdução
    Educadores e ambientes educacionais podem desempenhar um papel importante na promoção da literacia em saúde (LS) como um resultado direto. Novas perspectivas estão sendo abertas, como a questão de saber se a LS pode ser considerada como uma variável de amortecimento em idades precoces (por exemplo, adolescência). O questionário HLS-EU enfatizou as dimensões de cuidados de saúde, prevenção de saúde e promoção da saúde, cobrindo uma ampla gama de perspectivas em uma abordagem integrada. Objetivo: O objetivo desta pesquisa é avaliar como a literacia em saúde pode ser medida no grupo etário de adolescentes.

Métodos
Um estudo explicativo quantitativo e qualitativo, transversal e correlacionado, baseado em uma amostra de 215 adolescentes da região VFX de Portugal, foi coletado em ambiente escolar. A medição da LS dos adolescentes (projeto CrAdLiSa) foi implementada com o questionário HLS-EU-PT, a versão portuguesa do instrumento European Health Literacy Survey (www.literacia-saude.info).

Resultados
A análise de confiabilidade das dimensões do HLS-EU-PT mostra uma consistência interna (coeficiente alfa de Cronbach) de 0,946 (Cuidados de Saúde), 0,947 (Prevenção de Doenças) e 0,958 (Promoção da Saúde), enquanto o instrumento global apresenta um valor de 0,98. LS inadequada (4,2%) e LS problemática (25,6%) mostram que cerca de 30,0% dos entrevistados têm LS limitada.

Conclusões
Os resultados reforçam a confiabilidade, validade, validade interna, validade estatística longitudinal e validade linguística, como marcos do processo de tradução e validação para o português do questionário HLS-EU e aplicado para avaliar a LS de adolescentes. Mais pesquisas devem investigar o potencial da LS nessa faixa etária e como ela deve ser desenvolvida nos currículos escolares.

Palavras-chave
literacia em saúde, adolescentes, HLS-EU-PT
O248 Educação em saúde em pessoas com doença cardíaca coronária: Experiência do departamento de cardiologia de um hospital na periferia de Lisboa
Elsa S. Pereira, Leonino S. Santos, Ana S. Reis, Helena R. Silva, João Rombo, Jorge C. Fernandes, Patrícia Fernandes
Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca E.P.E., Amadora, 2720-276 Amadora, Portugal
Correspondência: Elsa S. Pereira (elsa.m.silva@hff.min-saude.pt) – Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca E.P.E., Amadora, 2720-276 Amadora, Portugal
Contexto
Este estudo é realizado através de uma parceria entre uma Escola de Enfermagem e o departamento de cardiologia de um hospital nos arredores de Lisboa. As intervenções de enfermagem na fase aguda da Síndrome Coronariana Aguda (SCA) devem ser iniciadas precocemente por meio de um processo de reconhecimento da necessidade de mudança comportamental, educação em saúde e planejamento do regime terapêutico. Para o desenvolvimento precoce de uma intervenção terapêutica, o enfermeiro atua focando a atenção da pessoa na necessidade de gestão de um regime terapêutico (autocuidado). O departamento implementou um programa de educação. É necessário conhecer o impacto dessa intervenção para seu desenvolvimento contínuo. Objetivos: Caracterizar e avaliar a estratégia de educação em saúde realizada e compreender essa intervenção através do olhar daqueles a quem se destina.
Métodos
Estudo exploratório, analítico, transversal, de dimensão qualitativa, desenvolvido com as pessoas submetidas às sessões de educação. Análise retrospectiva de processos hospitalares com caracterização biopsicossocial dos indivíduos e identificação de fatores de risco. Entrevistas semiestruturadas por telefone foram realizadas um ano após a alta.
Resultados
Ocorreu modificação nos fatores de risco identificados, foi realizada uma avaliação das sessões na mudança desses fatores e identificado outro suporte educacional.
Conclusões
Foram obtidos dados sobre o impacto da educação em saúde, considerando o conhecimento da doença, o controle dos fatores de risco para a saúde e a adesão ao estilo de vida e à terapia. Contribuições foram coletadas para a reorganização das sessões e também para o desenvolvimento de um protocolo para padronizar a prática de educação, favorecendo a melhoria e a garantia de ganhos em saúde.
Palavras-chave
educação em saúde, doença coronariana, enfermagem
O249 Necessidades de informação e treinamento de cuidadores informais de indivíduos com sequelas de acidente vascular cerebral: um levantamento qualitativo
Jaime Ribeiro1, Catarina Mangas2, Ana Freire3
1Escola Superior de Saúde de Leiria eCADR& Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal; 2Unidade de Investigação Inclusão e Acessibilidade em Acção “iACT” e Escola Superior Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria; 2411-901 Leiria, Portugal; 3Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Jaime Ribeiro (jaime.ribeiro@ipleiria.pt) – Escola Superior de Saúde de Leiria eCADR& Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro, Portugal
Uma oferta adequada de informação e formação é, sem dúvida, um passo decisivo para dotar o cuidador informal das competências necessárias para salvaguardar o bem-estar tanto do cuidador como da pessoa a quem presta cuidados. Existe uma reconhecida insuficiência de informação e formação, tornando-se necessário suprir essas lacunas naqueles que cuidam de pessoas idosas com sequelas de acidente vascular cerebral. A dificuldade em encontrar uma formação ajustada deve-se ao pouco conhecimento das suas reais necessidades, bem como ao facto de não existir um plano sistemático direcionado a essas necessidades.

