pmid: "39638052"
title: "Respostas à ativação de diferentes receptores trigeminais intranasais: Evidências dos níveis comportamental, periférico e central."
authors: "Mai Y, Flechsig J, Warr J, Hummel T"
journal: "Behavioural brain research"
pubdate: "2025 Mar 05"
doi: "10.1016/j.bbr.2024.115371"
source: "PubMed Abstract"

Respostas à ativação de diferentes receptores trigeminais intranasais: Evidências dos níveis comportamental, periférico e central.

Autores

Mai Y, Flechsig J, Warr J, Hummel T

Periodico

Behavioural brain research (2025 Mar 05)

Conteudo

OBJETIVO: Existem vários receptores que medeiam as sensações trigeminais intranasais. No entanto, poucos estudos comparam os padrões de resposta entre diferentes ativações de receptores.

MÉTODOS: Registramos potenciais mucosos negativos (NMPs) em 24 participantes saudáveis e potenciais relacionados a eventos (ERPs) em 17 participantes durante a exposição a cinco odores que desencadeiam sensações trigeminais e um estímulo olfatório. Adicionalmente, 10 participantes completaram uma tarefa de classificação contínua de intensidade de odor.

RESULTADOS: Observamos um efeito significativo do tipo de odor nas amplitudes dos NMPs (F=13,51-21,88, p's < 0,01), com cicloexanona (TRPV1) e CO2 (TRPV1 +A1) induzindo maiores amplitudes N1 e/ou P1N1 do que outros estímulos (t = 3,28-7,54, p's < 0,05). Diferenças semelhantes foram observadas nas amplitudes dos ERPs (F=3,69-12,25, p's < 0,05), com a cicloexanona mostrando maiores amplitudes P2 e/ou N1P2 do que PEA (odorante), carvacrol (TRPV3 +A1) e perilaldeído (TRPA1) (t = 3,13-4,10, p's < 0,05). O CO2 também produziu maiores amplitudes do que o carvacrol (t = 3,53-4,42, p's < 0,05). Na tarefa de classificação de intensidade de odor, a cicloexanona, o CO2 e o isopulegol (TRPM8 +TRPA1) apresentaram maiores classificações de pico, inclinações mais acentuadas e/ou latências mais curtas (F=6,15-13,86, p's < 0,01; t = 3,14-7,76, p's < 0,05).

CONCLUSÕES: A ativação de diferentes receptores trigeminais intranasais gera respostas variadas. Notavelmente, estímulos envolvendo a ativação do TRPV1, associados a irritação ou dor, provocaram atividade neural e comportamental mais forte em comparação com estímulos envolvendo outros receptores, mesmo ao controlar a intensidade de estímulo classificada. Isso enfatiza a importância do TRPV1 na adaptação de sobrevivência. Estudos futuros devem testar diferentes conjuntos de estimulantes para verificar a robustez desses achados.

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Compilação e Análise Científica

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