pmid: "34303829"
title: "A cloroquina inibe os efeitos pró-inflamatórios do heme em macrófagos e in vivo."
authors: "Silva RCMC, Tan L, Rodrigues DA, Prestes EB, Gomes CP, Gama AM, Oliveira PL, Paiva CN, Manoury B, Bozza MT"
journal: "Free radical biology & medicine"
pubdate: "2021 Sep"
doi: "10.1016/j.freeradbiomed.2021.07.028"
source: "PubMed Abstract"

A cloroquina inibe os efeitos pró-inflamatórios do heme em macrófagos e in vivo.

Autores

Silva RCMC, Tan L, Rodrigues DA, Prestes EB, Gomes CP, Gama AM, Oliveira PL, Paiva CN, Manoury B, Bozza MT

Periodico

Free radical biology & medicine (2021 Sep)

Conteudo

FUNDAMENTO: A cloroquina tem sido usada com sucesso para tratar malária, inclusive por Plasmodium sp. resistente à cloroquina, indicando que ela tem efeitos sobre a própria doença. Como o heme tem efeitos inflamatórios e contribui para a patogênese de doenças hemolíticas, levantamos a hipótese de que o efeito anti-inflamatório da cloroquina se deve parcialmente ao seu efeito inibitório sobre a ativação de macrófagos induzida pelo heme e sobre o dano tecidual inflamatório.
MÉTODOS: Macrófagos derivados da medula óssea (BMDMs) foram incubados com cloroquina antes da estimulação com heme, em diferentes condições, para avaliar a secreção de citocinas, a produção de ROS, a ativação de proteínas quinases ativadas por mitógenos (MAPK) ou tirosina quinase do baço (Syk), isoladamente ou combinadas com LPS. Os efeitos da cloroquina sobre a inflamação pelo heme também foram avaliados in vivo, através de injeção i.p. simultânea de LPS e heme, instilação intratraqueal de Poly-IC seguida de injeção de heme, e em um modelo de rabdomiólise.
RESULTADOS: A cloroquina inibiu a secreção de TNF, a produção de ROS mitocondrial, a ativação de MAPK e Syk induzidas pelo heme. A inibição da produção de TNF pôde ser imitada pelo ionóforo de zinco quercetina, mas não pela primaquina, um análogo da cloroquina com baixa afinidade pelo heme. As secreções de IL-6 e IL-1β induzidas pelo heme na presença de agonistas de PRRs foram inibidas pela cloroquina, mas não pelo quelante de cálcio BAPTA ou pelo inibidor da acidificação endossomal concamicina B. A cloroquina também protegeu camundongos dos efeitos inflamatórios do heme in vivo, inibindo o sinergismo letal com agonistas de PRRs, a patologia pulmonar causada pela injeção de heme após instilação intratraqueal de Poly-IC, e retardando a morte após rabdomiólise.
CONCLUSÃO: Nossos dados indicam que a cloroquina pode ser usada como terapia de suporte para controlar a inflamação deletéria induzida pelo heme em diferentes doenças hemolíticas.

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Compilação e Análise Científica

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