pmid: "16156950"
title: "Oxigenação e ozonização extracorpórea do sangue: implicações clínicas e biológicas da ozonioterapia."
authors: "Di Paolo N, Gaggiotti E, Galli F"
journal: "Redox report : communications in free radical research"
pubdate: "2005"
doi: ""
source: "PubMed Abstract"

Oxigenação e ozonização extracorpórea do sangue: implicações clínicas e biológicas da ozonioterapia.

Autores

Di Paolo N, Gaggiotti E, Galli F

Periodico

Redox report : communications in free radical research (2005)

Conteudo

Algumas linhas de evidência sugerem que o desafio aos antioxidantes e biomoléculas provocado por pró-oxidantes como o ozônio pode ser usado para gerar uma resposta de estresse controlada de possível relevância terapêutica em algumas disfunções imunológicas e condições crônicas e degenerativas. Células imunes e endoteliais foram propostas como alvos eletivos dos efeitos moleculares positivos do ozônio e de suas espécies derivadas formadas durante a ozonização do sangue.

Com base nesses princípios subjacentes e contra o ceticismo frequentemente prejudicial e preocupações sobre sua toxicidade, o ozônio tem sido usado na auto-hemoterapia (AHT) por quatro décadas com resultados encorajadores. No entanto, a aplicação clínica e validação da AHT têm sido até agora amplamente insuficientes. Recentemente, uma nova e mais eficaz abordagem terapêutica para a ozonioterapia foi estabelecida, nomeadamente a oxigenação e ozonização extracorpórea do sangue (EBOO). Esta técnica, testada primeiro in vitro e depois in vivo em ovinos e humanos (mais de 1200 tratamentos realizados em 82 pacientes), é realizada com um aparelho de alta eficiência que possibilita tratar com uma mistura de oxigênio-ozônio (0,5-1 microg/ml de oxigênio) em 1 hora de circulação extracorpórea até 4800 ml de sangue heparinizado sem problemas técnicos ou clínicos, enquanto apenas 250 ml de sangue podem ser tratados com ozônio pela AHT. A técnica EBOO pode ser facilmente adaptada para uso em hemodiálise também.

O ciclo terapêutico padrão dura 7 semanas, nas quais são realizadas 14 sessões de tratamento de 1 hora. Após uma sessão de EBOO, a interação do ozônio com os componentes sanguíneos resulta em níveis aumentados de 4 a 5 vezes dos reagentes do ácido tiobarbitúrico e uma diminuição proporcional dos tióis proteicos plasmáticos, sem qualquer hemólise eritrocitária apreciável. Com base em evidências preliminares in vitro, esses parâmetros laboratoriais simples podem representar um complemento útil no monitoramento rotineiro da conformidade biológica ao tratamento.

A experiência clínica adquirida até agora confirma o grande potencial terapêutico da EBOO em pacientes com doença arterial periférica grave, doença coronariana, embolia por colesterol, dislipidemia grave, doença de Madelung e surdez súbita de origem vascular. Investigações extensivas sobre biomarcadores de estresse oxidativo e ensaios clínicos estão em andamento para validar ainda mais esta nova técnica.

🛡️

Compilação e Análise Científica

Este conteúdo foi estruturado, traduzido e revisado dinamicamente para fundamentar os protocolos e a base de conhecimento do ecossistema Integrativia. As informações apresentadas visam fornecer suporte de literatura científica para profissionais de saúde e medicina integrativa.

Voltar para a Consolidação (Ozone Therapy)