Focando uma área ainda por explorar em Portugal, este estudo descritivo-exploratório procurou identificar as necessidades de informação e formação dos cuidadores informais de pessoas com sequelas de acidente vascular cerebral, visando a conceção de um programa de formação. Procurámos conceptualizar um programa de formação a partir daquele que deve ser o ponto de partida de qualquer ação educativa – a identificação de necessidades. Utilizando uma abordagem qualitativa, realizámos um inquérito através de uma entrevista semiestruturada com os cuidadores informais, bem como com informadores-chave, como os cuidadores formais e indivíduos com sequelas de acidente vascular cerebral, com posterior análise de conteúdo segundo Bardin.

Observou-se, em diferentes dimensões, a importância percebida da informação e a necessidade de uma estrutura formal de formação. Os resultados sugerem que a formação deve ser orientada para apoiar o processo de reabilitação e mediação, bem como para a aprendizagem básica do ato de cuidar de uma pessoa com sequelas de acidente vascular cerebral, exigindo uma componente prática.

Palavras-chave
Cuidadores informais, necessidades de informação e formação, programa de formação
O250 Prevenção do consumo de substâncias psicoativas em alunos do 6º ano do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha
Sara Silva, Irene Francisco, Ana Oliveira
Unidade de Saúde Pública, Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro, 3814-501 Aveiro, Portugal
Correspondência: Sara Silva (sararebelo.silva@gmail.com) – Unidade de Saúde Pública, Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro, 3814-501 Aveiro, Portugal

Introdução
Os adolescentes são considerados um grupo vulnerável para vários comportamentos de risco, que incluem o uso de substâncias psicoativas. Quanto melhor se conhecerem os fatores de risco e de proteção, bem como os riscos associados ao consumo destas substâncias, melhor se poderão definir e identificar estratégias de intervenção.

Objetivos: O objetivo geral deste estudo de intervenção foi capacitar os alunos do 6º ano do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, em 2014, com competências pessoais e sociais para a prevenção do consumo de substâncias psicoativas.

Métodos
Este estudo consistiu em dois grupos, um submetido à intervenção e um grupo de controlo não submetido à intervenção, cada um abrangendo quatro turmas. Foram realizadas cinco sessões, dirigidas aos alunos sobre competências pessoais e sociais, em particular, sobre participação na tomada de decisão e resolução de problemas, resistência à influência social e pressão dos pares e informação. A avaliação baseia-se em questionários de autopreenchimento antes e depois da intervenção.

Resultados
No grupo de intervenção, houve um aumento na proporção dos componentes de tomada de decisão e resolução de problemas e também na informação, enquanto no componente de resistência à influência social e pressão dos pares houve uma diminuição. No grupo de controlo, houve uma taxa de diminuição para os três componentes.

Conclusões
Após a conclusão deste trabalho, considera-se apropriado dar continuidade a este tipo de intervenção, não só para fazer uso do material disponível já aplicado/testado, mas também porque mais intervenções sobre este tema são inestimáveis.

Palavras-chave
Intervenção, competências pessoais e sociais, substâncias psicoativas

O251 Promovendo a sexualidade saudável: responsabilidade partilhada entre família, jovens e educadores
Helena Catarino, Mª Anjos Dixe, Mª Clarisse Louro
Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Helena Catarino (helena.catarino@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Ciências da Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Introdução
O estudo teve como objetivo identificar o conhecimento e a informação dos jovens e dos pais sobre sexualidade e identificar as necessidades e dificuldades na educação sexual dos jovens.

Métodos
Este estudo quantitativo foi realizado numa amostra de conveniência não probabilística composta por 285 jovens com idades entre os 14 e os 20 anos e seus pais (257). Foi utilizado um questionário composto por perguntas de resposta aberta, fechada e mista.

