pmid: "38762432"
title: "Rumo à medicina de precisão na DPOC: Visando citocinas tipo 2 e alarminas."
authors: "Varricchi G, Poto R"
journal: "European journal of internal medicine"
pubdate: "2024 Jul"
doi: "10.1016/j.ejim.2024.05.011"
source: "PubMed Abstract"
Rumo à medicina de precisão na DPOC: Visando citocinas tipo 2 e alarminas.
Autores
Varricchi G, Poto R
Periodico
European journal of internal medicine (2024 Jul)
Conteudo
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma epidemia global crescente com o envelhecimento da população, afetando aproximadamente 10% dos indivíduos com mais de 45 anos. A DPOC é uma doença inflamatória heterogênea com vários endofenótipos e apresentações clínicas. Embora a inflamação neutrofílica seja classicamente considerada uma característica marcante da DPOC, a inflamação eosinofílica também pode estar presente em um subgrupo de pacientes. Várias outras células imunes e citocinas desempenham um papel fundamental na orquestração e perpetuação das vias inflamatórias na DPOC, tornando-as alvos atraentes para o tratamento desse distúrbio. Estudos recentes começaram a avaliar o possível papel da inflamação do tipo 2 (T2) e das alarminas derivadas do epitélio (TSLP e IL-33) na DPOC. Dois ensaios clínicos randomizados (ECRs) de fase III mostraram uma redução modesta nas exacerbações em pacientes com DPOC com fenótipo eosinofílico tratados com mepolizumabe (anti-IL-5) ou benralizumabe (anti-IL-5Rα). Um ECR de fase III mostrou uma redução de 30% nas exacerbações em pacientes com DPOC com ≥ 300 eosinófilos/μL tratados com dupilumabe (anti-IL-4Rα). Esses resultados sugerem que bloquear uma única citocina (por exemplo, IL-5) ou seu principal alvo (isto é, IL-5Rα) é menos promissor do que bloquear um espectro mais amplo de citocinas (isto é, IL-4 e IL-13) na DPOC. A TSLP e a IL-33 são reguladores a montante das respostas imunes T2-alta e T2-baixa na inflamação das vias aéreas. Vários ECRs em andamento estão avaliando a eficácia e segurança do anti-TSLP (tezepelumabe), anti-IL-33 (itepequimabe, tozoracimabe) e anti-ST2 (astegolimabe) em pacientes com DPOC que apresentam exacerbações. Em conclusão, alvejar a inflamação T2 ou as alarminas derivadas do epitélio pode representar um avanço na medicina de precisão para o tratamento de um subgrupo de pacientes com DPOC.