pmid: "41100911"
title: "Efeitos da suplementação de vitamina K2 e D3 no tecido adiposo epicárdico e na inflamação sistêmica: um subestudo do ensaio AVADEC."
authors: "Hasific S, Ravn EJ, Rasmussen LM, Mejldal A, Dey D, Frandsen NE, Lindholt JS, Auscher S, Lambrechtsen J, Hosbond S, Alan D, Urbonaviciene G, Becker S, Øvrehus KA, Diederichsen A"
journal: "Atherosclerosis"
pubdate: "2025 Nov"
doi: "10.1016/j.atherosclerosis.2025.120540"
source: "PubMed Abstract"
Efeitos da suplementação de vitamina K2 e D3 no tecido adiposo epicárdico e na inflamação sistêmica: um subestudo do ensaio AVADEC.
Autores
Hasific S, Ravn EJ, Rasmussen LM, Mejldal A, Dey D, Frandsen NE, Lindholt JS, Auscher S, Lambrechtsen J, Hosbond S, Alan D, Urbonaviciene G, Becker S, Øvrehus KA, Diederichsen A
Periodico
Atherosclerosis (2025 Nov)
Conteudo
FUNDAMENTOS E OBJETIVOS: As vitaminas K2 e D3 podem melhorar a saúde cardiovascular ao modular a inflamação e a calcificação vascular. A inflamação contribui para a aterosclerose e pode ser avaliada por meio de imagem e biomarcadores sistêmicos. Este estudo investigou se a suplementação com vitaminas K2 e D3 reduz a inflamação no tecido adiposo epicárdico (TAE), incluindo o tecido adiposo pericoronariano (TAPC), e a inflamação sistêmica em homens idosos com risco cardiovascular.
MÉTODOS: No ensaio Aortic Valve DECalcification (AVADEC), 388 homens com idade entre 65 e 74 anos receberam suplementação diária de vitamina K2 (720 μg) e D3 (25 μg) ou placebo por 24 meses. A inflamação do TAE foi avaliada por TC sem contraste [volume e atenuação do TAE] e TC com contraste [atenuação do TAPC]. A inflamação sistêmica foi avaliada por meio de hs-PCR, IL-6, TNF-α, Fetuin-A e osteopontina (OPN). A proteína Gla da matriz descarboxilada desfosforilada (dp-ucMGP), a forma inativa da MGP, serviu como proxy do status da vitamina K2.
RESULTADOS: Após 24 meses, o volume do TAE aumentou no grupo placebo (Δ5,66 cm3, IC 95% 1,35; 9,98) e de forma não significativa no grupo vitamina (Δ3,44 cm3, IC 95% -0,44; 7,33), com uma diferença intergrupos de -2,22 cm3 (IC 95% -8,01; 3,57). A atenuação do TAE diminuiu de forma semelhante (diferença intergrupos: 0,32 HU, IC 95% -0,23; 0,87). A atenuação do TAPC permaneceu inalterada. Não foram observadas alterações significativas nos marcadores sistêmicos, embora a OPN tenha aumentado modestamente no grupo vitamina (Δ25,72 pg/mL, IC 95% 2,40; 49,05). A dp-ucMGP diminuiu significativamente com a suplementação (diferença intergrupos: 255,31 pmol/L, IC 95% -289,56; -221,05).
CONCLUSÕES: Apesar da redução na dp-ucMGP, a suplementação com altas doses de vitaminas K2 e D3 não afetou o TAE, TAPC ou a inflamação sistêmica ao longo de 24 meses. Estratégias alternativas podem ser necessárias para atingir as vias inflamatórias na prevenção de doenças cardiovasculares.