Resultados
Foi constatado que os jovens consideram ter boa informação (57,4%) sobre sexualidade, têm dúvidas sobre temas como prazer e orgasmo (16,9%) e doenças sexualmente transmissíveis (12,1%) e que o assunto continua a ser tabu a nível familiar, escolar e social. A informação é adquirida na escola (24,9%) e na Internet (20,4%). Conversam com amigos (39,1%) sobre o assunto, mas não falam com profissionais de saúde, nem recorrem ao planeamento familiar, e apresentam comportamentos de risco. A maioria dos pais (73,3%) já havia conversado com o filho sobre a questão da sexualidade, atribuindo-lhe muita importância e considerando que o assunto deve ser abordado aos 12 anos de idade. Sentem menos dificuldade em falar com os filhos sobre namorados (57,6%) e mais dificuldade em falar sobre o seu comportamento sexual (7,4%). Para superar as dificuldades, a maioria dos pais recorre a livros (36,2%) e à Internet (29,6%), considerando relevante a implementação de um programa de educação sexual (67,3%).
Conclusões
Os resultados mostram a importância da intervenção para a prevenção de comportamentos de risco e para promover atitudes e comportamentos sexuais saudáveis nos jovens.
Palavras-chave
Educação sexual, responsabilidade partilhada, jovens, pais, educadores
O252 Comportamento sexual de risco em adolescentes e jovens
Saudade Lopes, Anjos Dixe
Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Saudade Lopes (saudade.lopes@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Introdução
Os jovens apresentam comportamentos sexuais de risco para a transmissão de doenças. Estes aumentam com o início precoce da atividade sexual. De acordo com o 3.º Programa de Saúde da UE 2014-2020 [1], é necessário identificar e combater esta situação. Objetivo: Este estudo teve como objetivo descrever o comportamento sexual de risco dos jovens por género e idade e a sua relação com a idade de início da atividade sexual.
Métodos
Este estudo correlacional resultou da aplicação de uma escala de comportamento sexual de risco, com quatro itens, numa amostra de 128 adolescentes e jovens (12-24 anos de idade). Eram 72 rapazes (M = 18,23 ± 2,99 anos) e 56 raparigas (M = 17,93 ± 2,45 anos). A escala era do tipo Likert com valores de 1 a 5. Os valores mais baixos correspondem aos piores comportamentos.
Resultados
Os resultados foram agrupados em quatro faixas etárias (12-13; 14-16; 17-19 e 20 ou mais). Os rapazes apresentaram piores comportamentos (M = 3,82 ± 0,77) do que as raparigas (M = 4,38 ± 0,59) no conjunto dos itens e no total das faixas etárias. Esta diferença foi estatisticamente significativa (p ≤ 0,01). O coeficiente de Spearman não mostrou relação entre estes comportamentos e a idade de início da atividade sexual. Os rapazes relatam a primeira relação sexual aos 12 anos (M = 14,77 ± 1,49 anos) e as raparigas aos 13 anos (M = 15,56 ± 1,36).
Conclusões
Os jovens estão em risco devido a comportamentos que diferem por gênero e idade, mas não estão relacionados à idade de início da atividade sexual.
Referências

  1. Terceiro programa de saúde (2014-2020). Financiamento de Iniciativas de Saúde. Bruxelas, Bélgica: Comissão Europeia; 2013.
    Palavras-chave
    Adolescentes, jovens, comportamento sexual
    O253 Conhecimento dos funcionários escolares sobre diabetes tipo 1
    Mª Anjos Dixe1, Eva Menino1, Helena Catarino1, Fátima Soares2, Ana P. Oliveira3, Sara Gordo1, Teresa Kraus1
    1Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Unidade de Saúde Pública - ACES Pinhal Litoral, ARS Centro, 3100-462 Pombal, Portugal; 3Consulta Externa de Pediatria, Centro Hospitalar de Leiria, 2410-197 Leiria, Portugal
    Correspondência: Mª Anjos Dixe (maria.dixe@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
    Introdução
    Considerando a incidência crescente de diabetes tipo 1 e o fato de que a maioria dessas crianças frequenta a escola, os funcionários escolares precisam ter conhecimento para proporcionar um ambiente seguro. Objetivos: Avaliar o conhecimento dos funcionários escolares sobre diabetes tipo 1 e relacioná-lo à profissão, anos de prática profissional na instituição e à percepção sobre o nível de preparação sobre diabetes tipo 1.
    Métodos
    Um estudo correlacional foi realizado com 81 elementos dos funcionários escolares, aos quais foi aplicado um questionário composto por dados socioeconômicos, escala de conhecimento sobre diabetes tipo 1 e nível de percepção sobre sua preparação a respeito.
    Resultados
    Os participantes tiveram um conhecimento médio de 11,1 ± 2,69 (máximo 17 pontos). A maioria dos participantes (63%) errou na questão "Cori vomitou. Sua melhor resposta inicial seria: ligar para os pais", mas a maioria (95,1%) acertou a questão "Hoje, Cory está pedindo para ir ao banheiro e ao bebedouro. Você: permitiria que ele fosse ao banheiro e ao bebedouro". Os professores possuem um nível de conhecimento mais elevado em relação a outros grupos profissionais (p < 0,01) e percebem uma maior necessidade de treinamento e preparação (p < 0,01) sobre diabetes tipo 1. O nível de conhecimento não está relacionado aos anos de prática profissional na instituição (p > 0,05).
    Conclusões
    Os resultados mostram a importância de ter funcionários escolares preparados e conhecedores para acompanhar esses alunos. Assim, é importante avaliar o nível de conhecimento e variáveis associadas, a fim de desenvolver programas de intervenção ajustados.
    Palavras-chave
    Diabetes, funcionários escolares, enfermagem, conhecimento
    O254 Saúde sexual em adolescentes: o impacto da busca de informações na literacia
    Catarina Tomás1, Paulo Queirós2, Teresa Rodrigues3
    1Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal; 2Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851 Coimbra, Portugal; 3Escola Superior Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal
    Correspondência: Catarina Tomás (catarina.tomas@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Contexto
Os adolescentes enfrentam inúmeros desafios na busca de informações sobre saúde, e essa busca é essencial para desenvolver uma literacia em saúde adequada, que pode melhorar as escolhas saudáveis. Objetivos: O objetivo deste estudo é analisar o impacto do uso de fontes de informação em saúde e da busca por informações sobre saúde sexual na literacia em saúde sexual de um grupo de adolescentes portugueses.

