pmid: "19175732"
title: "Criopreservação de plaquetas caninas."
authors: "Appleman EH, Sachais BS, Patel R, Drobatz KJ, Groman RP, Kennedy DR, O'Donnell PA, Bryan C, Callan MB"
journal: "Journal of veterinary internal medicine"
pubdate: "2009"
doi: "10.1111/j.1939-1676.2008.0225.x"
source: "PubMed Abstract"
Criopreservação de plaquetas caninas.
Autores
Appleman EH, Sachais BS, Patel R, Drobatz KJ, Groman RP, Kennedy DR, O'Donnell PA, Bryan C, Callan MB
Periodico
Journal of veterinary internal medicine (2009)
Conteudo
CONTEXTO: A criopreservação de plaquetas permite armazenamento de longo prazo e disponibilidade imediata de produtos transfusionais.
HIPÓTESE: A adição de uma preparação que inibe a ativação plaquetária (Thrombosol, em 2% de dimetilsulfóxido [DMSO]) melhorará a função in vitro e prolongará a sobrevida in vivo de plaquetas criopreservadas em comparação com aquelas preservadas em 6% de DMSO.
ANIMAIS: Trinta e três cães de pesquisa.
MÉTODOS: Estudo prospectivo. Onze concentrados de plaquetas (CP) frescos de aférese canina foram cada um divididos em 3 unidades: fresco e criopreservado em 6% de DMSO ou Thrombosol. A análise plaquetária, realizada de 1 a 10 semanas após o congelamento, incluiu testes funcionais in vitro e avaliação da sobrevida in vivo por meio da administração de plaquetas biotiniladas.
RESULTADOS: A agregação plaquetária foi diminuída nos CP criopreservados. As plaquetas criopreservadas puderam ser ativadas, com base na expressão média de P-selectina estimulada por trombina (6% DMSO, 23,0%; Thrombosol, 18,4%), embora em menor extensão do que os CP frescos (49,1%) (P < 0,0001). A recuperação máxima média de plaquetas in vivo para CP frescos foi de 80,3%, significativamente maior do que a recuperação para CP com 6% DMSO (49,2%) e Thrombosol (43,7%) (P ≤ 0,001). A meia-vida (dias) dos CP frescos (3,8 ± 0,4) foi significativamente (P < 0,002) maior do que a dos CP com 6% DMSO (1,9 ± 1,0) e Thrombosol (2,4 ± 1,1), sem diferença (P = 0,3) entre os CP criopreservados.
CONCLUSÕES E IMPORTÂNCIA CLÍNICA: A criopreservação de plaquetas caninas usando Thrombosol não proporcionou qualquer vantagem sobre a preservação usando 6% de DMSO. As plaquetas criopreservadas podem ser ativadas in vitro e fornecer benefício terapêutico quando as plaquetas frescas não estiverem disponíveis. Estudos adicionais são necessários para avaliar sua função hemostática in vivo.