Métodos
Para atingir o objetivo, foi desenvolvido um estudo quantitativo descritivo e correlacional, com uma amostra não probabilística de 1.215 adolescentes que frequentam duas escolas secundárias da região centro do país. Os dados foram recolhidos com um questionário com questões sociodemográficas, o Health Literacy Assessment Tool e a versão portuguesa do Health Literacy Questionnaire for Children.

Resultados
A amostra foi composta por adolescentes do sexo feminino (47,08%) e masculino (52,92%), com idades entre 14 e 20 anos (16,32; DP = 1,11), frequentando os três anos do ensino secundário (do 10.º ao 12.º ano). A literacia em saúde sexual foi considerada boa (0,65; DP = 0,18), sendo menor nos rapazes (p = 0,000) e nos adolescentes que frequentam o 10.º ano (p = 0,005). A literacia em saúde sexual correlacionou-se negativamente com a idade (R = -0,105; p = 0,000). Os resultados mostraram que a literacia em saúde sexual é influenciada pelo uso de fontes de informação em saúde, nomeadamente "médico", "televisão", "farmácias" e "folhetos" (R2 = 0,032; p = 0,000; Z = 9,087) e pelo recebimento de informações sobre saúde sexual (R2 = 0,045; p = 0,000; Z = 52,387).

Conclusões
Há influência do uso de algumas fontes de informação em saúde e do aumento da literacia em saúde sexual. Para aumentar este tipo de literacia, é importante aumentar a quantidade de informações sobre saúde sexual disponíveis, de modo a melhorar a sua utilização.

Palavras-chave
Sexualidade, saúde mental, recursos de informação

P123 Melhorando as habilidades de suporte básico de vida em adolescentes através de um programa de treino
Pedro Sousa, João G. Frade, Catarina Lobão
Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal
Correspondência: Pedro Sousa (pedro.sousa@ipleiria.pt) – Unidade de Investigação em Saúde & Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Leiria, 2411-901 Leiria, Portugal

Contexto
O suporte básico de vida (SBV) é a base para salvar vidas após uma paragem cardíaca. Estudos anteriores apoiam a necessidade de treinar transeuntes em SBV para reduzir as taxas de mortalidade e morbilidade em situações de acidente e doença súbita em contextos extra-hospitalares. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de um programa de treino direcionado para as competências de SBV de adolescentes.

Métodos
Este estudo quase-experimental entrevistou 176 adolescentes de uma Escola Pública Portuguesa com idades entre 11 e 17 anos, 55,1% do sexo feminino e 44,9% do sexo masculino. A intervenção consistiu em um programa de treinamento direcionado às habilidades de BLS dos adolescentes. O instrumento de avaliação foi aplicado antes e após a intervenção, incluindo um questionário de 20 itens sobre habilidades de BLS. Os resultados foram obtidos por meio de estatística descritiva e testes não paramétricos. Todos os procedimentos éticos e formais foram respeitados.

Resultados
O índice de habilidades de BLS antes da intervenção foi de 15,70 (DP = 2,02) (IC 95%: 15,35 a 16,06), de um máximo de 20 pontos. Ao final da intervenção, o índice de habilidades de BLS aumentou (p < 0,001) para 17,31 (DP = 4,58) (IC 95%: 16,93 a 17,68). Em relação aos determinantes das habilidades de BLS, encontramos uma influência significativa da qualificação dos pais (pai: p = 0,037; χ2 = 8,456; mãe: p = 0,001; χ2 = 16,131). Adolescentes cujos pais tinham qualificações mais altas apresentaram habilidades aumentadas em permeabilização das vias aéreas.

Conclusões
O programa de treinamento em BLS melhorou as habilidades e o conhecimento dos adolescentes. Atenção especial deve ser dada aos determinantes identificados como influenciadores das habilidades de BLS no planejamento de futuras intervenções e políticas.

Palavras-chave
Suporte Básico de Vida, habilidades, adolescentes

P124 Dificuldades na educação sexual relatadas por professores do ensino básico na cidade de Foz do Iguaçu - Brasil
Cynthia B. Moura, Laysa C. Dreyer, Vanize Meneghetti, Priscila P. Cabral
Universidade do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, Paraná, 85851-100, Brasil
Correspondência: Cynthia B. Moura (cynthia-moura@hotmail.com) – Universidade do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, Paraná, 85851-100, Brasil
A educação sexual é um componente curricular presente nas escolas brasileiras, estabelecido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) elaborados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). No entanto, professores despreparados ao abordar esse tema podem levar a uma abordagem simplificada e apenas biológica da sexualidade.
O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento sobre as dificuldades dos professores do 5º ano do ensino fundamental de escolas públicas em Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil, em relação à educação sexual. Optamos por estudar esta série escolar, pois a sexualidade e a reprodução humana aparecem pela primeira vez como disciplina.
Os participantes foram 82 professores do 5º ano do ensino fundamental de 48 escolas municipais de Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, representando 94% do total de escolas da cidade e 60% do total de professores da série. O instrumento de coleta de dados foi um formulário com perguntas sobre as dificuldades dos professores, desafios da educação sexual nas escolas e temas que deveriam ser abordados.
As dificuldades relatadas pelos professores foram principalmente sobre falar sobre homossexualidade, masturbação e violência sexual. As famílias muito permissivas ou negligentes foram apontadas como os maiores desafios. Os tópicos indicados como necessários na educação sexual foram: "ensinar sobre as mudanças típicas da puberdade", "aconselhar sobre os riscos e como se proteger de abuso e pedofilia" e "informar sobre métodos contraceptivos e prevenção de DSTs/AIDS”.

A conclusão é que os dados encontrados nesta pesquisa podem contribuir para justificar e melhor direcionar e capacitar os professores em educação sexual.

Palavras-chave
Educação sexual, sexualidade, adolescentes, formação de professores

P125 Sobreviventes de cancro da mama: temas e recursos para informação. Uma revisão sistemática qualitativa
Francisca Pinto1,2, Paulino Sousa3, Mª Raquel Esteves2
1Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, Universidade Católica Portuguesa/Porto, 4202-401 Porto, Portugal; 2Instituto de Investigação e Formação Avançada em Ciências e Tecnologias da Saúde, Cooperativa De Ensino Superior Politécnico Universitário, Instituto Politécnico de Saúde do Norte, 4585-116 Gandra, Portugal; 3Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, 4200-072 Porto, Portugal & Centre for Health Technology and Services Research, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 4200-450 Porto, Portugal
Correspondência: Francisca Pinto (franciscampinto@gmail.com) – Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, Universidade Católica Portuguesa/Porto, 4202-401 Porto, Portugal
Introdução
O aumento da sobrevivência ao cancro da mama (CM), os problemas na transição para a fase pós-tratamento que as mulheres com CM enfrentam e a diminuição da comunicação entre as pacientes e o sistema de saúde justificam explorar a literatura sobre necessidades de informação e fontes de informação utilizadas pelas sobreviventes de cancro da mama (SCM) nesta fase da experiência oncológica. O objetivo é descrever as necessidades de informação e os recursos de informação utilizados pelas SCM após o tratamento primário que emergiram de evidências qualitativas.
Métodos
Uma revisão sistemática qualitativa. Oito bases de dados foram sistematicamente pesquisadas para estudos utilizando uma expressão resultante de uma combinação de termos (cancro da mama, sobrevivente, informação, literacia). Foram incluídos artigos originais que se concentravam nas necessidades de informação e recursos de informação utilizados pelas SCM, com base na sua experiência oncológica.
Resultados
Trinta estudos foram selecionados. A maioria deles foi exploratória e utilizou metodologia de grupo focal para coletar dados. As BCS precisam de informações que: I) as ajudem a ser eficazes no autogerenciamento da doença (referências a informações sobre efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama); II) as ajudem a aprender a viver com o câncer (mais referências sobre recursos de apoio). Profissionais de saúde, grupos de apoio e materiais escritos são os recursos de informação de primeira preferência para as BCS, apesar de utilizarem outros. Há algumas evidências sobre a abordagem das BCS no uso da web como recurso de informação (mulheres jovens e aquelas que vivem em áreas rurais).
Conclusões
As necessidades de informação das BCS após o tratamento primário são múltiplas e caracterizadas pela experiência de viver com câncer de mama. As BCS utilizam diferentes recursos de informação. Essa evidência parece ser o núcleo das necessidades na sobrevivência ao câncer de mama e justifica uma pesquisa aprofundada sobre esses tópicos.
Palavras-chave
Sobrevivente de câncer de mama, necessidades de informação, recursos de informação, revisão sistemática
P126 Relação entre alfabetização em saúde e prevalência de IST em estudantes de Ciências Biomédicas Laboratoriais
Sofia Galvão1, Ite Tytgat2, Isabel Andrade1, Nádia Osório1, Ana Valado1, Armando Caseiro1, António Gabriel1, Anabela C. Martins1, Fernando Mendes1
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 2University Thomas More, B - 2800 Mechelen, Belgium
Correspondência: Fernando Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal
Contexto
Apesar do desenvolvimento contínuo da tecnologia que facilita o acesso dos pacientes a informações e serviços de saúde, o nível de health literacy (HL) e electronic health literacy (eHL) influencia a participação plena dos indivíduos na gestão da sua própria saúde. Embora muitas campanhas tenham sido implementadas para conscientizar os jovens sobre comportamentos sexuais de risco, ainda há um número crescente de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST) em todo o mundo. Além disso, ainda existe uma lacuna de comunicação entre profissionais de saúde e pacientes. Objetivo: O principal objetivo deste projeto conjunto de pesquisa é estudar a relação entre HL, comportamentos sexuais e prevalência de DST em estudantes de Ciências Biomédicas Laboratoriais, comparando estudantes da Bélgica, Universidade Thomas More (UTM) e Portugal, ESTeSC-Coimbra Health School (CHS).
Métodos
A metodologia inclui a coleta de uma amostra de sangue venoso para a triagem de DST e aplicação de uma ferramenta validada de avaliação de HL (Pfizer, The Newest Vital Sign) juntamente com um questionário para descobrir se existem correlações entre comportamentos sexuais e HL.
Resultados
Espera-se que estudantes do ensino superior que frequentam cursos de ciências da saúde apresentem um nível adequado de HL e de comportamentos de risco, e uma baixa prevalência de DST.
Conclusões
Dependendo dos resultados, este estudo poderá ser um recurso valioso para entidades responsáveis por campanhas de conscientização sobre comportamentos sexuais de risco, traduzindo-se em uma nova abordagem para a prevenção de DST.

Palavras-chave
Letramento em saúde, Comportamentos sexuais, Doenças sexualmente transmissíveis, Estudantes

P127 Letramento em saúde, comportamentos de risco e doenças sexualmente transmissíveis entre doadores de sangue
Mónica Casas-Novas1, Helena Bernardo1, Isabel Andrade1, Gracinda Sousa2, Ana P. Sousa2, Clara Rocha1, Pedro Belo1, Nádia Osório1, Ana Valado1, Armando Caseiro1, António Gabriel1, Anabela C. Martins1, Fernando Mendes1
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal; 2Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Lisboa, 1000-208 Lisboa, Portugal
Correspondência: Fernando Mendes (fjmendes@estescoimbra.pt) – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, São Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal

Introdução
Um nível adequado de letramento em saúde (LS) e letramento em saúde eletrônico (LSe) é fundamental para compreender os riscos à saúde e tomar ações para mudar comportamentos. Tendo em mente a prevalência de doenças sexualmente transmissíveis (DST), é fundamental avaliar o nível de LS/LSe e sua associação com comportamentos de risco, especialmente em grupos restritos de interesse sociocultural e clínico, como os doadores de sangue. Para a doação de sangue no IPST, uma amostra de sangue é coletada para testes de triagem e, ao mesmo tempo, um e-mail é enviado ao doador de sangue. Este e-mail contém o formulário online para elegibilidade do doador e isso fornece uma oportunidade única para associar um questionário para a avaliação de LS/LSe. Objetivo. O objetivo deste estudo é caracterizar o nível de LS funcional e LSe dos doadores de sangue.

Métodos
Um questionário abordando dados demográficos, nível de conhecimento sobre comportamentos de risco e DST, a versão portuguesa das escalas Newest Vital Sign (NVS-PT) e e-HEALS (Escala de Letramento em Saúde Eletrônico) será utilizado em uma amostra representativa da população nacional de doadores de sangue.

Resultados
Espera-se que os doadores de sangue aumentem seu nível de confiança e segurança no procedimento de doação em Portugal, atraindo mais e novos doadores, aumentando os estoques de sangue.

Conclusões
Este projeto de pesquisa inovador será a base para um modelo para o IPST desenvolver estratégias eficazes baseadas em evidências para capacitar os cidadãos para a doação de sangue.

Palavras-chave
Letramento em saúde, letramento em saúde eletrônico, comportamentos de risco, doadores de sangue

P128 Promovendo o letramento na assistência à saúde na gravidez
Fátima Martins1, Montserrat Pulido-Fuentes2
1Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal; 2Facultad de Terapia Ocupacional, Logopedia y Enfermería, Universidad de Castilla-La Mancha, 45600 Talavera de la Reina, Toledo, España
Correspondência: Fátima Martins (fmartins@ese.uminho.pt) – Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Minho, Braga, 4710-057 Braga, Portugal
O letramento adequado na gravidez é fundamental para proporcionar à gestante a adoção de estilos de vida saudáveis. Para conhecer a perspetiva do enfermeiro obstetra sobre o letramento em saúde na vigilância pré-natal, desenvolvemos um estudo descritivo exploratório de abordagem qualitativa no qual realizamos entrevistas semiestruturadas com 8 enfermeiros obstetras que atuavam em centros de saúde em zonas rurais e urbanas.

Os dados foram submetidos à análise de conteúdo segundo Bardin. "Satisfazer as necessidades de informação", "promover o bem-estar da gestante e da criança", "educar para a maternidade" e "promover o bem-estar familiar" são os propósitos da Educação para a Saúde.

Os resultados demonstraram que o letramento permite qualificar a gestante com conhecimentos, habilidades e atitudes de modo a promover a responsabilidade e a autonomia. O "nível de escolaridade" associado ao ambiente social foram fatores condicionantes para a sua promoção. Salienta-se que o conhecimento da gestante foi transmitido por diferentes agentes, com destaque para os profissionais de saúde (n = 38), a família (n = 30) e as tecnologias de informação (n = 26) (internet, televisão, livros e revistas).

As mulheres com Ensino Secundário e Licenciatura procuram principalmente novas tecnologias de informação. Aquelas que possuem menor grau de letramento têm menos conhecimento sobre a gravidez e uma autogestão inadequada dos problemas que podem surgir. Confirma-se que a consulta de vigilância pré-natal é um espaço adequado para preparar a mulher de forma positiva e abrangente para a gravidez, parto e maternidade, bem como para transmitir conhecimentos que a conduzam ao exercício de uma cidadania informada.

Palavras-chave
Letramento em saúde, gravidez, promoção da saúde
P129 Os estilos de vida dos assistentes operacionais de educação
Isabel Barroso1, Gil Cabral2, M. João Monteiro1, Conceição Rainho1
1Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal; 2Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5000-508 Vila Real, Portugal
Correspondência: Isabel Barroso (imbarroso@utad.pt) – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 5001-801 Vila Real, Portugal
Introdução
Os Assistentes Operacionais (AO) que trabalham nas escolas devem adotar estilos de vida saudáveis devido ao papel ativo que desempenham na comunidade educativa. Objetivo: Medir os estilos de vida dos Assistentes Operacionais em escolas secundárias do norte de Portugal.

Métodos
Foi utilizado um estudo descritivo, bem como um questionário sobre as componentes física, psicológica e social dos estilos de vida, constituído por dez domínios que se identificam com o "FANTASTICO". A versão portuguesa, composta por 30 itens, cada um com três opções de resposta, com valores variando de 0 a 2, e a pontuação total de 0 a 120 pontos, categorizada por: "necessita melhorar" (0-46); "regular" (47-72); "bom" (73-84); "muito bom" (85-102) e "estilo de vida excelente" (103-120).

Resultados
Dos 49 OA participantes do estudo, a maioria era do sexo feminino 35 (71,4 %), com idade média de 50,6 anos (DP = 6,6) e 19,1 anos de experiência de trabalho (DP = 7,6). Os estilos de vida dos Auxiliares Operacionais foram classificados da seguinte forma: excelente 7 (14,3 %); muito bom 29 (59,1 %); bom 11 (22,4 %) e um estilo de vida regular 2 (4,1 %). Os dez domínios que apresentaram as menores pontuações foram: uso de tabaco, atividade física e compromissos de associação, família e amigos. O consumo de tabaco teve a menor pontuação (média = 6,61; DP = 2,49), o que indica o pior estilo de vida.
Conclusões
A caracterização dos estilos de vida dos OA permitirá o planejamento de intervenções com o objetivo de promover estilos de vida saudáveis para as áreas que apresentaram as menores pontuações.
Palavras-chave
Estilos de vida, Fantastic, Auxiliares Operacionais de educação
P130 Experiências de saúde no aprendizado-serviço e a arte literária: reflexões sobre a educação em saúde
Alessandro Prado, Yara M. Carvalho
Universidade de São Paulo, São Paulo, 05403-000, Brasil.
Correspondência: Alessandro Prado (yaramc@usp.br) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 05403-000, Brasil; Yara M. Carvalho – Universidade de São Paulo, São Paulo, 05403-000, Brasil
Contexto
O programa “Educação Pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde”) da Universidade de São Paulo (USP) tem proporcionado aos estudantes da área da saúde que participaram das atividades, diferentes experiências de integração ensino-serviço que têm contribuído para o processo de formação em saúde, pois respondem aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho em equipe, a multidisciplinaridade e a atenção às necessidades de saúde das populações são os princípios que norteiam o PET-Saúde, complementando as atividades curriculares na atenção básica/atenção primária à saúde. Objetivo: Investigar as experiências de integração do aprendizado-serviço nas intervenções do PET-Saúde na USP-Capital.
Métodos
Desenvolvemos uma pesquisa de estudo de caso com intervenções do PET-Saúde, com rodas de conversa e diários de campo. Para o referencial teórico e conceitual, adotamos o Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago e a Escrita Filosófica de Martinich, visando discutir e descrever a experiência.
Resultados
A integração aprendizado-serviço ocorreu com o PET-Saúde e contribuiu para ampliar as perspectivas sobre o processo saúde-doença e complementar a formação em saúde, a fim de qualificar a atuação do profissional no campo, considerando sobretudo os determinantes sociais como componentes indissociáveis das práticas de saúde.
Conclusões
Diversidade e pluralidade são formas de pensar e realizar a formação em saúde é fundamental para vivenciar estratégias de ensino que instiguem e produzam mais conexão entre estudantes, usuários e serviços e mais compromisso em defesa da vida.
Palavras-chave
Educação em Saúde, atenção primária à saúde, práticas de saúde
P131 Natação ao longo da vida – um projeto europeu Erasmus + 
Maria Campos, Liliana Moreira, José Ferreira, Ana Teixeira, Luís Rama
Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, Universidade de Coimbra, 3040-248 Coimbra, Portugal

Correspondência: Maria Campos (mjcampos@fcdef.uc.pt) – Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, Universidade de Coimbra, 3040-248 Coimbra, Portugal

O exercício para idosos é uma ferramenta valiosa para as pessoas, porque leva a uma vida longa e saudável, e para os governos, porque pode reduzir significativamente os gastos com saúde. O objetivo de reduzir os custos de saúde promove políticas de envelhecimento ativo e saudável, visando controlar o aumento das despesas com cuidados de saúde previsto para a população idosa. Nesse contexto, faz sentido o surgimento de políticas de prevenção de riscos sociais, incluindo a promoção do exercício.

Exercitar-se na água proporciona muitos benefícios para os idosos, e pode ser usado para aumentar a recuperação de cirurgias e outros problemas, para ganhar força, resistência e equilíbrio para a realização de atividades diárias. Portanto, o Life Long Swimming (LLS) é um projeto patrocinado e financiado pela Erasmus + União Europeia, e desenvolvido pelas Federações de Natação Italiana, Espanhola e Turca, sob a supervisão científica da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, Universidade de Coimbra (Portugal). O Projeto LLS visa desenvolver: I) um modelo de organização: adaptar os centros esportivos às necessidades dos idosos; II) um modelo de ensino: um programa educacional de natação para adultos e idosos; III) um padrão de certificação de nadadores: O Livro do Nadador; IV) um padrão de certificação de clubes e instituições: o certificado de qualidade de clube parceiro LLS.

O projeto é o resultado de um processo cultural inovador para produzir diretrizes visando desenvolver centros de natação amigáveis para idosos, com especial interesse para pessoas ativas acima de 60 anos. Os impactos desejados são difundir a conscientização sobre a importância do exercício que melhora a saúde por meio da natação e entusiasmar um número sustentável de novos nadadores idosos.

Palavras-chave
projeto Life Long Swimming, idosos, natação, projeto europeu

🛡️

Compilação e Análise Científica

Este conteúdo foi estruturado, traduzido e revisado dinamicamente para fundamentar os protocolos e a base de conhecimento do ecossistema Integrativia. As informações apresentadas visam fornecer suporte de literatura científica para profissionais de saúde e medicina integrativa.

Voltar para a Consolidação (Breast Cancer Phytotherapy)